Marão tem contas rejeitadas pelo TCU e deverá devolver R$ 1,5 milhão.

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O TCU (Tribunal de Contas da União) julgou irregulares as contas do ex-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, o Marão (Avante), relacionadas ao uso de recursos federais destinados a ações emergenciais após as chuvas de abril de 2023. Na ocasião, o município do sul da Bahia enfrentou alagamentos que deixaram mais de 400 pessoas desalojadas e desabrigadas, ampliando a pressão por respostas rápidas da gestão pública.

De acordo com acórdão da 2ª Câmara do TCU, os recursos foram repassados pelo governo federal com a finalidade de atender diretamente as vítimas do desastre. A Corte, no entanto, identificou falhas na prestação de contas e concluiu que não houve comprovação adequada da aplicação do dinheiro. Como resultado, o ex-gestor foi condenado a devolver R$ 1.589.000, valor que será acrescido de juros e correção monetária.

Além da obrigação de ressarcimento, o TCU aplicou multa de R$ 190 mil a Mário Alexandre e autorizou a cobrança judicial das quantias, caso não haja pagamento voluntário dentro do prazo estipulado. Na mesma decisão, o tribunal determinou ao Banco do Brasil o recolhimento de eventual saldo remanescente em conta específica da Prefeitura de Ilhéus vinculada à transferência federal.

O ex-prefeito não apresentou defesa no processo e acabou condenado à revelia. O caso será encaminhado à Procuradoria da República na Bahia e ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para as providências cabíveis. Procurado pelo Pauta Blog, Marão não respondeu até a publicação desta reportagem; o espaço permanece aberto para manifestação. Informações do Pimenta Blog. 

Zé Ronaldo condiciona apoio e impõe regra de transparência em palanque

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Em política, alianças costumam vir acompanhadas de condicionantes, silenciosas ou não. O prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (UB), decidiu adotar uma linha de estilo autêntico e sem meias palavras: a da transparência a qualquer custo. Ao discursar no lançamento da pré-candidatura de Ewerton Carneiro, o Tom, Zé Ronaldo não apenas declarou apoio, mas estabeleceu uma regra pública para sua própria atuação: só sobe em palanque onde possa dizer, sem filtros, quem são seus aliados. “Eu não sei entrar em uma luta com os olhos vendados e olhos abertos, pois ficará tudo aberto”.

Ao citar nomes como ACM Neto, Zé Cocá, João Roma e Angelo Coronel, o prefeito Ronaldo sinaliza algo mais profundo do que uma simples lista de preferências. A exigência de poder nomear seus aliados em qualquer cenário funciona como antídoto contra pressões e, ao mesmo tempo, como demonstração de força. “Eu só vou a qualquer evento nesta cidade ou em qualquer local se eu puder falar de todos eles”, declarou Zé Ronaldo.

O ato, que reuniu mais de 1.500 pessoas e contou com a presença de João Roma e Roberta Roma (PL e pré-candidata a deputada federal), revela que Feira de Santana segue como peça-chave no xadrez estadual. Ao transformar o evento em um palco de afirmação política, Zé Ronaldo amplia seu raio de influência no campo da oposição na Bahia.

Tom segue sem sigla definida, pois é militar e ainda está dentro do prazo para se filiar. O evento foi organizado pelo ex-vereador Pauão do Caldeirão, de Feira.

Troca de ataques entre João Roma e Rui Costa esquenta disputa pelo Senado.

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A disputa pelo Senado na Bahia ensaia ganhar confrontos abertos antes mesmo do encontro cara a cara. Em entrevistas concedidas ao BNews, João Roma (PL) e Rui Costa (PT) transformaram declarações em munição, antecipando um debate que promete ser menos programático e mais do que um simples “pega-pega”. Não houve mediação simultânea, mas o eco das falas foi suficiente para evidenciar que o embate será marcado por um tom direto e incisivo.

Roma optou por um ataque cirúrgico ao estilo de liderança de Rui, ao chamá-lo de “amigo da onça”. Ao evocar Jaques Wagner, figura central da engrenagem petista na Bahia, Roma toca em uma fissura sensível, a disputa por protagonismo dentro do grupo. Também resgata o apelido “vagareza”, atribuído por Rui a Wagner, ampliando o embate.

