Para que processo de impeachment seja iniciado, são necessários 14 votos favoráveis da Câmara

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Não é de agora que os vereadores de Feira de Santana e o prefeito Colbert Martins (MDB) estão se estranhando. De acordo com o site Bahia na Política, a bancada de oposição já se articula em torno de um possível pedido de impeachment e, para isso acontecer, são necessários 14 votos para que o processo seja iniciado.

O que ainda pesa na decisão dos edis é se o momento é oportuno para o pedido já que se aproxima o período das eleições gerais. Além disso, é ano de Copa do Mundo e o prefeito, querendo ou não, tem um público fiel ao estilo de governar a cidade.

Nas sessões da Câmara de Vereadores, alguns edis já demonstraram interesse em aprofundar o assunto, mas nada oficial. Mesmo assim, as críticas à gestão municipal já dão o tom do que pode acontecer até o fim do mandato.

Vice-prefeito Enderson Guinho diz que está triste e decepcionado por não ter participação ativa na gestão do prefeito Augusto Castro

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Já faz algum tempo que, nos bastidores, circula a informação de que o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), está com as relações estremecidas com o vice-prefeito e secretário de Esportes, Enderson Guinho (União Brasil). O afastamento entre a dupla é nítido, mas os motivos ainda são uma incógnita e, mesmo com as declarações públicas de que não existe briga, é difícil conseguir um registro dos dois no mesmo local ao mesmo tempo.

De um lado, há quem aposte que as combinações feitas ainda durante a campanha eleitoral de 2020 não se sustentaram após as eleições. Do outro, alguns dizem que a escolha de lados opostos em relação ao cenário de sucessão estadual interfere bastante na política municipal. Nas duas hipóteses, o resultado é que prefeito e vice não têm falado a mesma língua.

Diante do burburinho, o Pauta Blog conversou com o vice-prefeito da cidade, Enderson Guinho, para tentar entender o que está acontecendo e quais são os próximos passos a partir de agora.

A pergunta que fica é: Vai romper, já rompeu ou é um sinal?

Pauta Blog // Você mencionou, em entrevista ao site Diário Bahia, que não tem participação nas decisões do planejamento estratégico do prefeito Augusto Castro. Qual é o seu sentimento atual em relação ao governo?

Guinho // Na verdade, nós tínhamos uma proposta, inclusive passada em campanha, de que teríamos uma participação ativa do vice-prefeito nas decisões do governo, mas, a partir do momento em que fui nomeado como secretário de Esportes, o meu trabalho ficou voltado apenas para o esporte em Itabuna. Mas, nós sabemos que eu não deixei de ser vice-prefeito, eu acumulei as duas funções, sendo vice e secretário. Nós temos um grande problema no país que é o distanciamento dos gestores do vice, mas não sei se essa análise é política ou mesmo de querer as decisões apenas do dono da caneta, que é o próprio gestor. Sei que, em muitos municípios, os prefeitos contam com os vice-prefeitos nas decisões e nos projetos, o que não é nosso caso aqui por uma postura do prefeito que não quis ter a minha presença nessas decisões. Essa foi uma opinião e decisão dele, mas eu sigo convicto de que tentei, ao máximo, participar dessas decisões, mas não me foi dado esse direito de estar inserido nas questões das secretarias municipais, como também nas decisões do próprio gestor. A gente fica um pouco triste porque, se eu não fosse secretário de Esportes hoje, onde eu consegui me dedicar a fazer o máximo possível, eu não sei se ficaria no cargo de vice-prefeito apenas porque não é do meu perfil estar apenas como figurante. Eu estou para ajudar, trabalhar e ir para cima porque é resultado do meu mandato como vereador, então jamais aceitaria ser um vice apenas como a figura do vice sem estar inserido nas decisões de governo.

“Jamais aceitaria ser um vice apenas como a figura do vice sem estar inserido nas decisões de governo”, disse Enderson Guinho.

