A relação de Rodrigo Maia com ACM Neto só está piorando

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O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), foi expulso do quadro de filiados do DEM pela Executiva Nacional do partido. A justificativa foi o cometimento de infração disciplinar. Vale ressaltar que Maia segue como deputado federal e poderá se filiar a outra sigla e em maio ele já havia anunciado que apresentaria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de desfiliação do DEM, sob o argumento de sofria “grave discriminação” política.

Tudo começou após Rodrigo Maia se desentender com o presidente do DEM, ACM Neto, durante a campanha para presidência da Câmara. Enquanto Rodrigo Maia apoiou Baleia Rossi (MDB-SP), o DEM decidiu se manter neutro. Esse movimento foi visto por Maia como o motivo da derrota de Baleia e da vitória de Arthur Lira, aliado do presidente Jair Bolsonaro.

Maia disse que foi traído por ACM. Ao jornal “Valor Econômico”, afirmou que sua cabeça foi “entregue de bandeja” ao Planalto e chamou ACM de “oportunista”. Após sua expulsão, Maia disse em nota no Twitter que o responsável foi Neto de Torquemada, em referência a Tomás de Torquemada, o grande Inquisidor ou mesmo inquisidor-geral espanhol, descendente de conversos dos reinos de Castela e Aragão no século XV e confessor da rainha Isabel a Católica.

“O DEM decidiu me expulsar de seus quadros. O presidente Torquemada Neto, usando o seu poder para tentar calar as merecidas críticas à sua gestão, tomou essa decisão. É lamentável o caminho imposto pelo Torquemada para o partido.”

E completou: “Não só por isso, mas também pela sua deslealdade e falta de caráter, pedi a minha desfiliação. O partido diminuiu. Virou moeda de troca junto ao governo Bolsonaro. Agora é virar a página e juntar forças para um projeto de desenvolvimento do Brasil e em prol dos brasileiros.”

João Roma não descarta reconciliação com ACM Neto // Foto montagem de Pauta

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O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), afirmou em entrevista ao Jornal Tribuna da Bahia, que a decisão de romper qualquer contato políticos e de amizade foi uma iniciativa do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e que existe sim a possibilidade de uma reconciliação. “Olha, nós não nos falamos desde o episódio, muitas coisas foram ditas naquele dia. Não vou ficar remoendo isso. O futuro a Deus pertence, já diz o ditado”, declarou.

Agora, segundo ele, a meta é trabalhar no Ministério da Cidadania, que é no momento a sua maior missão da vida pública. “Tenho me dedicado diuturnamente a esta missão e esse é o meu objetivo neste momento”, reforçou.

E lembra que quando foi escolhido ministro da Cidadania pelo presidente Bolsonaro, Neto rompeu contato. “Ele tomou um caminho diferente. Hoje, ele está alinhado com Ciro Gomes, enquanto eu e o meu partido, o Republicanos, estamos alinhados com o presidente Bolsonaro”.

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Análise: o que levaria João Roma a desistir da cabeça de chapa na Bahia❓

Os nomes que já foram definidos para concorrer ao Governo da Bahia são: ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e atual presidente nacional do DEM; e Jaques Wagner, do PT, senador e ex-governador por dois mandatos. Estes estão que nem “polvo”, garimpando aliados.

Enquanto isso, o representante do governo Bolsonaro, João Roma (Republicanos), ministro da Cidadania e ex-braço direito de ACM Neto vem aquecendo o seu nome em banho-maria. Porém, não deu a cartada final do sim (ainda).

