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Podemos dizer que a votação apontada nas pesquisas para João Roma, do Republicanos, sigla ligada a Igreja Universal do Reino de Deus, aqui na Bahia sob a batuta do deputado federal e bispo Márcio Marinho, corresponde a 80% de eleitores bolsonaristas.

Outro fato incontestável é que a pré-candidatura do ministro da Cidadania na sucessão do governador Rui Costa (PT) ainda é uma tentativa de levá-lo a ser vice de ACM Neto, que além de ocupar a primeira posição nas consultas de intenções de voto, é o presidente nacional do Partido do Democratas (DEM).

Roma na chapa majoritária encabeçada pelo ex-prefeito de Salvador, que realizou duas boas gestões no comando do Palácio Thomé de Souza, é o maior desejo do bolsonarismo. Se a missão de reaproximá-los falhar, o plano B entra em ação, que é a candidatura de verdade de Roma ao governo do Estado, o que significa um importante palanque para o segundo mandato de Bolsonaro (reeleição).

De agora em diante, tudo que vier do governo federal para a Bahia será creditado a Roma. Vale lembrar que o programa Bolsa Família, vinculado a pasta da Cidadania, terá um aumento e, obviamente, que será atribuído a um esforço, a uma iniciativa do ex-aliado de Neto.

Outro ponto é que não interessa a cria política do ex-alcaide soteropolitano postular o Senado. Ou a vice de Neto ou sair candidato a governador. Nos bastidores do romismo, é dado como certo, favas contadas, que a vaga para o Senado da República não tem como não ser do grupo político do lulopetismo, seja com Rui Costa ou Otto Alencar, dirigente-mor estadual do PSD, buscando sua reeleição.

O cenário, até mesmo em decorrência de que as eleições vão acontecer em 2022, se encontra envolto por um grande e denso nevoeiro, que só vai começar a dissipar, tornando-o mais transparente, depois das águas de março fechando o verão de 2022, como costumo dizer.

Daqui para o início da efervescência do pleito, na hora da onça beber água, como diz a sabedoria popular, muita água para passar debaixo da ponte do emaranhado jogo político ou, se o caro leitor preferir, muita poeira para assentar no chão da sucessão estadual.

O que salta aos olhos, e aí não se tem nenhuma dúvida, é que João Roma saindo candidato ajuda o petista Jaques Wagner. Assim como qualquer rebeldia na base aliada de Rui Costa, principalmente com o PP do vice-governador João Leão, termina beneficiando ACM Neto.

Dessa, digamos, labiríntica e empolgante disputa pelo cobiçado comando do Palácio de Ondina, só se tem uma única certeza: que o próximo governador não tem como não ser ACM Neto, Jaques Wagner ou até mesmo João Roma. É mais fácil encontrar uma pequenina agulha em um gigantesco palheiro do que aparecer outra opção com viabilidade eleitoral e força política para desbancar o trio.

O traiçoeiro e movediço mundo da política, através de seus representantes, uns dignos outros não, uns com espírito público, mas a grande maioria visando os próprios interesses, costuma dizer que na política tudo é possível. Mas é impossível que o substituto de Rui Costa não saia dessa “lista tríplice” pelo voto popular. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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Itabuna tem dois PTs: o augustiano, representado pelo vereador Manoel Porfírio, e o que faz oposição ao governo Augusto Castro, que tem o ex-alcaide Geraldo Simões como figura principal.

Porfírio é o líder do governo municipal na Casa Legislativa, que foi até ameaçado de ser expulso do Partido dos Trabalhadores por ter aceito o convite do chefe do Executivo para falar em nome do governo na Câmara de Vereadores.

Vale lembrar que o prefeito de Itabuna é do PSD, legenda que integra a base aliada do governador Rui Costa e é considerada como a mais importante e imprescindível na sustentação política do lulopetismo da Boa Terra. O presidente estadual da sigla é o senador Otto Alencar.

O comandante-mor do diretório municipal do PT, Jackson Moreira, eleito depois de uma disputa acirrada com a professora Miralva Moutinho, segue a orientação de Simões, que já governou o município por duas vezes.