Aliança entre Enderson Guinho e Augusto Castro foi firmada nas eleições municipais de 2020; hoje em dia, a dupla parece não falar a mesma língua.

Pauta Blog // Na decisão da união, houve o acordo de que haveria essa participação ativa do vice-prefeito na gestão?

Guinho // O nosso objetivo, desde o início, é que fosse a consolidação de um grupo político com o nome do prefeito e o meu nome, onde já havia um alinhamento que, após a eleição para 2022, eu estaria como candidato a deputado estadual. Logo que a gente assumiu o mandato, o prefeito, para não perder as bases externas, optou por lançar a primeira-dama como candidata e o nosso gesto foi de recuar para federal para a gente manter coeso esse governo e não colocando os meus interesses políticos acima dos interesses da cidade. Como nós temos compromisso com as pessoas e a cidade, o meu grupo e eu decidimos ir para deputado federal para manter um alinhamento na gestão, mas a própria Andrea desistiu de ser candidata e o prefeito me fez uma proposta de recuar e ser estadual novamente, assim lançaria a candidatura do presidente da Câmara e do secretário de Administração. Eu acho que ter três candidatos em um só grupo, a gente só ia dividir o bloco e não ter nenhum dos representantes eleito, então eu não aceitei essa proposta. A não ser que eu fosse o único candidato ou se tivesse apenas um único candidato do governo, mas não foi aceita pelo prefeito essa ideia, então eu acabei continuando minha candidatura a deputado federal. Dessa forma, o grupo continuaria unido cada vez mais, mas a gente percebe, muitas vezes, que as pessoas que estão em volta opinam e atrapalham mais do que ajudam.

“Tem tristeza e decepção, mas são coisas que podem ser corrigidas”, detonou Enderson Guinho.

Pauta Blog // Você acha que esse distanciamento entre prefeito e vice-prefeito é por causa da escolha de lados opostos em relação à política estadual?

Guinho // Na verdade, eu acredito que as pessoas venderam muito para o prefeito que eu seria candidato a prefeito em 2024, então sempre houve uma desconfiança. O que eu acho é que, se a pessoa é seu aliado, você aproxima e não afasta porque, se você afasta, você não quer a pessoa seja seu aliado. Eu já fiz diversos gestos de que estou alinhado com o grupo e de querer estar com o grupo, mas aí depende mais da parte dele do que da minha parte. A gente não pode, também, querer forçar que as pessoas façam aquilo que elas não estejam à vontade para fazer.

De acordo com Guinho, ”venderam” a ideia de que ele quer ser prefeito de Itabuna e, por isso, Augusto desconfia das intenções do vice.

Pauta Blog // Você acredita que não há um aceno do prefeito Augusto Castro para que você esteja alinhado com ele?

Guinho // Não tem! Para você ter noção, até as visitas que o prefeito faz às obras para fiscalização, geralmente, ele está acompanhado de vereadores e secretários e eu nunca recebi uma ligação sequer dele me convidando para estar ao lado dele nessas caminhadas. Essa é uma decisão dele e eu avisei que não estou contra o governo, eu estou para ajudar o governo, mas o gesto não tem que ser só da minha parte. Se ele não se sente à vontade e confortável comigo ao lado dele, é um direito dele.

Pauta Blog // Recentemente, você teceu várias críticas ao transporte público de Itabuna. Esse é o único problema que a cidade enfrenta?

