Dos 417 municípios que compõem o estado, o chefe do Executivo estadual já passou por mais de 370

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Após uma maratona de negociações na Índia e na Coreia do Sul, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) voltou para a Bahia na última quarta-feira (25.fevereiro). A missão internacional, que integrou a comitiva do presidente Lula (PT), trouxe na bagagem acordos bilionários que prometem revolucionar a saúde e a tecnologia no estado.

Ontem (26.fevereiro), o petista cumpriu agenda de trabalho em Salvador e em Luís Eduardo Magalhães. Nesta sexta-feira (27.fevereiro), está visitando Camaçari e, no fim de semana, as viagens continuam. No sábado (28.janeiro), Jerônimo estará em Itapetinga, Itarantim e Macarani. Já no domingo (1º.março), ele vai passar por Feira de Santana.

Dos 417 municípios que compõem o estado, o chefe do Executivo estadual já passou por mais de 370. A quantidade ininterrupta de viagens, sem dúvidas, é a maior marca do governo de Jerônimo, mas será que todas essas ”voltinhas por aí” estão sendo convertidas em resultados?

 

O chefe do Executivo estadual disse que os nomes deverão ser anunciados em março até porque ainda existe um prazo legal para que isso aconteça

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Contrariando o que tem sido dito por aliados e até pelo senador Jaques Wagner (PT) em declarações recentes, o governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), disse que a chapa que disputará a eleição de outubro ainda não está definida. A declaração foi dada durante entrevista ao portal A Tarde FM na manhã desta quinta-feira (26.fevereiro).

O chefe do Executivo estadual disse que os nomes deverão ser anunciados em março até porque ainda existe um prazo legal para que isso aconteça. O petista garantiu que não haverá desequilíbrio entre os aliados e que o objetivo principal e tomar decisões que sejam melhores para todo o grupo envolvido.

A situação mais delicada é a do vice-governador Geraldo Jr. (MDB). Embora Wagner tenha se adiantado ao afirmar que ele será mantido na chapa, a declaração de Jerônimo coloca em xeque esse possível conforto do aliado. Será que o petista vai rifar o companheiro e escolher alguém mais competitivo para caminhar a seu lado?

O vereador Elton Três Irmãos deixou claro que não pedirá votos para o governador caso o petista não entregue obras no município

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O vereador de Banzaê, Elton Três Irmãos (PSD), deixou claro que não pedirá votos para o governador Jerônimo Rodrigues (PT) caso o petista não entregue obras no município. O edil é filiado ao PSD e, portanto, aliado político do petista, mas não se fez de rogado quando disse que é preciso obter vantagens do governo estadual às vésperas das eleições de outubro.

”Eu mesmo não vou na casa de ninguém pedir voto para o governador se ele não mandar as obras para o nosso município. Para o nosso município, ele não está mandando nada. (…) Eu mesmo não vou pedir voto para ninguém!”, disse Elton no plenário da Casa Legislativa.

Rui e Wagner estão massificando a presença em cidades do interior ao melhor estilo de ''quem não é visto, não é lembrado''

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Enquanto o governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), permanece em viagem à Ásia integrando a comitiva do presidente Lula (PT), os ex-governadores e pré-candidatos ao Senado, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), estão intensificando a agenda no interior baiano. O objetivo é não deixar a peteca cair e massificar a presença dos candidatos a PT em diversas partes da Bahia.

Na última quinta-feira (19.fevereiro), a dupla esteve em Seabra e, na sexta (20.fevereiro), em Irecê. Abrindo a semana, os petistas passaram por Feira de Santana ontem (23.fevereiro) e, nesta terça-feira (24.fevereiro), marcaram presença em Sobradinho. Todos os compromisso contaram com a presença de aliados em uma clima de pré-campanha.

A chapa puro-sangue formada por Jerônimo, Wagner e Rui não foi tão bem aceita quanto o esperado. Houve quem dissesse que a composição é ”suicida” e vai acabar morrendo na praia, enquanto outros alegam que o poder de ter o atual chefe do Executivo estadual ao lado de duas figuras experientes que também passaram pelo Palácio de Ondina pode ser sinônimo de força e coesão.

 

Para o parlamentar, o resultado expõe a falência do modelo econômico petista e desmente o discurso de que o partido “cuida de gente”

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O deputado federal Paulo Azi (UB) criticou os governos do PT na Bahia após a divulgação dos dados do IBGE que mostram que o estado tem o segundo pior salário médio do Brasil, ficando à frente apenas do Maranhão. Para o parlamentar, o resultado expõe a falência do modelo econômico petista e desmente o discurso de que o partido “cuida de gente”.