Até agora, alguns fatos podem levar Roma a desistir da cabeça de chapa:

1️⃣ O bispo Márcio Marinho, presidente do Partido Republicanos na Bahia, disse que apoiará ACM Neto. Roma teria que mudar de sigla;

2️⃣ Roma “arriscaria” a concorrer ao Palácio de Ondina só para dar palanque a Bolsonaro. Mas perdendo, ficaria sem cargo de deputado ou senador. Aliás, ele vem caminhando para lançar a sua esposa, Roberta Roma, como deputada federal;

3️⃣ Recuaria para concorrer a uma possível vaga ao senado ou vice. Daí, a mais provável seria uma aliança com Neto. Logo, Roma teria que fazer as pazes com Neto pois andaram (ou andam) às turras desde que Roma assumiu o ministério. Esta é a mais difícil, mas não é impossível.

De fato, o que está decidido (mesmo!) é: Roma agirá conforme Bolsonaro mandar. Ou ele foi para o ministério à toa?

Enquanto o Capitão não define, Roma vem se movimentando com visitas de diversos prefeitos e deputados baianos em sua fazenda, localizada na região de Conceição da Feira.

⚠️ Prefeito de Itacaré pode se filiar ao PDT

O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, deixou de ser o único prefeito do PT na região Sul da Bahia. O motivo da saída foi a sua insatisfação com o governador Rui Costa (PT).Fontes a par da política itacareense, dizem que Anízio pode se filiar ao PDT.

Ao que tudo indica, ele deve ser convidado oficialmente pelo partido. Vale lembrar que Antônio de Anízio foi vereador em 2004, pelo PRP, em 2008 se elegeu prefeito pelo PCdoB, em 2012 perdeu na reeleição para Jarbas Barbosa do PSB, e em 2016 voltou a prefeitura pelo PT, sendo reeleito também em 2020.

As pretensões políticas do prefeito ao se filiar a nova sigla estão movimentando os bastidores.

A ver.

💣 Tom Ribeiro ‘detona’ Marão 

Tom Ribeiro fez duras críticas ao prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD). Segundo ele, em seu programa de quinta-feira (10 de junho), Ilhéus estava há dois dias sem a coleta de lixo por conta da paralisação do profissionais da limpeza pública.

O apresentador também criticou o gestor pelos relatos de ônibus super lotados. Neste contexto, vale ressaltar que a Câmara de Ilhéus realizou uma audiência pública para tratar sobre os transportes, mas o relator, o vereador Augustão (PT), até hoje não conseguiu entregar o relatório ao prefeito. Dizem que ninguém consegue encontrar o prefeito no mapa.

Sem meias palavras, Tom detonou, perguntado: “Cadê o prefeito Marão?”

E, finalizou: “Vergonhoso!”.

Augusto Castro manda recado 👂

Com a proximidade do aniversário de Itabuna, no dia 28 de julho, o prefeito Augusto Castro (PSD) foi ao programa de Tom Riberio anunciar um pacote de obras. Ok, normal. Mas no fim da entrevista, mandou um recado: “Pouca conversa e mais ação”. A carapuça pegou em alguém…

👀 O propalador…

Toda vez que sai a notícia de uma sentença procedente a ação de vereadores cassados por fraude em cota feminina, prontamente o ex-vereador de Itabuna, Glaby Andrade (PDT), mais conhecido como Glebão, propala os links.

Se o mesmo acontecer em Itabuna, três vereadores podem perder o cargo na Câmara. Como quem não quer nada, Glebão fica de primeira classe, na espera.

Glebão perdeu a vaga para o vereador Dando Leone por uma diferença de 24 votos, nas últimas eleições de 2020. Por isso a ansiedade.

🚦 De vereador a prefeito ou deputado?

O presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, Jerbson Moares (PSD), durante uma entrevista no Programa Tropa de Elite, na Gabriela FM, disse estar preparado para ser deputado estadual ou prefeito de Ilhéus. De concreto, por enquanto, é que a 🚦 luz amarela está acesa entre Jerbson e o prefeito Mário Alexandre, ambos do PSD.

  // O vereador Cosme Resolve (PMN) pediu aplausos dos colegas para ele mesmo. O fato ocorreu na última sessão da Câmara, quarta-feira (9 de junho). Dê play e escute! ⤵️

  // O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) estará na próxima semana no oeste da Bahia, segundo o site Bnews.