O oposicionismo do petismo grapiúna é silencioso, não tem microfone, auto-falante e, muito menos, megafone. Com efeito, já tem um bom tempo que não faz uma crítica pública ao governo de plantão. O falatório fica restrito aos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus.

Ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem o motivo desse cruzar de braços. O PT de GS tem como obstáculo os elogios de lideranças do partido ao governo de AC. O senador Jaques Wagner, por exemplo, diz que Augusto está fazendo uma gestão exemplar. Outro que coloca o prefeito nas alturas é o deputado estadual Rosemberg Pinto, que é o líder do governador Rui Costa na Assembleia Legislativa (ALBA).

O PT de GS é ligado a Jaques Wagner, pré-candidato à sucessão do Palácio de Ondina no pleito de 2022. Qualquer posicionamento mais duro em relação ao governo de Augusto pode provocar um atrito com Wagner, que não quer que brigas, disse-me-disse e picuinhas interioranas terminem prejudicando sua pretensão de governar o Estado pela terceira vez.

É essa possibilidade de um, digamos, “puxão de orelha”, que faz o PT ligado a Geraldo Simões recuar das críticas, passando a ser uma espécie de aliado constrangido do inquieto, abusado, rebelde e polêmico vereador Manoel Porfírio.

Outro detalhe é que Rui Costa vem tendo um bom relacionamento político com Augusto, o mesmo que tinha com o então prefeito Fernando Gomes, que chegou a colocar um adesivo do PT no seu peito, obviamente do lado esquerdo. O PT de GS, que é wagnesiano, não quer se indispor com o petista-mor, que é a maior autoridade do Poder Executivo estadual.

O oposicionismo do PT de Geraldo Simões só vai sair dos bastidores se o prefeito Augusto Castro, que já foi do tucanato (PSDB), deputado estadual pela legenda, tomar outro rumo político que não seja o de apoiar o ex-presidente Lula na sucessão de Bolsonaro. Uma espécie de “conditio sine qua non” para manter o silêncio.

O prefeito de Itabuna vai seguir o caminho que Otto Alencar decidir percorrer, que depende de como o lulopetismo vai tratá-lo no emaranhado jogo político, mais especificamente no imbróglio da composição da chapa majoritária. A cúpula nacional do PT, com o consentimento de Lula, quer Otto como vice de Jaques Wagner. Como contrapartida, a promessa de assumir um importante ministério em uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial.

Concluo dizendo que os dois PTs de Itabuna estão hoje desunidos, com cada qual cuidando do seu quintal, dos seus interesses políticos. Amanhã podem até fumar o cachimbo da paz, dar às mãos em nome da causa maior: o terceiro mandato do “sapo barbudo”, como dizia o saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola, fundador do PDT.


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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Augusto Castro há 171 dias como prefeito de Itabuna

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Muitos leitores se queixando da modesta Coluna Wense, dizendo que só de “caju em caju” comenta sobre o título acima, dando preferência à sucessão presidencial e as críticas ao governo Bolsonaro.

Wense, vamos falar sobre Augusto Castro, como ele vai se comportar no pleito de 2022. É o pedido que mais ouço das pessoas que acompanham as análises sobre o movediço e traiçoeiro mundo da política.

Comentar política não é fácil. Afinal, mexe com quem está no poder ou pretende conquistá-lo. Cutuca os que se acham poderosos, que não aceitam qualquer comentário negativo e nem mesmo um bom, oportuno e pertinente conselho. “Tem que ter couro de crocodilo”, dizia o saudoso jornalista Eduardo Anunciação na sua conceituada coluna no Diário Bahia.

Abro um parêntese para dizer, mais uma vez, que não sou nada relacionado aos meios de comunicação. Escrevo porque gosto e sem nenhuma contrapartida. Confesso que não consigo ficar um só dia sem escrever. Tem gente que fica com dor de cabeça em decorrência do stress. Eu quando não escrevo, mesmo que não seja para publicar.

