A campanha eleitoral de Ilhéus corria a solta em 2004, com as candidaturas de Valderico Reis, Soane Nazaré de Andrade, Ruy Carvalho, Ângela Sousa, Roland Lavigne, Correia e Magno Lavigne à prefeitura ilheense. Com base eleitoral mais privilegiada junto aos bairros carentes, onde costumava frequentar bares e botecos famosos pela cerveja gelada e comida pesada (sarapatel, mocotó, dentre outras iguarias), Valderico Reis se sentia nas nuvens e não admitia perder da campanha.
Além de ser bem recebido nesses locais, nos quais era frequentador assíduo – ao contrário dos outros candidatos –, se sentia em casa e era tratado pelos moradores como um membro da família. Bebia cerveja, pagava cachaça para todo mundo, e provava de verdadeiros banquetes durante as caminhadas e nos comícios esses bairros viviam uma verdadeira apoteose.
Valderico Reis era empresário do setor de transportes urbanos e interestaduais e se tornou inimigo figadal do prefeito Jabes Ribeiro, por motivos que aqui não merece uma avaliação mais abalizada. E foram justamente as discussões entre os dois que fizeram Valderico lançar sua candidatura a prefeito, com a finalidade de derrotar o candidato apoiado pelo prefeito Jabes Ribeiro.
Mas para Valderico isso só não bastava, era preciso falar mal de seu inimigo – o prefeito Jabes Ribeiro – e garantir o voto com as promessas de campanha, que jurava ser o primeiro prefeito a cumpri-las, na íntegra, pois era um empresário de sucesso. No discurso, se apresentava como o único candidato que não precisava do dinheiro da Prefeitura, e todo o salário (subsídio) recebido seria doado para a construção de creches, escolas e instituições sociais.
E quando falava que era um empresário de sucesso e não dependia do dinheiro da prefeitura, os eleitores iam ao delírio. Finalmente Ilhéus teria um prefeito que governaria com o povo. E a cada caminhada pelos bairros periféricos e morros Valderico desfiava seu corolário de realizações, que daqui pra frente beneficiaria, sobretudo os mais pobres, gente simples, assim como ele, que falava a língua do povo.
A educação seria tratada como nunca e não ficaria um só aluno fora da sala de aula, recebendo merenda de qualidade e ensino durante todo o dia, com matérias profissionalizantes, para que o jovem aprendesse uma ocupação de verdade. A partir do início do seu governo construiria creches para que os pais pudessem trabalhar o dia inteiro, enquanto os filhos ficariam sob os cuidados da prefeitura.
E as camadas mais pobres da população poderiam ter certeza que Valderico Reis iria a Brasília buscar recursos para construir casas populares, livrando-os dos pesados alugueis. Para isso já teria conversado com deputados e senadores para tirar Ilhéus do atraso, das ruas esburacadas e cheia de lama. Até o final do seu mandato Ilhéus inteira teria asfalto de primeira em todas as ruas.
A saúde era outro segmento que Valderico Reis prometia privilegiar, pois sabia dar valor, por ter origem humilde. Num desses comícios, mais exatamente no bairro Nossa Senhora das Vitórias, iniciou falando do descaso do governo municipal com os moradores, relegados ao abandono, mostrando que não existia esgoto no local, o lixo não era recolhido e nem posto de saúde existia.
Por si só, o bairro carecia de tudo que Valderico prometia fazer para o bem-estar da população. A cada promessa, gritos de apoiado, salva de palmas, o povo entrava em delírio. Não restavam dúvidas que era o candidato ideal para governar Ilhéus. Lá pras tantas, empolgado com a atenção dos moradores, ao ver umas senhoras de idade, resolveu fazer ampliar as promessas, e disse:
– Quando eu for prefeito vou implantar cirurgia plástica nos postos de saúde e todas as mulheres vão ter direito a ficar com os peitos durinhos – exclamou.
E para demonstrar que estava falando a verdade, pegou nos seios de uma mocinha que estava ao seu lado e se saiu com mais essa:
– Não estou mentido não, todas vocês vão ficar como essa menina aqui, ó! – e continuou com o discurso, embora não tirasse a mão do corpo da mocinha, para delírio da plateia.