Guinho // Com certeza, não! O prefeito assumiu o município com muitos problemas e, acompanhado desses problema, havia uma grande expectativa de melhorias para cada um deles. O prefeito fez esse contrato emergencial com a empresa Atlântico que, hoje, é uma situação gritante a questão do transporte público. Acho que o prefeito precisa tomar uma posição com relação a essa situação para que a população tenha um serviço de qualidade como foi prometido. Nossos problemas são gritantes no que diz respeito à educação, também, e acredito que a movimentação e substituição de secretários pode melhorar. Nós sabemos, também, que existe uma herança de gestões anteriores, mas a gente precisa avançar muito. Nós já temos autorização do Estado para as aulas presenciais 100% e nós não estamos ainda com aulas presenciais 100% por conta da reforma das escolas e a gente precisa acelerar o quanto antes porque é primordial e deve ser prioridade, ainda mais a educação infantil. Já basta o estado, onde a gente tem um dos piores setores de Educação do Brasil e a gente não pode, enquanto município, seguir no mesmo ritmo do governo do estado e dar educação sem qualidade para as nossas crianças. A infraestrutura dos bairros, acredito que as periferias também criaram uma grande expectativa e, agora, já foi anunciada a pavimentação asfáltica de alguns bairros periféricos e espero que possa acelerar o quanto antes para que a gente leve melhor qualidade de vida à população.

“Logo que a gente assumiu o mandato, o prefeito, para não perder as bases externas, optou por lançar a primeira-dama como candidata”, pontuou Enderson Guinho.

Pauta Blog // Guinho, enquanto vice-prefeito, você está triste ou decepcionado em ser afastado das questões do governo?

Guinho // É um misto de sentimentos. A minha relação com o governo perpassa a questão política porque, é o que eu sempre disse ao prefeito e aos aliados do prefeito, se eu quisesse pensar a vida na política, talvez eu não tivesse me aliado e estaria na contramão do governo. Se, até hoje, 1 ano e 4 meses de governo, eu me mantenho aliado, é porque eu acredito que nós podemos contribuir mais para a cidade. Agora, o que eu gostaria era de ser respeitado, até mesmo por alguns secretários, que se acham superiores ao prefeito. Eu não estou aqui nomeado, eu estou aqui eleito pelo povo e a gente precisa de respeito, acima de qualquer coisa. Dentro da minha visão como vice, é um misto de sentimentos na esperança de que dias melhores podem vir. Tem tristeza e decepção, mas são coisas que podem ser corrigidas. Estamos no primeiro ano de governo e a gente espera que, daqui pra frente, as coisas melhorem.

“O que eu acho é que, se a pessoa é seu aliado, você aproxima e não afasta porque, se você afasta, você não quer a pessoa seja seu aliado”, deu o recado Enderson Guinho.

Os apoios recebidos pelo pré-candidato Zé Alberto mostra que, nos bastidores, o nome do advogado é bem visto e tem respaldo para a disputa

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Nesta última semana o pré-candidato da Deputado Estadual, o advogado e ex-secretário de Gestão e Inovação de Itabuna, Zé Alberto (PSB) vem recebendo apoios importantes para a disputa de deputado estadual de 2022. Desta vez, os líderes políticos de Barro Preto Adriano Clementino (MDB) e Ana Paula Silva (MDB) declaram apoio ao nome de Zé Alberto para representação na assembleia legislativa. Na disputa em 2020, Ana Paula foi a segunda candidata mais votada e obteve 2.173 votos.

Zé Alberto é conhecido por defender as bandeiras da valorização do servidor público, da geração de emprego e renda, dignidade para os cidadãos e fala sempre em melhorias e oportunidades para o povo. Perguntado sobre o apoio, o pré-candidato declarou: “É importante esse apoio que chega para somar com o nosso projeto e atrair mais oportunidades para o nosso povo. Estou muito feliz com o apoio do casal Ana Paula e Adriano e pretendo honrar com muita dedicação ao povo”.

"Eu recebi uma missão dada pelo senador Jaques Wagner e pelo governador Rui Costa de atrair o MDB para a base do governo", declara Vilas-Boas, que é pré-candidato a deputado federal

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Desde que o nome do ex-secretário de Educação do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), foi escolhido como pré-candidato a governador da Bahia, houve várias negociações para definir quem seria o pré-candidato a vice e por qual partido ele sairia. Em entrevista ao Pauta Blog, o ex-secretário estadual de saúde e pré-candidato a deputado federal, Fábio Vilas-Boas (MDB), declarou que foi o grande articulador para que PT e MDB caminhassem juntos na tentativa de conquistar o Palácio de Ondina.