  // Ciro Gomes (PDT) cumpriu uma semana de agenda na Bahia. O ex-governador do Ceará passou pelo município de Euclides da Cunha. O presidente do PDT baiano, Félix Mendonça Júnior, e o marqueteiro João Santana, também estiveram presentes.

  // A secretária de Educação, Janaína Araújo, disse em entrevista ao Pauta.Blog que não teve uma experiência positiva no quesito das aulas on-lines com a filha. Realmente, as mães se desdobram na paciência para desempenhar o seu melhor como professora em tempos de pandemia. Clique e leia a entrevista completa👇

📌 Entrevista: “As brinquedotecas não se encaixam na modalidade de educação”, disse Janaína Araújo

  // O jovem vereador Israel Cardoso (PTC), disse em uma live com o jornalista e radialista Andreyver Lima, que sonha em ser um senador da República. Sem tergiversar, este jovem vai longe.

  // O empresário e fundador do partido Novo, João Amoêdo desiste de pré-candidatura à Presidência.

NOTA 🅾️

O presidente Bolsonaro se esforçou para influenciar na liberação de insumos do medicamento que ele gosta de receitar (cloroquina), mas não se empenha da mesma forma para usar máscaras. Usar? Agora quer dispensar o uso. Sim, enquanto somente 11% da população recebeu a segunda dose da vacina. Quem ‘entende’ de ciência é ele! (Só que não!)

NOTA 🔟

Os profissionais da imprensa (acima dos 40 anos) começaram a se vacinar esta semana.

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Presidente nacional do Democratas realiza mais uma etapa do Movimento Pela Bahia, desta vez na região Sudoeste // Fotos de Max Haack

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O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, afirmou nesta 6ª feira (11.junho) que a Bahia não pode se contentar com nada menos do que ser líder de toda a região Nordeste, durante coletiva de imprensa em Guanambi. Neste final de semana, Neto realiza mais uma etapa do movimento ‘Pela Bahia’, desta vez no Sudoeste do estado, onde visita Guanambi e Caetité, além da Bamin. Ele foi recebido pelo prefeito de Guanambi, Nilo Coelho (Democratas), ex-governador do estado, e pelo deputado federal Arthur Maia (Democratas).

No início da tarde desta sexta, ele visitou também, em Caetité, a Casa Anísio Teixeira, espaço que guarda o acervo de um dos mais importantes educadores brasileiros e que foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC).

Como desafios para a região, ele citou questões relacionadas à infraestrutura e a melhores condições hídricas para que a produção possa ser ampliada. Citou como importante a recente concessão do trecho entre Caetité e Ilhéus da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e o projeto Iuiu, iniciativa de irrigação do Vale do Iuiú.

“É preciso ter um plano de desenvolvimento econômico voltado para cada região, compreendendo exatamente o diferencial que cada uma tem para oferecer. Aqui por exemplo nós temos hoje alguns desafios que, na minha opinião, passam também pelo poder local, pelo poder federal, mas muito pela presença e pela atuação do poder estadual. Desafios de infraestrutura, desafios que permitam melhores condições hídricas para expansão da produção. Nós vamos por exemplo discutir a questão do Projeto Iuiu, que é uma coisa que precisa começar a sair do papel”, afirmou.

Sobre a FIOL, afirmou que é preciso esforço político por parte do estado para “definitivamente acontecer”. “É preciso que ela seja toda feita essa integração ferroviária do Oeste com o Leste, incluindo é claro o projeto do Porto Sul em Ilhéus. Isso vai permitir uma dinamização da mineração em toda a região. A gente sabe que a produção da Bamin pode aumentar mais de 20 vezes do que é feito hoje. Isso tudo significará movimentação econômica, geração de emprego e distribuição de renda”, frisou.

