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Tentando não ser fútil

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Cresci ouvindo dizer que o mundo estaria entrando na Era de Aquário, saindo da Era do Patriarcado, onde a figura do masculino e a opressão do feminino estavam chegando ao fim, finalmente o mundo entraria em uma fase de grandes mudanças.

Vejo que essa mudança no mundo chegou com a internet e as tecnologias 4 e 5G que carregamos na mão, nos dando informações contínuas a cada segundo.

É notório que lutas pelo empoderamento feminino, a igualdade racial, a identidade de gênero e a orientação sexual de cada indivíduo abalou com os pilares da moralidade social, e o conservadorismo no mundo vive um momento delicado. Existe sim uma mudança!

Esses temas apontam para um novo caminho da humanidade, e segundo Eduardo Marinho, não viveremos para ver o mundo evoluído, mas, veremos o mundo evoluindo. Essas mudanças são a evolução da humanidade?

Eu, particularmente, esperava mais, principalmente dessa nova geração que, diferente da minha, tem muita informação e conhecimento. O problema é que a futilidade tem imperado no nosso cotidiano.

Estamos em um momento de grandes e reais descobertas e infelizmente nossa juventude virou a geração TikTok, Instagram, Twitter, de informações fúteis e cancelamentos. Jovens têm ganhado milhões de seguidores e feito fortunas nas redes sociais, ostentando roupas e carros caros, fazendo dancinhas, arrotando bobagens ou simplesmente fazendo nudes.

Fico a imaginar o que seria do nosso mundo se Albert Einstein, Nikola Tesla, Thomas Edison e tantos outros gênios tivessem acesso a quantidade de informação que temos hoje. Acredito que teríamos um mundo melhor, com mais soluções e menos futilidades.

Precisamos usar mais todo esse conhecimento que o Nosso Criador tem nos disponibilizado de uma forma mais útil para a humanidade. Substituindo o cancelamento pelo conhecimento compartilhado.

Essa geração precisa começar a pensar em soluções para o desmatamento, o aquecimento global, o controle de natalidade, a falta de alimento e água potável no mundo e a briga insana pelo poder. Estamos caminhando a passos largos para CANCELAR O MUNDO QUE VIVEMOS. 


Arnold Coelho
Tentando não ser fútil.

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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Ciclista Murilo Benevides

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Ibicaraí parou, atônita, diante de uma improvável e gigantesca tragédia. Como pode alguém do bem, que nunca fez o mal para ninguém, que era admirado por todos, que era um exemplo de homem, marido, filho, irmão, amigo e professor, ‘partir’ de forma tão trágica e prematura?

Estamos todos fazendo a mesma pergunta, incrédulos, sem acreditar que Murilo Benevides se foi. Como pode alguém tão legal, gente fina, praticante de esporte, ‘vendendo’ saúde fazer sua última pedalada tão cedo?

Inúmeras vezes nos últimos 8 anos eu me deparei com Murilo na pista. Eu, sempre correndo – pois não sei pedalar – e ele de bike, sempre muito veloz, puxando a turma (ele era muito rápido) ou simplesmente pedalando com a sua esposa.

Nossa! A BR-415 não será mais a mesma. A pista está triste e ficará órfã para sempre do nosso maior exemplo de dedicação ao esporte amador.

Quem nunca usou Murilo Benevides como exemplo de atleta dedicado? Quem nunca brincou dizendo: um dia te acompanho! ‘O homem era fera’, pedalava muito e inspirava quem estava começando.

Murilo Benevides era professor de História do colégio Guedes Educandário e por quatro anos deu aula para a minha filha Gabriela. Ele era, segundo Gabriela, o melhor professor que ela já teve, e graças ao seu farto conhecimento e sua forma fácil de ensinar história, ajudou minha filha a ingressar na UESC.
Quantos alunos passaram pelo professor Murilo?

Quantos ciclistas e corredores começaram graças a Murilo?

Tudo para ele parecia fácil e, por parecer fácil, surgia sempre um novo seguidor.

É triste dizer, mas, nesse momento de imenso e profundo aperto no coração, é preciso concordar com o saudoso
Renato Russo e a sua banda Legião Urbana: OS BONS MORREM JOVENS! 


Arnold Coelho
Um, entre muitos que se arriscam na BR-415 para fazer o que gosta, praticar esporte.

