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Jorge Messias teria chamado Jaques Wagner de "traíra" após revés no Senado

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O ministro da AGU, Jorge Messias, desconfia ter sido traído pelo próprio líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), na votação em que a Casa derrotou sua indicação ao STF. Em conversas reservadas após a derrota, relatadas à coluna de Igor Gadelha por três aliados do ministro, Messias teria chamado Wagner de “traíra” e dito que o senador deveria pedir demissão da liderança do governo.

Na avaliação dos aliados de Messias, Wagner pode ter “traído” o AGU em uma aliança com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), principal articulador da derrota do ministro. O objetivo em comum de Alcolumbre e do líder de Lula, dizem, seria evitar um empoderamento do ministro do STF André Mendonça. O magistrado é relator do Caso Master e foi um dos cabos eleitorais de Messias.

Messias e seu entorno avaliam que Wagner induziu Lula ao erro ao dizer que o titular da AGU teria 45 votos no plenário do Senado. Ao final, o indicado teve apenas 34 votos favoráveis e 42 contrários. Também incomodaram Messias as imagens do líder do governo abraçando Alcolumbre e sorrindo no plenário do Senado, logo após a dura derrota sofrida pelo advogado-geral da União. Informações de Igor Gadelha.

📷 Jorge Messias: foto de Carlos Moura/Agência Senado // Jaques Wagner: foto de Waldemir Barreto/Agência Senado

Derrota de Messias marca ascensão de Alcolumbre em Brasília // 📷 Foto de Ricardo Stuckert

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A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal produziu uma das derrotas políticas mais ruidosas do terceiro mandato do presidente Lula. Não se tratou apenas da recusa a um indicado presidencial, fato raro e de alto impacto institucional, mas da exposição pública de um governo que subestimou o humor do Senado e superestimou sua capacidade de coordenação. O Planalto entrou em campo contando votos; saiu contabilizando deserções.

O episódio também redesenha a correlação de forças em Brasília. Ao derrotar o candidato do presidente, o Senado reafirmou sua autonomia e mostrou que a era das chancelas automáticas ficou para trás. Quem emerge fortalecido é Davi Alcolumbre, que mais uma vez demonstrou influência sobre a Casa e capacidade de organizar maiorias em temas centrais. Quando o governo falha, o vácuo costuma ser ocupado por quem conhece o regimento e domina os corredores.

Para Lula, o dano é duplo. Há a perda simbólica de ver barrado um aliado próximo para a mais alta Corte do país e há o desgaste prático na relação com parlamentares da base, muitos dos quais preferiram o silêncio à fidelidade. A mensagem enviada ao Palácio do Planalto é cristalina: a vontade presidencial nem sempre prevalece no Congresso.

No curto prazo, Lula precisará recalibrar sua articulação política e reconstruir pontes antes de novas votações sensíveis. Já Alcolumbre sai da crise com estatura ampliada, convertido em fiador indispensável de qualquer agenda institucional relevante. Em Brasília, derrotas nunca terminam no placar — elas reorganizam poder.

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Gastos com viagens de Lula ultrapassam dos R$ 7 bilhões desde 2023

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O presidente Lula está em mais um giro internacional, desta vez com passagens por Espanha, Alemanha e Portugal. Uma agenda externa que já cobra seu preço nos cofres públicos. Lula está prestes a completar R$ 1 bilhão em gastos com viagens ao exterior desde 2023, período em que o governo federal acumula R$ 972 milhões em despesas fora do país.

O contraste fica ainda mais evidente quando se observa o custo das agendas nacionais: viagens dentro do país já somam R$ 6,2 bilhões no mesmo período. Informações de Lauro Jardim, de O Globo.

Você concorda com os mais de R$ 7 bilhões gastos em viagens de Lula, entre agendas nacionais e internacionais?

Zema eleva tom contra STF após ação no Supremo

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No embate com o Judiciário, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a subir o tom nesta terça-feira (21 de abril de 2026) e dobrou a aposta contra o STF: “E os intocáveis não podem ser fiscalizados? Quem não quer investigação é porque está escondendo podridão”, afirmou em entrevista.

O discurso ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, encaminhar uma notícia-crime contra Zema ao colega Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news na Corte, após a publicação de um vídeo em suas redes sociais, em tom de humor, no qual critica Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O processo, que tramita sob sigilo, pode ampliar a pressão jurídica sobre o ex-governador, que, por sua vez, dobra a aposta ao adotar uma retórica de confronto.

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Sondagem de Flávio Bolsonaro esbarra em estratégia local de Bruno Reis // Fotomontagem com imagens de divulgação no Instagram.

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A sondagem feita por aliados de Flávio Bolsonaro (PL) ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), carrega mais um aceno político do que viabilidade prática. No âmbito nacional, a simples lembrança do nome do gestor baiano revela uma tentativa de ampliar pontes regionais, sobretudo no Nordeste, terreno historicamente desafiador para o bolsonarismo.

Logo, quais são os porquês de Bruno Reis não aceitar estar na chapa de Flávio Bolsonaro como vice-presidente?

O primeiro freio para essa hipótese é que Bruno Reis não é um agente isolado. Sua trajetória está totalmente conectada ao projeto político de ACM Neto (UB), que atua como principal liderança de seu grupo. Contudo, qualquer movimento de Bruno Reis em direção a uma chapa com Bolsonaro representaria não apenas uma decisão pessoal, mas também a coesão do grupo netista.

