//

Leia em: 3 minutos

O PDT, que tem o deputado federal Félix Mendonça Júnior no comando estadual da legenda, só tem dois caminhos na sucessão do governador Rui Costa (PT) : apoiar ACM Neto ou lançar candidatura própria.

Salvo engano, já é a terceira vez que comento essa situação do pedetismo baiano. Volto ao assunto em decorrência de Roberto Carlos, o deputado estadual mais petista da sigla, que não consegue esconder sua aderência ao lulopetismo e, muito menos, seu desejo de apoiar Jaques Wagner no pleito de 2022, quando o senador vai tentar conquistar o terceiro mandato como chefe do Palácio de Ondina.

Longe de mim querer dar conselhos ao experiente parlamentar e filiado histórico do PDT. Mas não posso ficar indiferente diante da incontida vontade de RC de se juntar a Wagner na sucessão estadual.

Questionado sobre seu apoio ao projeto do PT de continuar por mais quatro anos na frente do governo do Estado, o deputado deixou bem claro, sem precisar das entrelinhas, que deixará o PDT “se a sigla desviar-se do caminho que trilha há décadas”, já que “historicamente os pedetistas marcharam ao lado dos partidos de esquerda como o PT”.

Roberto Carlos, que tem sua principal base eleitoral em Juazeiro, cita até a eleição de 2006 para ornamentar seu discurso, quando João Durval (PDT) foi candidato a senador na chapa encabeçada por Wagner.

Obviamente que RC fala de um eventual apoio do PDT à pré-candidatura de ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Partido do Democratas (DEM). Na sua opinião, a contrapartida de apoiar Ciro Gomes dificilmente será viabilizada, insinuando que o PDT pode ficar a ver navios.

Salta aos olhos que o deputado quer continuar na base aliada do governador Rui Costa porque não quer colocar em risco os espaços que tem na máquina administrativa, o que vai ajudar na sua re-reeleição para a Assembleia Legislativa (ALBA). Outro ponto é que o deputado deve ter informações de que a maioria do seu eleitorado prefere apoiar Wagner do que ACM Neto.

E aí, nesse emaranhado jogo político, cabe a pertinente e oportuna pergunta ao deputado Roberto Carlos: Como fica o presidenciável do PDT diante desse seu incontido desejo de se juntar ao lulopetismo para eleger Jaques Wagner?

Ora, ora, não tem cabimento apoiar um candidato ao governo da Bahia já em plena campanha para outro postulante à presidência da República. É inaceitável colocar os interesses e as conveniências políticas em detrimento da candidatura de Ciro.

Confesso que não sei o que vai acontecer com o PDT nessas eleições de 2022. A única certeza que tenho é que o partido, assim que passar o processo eleitoral, vai precisar de uma profunda reflexão, de uma arrumação, sob pena de ser mais uma sigla no meio de muitas outras. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

Os combustíveis estão caros por conta da política econômica, de desmonte e atrelada ao dólar, do governo Bolsonaro, que ACM Neto apoia, esclareceu deputado estadual Robinson Almeida

Leia em: 2 minutos

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) rebateu críticas do presidente Nacional do Democratas, ACM Neto, sobre possível aumento da carga tributária na Bahia, que incide sobre o preços dos combustíveis.

Em entrevista a rádio de Bom Jesus da Lapa, Neto disse que governo do estado é um dos “mais perversos” na tributação sobre combustíveis. Robinson Almeida, contudo, esclarece que o aumento do preço dos combustíveis e do gás de gozinha tem relação com a política econômica e de desmonte do governo Bolsonaro, que atrelou o preço das commodities ao dólar e reduziu a capacidade de produção e refino de petróleo das refinarias, dando preferência a importação dos combustíveis dos Estados Unidos. Robinson lembra também que o DEM, de ACM Neto, apoia a privatização das refinarias brasileiras, como a baiana Landulpho Alves, em São Francisco do Conde, o que tornará ainda mais caro não só o preço dos combustíveis, como dos alimentos também.

“Como se ver, ACM Neto, como seu líder e aliado, Bolsonaro, gosta de jogar para plateia e esconder a verdade dos fatos. Ele, por exemplo, apoia a venda da refinaria Landulpho Alves na Bahia, abaixo da metade do seu valor de mercado para um fundo Árabe. Ele sabe que essa privatização irá impactar ainda mais nos preços dos combustíveis, podendo causar até desabastecimento do gás de cozinha no estado e na região nordeste, mas mesmo sabendo disso, ele compactua com essa perversidade do governo Bolsonaro, que ele apoia e dá sustentação política”, contextualizou.

