A agenda de Neto segue cheia e o próximo destino será Vitória da Conquista, dia 2 de junho

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O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), após passar dois na Região da Chapada Diamantina onde deu o ponta pé inicial do projeto #PelaBahia, terá como próximo destino Vitória da Conquista, no dia 2 de junho.

Neto foi convidado pela a prefeita Sheila Lemos, que também é do DEM, para participar da inauguração da Estação de Transbordo Herzem Gusmão, em homenagem ao ex-prefeito da cidade, que faleceu vítima de Covid-19.

Depois de Conquista, Neto ainda deverá ir no dia 11 de junho, para Guanambi, onde terá agenda com o prefeito Nilo Coelho (PSDB).

O democrata, pretende disputar o governo da Bahia e as viagens com projeto #PelaBahia só vão parar em 2022. 

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O PDT do deputado federal Félix Júnior, dirigente-mor da legenda na Bahia, está fora da base de sustentação política do governador Rui Costa (PT). Não tinha como permanecer lá e cá, no governo do Estado e na prefeitura de Salvador.

Quando o assunto é sucessão estadual, só dois caminhos para o PDT: apoiar ACM Neto (DEM) na disputa pelo Palácio de Ondina ou lançar candidatura própria. Esse apoio a Neto seria assentado na contrapartida do ex-prefeito de Salvador ter Ciro Gomes como seu candidato à presidência da República.

O PSB de Lídice da Mata e o PCdoB de Davidson Magalhães estão fora do, digamos, raio de preocupação do PT. São considerados como favas contadas no apoio ao senador Jaques Wagner, que pretende conquistar o terceiro mandato como governador.

O projeto do lulopetismo da Boa Terra, de fazer Wagner o sucessor de Rui Costa, independente da política nacional, só terá sucesso com o PSD do também senador Otto Alencar e o PP do vice-governador João Leão. As duas siglas protagonizam a expressão latina “conditio sine qua non”. Sem elas o caminho de Wagner fica com mais obstáculos.

O problema todo gira em torno da composição da majoritária. E fica mais complicado porque só são três vagas a serem preenchidas : governador, vice e senador. A única certeza é que Jaques Wagner vai encabeçar a chapa.

Existe alguma possibilidade de Wagner abrir mão de ser o principal adversário de ACM Neto? Só enxergo uma: o PSD nacional apoiaria Lula e Otto seria o candidato a governador da base aliada. Wagner ficaria com a promessa de ocupar um importante ministério em um eventual retorno de Lula ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo.

E Rui Costa? E João Leão? Tudo seria resolvido com Rui disputando o Senado, Leão assumindo o governo e indicando o vice na majoritária. Fica a dúvida se existe algum empecilho jurídico que impeça o vice-governador de indicar o próprio filho, deputado federal Cacá Leão, para ser o candidato a vice de Otto.

Sei que toda essa arrumação é estranha e de difícil execução. Mas não pode ser totalmente descartada. O mundo da política é movediço e traiçoeiro. Costumo dizer que os menos espertos conseguem dar beliscão em azulejo.

Como não bastasse todo esse emaranhado de incertezas, o deputado Cacá Leão, ao declarar que seu maior desejo é João Leão assumindo o lugar de Rui Costa e sendo candidato à reeleição, coloca mais lenha na fogueira da sucessão estadual.

Definição mesmo, com cada qual cuidando da sobrevivência política, só em 2022. Em 2021, muita especulação, disse-me-disse e pulga atrás da orelha.

PS – O lulopetismo pensava que o PP, sendo a legenda da base aliada com mais espaços no governo Rui Costa – três secretarias, a Bahia Pesca e a Cerb -, estaria satisfeita, não causaria nenhum problema na composição da majoritária. Ledo engano. Com efeito, os lulominions discutiram nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, até a hipótese de convencer João Leão a sair deputado estadual com a promessa de assumir o comando da Assembleia Legislativa (ALBA). O barro não colou na parede, como diz a sabedoria popular. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

ACM Neto inicia caminhada do projeto #PelaBahia visitando a Chapada Diamantina

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Pré-candidato ao Governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador e presidente Nacional do DEM, ACM Neto, dará início esta semana a sua caminhada por várias regiões do estado, passando pela região da Chapada Diamantina. O projeto intitulado #PelaBahia tem o objetivo de compreender a realidade socioeconômica de várias regiões e nestes dias 20 e 21 de maio ele estará em Mucugê, Ibioara, Barra da Estiva, Abaíra e Piatã.

