Valderico Junior prestigia ato com Ângelo Coronel em Ilhéus // 📷 Fotode Nadson Carvalho

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O prefeito Valderico Junior participou da sessão solene da Câmara de Vereadores de Ilhéus que concedeu ao senador Ângelo Coronel o Título de Cidadão Ilheense. Conhecido na Bahia como “Senador do Cacau”, Coronel recebeu a homenagem pelo apoio às pautas da região cacaueira e pela defesa do desenvolvimento do sul do estado.

Durante o evento, foi destacada a importância da aproximação entre Ilhéus e lideranças com atuação em Brasília. O prefeito Valderico Junior ressaltou o papel do senador na defesa dos interesses regionais. “Ilhéus precisa fortalecer cada vez mais o diálogo com representantes que conhecem a importância econômica e histórica do sul da Bahia. Ângelo Coronel tem mantido esse compromisso com a nossa região”, afirmou o prefeito.

Ao agradecer a homenagem, o senador reafirmou o compromisso de continuar apoiando ações voltadas ao fortalecimento da economia regional e da cadeia produtiva do cacau.

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Presidente Lula cumpre agenda em Camaçari com foco em habitação e fertilizantes

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O presidente Lula desembarca na Bahia nesta quinta-feira (14.maio.26) para uma agenda concentrada em Camaçari. Pela manhã, às 10h, Lula participa da entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida no Residencial Verdes Horizontes I e II, empreendimento financiado por meio do Novo PAC. O ato ocorre na Avenida Industrial Urbana, no bairro Ponto Certo.

À tarde, às 14h, o presidente visita a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia, no Polo Petroquímico de Camaçari, onde a produção foi retomada em janeiro de 2026 após investimento de R$ 100 milhões. A unidade possui capacidade para produzir 1,3 mil toneladas diárias de ureia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional.

José Ronaldo entra no jogo e bancará Zé Chico em 2026

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O prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (UB), decidiu entrar de vez na montagem do cenário eleitoral de 2026 e, segundo apuração do Pauta Blog, deve apoiar a pré-candidatura de Zé Chico (UB) para deputado federal. Chico é presidente do UB em Feira e empresário conhecido no município, mas nunca disputou cargo municipal, concentrando sua trajetória em campanhas de alcance estadual.

Ao longo dos últimos anos, Zé Chico tentou se firmar nas urnas em diferentes projetos. Em 2006, concorreu ao Senado pelo PDT. Depois, buscou vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2014 e 2022, já pelo União Brasil, ficando em segundo lugar com 34.540 votos em 2022. Agora, contará com o ativo político mais valioso do interior baiano: a estrutura e a influência de José Ronaldo em Feira de Santana.

O gesto sinaliza que o prefeito pretende atuar intensamente na sucessão. Em evento recente, resumiu seu estilo político ao afirmar: “Eu só entro em uma luta de corpo e alma”. A mesma disposição foi demonstrada no fim de março, quando lançou em Feira a pré-candidatura de ACM Neto (UB) ao governo, com Zé Cocá (PP) na vice, além de dos nomes de João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) ao Senado.

Ainda, segundo apuração do Pauta Blog, a coordenação de campanha de Zé Chico ficará por conta do assessor pessoal de José Ronaldo, Matheus Pinheiro, que também é presidente do União Jovem da Bahia.

Grave acidente com deputado Samuel Júnior termina sem feridos graves

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O deputado estadual Samuel Júnior (PL) sofreu um grave acidente na madrugada deste sábado (2.maio.2026), após deixar o município de Potiraguá, onde participou da 20ª Festa dos Evangélicos. O deputado disse que havia adiantado a viagem para descansar no caminho, já que teria compromisso neste sábado no município de Cipó, a 681 km de Potiraguá. Por ser uma distância longa, iria descansar para seguir viagem neste sábado.

Júnior usou as redes sociais para informar que estava fora de risco após atendimento médico. Segundo relato publicado pelo próprio deputado, todos os integrantes da equipe que estavam no veículo também passam bem. Samuel afirmou que recebeu alta pouco depois de realizar exames no hospital, em mensagem que buscou tranquilizar correligionários e lideranças políticas que acompanharam o caso desde as primeiras horas da manhã.