ACM Neto afirmou ainda que a Bahia é ainda “muito desigual do ponto de vista social”. Ele ponderou que o estado tem muitos problemas no campo da pobreza e, para ele, a superação de tudo isso passa por um plano, uma estratégia de desenvolvimento econômico. “A Bahia não pode se contentar com nada menos do que ser líder de toda a região Nordeste. Mas isso não acontece por acaso, isso não vai acontecer se não houver planejamento e, acima de tudo, uma estratégia bem montada”, pontuou.

O presidente do Democratas citou também o potencial de crescimento da geração de energia eólica da região. “Nós temos hoje aqui parques eólicos com potencial de expansão muito grande, que gera empregos na implantação, que gera renda depois para os proprietários de terra. Esse parque tem que ser estimulado, incentivado, inclusive porque esse potencial de expansão enorme se trata de energia limpa, de energia que dialoga com o futuro”, disse.

Ele também alertou que não está em pré-campanha. O movimento ‘Pela Bahia’, disse, “tem como objetivo principal gerar essa aproximação e sobretudo trazer uma mensagem da nossa perspectiva futura para a Bahia”. O ‘Pela Bahia’ foi iniciado no mês passado na Chapada Diamantina e está agora, no Sudoeste, em sua segunda edição. O objetivo é ir a todas as regiões do estado até maio de 2022.

ACM Neto em ritmo de pré-campanha a governador da Bahia

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O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), após passar dois na Região da Chapada Diamantina onde deu o ponta pé inicial do projeto #PelaBahia, terá como próximo destino o município de Caetité, no Sertão Produtivo da Bahia. Neto chega hoje, 6ª feira (11.junho).

O democrata, pretende disputar o governo da Bahia e as viagens com projeto #PelaBahia só vão parar em 2022.

Monalisa Tavares considerou o encontro maravilhoso

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A prefeita de Ibicaraí, Monalisa Tavares (DEM), se reuniu esta semana com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, em Salvador, para discutir política regional e no estado.

O encontro contou com a presença do deputado federal Paulo Azi (DEM) e do deputado estadual Tiago Correia (PSDB). Na avaliação da gestora, o encontro foi muito produtivo, principalmente por ela ter um bom relacionamento com o ex-prefeito de Salvador. “Estamos juntos com o nosso futuro governador”.

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O PDT, que tem o deputado federal Félix Mendonça Júnior no comando estadual da legenda, só tem dois caminhos na sucessão do governador Rui Costa (PT) : apoiar ACM Neto ou lançar candidatura própria.

Salvo engano, já é a terceira vez que comento essa situação do pedetismo baiano. Volto ao assunto em decorrência de Roberto Carlos, o deputado estadual mais petista da sigla, que não consegue esconder sua aderência ao lulopetismo e, muito menos, seu desejo de apoiar Jaques Wagner no pleito de 2022, quando o senador vai tentar conquistar o terceiro mandato como chefe do Palácio de Ondina.

Longe de mim querer dar conselhos ao experiente parlamentar e filiado histórico do PDT. Mas não posso ficar indiferente diante da incontida vontade de RC de se juntar a Wagner na sucessão estadual.

Questionado sobre seu apoio ao projeto do PT de continuar por mais quatro anos na frente do governo do Estado, o deputado deixou bem claro, sem precisar das entrelinhas, que deixará o PDT “se a sigla desviar-se do caminho que trilha há décadas”, já que “historicamente os pedetistas marcharam ao lado dos partidos de esquerda como o PT”.

Roberto Carlos, que tem sua principal base eleitoral em Juazeiro, cita até a eleição de 2006 para ornamentar seu discurso, quando João Durval (PDT) foi candidato a senador na chapa encabeçada por Wagner.

Obviamente que RC fala de um eventual apoio do PDT à pré-candidatura de ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Partido do Democratas (DEM). Na sua opinião, a contrapartida de apoiar Ciro Gomes dificilmente será viabilizada, insinuando que o PDT pode ficar a ver navios.

