Troca de ataques entre João Roma e Rui Costa esquenta disputa pelo Senado.

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A disputa pelo Senado na Bahia ensaia ganhar confrontos abertos antes mesmo do encontro cara a cara. Em entrevistas concedidas ao BNews, João Roma (PL) e Rui Costa (PT) transformaram declarações em munição, antecipando um debate que promete ser menos programático e mais do que um simples “pega-pega”. Não houve mediação simultânea, mas o eco das falas foi suficiente para evidenciar que o embate será marcado por um tom direto e incisivo.

Roma optou por um ataque cirúrgico ao estilo de liderança de Rui, ao chamá-lo de “amigo da onça”. Ao evocar Jaques Wagner, figura central da engrenagem petista na Bahia, Roma toca em uma fissura sensível, a disputa por protagonismo dentro do grupo. Também resgata o apelido “vagareza”, atribuído por Rui a Wagner, ampliando o embate.

Rui Costa, por sua vez, desloca o eixo do debate para a vitrine de realizações. Ao questionar onde estão as obras de Jair Bolsonaro na Bahia, busca atingir Roma em um ponto sensível, o legado do bolsonarismo no estado. A estratégia passa por nacionalizar o confronto e associar o adversário a um projeto político com menor densidade eleitoral.

O que emerge desse pré-debate é menos uma disputa de propostas e mais um teste de provocações. Roma aposta no desgaste interno do PT e na imagem de Rui como gestor rígido. Rui, por outro lado, investe na comparação de entregas e na fragilidade do campo adversário na Bahia. Se o tom se mantiver, o confronto tende a escalar para além de um duelo e ganhar contornos mais ásperos.

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Adolescente morre após ser atingida por caminhão em avenida urbana+

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A morte da adolescente Lavínia da Silva Santos, de 12 anos, na tarde de quarta-feira (15.abril.2026), em Vitória da Conquista, interrompeu de forma trágica a rotina de uma família. Estudante da Escola Monteiro Lobato e moradora do loteamento Terras do Remanso, a jovem perdeu a vida após um acidente de trânsito na Avenida Brumado, no bairro Zabelê, uma via já conhecida pelo fluxo intenso.

As circunstâncias iniciais indicam que Lavínia estava na garupa de uma motocicleta. Na queda, ela foi atingida por um caminhão que trafegava pela via. O impacto foi fatal, e o óbito foi constatado ainda no local, sem tempo sequer para o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).

O velório ocorre na Igreja Batista Bíblica Ebenézer, na Avenida Salvador, 1900, bairro Brasil, enquanto o sepultamento está previsto para as 16 horas.

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Ex-parlamentar é alvo de operação que investiga pagamento por fuga em presídio

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O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16.abril.2026) na Praia do Forte, local turístico do município de Mata de São João, na RMS, durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), unidades da capital e regional Sul, e do Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep).

As investigações apontam que o ex-deputado teria negociado com organização criminosa o recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga ocorrida em dezembro de 2024, quando 16 internos escaparam do Conjunto Penal de Eunápolis, entre eles o traficante Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como Dada, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção com atuação regional e vínculo com o Comando Vermelho. Dada estaria atualmente no Rio de Janeiro, de onde continuaria comandando ações criminosas na região de Eunápolis.

Também foram cumpridos mandados de busca em Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro, tendo como alvos um ex-vereador de Eunápolis e um advogado. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Eunápolis.

Segundo as apurações, a fuga dos internos não teria ocorrido de forma isolada ou fortuita, mas estaria inserida em um contexto de articulação criminosa estruturada, envolvendo integrantes da organização criminosa PCE e o ex-deputado federal, com a utilização de influência política e institucional.

O nome “Duas Rosas”, atribuído à operação, faz referência ao valor estimado da vantagem indevida. Ao longo das investigações, verificou-se que a expressão “rosa” era utilizada de forma codificada para se referir a dinheiro, aparecendo em diálogos e tratativas sob termos como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” ou “choram as rosas”, em alusão ao pagamento dos valores negociados.