O deputado Robinson Almeida também reelembra que em sua gestão na prefeitura de Salvador ACM Neto elevou o preço dos impostos municipais com os projetos de lei que implementaram a reforma tributária e com aumento abusivo no valor do IPTU e do Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis (ITIV).

“A verdade é que ele aumentou a carga tributária em Salvador, fez o IPTU subir mais de 240% para imóveis comerciais e mais de 21,5% para os residenciais, num verdadeiro tarifaço, instituiu a outorga onerosa, falindo as empresas do transporte público, agravando o quadro da pandemia na cidade, tornou Salvador pouco atrativa para os investidores e, com essas e outras iniciativas, consoliou Salvador como a capital nacional do desemprego, com um dos piores indicadores de desigualdade social do Brasil. Isso, tenho certeza, ele não contou na rádio, porque, como seu líder Bolsonaro, ele é averso a verdade”, ironizou Robinson. 

Em entrevista a rádio de Bom Jesus da Lapa, ACM Neto citou a infraestrutura e a questão hídrica como desafios para o desenvolvimento da Bahia

Leia em: 4 minutos

O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, afirmou nesta 2ª feira (31.maio) que o governo da Bahia tem sido um dos “mais perversos” na tributação sobre combustíveis. Em entrevista à rádio Nova Lapa FM, de Bom Jesus da Lapa, ele comentou sobre o novo aumento promovido pelo Executivo estadual do ICMS sobre combustíveis, variando de 11% a 23%. Foi o quinto crescimento do imposto somente este ano.

“Quando a gente olha o problema da Bahia hoje o governo é um dos que tem sido mais perversos em relação à tributação dos combustíveis. Toda hora é um aumento de ICMS. Todos os fatores internacionais que contribuem (para o aumento) se somam aos fatores locais, e a questão do ICMS é decisiva. É um dos tributos que mais oneram o combustível no Brasil. Ao contrário, devia o governo do estado estar pensando em desoneração para combustível, sobretudo para não penalizar o setor produtivo do nosso estado”, afirmou.

Ele pontuou que o aumento afeta a todos. “Quem abastece seu carro, sua moto, quem tem que abastecer seu ônibus ou caminhão para fazer frete, sabe o que eu estou falando. A consequência disso é em toda a cadeia, vai da coisa mais simples como a compra de um alimento até situações mais complexas envolvendo a política externa brasileira”, explicou.

Neto ainda ponderou que falta ao governo ações para dar suporte ao setor produtivo afetado durante a pandemia da covid-19. Ele lembrou que, enquanto prefeito de Salvador, implantou um pacote de medidas para atenuar os impactos provocados pela crise. “Fiz um pacote enorme para ajudar os setores econômicos, refinanciei dívidas, isentei multas e juros, dei desconto no principal para quem não conseguiu pagar imposto. Não adianta ter um estado rico se as pessoas estão pobres”, frisou.

ACM Neto comentou sobre infraestrutura e a questão hídrica, que na visão dele são desafios para potencializar o desenvolvimento da Bahia. Citou, por exemplo, a falta de uma indústria para beneficiamento da banana – Bom Jesus da Lapa é o maior produtor do país desta fruta. “Quando a gente olha não só a Lapa, mas Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Santa Maria da Vitória, São Félix do Coribe que acabam tendo sua economia diretamente vinculada à capacidade de produção, a agricultura e o agronegócio para a Bahia têm que ser vistos de maneira estratégica, com olhar prioritário por parte do estado”, salientou.

Na infraestrutura, ele explica que é fundamental dar prioridade à recuperação, construção e a manutenção da malha viária, das estradas, para garantir mais segurança e qualidade de vida e também para garantir o escoamento da produção, integrando de maneira racional a região com os demais lugares do país.

Sobre a questão hídrica, ele diz que o legado dos governos do PT em pontos como barragens, no trabalho de armazenamento da água, de fazer água chegar de maneira mais fácil, é modesto. “Eu recentemente estava na Chapada Diamantina e onde você chega, no Oeste, no Sudoeste, em qualquer região da Bahia que tenha essa vocação para o agronegócio, é uma geral, todos dizem que está difícil porque a gente não tem acesso à água como precisava ter”, disse.