Rui Costa, por sua vez, desloca o eixo do debate para a vitrine de realizações. Ao questionar onde estão as obras de Jair Bolsonaro na Bahia, busca atingir Roma em um ponto sensível, o legado do bolsonarismo no estado. A estratégia passa por nacionalizar o confronto e associar o adversário a um projeto político com menor densidade eleitoral.

O que emerge desse pré-debate é menos uma disputa de propostas e mais um teste de provocações. Roma aposta no desgaste interno do PT e na imagem de Rui como gestor rígido. Rui, por outro lado, investe na comparação de entregas e na fragilidade do campo adversário na Bahia. Se o tom se mantiver, o confronto tende a escalar para além de um duelo e ganhar contornos mais ásperos.

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Adolescente morre após ser atingida por caminhão em avenida urbana+

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A morte da adolescente Lavínia da Silva Santos, de 12 anos, na tarde de quarta-feira (15.abril.2026), em Vitória da Conquista, interrompeu de forma trágica a rotina de uma família. Estudante da Escola Monteiro Lobato e moradora do loteamento Terras do Remanso, a jovem perdeu a vida após um acidente de trânsito na Avenida Brumado, no bairro Zabelê, uma via já conhecida pelo fluxo intenso.

As circunstâncias iniciais indicam que Lavínia estava na garupa de uma motocicleta. Na queda, ela foi atingida por um caminhão que trafegava pela via. O impacto foi fatal, e o óbito foi constatado ainda no local, sem tempo sequer para o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).

O velório ocorre na Igreja Batista Bíblica Ebenézer, na Avenida Salvador, 1900, bairro Brasil, enquanto o sepultamento está previsto para as 16 horas.

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Ex-parlamentar é alvo de operação que investiga pagamento por fuga em presídio

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O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16.abril.2026) na Praia do Forte, local turístico do município de Mata de São João, na RMS, durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), unidades da capital e regional Sul, e do Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep).

As investigações apontam que o ex-deputado teria negociado com organização criminosa o recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga ocorrida em dezembro de 2024, quando 16 internos escaparam do Conjunto Penal de Eunápolis, entre eles o traficante Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como Dada, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção com atuação regional e vínculo com o Comando Vermelho. Dada estaria atualmente no Rio de Janeiro, de onde continuaria comandando ações criminosas na região de Eunápolis.

Também foram cumpridos mandados de busca em Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro, tendo como alvos um ex-vereador de Eunápolis e um advogado. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Eunápolis.

Segundo as apurações, a fuga dos internos não teria ocorrido de forma isolada ou fortuita, mas estaria inserida em um contexto de articulação criminosa estruturada, envolvendo integrantes da organização criminosa PCE e o ex-deputado federal, com a utilização de influência política e institucional.

O nome “Duas Rosas”, atribuído à operação, faz referência ao valor estimado da vantagem indevida. Ao longo das investigações, verificou-se que a expressão “rosa” era utilizada de forma codificada para se referir a dinheiro, aparecendo em diálogos e tratativas sob termos como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” ou “choram as rosas”, em alusão ao pagamento dos valores negociados.

Gestores da saúde se reúnem em Arataca para alinhar políticas na região sul

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Em meio aos desafios persistentes da saúde pública, o município de Arataca assumiu protagonismo ao sediar, nesta semana, uma reunião estratégica da Comissão Intergestora Regional (CIR). O encontro reuniu secretários municipais e representantes de instituições-chave, em um esforço coordenado para alinhar políticas e ajustar a engrenagem do SUS na região Sul do estado. Longe dos holofotes da capital, foi no interior que o debate ganhou densidade técnica e urgência política.

À mesa, nomes com peso na gestão regional: o secretário municipal de Saúde, Kariton Bronze; o diretor-geral do Hospital Regional Costa do Cacau, Júlio Mousse; e a diretora do Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio, Renata Cordeiro. Também participaram representantes da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia e o diretor do Núcleo Regional de Saúde Sul, Danilo Amorim. O retrato é de uma rede que tenta se articular diante de demandas crescentes e recursos nem sempre proporcionais.