Bêda Almeida é submetido a angioplastia, mas segue sob cuidados médicos, além da observação das filhas, Paulinha Ary e Amanda, e da esposa, Soraya.

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O ex-prefeito de Ubaitaba, Bêda Almeida (MDB), segue internado desde o último domingo (12.abril.26) no Hospital Mater Dei, em Salvador. O emedebista foi submetido a um cateterismo, seguido de angioplastia após a identificação de uma obstrução de 80% em uma artéria, quadro que acendeu o alerta.

Com histórico cardíaco, Bêda vinha enfrentando episódios de angina (dor ou desconforto no peito causada pela falta de oxigênio no coração, geralmente por obstrução das artérias) e já havia passado pela implantação de seis stents. Nesta terça-feira (14.abril.26), a necessidade de intervenção se confirmou novamente, com a colocação de mais um dispositivo para garantir o fluxo sanguíneo adequado.

Apesar do susto, o cenário atual é de recuperação. Segundo sua filha, Paulinha Ary, o ex-prefeito, que já exerceu quatro mandatos em Ubaitaba, permanece internado na UTI, mas apresenta boa evolução clínica após o procedimento. A expectativa é que ele deixe a UTI e seja transferido para um leito ainda nesta quinta-feira, com alta médica prevista entre sexta e sábado, o que pode marcar não apenas o retorno à rotina, mas também a reentrada gradual de Bêda no jogo político, onde sua influência, mesmo longe das urnas, segue sendo peça relevante em Ubaitaba e região. Bêda segue sob a observação das filhas, Paulinha Ary e Amanda, e da esposa, Soraya.

ATUALIZAÇÃO ÀS 11H40MIN DE 16 DE ABRIL DE 2026 ⤵
O ex-prefeito Bêda Almeida recebeu alta médica na manhã desta quinta-feira, por volta das 11h20, do Hospital Mater Dei, em Salvador.

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Dois policiais são mortos em Salvador: policial civil Adailton Oliveira e Polícia Militar Samuel Novais

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A quarta-feira (15.abril.2026) foi marcada por luto nas forças de segurança da Bahia, após a morte de dois policiais em ocorrências distintas em Salvador. Os casos foram registrados em bairros diferentes da capital.

O policial civil Adailton Oliveira Rocha, de 55 anos, foi morto após ser baleado durante uma ação investigativa no bairro de Tancredo Neves. Com trajetória iniciada em 2005, o agente acumulava passagens por unidades estratégicas da corporação e havia sido designado para a delegacia local há menos de um ano. Segundo a Polícia Civil, ele foi surpreendido por homens armados ao entrar em uma rua sem saída. Socorrido ao Hospital Geral Roberto Santos, no Cabula, não resistiu aos ferimentos.

Já no Engenho Velho de Brotas, o soldado da Polícia Militar Samuel Novais da Silva morreu após ser atingido durante uma troca de tiros enquanto participava de rondas na localidade de Manguinhos. Integrante da 26ª Companhia Independente, ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado, mas também não resistiu.

O avanço da violência armada e os desafios enfrentados por profissionais que atuam diretamente na linha de frente evidenciam que a segurança pública vive um momento delicado na Bahia. Com informações do G1 Bahia.

Saída de Rosalvo e Decinho enfraquece estrutura do PT em reduto estratégico

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Ruptura que ecoa além das urnas com a saída de Antônio Rosalvo, do PT, da base do governador Jerônimo Rodrigues. Nome que até então orbitava o núcleo petista em Lauro de Freitas, Rosalvo agora se aproxima do grupo liderado por ACM Neto, líder do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia.

