Mesaque alega que foi excluído de uma reunião realizada pelo prefeito com componentes da base e nega que tenha sido responsável por planejar ''golpe'' contra o prefeito

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O vereador de Ilhéus e presidente do PSDB municipal, Mesaque Soares, anunciou que deixou a base de apoio ao prefeito Valderico Junior (UB) na Câmara. Em nota divulgada à imprensa, o edil listou uma série de motivos que fizeram com que ele decidisse pular do barco e migrar para a oposição.

Segundo Mesaque, o principal motivo para a tomada de decisão foi o fato de Valderico deixar de atender ao acordo político firmado entre as partes com o objetivo de atender demandas básicas da população. Além disso, o vereador alega que houve quebra da confiança entre as partes já que o gestor teria realizado uma reunião com os componentes da base e o excluído do encontro já que havia a intenção de tirá-lo do grupo.

”Não fui orquestrador de qualquer tentativa de rebelião ou golpe contra o prefeito. Na semana passada, quando houve um problema na Câmara, eu sequer estava na sessão bem como na cidade, logo, não se mostra razoável me fazer de bode expiatório”, disse Mesaque no pronunciamento.

Mesaque, que também atua como advogado, disse que Ilhéus enfrenta muitos problemas, que, segundo ele, não têm sido prioridades da gestão municipal: ”As comunidades carentes estão abandonadas, há aumentos excessivos nos valores globais de contratos administrativos como, por exemplo, o contrato de recolhimento de resíduos sólidos que subiu para a cifra de R$ 36 milhões sem aumento populacional relevante, sem falar de licitações superfaturadas, ausência de merenda escolar para nossas crianças, abandono do esporte profissional e abandono da zona rural. São inúmeros motivos que me fazem deixar o governo, não somente por ter sido excluído de uma reunião”.

 

Segundo a denúncia, cerca de R$ 2,4 milhões foram empregados em desapropriações no período, sendo que cinco dos seis imóveis adquiridos pertenciam ao então chefe de gabinete e tio do ex-prefeito

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Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) acataram uma denúncia apresentada contra o ex-prefeito de Coronel João Sá, Carlinhos Sobral (MDB), por irregularidades em desapropriações realizadas entre 2018 e 2021. O relator do processo aplicou uma multa de R$ 7 mil e determinou o ressarcimento de R$ 429.493,68 aos cofres municipais com recursos pessoais.

Segundo a denúncia, cerca de R$ 2,4 milhões foram empregados em desapropriações no período, sendo que cinco dos seis imóveis adquiridos pertenciam ao então chefe de gabinete e tio do ex-prefeito. Os auditores apontaram ausência de critérios técnicos que justificassem a escolha dos terrenos, configurando afronta aos princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.

Também foi constatada a supervalorização de um terreno de 6.705,60 m², pago por R$ 804.672,00, com valor de R$ 120 por metro quadrado, acima de parâmetros praticados em imóvel vizinho desapropriado por R$ 43,88 o metro quadrado, conforme a Planta Genérica de Valores do município.

A relatoria ainda apontou que os imóveis não possuíam cadastro no setor de Tributos, sem lançamento de IPTU nos exercícios anteriores, caracterizando renúncia indevida de receita.

A defesa do ex-gestor ainda pode recorrer da decisão.

Professor Lairton, Luciano de Palmira e Aires do Sindicato seguem unidos em prol da proposta do ex-candidato Valério Aguiar

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Na sessão realizada nessa terça-feira (3.março) na Câmara de Vereadores de Itaju do Colônia, os vereadores de oposição reafirmaram que permanecem marchando ao lado do ex-candidato a prefeito, Valério Aguiar (MDB), e contra a gestão de Elder Fontes (PSD). Professor Lairton, Luciano de Palmira e Aires do Sindicato, inclusive, anunciaram apoio aos nomes do grupo de oposição.

Para a disputa à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o trio garantiu que vai marchar ao lado da pré-candidata Andréa Castro e, para a Câmara Federal, o apoio será direcionado a Manuel Rocha.

No último fim de semana, Elder Fontes chegou a declarar que haveria um vereador de malas prontas para desembarcar no governo municipal, mas não chegou a ”dar nomes aos bois”, o que deixou o município em polvorosa. A manifestação pública feita ontem reforça a unidade da oposição e sinaliza que, apesar das movimentações nos bastidores por parte do governo, o grupo segue mantendo o projeto político para os próximos anos.

 

Itabuna recebeu apenas 83 doses e o volume de profissionais é grande, mas, nesse primeiro momento, os que atuam na linha de frente no combate do Aedes Aegypti foram priorizados

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A prefeitura de Itabuna vai iniciar amanhã (5.março), a partir das 13h, a vacinação dos agentes de combate às endemias contra a dengue. A vacinação será realziada no Departamento de Vigilância em Saúde, localizado na Rua Rui Barbosa, nº 934, no centro da cidade.

A vacina, aplicada em dose única, será a Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan. Essa é a única vacina do mundo que protege contra os quatro sorotipos da doença.