Salta aos olhos que o deputado quer continuar na base aliada do governador Rui Costa porque não quer colocar em risco os espaços que tem na máquina administrativa, o que vai ajudar na sua re-reeleição para a Assembleia Legislativa (ALBA). Outro ponto é que o deputado deve ter informações de que a maioria do seu eleitorado prefere apoiar Wagner do que ACM Neto.

E aí, nesse emaranhado jogo político, cabe a pertinente e oportuna pergunta ao deputado Roberto Carlos: Como fica o presidenciável do PDT diante desse seu incontido desejo de se juntar ao lulopetismo para eleger Jaques Wagner?

Ora, ora, não tem cabimento apoiar um candidato ao governo da Bahia já em plena campanha para outro postulante à presidência da República. É inaceitável colocar os interesses e as conveniências políticas em detrimento da candidatura de Ciro.

Confesso que não sei o que vai acontecer com o PDT nessas eleições de 2022. A única certeza que tenho é que o partido, assim que passar o processo eleitoral, vai precisar de uma profunda reflexão, de uma arrumação, sob pena de ser mais uma sigla no meio de muitas outras. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

Os combustíveis estão caros por conta da política econômica, de desmonte e atrelada ao dólar, do governo Bolsonaro, que ACM Neto apoia, esclareceu deputado estadual Robinson Almeida

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O deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu críticas do presidente Nacional do Democratas, ACM Neto, sobre possível aumento da carga tributária na Bahia, que incide sobre o preços dos combustíveis.

Em entrevista a rádio de Bom Jesus da Lapa, Neto disse que governo do estado é um dos “mais perversos” na tributação sobre combustíveis. Robinson Almeida, contudo, esclarece que o aumento do preço dos combustíveis e do gás de gozinha tem relação com a política econômica e de desmonte do governo Bolsonaro, que atrelou o preço das commodities ao dólar e reduziu a capacidade de produção e refino de petróleo das refinarias, dando preferência a importação dos combustíveis dos Estados Unidos. Robinson lembra também que o DEM, de ACM Neto, apoia a privatização das refinarias brasileiras, como a baiana Landulpho Alves, em São Francisco do Conde, o que tornará ainda mais caro não só o preço dos combustíveis, como dos alimentos também.

“Como se ver, ACM Neto, como seu líder e aliado, Bolsonaro, gosta de jogar para plateia e esconder a verdade dos fatos. Ele, por exemplo, apoia a venda da refinaria Landulpho Alves na Bahia, abaixo da metade do seu valor de mercado para um fundo Árabe. Ele sabe que essa privatização irá impactar ainda mais nos preços dos combustíveis, podendo causar até desabastecimento do gás de cozinha no estado e na região nordeste, mas mesmo sabendo disso, ele compactua com essa perversidade do governo Bolsonaro, que ele apoia e dá sustentação política”, contextualizou.

O deputado Robinson Almeida também reelembra que em sua gestão na prefeitura de Salvador ACM Neto elevou o preço dos impostos municipais com os projetos de lei que implementaram a reforma tributária e com aumento abusivo no valor do IPTU e do Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITIV).

“A verdade é que ele aumentou a carga tributária em Salvador, fez o IPTU subir mais de 240% para imóveis comerciais e mais de 21,5% para os residenciais, num verdadeiro tarifaço, instituiu a outorga onerosa, falindo as empresas do transporte público, agravando o quadro da pandemia na cidade, tornou Salvador pouco atrativa para os investidores e, com essas e outras iniciativas, consoliou Salvador como a capital nacional do desemprego, com um dos piores indicadores de desigualdade social do Brasil. Isso, tenho certeza, ele não contou na rádio, porque, como seu líder Bolsonaro, ele é averso a verdade”, ironizou Robinson. 