No fundo do palanque os marqueteiros Valdomiro Júnior e Vander Prata comemoravam a vitória da campanha. Não deu outra, Valderico Reis ganhou a eleição disparado. Quanto às promessas…deixa pra depois…
Prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre; o vice-prefeito Bebeto Galvão; deputado federal Paulo Magalhães; presidente da Câmara de Ilhéus, Jerbson Moraes; e a primeira-dama Soane Galvão
A política ilheense está unida no objetivo de fazer a primeira-dama Soane Galvão ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia.
Toda afinação está liderada pelo prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (Marão), e do deputado federal Paulo Magalhães, ambos do PSD.
O Pauta.Blog manteve contato com o presidente da Câmara de Ilhéus, o advogado Jerbson Moraes (PSD), e ele garantiu: “seguimos firmes na construção da Ilhéus que sonhamos. E estamos unidos em prol da pré-candidatura da primeira-dama Soane Galvão”.
E continuo afirmando: “a política só faz sentido para o cidadão quando ela tem a capacidade de servir ao coletivo. E esta condição torna-se ainda mais viável quando um grupo é coeso, forte e preparado”, disse o vereador.
Nesta corrida rumo a apoiar Soane em 2022, também está o vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão (PSB). E Jerbson finalizou dizendo: “juntos e com determinação iremos transformar Ilhéus. Tudo isso é o que nos une”.
O arranjo político em Ilhéus parece estar totalmente definido: Paulo Magalhães para federal e Soane Galvão para estadual.
A tática de Marão segue a todo vapor para eleger a esposa, já que a mãe, a ex-deputada Ângela Sousa, não sairá candidata.
Longe da caneta há mais de 10 anos, quando perdeu a eleição municipal para Vane do Renascer, o ex-prefeito Capitão Azevedo vem sonhando em voltar a ocupar um cargo político. Já declarou que irá concorrer às eleições de 2022.
Em entrevista Exclusiva ao Pauta Blog, Azevedo relembrou sua trajetória política, avaliou a atual gestão municipal e já cravou: está fechado com ACM Neto. Confira:
Pauta.Blog //Como tem levado os seus projetos pessoais e políticos nesses quase dois anos de pandemia? Capitão Azevedo //É inegável que houve um comprometimento. A pandemia trancou a economia, a parte social, as relações interpessoais. Houve um travamento das ações, do pensamento, as ideias ficaram limitadas. E nós entendemos que, para tomar decisões, buscar ocupar espaços, interagir com a sociedade, é preciso que haja liberdade total da comunicação, da participação. E a pandemia impôs restrições.
Não tenha dúvidas de que as relações foram comprometidos, até na área familiar, pois procuramos nos proteger. E embora tenhamos perdido milhares de vidas, a prevenção foi o que salvou muitas outras.
E para mim houve, sim, um comprometimento. Agora, com a vacinação, a gente está com uma nova expectativa. Já vimos o semblante das pessoas melhorando, a economia retomando gradativamente, com os cuidados devidos. Afinal, a pandemia ainda não acabou. E mesmo com a vacina, ainda temos que manter os cuidados.
Pauta.Blog //Enxergarmos que o senhor tem a política na veia. De onde vem esta inspiração? Capitão Azevedo //Veio da década de 70, quando ingressei na Polícia Militar. Vim trabalhar em Itabuna e fui buscando estudar. Fui a sargento, tenente, coronel e capitão. Galguei esses postos, sempre interagindo com a sociedade. E descobri que eu tinha uma tendência natural para me comunicar com as pessoas e, mais ainda, para me preocupar em solucionar os problemas das pessoas. Este foi um ponto fundamental.
O homem público, quando solicitado, tem que se sentir como um instrumento facilitador da vida das pessoas. E foi isso o que eu fiz como PM no Batalhão de Itabuna e, posteriormente, atuando no órgão de trânsito, o Detran, na 5ª Ciretran da Bahia. Fiquei 16 anos chefiando esse órgão.
Com isso, aprendi a fazer relações públicas, adquiri penetração na sociedade, através do serviço prestado. Quando assumi a 5ª Ciretran, ela era composta por 6 municípios. E quando deixei, 16 anos depois, estava com 22 municípios. Várias cidades pertenciam a Ilhéus e, vendo a qualidade do serviço que prestávamos, as pessoas iam até o governador do Estado para pedir para transferir a subordinação circunscricional para a 5ª Ciretran.