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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A que ponto chegamos! Semana passada o país parou para debater uma questão homofóbica, ou um beijo gay de um garoto-herói fictício, filho do Super-Homem. Isso mesmo, Clark Kent (eterno herói dos HQ/TV/Cinema) ganhou um filho bi-sexual (Jon Kent), da produtora DC Comics, e em um dos episódios ele beija um outro garoto. Essa cena em quadrinhos incomodou mais que uma cena real de famílias saqueando um carro de lixo para pegar osso bovino para se alimentar.

A que ponto chegou a nossa “raça humana” – que está mais preocupada com “pseudos padrões sociais” do que com a miséria e a fome de milhões de brasileiros?

Não consigo acreditar que um beijo gay (de um personagem fictício) tenha mais relevância e incomode (parte da nossa sociedade) mais que a miséria de milhões de brasileiros. É muita hipocrisia!

Vi inúmeros comentários nas redes sociais e alguns curiosos, mas o que me chamou mais atenção foi o aviso de um ‘homem hétero’, dizendo que tudo começa assim, com um simples beijo, até o hétero virar a casaca. O cara estava preocupado e dando a entender que esse tipo de cena pode influenciar na opção sexual da pessoa.

Juro que fiquei a me perguntar se aquele indivíduo preocupado com o beijo gay é mesmo ‘hétero’, pois eu sou hétero e não me vejo ‘ameaçado’ por um beijo gay, seja na TV, cinema, nos HQ ou ao vivo. Cada um é o que é e beija quem quer.

Precisamos parar de olhar a vida alheia e começar a prestar mais atenção aos nossos atos diários. Em pleno século 21 é inadmissível você achar que é melhor ou está do lado ‘certo da força’ por ser hétero. Desde quando o gênero te torna um ser humano melhor? Precisamos entender que o gênero é o que menos importa. 


Arnold Coelho
João 13:34

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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Quando olho para o céu e imagino o universo com bilhões de galáxias e um número incontável de planetas, ou que o sol, com um volume 1.3 milhão de vezes maior que a Terra, é considerada uma estrela ‘nanica’, eu imagino o quanto somos pequenos, e aí surge sempre um questionamento que mexe comigo: será que com tantos corpos celestes nesse ´infinito universo´ só existe vida aqui, nesse minúsculo e microscópico planeta?

A ciência ainda não encontrou nenhuma evidência que exista vida inteligente fora da terra, e eu, nesse caso ou questão específica, me apego mais na religião que na ciência, para entender – até que se prove o contrário – que a Terra é um Projeto Divino (o nosso Paraíso), planejado por Deus para acolher e proteger a raça humana.

A cada dia vejo a deterioração ‘dessa raça’ e do nosso querido e único planeta. É bom que se diga que a Terra é o único planeta com as mínimas condições necessárias (água, ar e terra fértil para produzir alimentos) para manter viva a raça humana. Não existe nenhuma evidência de uma outra ‘casa’ para que o homem possa viver, e isso é um fato!

É preocupante constatar que estamos beirando os 8 bilhões de seres humanos destruindo diariamente a nossa ‘única casa’, com guerras por poder ou em nome de Deus, ou poluindo e desmatando em nome do dinheiro. Uma busca louca e incessante por poder, onde o homem destrói, dizima e mata o seu semelhante. Tudo muito triste!

Gosto muito da passagem Bíblica de João 13:34, onde Cristo diz: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”, mas dessa vez eu vou concluir esse pequeno pensamento meu com um trecho da música ‘Imagine’, de John Lennon:

Imagine que não houvesse nenhum país
Não é difícil imaginar
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nem religião, também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Não custa nada imaginar e plantar essa semente, com Deus e sem ‘religiões’, ‘crenças’ e ‘denominações’ que só visam dinheiro e poder.


Arnold Coelho
Designer Gráfico, diagramador, jornalista MTB 0006446/BA e um Sonhador.

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br
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Apesar de não ter nascido na Bahia (por um erro de percurso), me considero BAIANO DA GEMA e NORDESTINO ARRETADO e vou logo avisando que não troco o meu ÔXE por nada. Quando percebo que querem menosprezar o meu ÔXE, eu rapidamente digo: ÔXE…ÔXE…ÔXE! pra não deixar nenhuma dúvida da minha origem.

Morei em São Paulo por alguns anos e fiquei surpreso e triste ao perceber que o paulistano usa o termo BAIANADA de forma pejorativa para tentar menosprezar o povo NORDESTINO. Basta alguém errar algo ou fazer uma bobagem e aparece um engraçadinho para dizer que a pessoa fez uma BAIANADA. Eu nunca aceitei essa brincadeira ‘idiota’ e preconceituosa e por vezes discuti, defendendo o meu POVO, a minha BAHIA e o nosso NORDESTE.