Em entrevista a rádio de Bom Jesus da Lapa, ACM Neto citou a infraestrutura e a questão hídrica como desafios para o desenvolvimento da Bahia

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O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, afirmou nesta 2ª feira (31.maio) que o governo da Bahia tem sido um dos “mais perversos” na tributação sobre combustíveis. Em entrevista à rádio Nova Lapa FM, de Bom Jesus da Lapa, ele comentou sobre o novo aumento promovido pelo Executivo estadual do ICMS sobre combustíveis, variando de 11% a 23%. Foi o quinto crescimento do imposto somente este ano.

“Quando a gente olha o problema da Bahia hoje o governo é um dos que tem sido mais perversos em relação à tributação dos combustíveis. Toda hora é um aumento de ICMS. Todos os fatores internacionais que contribuem (para o aumento) se somam aos fatores locais, e a questão do ICMS é decisiva. É um dos tributos que mais oneram o combustível no Brasil. Ao contrário, devia o governo do estado estar pensando em desoneração para combustível, sobretudo para não penalizar o setor produtivo do nosso estado”, afirmou.

Ele pontuou que o aumento afeta a todos. “Quem abastece seu carro, sua moto, quem tem que abastecer seu ônibus ou caminhão para fazer frete, sabe o que eu estou falando. A consequência disso é em toda a cadeia, vai da coisa mais simples como a compra de um alimento até situações mais complexas envolvendo a política externa brasileira”, explicou.

Neto ainda ponderou que falta ao governo ações para dar suporte ao setor produtivo afetado durante a pandemia da covid-19. Ele lembrou que, enquanto prefeito de Salvador, implantou um pacote de medidas para atenuar os impactos provocados pela crise. “Fiz um pacote enorme para ajudar os setores econômicos, refinanciei dívidas, isentei multas e juros, dei desconto no principal para quem não conseguiu pagar imposto. Não adianta ter um estado rico se as pessoas estão pobres”, frisou.

ACM Neto comentou sobre infraestrutura e a questão hídrica, que na visão dele são desafios para potencializar o desenvolvimento da Bahia. Citou, por exemplo, a falta de uma indústria para beneficiamento da banana – Bom Jesus da Lapa é o maior produtor do país desta fruta. “Quando a gente olha não só a Lapa, mas Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe que acabam tendo sua economia diretamente vinculada à capacidade de produção, a agricultura e o agronegócio para a Bahia têm que ser vistos de maneira estratégica, com olhar prioritário por parte do estado”, salientou.

Na infraestrutura, ele explica que é fundamental dar prioridade à recuperação, construção e a manutenção da malha viária, das estradas, para garantir mais segurança e qualidade de vida e também para garantir o escoamento da produção, integrando de maneira racional a região com os demais lugares do país.

Sobre a questão hídrica, ele diz que o legado dos governos do PT em pontos como barragens, no trabalho de armazenamento da água, de fazer água chegar de maneira mais fácil, é modesto. “Eu recentemente estava na Chapada Diamantina e onde você chega, no Oeste, no Sudoeste, em qualquer região da Bahia que tenha essa vocação para o agronegócio, é uma geral, todos dizem que está difícil porque a gente não tem acesso à água como precisava ter”, disse.

O presidente nacional do Democratas também comentou sobre a pobreza na Bahia e ressaltou que o caminho é ter um plano para promover o desenvolvimento econômico do estado. Vale lembrar que a Bahia tem o maior número de pessoas extremamente pobres, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Porque no fundo o que as pessoas querem é trabalho. As pessoas querem trabalhar, querem oportunidade para trabalhar, uma chance na vida para com o seu suor, produzir, e vencer na vida. E é isso que a Bahia precisa oferecer aos baianos: uma perspectiva de desenvolvimento futuro muito mais consistente, inclusive que preveja a superação dessas enormes desigualdades”, afirmou.