A proposta do Ministério da Saúde é iniciar a vacinação com os profissionais da Atenção Primária à Saúde. Itabuna recebeu apenas 83 doses e o volume de profissionais é grande, mas, nesse primeiro momento, os que atuam na linha de frente no combate do Aedes Aegypti foram priorizados.

Em caso do registro de ataques, a pessoa deve procurar atendimento médico na UPA 24 Horas

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A prefeitura de Itabuna lançou um alerta para a população, em especial pescadores, lavadeiras e banhistas, sobre o aparecimento de peixes de uma das espécies de piranhas no espelho d’água do trecho urbano do Rio Cachoeira. A situação foi provocada por causa da elevação das águas em decorrência das chuvas intensas dos últimos dias.

A Vigilância Ambiental tem como principal função desenvolver ações preventivas para a manutenção da saúde da população, então, diante da situação atípica, inclusive pela poluição e contaminação das águas, recomenda-se que a população não utilize o rio para banhos e outras atividades, em razão do risco potencial de incidentes.

Em caso do registro de ataques, a pessoa deve procurar atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas, localizada no Bairro Monte Cristo.

Augusto também anunciou a compra de fardamento escolar para todos os estudantes da rede municipal

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O prefeito Augusto Castro (PSD) disse que R$ 32 milhões serão investidos na reforma e ampliação de 25 unidades escolares do município. A licitação, segundo o gestor, já foi lançada para que seja escolhida a empresa responsável pelas intervenções.

Augusto também anunciou a compra de fardamento escolar para todos os estudantes da rede municipal. Cerca de 20 mil alunos compõem a rede e serão diretamente beneficiados pela iniciativa.

O gestor aproveitou a oportunidade para agradecer a dedicação de Rosivaldo Pinheiro no período em que esteve à frente da secretaria de Educação e citou o nome do vice-prefeito Júnior Brandão, que assumiu recentemente a pasta e tem inúmeros desafios pela frente.

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Evento acontece hoje, às 19h, no auditório da Afya Itabuna, reuinindo estudantes, profissionais e comunidade

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O papel do ensino superior na transformação social e no fortalecimento regional será um dos temas centrais da aula magna “Conectando sonhos ao conhecimento”, evento gratuito que acontece hoje (26.fevereiro), às 19h, no auditório da Afya Itabuna, e que vai reunir estudantes, profissionais e comunidade para discutir sobre o impacto da educação no desenvolvimento regional.

As inscrições mediante doação de 1kg de alimento não perecível estão disponíveis pela plataforma Sympla no link. Os alimentos arrecadados serão entregues à Fundesb, instituição que cuida de pessoas com deficiência em Itabuna e na região Sul da Bahia.

A aula magna pretende ampliar o debate sobre como as instituições de ensino superior contribuem para o crescimento socioeconômico, a formação de profissionais qualificados e a geração de oportunidades nas cidades onde estão inseridas. O evento contará com a presença do jornalista Oziel Aragão que mediará a mesa sobre o assunto.

O momento será também de comemoração. A Afya Itabuna celebra o lançamento oficial das primeiras turmas dos cursos de Direito, Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia. A proposta é discutir de que forma o acesso à educação de qualidade pode impulsionar inovação, fortalecer serviços e estimular novos negócios.

A presença de instituições de ensino superior em cidades do interior, por exemplo, tem sido apontada como um fator importante para o desenvolvimento regional. Além de formar profissionais que atendem às demandas locais, essas instituições estimulam a produção de conhecimento, movimentam a economia e contribuem para a melhoria de indicadores sociais, especialmente nas áreas de saúde, educação e tecnologia.

Segundo o professor Herbert Freire, diretor acadêmico da Afya Itabuna, a instituição já surge no contexto dos Mais Médicos: “Isso por si só, já traz um impacto social muito grande para a região. Nós requalificamos diversas unidades de saúde, criamos o centro de saúde da mulher no nosso município, além da doação de insumos ao poder público em contrapartida à atuação dos alunos, o que contribui com o acesso à saúde para a população”.

O docente ainda destaca o trabalho de professores e alunos na Clínica Escola Afya Itabuna que conta com 30 consultórios para atendimentos gratuitos durante todo o semestre: “Nossa clínica é regulada pelo SUS municipal e oferece cerca de mil atendimentos todos os meses, nas mais diversas especialidades médicas”.

A Afya atua em regiões estratégicas da Bahia, ampliando o papel social e o acesso à saúde e está presente com unidades de graduação como a Afya Vitória da Conquista e a Afya Guanambi, que, juntas, realizaram 9.944 atendimentos em diversas especialidades médicas em 2025.

No sul da Bahia, a Afya Itabuna registrou 14.677 atendimentos no mesmo período. Já na capital, a Afya Salvador foi responsável por 7.285 procedimentos. O atendimento especializado gratuito ainda é potencializado com as pós-graduações na Afya Educação Médica em Vitória da Conquista e em Salvador.