Rosalvo foi derrotado nas urnas por Débora Régis (UB), que cravou expressivos 59,61% dos votos na última disputa municipal, em 2024. Segundo informações do jornalista Victor Pinto, o ex-petista deve desembarcar no PSDB em um acordo que contou com a digital política do prefeito de Salvador, Bruno Reis. Não é trivial: trata-se de uma travessia que rompe com alianças históricas, incluindo o apoio que recebeu de Moema Gramacho, uma das principais lideranças petistas na região.

O impacto, no entanto, não se limita à saída de Rosalvo. O PT de Lauro de Freitas sofre um abalo mais profundo ao assistir também à debandada de Anderson Pinheiro, o Decinho, vereador mais votado da legenda no município. A dupla deserção fragiliza a musculatura política do partido na cidade e acende um alerta sobre a capacidade de retenção de seus quadros.

Gestores da saúde se reúnem em Arataca para alinhar políticas na região sul

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Em meio aos desafios persistentes da saúde pública, o município de Arataca assumiu protagonismo ao sediar, nesta semana, uma reunião estratégica da Comissão Intergestora Regional (CIR). O encontro reuniu secretários municipais e representantes de instituições-chave, em um esforço coordenado para alinhar políticas e ajustar a engrenagem do SUS na região Sul do estado. Longe dos holofotes da capital, foi no interior que o debate ganhou densidade técnica e urgência política.

À mesa, nomes com peso na gestão regional: o secretário municipal de Saúde, Kariton Bronze; o diretor-geral do Hospital Regional Costa do Cacau, Júlio Mousse; e a diretora do Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio, Renata Cordeiro. Também participaram representantes da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia e o diretor do Núcleo Regional de Saúde Sul, Danilo Amorim. O retrato é de uma rede que tenta se articular diante de demandas crescentes e recursos nem sempre proporcionais.

Arataca concentra lideranças da saúde em reunião estratégica da CIR.

O foco da reunião foi direto: fortalecer a atenção básica, integrar fluxos entre municípios e unidades hospitalares e revisar gargalos que ainda comprometem o atendimento. Em regiões como o Sul baiano, onde distâncias e desigualdades estruturais pesam, a coordenação entre os entes federativos deixa de ser apenas protocolo e passa a ser condição de funcionamento do sistema.

Mais do que um encontro institucional, a reunião em Arataca expôs o esforço contínuo de equilibrar planejamento com ações concretas. Entre pactuações e diagnósticos, ficou evidente que a saúde regional avança quando há convergência. No fim, o que se discutiu foi a capacidade do sistema de responder, na ponta, às urgências de uma população que depende, quase exclusivamente, do SUS.

Arataca recebe reunião regional e reforça articulação do SUS no sul da Bahia.

Itabuna investe em parques lineares para reduzir impactos das cheias do Rio Cachoeira

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Nesta quarta-feira (15.abril), o prefeito Augusto Castro assinou, no bairro Vila Zara, a ordem de serviço para a construção de dois parques lineares às margens do Rio Cachoeira: uma intervenção que combina urbanização, prevenção de desastres e impacto direto na saúde pública. A iniciativa mira, sobretudo, a população mais vulnerável às enchentes, historicamente exposta a riscos sanitários e perdas recorrentes.

Com investimento de R$ 1,78 milhão, o projeto prevê dois trechos: um na Rua do Prado, no São Judas, e outro ao longo da BR-415, conectando a antiga Vila da Paz ao bairro Juracy Magalhães. A execução ficará a cargo da Construtora Faria Lima Ltda., sob supervisão técnica do município. Na prática, a proposta reorganiza áreas hoje degradadas, introduzindo infraestrutura verde capaz de reduzir ilhas de calor, melhorar o escoamento da água da chuva e ampliar espaços de convivência.

Um dos principais atributos de Itabuna é o Rio Cachoeira, que corta a cidade ao meio, atravessando o território de ponta a ponta, com 16 km de orla, dos quais 3,25 km estão em área urbana. Com isso, o projeto visa organizar os espaços públicos, arborizar e preservar as Áreas de Preservação Permanente (APPs), recuperar a mata ciliar e investir em paisagismo, com a criação de áreas verdes que ajudam no equilíbrio da temperatura e no escoamento da água da chuva, entre outros benefícios dos parques.