Isso foi um referencial e me fez sentir que eu deveria ir para outra área, para legislar em prol da população, especialmente da população carente. Foi aí que pedi licença da PM e da Ciretran e decidi ser candidato a vereador em 2004. No último mês para as convenções, encontrei com Fernando Gomes e ele me disse: você dá pra ser um bom vice.
Quando eu contei às pessoas que estavam na campanha para vereador comigo que seria vice, disseram que eu iria levar uma surra, já que Jacques Wagner era governador, Lula presidente e tínhamos um prefeito do PT, Geraldo Simões. Mas Fernando tinha deixado um legado de grandes obras. No final, vencemos a eleição.
Depois, fui candidato a prefeito. Começamos com 5% das intenções de voto e fomos crescendo. Quando o capitão Fábio se uniu com Jussara Feitosa, houve a revolução. Fomos eleitos com 52 mil votos. Este foi o maior pleito da história de Itabuna. Depois, tentamos a reeleição e perdemos por apenas 1.107 votos de diferença. Fui o candidato que chegou mais perto da reeleição. Se tivesse segundo turno, eu estaria lá.
Pauta.Blog //Como o senhor acompanha a política diariamente, principalmente no cenário local? Qual a sua avaliação? Capitão Azevedo //A política tem uma dinâmica muito forte. Eu analiso uma situação até preocupante, porque nós tivemos a pandemia que atrapalhou muitas ações. Mas eu acredito que a experiência, a forma de planejar, podem ajudar nisso. Só que a nossa cidade ainda tem essa carência na forma de apresentar as ações, o que vai ser implantado.
É muito prematuro fazer uma avaliação concreta. A gente fica torcendo para que o gestor tenha sucesso, pois quem ganha é a cidade. A cidade é do povo, da coletividade. Eu torço pela cidade, seja qual for a sigla que esteja no poder. Torço para que o gestor faça um governo de acordo com os anseios da população.
Pauta.Blog //Caso tivesse sido eleito em 2020, o que você teria feito de diferente do atual prefeito Augusto Castro? Capitão Azevedo //Em primeiro lugar, no primeiro dia de governo, toda a equipe estaria cuidando da estrutura da Saúde. Não abriria mão disso em hipótese alguma. Estrutura física, equipamentos, pessoal… pois em primeiro lugar está a vida das pessoas. Estaria apertando o cinto de todos os lados para resolver a questão da Saúde. Saúde é um conjunto de ações realizadas junto a outras secretarias. Investimento em saneamento básico, por exemplo, também e uma ação prevenção e saúde.
E pra isso eu já tinha o canal. Em 4 anos de mandato, fui o gestor que mais conseguiu captar recursos das esferas federal e estadual. Fiz um trabalho que, tanto o que me sucedeu, quanto os posteriores, e até o atual gestor ainda tem recursos que eu captei para execução de obras na infraestrutura da cidade. Tudo o que vem beneficiar, principalmente, a periferia da nossa cidade, as pessoas em situação de vulnerabilidade.
Pauta.Blog //De zero a dez, qual nota você dá à gestão do prefeito Augusto Castro? Capitão Azevedo //Eu me abstenho de emitir uma nota. Não tenho condições de avaliar. Ainda é muito prematuro.
Pauta.Blog //Quais são os seus planos políticos? Será candidato a deputado em 2022? Capitão Azevedo //Nós estamos na corrente de ACM Neto para governador. Estamos na expetativa de uma reforma eleitoral que deve ocorrer até setembro. Estou aguardando essa reforma para decidir se vou sair candidato a deputado estadual ou federal. Já que é o pleito mais próximo, me interesso muito.
Mas preciso de estrutura e é isso que vamos buscar nas esferas superiores. Primeiro, temos que consultar a sociedade. E eu vejo uma sociedade que agoniza por ter um representante. A cidade está órfã, sem representantes nas esferas superiores. E é preciso que a sociedade compreenda que, só através dessas forças, o progresso poderá ser implementado. Essa decisão pode envolver a troca de partidos. Hoje estou no PL, não tenho nada a reclamar, tenho uma boa relação com os presidentes estadual e municipal. Mas mudaria, sim, se for interesse do grupo político. Inclusive, já fui convidado por inúmeras siglas.
Pauta.Blog //Se as eleições fossem hoje, o senhor votaria em Wagner, Neto ou Roma? E por quê? Capitão Azevedo //ACM Neto, sem dúvidas. Sou do tempo de ACM e voto em Neto.