Arataca concentra lideranças da saúde em reunião estratégica da CIR.

O foco da reunião foi direto: fortalecer a atenção básica, integrar fluxos entre municípios e unidades hospitalares e revisar gargalos que ainda comprometem o atendimento. Em regiões como o Sul baiano, onde distâncias e desigualdades estruturais pesam, a coordenação entre os entes federativos deixa de ser apenas protocolo e passa a ser condição de funcionamento do sistema.

Mais do que um encontro institucional, a reunião em Arataca expôs o esforço contínuo de equilibrar planejamento com ações concretas. Entre pactuações e diagnósticos, ficou evidente que a saúde regional avança quando há convergência. No fim, o que se discutiu foi a capacidade do sistema de responder, na ponta, às urgências de uma população que depende, quase exclusivamente, do SUS.

Arataca recebe reunião regional e reforça articulação do SUS no sul da Bahia.

O estádio Itabunão entra no ciclo das promessas recicladas

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O imbróglio da reforma do Estádio Fernando Gomes Oliveira, o Itabunão, ganhou um novo capítulo e mais explicações do que soluções. Após meses de obras paradas e mais de dois anos desde a assinatura da ordem de serviço (no dia 23.fevereiro.2024), o prefeito Augusto Castro (PSD) resolveu apontar o dedo para a empresa responsável: segundo ele, faltou lastro financeiro, sobrou incapacidade e, no meio do caminho, a empresa “quebrou”. A revelação foi feita em tom de explicação na rádio Interativa FM. O resultado é o que Itabuna vê hoje: um estádio parado, um projeto travado e uma população à espera.

Agora, a promessa é de recomeço. Augusto Castro afirma que vai relicitar a obra e garante a entrega ainda este ano, ou seja, em 2026. O discurso, no entanto, soa como déjà vu. Em política, prazo que se renova demais perde credibilidade, ainda mais quando o histórico recente é de atraso e interrupção. A cada nova promessa, cresce a desconfiança de que o cronograma corre mais no papel do que na prática.

Enquanto isso, o Itabunão segue no campo das intenções: gramado novo, irrigação automatizada, drenagem moderna, arquibancadas requalificadas para mais de 10 mil torcedores. No papel, um estádio à altura; na realidade, planejamento falho e execução precária podem transformar obra pública em novela. E, por enquanto, sem previsão de capítulo final confiável. 

Jerônimo Rodrigues enfrenta dificuldades para construir apoio no primeiro turno

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Se governar é, antes de tudo, saber articular, Jerônimo Rodrigues ainda não encontrou o manual. A comparação com Jaques Wagner e Rui Costa não é apenas inevitável — é dura. Onde os antecessores construíam pontes, Jerônimo coleciona silêncios, desencontros e portas entreabertas. Novo capítulo de Jerônimo: demonstrou interesse em contar com o apoio do PSol em sua campanha e disse querer conversar com os dirigentes da legenda, à Rádio Baiana FM. Resultado: cartada recusada imediatamente.

A resposta veio no tom que a política costuma reservar para quem esquece aliados após a vitória. Ronaldo Mansur descartou apoio no primeiro turno porque a sigla foi “esquecida” pelo governador após o apoio no segundo turno em 2022. Muitos já cochicham: Jerônimo patina na articulação. Em política, apoio não é cheque em branco; precisa ser cultivado. Não houve; logo, o fruto do apoio não virá, pelo menos no primeiro turno de 2026.

O caso de Geraldo Júnior reforça o diagnóstico de desorganização: rifado, desgastado e depois resgatado por falta de opção. A demora para definir a chapa e a incapacidade de construir alternativas sólidas expuseram um governador que não tem a habilidade de seus companheiros ex-governadores, que são, diga-se de passagem, exímios articuladores.

Outro ponto imprescindível a destacar é que a base de Jerônimo perdeu o partido Podemos, além de Solidariedade e PRD, que podem migrar para a oposição por não conseguirem montar uma chapa nominata para eleger deputados estaduais e federais.