Valderico Júnior processa Vinícius Alcântara na Justiça

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Do palanque ao tribunal. Assim, a política de Ilhéus ganhou aspectos mais agudos após um embate que atravessou o calendário eleitoral e desembocou no Judiciário. O prefeito Valderico Júnior decidiu judicializar a crise com o vereador Vinícius Alcântara, ambos do partido União Brasil e ex-aliados de campanha, após dividirem o mesmo palanque em 2024. A queixa-crime expõe um embate jurídico sem previsão de bandeira branca. Em suma, o processo trata de crimes de calúnia, injúria e difamação.

A convivência institucional foi rompida quando o vereador Vinícius Alcântara teria exigido espaço no governo, com controle sobre duas secretarias, de acordo com a ação protocolada na 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus. A negativa do Executivo, amparada no argumento da separação entre os poderes, foi o estopim para uma escalada de tensionamentos que migraram do campo administrativo para o político e jurídico.

É nesse ambiente que a disputa ganha linhas mais agressivas, inclusive na arena digital. Segundo a peça judicial, o vereador Vinícius Alcântara passou a utilizar suas plataformas digitais para atacar diretamente a gestão municipal de Valderico Júnior, com acusações que vão de má condução administrativa a imputações graves, como suposta corrupção e fraude em contratos públicos, além de denúncias envolvendo a merenda escolar. Já o prefeito sustenta que houve manipulação deliberada da informação e que as falas extrapolam o limite da crítica política, configurando crimes contra a honra.

O Pauta Blog tentou manter contato com o vereador citado, mas, até o fechamento da matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

O estádio Itabunão entra no ciclo das promessas recicladas

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O imbróglio da reforma do Estádio Fernando Gomes Oliveira, o Itabunão, ganhou um novo capítulo e mais explicações do que soluções. Após meses de obras paradas e mais de dois anos desde a assinatura da ordem de serviço (no dia 23.fevereiro.2024), o prefeito Augusto Castro (PSD) resolveu apontar o dedo para a empresa responsável: segundo ele, faltou lastro financeiro, sobrou incapacidade e, no meio do caminho, a empresa “quebrou”. A revelação foi feita em tom de explicação na rádio Interativa FM. O resultado é o que Itabuna vê hoje: um estádio parado, um projeto travado e uma população à espera.

Agora, a promessa é de recomeço. Augusto Castro afirma que vai relicitar a obra e garante a entrega ainda este ano, ou seja, em 2026. O discurso, no entanto, soa como déjà vu. Em política, prazo que se renova demais perde credibilidade, ainda mais quando o histórico recente é de atraso e interrupção. A cada nova promessa, cresce a desconfiança de que o cronograma corre mais no papel do que na prática.

Enquanto isso, o Itabunão segue no campo das intenções: gramado novo, irrigação automatizada, drenagem moderna, arquibancadas requalificadas para mais de 10 mil torcedores. No papel, um estádio à altura; na realidade, planejamento falho e execução precária podem transformar obra pública em novela. E, por enquanto, sem previsão de capítulo final confiável. 

Jerônimo Rodrigues enfrenta dificuldades para construir apoio no primeiro turno

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Se governar é, antes de tudo, saber articular, Jerônimo Rodrigues ainda não encontrou o manual. A comparação com Jaques Wagner e Rui Costa não é apenas inevitável — é dura. Onde os antecessores construíam pontes, Jerônimo coleciona silêncios, desencontros e portas entreabertas. Novo capítulo de Jerônimo: demonstrou interesse em contar com o apoio do PSol em sua campanha e disse querer conversar com os dirigentes da legenda, à Rádio Baiana FM. Resultado: cartada recusada imediatamente.