O presidente nacional do Democratas também comentou sobre a pobreza na Bahia e ressaltou que o caminho é ter um plano para promover o desenvolvimento econômico do estado. Vale lembrar que a Bahia tem o maior número de pessoas extremamente pobres, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Porque no fundo o que as pessoas querem é trabalho. As pessoas querem trabalhar, querem oportunidade para trabalhar, uma chance na vida para com o seu suor, produzir, e vencer na vida. E é isso que a Bahia precisa oferecer aos baianos: uma perspectiva de desenvolvimento futuro muito mais consistente, inclusive que preveja a superação dessas enormes desigualdades”, afirmou.

Ao falar sobre política, ACM Neto voltou a destacar que, caso seja candidato no próximo ano, será ao governo da Bahia. Disse, ainda, que seu desejo é “ver a Bahia liderar o país” e que, caso seja candidato e eleito, pretende ser “o melhor governador do Brasil”. Sobre o cenário nacional, afirmou que ainda é cedo para fazer prognósticos para 2022 e destacou o nome do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta como nome do partido no debate.

Ele falou também sobre o movimento “Pela Bahia”, iniciado recentemente por ele com o objetivo de percorrer o estado até maio de 2022. Iniciado na Chapada Diamantina, o movimento deve ter como próximo destino o Sudoeste do estado e, segundo Neto, a Lapa e a região também estão no radar para as edições seguintes. 

O OUTRO LADO

Em razão da matéria publicada em que ACM Neto fala que o governo da Bahia é um dos mais perversos quando se trata de tributação, a Sefaz esclarece que:

“Estão circulando informações equivocadas sobre o ICMS dos combustíveis. Neste caso, há um valor referencial pré-determinado para cobrança. Só depois que o preço real sobe ou desce na bomba, e isso é constatado em pesquisa da Agência Nacional de Petróleo (ANP), esse preço referencial que serve para cobrança do ICMS é ajustado. Logo, o ICMS não é nem nunca foi causa do aumento ou diminuição dos preços dos combustíveis, até porque só é ajustado com alguma defasagem.

Em nome dos fatos, é importante registrar que não há correlação entre os valores de referência para cobrança do ICMS sobre os combustíveis e os sucessivos reajustes praticados pelos postos na Bahia.

Observe-se, por exemplo, que mesmo com a última atualização dos preços referenciais para o diesel S10 tendo ocorrido em 1⁰ de fevereiro, os postos seguiram reajustando o combustível nos últimos meses em percentuais expressivos, totalizando um aumento de 21,75%.

Os reajustes ocorreram inclusive ao longo dos meses de março e abril, a despeito da desoneração de impostos federais sobre o diesel neste período, promovida pela União como forma de compensar os aumentos nas refinarias.

Os valores de referência válidos a partir do próximo dia 1⁰ de junho, 120 dias após a última atualização, baseiam-se em pesquisa realizada regularmente nos postos de todo o Estado pela ANP e, cumprindo a legislação nacional, meramente adequam a cobrança do imposto aos valores reais cobrados nas bombas”.

ATUALIZADA ÀS 17H57MIN DESTA 2ª FEIRA (31.MAIO)

//

Leia em: 4 minutos

O título acima diz respeito aos Palácios do Planalto e Ondina, obviamente se referindo ao processo sucessório do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) e do governador Rui Costa (PT).

No retrato do momento, ambas sucessões estão polarizadas. Todas as pesquisas de intenções de voto apontam Lula e Bolsonaro, ACM Neto e Jaques Wagner, com o ex-presidente e o ex-alcaide soteropolitano na frente.

No tocante a chamada “terceira via”, a sucessão estadual é bem diferente da nacional. Na Boa Terra, ou ganha o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, presidente nacional do Partido do Democratas (DEM), ou o petista Jaques Wagner, senador e ex-governador do Estado. A possibilidade do próximo mandatário-mor da Bahia ser outro é remotíssima. É mais fácil achar uma pequena agulha em um grande palheiro.

Em relação a disputa pela presidência da República, o “já ganhou”, tanto do lulopetismo como do bolsonarismo, pode ter uma surpresa. Ainda é cedo para dizer que o segundo turno entre Lula e Bolsonaro é favas contadas.