Voltando à política, onde os menos espertos conseguem beliscar azulejo, não tem como deixar o governo Bolsonaro de lado. A última notícia desastrosa é o bloqueio de R$ 5 bilhões de verbas da ciência e tecnologia, o que vai prejudicar os estudos sobre a covid-19. Enquanto isso, se cria um tal de “orçamento secreto” de R$ 3 bilhões para atender o toma lá, dá cá, dos senhores parlamentares em troca de apoio no Congresso Nacional.

O site da Uol Notícias, na edição de ontem, sábado, 19, traz uma matéria sobre a vacina Coronavac e sua eficácia em 97% para casos graves. Mas o que chamou atenção foi a suspeita de que o ministério da Saúde tem um plano para “abandonar o uso da Coronavac no Brasil”.

Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que a questão é política, já que o instituto Butantan é ligado ao governo de São Paulo, que tem o atual chefe do Executivo, João Doria, como pré-candidato do PSDB à presidência da República em 2022. Portanto, a politicagem em detrimento da vida do ser humano. Vale lembrar que atingimos a triste marca de mais de meio milhão de mortos pela cruel, devastadora e impiedosa covid-19.

No tocante ao alcaide Augusto Castro, o gestor só vai tomar uma posição ou emitir qualquer opinião sobre as sucessões estadual e nacional lá para o mês de março ou abril de 2022. Não interessa ao governo municipal ficar criando atritos desnecessários com grupos políticos.

Reafirmo que Augusto vai se comportar de acordo com a orientação do senador Otto Alencar, presidente estadual da sua legenda, o PSD. O parlamentar espera a decisão do lulopetismo sobre o imbróglio na arrumação da chapa majoritária encabeçada pelo petista Jaques Wagner.

Outro problema que, mais cedo ou mais tarde, Augusto terá que enfrentar, diz respeito ao vice-prefeito Enderson Guinho, que foi eleito vereador pelo PDT, depois se filiou ao Cidadania e agora virou demista, aliado de primeira hora de ACM Neto, dirigente-mor nacional do Partido do Democratas (DEM).

É evidente que o discurso agora é de que não há problema nenhum com o vice-prefeito. Não interessa a ambos criar arestas neste momento. Mas lá na frente, na efervescência da campanha, com o vice sendo candidato a deputado federal e pedindo votos dentro da prefeitura para ACM Neto, postulante ao governo da Bahia, os atritos serão inevitáveis. Vale ressaltar que a primeira-dama, Andrea Castro, é candidata à Assembleia Legislativa (ALBA) em dobradinha com Paulo Magalhães, que vai atrás da sua reeleição para à Câmara Federal. O ex-carlista de carteirinha é do mesmo partido do prefeito de Itabuna.

Outro ponto que não pode passar despercebido, e que já causa uma certa preocupação entre os correligionários mais próximos do prefeito, é que uma eventual vitória de ACM Neto na disputa pelo Palácio de Ondina, vai oxigenar a pretensão do vice de ser candidato a prefeito de Itabuna na sucessão de 2024, o que pode prejudicar o sonho de Augusto de quebrar o tabu do segundo mandato consecutivo, já que nenhum chefe do Executivo conseguiu se reeleger na história política de Itabuna.

Concluo dizendo ao caro leitor que vou comentar mais sobre a política municipal. De quatro análises, vou reservar uma para o comportamento de Augusto Castro diante das eleições de 2022.

PS – Assim que soube da intenção do governo federal em boicotar a vacina Coronavac, o diretor do conceituado instituto Butantan, Dimas Covas, em tom de desabafo e revolta, disse que tudo não passava de “um ataque combinado contra a vacina por parte dos negacionistas”. Que coisa, hein! Diante de mais de 500 mil óbitos, a manchete da politicagem nos jornais. Coitado do nosso Brasil. 


Marco Wense é Analista Político

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Nas primeiras notícias de que o apresentador de TV Luciano Huck, o ex-juiz Sérgio Moro e o empresário João Amoêdo estavam dispostos a disputar a sucessão de Bolsonaro, o meu comentário foi de que os três desistiriam antes mesmo do início do ano eleitoral de 2022.