Ao falar sobre política, ACM Neto voltou a destacar que, caso seja candidato no próximo ano, será ao governo da Bahia. Disse, ainda, que seu desejo é “ver a Bahia liderar o país” e que, caso seja candidato e eleito, pretende ser “o melhor governador do Brasil”. Sobre o cenário nacional, afirmou que ainda é cedo para fazer prognósticos para 2022 e destacou o nome do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta como nome do partido no debate.

Ele falou também sobre o movimento “Pela Bahia”, iniciado recentemente por ele com o objetivo de percorrer o estado até maio de 2022. Iniciado na Chapada Diamantina, o movimento deve ter como próximo destino o Sudoeste do estado e, segundo Neto, a Lapa e a região também estão no radar para as edições seguintes. 

O OUTRO LADO

Em razão da matéria publicada em que ACM Neto fala que o governo da Bahia é um dos mais perversos quando se trata de tributação, a Sefaz esclarece que:

“Estão circulando informações equivocadas sobre o ICMS dos combustíveis. Neste caso, há um valor referencial pré-determinado para cobrança. Só depois que o preço real sobe ou desce na bomba, e isso é constatado em pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP), esse preço referencial que serve para cobrança do ICMS é ajustado. Logo, o ICMS não é nem nunca foi causa do aumento ou diminuição dos preços dos combustíveis, até porque só é ajustado com alguma defasagem.

Em nome dos fatos, é importante registrar que não há correlação entre os valores de referência para cobrança do ICMS sobre os combustíveis e os sucessivos reajustes praticados pelos postos na Bahia.

Observe-se, por exemplo, que mesmo com a última atualização dos preços referenciais para o diesel S10 tendo ocorrido em 1⁰ de fevereiro, os postos seguiram reajustando o combustível nos últimos meses em percentuais expressivos, totalizando um aumento de 21,75%.

Os reajustes ocorreram inclusive ao longo dos meses de março e abril, a despeito da desoneração de impostos federais sobre o diesel neste período, promovida pela União como forma de compensar os aumentos nas refinarias.

Os valores de referência válidos a partir do próximo dia 1⁰ de junho, 120 dias após a última atualização, baseiam-se em pesquisa realizada regularmente nos postos de todo o Estado pela ANP e, cumprindo a legislação nacional, meramente adequam a cobrança do imposto aos valores reais cobrados nas bombas”.

ATUALIZADA ÀS 17H57MIN DESTA 2ª FEIRA (31.MAIO)

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O título acima diz respeito aos Palácios do Planalto e Ondina, obviamente se referindo ao processo sucessório do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) e do governador Rui Costa (PT).

No retrato do momento, ambas sucessões estão polarizadas. Todas as pesquisas de intenções de voto apontam Lula e Bolsonaro, ACM Neto e Jaques Wagner, com o ex-presidente e o ex-alcaide soteropolitano na frente.

No tocante a chamada “terceira via”, a sucessão estadual é bem diferente da nacional. Na Boa Terra, ou ganha o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, presidente nacional do Partido do Democratas (DEM), ou o petista Jaques Wagner, senador e ex-governador do Estado. A possibilidade do próximo mandatário-mor da Bahia ser outro é remotíssima. É mais fácil achar uma pequena agulha em um grande palheiro.

Em relação a disputa pela presidência da República, o “já ganhou”, tanto do lulopetismo como do bolsonarismo, pode ter uma surpresa. Ainda é cedo para dizer que o segundo turno entre Lula e Bolsonaro é favas contadas.

Vale lembrar que mais de 55% do eleitorado, com tendência a chegar a 60%, não estão dispostos a votar nem no “mito” da direita e, muito menos, no “mito” da esquerda. Não querem os extremos, o radicalismo, cuja consequência é um Brasil cada vez mais enterrado.