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A iniciativa tem fortalecido a consciência ambiental, incentivado a coleta seletiva e promovido a destinação correta de resíduos, transformando sustentabilidade em oportunidade e cidadania

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O município de Itajuípe conquistou um importante reconhecimento ao se tornar finalista do Prêmio Prefeitura Empreendedora, promovido pelo SEBRAE. A indicação reforça o compromisso da gestão municipal com políticas públicas inovadoras, especialmente nas áreas de sustentabilidade, desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

A conquista é fruto do Projeto Recicla PAITA, projeto que implementa a coleta seletiva e a reciclagem de resíduos sólidos para o financiamento das atividades desenvolvidas pela ONG PAITA. A iniciativa tem fortalecido a consciência ambiental, incentivado a coleta seletiva e promovido a destinação correta de resíduos, transformando sustentabilidade em oportunidade e cidadania.

O projeto se destaca por unir educação ambiental, mobilização social e geração de renda, mostrando que é possível cuidar do meio ambiente ao mesmo tempo em que se impulsiona o desenvolvimento local. É importante frisar que a participação ativa da população itajuipense tem sido fundamental para o sucesso da iniciativa, consolidando o Recicla PAITA como referência em responsabilidade socioambiental no município.

“Ser finalista do prêmio demonstra que Itajuípe está no caminho certo ao investir em soluções sustentáveis e no fortalecimento de parcerias que produzem resultados concretos para a cidade. Este reconhecimento é fruto do trabalho coletivo do poder público, das instituições parceiras e de toda a comunidade itajuipense”, disse o prefeito Léo da Capoeira (Avante).

Reunião entre os líderes desmistificou a informação e mostrou que continua a parceria entre os poderes

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O presidente da Câmara de Vereadores de Ilhéus, César Porto (PP), e o prefeito Valderico Junior (UB), se reuniram para alinhar alguns pontos em prol da cidade. Nos bastidores, surgiu o boato de que Legislativo e Executivo tinham rompido as relações políticas, mas a reunião entre os líderes desmistificou a informação e mostrou que continua a parceria entre os poderes em prol do desenvolvimento e do progresso.

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Marco Lessa é empresário, criador do Chocolat Festival e Brasil Origem Week

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| Por Marco Lessa

O cacau brasileiro vive um momento paradoxal. Nunca foi tão reconhecido internacionalmente pela sua qualidade e diversidade sensorial, e nunca esteve tão ameaçado em sua base produtiva. Pequenos agricultores que sustentam a cadeia recebem, no máximo, 10% do preço final de um tablete de chocolate. O restante fica com intermediários, indústrias e varejistas. Essa equação precisa mudar — e mudar com urgência.

Para que o Brasil ocupe o lugar que merece no mercado mundial do cacau e do chocolate, não basta colher frutos de qualidade. É preciso construir, com visão estratégica e vontade política, uma nova arquitetura para o setor. Isso passa, em primeiro lugar, por garantir um preço mínimo justo ao produtor — com referência mínima de US$ 6.000 por tonelada — e por controlar de forma rigorosa as importações de cacau, permitindo-as apenas quando houver necessidade comprovada. Nesse mesmo sentido, o fim do drawback para o cacau importado é medida inadiável: não faz sentido que o Estado brasileiro subsidie, por meio de isenções tributárias, o uso de cacau estrangeiro em detrimento do produtor nacional.

No plano legislativo, duas iniciativas merecem apoio imediato. O Projeto de Lei da deputada Lídice da Mata, que eleva o percentual mínimo obrigatório de cacau no chocolate, é um passo concreto na valorização da nossa matéria-prima. Igualmente relevante é o projeto que proíbe o uso do nome “chocolate” — e expressões como “sabor chocolate”, “achocolatado” ou “sabor artificial de chocolate” — em produtos que não contenham ao menos 35% de cacau em sua formulação. Proteger a denominação é proteger o consumidor, o produtor e a identidade de um produto que é patrimônio do Brasil.

Precisamos também industrializar nas regiões produtoras, instalar pequenas plantas de moagem e fábricas de chocolate onde o cacau nasce, criar mecanismos de remuneração por serviços ambientais e instituir um Fundo Nacional do Cacau voltado à inovação e à promoção. Campanhas que ampliem o consumo interno, apoio a cooperativas de comunidades vulneráveis e a diversificação de mercados externos completam esse conjunto de ações que, juntas, reduzem nossa dependência das poucas indústrias que hoje concentram poder desproporcional sobre toda a cadeia.

Nada disso, porém, se sustenta sem instituições fortes. Uma Ceplac renovada, uma Câmara Setorial atuante e entidades representativas profissionais e autônomas são condições inegociáveis para que o setor fale com uma só voz e negocie com legitimidade.

O Brasil já provou que sabe fazer cacau de excelência. Agora precisa provar que sabe protegê-lo, valorizá-lo e transformá-lo em desenvolvimento real e justo para quem trabalha a terra. Essa é a nova história que precisamos escrever — juntos.​​​​​​​​​​​​​​​​

Marco Lessa é empresário, criador do Chocolat Festival e Brasil Origem Week.

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