Jerônimo Rodrigues enfrenta dificuldades para construir apoio no primeiro turno

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Se governar é, antes de tudo, saber articular, Jerônimo Rodrigues ainda não encontrou o manual. A comparação com Jaques Wagner e Rui Costa não é apenas inevitável — é dura. Onde os antecessores construíam pontes, Jerônimo coleciona silêncios, desencontros e portas entreabertas. Novo capítulo de Jerônimo: demonstrou interesse em contar com o apoio do PSol em sua campanha e disse querer conversar com os dirigentes da legenda, à Rádio Baiana FM. Resultado: cartada recusada imediatamente.

A resposta veio no tom que a política costuma reservar para quem esquece aliados após a vitória. Ronaldo Mansur descartou apoio no primeiro turno porque a sigla foi “esquecida” pelo governador após o apoio no segundo turno em 2022. Muitos já cochicham: Jerônimo patina na articulação. Em política, apoio não é cheque em branco; precisa ser cultivado. Não houve; logo, o fruto do apoio não virá, pelo menos no primeiro turno de 2026.

O caso de Geraldo Júnior reforça o diagnóstico de desorganização: rifado, desgastado e depois resgatado por falta de opção. A demora para definir a chapa e a incapacidade de construir alternativas sólidas expuseram um governador que não tem a habilidade de seus companheiros ex-governadores, que são, diga-se de passagem, exímios articuladores.

Outro ponto imprescindível a destacar é que a base de Jerônimo perdeu o partido Podemos, além de Solidariedade e PRD, que podem migrar para a oposição por não conseguirem montar uma chapa nominata para eleger deputados estaduais e federais.

Jerônimo enfrenta um desafio que vai além da articulação propriamente dita: provar que consegue se reeleger mesmo sem o aval de Rui Costa para manter Geraldo Júnior na vice e garantir uma boa votação à reeleição de Lula. Caso contrário, assumirá a responsabilidade pela perda dos vinte anos de hegemonia do petismo na Bahia.

📷 Montagens do Pauta Blog com imagens de divulgação e conteúdo criado por Inteligência Artificial.

Entrevista de Jerônimo evita resposta e amplia dúvidas sobre Geraldo Júnior

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A entrevista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à Rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), deixou mais dúvidas do que respostas, especialmente quando o assunto foi a permanência de Geraldo Júnior (MDB) na chapa. Ao ser questionado sobre a “aceitação” do ex-governador Rui Costa, Jerônimo tangenciou. Quando a resposta não vem, é sinal de que ainda não houve ajustes.

Bastidores indicam resistência silenciosa de Rui Costa à manutenção do vice Geraldo Júnior.

Já se passaram seis dias desde que Jerônimo reafirmou publicamente o nome de Geraldo Júnior como vice, mas Rui Costa segue sem emitir sinal claro de concordância. A ausência de manifestação virou protagonista. É o tipo de silêncio que pesa, incomoda e alimenta especulações sobre fissuras internas no grupo.

O episódio da mensagem vazada, em que o vice-governador estava incentivando a circulação de críticas a Rui com um “manda viralizar”, ainda ecoa. Pode ter sido tratado como algo pontual, mas, na prática, deixou marcas. O silêncio de Rui Costa pode não ser apenas rusga, pode ser recado. 

Silêncio de Rui Costa vira sinal político após relançamento de Geraldo Júnior

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POR MATHEUS VITAL | Cinco dias após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) REafirmar e RElançar o nome de Geraldo Júnior (MDB) como seu companheiro de chapa, o silêncio de Rui Costa passou a falar mais alto do que qualquer declaração pública. A ausência comunica e, nesse caso, comunica desconforto. A falta de endosso nas redes sociais, território onde sinais são cuidadosamente calculados, sugere que a decisão não foi exatamente consensual dentro do núcleo mais influente do grupo.