A resposta veio no tom que a política costuma reservar para quem esquece aliados após a vitória. Ronaldo Mansur descartou apoio no primeiro turno porque a sigla foi “esquecida” pelo governador após o apoio no segundo turno em 2022. Muitos já cochicham: Jerônimo patina na articulação. Em política, apoio não é cheque em branco; precisa ser cultivado. Não houve; logo, o fruto do apoio não virá, pelo menos no primeiro turno de 2026.

O caso de Geraldo Júnior reforça o diagnóstico de desorganização: rifado, desgastado e depois resgatado por falta de opção. A demora para definir a chapa e a incapacidade de construir alternativas sólidas expuseram um governador que não tem a habilidade de seus companheiros ex-governadores, que são, diga-se de passagem, exímios articuladores.

Outro ponto imprescindível a destacar é que a base de Jerônimo perdeu o partido Podemos, além de Solidariedade e PRD, que podem migrar para a oposição por não conseguirem montar uma chapa nominata para eleger deputados estaduais e federais.

Jerônimo enfrenta um desafio que vai além da articulação propriamente dita: provar que consegue se reeleger mesmo sem o aval de Rui Costa para manter Geraldo Júnior na vice e garantir uma boa votação à reeleição de Lula. Caso contrário, assumirá a responsabilidade pela perda dos vinte anos de hegemonia do petismo na Bahia.

📷 Montagens do Pauta Blog com imagens de divulgação e conteúdo criado por Inteligência Artificial.

Gestão de Gel da Farmácia enfrenta turbulência com base aliada; Os edis também estão na bronca com o governador Jerônimo Rodrigues

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O que era para ser base aliada virou linha de frente de oposição em Buerarema. Seis dos nove vereadores decidiram abrir artilharia contra o prefeito Gel da Farmácia (UB), em um movimento que escancara mais do que uma insatisfação pontual: revela um governo que ainda não conseguiu decolar.

As queixas seguem um roteiro conhecido: infraestrutura travada, obras que não saem do papel e ausência de entregas concretas. Zezinho (PP) foi direto ao ponto ao dizer que o prefeito “veio, mas não mostrou para que veio”. Ênio Vieira (PSD) cobrou obras com recursos próprios — recado claro de que depender apenas de parcerias externas não sustenta uma gestão. Roque Borges (UB) fez comparação incômoda com a administração anterior, enquanto Neide de Adelson (PSD), Geraldo Aragão (UB) e Tibira (PP) reforçaram o coro de cobrança por ação e presença.

A crise administrativa em Buerarema é nítida e inegável. Com as cobranças públicas ganhando volume, Gel da Farmácia entra em uma zona de turbulência, onde tempo e paciência são escassos. Se não entregar resultados rapidamente, corre o risco de ver a insatisfação evoluir para um desgaste irreversível. Vale destacar: Eleito sob o guarda-chuva de ACM Neto, Gel rompeu ao anunciar alinhamento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Resultado, por enquanto, a base está se esfarelando e perdendo lastro.

Sondagem de Flávio Bolsonaro esbarra em estratégia local de Bruno Reis // Fotomontagem com imagens de divulgação no Instagram.

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A sondagem feita por aliados de Flávio Bolsonaro (PL) ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), carrega mais um aceno político do que viabilidade prática. No âmbito nacional, a simples lembrança do nome do gestor baiano revela uma tentativa de ampliar pontes regionais, sobretudo no Nordeste, terreno historicamente desafiador para o bolsonarismo.

Logo, quais são os porquês de Bruno Reis não aceitar estar na chapa de Flávio Bolsonaro como vice-presidente?

O primeiro freio para essa hipótese é que Bruno Reis não é um agente isolado. Sua trajetória está totalmente conectada ao projeto político de ACM Neto (UB), que atua como principal liderança de seu grupo. Contudo, qualquer movimento de Bruno Reis em direção a uma chapa com Bolsonaro representaria não apenas uma decisão pessoal, mas também a coesão do grupo netista.