Fui severamente criticado, mesmo dizendo os motivos que levariam os agora ex-presidenciáveis a renunciar da empreitada, do longo caminho para chegar ao maior e mais cobiçado cargo do Poder Executivo.

Deu no que deu: Huck se acertou com a Globo para assumir o lugar de Faustão nas tardes de domingo. Moro é uma espécie de consultor da Odebrecht, naturalmente ganhando um bom salário. E Amoêdo, dirigente-mor do Novo, não conseguiu unir a sigla em torno de sua legítima pretensão de comandar o Palácio do Planalto.

Pelo andar da carruagem, a eleição presidencial vai ficar restrita a Lula (PT), Bolsonaro (sem partido), buscando à reeleição, Ciro Gomes (PDT), João Doria pelo PSDB (ou outro candidato do tucanato) e o ex-ministro da Saúde Mandetta (DEM).

Se a chamada terceira via não se entender em torno de um nome, a polarização entre Lula e Bolsonaro fica mais consolidada. O antipetismo e o antibolsonarismo, que representam uma significativa parcela do eleitorado, caminhando para 60%, se espalham entre as outras opções, o que significa um inevitável segundo turno entre Lula e Bolsonaro.

Essa polarização entre um passado marcado por escândalos de corrupção e um presente sem perspectiva de futuro dentro das regras democráticas, respeitando o Estado de direito, que tem a Constituição como escudo contra ímpetos ditatoriais, vai levar a uma campanha sangrenta.

O título da coluna foi inspirado no comentário da sempre bem informada jornalista Eliane Cantanhêde, na edição de ontem, 16, no Estadão. Veja abaixo o que diz Cantanhêde sobre a disputa Lula versus Bolsonaro.

” Será uma campanha sangrenta, com acusações de corrupção, ameaças à democracia e risco de um grande fuzuê depois da abertura das urnas. O que, obviamente, aumenta ainda mais a ansiedade por opções de centro e a responsabilidade dos que merecem ser chamados de líderes”.

O Brasil, que precisa de paz, harmonia e muito diálogo com todos os segmentos não só da sociedade como do mundo da política, não pode ficar nessa encruzilhada de uma polarização entre o “mito” da direita e o “mito” da esquerda. 


Marco Wense é Analista Político

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Esse “já ganhou” dos bolsominions e dos lulominions me faz lembrar a eleição para o governo da Bahia em 2006, quando Jaques Wagner derrotou o favorito Paulo Souto logo no primeiro turno.

Esse “já ganhou” tem pela frente Ciro Gomes, presidenciável do PDT, que é a opção mais viável da chamada terceira via, da parcela do eleitorado, hoje em torno de 60%, que não quer Bolsonaro e Lula. Nem a volta do passado marcado por escândalos de corrupção e, muito menos, a continuação de um governo que desdenha da vida das pessoas com um estúpido e irresponsável negacionismo.

Ciro, diante desse cenário, está vivo. Digo até vivíssimo. Pela recente pesquisa do PoderData tem a soma dos votos dos pré-candidatos que estão atrás dele: o ex-ministro Mandetta (DEM), o apresentador Luciano Huck (sem partido), o governador de São Paulo João Doria (PSDB), o empresário João Amoêdo (Novo) e o ex-juiz Sérgio Moro, também sem abrigo partidário.

Dos cinco, acredito que somente dois continuarão como postulantes ao cargo máximo do Poder Executivo. Os outros tendem a desistir. Amoêdo já o fez em nota pública. Uma significativa parcela dos eleitores de Huck e Moro é simpática ao movimento “Nem Lula, Nem Bolsonaro”, que cresce dia a dia.

O importante agora para Ciro, que foi o presidenciável com maior crescimento na última consulta do DataPoder, saindo de 6% para quase 11%, é se consolidar como o nome da terceira via que pode quebrar essa polarização Lula versus Bolsonaro, com um alimentando o outro, uma espécie de, digamos, mutualismo político. A sobrevivência política de Lula depende de Bolsonaro e vice-versa.