Jerônimo enfrenta um desafio que vai além da articulação propriamente dita: provar que consegue se reeleger mesmo sem o aval de Rui Costa para manter Geraldo Júnior na vice e garantir uma boa votação à reeleição de Lula. Caso contrário, assumirá a responsabilidade pela perda dos vinte anos de hegemonia do petismo na Bahia.

📷 Montagens do Pauta Blog com imagens de divulgação e conteúdo criado por Inteligência Artificial.

Gestão de Gel da Farmácia enfrenta turbulência com base aliada; Os edis também estão na bronca com o governador Jerônimo Rodrigues

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O que era para ser base aliada virou linha de frente de oposição em Buerarema. Seis dos nove vereadores decidiram abrir artilharia contra o prefeito Gel da Farmácia (UB), em um movimento que escancara mais do que uma insatisfação pontual: revela um governo que ainda não conseguiu decolar.

As queixas seguem um roteiro conhecido: infraestrutura travada, obras que não saem do papel e ausência de entregas concretas. Zezinho (PP) foi direto ao ponto ao dizer que o prefeito “veio, mas não mostrou para que veio”. Ênio Vieira (PSD) cobrou obras com recursos próprios — recado claro de que depender apenas de parcerias externas não sustenta uma gestão. Roque Borges (UB) fez comparação incômoda com a administração anterior, enquanto Neide de Adelson (PSD), Geraldo Aragão (UB) e Tibira (PP) reforçaram o coro de cobrança por ação e presença.

A crise administrativa em Buerarema é nítida e inegável. Com as cobranças públicas ganhando volume, Gel da Farmácia entra em uma zona de turbulência, onde tempo e paciência são escassos. Se não entregar resultados rapidamente, corre o risco de ver a insatisfação evoluir para um desgaste irreversível. Vale destacar: Eleito sob o guarda-chuva de ACM Neto, Gel rompeu ao anunciar alinhamento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Resultado, por enquanto, a base está se esfarelando e perdendo lastro.

Sondagem de Flávio Bolsonaro esbarra em estratégia local de Bruno Reis // Fotomontagem com imagens de divulgação no Instagram.

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A sondagem feita por aliados de Flávio Bolsonaro (PL) ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), carrega mais um aceno político do que viabilidade prática. No âmbito nacional, a simples lembrança do nome do gestor baiano revela uma tentativa de ampliar pontes regionais, sobretudo no Nordeste, terreno historicamente desafiador para o bolsonarismo.

Logo, quais são os porquês de Bruno Reis não aceitar estar na chapa de Flávio Bolsonaro como vice-presidente?

O primeiro freio para essa hipótese é que Bruno Reis não é um agente isolado. Sua trajetória está totalmente conectada ao projeto político de ACM Neto (UB), que atua como principal liderança de seu grupo. Contudo, qualquer movimento de Bruno Reis em direção a uma chapa com Bolsonaro representaria não apenas uma decisão pessoal, mas também a coesão do grupo netista.

O segundo elemento central é que não seria simples deixar a Prefeitura para embarcar como vice. A vice-presidência, embora institucionalmente relevante, raramente oferece protagonismo eleitoral direto na Bahia que influencie a candidatura de ACM Neto.

O terceiro ponto é o timing. Bruno Reis reafirma, em suas declarações públicas, o compromisso com o mandato. Isso funciona como sinal de estabilidade administrativa. Antecipar uma saída poderia ser interpretado como abandono de responsabilidades, gerando um desgaste político desnecessário.

O quarto alerta é que, caso tivesse intenção de deixar a Prefeitura, Bruno Reis teria opções mais estratégicas dentro da política baiana, como fortalecer a chapa de ACM Neto em uma eventual disputa ao Senado ou até como vice — possibilidades que já foram descartadas. Deixar a prefeitura envolve riscos elevados.

Por fim, até as convenções, o cenário permanece fluido. No xadrez político, Bruno Reis parece optar por permanecer onde tem controle do jogo — e não onde seria apenas peça.

Bruno Reis vai seguir falando a mesma língua que ACM Neto, apoiando a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). 

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