Vale lembrar que mais de 55% do eleitorado, com tendência a chegar a 60%, não estão dispostos a votar nem no “mito” da direita e, muito menos, no “mito” da esquerda. Não querem os extremos, o radicalismo, cuja consequência é um Brasil cada vez mais enterrado.

A consolidação de uma alternativa eleitoralmente viável, que possa oxigenar o movimento “Nem Lula, Nem Bolsonaro”, enfrenta obstáculos. Essa dificuldade termina fortalecendo a polarização, com o processo sucessório caminhando para uma disputa carregada de ódio, quando o país precisa de paz, entendimento e harmonia entre os Poderes da República.

Um dos problemas da terceira via, talvez o mais preocupante, o que pode causar maior estrago político e um inevitável constrangimento, são determinadas “lideranças” políticas que querem integrar o movimento. O ex-presidente Michel Temer andou insinuando que toparia ser uma espécie de orientador, de timoneiro. A presença de Temer seria um desastre, o enterro definitivo da terceira via sem direito a velório e missa de sétimo dia. Pelo andar da carruagem, teremos outras “terceiras vias”, versões 2 e 3, o que significa a certeza de uma disputa de segundo turno entre Lula e Bolsonaro.

Já disse aqui que a maioria esmagadora do eleitorado de Lula não liga para os conchavos e o pragmatismo avermelhado do lulopetismo. São eleitores beneficiários dos programas sociais dos governos do PT. A parcela dos intelectuais que forma a ala ideológica da sigla, deixando de fora as honrosas exceções, só critica as conversas e os acordos dos adversários. Adora ficar de olho no quintal dos outros e, sorrateiramente, na calada da noite, jogar entulho nele.

E aqui cito o exemplo da Bahia, sem dúvida o mais simbólico e didático quando o assunto é a soberba, o cinismo e a esperteza do lulopetismo. Bastou Ciro Gomes, presidenciável do PDT, ter uma conversa com ACM Neto para ser taxado de “direita”. Enquanto isso, o senador Renan Calheiros, respondendo a vários processos envolvendo o dinheiro público, é convidado a ser um dos coordenadores da campanha de Lula no nordeste.

E mais (1): o candidato do lulopetismo no Ceará é Eunício Oliveira.
E mais (2): qualquer reaproximação é bem vinda, de Eduardo Cunha a Sérgio Cabral.
E mais (3): se o “companheiro” Palocci quiser integrar o projeto do terceiro mandato, as portas do diálogo estarão abertas.
E mais (4): já há um segmento na legenda defendendo a participação mais intensa de José Dirceu na campanha.

Vale lembrar que Cunha, Oliveira e Calheiros foram os principais protagonistas do impeachment da então presidente Dilma Vana Rousseff.

Abrindo um parêntese para Dilma, que foi apulhalada pelas costas pelo então vice-presidente Michel Temer, é lamentável seu silêncio diante do chamego do ex-presidente Lula com seus algozes. É como estivesse aceitando que merecia mesmo o impeachment, uma punição pelo seu desastroso segundo mandato.

A viabilização da terceira via na sucessão do Palácio do Planalto é um desafio gigantesco. Se acontecer, Bolsonaro é quem fica fora do segundo round eleitoral, para o desespero do lulopetismo, que pretende ter o antibolsonarismo como seu principal “cabo eleitoral”. O mesmo raciocínio vale para o bolsonarismo, que quer o antipetismo como maior parceiro. Tanto Lula como Bolsonaro têm pesadelo com a hipótese de enfrentar Ciro no final do pleito.

Outro ponto interessante, que chama atenção, que parece combinado, são as rotulações de “direitona” e “comunista”, respectivamente para quem critica o lulopetismo e o bolsonarismo. O ex-juiz Sérgio Moro, ex-todo poderoso comandante da Lava Jato, operação que acabou sendo desmoralizada pela atuação parcial e com viés político do então magistrado, é hoje um “comunista”, e daqueles que comem criancinhas, como pregavam os defensores do golpe de 64.

A terceira via quer o antipetismo e o antibolsonarismo como indispensáveis alavancas para colocar seu representante na segunda etapa eleitoral.