O antipetismo e o antibolsonarismo, que hoje são gigantescos, podem levar o candidato com mais chances de derrotar Lula (ou Bolsonaro) para um segundo round eleitoral. E Ciro é quem mais preocupa petistas e bolsonaristas.

Outro lembrete é que quem está na frente da campanha de Ciro é o baiano João Santana, considerado o “mago” do marketing político. Os resultados do seu trabalho já são visivelmente percebidos.

Esse “já ganhou”, muitas vezes de maneira debochada, é desaconselhável. A sabedoria popular costuma dizer que “o apressado come cru”.

O engraçado é que ainda estamos em 2021. Para os bolsominions e os lulominions não tem mais água para passar por debaixo da ponte da sucessão do cobiçado Palácio do Planalto. A ida do “mito” da esquerda e do “mito” da direita para o segundo turno é dada como favas contadas.

Concluo dizendo que vem aí um chega pra lá em Lula e Bolsonaro. O eleitorado vai perceber que essa polarização é ruim, que o melhor candidato é Ciro Gomes, o único presidenciável que tem um projeto nacional de desenvolvimento, que diz como vai fazer para resolver os graves problemas do país.

O forte e encrustado antipetismo e antibolsonarismo vão oxigenar a terceira via, levando seu representante para a segunda etapa eleitoral.


Marco Wense é Analista Político

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José Augusto Ferreira Filho tomará posse como venerável mestre da Loja Maçônica Acácia Grapiúna

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As Lojas Maçônicas de Itabuna filiadas à Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia (GLEB) realizarão Sessões Magnas para empossar os Veneráveis Mestres eleitos no final de maio passado. A solenidade de posse será presidida pelo Grão-Mestre Arlindo Alves Pereira Neto, atendendo o protocolo de recomendações de segurança instituído pelo Ministério da Saúde.

Os novos Veneráveis a serem empossados no dia 1º de julho são José Augusto Ferreira Filho (advogado e servidor municipal) – Loja Maçônica Acácia Grapiúna; Paulo Alves Dantas (empresário) – Loja Maçônica Areópago Itabunense; Antônio Pimenta Neto (professor), reeleito ao cargo – Loja Maçônica Construtores do Templo; e Panagiotis Gerogiannis (empresário) – Loja Maçônica Areópago Grapiúna. Os mandatos são para o período 2021/2022.

Na Loja Maçônica 28 de Julho foi reeleito o Venerável Mestre Rafael Gama Moreira, cuja reassunção está confirmada para a segunda-feira (14-06), em Sessão Magna presencial, na qual serão adotados todos os protocolos de segurança; já o Venerável Mestre da Loja Maçônica Antônio Costa, José Joel Pereira Macedo, será empossado em data ainda a ser agendada. Os dois mandatos são para o período 2021/2023.

Atualmente existem em Itabuna seis Lojas Maçônicas: quatro filiadas à Grande Loja do Estado da Bahia (GLEB) – Loja Maçônica Areópago Itabunense, Loja Maçônica Acácia Grapiúna, Loja Maçônica Construtores do Templo e Loja Maçônica Areópago Grapiúna. As outras duas – Loja Maçônica 28 de Julho e Antônio Costa, são filiadas ao Grande Oriente do Brasil (GOB).

Para o Venerável Mestre eleito da Loja Maçônica Acácia Grapiúna, José Augusto Ferreira Filho, com a pandemia ampliaram-se os desafios da Maçonaria Universal, o que não é diferente em Itabuna. “Nossa missão é empreender esforços para transpormos as dificuldades impostas pela nova ordem internacional – como sempre fizemos –, em busca de construirmos uma sociedade mais justa”.

Para o Venerável José Augusto Ferreira, diante do novo cenário criado pela pandemia, em que não são recomendados os encontros presenciais, os maçons continuam se reunindo de modo virtual para que possam ouvir e analisar as demandas da sociedade. Na opinião do novo Venerável, cada vez mais os maçons de todas as lojas estão interagindo no sentido de contribuir com uma vida melhor à humanidade. 


Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado

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O ex-presidente Lula, para criar simpatia com a militância do PDT, fica elogiando o saudoso Leonel Brizola, fundador do Partido Democrático Trabalhista, nos seus encontros com lideranças políticas de esquerda.

O petista-mor quer passar a ideia de que Brizola, se vivo fosse, não estaria concordando com as críticas de Ciro Gomes ao lulopetismo. Todas elas com muita razão e assentadas em inquestionáveis e sólidos argumentos.

Querem o que, que Ciro esqueça a sujeira de Lula com sua candidatura na eleição de 2018? De dentro da cadeia, onde passou 580 dias vendo o sol quadrado, o “sapo barbudo” só pensava em enfraquecer Ciro. Se fazia o que fez preso, imagine agora solto.

Ora, no mínimo um gigantesco e inominável cinismo ficar insinuando que Brizola o admirava, quando na verdade o achava extremamente ambicioso, adepto fervoroso do vale tudo para conquistar o poder.

Já em 1989, Brizola dizia: “Desconfio muito desse candidato. Dele e do PT”. Conta até uma história interessante : “Quando cheguei do exílio fui visitar o Lula, que me recebeu como se fosse um imperador. Existe uma incompatibilidade entre nós, ali vi que Lula é um homem do sistema”.

Não deu outra. A profecia do único político brasileiro a governar dois Estados, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, marcando suas gestões pela obsessão que tinha pela educação, se confirmou. Lula se juntou com Paulo Maluf, Michel Temer, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e companhia Ltda.

“O discurso ético caiu como castelo de areia. Em vários aspectos demonstrou o PT ser mais do mesmo. O PT é que nem galinha: cacareja na esquerda, mas bota ovo na direita”, dizia o bom e inesquecível gaúcho.

E mais (1) : “Denunciam o golpe publicamente, mas no privado fazem acordo com seus algozes”. E perguntava: “Qual o PT é o verdadeiro, o público ou o privado? Cadê a coerência? Cadê a hombridade? Cadê o discurso? Cadê a dignidade de uma corrente política?”.

E mais (2) : “Esta obsessão por boquinhas, por cargos, por poder sem lastro, talvez seja uma das principais patologias que o PT deva enfrentar. Não é no mínimo ético para os brasileiros que sofrem com o golpe verem o PT se aliar aos golpistas, afinal a democracia está sendo atacada, e direitos suprimidos”.

Pois é. O filme se repete. A cúpula do lulopetismo, para eleger Lula para o terceiro mandato presidencial, anda paparicando e mandando recadinhos para os protagonistas do impeachment da coitada da Dilma Rousseff. O senador Renan Calheiros, por exemplo, atolado até o pescoço com a Justiça, é um dos coordenadores da campanha de Lula no Nordeste.

Fico a imaginar o que diria Brizola sobre os escândalos de corrupção nos governos de Lula e Dilma, com destaques para o mensalão e o petrolão.

Portanto, concluo dizendo a Lula que esqueça Brizola, que morreu levando consigo a decepção com o petismo, o PT e o próprio “sapo barbudo”.

Leonel de Moura Brizola, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, se encontra na eternidade, em um lugar reservado para os grandes homens públicos. Deixe ele em paz. 


Marco Wense é Analista Político

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João Leão, vice-governador da Bahia, continua sendo a grande preocupação do PT. Nos bastidores do lulopetismo, quando o assunto é a sucessão do Palácio de Ondina, só se fala no presidente estadual do PP.

Volta e meia, não passando de um intervalo de 10 dias ou menos, o vice declara seu incontido desejo de disputar a sucessão do governador Rui Costa. Externa sua vontade de público, sem fazer arrodeios.

O receio do lulopetismo é que a rebeldia do vice-governador seja duradoura e incontrolável. A agonia do dia a dia é com Leão se transformando em um “leão” com unhas e dentes cada vez mais afiados, juba vistosa e um rugido mais forte.