Ao entrar no circuito, o MDB indicou o presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Geraldo Júnior, para caminhar ao lado de Jerônimo na tentativa de vencer as eleições de outubro. Antigo aliado do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador, ACM Neto (União Brasil), a vinda de Geraldo para a base atual pegou muitos de surpresa, mas demonstra que política é feita com muito diálogo e estudo de caso.

Para Vilas-Boas, a concretização da aliança entre as duas legendas foi resultado de uma conversa que durou cerca de 8 meses: “Eu recebi uma missão dada pelo senador Jaques Wagner e pelo governador Rui Costa de atrair o MDB para a base do governo. Isso foi feito lá em setembro e, ao longo desses 8 meses, eu me dediquei a essa tarefa, que considero cumprida ao trazer o MDB para a base de sustentação do governo do estado e da campanha de Jerônimo Rodrigues. Filiar-me ao partido e, como prêmio, ainda, ter recebido a vice-governadoria com a indicação do companheiro Geraldo Júnior, presidente da Câmara de Vereadores de Salvador”.

Demonstrando entrosamento com o partido ao qual se filiou recentemente, Vilas-Boas disse que o MDB espera ter sucesso no pleito deste ano: “Temos perspectiva de fazer até 3 deputados federais. Estamos com uma chapa bastante competitiva e com representantes em várias regiões da Bahia. Acredito que teremos uma representação à altura do que o partido merece”.

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Objetivo é alertar procuradores quando houver divulgação de fake news e conscientizar população sobre importância e seriedade do processo eleitoral

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Nesta quinta-feira (7.abril), o procurador-geral da República, Augusto Aras, assinou um acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, para combater ataques de desinformação durante as eleições deste ano. O documento amplia, também, a interlocução da Corte com a PGR e permite que o TSE alerte os procuradores quando houver divulgação de fake news que atinjam a integridade do processo eleitoral.

A Procuradoria concordou em atuar, reservada e publicamente, para ajudar na defesa da integridade do processo eleitoral, além de tomar medidas para conscientizar a população sobre o fato de que práticas de desinformação são ilegais e antidemocráticas.

Eleição estava prevista para acontecer em novembro, mas vereadores decidiram antecipar a data

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Na tarde desta 5ª feira (7.abril), aconteceu a tão esperada eleição da nova mesa diretora da Câmara de Vereadores de Itabuna para o 2º biênio. Não tão nova assim já que o vereador Erasmo Ávila (PSD) foi reeleito presidente da Casa com unanimidade entre os 21 vereadores presentes na sessão.

Também foram eleitos para compor a mesa diretora os vereadores Sivaldo Reis (PL) como 1º vice-presidente, Francisco Gomes (PSD) como 2º vice-presidente, Israel Cardoso (Agir) como 1º secretário, Luiz Jr da Saúde (DC) como 2º secretário e Piçarra (Solidariedade) como 3º secretário.

Inicialmente, a eleição estava prevista para acontecer em novembro, mas, após uma decisão entre os vereadores, ficou definido que ela ocorreria no mês de abril. A mudança, no entanto, gerou polêmica no meio político, mas foi esclarecida por Erasmo em entrevista ao Pauta Blog: “Os vereadores se reuniram e fizeram uma resolução para mudar a data da eleição corrigindo, assim, um erro do passado. Os vereadores entenderam, em um estudo, que a gente tem que, todo ano, aprovar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) até o dia 31 de junho. Estamos mudando para, daqui pra frente, em todos os anos, entrar em acordo para que a eleição seja em abril para que possamos, nesse período, preparar o planejamento para o ano seguinte”.

Diante das críticas recebidas pela antecipação da eleição da mesa, foi cogitada a hipótese de que outras chapas se arriscariam a concorrer à presidência da Casa, mas o boato não tomou forma. Em uma Câmara com 21 vereadores que, diga-se de passagem, não se opõem ao Executivo, o presidente, que faz parte da base do prefeito Augusto Castro (PSD), foi reeleito sem ressalvas e sem concorrência.