Pauta.Blog //Existe alguma “rusga” com o ex-prefeito Fernando Gomes? Capitão Azevedo //Em hipótese alguma. Tenho Fernando Gomes como amigo e o sempre terei. Houve uma questão de uma entrevista numa rádio, onde me perguntaram: “Se você entrasse na Prefeitura e visse um contrato de 3 milhões para coleta de lixo, o que faria?”. Eu respondi que, se eu entrasse e se visse que estava saindo pelo ralo [tudo na base do “se”], eu iria investigar.
Quando eu saí da rádio, um blog já tinha colocado: “Azevedo fala que o lixo de Itabuna está saindo pelo ralo”. Foi aí que meu amigo Fernando Gomes, sem termos um diálogo, gravou um vídeo aborrecido. Na primeira oportunidade em que tive com ele, conversamos, e expliquei como foi a entrevista. Foi igual quando ele disse o “morra quem morrer”. Não foi essa a intenção, mas ganhou o mundo dessa forma.
Pauta.Blog //A eleição no Brasil será polarizada mesmo entre Lula e Bolsonaro, ou você acredita que nascerá uma terceira via? Capitão Azevedo //Eleição tem muita dinâmica. Mas, no momento, não vejo essa expectativa. No entanto, a polarização é complicada. As pessoas ficam envolvidas e isso compromete o raciocínio de visualizar uma outra opção. Mas não vejo, agora, a possibilidade de uma terceira via.
Pauta.Blog //Entre estes dois nomes, em quem o senhor votaria? Capitão Azevedo //Francamente, eu sou da direita. Não resta dúvidas. Tenho que ir para direita. Não tenho para onde correr.
Pauta.Blog //Quais são as suas considerações finais? Capitão Azevedo //A humildade tende a facilitar o diálogo com as pessoas. Meu êxito na gestão municipal foi a humildade. E eu desafio qualquer gestor a provar que trouxe mais recursos em 4 anos de mandato. Graças ao meu lado humilde, às relações, ao respeito mútuo.
A política evolui e os métodos têm que evoluir junto com a sociedade. E vemos muitos políticos na cidade e na região que não querem comungar com a sociedade. Querem permanecer usando aqueles métodos arcaicos. Só que não tem um sistema melhor para trabalhar na gestão pública do que a democracia. Isso é sacramentado no meu coração, na minha alma. Democracia significa liberdade para escolher, decidir, ir e vir. Devemos nutrir e preservar isso para evoluirmos junto com a sociedade. E eu quero passar essa mensagem para o meu povo de Itabuna.
Essa cidade tem tudo para ser pujante. Só precisa de um rumo. E eu estou pronto para ajudar a quem quer que seja, como também ser ajudado, para que possamos transformar nossa cidade rumo ao progresso.
Quero deixar bem claro que jamais desistirei das oportunidades que possam surgir para a nossa cidade, para o nosso povo e para a nossa gente.
E continuem se cuidado. A pandemia não acabou. Precisamos abrir as coisas, mas com prudência. A vida é a principal riqueza do ser humano.
Azevedo ainda sonha em voltar a governar Itabuna 👀
Apesar de ter uma avaliação (ainda) invejável nos bairros mais carentes, o Capitão Azevedo (PL, pelo menos por enquanto), anda com o sinal de alerta ligado como qualquer militar. Ou seja: observando todos os detalhes para não cometer qualquer barbeiragem. Coisa que seria fatal para 2024, caso erre em 2022, já que cogita-se uma possível candidatura a prefeito (perdeu três vezes seguidas e tentaria novamente) em 2024.
Azevedo está longe de uma cadeira e/ou da caneta há mais de 10 anos, quando perdeu a reeleição para Vane do Renascer, em 2012, por 1.107 votos.
O sonho é alimentado na correte Azevediana porque ele foi o prefeito eleito com maior votação em Itabuna, com 52.187 votos.
Veja o desempenho de Azevedo em sua carreira política: 2008: 52.187 votos (prefeito eleito); 2012: 44.516 votos (prefeito não eleito); 2014: 14.731 votos (dentro de Itabuna para deputado estadual); 2016: 17.257 votos (prefeito não eleito); 2020: 17.817 votos (prefeito não eleito).
Isso é o que fomenta o sonho dos Azevedianos: manteve os 17 mil votos de 2016 para 2020.
Por tanto, vamos aguardar esta derradeira 👀 movimentação do Capitão.