Em vídeo divulgado nas redes, o parlamentar atribuiu a sobrevivência à fé religiosa. “A morte perdeu de novo, porque as nossas vidas estão nas mãos do Senhor. Somos gratos pelo cuidado, pela proteção e pela misericórdia dEle sobre nós e nossas famílias. Sei que os joelhos de muitos têm nos sustentado de pé!”, declarou.

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Câmara de Acajutiba vira palco de briga entre vereadores e caso vai parar na delegacia

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Na região nordeste da Bahia, a sessão na noite desta quarta-feira (29.abril.2026) da Câmara de Acajutiba descambou para um roteiro de confronto aberto entre os vereadores Joilson Alves (PRD) e Léo Carvalho (PSD), transformando o plenário em palco de um embate que ultrapassou os limites da política e terminou na delegacia. O bate-boca, que começou sob o argumento do cumprimento do regimento interno, evoluiu para agressões mútuas, boletins de ocorrência e mais um capítulo de desgaste para o Legislativo municipal.

O estopim foi a cobrança de Léo Carvalho para que Joilson respeitasse o tempo de fala previsto nas normas da Casa. Segundo ele, cada parlamentar dispõe de um minuto, e o colega teria extrapolado esse limite. Em seguida, Léo defendeu o acionamento da Comissão de Ética contra Joilson, elevando a tensão no plenário e levando o conflito para o campo disciplinar.

A reação de Joilson veio em tom ainda mais explosivo. O vereador questionou se a esposa de Léo estaria empregada na prefeitura, insinuando favorecimento político. O ataque pessoal ampliou a crise, que já não se restringe ao debate institucional. Em Acajutiba, a Câmara parece viver menos uma disputa de ideias e mais um rigue de boxe.

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Jorge Messias teria chamado Jaques Wagner de "traíra" após revés no Senado

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O ministro da AGU, Jorge Messias, desconfia ter sido traído pelo próprio líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), na votação em que a Casa derrotou sua indicação ao STF. Em conversas reservadas após a derrota, relatadas à coluna de Igor Gadelha por três aliados do ministro, Messias teria chamado Wagner de “traíra” e dito que o senador deveria pedir demissão da liderança do governo.

Na avaliação dos aliados de Messias, Wagner pode ter “traído” o AGU em uma aliança com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), principal articulador da derrota do ministro. O objetivo em comum de Alcolumbre e do líder de Lula, dizem, seria evitar um empoderamento do ministro do STF André Mendonça. O magistrado é relator do Caso Master e foi um dos cabos eleitorais de Messias.

Messias e seu entorno avaliam que Wagner induziu Lula ao erro ao dizer que o titular da AGU teria 45 votos no plenário do Senado. Ao final, o indicado teve apenas 34 votos favoráveis e 42 contrários. Também incomodaram Messias as imagens do líder do governo abraçando Alcolumbre e sorrindo no plenário do Senado, logo após a dura derrota sofrida pelo advogado-geral da União. Informações de Igor Gadelha.

📷 Jorge Messias: foto de Carlos Moura/Agência Senado // Jaques Wagner: foto de Waldemir Barreto/Agência Senado

Glis cancela principal festa da cidade e enfrenta reação imediata da oposição

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A decisão da prefeita Glis Dórea de suspender o tradicional Arraiá do Baforé abriu nova frente de desgaste político em Itapitanga, no sul da Bahia. Principal festa junina do município, realizada na Praça da Bandeira, o evento reúne moradores e visitantes durante três dias de shows, forró e comércio aquecido, funcionando também como vitrine cultural e motor temporário da economia local.

Ao anunciar o cancelamento, a gestora atribuiu a medida à escassez de recursos e à redução nos repasses financeiros. “Precisamos fazer escolhas que garantam o funcionamento dos serviços essenciais e o cuidado com as pessoas”, declarou Glis, ao justificar uma decisão de forte impacto popular.

A oposição reagiu de imediato. Líder adversária no município, Joanice Alves afirmou que a suspensão revela falhas administrativas. “Isso é o resultado de uma gestão incompetente, sem planejamento e sem organização financeira”, disse.

Em uma cidade onde festas tradicionais costumam ter peso econômico, o cancelamento tende a ecoar além do calendário junino.