“Queremos mostrar que a Bahia pode mais através de um mapeamento da realidade social e econômica de 15 regiões a partir de cinco eixos temáticos: econômico, sociocultural, ambiental, tecnológico e político”, explica, ressaltando que pretende identificar as potencialidades e fragilidades de cada local.

Para ACM Neto, além de visitar as diferentes regiões do estado, ele quer discutir os problemas de cada local, ver de perto e ouvir as pessoas. “Esse será o nosso maior exercício durante esse período de caminhada, ouvir as pessoas, além disso, é claro, pensar em soluções e encontrar novas potencialidades numa perspectiva de desenvolvimento futuro para o estado”.

E explica que o #PelaBahia será realizado em três etapas: Compreensão da realidade econômica e social da região, passando pelas visitas, conversas e pesquisas qualitativas, inclusive com grupos permanentes de estudos com técnicos, construção de um diagnóstico socioeconômico e projetar o futuro tendo como exemplo, inclusive, boas iniciativas do setor produtivo.

“Precisamos identificar caminhos para promover um desenvolvimento econômico mais equilibrado e menos desigual entre as regiões da Bahia. Na minha opinião agente pode muito mais. O estado da Bahia tem condição de liderar o desenvolvimento econômico do nordeste do país”, completa. A previsão #PelaBahia é de durar um ano, com encerramento previsto para maio de 2022.

CONFIRA ABAIXO TRECHOS DE UMA ENTREVISTA COLETIVA CONCEDIDA A REPRESENTANTES DE VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DO ESTADO, POR MEIO DE PLATAFORMA VIRTUAL, EM QUE NETO FALA SOBRE ESSE PROJETO E OUTROS ASSUNTOS DA POLÍTICA NACIONAL.

1) Por que começar pela Chapada Diamantina?
ACM Neto – Estamos começando pela chapada porque a ideia de caminhada regional é porque temos bons exemplos em relação a essas iniciativas de produção na área da agricultura, tem um potencial extraordinário que podem ser reforçados e positivamente copiados para outras regiões do estado.

2) Você como prefeito elevou muito os índices da educação em Salvador. Em sua opinião, o que falta para a Bahia melhorar neste setor?
ACM Neto – Infelizmente os dados da educação da Bahia são vergonhosos. Não estou com provocação política, mas basta ver o Ideb da Bahia que nós vamos ver que o Estado parou no tempo na educação.

Os governos do PT negligenciaram a educação e os números estão aí, vergonhosos, a Bahia ocupando os últimos lugares em termos de qualidade de ensino no país.

Na pandemia esta questão se torna mais grave, sobretudo os alunos da Rede Pública de Ensino, isso vai gerar um distanciamento entre os alunos de classes sociais mais ricas para os mais pobres, agente pode estar prejudicando e comprometendo toda uma geração.

3) O DEM vai expulsar Rodrigo Maia do partido em razão das ofensas contra o senhor?
ACM Neto – A falta de limites a que chegou o deputado Rodrigo Maia, vocês observaram e sabem as declarações não são compatíveis com o bom nível da política. Posso discordar, mas respeito isso é uma coisa que ele perdeu.

Houve uma posição da bancada dos deputados, coordenada pelo líder deputado Efraim Filho e deve formalizar o pedido de expulsão do deputado Rodrigo Maia do Democratas. Eu vou dar seguimento como presidente do partido, seguindo os trâmites previstos no Estatuto e caberá a Executiva Federal deliberar sobre o assunto. Pode ser que essa apreciação ainda aconteça essa semana.

4) Sua discordância com João Dória coloca em cheque a sua atual candidatura ao governo do estado, e se o PSDB lançar outro nome que não seja João Dória o DEM estaria aberto a renegociar com os tucanos?
ACM Neto – Sem dúvidas esperamos manter um excelente diálogo com o PSDB. Nós temos uma história ao lado do PSDB, de 1994 até 2018 o Democratas apoiou todos os candidatos a presidência da República do PSDB. Só não houve apoio formal na eleição de 2002, ainda assim boa parte do partido seguiu com a candidatura de José Serra.
Em São Paulo, da eleição de Mario Covas em diante apoiou os candidatos a governador, inclusive o João Dória para prefeito e governador.

Infelizmente ele desconsiderou toda essa relação construída com o partido, ele impôs a saída do vice-governador Rodrigo Garcia, que era um quadro histórico do partido. Ele só teve uma única filiação a vida inteira, 27 anos militando no Democratas.