Não perca! Confira a previsão política do ex-prefeito de Itabuna em uma entrevista exclusiva aqui no Pauta.Blog.
🤸♂️ Augusto Castro vira capoeirista por um dia
Na reinauguração de uma Padaria, no Sítio 1 da Fundação Marimbeta, o prefeito Augusto Castro (PSD) tentou alguns passos na capoeira, mas só ficou no 🤸♂️ gingado mesmo.
Tudo é válido para tentar manter a popularidade e chegar bem nas eleições do ano que vem, já que tem a missão de: 1️⃣ dar uma votação expressiva ao atual deputado federal Paulo Magalhães (PSD) e 2️⃣ eleger a primeira-dama para uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia.
Na opção 1, a ordem de “dar uma votação expressiva” veio de Salvador.
Até o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, durante a inauguração do Centro de Diagnóstico por Imagem do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, disse: “Precisamos reeleger Paulo Magalhães”.
Conferiremos se a estratégia de Augusto vai tirar Magalhães da votação em Itabuna de 458 votos em 2018, quando foi apoiado pelo ex-prefeito.
A constatação do ’empenho’ está grande e nítida, claro.
A averiguar!
🏝️ Em Ilhéus, Valderico próximo de sair a federal
O empresário Valderico Reis (DEM), ex-candidato a prefeito de Ilhéus, está finalizando a ‘costura’ para se candidatar a deputado federal.
Segundo um entendido da política de ilheense, Valderico não descarta a possibilidade de concorrer a uma vaga à Câmara dos Deputados. E ainda disse: “tem alguns pontos ainda para que isso possa ocorrer”.
O martelo, provavelmente, será batido com a vinda de ACM Neto na região nos próximos meses. Dizem que não passa de setembro.
Eures no 🅿️🅿️
Eures Ribeiro, ex-presidente da UPB, que também já foi deputado estadual, vereador e prefeito por dois mandatos em Bom Jesus da Lapa, acabou deixando o PSD do então senador Otto Alencar. Após esperar por 7 meses um cargo no Governo do Estado e se cansar, dizem que Eures vocaliza como novo destino o PP, do vice-governador João Leão, do Bonitão.
❌ A Feira da FakeNews
Paulão do Caldeirão (PSC), vereador de Feira de Santana, foi à tribuna e soltou o verbo com relação às notícias falsas relacionadas à Câmara e associações contrárias à gestão do prefeito Colbert Martins, que são produzidas e divulgadas por uma empresa supostamente contratada pela Prefeitura.
“A imprensa de Feira sabe que o Governo do Município, o prefeito e a sua assessoria de comunicação contrataram uma empresa de fake news? Quando saem aquelas matérias tentando denegrir a imagem da Câmara, da APLB, é uma equipe do próprio governo de Colbert Martins. É lamentável”, disparou o parlamentar.
A tal da ❌ FakeNews é “barril”. Uma vez solta, dificilmente será contida.
🎲 O presidente que não quer ser presidente. Está mais para um blefe…
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou em entrevista à Rádio Cidade Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, que não sabe se vai disputar as eleições de 2022. Olha que ‘migué’…
“Quanto à política: eu não quero entrar em muitos detalhes agora, porque a preocupação é realmente administrar o Brasil. É natural, obviamente, eu tenho que ter um partido político. Eu não sei se vou disputar as eleições do ano que vem, devo disputar, eu não posso garantir”.
O presidente não quer ser presidente novamente? “Conversa pra boi dormir”.
O blefe vem sendo repetido por Bolsonaro para afastar acusações de campanha eleitoral antecipada.
📚 Nova sede da reitoria da UFSB
Dentre os convidados presentes na inauguração da nova sede da Reitoria da UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia), no centro de Itabuna, estavam: prefeitos, deputados federais, secretários estaduais e municipais, primeira-dama, reitor. Até aqui ok.
Mas um fato curioso é que o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (PT), soltou um vídeo comemorando dizendo: “A inauguração da Reitoria da UFSB é a materialização de nossa luta em tantas frentes”. Ok.
Com tamanho desvelo, por quê não foi à inauguração❓
😴 À espera de uma oposição
Um interlocutor, ex-vereador de Itabuna, disse que estaria doido para estar na atual Câmara de Itabuna, para ser o único a fazer oposição. Cutucou: “sem dúvidas, eu seria oposição…”
Quem conhece das bugigangas de fazer oposição, sabe que estaria reeleito para vereador em Itabuna. Leia estaria como possível.
