Troca de ataques entre João Roma e Rui Costa esquenta disputa pelo Senado.

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A disputa pelo Senado na Bahia ensaia ganhar confrontos abertos antes mesmo do encontro cara a cara. Em entrevistas concedidas ao BNews, João Roma (PL) e Rui Costa (PT) transformaram declarações em munição, antecipando um debate que promete ser menos programático e mais do que um simples “pega-pega”. Não houve mediação simultânea, mas o eco das falas foi suficiente para evidenciar que o embate será marcado por um tom direto e incisivo.

Roma optou por um ataque cirúrgico ao estilo de liderança de Rui, ao chamá-lo de “amigo da onça”. Ao evocar Jaques Wagner, figura central da engrenagem petista na Bahia, Roma toca em uma fissura sensível, a disputa por protagonismo dentro do grupo. Também resgata o apelido “vagareza”, atribuído por Rui a Wagner, ampliando o embate.

Rui Costa, por sua vez, desloca o eixo do debate para a vitrine de realizações. Ao questionar onde estão as obras de Jair Bolsonaro na Bahia, busca atingir Roma em um ponto sensível, o legado do bolsonarismo no estado. A estratégia passa por nacionalizar o confronto e associar o adversário a um projeto político com menor densidade eleitoral.

O que emerge desse pré-debate é menos uma disputa de propostas e mais um teste de provocações. Roma aposta no desgaste interno do PT e na imagem de Rui como gestor rígido. Rui, por outro lado, investe na comparação de entregas e na fragilidade do campo adversário na Bahia. Se o tom se mantiver, o confronto tende a escalar para além de um duelo e ganhar contornos mais ásperos.

Júnior Marabá, Flávio Bolsonaro e a sua esposa Cinthya Marabá

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O político do Oeste baiano, o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), decidiu jogar com as peças que melhor conhece e com aquelas que podem lhe render dividendos em múltiplas frentes. Bolsonarista de carteirinha, tratou de carimbar essa identidade ao articular a filiação da primeira-dama, Cinthya Marabá, ao PL, com direito a viagem a Brasília para buscar a bênção de Flávio Bolsonaro. O recado é claro: alinhamento ideológico e tentativa manter a musculatura eleitoral.

Se, por um lado, recuou da ideia de disputar uma vaga na Câmara Federal, por outro, não saiu de cena. Apostou no plano B, ou talvez plano principal, ao lançar Cinthya como pré-candidata a deputada estadual. Com base eleitoral sólida, construída sobre uma reeleição robusta de 83,52% dos votos (46.212 eleitores), Marabá joga para manter o grupo competitivo e ampliar influência. É o velho manual da política familiar, adaptado aos ventos atuais.

No campo estadual, o prefeito tem transitado com ambiguidade, a depender do observador. Em 2025, não poupou críticas a ACM Neto pela falta de um telefonema após o apoio em 2022. Já neste ano, tratou de baixar o tom ao afirmar que não faria campanha contra o governador Jerônimo Rodrigues, a quem chamou de “amigo”, embora tenha feito questão de frisar que não levantaria a bandeira do PT.

Contudo, o diálogo segue aberto. O vice na chapa de ACM Neto, Zé Cocá (PP), já antecipou que conversas com Marabá estão no radar, com possibilidade de reaproximação. O próprio Neto admite ter acionado interlocutores para pavimentar esse caminho. Resta saber se Marabá vai escolher um lado de forma definitiva ou continuar operando no fio da navalha, onde poucos conseguem se equilibrar por muito tempo.

O comportamento de Flávio chamou a atenção pelo fato dele estar agindo de forma natural mesmo com o próprio pai hospitalizado em estado grave

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Enquando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, o filho do ex-mandatário e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL), participiu de um evento pra lá de animado em Roraima nesse fim de semana. Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o senador dançando de forma acalorada.

O comportamento de Flávio chamou a atenção pelo fato dele estar agindo de forma natural mesmo com o próprio pai hospitalizado em estado grave. Em sua defesa, o senador disse que estava no evento a pedido de Bolsonaro, que incentivou que ele seguisse a vida normalmente e ”levasse esperança ao país”.

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Roma não poupou críticas e disse que o PT aumenta impostos sem oferecer contrapartida concreta em serviços para a população

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O pré-candidato ao Senado na chapa de ACM Neto (UB), João Roma (PL), atacou duramente a gestão do PT de Jerônimo Rodrigues no estado. Para Roma, a gestão petista na Bahia “deixa o cidadão em situação de submissão, dependendo das migalhas do governo”.

A este Pauta Blog, Roma afirmou que os petistas prometem muito, mas cumprem pouco e a população paga caro por isso: “O PT faz bonitas propagandas, masm infelizmentem não entrega o que promete”.

Roma não poupou críticas e disse que o PT aumenta impostos sem oferecer contrapartida concreta em serviços para a população.

No levantamento, Lula aparece com 48,35% das intenções de voto, à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 21,87%

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), parece continuar exercendo um grande poder no eleitorado baiano. O movimento conhecido como ”lulismo” segue firme e a prova disso é o resultado da pesquisa de intenção de voto divulgada hoje pelo Instituto Séculus.

No levantamento, Lula aparece com 48,35% das intenções de voto, à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que tem 21,87%. Na sequência, aparecem Ronaldo Caiado (PSD) com 2,14%, Ratinho Júnior (PSD) com 1,36%, Romeu Zema (Novo) com 1,04%, Eduardo Leite (PSD) com 0,58%, Renan Santos (Missão) com 0,32% e Aldo Rebelo (DC) com 0,13%.

Ainda segundo a pesquisa, 15,18% dos entrevistados declararam voto em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados. Outros 9,02% afirmaram não saber ou preferiram não opinar.