A consolidação de uma alternativa eleitoralmente viável, que possa oxigenar o movimento “Nem Lula, Nem Bolsonaro”, enfrenta obstáculos. Essa dificuldade termina fortalecendo a polarização, com o processo sucessório caminhando para uma disputa carregada de ódio, quando o país precisa de paz, entendimento e harmonia entre os Poderes da República.

Um dos problemas da terceira via, talvez o mais preocupante, o que pode causar maior estrago político e um inevitável constrangimento, são determinadas “lideranças” políticas que querem integrar o movimento. O ex-presidente Michel Temer andou insinuando que toparia ser uma espécie de orientador, de timoneiro. A presença de Temer seria um desastre, o enterro definitivo da terceira via sem direito a velório e missa de sétimo dia. Pelo andar da carruagem, teremos outras “terceiras vias”, versões 2 e 3, o que significa a certeza de uma disputa de segundo turno entre Lula e Bolsonaro.

Já disse aqui que a maioria esmagadora do eleitorado de Lula não liga para os conchavos e o pragmatismo avermelhado do lulopetismo. São eleitores beneficiários dos programas sociais dos governos do PT. A parcela dos intelectuais que forma a ala ideológica da sigla, deixando de fora as honrosas exceções, só critica as conversas e os acordos dos adversários. Adora ficar de olho no quintal dos outros e, sorrateiramente, na calada da noite, jogar entulho nele.

E aqui cito o exemplo da Bahia, sem dúvida o mais simbólico e didático quando o assunto é a soberba, o cinismo e a esperteza do lulopetismo. Bastou Ciro Gomes, presidenciável do PDT, ter uma conversa com ACM Neto para ser taxado de “direita”. Enquanto isso, o senador Renan Calheiros, respondendo a vários processos envolvendo o dinheiro público, é convidado a ser um dos coordenadores da campanha de Lula no nordeste.

E mais (1): o candidato do lulopetismo no Ceará é Eunício Oliveira.
E mais (2): qualquer reaproximação é bem vinda, de Eduardo Cunha a Sérgio Cabral.
E mais (3): se o “companheiro” Palocci quiser integrar o projeto do terceiro mandato, as portas do diálogo estarão abertas.
E mais (4): já há um segmento na legenda defendendo a participação mais intensa de José Dirceu na campanha.

Vale lembrar que Cunha, Oliveira e Calheiros foram os principais protagonistas do impeachment da então presidente Dilma Vana Rousseff.

Abrindo um parêntese para Dilma, que foi apulhalada pelas costas pelo então vice-presidente Michel Temer, é lamentável seu silêncio diante do chamego do ex-presidente Lula com seus algozes. É como estivesse aceitando que merecia mesmo o impeachment, uma punição pelo seu desastroso segundo mandato.

A viabilização da terceira via na sucessão do Palácio do Planalto é um desafio gigantesco. Se acontecer, Bolsonaro é quem fica fora do segundo round eleitoral, para o desespero do lulopetismo, que pretende ter o antibolsonarismo como seu principal “cabo eleitoral”. O mesmo raciocínio vale para o bolsonarismo, que quer o antipetismo como maior parceiro. Tanto Lula como Bolsonaro têm pesadelo com a hipótese de enfrentar Ciro no final do pleito.

Outro ponto interessante, que chama atenção, que parece combinado, são as rotulações de “direitona” e “comunista”, respectivamente para quem critica o lulopetismo e o bolsonarismo. O ex-juiz Sérgio Moro, ex-todo poderoso comandante da Lava Jato, operação que acabou sendo desmoralizada pela atuação parcial e com viés político do então magistrado, é hoje um “comunista”, e daqueles que comem criancinhas, como pregavam os defensores do golpe de 64.

A terceira via quer o antipetismo e o antibolsonarismo como indispensáveis alavancas para colocar seu representante na segunda etapa eleitoral.

Concluo reafirmando que o “já ganhou” que toma conta dos bolsominions e dos lulominions, além de ser prematuro, é desaconselhável. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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