Concluo reafirmando que o “já ganhou” que toma conta dos bolsominions e dos lulominions, além de ser prematuro, é desaconselhável. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo do Estado

Leia em: 2 minutos

O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, disse hoje, 6ª feira (28.maio) que a educação pública estadual na Bahia parou no tempo nos quase 16 anos de governo do PT. Ele afirmou que o estado acumula os piores índices em relação ao ensino. “Esse é o maior exemplo de fracasso e descaso dos governos do PT, que demonstra não ter compromisso com o futuro dos baianos”, ressaltou, em entrevista ao programa Bahia no Ar, da Rádio Sucesso FM de Camaçari.

Neto afirmou que os indicadores que medem a qualidade da educação pública no país colocam a Bahia em situação ruim há anos, a exemplo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Isso vai no sentido oposto ao desempenho de alguns municípios, a exemplo de Salvador. “Em Camaçari, temos escolas municipais que estão recepcionando alunos da rede estadual. É um cenário ruim tanto do ponto de vista da infraestrutura (das escolas) quanto da qualidade”.

O democrata também apontou como outro problema da Bahia, inclusive da Região Metropolitana de Salvador (RMS), é a questão da violência. “Para virar esse jogo, o governador tem que chamar para si a responsabilidade para combater a violência e a insegurança. Não se pode ficar procurando culpados”.

INDUSTRIA E TURISMO
Na entrevista, ACM Neto lamentou a saída da Ford de Camaçari, e disse que faltou ação do governo da Bahia para tentar manter a fábrica, que foi instalada na cidade após uma intensa luta do senador Antonio Carlos Magalhães, em 2001.

“A saída da Ford é um sinal no sentido oposto do que a Bahia precisa. Não podemos assistir quietos indústrias fecharem as portas. Se estado tivesse um plano estratégico para fortalecer o parque industrial de Camaçari e da Região Metropolitana, talvez a Ford não tivesse fechado e estaríamos testemunhando uma expansão da indústria”, frisou.

ACM Neto cobrou ainda ações planejadas do governo do estado para o turismo na RMS, principalmente pensando na retomada após a pandemia. “Vemos as prefeituras fazendo sua parte para desenvolver o potencial turístico da região, como faz Camaçari e Mata de São João, por exemplo, mas falta um planejamento para uma ação integradora do estado, visando justamente atrair mais investimentos da iniciativa privada, estimulando o patrimônio imaterial e a riqueza natural dessa parte da Bahia”.

PALANQUE
O presidente nacional do Democratas afirmou ainda na entrevista que a RMS terá um papel estratégico em uma eventual candidatura dele ao governo da Bahia, que pode ser oficialmente confirmada no futuro.

“Na Região Metropolitana teremos palanques fortes em cada uma das cidades no ano que vem. Vai ser um importante cartão de visita para impulsionar a vitória do nosso grupo político, especialmente porque as pessoas conhecem mais de perto o trabalho que fizemos em Salvador, em Camaçari e em outras cidades da região, onde temos tantos prefeitos parceiros”.

Tudo indica que Valderico Júnior seja pré-candidato a deputado

Leia em: < 1 minuto

O ex-candidato a prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior, se reuniu hoje com o pré-candidato a governador da Bahia, ACM Neto. Ele disse que tomou um café com o ex-prefeito de Salvador para discutir a política da Bahia.

“Agora o trabalho se intensifica para 2022, mostrando às necessidades do nosso povo cada vez mais de perto. E assim será, logo ele estará em Ilhéus e no sul da Bahia conversando sobre as questões da nossa região”, comentou Valderico Júnior.

E completou: “Falamos de futuro, mas também de como podemos colaborar com nossa região desde já. Reforçamos com os deputados Leur Lomanto Jr e Pedro Tavares todos os compromissos com o partido e principalmente com o nosso povo”.

O Pauta.Blog manteve contato com Valderico Júnior na tentativa de saber se ele pretende ser candidato a deputado, mas ele preferiu não revelar: “Ainda é cedo. Nosso foco agora é eleger o nosso governador. Faremos o que for melhor”.

A agenda de Neto segue cheia e o próximo destino será Vitória da Conquista, dia 2 de junho

Leia em: < 1 minuto

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), após passar dois na Região da Chapada Diamantina onde deu o ponta pé inicial do projeto #PelaBahia, terá como próximo destino Vitória da Conquista, no dia 2 de junho.