Por enquanto, todos os vereadores comungam com a atual gestão. Amém aqui. Amém ali. Aliás, tudo é amém!
✍️ O Ciso está de volta…
Júnior Brandão (Rede), secretário de Governo de Itabuna, está com prestígio na gestão municipal. O Colégio Ciso está de volta, pelo menos com algumas atividades ou os olhos voltados para aquela instituição de ensino. Com a programação da Semana Esportiva, o Ciso foi incluído nas atividades como: natação, hidroginástica e jogos de basquete com cadeirantes.
Fica a pergunta e o sonho de todos os moradores do bairro de Fátima: será que as aulas também irão retornar no Colégio Ciso, um dos mais tradicionais do interior da Bahia?
Vamos jogar a moeda e torcer.
🤔 Quase secretário…
O superintendente de Serviços Públicos, Sousa Lino, foi homenageado na última quarta com o Título de Cidadão Itabunense. Tudo bem.
Mas, às vezes, fico notando que o Sousa joga tão bem que supera o secretário de Infraestrutura de Itabuna. Ou, em outras palavras: não é oficial, porém tem traquejo de secretário.
Que fique claro: não o conheço e nem sou amigo, e muito menos, o secretário.
Apenas uma avaliação de quem está de fora.
🦁 O leão que ruge cada dia mais alto
João Leão (PP), vice-governador da Bahia, em entrevista na quinta-feira à Rádio Salvador FM, confirmou mais uma vez que será candidato ao governo da Bahia em 2022.
“Você tem três bons administradores, Jaques Wagner, ACM Neto, que não tem a experiência do Estado. Eu tive o prazer e a honra de ter criado a Fiol, a Ponte Salvador-Itaparica. Eu tenho uma experiência boa na administração pública […]. Sou candidatíssimo e vou ganhar a eleição no primeiro turno”, esperneou.
A cada rugido, as antenas dos petistas tremem. Desta vez, está com cara de que o senador Jaques Wagner (PT) não vai ganhar no gogó, não.
E agora, Galego?
🗣️ FeedBack
Um leitor da Coluna Balãoenviou-nos a seguinte mensagem:
“Vi uma publicação no site em que falava que alguns edis estariam com ciúmes de Ronaldão, pela reforma da praça do Fátima e outra coisa. Realmente, ter ciúmes de um vereador que NÃO FAZ QUASE NADA NA CIDADE chega a ser engraçado, pois temos 3 em plena atividade, que são Sivaldo, Pancadinha e Israel Cardoso. Todos esses sempre divulgando as intervenções na cidade em suas redes sociais, muito mais que outros vereadores. Vá na página e Ronaldão e veja a última publicação que tem tempo kkkkkkk”
Pegou ar e escamou.
👂 Vereador grita, mas pede menos…
Eunápolis: líder do governo da prefeita Cordélia Torres (DEM) chegou a entregar o cargo na quinta-feira 29.
Por que será?
O vereador Adriano Cardoso (Solidariedade) entregou o chapéu por insatisfação, já que a prefeita não vinha atendendo aos pedidos encaminhados por ele.
Porém, entretanto, todavia, na sexta-feira 30, o vereador voltou atrás porque 17 familiares que ocupavam funções na prefeitura foram demitidos.
Por pressão, o vereador pediu menos.
Agora anda 🎹 pianinho!
Samu 1️⃣9️⃣2️⃣
Base do Samu-192 de Itabuna funcionará em um novo endereço: Avenida Juca Leão, nº 412, em frente ao Escritório Local da Ceplac.
POLÍTICA EM UMA FRASE:
✔️ Justiça julga improcedente pedido de cassação da prefeita de Nazaré, Eunice Barreto (DEM), do DEM.
⚫ Faleceu aos 68 anos o ex-prefeito de Maiquinique, José Francisco, mais conhecido como Zé Topete.
LEIA TAMBÉM A ENTREVISTA DO CAPITÃO AZEVEDO, EX-PREFEITO DE ITABUNA 👇
O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19. “Quando chegar a sua vez, vacine-se, não importa a marca, priorize sua saúde por você e por todos ao seu redor!”, disse o prefeito.
Por ter 51 anos de idade, o prefeito já podia ter recebido o imunizante. “Estou muito feliz em compartilhar com vocês a minha dose de esperança!”, finalizou Augusto.