Segundo o IBGE, a Bahia registrou um rendimento médio real de 2.284 por mês em 2025, um valor abaixo da média nacional e muito distante do patamar alcançado por outros estados do país que, ao contrário da Bahia, têm conseguido ampliar atração de investimentos, gerar empregos e elevar a renda da população.

Azi afirma que o dado revela “uma realidade dura, que o PT tenta esconder”, mas que o povo sente no dia a dia: “O PT diz que cuida de gente, mas na verdade maltrata os mais pobres. A Bahia amarga o segundo pior salário do país depois de quase 20 anos de governos petistas. Isso não é consequência de uma gestão que abandonou os potenciais econômicos do estado, não incentiva a iniciativa privada e não sabe gerar oportunidades para os baianos”.

O deputado lembra que, ao longo das últimas duas décadas, a Bahia perdeu protagonismo na economia do Nordeste: “A Bahia ficou parada no tempo. Enquanto outros estados avançaram, nós assistimos fábricas indo embora, investimentos migrando para outras regiões e potenciais ainda não aproveitados como deveriam, com nos casos do turismo e da agropecuária. O resultado está aí: salários baixos, desemprego alto e pouca perspectiva para a população”.

Azi também responsabiliza diretamente o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que, segundo ele, conseguiu aprofundar ainda mais o cenário de estagnação econômica: “Jerônimo recebeu um estado com sérios problemas e conseguiu piorar. O governo é incapaz de apresentar um plano de desenvolvimento. Em vez disso, aposta em mais empréstimos, mais propaganda e menos resultados. Não existe clima de confiança para quem quer investir na Bahia”.

Coronel confirmou que mantém conversas avançadas com João Campos, presidente nacional do partido, e que uma definição pode ocorrer já na próxima semana

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Um novo capítulo na política baiana: O deputado federal Diego Coronel, de saída do PSD, pode assumir o controle do PSB no estado. A informação foi divulgada pelo site Alô Juca e indica que a mudança poderia tirar o controle da legenda das mãos da deputada federal Lídice da Mata, que reagiu rapidamente e negou a possibilidade.

Segundo a publicação, Coronel confirmou que mantém conversas avançadas com João Campos, presidente nacional do partido, e que uma definição pode ocorrer já na próxima semana.

O pano de fundo da disputa estaria em Pernambuco, onde Campos se prepara para disputar o governo estadual contra a atual governadora Raquel Lyra, filiada ao PSD. O PT poderia estar adotando uma postura ambígua na corrida estadual, o que pode gerar um possível rompimento.

A possível fissura em Pernambuco pode trazer repercussão nacional, inclusive nas articulações políticas ligadas ao presidente Lula (PT) e em alianças estaduais pelo país.

A crise que ronda o Palácio de Ondina não é apenas de popularidade; é de autoridade, de coordenação e, sobretudo, de capacidade de gestão

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| Por Matheus Vital

Os fatos falam mais alto que o discurso e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), parece viver esse momento. A crise que ronda o Palácio de Ondina não é apenas de popularidade; é de autoridade, de coordenação e, sobretudo, de capacidade de gestão.

Desde que o PT chegou ao poder na Bahia com Jaques Wagner, em 2006, o roteiro foi de vitórias consolidadas no 1º turno. Wagner repetiu o feito em 2010. Depois veio Rui Costa, que também venceu em 2014 e 2018 sem precisar de 2º turno.

Jerônimo, no entanto, rompeu essa sequência. Venceu ACM Neto (UB) apenas no 2º turno e por uma margem de 473 mil votos — a menor diferença desde o início do ciclo do PT, o que gerou um sinal de advertência.

SEM TRAÇÃO

O problema central é administrativo. Educação, segurança pública, saúde, infraestrutura e crise hídrica compõem um cardápio de dificuldades que desafiam qualquer gestor. Além disso, a ausência de uma agenda estruturante que simbolize eficiência impede que a gestão decole.

A principal vitrine de Jerônimo tem sido viajar: 370 municípios visitados, dos 417 existentes. Visitar é governar?

O contraste entre discurso e execução ganha peso quando se observam números do TCU: 926 das 1.770 obras com recursos federais já recebidos estão paralisadas na Bahia. Obra parada é promessa interrompida que corrói a confiança.

ALERTA DE DENTRO

O constrangimento veio de Lula (PT) ao afirmar que Jerônimo precisa ter “timing” para prometer e cumprir. O alerta é claro: Prometeu? Cumpra e entregue!