As Olimpíadas do Japão 2020 (mesmo sendo em 2021) veio para lavar a minha alma e a de todos os nordestinos, pois a Bahia foi um ‘segundo Brasil’ e ‘botou pocano’ no Japão, ‘botou pra lá’, ‘arregaçou’ e fez muita ‘BAIANADA’ com Ana Marcela (natação), Isaquias (canoagem), Herbert, Abner e Beatriz (boxe) e Daniel Alves, liderando o nosso futebol.

É bom deixar claro que se juntar as medalhas dos nossos vizinhos Ítalo (Surfe) e da Fadinha (Skate), o nosso ‘pobre’ NORDESTE, sempre tão humilhado e esquecido pelo resto dessa hipócrita nação, seria maior que o resto do Brasil e a terceira potência esportiva das Américas. Êta Nordeste arretado!!!

Outro dado interessante é que a nossa querida ‘Baêa’ teve mais medalhas de ouro que a maioria dos países sul-americanos e países como Portugal, Turquia, Grécia, África do Sul e Arábia Saudita.

Que venha PARIS 2024 e que a BAHIA e o NORDESTE façam muitas BAIANADAS DOURADAS na sublime CIDADE LUZ.

VIVA A BAHIA!!!VIVA OS BAIANOS!!!VIVA O NORDESTE!!! 


Arnold Coelho
Designer Gráfico, Diagramador, Jornalista MTB 0006446/BA e Baiano da gema.

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br
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Apesar dos mais de 540 mil mortos em decorrência do Coronavírus por todo o Brasil, e cerca de 60 mortos em Ibicaraí, sábado (18.julho), cheguei à conclusão de que o povo brasileiro se acostumou com a pandemia, com a desgraça alheia, com a dor e o sofrimento do próximo, com a morte de parentes, amigos e conhecidos. Ontem tive essa triste constatação.

Saí a noite com minha esposa para levar minha filha na casa de uma amiga e durante o caminho pensei em contar as pessoas sem máscaras por todo o trajeto, em menos de um minuto percebi que seria mais fácil contar as pessoas com máscaras, pois a avenida São Vicente de Paula estava lotada de jovens sem a devida proteção.

Por cada esquina que passava o susto era maior com tamanha irresponsabilidade dessa geração que se diz o futuro desse Brasil. Foram centenas de jovens, todos sem máscaras, desfilando pelos quatro cantos da cidade como se não existisse um ‘vírus à solta matando de forma impiedosa’.

Quando passei pela praça Henrique Sampaio comentei com Fátima – em tom irônico – que a pandemia tinha acabado e não tinham nos avisado, pois a praça estava lotada de jovens sem máscaras e descumprindo os protocolos exigidos pela OMS.

Tenho visto diariamente pessoas culpando o governo nas esferas Federal, Estadual e Municipal pelas mortes, mas o que percebo é que governo ou governante não faz milagre. Muito tem sido feito e a vacina tem chegado e as pessoas estão sendo vacinadas. A engrenagem está funcionando e o país está sendo vacinado. O problema é que temos 220 milhões de pessoas e uma logística complicada pelo tamanho continental do Brasil.

Você que é jovem precisa ter um pouco de paciência, pois esse ano todos nós seremos vacinados e a vida voltará ao normal. Essa necessidade de ir para as ruas ‘hoje’ como se o mundo fosse acabar ‘amanhã’ só traz uma certeza: o mundo pode acabar para algum parente seu nos próximos dias, pois você pode até pegar o vírus e sentir uma ‘gripezinha’, agora o seu PAI ou a sua MÃE com alguma COMORBIDADE corre o risco pegar o ‘SEU VÍRUS’ e MORRER! PENSE NISSO! 


Arnold Coelho
Esperando a 2ª dose

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br
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Os amantes do futebol, independente de qual time torce, vão concordar comigo que o Fla X Flu é diferente. Existe toda uma atmosfera mítica no clássico. Não sei dizer se é o Maracanã ou a mistura das três cores do Flu com o rubro negro do Fla. Meu saudoso patrão e flamenguista apaixonado, José Adervan, dizia sempre que o Fluminense cresce contra o Flamengo. Ele dizia que o Fla X Flu é o único clássico que o melhor não ganha. Segundo ele, ganha o clássico quem tiver mais alma, mais coração e vontade. Vou ter que concordar com ele.