A dúvida que se impõe é inevitável: a manutenção de Geraldo Júnior contrariou a posição de Rui Costa? Os indícios apontam que sim, ou, ao menos, que houve resistência. O episódio da mensagem vazada, em que o vice-governador encaminhava uma publicação criticando Rui Costa e ainda incentivava sua disseminação com o simples “manda viralizar”, não foi simples, e parece que ainda há reflexos. Gestos de deslealdade, ainda que pontuais, costumam ter memória longa e consequências silenciosas nos bastidores.

Embora Rui Costa tenha declarado publicamente seu incômodo e, posteriormente, tenha sido visto ao lado de Geraldo Júnior, o gesto de convivência institucional não equivale, necessariamente, a uma reconciliação política plena. Na liturgia do poder, há uma diferença clara entre pacificação e confiança. A primeira pode ser construída por conveniência; a segunda, quando abalada, leva tempo e, às vezes, nunca se recompõe por completo.

Resta saber se, diante da necessidade eleitoral, Rui Costa transformará esse silêncio em engajamento ativo. A publicização do nome de Geraldo Júnior terá uma largada ou ainda não? Vale destacar que Geraldo Júnior segue tocando o barco como se nada tivesse acontecido e já chamou Rui Costa, em suas redes sociais, de “meu senador”. Enfim: o silêncio também fala? 

Para alguns aliados, a visita do presidente Lula (PT) a Salvador nessa quinta-feira (2.abril) pode representar a oportunidade perfeita para o anúncio da chapa

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Depois de muitas semanas de especulação e convites feitos a torto e a direito, parece que a chapa majoritária governista será formada, mas sem novidades. Interlocutores ligados ao PT confidenciaram a este Pauta Blog que o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) deve ser mantido na base, mesmo depois de tantas dúvidas levantadas sobre a sua lealdade e, principalmente, sobre o seu poder para atrair votos.

O mandachuva do MDB baiano, Geddel Vieira Lima, disse ao programa Giro Baiana FM que o partido não tem a intenção de indicar outro nome para ocupar o cargo. Geddel confirmou que se reuniu recentemente com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e está convicto de que Geraldinho vai ser mantido na função para disputar a reeleição em outubro.

”Nós estamos na expectativa de que essa manifestação do governador seja feita nas próximas horas”, disse o ex-ministro na manhã desta quarta-feira (1º.abril).

Para alguns aliados, a visita do presidente Lula (PT) a Salvador nessa quinta-feira (2.abril) pode representar a oportunidade perfeita para o anúncio da chapa, ou seja, todos os aliados reunidos no mesmo palanque ao lado do petista pode garantir ainda mais força para a base.

''Infelizmente, Zé não achou prudente avançar no que conversamos agora'', disse Geddel

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O ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) entrou no circuito para tentar atrair o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), para a base do governo do estado. Nas redes sociais, Geddel esclareceu que houve um diálogo bastante produtivo com o gestor municipal e enalteceu a grandiosidade do MDB em tomar essa decisão, no entanto, disse que não houve avanço nas conversas.

”Infelizmente, Zé não achou prudente avançar no que conversamos agora”, disse Geddel em um sinal claro de que Cocá está mais para o lado de ACM Neto (UB) do que nunca.

O ex-ministro disse, ainda, que o MDB permanece agindo com lealdade quando o assunto é manter a base unida, no entanto, os esforços não estariam sendo reconhecidos mesmo com ”sacrifícios pessoais”. Pelo visto, o diálogo com o PT está cada vez mais complicado e a saída de Geraldo Júnior da vice já está sacramentada.

O caldo parece ter entornado dentro da base governista com a possível exclusão de Geraldinho da chapa majoritária

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Em entrevista ao jornalista Giorlando Lima, o ministro-chefe da Casa Civil e pré-candidato a senador, Rui Costa (PT), criticou a atitude do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), que encaminhou uma mensagem em um grupo de WhatsApp pedindo a viralização de uma reportagem que criticava o petista. Desde a situação, o caldo parece ter entornado dentro da base governista com a possível exclusão de Geraldinho da chapa majoritária.