Eu disse a Doria que essa posição iria gerar uma situação do nosso partido não ter como dialogar com o PSDB no plano nacional. Infelizmente a posição dele se manteve. Não quero que esse episódio de São Paulo possa interferir na relação, mas quem perde é o próprio João Dória.

5) Existe uma possibilidade até março de 2022 de o senhor deixar o Democratas?
ACM Neto – Não cogito de maneira alguma deixar o partido. Eu pretendo conduzir o partido primeiro para nas eleições de 2022 a posição do DEM seja reflexo do desejo da maioria dos seus filiados dentro de uma lógica política que atenda um objetivo nacional e os projetos locais que o partido terá em todas as regiões do país.

Eu como presidente nacional procurei assegurar que o partido fosse independente. É bom lembrar que logo depois das eleições de 2018, o presidente por escolha dele, levou Tereza Cristina, Mandeta e Monique para serem ministros. Talvez o Democratas, na época, se interessasse em formar uma base mas eu como presidente não permitir isso para sermos independentes.

6) Nos últimos tempos o senhor tem protagonizado embates com Rodrigo Maia, João Roma, João Dória, como esses atritos podem impactar os projetos do DEM Nacional em 2022?
ACM Neto – Não tenho protagonizado embates. Eu como presidente do partido tenho que tomar posições que tenham relação direta com o Democratas. Na vida é assim mesmo, faz parte dos meus deveres e obrigações. Inclusive o mais comentado de Rodrigo Maia, fico muito tranquilo porque não ataquei em nada, que foram muito concentrados em mim porque sou presidente do partido. Ele quer achar um culpado para os erros que ele próprio cometeu.

O DEM foi o partido que mais cresceu no ano passado, tem cinco potenciais e fortes candidatos a governador, que vai crescer ano que vem nas bancadas do Senado e Câmara, poderá disputar presidência da República com quadro próprio. Isto é muito positivo, estamos vivendo nosso melhor momento, de estar no centro da política brasileira.

7) Como avalia o cenário do partido nas próximas eleições e também sobre a possibilidade de acontecer o carnaval em 2022 é precipitada? E sobre o #PelaBahia, como estão sendo feitas as estratégias para a segurança pública?
ACM Neto – Temos pré-candidaturas ao governo do estado altamente competitivas, e perspectivas bastante promissoras, o DEM está muito animado e compreende que nós sairemos para 2022 com a melhor preparação dos últimos anos. De 2016 para 2020 ao comparar foi um saldo positivo muito grande, e não tenho dúvida que de 2020 para 2022 também será muito positivo.

Com relação ao carnaval quero evitar especulação a esse respeito porque ainda está cedo. A minha torcida é que a vacinação seja ampliada e nós possamos ter carnaval, mas nessa covid-19 é muito difícil fazer prognóstico.

Sobre o #PelaBahia ele permitirá juntar ideias, soluções e buscar contribuição local e fora daqui para apresentar quais são os caminhos em cada uma das áreas, não só em Segurança Pública.

8) Cite um ponto positivo e um negativo do atual governo da Bahia, e gostaria de saber se o senhor teme algum tipo e arranhão na sua imagem por conta das declarações de Rodrigo Maia?
ACM Neto – Rodrigo Maia é um dos políticos mais rejeitados do Brasil, e o que fica claro é o desequilíbrio dele, e isso não vai arranhar a minha imagem. Em relação aos problemas com Rodrigo, Dória e Roma, cada problema tem sua explicação. A fofoca da política acontece no mundo política e muitas vezes tem repercussão. Mas a população não está preocupada com nada disso, e sim quando veem traição e deslealdade na política. Estou muito tranquilo, com meu grupo afinado e motivado.

9) O senhor disse que não tem brigado com ninguém mas muita gente tem brigado com o senhor. O Democratas está atrapalhando seus planos políticos?
ACM Neto – De maneira alguma. Quem não é forte não incomoda e eu sei que estamos incomodando. Mas muitas vezes tenho que tomar decisões que são próprias da função que estou ocupando e isso faz parte. 

ACM Neto descarta apoio ao ex-presidente Lula e ao atual presidente Bolsonaro

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O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, deu uma declaração no mínimo política. Para ele, “se existem partidos no Brasil que podem apoiar qualquer um, nesse rol não nos incluímos. Não vou apontar o dedo, nem julgo ninguém, mas se algum partido cogita apoiar de Lula a Bolsonaro, algum problema esse partido tem”, afirmou em entrevista para a coluna Painel do jornal Folha de S.Paulo.