O que deve ser levado em consideração pela população de Itabuna é se, de fato, os vereadores têm cumprido o papel de fiscalizar as ações da prefeitura. Além disso, se os edis estão comprometidos em defender os interesses do povo e cobrar medidas mais enérgicas em benefício dos moradores em vez de priorizar os próprios interesses.

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"Em novembro, eu levei para ele uma emenda do deputado Bacelar de R$ 300 mil reais. Até hoje, ele não me disse em que usou e para que usou", dispara vice-prefeito André Jatobá

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Em entrevista concedida ao radialista Oziel Aragão na Rádio Boa FM, o vice-prefeito de Itapé, André Jatobá (União Brasil), alegou que não há transparência do prefeito Naeliton Rosa (PP) em relação aos recursos que chegam ao município. A dupla de gestores não está se entendendo há algum tempo, mas, agora, o vice alega que é oposição declarada ao prefeito.

Para Jatobá, é preciso mostrar para a população em quais setores o dinheiro está sendo investido, mas, segundo ele, isso não tem acontecido: “Onde é que foi prestado contas dos R$ 1,1 milhão que vieram para a cidade como emergencial? O senhor fez o quê? Comprou cesta básica? Põe no Portal da Transparência!”.

Ainda de acordo com o vice-prefeito, o problema da falta de transparência não é de agora, mas já vem acontecendo: “Em novembro, eu levei para ele uma emenda do deputado Bacelar de R$ 300 mil reais. Até hoje, ele não me disse em que usou e para que usou. O dinheiro chegou no dia 10 de dezembro. Nunca teve diálogo entre vice e prefeito!”.

O Pauta Blog tentou nesta 4ª feira (6.abril), mais uma vez, falar com o prefeito Naeliton para ouvir a versão dele sobre os fatos apresentados, mas as nossas ligações não foram atendidas. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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"Não vejo o porquê ter oposição a um governo que está fazendo um trabalho justo e com a transparência que a gente tem acompanhado", declara Erasmo Ávila sobre gestão Augusto Castro

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O Pauta Blog entrevistou o presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Erasmo Ávila (PSD). O vereador esclareceu a decisão de antecipar a eleição da mesa diretora da Casa, negou que queira ser candidato a deputado e a vice-prefeito e classificou como transparente a gestão do prefeito Augusto Castro (PSD).

Primeiramente, o Pauta quis saber como funcionou a decisão de antecipar a eleição da mesa diretora, prevista para acontecer hoje (7.abril): 📌 “Os vereadores se reuniram e fizeram uma resolução para mudar a data da eleição corrigindo, assim, um erro do passado. No passado, a nossa eleição acontecia em abril e, depois, ela mudou para novembro. Os vereadores entenderam, em um estudo, que a gente tem que, todo ano, aprovar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) até o dia 31 de junho. Agora, do jeito que está acontecendo, a gente aprova uma lei para outro presidente constituir essa lei, ou seja, usar. Estamos mudando para, daqui pra frente, em todos os anos, entrar em acordo para que a eleição seja em abril para que possamos, nesse período, preparar o planejamento para o ano seguinte”.

Segundo Ávila, a antecipação, além de estar prevista na Lei, é uma decisão administrativa que beneficia o município: 📌 “Nós somos constituídos de 21 vereadores e 19 vereadores aprovaram, os outros 2 é porque não estavam na sessão no momento. A partir de agora, a chapa ganhadora vai fazer a LDO para ela poder administrar no segundo período. Antes, no erro do passado, o presidente do segundo biênio administrava projetos do presidente anterior e era feita a eleição depois do Projeto de Lei. Como é que pode discutir o Projeto de Lei sem saber quem é o presidente que vai atuar? Quem tem que fazer é o Ministério Público”.