O segundo elemento central é que não seria simples deixar a Prefeitura para embarcar como vice. A vice-presidência, embora institucionalmente relevante, raramente oferece protagonismo eleitoral direto na Bahia que influencie a candidatura de ACM Neto.

O terceiro ponto é o timing. Bruno Reis reafirma, em suas declarações públicas, o compromisso com o mandato. Isso funciona como sinal de estabilidade administrativa. Antecipar uma saída poderia ser interpretado como abandono de responsabilidades, gerando um desgaste político desnecessário.

O quarto alerta é que, caso tivesse intenção de deixar a Prefeitura, Bruno Reis teria opções mais estratégicas dentro da política baiana, como fortalecer a chapa de ACM Neto em uma eventual disputa ao Senado ou até como vice — possibilidades que já foram descartadas. Deixar a prefeitura envolve riscos elevados.

Por fim, até as convenções, o cenário permanece fluido. No xadrez político, Bruno Reis parece optar por permanecer onde tem controle do jogo — e não onde seria apenas peça.

Bruno Reis vai seguir falando a mesma língua que ACM Neto, apoiando a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). 

Caiado foi escolhido pelo partido para disputar o cargo depois que o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), vai anunciar nesta segunda-feira (30.março) a candidatura à presidência da República. O anúncio oficial à imprensa será feito às 16h na sede da legenda, em São Paulo.

Caiado foi escolhido pelo partido para disputar o cargo depois que o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato. Até então, Ratinho era o nome mais acolhido pelos integrantes da legenda, mas, com a desistência, o goiano passou a ser a bola da vez.

O comunicado oficial diz que o político permanecerá à frente da governadoria até o fim do mandato

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Nessa segunda-feira (23.março), o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou que não vai concorrer à presidência da República nas eleições de outubro. O comunicado oficial diz que o político permanecerá à frente da governadoria até o fim do mandato.

No anúncio, Ratinho afirma que tomou a decisão no último domingo (22.março) depois de se reunir com familiares. Em seguida, anunciou ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, a intenção de permanecer como governador do Paraná.

”Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná. Sob a gestão de Ratinho Junior, que alcançou 85% de aprovação, o Estado se consolidou como a melhor educação do Brasil, obteve os menores índices criminais dos últimos 20 anos, o maior investimento em infraestrutura da história, e conquistou, por quatro vezes consecutivas, a excelência em sustentabilidade no Brasil”, diz a nota divulgada à imprensa.

O PSD também se manifestou acerca da notícia e garantiu que os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e de Goiás, Ronaldo Caiado, permanecem no páreo para disputar o pleito presidencial: ”Eduardo Leite e Ronaldo Caiado são governadores muito bem avaliados, com inúmeras realizações ao longo de suas vidas públicas. Ambos têm apresentado seus projetos para o Brasil, que nortearão o plano de governo do candidato do PSD. A escolha deve ocorrer até o fim deste mês”.

Após um novo pedido protocolado pela defesa do político, Alexandre de Moraes remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR e solicitou a manifestação do órgão, mas a decisão final cabe ao ministro

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Nesta segunda-feira (23.março), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou favoravelmente à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Após um novo pedido protocolado pela defesa do político, Alexandre de Moraes remeteu os laudos médicos do ex-presidente à PGR e solicitou a manifestação do órgão, mas a decisão final cabe ao ministro.

Na manifestação, Gonet destaca que a “evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime e está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”.

Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado no Complexo da Papudinha, em Brasília. Ele está internado há mais de uma semana em um hospital particular após ser diagnosticado com pneumonia.

Na legenda da foto publicada na rede social Instagram, Eduardo dissse que eles não podem retornar ao Brasil, mas estão livres e seguem lutando pela própria liberdade

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) apareceu em um registro ao lado de Alexandre Ramagem e Allan dos Santos. O trio se encontrou nos Estados Unidos, onde Eduardo está em autoexílio desde 2025, enquanto Ramagem e Allan estão foragidos da Justiça brasileira.

Na legenda da foto publicada na rede social Instagram, Eduardo dissse que eles não podem retornar ao Brasil, mas estão livres e seguem lutando pela própria liberdade: ”Se o regime tenta nos intimidar, a nossa resposta é perseverança. Não parar, não precipitar, não retroceder”.

Ramagem comandou a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O STF (Supremo Tribunal Federal) o condenou a 16 anos de prisão por participação na tentativa de golpe de Estado.

Já o jornalista Allan dos Santos teve a prisão preventiva determinada pelo STF em 2021 no inquérito das fake news. A investigação, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, apurou a formação de uma organização criminosa voltada à propagação de notícias falsas.

“Tá nervoso, larápio? Calma que vamos com tudo pra cima de você”, disse o parlamentar nas redes sociais

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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) subiu o tom e chamou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “larápio”. De acordo com o dicionário, o termo refere-se ao “indivíduo que rouba, realiza furtos ou tem o hábito de se apropriar daquilo que não o pertence”.

“Tá nervoso, larápio? Calma que vamos com tudo pra cima de você”, disse o parlamentar nas redes sociais.

Tudo isso porque Lula disse, em Salvador, no último sábado (7.fevereiro), que quem fizesse críticas à gestão não teria que apagar as mensagens e, sim, ”mandar os opositores tomar naquele lugar”, instruindo a militância.

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