Câmara de Itabuna vira palco de disputa entre Danilo e Porfírio

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O novo embate entre os vereadores Danilo Freitas (PL) e Manoel Porfírio (PT) está longe de ser apenas uma troca de adjetivos pontuais. Quando o presidente Porfírio chamou o colega de “pavão”, no programa Frenquência Política (25.abril.2026), reacendeu uma rivalidade antiga e escancarou a temperatura em elevação dentro do Legislativo itabunense.

Danilo respondeu como se esperava de quem não corre da raia dos debates. Ao afirmar que prefere ser “pavão” a ser “babão” ou “coronel”, o vereador devolveu a provocação. Na manhã desta quinta-feira (30.abril.2026), em entrevista à Boa FM, Danilo rebateu Porfírio e declarou: “Eu prefiro ser o pavão. Eu não quero ser o babão, nem o coronel”.

Danilo foi além ao provocar que Porfírio deseja ser prefeito “de qualquer jeito”. A frase desloca o debate do campo pessoal também para o terreno eleitoral. Ataques políticos públicos raramente são improvisados.

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Derrota de Messias marca ascensão de Alcolumbre em Brasília // 📷 Foto de Ricardo Stuckert

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A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal produziu uma das derrotas políticas mais ruidosas do terceiro mandato do presidente Lula. Não se tratou apenas da recusa a um indicado presidencial, fato raro e de alto impacto institucional, mas da exposição pública de um governo que subestimou o humor do Senado e superestimou sua capacidade de coordenação. O Planalto entrou em campo contando votos; saiu contabilizando deserções.

O episódio também redesenha a correlação de forças em Brasília. Ao derrotar o candidato do presidente, o Senado reafirmou sua autonomia e mostrou que a era das chancelas automáticas ficou para trás. Quem emerge fortalecido é Davi Alcolumbre, que mais uma vez demonstrou influência sobre a Casa e capacidade de organizar maiorias em temas centrais. Quando o governo falha, o vácuo costuma ser ocupado por quem conhece o regimento e domina os corredores.

Para Lula, o dano é duplo. Há a perda simbólica de ver barrado um aliado próximo para a mais alta Corte do país e há o desgaste prático na relação com parlamentares da base, muitos dos quais preferiram o silêncio à fidelidade. A mensagem enviada ao Palácio do Planalto é cristalina: a vontade presidencial nem sempre prevalece no Congresso.

No curto prazo, Lula precisará recalibrar sua articulação política e reconstruir pontes antes de novas votações sensíveis. Já Alcolumbre sai da crise com estatura ampliada, convertido em fiador indispensável de qualquer agenda institucional relevante. Em Brasília, derrotas nunca terminam no placar — elas reorganizam poder.

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Senado rejeita Jorge Messias ao STF e impõe dura derrota a Lula // 📷 Foto de Ricardo Stuckert

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O governo Lula sofreu nesta quarta-feira (29.abril.2026) uma de suas derrotas mais expressivas no Congresso ao ver o Senado rejeitar a indicação do AGU, Jorge Messias, para o STF. Escolhido para ocupar a cadeira aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, Messias passou pela Comissão de Constituição e Justiça, mas não resistiu ao plenário da Casa.

Em votação secreta, o nome do ministro foi recusado por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para a aprovação, eram necessários ao menos 41 votos entre os 81 senadores. Quatro parlamentares não compareceram à sessão: Wilder Morais, Marcos Pontes, Cid Gomes e Oriovisto Guimarães. A derrota veio após uma sabatina de oito horas e intensa mobilização de ministros palacianos e líderes governistas nos corredores do Senado.

Aliados atribuíram o revés à falta de empenho público do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O senador defendia a indicação de Rodrigo Pacheco para a vaga e nunca escondeu o desconforto com a escolha feita por Lula sem consulta prévia. A neutralidade calculada de Alcolumbre acabou lida como sinal verde para a dissidência.

Também há peso histórico no resultado. O Senado raramente barra nomes indicados ao STF. Em mais de um século de República, as únicas rejeições anteriores haviam ocorrido em 1894, nos anos iniciais do regime republicano. Ao reviver um episódio adormecido na memória institucional, a Casa enviou recado claro ao Palácio do Planalto.

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