Sobre a informação de que a eleição vai ter chapa única, o presidente disse que não pode afirmar, uma vez que as inscrições podem acontecer até um dia antes do pleito: 📌 “Com relação à chapa única, não posso garantir porque as inscrições para as chapas vão até o dia 6 de abril, de acordo com a nova lei. Podem aparecer outras chapas, mas os colegas me pediram para formar uma chapa, eu vou formar a minha. Na verdade, qualquer vereador pode ser candidato a presidente. Não há exigência de chapa única! Não posso afirmar isso porque eu não faço campanha para presidência! Eu nunca fiz! Quem faz a campanha para a presidência são os próprios vereadores! Emana da vontade do povo a questão de minha candidatura”.

Alguns políticos chegaram a afirmar ao Pauta que a antecipação da eleição da mesa pode ser considerada um ‘’golpe’’, mas Ávila rebateu a acusação: 📌 “Golpe é quando você tira o mandato de alguém que foi eleito pelo povo, como um presidente da República ou um governador, isso sim é golpe. Como é que pode ser golpe se está na Constituição Federal e na Lei Orgânica Municipal? Quando o vereador é eleito, ele é eleito pela vontade do povo. Mas, quando ele é eleito para presidente da Câmara, é eleito pelo voto do vereador”.

Questionado sobre o possível desejo de ser candidato a deputado neste ano ou vice-prefeito em 2024, o vereador deixou claro que não tem essa intenção e que a prioridade é a Câmara: 📌 “Eu nunca fui candidato. Era o povo que estava comentando, mas não saiu de mim esse desejo de ser candidato a deputado. Eu nunca falei na imprensa! Com a desistência muito inteligente da parte do prefeito da secretária Andrea, aí começou a se murmurar que seria Erasmo porque é do partido do governo. Eu nunca tive essa conversa ligada à possível candidatura minha. (…) Eu sou candidato a terminar o meu processo como vereador, sou candidato à reeleição da Câmara porque os colegas acharam. Eles estão me convidando e estou me colocando à disposição novamente. Não existe candidatura de vice-prefeito! Não me passou pela cabeça essa questão. O que passa pela minha cabeça é fazer uma gestão bacana como vereador e presidente da Câmara, entregar à cidade e aos colegas da Câmara uma gestão ordeira, organizada e uma gestão que a Câmara tenha representatividade através desse presidente aqui. Que Itabuna reconheça a Câmara como uma Casa de Leis, de fiscalização, como ela deve ser, esse é o meu propósito. Eu sou candidato à reeleição como vereador”.

Recentemente, o vereador e líder do governo na Câmara, Manoel Porfírio (PT), afirmou que “é preciso abrir a caixa-preta da Emasa”, ou seja, uma investigação sobre o órgão. O Pauta perguntou se o presidente pretende levar adiante essa investigação, mas ele negou veementemente: 📌 “Eu desconheço essa questão de caixa-preta. Caixa-preta é um fato isolado em meu conhecimento porque a Emasa é uma entidade que tem as contas abertas e as pessoas podem verificar no site da Emasa. Eu desconheço, não tenho essa informação. Se tiver uma informação concreta vinda do Ministério Público e tudo mais, é claro que o dever da Câmara é investigar, mas, até então, desconheço essa palavra e desconheço isso como forma legal. Pode ter sido algum comentário, mas eu desconheço. Na hora em que chegar ao meu conhecimento fazer essa investigação, é claro que esse é o papel do vereador”.

O Pauta quis saber, também, o que o presidente acha sobre o posicionamento dos vereadores em relação à gestão do prefeito. Ávila afirmou que acredita ser importante a colocação de ideias, mas elogiou a postura do gestor: 📌 “A palavra oposição é natural. Você só faz oposição àquilo que você acha contrário. Nenhum vereador é obrigado a ficar situação e nenhum vereador se questiona oposição. É natural que, quando o vereador achar que o prefeito não está alinhado com a convicção dele, ele deve ser oposto àquelas ideias. Eu nunca vi a palavra oposição ser interessante, é negativar. É necessário ter provas ou ter o entendimento do porquê ser oposição e fazer jus. Se o cara acha que precisa fazer oposição ao governo, tem que levantar bandeira. Não vejo o porquê ter oposição a um governo que está fazendo um trabalho justo e com a transparência que a gente tem acompanhado”.