Como o senador Otto Alencar, dirigente-mor do PSD, já disse várias vezes que só vai falar de sua posição em 2022, as atenções se voltam para o vice-governador.

João Leão, que integra a cúpula nacional do PP, com o cargo de vice-presidente, tem todo o direito de sonhar, mesmo que seu sonho seja um inominável pesadelo. Leão quer ser o candidato da base aliada com o apoio do ex-presidente Lula. Ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que a candidatura de Jaques Wagner é favas contadas.

E o que estaria alimentando a esperança de Leão em ser o candidato do lulopetismo na sucessão de 2022? É aí que entra o chamado Centrão e o pragmatismo avermelhado do petismo assentado no vale tudo para conquistar o poder. O maquiavelismo do PT é o mais acentuado e escancarado da República.

Essa obsessão em chegar ao poder, passando por cima de tudo e de todos, sem se importar com os meios, se lixando para a militância, é também responsável pela queda de Lula nas pesquisas de intenções de voto.

Essa reaproximação do lulopetismo com o Centrão, caso se consolide e Lula saia vitorioso na sucessão de Bolsonaro, nos leva a dizer que o mensalão, sem dúvida um dos maiores escândalos da era petista no comando do país, pode ter sua versão 2.

Segundo o site soteropolitano Política Livre, o ex-presidente Lula vem conversando com o senador Ciro Nogueira, que é presidente nacional do PP, a sigla mais importante da base de sustentação política do governo Bolsonaro. Diria até que é a legenda que segura um eventual pedido de impeachment do chefe do Palácio do Planalto. O bolsonarismo é refém do toma lá, dá cá.

Passa pela cabeça de Leão que Jaques Wagner pode desistir da disputa pelo governo da Bahia em troca de uma aliança nacional do PP com o PT. Rui Costa cumpriria seu mandato até o último dia. A composição da chapa ficaria com Leão encabeçando a majoritária, Otto Alencar buscando à reeleição para o Senado e a outra vaga, a de vice-governador, com indicação do PT.

João Leão tem todo o direito de sonhar, mesmo que o sonho seja um grande pesadelo. 


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Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

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“O ministro Marcelo Queiroga (Saúde) afirmou à CPI da Covid nesta 3ª feira (8.junho) que remédios como hidroxicloroquina e ivermectina “não têm eficácia comprovada” no tratamento da Covid-19″. (UOL Notícias, terça, 8 de junho de 2021, 12:03 hs).

Os ex-ministros da Saúde, Mandetta e Tech, foram taxados de “comunistas” por serem contra aos medicamentos sem comprovação científica no combate a Covid-19.

O único que se livrou de ser acusado de “comedor de criancinhas” pela ala mais ideológica do bolsonarismo, cujos integrantes são chamados de bolsominions, foi o general Pazuello.

Agora vem o cardiologista Queiroga e diz, corajosamente, que é contra a hidroxicloroquina e ivermectina.

Como irá se comportar o presidente Bolsonaro diante da declaração do seu subordinado na CPI da Covid-19?

E por falar na Comissão Parlamentar de Inquérito, a reunião de hoje chegou a ser suspensa em decorrência do pega-pega entre o ministro e o senador Otto Alencar (PSD). O parlamentar disse que Queiroga não lia a bula das vacinas.

Que coisa, hein!

Otto vem se transformando em uma espécie de “terror do bolsonarismo” na CPI. 


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Que coisa, hein!

O número de óbitos avançando, com a previsão de 600 mil vidas ceifadas pela Covid-19 até o fim do mês de agosto, e fica esse pessoal batendo boca pelas redes sociais.

Esse “pessoal” é nada mais e nada menos que Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, e João Doria, governador de São Paulo. Tenha santa paciência!

Precisamos de diálogo, harmonia e responsabilidade, que os senhores homens públicos tenham juízo.

Esse pega-pega entre Doria e Queiroga, em plena pandemia, com o ritmo de vacinação lento, é lamentável. 


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