E completou ressaltando que a relevância do DEM desperta inveja e interesse de diversos setores para desgastar o partido. “Está muito claro que o DEM está incomodando. Não é o primeiro ataque especulativo que sofremos. No passado, sobrevivemos a uma certeza. Quero lembrar: o PT disse que iria acabar com o DEM. Não acabou. Passamos por tudo isso porque temos coerência, princípios, bandeiras claras e quadros”, pontuou.

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A ala pragmática e mais fisiológica do DEM começa a dizer que a posição de ACM Neto, presidente nacional da legenda, diante da sucessão do Palácio do Planalto, vem provocando a debandada de lideranças para outras agremiações partidárias.

O ex-alcaide de Salvador já disse que o DEM não vai tomar o caminho do extremismo, seja com Bolsonaro, que busca sua reeleição, ou com o petista-mor Lula, que quer retornar ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo.

Essa decisão de não pegar a estrada dos extremos, do radicalismo e do confronto do ódio, está afastando da sigla os que fazem política de olho nas pesquisas de intenções de voto, os que ficam esperando quem está melhor colocado nas enquetes para encostar.

Todos que estão deixando o demismo, com algumas poucas exceções que envolvem as arrumações regionais, o fazem por oportunismo político. São defensores de que o DEM tem que deixar duas portas abertas, uma para Jair Messias Bolsonaro e a outra para Luiz Inácio Lula da Silva.

Não existe “crise de identidade” no DEM, como alegam os parlamentares que apoiam a possibilidade de apoiar Bolsonaro ou Lula. Ora, ACM Neto já decidiu que não quer nem um e, muito menos, o outro. “Óbvio que não vou cogitar apoiar de um extremo a outro”, disse o ex-gestor soteropolitano. Portanto, essa alegação de “crise de identidade” não passa, como já disse no parágrafo anterior, de oportunismo.

Olhe, caro e atento leitor, ainda vou mais longe. Se no segundo turno a disputa for entre Bolsonaro e Lula, e se tiverem empatados, com qualquer um podendo ganhar, os oportunistas de plantão vão ficar em cima do muro, esperando o resultado. Depois é só dizer que apoiaram o vitorioso, que só não fizeram abertamente por causa da decisão do partido.

Neto diz que o DEM “está sofrendo ataque especulativo dos que têm inveja”. Lembra que a sigla cresceu na comparação entre as eleições de 2020 e 2016, elegendo 464 prefeitos contra 268 do pleito anterior e 49% a mais de vereadores.

É evidente que ACM Neto não pode só ficar na simpatia com o movimento “NEM LULA, NEM BOLSONARO”. Antes das águas de março fechando o verão de 2022, vai ter que decidir o seu candidato à presidência da República. 


Marco Wense é Analista Político

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Eduardo Paes nega desentendimento com o ex-prefeito de Salvador

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, nega desentendimento com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. De malas prontas para o PSD de Gilberto Kassab, Paes, agradeceu ao presidente Nacional do DEM em entrevista a Folha de S. Paulo.

“Sinceramente, não tenho qualquer crítica ao presidente ACM Neto, tenho profunda admiração por ele, gratidão, e respeito. Se tem alguma coisa que me entristece nesse momento de saída é isso”, avaliou Paes.

Já o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também deve seguir o mesmo caminho.

“É uma pessoa que é importante para mim, que é o Rodrigo Maia. Ele é um quadro político importante do Brasil, é o nosso quadro de articulação nacional. Esse desentendimento dele acabou gerando isso”, finalizou o prefeito do Rio. 

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O lulopetismo da Bahia está preocupado com um eventual apoio de ACM Neto a Ciro Gomes, pré-candidato do PDT na eleição presidencial de 2022 e o nome mais viável da chamada terceira via, do movimento “Nem Lula, Nem Bolsonaro”, que já corresponde a quase 60% do eleitorado nacional.

Os petistas começam a dizer que a sucessão estadual será polarizada entre o senador Jaques Wagner, que busca o terceiro mandato como chefe do cobiçado Palácio de Ondina, e João Roma, ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, ex-aliado de Neto.

A intenção do petismo, além de tentar minimizar o resultado das últimas pesquisas, que coloca o ex-prefeito de Salvador em uma situação bastante confortável, tem como alvo principal o presidenciável pedetista.