Neto foi convidado pela a prefeita Sheila Lemos, que também é do DEM, para participar da inauguração da Estação de Transbordo Herzem Gusmão, em homenagem ao ex-prefeito da cidade, que faleceu vítima de Covid-19.

Depois de Conquista, Neto ainda deverá ir no dia 11 de junho, para Guanambi, onde terá agenda com o prefeito Nilo Coelho (PSDB).

O democrata, pretende disputar o governo da Bahia e as viagens com projeto #PelaBahia só vão parar em 2022. 

//

Leia em: 3 minutos

O PDT do deputado federal Félix Júnior, dirigente-mor da legenda na Bahia, está fora da base de sustentação política do governador Rui Costa (PT). Não tinha como permanecer lá e cá, no governo do Estado e na prefeitura de Salvador.

Quando o assunto é sucessão estadual, só dois caminhos para o PDT: apoiar ACM Neto (DEM) na disputa pelo Palácio de Ondina ou lançar candidatura própria. Esse apoio a Neto seria assentado na contrapartida do ex-prefeito de Salvador ter Ciro Gomes como seu candidato à presidência da República.

O PSB de Lídice da Mata e o PCdoB de Davidson Magalhães estão fora do, digamos, raio de preocupação do PT. São considerados como favas contadas no apoio ao senador Jaques Wagner, que pretende conquistar o terceiro mandato como governador.

O projeto do lulopetismo da Boa Terra, de fazer Wagner o sucessor de Rui Costa, independente da política nacional, só terá sucesso com o PSD do também senador Otto Alencar e o PP do vice-governador João Leão. As duas siglas protagonizam a expressão latina “conditio sine qua non”. Sem elas o caminho de Wagner fica com mais obstáculos.

O problema todo gira em torno da composição da majoritária. E fica mais complicado porque só são três vagas a serem preenchidas : governador, vice e senador. A única certeza é que Jaques Wagner vai encabeçar a chapa.

Existe alguma possibilidade de Wagner abrir mão de ser o principal adversário de ACM Neto? Só enxergo uma: o PSD nacional apoiaria Lula e Otto seria o candidato a governador da base aliada. Wagner ficaria com a promessa de ocupar um importante ministério em um eventual retorno de Lula ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo.

E Rui Costa? E João Leão? Tudo seria resolvido com Rui disputando o Senado, Leão assumindo o governo e indicando o vice na majoritária. Fica a dúvida se existe algum empecilho jurídico que impeça o vice-governador de indicar o próprio filho, deputado federal Cacá Leão, para ser o candidato a vice de Otto.

Sei que toda essa arrumação é estranha e de difícil execução. Mas não pode ser totalmente descartada. O mundo da política é movediço e traiçoeiro. Costumo dizer que os menos espertos conseguem dar beliscão em azulejo.

Como não bastasse todo esse emaranhado de incertezas, o deputado Cacá Leão, ao declarar que seu maior desejo é João Leão assumindo o lugar de Rui Costa e sendo candidato à reeleição, coloca mais lenha na fogueira da sucessão estadual.

Definição mesmo, com cada qual cuidando da sobrevivência política, só em 2022. Em 2021, muita especulação, disse-me-disse e pulga atrás da orelha.

PS – O lulopetismo pensava que o PP, sendo a legenda da base aliada com mais espaços no governo Rui Costa – três secretarias, a Bahia Pesca e a Cerb -, estaria satisfeita, não causaria nenhum problema na composição da majoritária. Ledo engano. Com efeito, os lulominions discutiram nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, até a hipótese de convencer João Leão a sair deputado estadual com a promessa de assumir o comando da Assembleia Legislativa (ALBA). O barro não colou na parede, como diz a sabedoria popular. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

ACM Neto inicia caminhada do projeto #PelaBahia visitando a Chapada Diamantina

Leia em: 6 minutos

Pré-candidato ao Governo da Bahia, o ex-prefeito de Salvador e presidente Nacional do DEM, ACM Neto, dará início esta semana a sua caminhada por várias regiões do estado, passando pela região da Chapada Diamantina. O projeto intitulado #PelaBahia tem o objetivo de compreender a realidade socioeconômica de várias regiões e nestes dias 20 e 21 de maio ele estará em Mucugê, Ibioara, Barra da Estiva, Abaíra e Piatã.