O segundo elemento central é que não seria simples deixar a Prefeitura para embarcar como vice. A vice-presidência, embora institucionalmente relevante, raramente oferece protagonismo eleitoral direto na Bahia que influencie a candidatura de ACM Neto.

O terceiro ponto é o timing. Bruno Reis reafirma, em suas declarações públicas, o compromisso com o mandato. Isso funciona como sinal de estabilidade administrativa. Antecipar uma saída poderia ser interpretado como abandono de responsabilidades, gerando um desgaste político desnecessário.

O quarto alerta é que, caso tivesse intenção de deixar a Prefeitura, Bruno Reis teria opções mais estratégicas dentro da política baiana, como fortalecer a chapa de ACM Neto em uma eventual disputa ao Senado ou até como vice — possibilidades que já foram descartadas. Deixar a prefeitura envolve riscos elevados.

Por fim, até as convenções, o cenário permanece fluido. No xadrez político, Bruno Reis parece optar por permanecer onde tem controle do jogo — e não onde seria apenas peça.

Bruno Reis vai seguir falando a mesma língua que ACM Neto, apoiando a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). 

Comentário do vereador Bizunga sobre R$ 13 mil evidencia descompasso com realidade social

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No interior do sudoeste baiano, o vereador Francisco Justino, o Bizunga (PCdoB), resolveu mirar no próprio contracheque, mas acabou acertando em cheio na percepção popular. Ao afirmar que os R$ 13 mil recebidos na Câmara “não dão nem para fazer a feira”, o parlamentar expôs, sem filtro, o abismo entre o discurso político e a realidade da maioria da população.

“Todos aqui recebem R$ 13 mil. Uma coisa que eu tenho para dizer aqui: se brincar, eu não faço nem a feira com esses R$ 13 mil de que o senhor fala, que desconta os impostos aí. A gente sabe que a realidade não é essa”, disse Bizunga na Câmara.

Enquanto boa parte dos brasileiros faz malabarismo para fechar o mês com muito menos, a queixa de insuficiência vinda de quem ocupa cargo público ganha traços de insensibilidade. Palavras têm peso. E, nesse caso, Bizunga, da pior forma, mostrou que reclamar de R$ 13 mil não pega bem fora dos muros da Câmara.

Entrevista de Jerônimo evita resposta e amplia dúvidas sobre Geraldo Júnior

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A entrevista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à Rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), deixou mais dúvidas do que respostas, especialmente quando o assunto foi a permanência de Geraldo Júnior (MDB) na chapa. Ao ser questionado sobre a “aceitação” do ex-governador Rui Costa, Jerônimo tangenciou. Quando a resposta não vem, é sinal de que ainda não houve ajustes.

Bastidores indicam resistência silenciosa de Rui Costa à manutenção do vice Geraldo Júnior.

Já se passaram seis dias desde que Jerônimo reafirmou publicamente o nome de Geraldo Júnior como vice, mas Rui Costa segue sem emitir sinal claro de concordância. A ausência de manifestação virou protagonista. É o tipo de silêncio que pesa, incomoda e alimenta especulações sobre fissuras internas no grupo.

O episódio da mensagem vazada, em que o vice-governador estava incentivando a circulação de críticas a Rui com um “manda viralizar”, ainda ecoa. Pode ter sido tratado como algo pontual, mas, na prática, deixou marcas. O silêncio de Rui Costa pode não ser apenas rusga, pode ser recado. 

Jerônimo Rodrigues rebate Bruno Reis e sai em defesa de Lula após críticas

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Durante entrevista na rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), Jerônimo Rodrigues desmentiu a versão de que Lula teria ido a Ondina e ficado até tarde. Segundo o governador, o presidente chegou a Salvador vindo do Ceará e foi direto para o hotel, já que tinha compromissos importantes no dia seguinte. “A gente entendeu que o presidente precisava descansar”, explicou.

Bruno Reis disse que os petistas estavam tomando uísque no Palácio de Ondina, mas Jerônimo Rodrigues negou.