“Obviamente, se você me perguntar qual a minha opinião sobre aquilo, posso dizer que é uma deslealdade aquilo, mas eu não faço política com rancor, com mágoa ou com raiva. A vida é sempre assim, às vezes, você se surpreende com a deslealdade das pessoas. Ali foi um ato de deslealdade”, afirmou Rui.

''Passarinho na muda não canta. Eu não digo nada sobre as eleições'', disse o senador

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O senador e líder do PSD na Bahia, Otto Alencar, disse uma frase enigmática sobre a escolha da vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT): ”Passarinho na muda não canta. Eu não digo nada sobre as eleições”.

Se onde há fumaça, há fogo, a expectativa é que mudanças podem acontecer daqui até o fim deste mês. O fato é que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) tem a difícil missão de ”agradar gregos e troianos” quando o assunto é a formação da chapa majoritária

Para Lúcio, o MDB faz parte da base aliada e, por isso, não está fora do jogo, ou seja, o vice-governador Geraldo Júnior não será rifado

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Em conversa com este Pauta Blog, o ex-deputado e presidente de honra do MDB baiano, Lúcio Vieira Lima, disse que não pretende migrar para o grupo de oposição até porque, segundo ele, não há dúvidas de que o partido será escolhido para ocupar a vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Para Lúcio, o MDB faz parte da base aliada e, por isso, não está fora do jogo, ou seja, o vice-governador Geraldo Júnior não será rifado. Vieira Lima disse, inclusive, que confia na palavra do senador Jaques Wagner (PT), um dos maiores articuladores da chapa governista.

”O MDB indica o nome de Geraldinho. O vice está lá, foi importante para 2022 e foi um vice espetacular que não criou problema nenhum. Vai trocar o vice por quê?”, disse Lúcio.

Questionado sobre a possibilidade de perder espaço na base, o emedebista não titubeou: ”Eu não sou alguém que costuma perder tempo com algo que sei que não vai acontecer. Vou confiar no avalista, que é Wagner, que nunca falhou e tem força na base do governo. Por que vou perder meu tempo com isso? Não tem o que pensar”.

Jerônimo, inclusive, ressaltou a importância de manter a base unida e reconheceu a lealdade tanto do PSD quanto de Alencar

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O governador e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), garantiu ao Bnews que o PSD vai ter espaço na chapa majoritária que vai disputar as eleições de outubro. O petista disse que está dialogando sobre o assunto com o senador e líder do partido na Bahia, Otto Alencar.

Jerônimo, inclusive, ressaltou a importância de manter a base unida e reconheceu a lealdade tanto do PSD quanto de Alencar. “Ele tem e terá direito na majoritária”, cravou Jerônimo.

As declarações foram feitas ao lado do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), que, provavelmente, será rifado do cargo para dar lugar a outro aliado. A situação de Geraldinho já não era boa e depois da polêmica envolvendo o ministro e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), ficou ainda pior.

A expressão séria de Geraldinho ao ouvir as palavras de Jerônimo mostram que a configuração não está agradando a todos. Tudo indica que o vice assumirá a condição de suplente do senador Jaques Wagner (PT) como prêmio de consolação.

O experiente político também disse que a situação está um pouco complicada porque, a todo momento, surgem especulações do que acontecerá dentro da base, mas é preciso acabar com as incertezas

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Em entrevista à rádio Metropolitana FM nesta sexta-feira (6.março), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) comentou a indefinição da chapa majoritária que vai disputar as eleições de outubro. Sem atacar diretamente nenhum dos aliados, Geddel disse que ”é hora dos adultos sentarem à mesa” para definir os nomes.

O experiente político também disse que a situação está um pouco complicada porque, a todo momento, surgem especulações do que acontecerá dentro da base, mas é preciso acabar com as incertezas. Geddel aproveitou para elogiar a atuação do MDB e, consequentemente, do vice-governador Geraldo Júnior, o que, evidentemente, manda um recado já que Geraldinho está ”na berlinda” desde o início da semana.

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