“Queremos mostrar que a Bahia pode mais através de um mapeamento da realidade social e econômica de 15 regiões a partir de cinco eixos temáticos: econômico, sociocultural, ambiental, tecnológico e político”, explica, ressaltando que pretende identificar as potencialidades e fragilidades de cada local.

Para ACM Neto, além de visitar as diferentes regiões do estado, ele quer discutir os problemas de cada local, ver de perto e ouvir as pessoas. “Esse será o nosso maior exercício durante esse período de caminhada, ouvir as pessoas, além disso, é claro, pensar em soluções e encontrar novas potencialidades numa perspectiva de desenvolvimento futuro para o estado”.

E explica que o #PelaBahia será realizado em três etapas: Compreensão da realidade econômica e social da região, passando pelas visitas, conversas e pesquisas qualitativas, inclusive com grupos permanentes de estudos com técnicos, construção de um diagnóstico socioeconômico e projetar o futuro tendo como exemplo, inclusive, boas iniciativas do setor produtivo.

“Precisamos identificar caminhos para promover um desenvolvimento econômico mais equilibrado e menos desigual entre as regiões da Bahia. Na minha opinião agente pode muito mais. O estado da Bahia tem condição de liderar o desenvolvimento econômico do nordeste do país”, completa. A previsão #PelaBahia é de durar um ano, com encerramento previsto para maio de 2022.

CONFIRA ABAIXO TRECHOS DE UMA ENTREVISTA COLETIVA CONCEDIDA A REPRESENTANTES DE VEÍCULOS DE COMUNICAÇÃO DO ESTADO, POR MEIO DE PLATAFORMA VIRTUAL, EM QUE NETO FALA SOBRE ESSE PROJETO E OUTROS ASSUNTOS DA POLÍTICA NACIONAL.

1) Por que começar pela Chapada Diamantina?
ACM Neto – Estamos começando pela chapada porque a ideia de caminhada regional é porque temos bons exemplos em relação a essas iniciativas de produção na área da agricultura, tem um potencial extraordinário que podem ser reforçados e positivamente copiados para outras regiões do estado.

2) Você como prefeito elevou muito os índices da educação em Salvador. Em sua opinião, o que falta para a Bahia melhorar neste setor?
ACM Neto – Infelizmente os dados da educação da Bahia são vergonhosos. Não estou com provocação política, mas basta ver o Ideb da Bahia que nós vamos ver que o Estado parou no tempo na educação.

Os governos do PT negligenciaram a educação e os números estão aí, vergonhosos, a Bahia ocupando os últimos lugares em termos de qualidade de ensino no país.

Na pandemia esta questão se torna mais grave, sobretudo os alunos da Rede Pública de Ensino, isso vai gerar um distanciamento entre os alunos de classes sociais mais ricas para os mais pobres, agente pode estar prejudicando e comprometendo toda uma geração.

3) O DEM vai expulsar Rodrigo Maia do partido em razão das ofensas contra o senhor?
ACM Neto – A falta de limites a que chegou o deputado Rodrigo Maia, vocês observaram e sabem as declarações não são compatíveis com o bom nível da política. Posso discordar, mas respeito isso é uma coisa que ele perdeu.

Houve uma posição da bancada dos deputados, coordenada pelo líder deputado Efraim Filho e deve formalizar o pedido de expulsão do deputado Rodrigo Maia do Democratas. Eu vou dar seguimento como presidente do partido, seguindo os trâmites previstos no Estatuto e caberá a Executiva Federal deliberar sobre o assunto. Pode ser que essa apreciação ainda aconteça essa semana.

4) Sua discordância com João Dória coloca em cheque a sua atual candidatura ao governo do estado, e se o PSDB lançar outro nome que não seja João Dória o DEM estaria aberto a renegociar com os tucanos?
ACM Neto – Sem dúvidas esperamos manter um excelente diálogo com o PSDB. Nós temos uma história ao lado do PSDB, de 1994 até 2018 o Democratas apoiou todos os candidatos a presidência da República do PSDB. Só não houve apoio formal na eleição de 2002, ainda assim boa parte do partido seguiu com a candidatura de José Serra.
Em São Paulo, da eleição de Mario Covas em diante apoiou os candidatos a governador, inclusive o João Dória para prefeito e governador.