“Não dá para destilar ódio, raiva, dessa forma. Não se pode colocar o povo contra um presidente tão querido na Bahia. É uma injustiça. Nenhum presidente merece esse tipo de desrespeito, principalmente vindo de um gestor de uma capital”. Foi assim que o governador Jerônimo Rodrigues reagiu às declarações do prefeito Bruno Reis sobre a não entrega do residencial Zumira Barros, em Salvador.

O governador também destacou que, logo cedo, às 7h da manhã, Lula já estava de pé para cumprir agenda, concedendo entrevista ao vivo a uma emissora de TV diretamente do hotel. Jerônimo reforçou que é preciso responsabilidade no trato político e respeito institucional, criticando a tentativa de criar desgaste contra o presidente na Bahia.

Valderico Júnior faz ajuste no coração político da gestão municipal

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O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (UB), usou a caneta com velocidade e nomeou peças-chave da administração. Em uma única tacada, promoveu três mudanças estratégicas na Casa Civil, nas Relações Institucionais e na Universidade Livre do Mar e da Mata. Um ajuste fino no coração político do governo.

As nomeações de Paulo Queiroz dos Santos para a Casa Civil e de Claudemar Cardoso Santos para as Relações Institucionais contemplam secretarias sensíveis à articulação interna e externa do governo. Já a escolha de Davidson Leandro Sousa Santos foi para comandar a Maramata.

Uma nova configuração voltada à tomada de decisões em áreas estratégicas e à estabilidade administrativa.

Paulo Queiroz, Claudemar Cardoso e Davidson Leandro.

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Dança das siglas redesenha forças na Assembleia Legislativa da Bahia

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A Assembleia Legislativa da Bahia virou palco de uma coreografia conhecida: a dança das siglas. Deputados mudam de partido, recalculam rotas e reposicionam suas bases. É a sobrevivência eleitoral e a lista de trocas ajuda a traduzir esse novo momento.

Entre os movimentos: Angelo Coronel Filho trocou o PSD pelo Republicanos; Angelo Almeida saiu do PSB e foi para o PT; Antonio Henrique Júnior deixou o PP rumo ao PV; Binho Galinha migrou do Patriota para o Avante; e Cafu Barreto saiu do PSD para o União Brasil. Na mesma leva, Eduardo Salles deixou o PP para ingressar no PV, enquanto Felipe Duarte fez o caminho do PP para o Avante. Já Laerte do Vando trocou o Podemos pelo Avante, e Luciano Araújo saiu do Solidariedade para o Avante. Ludmilla Fiscina, por sua vez, migrou do PV para o PSD.

A mudança de rota segue com Marcelinho Veiga deixando o União Brasil para o PV; Marcinho Oliveira trocando o PDT pelo PRD; Niltinho saindo do PP para o PSD; e Pancadinha deixando o Solidariedade rumo ao PDT. Paulo Câmara fez o caminho do PSD para o PL, enquanto Penalva saiu do PDT para o União Brasil. Raimundinho da JR trocou o PL pelo Avante; Samuel Júnior deixou o Republicanos para o PL; Soane Galvão saiu do PSB para o Avante; Vitor Azevedo trocou o PL pelo Avante; e Vitor Bonfim deixou o PV para o PSB.

Lideranças testam novos abrigos enquanto tentam manter suas bases intactas, em um equilíbrio delicado entre coerência e conveniência — termômetro, e também vitrine, de um jogo maior.

Resta saber quem vai sair fortalecido dessa rearrumação e quem ficará pelo caminho: trocar pode significar ganhar fôlego… ou apenas mudar de lugar.