Durante as sessões na Casa Legislativa, vários edis tecem críticas ferrenhas à atuação da empresa que opera o transporte público coletivo em Itabuna. Isso porque a população tem feito muitas reclamações sobre o serviço, mas, segundo o presidente, providências estão sendo adotadas nesse sentido: 📌 “Nós fizemos uma convocação à empresa de ônibus para prestarem contas do contrato que foi feito com o município e onde está faltando. A gente não sabe se o que está faltando é no contrato da prefeitura, nós pedimos para entender se o contrato não está sendo atendido. Fizemos uma reivindicação para entender junto ao secretário de Transporte para ele passar informações mais precisas. O que eu acho é que o transporte precisa de uma melhorada, mas as pessoas se acostumaram muito em relação ao Uber e outro tipo de transporte alternativo. Acho que é por isso que a empresa não tem dado atenção porque não está tendo demanda suficiente, mas a reclamação está grande. Nós vamos providenciar fazer o nosso trabalho como fiscalizador e, nesta semana, vamos encontrar o pessoal da empresa pra gente entender como foi feito esse contrato”.

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O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), vistoriou na manhã desta 4ª feira (6.abril), as obras de requalificação que vão mudar a vida de mais de 40 mil moradores do Pedro Jerônimo, Daniel Gomes e São Pedro, além de bairros vizinhos. Acompanhado de secretários, engenheiros e  técnicos da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo, ele ouviu explicação sobre o material usado nos serviços que estão sendo executados pela construtora Mazza.

As obras preveem um investimento inicial de R$ 2,7 milhões e incluem a pavimentação asfáltica em CBUQ e implantação de meios-fios, dentre outros serviços. Foram iniciadas na confluência das avenidas Manoel Chaves e Roberto Santos, no Bairro Pedro Jerônimo, e algumas avenidas e ruas do Daniel Gomes e São Pedro, além de transversais.

O prefeito disse que esse serviço não é apenas para cumprir compromisso assumidos na campanha. “Mas, é uma obra necessária, pensando na melhoria da qualidade de vida das comunidades no seu entorno que há muitos anos aguardam por uma intervenção”, garantiu, destacando que outras áreas da cidade também estão no cronograma de obras de requalificação.

“A cidade é muito grande. Temos muitos bairros precisando de melhorias. Sei que não dá para fazer tudo de uma só vez, mas estamos trabalhando por uma Itabuna melhor e mais humana como a nossa população merece”, reforçou Augusto Castro.

“Todo o material antigo como a sub-base e base do asfalto está sendo removido e substituído por concreto asfáltico de alta resistência e durabilidade”, assegurou. O titular da Superintendência de Serviços Públicos ressaltou que a Prefeitura de Itabuna executa investimentos que vão mudar as condições urbanísticas da cidade na gestão do prefeito Augusto Castro.

📷 Foto de Pedro Augusto

População da Bananeira foi à Casa Legislativa para pedir o cascalhamento do local onde vive

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Desde que a enchente do Rio Cachoeira assolou vários bairros da cidade de Itabuna em dezembro do ano passado, a população ficou à mercê da boa vontade do poder público em melhorar as localidades atingidas pelas cheias. Os moradores da Bananeira, por exemplo, até hoje, têm que conviver com as péssimas condições do local e, nesta 4ª feira (6.abril), foram até a Câmara de Vereadores para cobrar um posicionamento dos vereadores.

Enquanto a sessão ordinária tratava apenas sobre a eleição da mesa diretora da Casa, prevista para acontecer amanhã (7.abril), a população se manifestou para pedir o cascalhamento da Bananeira. Cansados de esperar por uma decisão dos governantes, os moradores resolveram ir até a Casa Legislativa para gritar por socorro e pedir que os edis cobrem providências do poder Executivo.

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