Infelizmente ele desconsiderou toda essa relação construída com o partido, ele impôs a saída do vice-governador Rodrigo Garcia, que era um quadro histórico do partido. Ele só teve uma única filiação a vida inteira, 27 anos militando no Democratas.

Eu disse a Doria que essa posição iria gerar uma situação do nosso partido não ter como dialogar com o PSDB no plano nacional. Infelizmente a posição dele se manteve. Não quero que esse episódio de São Paulo possa interferir na relação, mas quem perde é o próprio João Dória.

5) Existe uma possibilidade até março de 2022 de o senhor deixar o Democratas?
ACM Neto – Não cogito de maneira alguma deixar o partido. Eu pretendo conduzir o partido primeiro para nas eleições de 2022 a posição do DEM seja reflexo do desejo da maioria dos seus filiados dentro de uma lógica política que atenda um objetivo nacional e os projetos locais que o partido terá em todas as regiões do país.

Eu como presidente nacional procurei assegurar que o partido fosse independente. É bom lembrar que logo depois das eleições de 2018, o presidente por escolha dele, levou Tereza Cristina, Mandeta e Monique para serem ministros. Talvez o Democratas, na época, se interessasse em formar uma base mas eu como presidente não permitir isso para sermos independentes.

6) Nos últimos tempos o senhor tem protagonizado embates com Rodrigo Maia, João Roma, João Dória, como esses atritos podem impactar os projetos do DEM Nacional em 2022?
ACM Neto – Não tenho protagonizado embates. Eu como presidente do partido tenho que tomar posições que tenham relação direta com o Democratas. Na vida é assim mesmo, faz parte dos meus deveres e obrigações. Inclusive o mais comentado de Rodrigo Maia, fico muito tranquilo porque não ataquei em nada, que foram muito concentrados em mim porque sou presidente do partido. Ele quer achar um culpado para os erros que ele próprio cometeu.

O DEM foi o partido que mais cresceu no ano passado, tem cinco potenciais e fortes candidatos a governador, que vai crescer ano que vem nas bancadas do Senado e Câmara, poderá disputar presidência da República com quadro próprio. Isto é muito positivo, estamos vivendo nosso melhor momento, de estar no centro da política brasileira.

7) Como avalia o cenário do partido nas próximas eleições e também sobre a possibilidade de acontecer o carnaval em 2022 é precipitada? E sobre o #PelaBahia, como estão sendo feitas as estratégias para a segurança pública?
ACM Neto – Temos pré-candidaturas ao governo do estado altamente competitivas, e perspectivas bastante promissoras, o DEM está muito animado e compreende que nós sairemos para 2022 com a melhor preparação dos últimos anos. De 2016 para 2020 ao comparar foi um saldo positivo muito grande, e não tenho dúvida que de 2020 para 2022 também será muito positivo.

Com relação ao carnaval quero evitar especulação a esse respeito porque ainda está cedo. A minha torcida é que a vacinação seja ampliada e nós possamos ter carnaval, mas nessa covid-19 é muito difícil fazer prognóstico.

Sobre o #PelaBahia ele permitirá juntar ideias, soluções e buscar contribuição local e fora daqui para apresentar quais são os caminhos em cada uma das áreas, não só em Segurança Pública.

8) Cite um ponto positivo e um negativo do atual governo da Bahia, e gostaria de saber se o senhor teme algum tipo e arranhão na sua imagem por conta das declarações de Rodrigo Maia?
ACM Neto – Rodrigo Maia é um dos políticos mais rejeitados do Brasil, e o que fica claro é o desequilíbrio dele, e isso não vai arranhar a minha imagem. Em relação aos problemas com Rodrigo, Dória e Roma, cada problema tem sua explicação. A fofoca da política acontece no mundo política e muitas vezes tem repercussão. Mas a população não está preocupada com nada disso, e sim quando veem traição e deslealdade na política. Estou muito tranquilo, com meu grupo afinado e motivado.

9) O senhor disse que não tem brigado com ninguém mas muita gente tem brigado com o senhor. O Democratas está atrapalhando seus planos políticos?
ACM Neto – De maneira alguma. Quem não é forte não incomoda e eu sei que estamos incomodando. Mas muitas vezes tenho que tomar decisões que são próprias da função que estou ocupando e isso faz parte. 

Notícias mais lidas

Outros assuntos