Mais contundente foi Wagner ao classificar a gestão como “mediana”. Em política, adjetivo é transparência. Lula teria avaliado substituir o nome de Jerônimo na chapa, visando preservar sua própria votação no estado. Wagner atuou para mantê-lo; assim, o episódio expõe fragilidade.

FÔLEGO OU FADIGA?

A Bahia é peça-chave para Lula. Historicamente, o estado garante margem robusta ao petismo. A questão agora é: Jerônimo terá tempo para reorganizar a base, acelerar entregas e construir uma virada? Sabe-se que o relógio político corre mais rápido que o administrativo.

Jerônimo terá fôlego e pulso? Caso contrário, poderá ser o mentor do fim dos 20 anos do PT em 2026.

Vários seguidores enviaram questionamentos sobre o desejo do petista comandar o Executivo municipal grapiúna algum dia e ele não se fez de rogado

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O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Manoel Porfírio (PT), parece estar empolgado com as eleições…de 2028! Às vésperas do pleito que definirá os cargos de presidente, governador, deputado federal e estadual, o vereador decidiu abrir uma caixa de perguntas na rede social Instagram e cravou a pré-candidatura a prefeito de Itabuna daqui a dois anos.

Vários seguidores enviaram questionamentos sobre o desejo do petista comandar o Executivo municipal grapiúna algum dia e ele não se fez de rogado ao dizer que, ”se Deus e o povo quiserem”, ele está pronto para a missão. Será que o prefeito Augusto Castro (PSD), que é aliado de Porfírio, já sabe da decisão tomada antecipadamente por ele?

Não seria mais prudente que o presidente da Câmara estivesse empenhado em reforçar o time do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que, pelo visto, terá dificuldades para conseguir a reeleição? Vale lembrar que, em 2022, Jerônimo foi derrotado por ACM Neto (UB) dentro de Itabuna tanto no primeiro turno (ACM com 44,91% e Jerônimo com 36,36%) quanto no segundo (Neto com 61,16% e Jerô com 38,84%).

Além disso, o petista não deveria estar articulando sanar as demandas que a população tanto anseia? Perguntar não ofende! Alguns colegas da Casa Legislativa já confidenciaram a este Pauta Blog que o petista não tem se saído tão bem na condição de presidente, ou seja, está deixando a desejar quando o assunto é política interna.

Pelo visto, o ego político de Porfírio falou mais alto. Por outro lado, o experiente político pode estar querendo mandar um recado claro e direto para o atual gestor. A conferir!

“Ele escolheu outro caminho! Paciência! É página virada!'', disse Adolpho em entrevista ao radialista Zé Eduardo

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Em entrevista ao radialista Zé Eduardo durante o carnaval de Salvador, o secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, foi questionado se sentia saudades do senador Angelo Coronel, que deixou a base governista para marchar ao lado de ACM Neto (UB). Loyola foi enfático ao dizer que Coronel é “página virada”: “Ele escolheu outro caminho! Paciência! É página virada! Agora, é conosco, é com nossa turma, com Rui, Wagner, Jerônimo e todos os partidos da base”.

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A irritação de Coronel ocorre após a decisão do PT de fechar a chapa com Jerônimo Rodrigues na tentativa de reeleição ao governo, Jaques Wagner para renovar o mandato no Senado e o ministro Rui Costa como candidato à segunda vaga

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Por trás da montagem da chapa majoritária governista na Bahia, a disputa deixou marcas entre aliados. O senador Otto Alencar (PSD) afirmou que o senador Angelo Coronel (PSD) interrompeu o diálogo com ele depois de ficar fora da composição liderada pelo PT para as eleições de 2026.

Em entrevista à Rádio Baiana, Otto relatou que Coronel não respondeu a tentativas recentes de contato: “Ele está muito zangado, já mandei umas quatro mensagens, mas ele não me responde. Está de mal comigo!”.

RUPTURA

A irritação de Coronel ocorre após a decisão do PT de fechar a chapa com Jerônimo Rodrigues na tentativa de reeleição ao governo, Jaques Wagner para renovar o mandato no Senado e o ministro Rui Costa como candidato à segunda vaga. Com isso, Coronel acabou descartado da disputa majoritária, formando-se, assim, uma chapa puro-sangue.

A exclusão contrasta com a posição defendida por Otto em agosto de 2025, quando afirmou publicamente que o PSD só permaneceria na aliança com o PT se tivesse espaço garantido na chapa e sustentou o nome de Coronel como candidato natural ao Senado. Menos de um ano depois, o senador mudou de posição e passou a avalizar a composição petista, mesmo com a retirada do correligionário.

Coronel, que contava com o apoio do compadre para assegurar a vaga, viu-se fora do arranjo final.

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