É fato, e contra fato não há argumentos, que o Flamengo hoje é o melhor time das Américas e (no momento) um dos grandes times do mundo. É impressionante como o time joga bola, com toques rápidos, triangulações e chegadas na área adversária com uma frequência e intensidade espantosa.

O Flamengo fica com a bola e ataca o tempo todo. É fato que o excesso de zelo e a displicência para matar a partida terminam atrapalhando. Existem também algumas deficiências que precisam ser ditas: falta um bom goleiro; a zaga toma muitos gols de cabeça e Arão não é e nunca será zagueiro, fora isso o time é show, um espetáculo a parte.

Falando um pouco do Fluminense, fica evidente que o time é mal escalado. Não podemos jogar contra o todo poderoso Flamengo com Fred e Nenê, um deles precisa ficar no banco e alguém precisa ficar na sobra de Egídio, pois em algum momento ele vai falhar. Os meninos Kayky e Gabriel ainda precisam de mais bagagem (eu colocaria um ou os dois no segundo tempo) e começaria com mais marcação nos primeiros 45 minutos, enquanto o Flamengo tem gás. Atacaria nos 30 minutos finais. Outra coisa: o Cazares é titular.

No próximo sábado teremos o segundo jogo e saberemos quem será o campeão. Continuo dizendo que o Flamengo é o favorito e melhor time e tem a responsabilidade de ganhar o jogo. Só é preciso entender que existem 11 homens do outro lado vestidos em uma camisa pesada e que sempre surpreende o todo poderoso Flamengo. Acho que os jogos do meio de semana na Libertadores terão influência direta no resultado do próximo sábado.

O cronista, dramaturgo e tricolor Nelson Rodrigues costumava dizer que o Fla-Flu começou 40 minutos antes do nada, em um tempo imemorial. O que sei é que esse clássico é diferente, é o mais charmoso do futebol brasileiro e como diz o hino do Flamengo, “Nos Fla-Flus é um ai, Jesus”. Espero que no próximo sábado não vença o melhor, pois nesse momento o melhor é o rubro negro. Espero que vença o mais dedicado, aguerrido e com vontade de vencer. 


Arnold Coelho
Tricolor

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Já são aproximadamente 18 meses em que o mundo ‘parou’ e nossas vidas mudaram com a chegada de novos costumes e rotinas. Um vírus quase invisível (microscópico) mexeu com toda a humanidade e nos fez pensar coletivamente. Como algo tão pequeno conseguiu que aproximadamente 7,8 bilhões de pessoas se conectassem no mesmo pensamento e desejassem a mesma coisa: uma vacina, uma cura?

Aprendemos na dor a nos distanciar de quem gostamos e trocamos o aperto de mão e o abraço pelo ‘soquinho’ de mão fechada. A máscara hoje é uma obrigatoriedade – tenho várias – e o álcool gel virou utensílio de primeira necessidade. Os cuidados com a nossa saúde redobraram e os hábitos saudáveis, como boa alimentação e atividades esportivas, voltaram a figurar como prioridade para grande parte da população mundial.

A cada dia perdemos ‘irmãos’ ao redor do mundo ou ao nosso redor. Digo irmãos pois somos uma raça, ‘a raça humana’, em um pequeno planeta nesse nosso minúsculo sistema solar, e aos olhos do Criador somos uma grande família chamada humanidade.

Essa Pandemia veio para nos mostrar o quanto somos frágeis. Tenho me perguntado a cada dia por que esse vírus só atinge o Homos sapiens? Vivemos em um planeta com muita vida animal e só nós, os ‘animais racionais’, estamos sendo contaminados por esse vírus. Por que todos os outros animais não se contaminam – ou são imunes – com o Corona Vírus? Será um recado? O que todo o reino animal irracional tem que nós, que nos achamos superiores, só porque pensamos, não temos? Será que esse vírus é um recado para a raça humana ser menos racional e amar como os animais?

Graças a Deus e a ciência, a cura já existe e a cada dia mais pessoas são imunizadas contra esse vírus. Que fique a lição para todos nós. É certo que essa pandemia vai passar. Ainda não sabemos quantos e quem mais vai pagar por essa conta, por isso precisamos continuar mantendo o distanciamento social, o uso da máscara e o álcool gel, as práticas esportivas e a boa alimentação, além do mais importante: ler o Livro Sagrado e fazer valer João 13:34-35. 