Janela partidária provoca reacomodação de forças no Legislativo baiano // 📷 Reprodução www.metro1.com.br

Após sinalizar chapa, Lula diz não ter decidido candidatura e surpreende aliados // 📷 Reprodução/ICL Notícias

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu, em poucos dias, fazer o que a oposição não vinha conseguindo: gerar dúvida dentro da própria base. Após anunciar, com pompa de decisão consolidada, que Geraldo Alckmin (PSB) seria novamente seu vice na chapa da reeleição, o petista tratou de puxar o freio de mão, e com força. Em entrevista ao site ICL Notícias, disse que ainda não decidiu se será candidato. O efeito foi imediato: aliados atônitos e um partido que voltou a roer as unhas.

Lula afirma que precisa apresentar “algo novo” para justificar a candidatura, como se o tempo político permitisse esse tipo de suspense. Em um período pré-eleitoral, indefinição no topo da cadeia não é estratégia, é lance mal jogado. “Eu não decidi se serei candidato ainda. Vai ter uma convenção em junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, vou ter que apresentar uma coisa nova para este país”, pontuou Lula.

A leitura é pragmática: Lula sente o peso de um isolamento político crescente e as dificuldades para montar uma coalizão robusta. Sem uma base ampla, o risco de enfrentar adversários com mais tempo de TV e maior capilaridade se torna real. E disputar a reeleição em desvantagem estrutural é tudo o que um presidente em exercício tenta evitar.

Na semana passada, Lula lançou o nome de Camilo Santana como potencial sucessor no petismo. O presidente disse que o ex-ministro da Educação iria começar a rodar o país para se tornar mais conhecido e buscar novos voos na política nacional, em um claro movimento do PT, que há tempos prepara o ex-governador do Ceará para assumir essa posição.

No fim das contas, Lula acendeu um sinal amarelo dentro do próprio campo. Resta saber se o recuo foi para fazer “charminho” ou se revela um problema maior: a falta de convicção sobre o próprio fôlego político para encarar mais uma disputa nacional.

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Operação contra tráfico prende presidente da Câmara de Guaratinga

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Na manhã desta quarta-feira (8), o silêncio habitual de ruas em cidades do extremo sul da Bahia foi interrompido por sirenes e mandados judiciais. Entre os alvos da Operação Vento Norte, um nome de peso na política local: o presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, Paulo Chiclete (PSD), de 38 anos, preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

A ação, coordenada pela Polícia Civil da Bahia em parceria com o Ministério Público estadual, revela mais do que prisões: expõe a engrenagem de uma organização criminosa com atuação interestadual, suspeita de movimentar cifras milionárias por meio do tráfico de drogas e de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão e oito de busca e apreensão em municípios estratégicos da região: Eunápolis, Guaratinga e Itagimirim. Sete prisões ocorreram diretamente nas cidades baianas, enquanto outros cinco mandados foram executados dentro do sistema prisional, alcançando investigados já custodiados em diferentes estados, como Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Nos bairros Pequi, Juca Rosa e Sapucaieira, em Eunápolis, e nas áreas centrais e periféricas de Guaratinga, o movimento policial chamou atenção de moradores. Nos bastidores, contudo, o impacto é ainda maior: a operação atingiu o núcleo financeiro da organização.

Segundo as investigações, iniciadas na Delegacia Territorial de Belmonte, o grupo operava com divisão de tarefas e hierarquia bem definida. O uso de fintechs, plataformas digitais de serviços financeiros, era peça-chave para dar aparência lícita a recursos provenientes do tráfico. Em apenas uma dessas plataformas, a movimentação ultrapassou R$ 20 milhões.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 3,8 milhões distribuídos em 26 contas bancárias vinculadas aos investigados. A medida busca interromper o fluxo financeiro ilícito e preservar provas, enquanto a apuração avança sobre possíveis ramificações ainda não identificadas.

Para o delegado Evy Paternosto, diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior Sul, a operação representa um marco no enfrentamento ao crime organizado na região. “As investigações permitiram alcançar alvos relevantes e compreender o funcionamento interno da organização. As diligências continuam”, afirmou.

O Pauta Blog tentou manter contato com o vereador citado, mas, até o fechamento da matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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