O gabinete do ódio do lulopetismo baiano, obviamente com o aval do ex-presidente Lula, na base do manda quem pode, obedece quem tem juízo, vai mais longe. Já espalha que ACM Neto não será candidato a governador em decorrência dessa polarização.

O PT malvadeza quer o enfraquecimento de Neto com os prefeitos que fazem oposição ao governador Rui Costa, que eles passem para o lado de João Roma, dividindo assim o oposicionismo. Roma é o nome do presidente Bolsonaro para disputar o governo da Bahia. Vale lembrar que o ministério de Roma tem um invejável orçamento, que é o oxigênio do toma lá, dá cá. A sabedoria popular costuma dizer que na política não existe “almoço de graça”.

Não duvido nada se as próximas consultas de intenções de voto, patrocinadas pelo PT, coloquem João Roma com uma pontuação surpreendente e, como consequência, diminuindo a diferença entre Neto e Wagner, que hoje é mais do dobro a favor do presidente nacional do DEM.

Ora, ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que a maior preocupação de Wagner é Neto. O ex-governador da Bahia teme que o forte sentimento de mudança seja o grande “cabo eleitoral” do ex-gestor soteropolitano. Afinal, o PT, com o término do mandato de Rui Costa, vai para 16 anos de poder na Boa Terra.

O lulopetismo teme que esse desejo de mudar, que é incontrolável, seja mais forte do que a presença de Lula pedindo votos para Wagner. Outro ponto é que o senador, pegando todos de surpresa, mais especificamente os bolsonaristas, votou contra a CPI da Covid-19, o que será questionado durante a campanha.

A candidatura de ACM Neto é irreversível. Um recuo pela segunda vez pode significar o fim prematuro da sua carreira política, o apagar das luzes do netismo, o enterro definitivo.

Concluo dizendo que ao espalhar que a disputa pelo governo da Bahia será entre Wagner e Roma, o lulopetismo visa duas coisas : 1) enfraquecer ACM Neto e, por tabela, tumultuar um eventual apoio a Ciro Gomes. 2) provocar dúvidas sobre a candidatura de Neto, o que pode provocar a ida dos pré-candidatos ao Parlamento estadual e à Câmara Federal em direção ao ministro João Roma.

PS – O próximo governador da Bahia será o que tiver o “cabo eleitoral” mais forte. ACM Neto termina levando vantagem. O sentimento de mudança é inquestionável e cada vez mais crescente. O eleitorado até que reconhece o trabalho do governador Rui Costa, mas diz “chega de PT”. Do lado de Wagner, tem a incerteza se Lula vai influenciar no processo sucessório. Nos bastidores do lulopetismo a pergunta é se o Lula de hoje é o mesmo de priscas eras. 


Marco Wense é Analista Político

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O sempre polêmico deputado federal Marcelo Nilo, do PSB, quer integrar a chapa majoritária encabeçada pelo senador Jaques Wagner (PT), seja como candidato ao Senado da República ou a vice-governador.

A sucessão estadual de 2022 começa a ser formatada. O nevoeiro em torno do pleito vai se dissipando dia a dia, deixando tudo mais transparente, até mesmo com situações cada vez mais irreversíveis.

O maior exemplo dessa irreversibilidade é a candidatura de Wagner. Nenhuma análise política ousa em duvidar que a pretensão do ex-governador pode sofrer algum viés, que não é favas contadas, mesmo sabendo que o processo político é uma caixinha de surpresas e sobressaltos.

Em relação a Marcelo Nilo, que volta e meia se estranha com o morador mais ilustre do Palácio de Ondina, com o argumento de que os olhos de Rui Costa só enxergam o PSD e PP, seus recados, cada vez mais incisivos e constantes, tendo nas entrelinhas um eventual rompimento com a base aliada, só fazem afastá-lo mais ainda da remotíssima possibilidade de participar da majoritária.

O governador Rui Costa, que começa a enxergar somente dois caminhos políticos, continuar como chefe do Executivo até o último dia de governo ou sair deputado federal, não aceita ser colocado contra a parede, salvo quando a pressão vem da cúpula nacional do lulopetismo, o que o fez desistir até de uma eleição imbatível para o Senado. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Esse, digamos, enviesado ultimato de Nilo a Rui, tendo como pano de fundo uma aproximação com o ex-prefeito ACM Neto, presidente nacional do DEM, pode levar o inquieto parlamentar a ter problemas com a direção estadual do PSB, sob a batuta da mais petista socialista da Bahia, sem dúvida Lídice da Mata.