Arnold Coelho
Cheio de esperança

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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Feliz Domingo de Páscoa! Acredito que essa será uma das muitas frases que ouviremos durante todo o dia. É um dos muitos clichês que usamos para demonstrar toda a nossa fé cristã. A Semana Santa, que teve início no Domingo de Ramos com a chegada de Cristo em Jerusalém, termina hoje com o Domingo de Páscoa. Esse período de oito dias nos remete à paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

O que me deixa triste com o homem cristão é a necessidade de levar vantagem em tudo, até em um momento de fé. Durante o período de Semana Santa o comércio de flores, alimentos e mais recentemente o de ovos de páscoa aquece suas vendas. A semana é de fé, mas o Homo sapiens não perde tempo e termina comercializando as datas. Imaginem que na ressurreição de Cristo o homem conseguiu colocar um coelhinho na ‘história’, guloseimas de chocolate em forma de ovos para ganhar dinheiro em mais um dia santo.

Quero aqui deixar bem claro que sou Cristão e tenho sim Cristo como o meu Salvador, mas vejo que o homem ocidental banalizou datas importantes no intuito de faturar, vendendo flores, alimentos e guloseimas, comercializando um momento triste da história da humanidade. É bom que se diga que a Sexta-feira Santa é um momento de reflexão. Cristo foi espancado, crucificado e morto. A ressurreição só aconteceu no domingo. Foram dias de muita tristeza, reflexão e fé.

Eu particularmente acho que a mensagem deixada por Cristo foi de Amor, Fé e Esperança com o próximo. Ele morreu por nós. Fico aqui imaginando se o seu pai morresse por você, qual seria o seu sentimento e o que você faria na data da morte dessa pessoa que morreu para te salvar? Com certeza não teria comemoração com um banquete regado a vinho e ovos de chocolate de sobremesa. 

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Arnold Coelho
Tentando ser cristão

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A imagem de apoiadores do presidente Jair ‘Messias’ Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo – principal centro financeiro do país – protestando contra o uso de máscaras só mostra a que ponto o ser humano pode chegar para adorar, idolatrar e seguir cegamente um ‘líder’.

O atual presidente conquistou milhões de fiéis seguidores com o seu discurso fascista, de extrema direita, ao ponto de convencer boa parte dos que o acompanham a não usarem máscaras e duvidarem da vacina. As consequências das falas esdrúxulas do ‘Messias’ foram vistas no protesto da Paulista, com a negação do uso da máscara e da doença.

Vendo esse cenário de tragédia e cegueira coletiva anunciada no Brasil eu lembrei do ‘pastor’ Jim Jones, do Templo Popular, uma seita pentecostal cristã, que em novembro de 1979 convenceu 918 pessoas a morreram em um misto de suicídio coletivo e assassinatos em Jonestown, na Floresta Amazônica, no território da Guiana. Eu particularmente tenho medo dos extremos, independente do lado, o extremismo é perigoso.

Essa semana vi a notícia de uma enfermeira que morreu de Covid por se negar a tomar a vacina e seguir os protocolos exigidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ano passado, um médico ilheense do Hospital Costa do Cacau morreu tentando curar a Covid com o coquetel (Cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina) indicado pelo presidente. O médico era hipertenso e não resistiu. São muitos casos de seguidores morrendo cegamente, negando seguir o protocolo, enquanto a mãe do presidente já foi vacinada com a vacina chinesa.

A cegueira dessa ‘legião’ de seguidores é algo preocupante. A mudança é compreensível, pois o povo queria algo novo. A população queria o combate à corrupção e uma nova política sem conchavos, sem as famosas compras de votos no ‘Centrão’. Depois de 15 meses de governo o que conseguimos ver é uma grande crise econômica, desemprego em larga escala, inflação e um aumento monstruoso na no valor da cesta básica e nos derivados de petróleo.

O Brasil hoje é motivo de preocupação mundial. Entramos no terceiro mês de 2021, com muita falácia e pouca ação – por parte do presidente e sua equipe – no combate à pandemia. Segundo o comandante dessa Nau chamada Brasil é preciso “diminuir a frescura, com menos mimimi”.

Vale ressaltar que enquanto tem país vacinando milhões de pessoas a cada dia, o Brasil segue a passo de tartaruga, vacinando a ‘conta-gotas’, em um ritmo que levará alguns anos para imunizar toda a população. Com isso os números só crescem. Precisamos de mais ação concreta e menos falácia! 

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Arnold Coelho
Distante dos extremos

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