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Resultado representa queda de 22% em relação ao ano anterior

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O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido de R$ 13,9 bilhões em 2020, segundo balanço divulgado hoje (11) à noite pela instituição financeira. Isso representa queda de 22% em relação ao lucro obtido em 2019.

A queda ocorreu, apesar do aumento no lucro do quarto trimestre, que somou R$ 3,7 bilhões e subiu 6,1% em relação ao trimestre anterior. Em comunicado, o BB informou que a maior parte da redução anual no lucro decorreu da antecipação, em caráter prudencial, de R$ 8,1 bilhões em provisões feitas ao longo dos trimestres.

As provisões são reservas financeiras que as instituições mantêm para se precaverem contra crises e aumento na inadimplência. Por causa da pandemia de covid-19, os bancos aumentaram as provisões para evitarem possíveis perdas.

Em mensagem enviada aos acionistas, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, disse que a instituição financeira conseguiu enfrentar a pandemia de covid-19 com crescimento na carteira de crédito. Ele também citou a liberação de linhas emergenciais, como o Pronampe, linha especial para micro e pequenas empresas, e o Peac Maquininhas, modalidade de crédito garantido por vendas com máquinas de pagamento digital para microempreendedores individuais e micro e pequenos empresários.

“O Banco do Brasil finalizou 2020 mais preparado para continuar crescendo em seus negócios neste ano. Mesmo com as dificuldades da pandemia, atravessamos esse período com crescimento de 9% na carteira de crédito. Estivemos junto de nossos clientes pessoas físicas e empresas nos momentos em que mais precisaram do nosso apoio”, destacou Brandão.

A manifestação contou com os empregados do banco, diretores do Sindicato e da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, além de sindicatos coirmãos e de partidos políticos

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Em decorrência da tentativa do governo em desmontar o Banco do Brasil, os funcionários decidiram em assembleia cruzar os braços. A paralisação na abertura das atividades em uma hora, realizada hoje, quarta-feira (10), visa protestar contra o plano de reestruturação anunciado pela instituição financeira. Em Itabuna, houve manifestação na frente do BB, na Praça Olinto Leone, às 10h.

O movimento sindical não aceita o fechamento de diversas agências que irá prejudicar não só funcionários e clientes, como também, vários municípios. Vale lembrar que muitas cidades brasileiras têm somente uma agência do Banco do Brasil. A ação pode prejudicar toda a economia dos municípios.

Além disso, haverá demissões de terceirizados, como vigilantes, agentes financeiros e de serviços gerais, como também, o aumento da precarização do atendimento bancário. Esta é uma situação delicada e que todo movimento sindical se une em favor da soberania nacional e das instituições públicas.

NEGOCIAÇÕES
Os sindicatos que representam os trabalhadores retomaram ontem (9), as negociações com o Banco do Brasil sobre as reestruturações que o banco pretende realizar. No encontro que teve a mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), foi reivindicada a suspensão do descomissionamento de caixas e solicitado informações sobre o novo processo de reestruturação do Banco do Brasil.

Na primeira parte da reunião, o banco apresentou uma proposta de prorrogação de 30 dias no processo de retirada da gratificação dos caixas, mas condicionou a proposta à assinatura por todas as entidades do acordo de compensação de horas em decorrência da pandemia e do Acordo de CCP (Comissão de Conciliação Prévia). O banco também exige a retirada de ações judiciais em andamento contra o banco.

A proposta foi recusada já que não é possível aceitar que o banco condicione a proposta a questões que não têm nenhuma ligação com o assunto em mediação. Além disso, o banco aceita prorrogar a gratificação por apenas 30 dias, e se negou se negou a listar as agências que serão fechadas, deixando trabalhadores e municípios apreensivos.

Os bancários protestam contra a onda de demissões

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Durante um movimento liderado pelo Sindicato dos Bancários, os funcionários do Banco do Brasil, em Itabuna, fizeram na sexta-feira (15), uma manifestação em protesto a onda de demissões e fechamento de agências. O ato ocorreu na praça Olinto Leone, na porta da agência do BB.

Durante o movimento que paralisou as atividades por cerca de uma hora, os bancários divulgaram uma Carta Aberta sobre o desmonte do Banco do Brasil, e ressaltaram que “esse fechamento é uma decisão política, os números e resultados alcançados pelo Banco do Brasil mostram isso. Daí a importância da nossa movimentação política”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, Paulo Silva.

A direção do Banco do Brasil quer fazer mudanças em 870 pontos de atendimento por meio do fechamento de agências, postos de atendimento e escritórios. Serão centenas de agências fechadas, muitas delas em cidades do interior do país que não dispõem de outras instituições bancárias, além de cerca de cinco mil demissões.

 

O sindicalista Paulo Silva (PCdoB) disse: “Seria um retrocesso e grave prejuízo para a economia da cidade”

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Os dirigentes dos sindicatos de Bancários de Itabuna e Ilhéus e a vereadora Wilmaci Oliveira (PCdoB) foram recebidos pelos secretários Ricardo Xavier e José Alcântara Pellegrini, para apresentar pedido de apoio institucional do município pela manutenção da agência 3445 e da empresarial do Banco do Brasil que atendem ao Sul da Bahia.

Xavier disse que vai agendar audiência dos sindicalistas com o prefeito Augusto Castro para o apoio institucional. Além disso, vai pedir ao prefeito que acione os senadores Otto Alencar e Ângelo e Coronel (PSD-BA) e os deputados federais baianos para que ingressem na luta pela manutenção das agências do Banco do Brasil e dos funcionários.

Vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, o sindicalista Paulo Silva, fez um relato da apreensão de seus colegas frente ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) apresentado pela presidência do Banco do Brasil. Ele pediu aos secretários que intercedam junto ao prefeito Augusto Castro (PSD) para que mobilize os parlamentares no Congresso Nacional.

Também pediu a mobilização das classes empresarial e política e da sociedade contra o fechamento da agência 3445 que seria substituída pela 0070, situada na Praça Olintho Leone. “Seria um retrocesso e grave prejuízo para a economia da cidade. Com 220 mil habitantes, Itabuna não pode depender de apenas uma agência do banco”, frisou.

Segundo ele, além da agência 3445, a direção do banco pretende fechar agências em Ilhéus, Pau Brasil e Ibirapitanga e rebaixar a Posto de Serviço as unidades de Camamu, Ibicaraí, Itororó, Ubaitaba e Uruçuca. “Esperemos que os prefeitos, vereadores e políticos desses municípios também se mobilizem”, diz esperançoso.

Paulinho diz que para Itabuna, o impacto será gigantesco, principalmente para a classe empresarial e para os correntistas. “A agência foi expulsa pela gestão anterior da sede da Prefeitura, mas o novo local para atender a área geográfica do São Caetano está pronto. Temos que lutar para que a agência volte a operar”.

 

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