O prefeito já foi infectado pelo o novo coronavírus, em 2020, e chegou a passar 21 dias intubado.
Pela primeira vez, a composição da Câmara Municipal de Ilhéus conta com a representação dos índios Tupinambá: o vereador Cláudio Magalhães (PCdoB), de Olivença, litoral sul do município. Mas para o próprio Cláudio, há também um outro fato histórico a ser registrado no dia de ontem. Pela primeira vez na história, representações das 23 comunidades que compõem a área Tupinambá de Olivença, foram convidadas e recebidas em audiência oficial pelo presidente do Poder Legislativo, Jerbson Moraes (PSD).
Ao lado dele, esteve a bancada da minoria na Câmara, composta por Enilda Mendonça e Augusto Cardoso, o Augustão, ambos do PT, ao lado do próprio Cláudio. Eles deram vez e voz para que caciques Tupinambá pudessem apresentar as suas principais reivindicações.
INTEGRAÇÃO
A reunião foi resultado do primeiro seminário do Povo Tupinambá, ocorrido recentemente, quando, também, aconteceu uma assembleia com representações de toda a etnia indígena. O presidente da Câmara, Jerbson Moraes (PSD) esteve presente ao evento, na zona rural de Olivença, e fez o convite para que todos pudessem ser oficialmente recebidos na Câmara. Hoje, ele ouviu as demandas da comunidade com pautas diversas de educação, saúde, infraestrutura e, obviamente, o debate sobre a demarcação do seu território.
As lideranças explicaram que vivem o drama da iminência do governo federal retirar direitos constitucionais garantidos, decisão que atingiria a todas as comunidades indígenas do Brasil. Uma das maiores preocupações está relacionada à PL 490, em pauta no Congresso Nacional, que viabiliza a revisão nas terras demarcadas e tira a prerrogativa da Funai em definir o que são terras indígenas, trazendo a discussão para o próprio Congresso. “Caso passe, deixaremos de contar com uma avaliação técnica e histórica e passaremos a ter uma avaliação política”, lamenta Cláudio Magalhães. Os índios também aguardam com expectativa a votação no Supremo Tribunal Federal onde se questiona a legitimidade dos índios a partir da Constituição de 1988.
RECONHECIMENTO
Números apresentados na reunião apontam para a existência de sete mil índios e familiares em Ilhéus, conforme apresentado no Cadastro da Secretaria Especial de Saúde Indígena. Pela primeira vez eles foram, de fato, convidados para trazer reivindicações, anseios e informações sobre a luta pela sobrevivência. De acordo com Jerbson Moraes, o que ocorreu nesta quinta-feira foi a presidência fazer cumprir o que determina a Lei Orgânica do Município. Moraes vai atuar como o porta-voz dos Tupinambá nas reivindicações que fazem ao governo municipal. Um documento está sendo elaborado pela assessoria do presidente contendo as principais reivindicações e o grau de emergência para a execução dos benefícios reivindicados.
O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, disse hoje (29.julho) que até o final do ano deve formalizar sua pré-candidatura ao governo estadual e, a partir daí, intensificar as conversas com os partidos e aliados para a definição da chapa majoritária. “Felizmente, temos lideranças de peso que reúnem todas as condições para compor o nosso time”, afirmou ACM Neto durante visita a Pindobaçu, município localizado no Centro Norte do Estado.
Na entrevista coletiva, ao ser indagado sobre os 16 anos do PT no poder, que serão completados no ano que vem, ACM Neto disse que a Bahia não deu o salto de qualidade que a população esperava. “O ponto central é que as desigualdades sociais, os índices de pobreza e as oportunidades de emprego e renda para a população não melhoraram. Pelo contrário. Não podemos aceitar que a Bahia ocupe os últimos lugares nas estatísticas de educação e violência”, disse o ex-prefeito de Salvador.
De acordo com ACM Neto, as administrações petistas na Bahia pecaram pela falta de visão estratégica, arrojo e capacidade de olhar para o futuro. “A Bahia pode muito mais e estou preparado para oferecer ao nosso Estado o melhor governo do Brasil, como fiz nos oito anos em que estive à frente da Prefeitura de Salvador”.
Ainda em Pindobaçu, ACM Neto afirmou que vai intensificar as viagens em todas as regiões da Bahia para discutir com a população o futuro do Estado. “Nosso plano de governo terá pontos estratégicos para o desenvolvimento de cada região, com foco especial para a geração de emprego e renda, o aproveitamento da mão de obra e os investimentos em setores fundamentais que têm grande potencial para alavancar a nossa economia”.