SIMULAÇÃO DE SEGUNDO TURNO

Em uma eventual disputa no segundo turno, Lula apareceu com 49,12% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 23,04%. Entre os entrevistados, 16,55% indicaram voto em branco, nulo ou em nenhum dos dois nomes, e 11,29% disseram não saber ou não opinar.

A pesquisa ouviu 1.535 pessoas em 72 municípios baianos entre os dias 25 e 27 de fevereiro e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BR-04320/2026. O levantamento possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Para França, o vereador não está seguindo a cartilha do PL porque não tem lutado pelos interesses da legenda. Ao mesmo tempo, Clodovil garante que reconhecer o trabalho feito por Castro não significa que ele está ferindo os princípios da sigla que o elegeu

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O clima esquentou entre o presidente do PL Itabuna, Chico França, e o vereador do partido, Dr. Clodovil. Depois que Clodovil concedeu entrevista ao jornalista Oziel Aragão garantindo apoio à pré-candidatura de Andréa Castro a deputada estadual e elogiando a gestão do prefeito Augusto Castro (PSD), França deu nota 2 ao edil durante participação no programa Central de Política.

Aconteceu que Chico também pretende concorrer a deputado estadual, ou seja, Clodovil vai virar as costas para o mandachuva do partido para marchar ao lado da esposa do prefeito. O engenheiro não está digerindo bem a rejeição do delegado e decidiu atirar.

Para França, o vereador não está seguindo a cartilha do PL porque não tem lutado pelos interesses da legenda. Ao mesmo tempo, Clodovil garante que reconhecer o trabalho feito por Castro não significa que ele está ferindo os princípios da sigla que o elegeu. Ambos têm pontos de vista completamente diferentes a respeito do significado de oposição e parece que, nos bastidores, a relação não é das melhores.

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As diligências da PF buscam reunir provas sobre o uso irregular das verbas destinadas ao custeio de despesas do mandato

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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (19.dezembro) uma operação para aprofundar investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos oriundos da cota parlamentar. Os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL), líder do partido na Câmara, e Carlos Jordy (PL), estão entre os alvos de mandados de busca e apreensão.

Ao todo, policiais federais cumprem sete mandados, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Rio de Janeiro. As diligências buscam reunir provas sobre o uso irregular das verbas destinadas ao custeio de despesas do mandato, como passagens aéreas, hospedagens, alimentação, manutenção de escritórios e contratação de serviços.

A cota parlamentar é um recurso público mensal disponibilizado a deputados e senadores para o exercício da atividade legislativa, além do salário.

Ao Estadão, Jonga afirmou que atuou na constituição de um fundo para construir um empreendimento imobiliário em Trancoso, distrito de Porto Seguro

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A investigação da Polícia Federal sobre crimes envolvendo o Banco Master apreendeu um envelope com o nome do deputado federal Jonga Bacelar (PL). O documento, que tinha dados de um negócio imobiliário, estava em um dos endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro.

Ao Estadão, Jonga afirmou que atuou na constituição de um fundo para construir um empreendimento imobiliário em Trancoso, distrito de Porto Seguro: “Ele me fez uma consulta sobre um imóvel em Porto Seguro, que não se concretizou. Quando o banco começou a entrar em dificuldade, ele pediu mais um tempo para poder exercer a opção. Foi feito um documento dando a opção de compra a Daniel Vorcaro”.

Como os investigadores ainda não fizeram uma análise de todo o material apreendido, não existe, até o momento, nenhuma suspeita a respeito desse negócio imobiliário. Por isso, a PF até agora entende que não existem elementos para enviar a investigação ao STF ou outras instâncias superiores.

Será que Jonga vai dar um cavalo de pau e sair de bolsonarista para a esquerda?

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A ex-vereadora Dra. Cristiane Bacelar revelou que o deputado federal Jonga Bacelar (PL) foi procurado para integrar a base do governo petista de Jerônimo Rodrigues e Lula. O aceno ocorre no momento em que o parlamentar, historicamente associado ao bolsonarismo, tem adotado posições menos alinhadas ao PL, entre elas, o voto contrário ao projeto antifacção.

Segundo Cristiane, a possibilidade de Jonga aderir ao grupo governista passa por um fator central: a insatisfação interna com o PL.

Será que Jonga vai dar um cavalo de pau e sair de bolsonarista para a esquerda?

Proposta recebeu 370 votos favoráveis, 110 contrários e 3 abstenções

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A Câmara dos Deputados aprovou o texto-base do projeto de lei antifacção, apresentado originalmente pelo governo Lula (PT) e reformulado pelo relator Guilherme Derrite (PP). A proposta recebeu 370 votos favoráveis, 110 contrários e 3 abstenções, ampliando penas e criando novos instrumentos de combate a organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho.

Entre os pontos do substitutivo aprovado estão penas de 20 a 40 anos para crimes praticados por facções ultraviolentas, definição específica de práticas como novo cangaço e domínio territorial, obrigatoriedade de que chefes de facções cumpram pena em presídios federais de segurança máxima, monitoramento audiovisual de parlatórios em situações excepcionais, ampliação do confisco de bens e autorização de intervenção judicial em empresas usadas pelo crime organizado.

Na bancada baiana, 12 deputados votaram contra o projeto. São eles: Alice Portugal (PCdoB), Bacelar (PV), Daniel Almeida (PCdoB), Ivoneide Caetano (PT), João Carlos Bacelar (PL), Jorge Solla (PT), Joseildo Ramos (PT), Josias Gomes (PT), Lídice da Mata (PSB), Mario Negromonte Júnior (PP), Waldenor Pereira (PT) e Zé Neto (PT).

📷Antonio Cruz/Agência Brasil

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