A missão de Nilo é daquelas consideradas impossíveis. Está mais fácil achar uma pequena agulha em um grande palheiro do que o nobre deputado fazer parte da chapa governista. A sabedoria popular diria que Nilo está dando “murro em ponta de faca”.

Ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que as últimas legendas da fila nas negociações para a composição da majoritária são o PSB e PCdoB. Nos bastidores do petismo, o que se comenta é que as energias para tornar Jaques Wagner cada vez mais forte, não podem ser desperdiçadas com o PSB e PCdoB, já que o apoio dessas duas siglas à candidatura do senador é tido como certo, 2+2=4.

Portanto, é perda de tempo Marcelo Nilo ficar insistindo em ter seu nome na majoritária. O melhor conselho para o parlamentar, que não tem papas na língua, é cuidar de sua reeleição. 

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ACM Neto (DEM) vs Jaques Wagner (PT)

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A primeira enquete para governo do Estado, realizada pelo instituto Paraná Pesquisas, entre os dias 20 e 24 de março, aponta um amplo favoritismo de ACM Neto sobre o senador Jaques Wagner, sem dúvida seu principal adversário.

A pesquisa, feita em parceria com o site Bahia Notícias, coloca o ex-prefeito de Salvador com mais do dobro das intenções de voto do senador petista: 49,3% versus 21,4%. Uma diferença significativa, que deve diminuir com a participação do ex-presidente Lula na campanha de Wagner.

O que chamou atenção na consulta para a disputa do cobiçado comando do Palácio de Ondina foi os 3,9% do também senador Otto Alencar. Esperava-se uma melhor colocação do presidente estadual do PSD. Vale lembrar que Otto tem, salvo engano, mais de 100 prefeituras do seu lado. Outro lembrete é que a doutora Raissa (PSL), defensora ferrenha do tratamento precoce para a Covid-19, pré-candidata pelo bolsonarismo, pontuou igual a Otto, 3,9%.

Se o resultado não foi considerado bom para Otto, imagine para o vice-governador João Leão, que obteve apenas 2,5% quando se esperava três vezes mais. Leão tem o controle do PP e, assim como Otto, sua legenda conseguiu eleger vários gestores municipais. Com efeito, PSD e PP travaram uma acirrada disputa na última sucessão municipal.

O que pensam Wagner e Neto sobre essa pesquisa? Essa é a pergunta que toma conta dos bastidores do demismo e petismo. É evidente que só as pessoas mais próximas do ex-governador e do ex-alcaide soteropolitano vão saber.

Mas trago aqui, nesta modesta coluna, a minha opinião, que é desprovida de qualquer informação e consulta. Apenas assentada na intuição política e também no óbvio ululante.

O otimismo maior de Wagner é que o ex-presidente Lula consiga ser um invejável cabo eleitoral. A influência do governador Rui Costa não é suficiente para alavancar à candidatura de Wagner e colocá-lo em uma situação de empate técnico com ACM Neto.

Quanto ao presidente nacional do DEM, é torcer para que o desejo de mudar continue aceso, que não falte lenha na fogueira do forte sentimento de mudança que toma conta de uma grande parcela do eleitorado, incluindo aí muitos eleitores de Lula. Afinal, com o fim do mandato de Rui Costa, lá se vão 16 anos de poder do PT, do petismo e do lulismo na Bahia.

Outro ponto é que ACM Neto vai, na medida do possível, o que não será fácil, tentar desnacionalizar sua campanha. Sabe que precisa dos votos de todos que acham que está na hora do PT deixar o comando do Estado para outro grupo político. Esse desejo de mudar é, digamos, apartidário, envolve eleitores de Lula, como de Ciro Gomes (PDT), da reeleição de Bolsonaro e de outros presidenciáveis.

A pesquisa, do ponto de vista político, serviu para mostrar que o próximo governador da Bahia ou é ACM Neto ou Jaques Wagner. A possibilidade de aparecer outro nome com alguma chance é zero.

Com o resultado da consulta, com ACM Neto na frente, o senador Jaques Wagner terá que ter muito jogo de cintura para estancar um possível começo de uma aproximação de partidos da base aliada com a oposição. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que são as pesquisas de intenções de voto que atraem os apoios.

Esse é o cenário do momento. Amanhã, no sentido mais amplo, mais longínquo, é um outro dia. Jaques Wagner pode assumir a primeira colocação ou ACM Neto aumentar a diferença. 

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Marco Wense é Analista Político

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