Ontem, 4ª feira (28.julho), ACM Neto esteve em Campo Formoso e participou, ao lado do prefeito Elmo Nascimento (Democratas), dos 141 anos de emancipação política do município. “Eu não tenho escondido o meu enorme desejo de construir uma candidatura ao Governo do Estado da Bahia no ano que vem. Não disputarei nenhum outro cargo ano que vem a não ser o de governador. Portanto, este é o único caminho”, finalizou Neto.
Há 22 cemitérios cadastrados em Ilhéus. Mas, infelizmente, não existe mais alternativa para novos sepultamentos no município. A informação é de Waldemir Santos, diretor de uma empresa local de serviço funeral. “Todos os cemitérios estão superlotados”, afirmou, 4ª feira (28.julho), no plenário da Câmara, ao atender a um convite do vereador Augustão (PT), para falar sobre o tema.
Waldemir disse que este é um problema enfrentado há décadas por Ilhéus. “Cemitérios apresentados como públicos próximos a nascentes de rios e até em terrenos particulares”, afirmou o empresário, lamentando, entre outras coisas, com o fato de Ilhéus não possuir nenhum servidor público concursado para a função de coveiro.
O empresário ainda criticou a taxa de sepultamento cobrada pelo município, considerando-a uma das mais caras da Bahia. “Varia de 65 a 215 reais”. Waldemir não apresentou apenas o quadro de dificuldade do setor. Disse que é preciso o município pensar urgentemente em alternativas e citou a possibilidade de construção de cemitérios verticais, como já ocorre em alguns municípios de menor porte da região.
O vereador Augustão disse que a dificuldade aumenta ainda mais para a família dos mortos, quando estes residem na zona rural. “Têm locais que familiares transportam corpos, via canoas, por mais de 40 quilômetros de distância, por falta de alternativas mais próximas”, denunciou.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) informou hoje, 3ª feira (27.julho) que deverá assumir o cargo de ministro da Casa Civil — hoje ocupado pelo general Luiz Eduardo Ramos. Por meio das redes sociais, ele afirmou que aceitou o convite feito pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, após reunião no Palácio do Planalto.
“Acabo de aceitar o honroso convite para assumir a chefia da Casa Civil, feito pelo presidente Jair Bolsonaro. Peço a proteção de Deus para cumprir esse desafio da melhor forma que eu puder, com empenho e dedicação em busca do equilíbrio e dos avanços de que nosso país necessita”, registrou.
Caso o nome do senador seja oficializado no cargo, a vaga deixada no Senado deverá ser ocupada pela primeira suplente, Eliane Nogueira (PP-PI), que é mãe do parlamentar.
Este seria o primeiro mandato político de Eliane e Silva Nogueira Lima, 72 anos, natural de Teresina. Empresária, ela compôs a chapa de Ciro, eleita em 2018. O segundo suplente é Gil Marques de Medeiros, o Gil Paraibano, também do PP, que, em 2020, foi eleito prefeito de Picos (PI).
Notícias falsas relacionadas à Câmara Municipal de Feira de Santana e associações contrárias à gestão do prefeito Colbert Martins são produzidas e divulgadas por uma empresa supostamente contratada pela Prefeitura.
A acusação é do vereador Paulão do Caldeirão (PSC), que alerta a imprensa feirense para a disseminação das chamadas “fake news” envolvendo parlamentares da Casa da Cidadania. “A imprensa de Feira sabe que o Governo do Município, o prefeito e a sua assessoria de comunicação contratou uma empresa de fake news? Quando saem aquelas matérias tentando denegrir a imagem da Câmara, da APLB, é uma equipe do próprio governo de Colbert Martins. É lamentável.”
Outra queixa voltada à equipe de Colbert Martins é sobre o tratamento dispensado a eleitores de determinados vereadores por alguns assessores do prefeito.
De acordo com Edvaldo Lima (MDB), estes “estão colocando o povo contra essa Casa” ao informar que o parlamentar, que é da base do governo, teria rompido com o prefeito.
“Essas pessoas estão falando que nós brigamos com o prefeito. Eu quero saber onde foi essa briga e qual foi o momento. Eu faço parte do governo. Isso é fake news” finalizou o parlamentar.