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Quem me conhece sabe, sou movido por emoção. Por mais que a razão insista em prevalecer, o sentimento encontra uma maneira de cutucar. Então, movido por emoção/comoção quis fazer esse texto, para minha reflexão. Espero outros serem afetados e refletirem também.

Nós praticantes do futebol, escalamos times com a maior facilidade. Se o time não ganha, sabemos perfeitamente onde estava o defeito, menos o técnico. Assim, como árbitros/juízes, julgamos e condenamos a torto e a direito, nas mais diversas situações.

As últimas semanas, um programa de TV, o conhecido BBB, vem unido o país – isso mesmo, unindo o país- para julgar e condenar pessoas, com maior requinte de crueldade possível. Quanto mais quebrar a cara fora da casa, melhor. Parece que a Liga da Justiça despertou no coração de anônimos e famosos. Será o estado de pandemia, finalmente, alcançando os “bons sentimentos” desse povo?

O que fica claro, é o possível estado de adoecimento mental/emocional de tanta gente. Estamos com altos picos de propagação do vírus, e paredões e outras formas de aglomerações acontecem em cada canto do país. Quantos fizeram correntes para evitar a propagação do vírus? Ao contrário, existem, e não são poucos, aqueles que duvidem das recomendações dos cientistas para solucionar o problema, ou evitar o pior. Estamos com escassez de vacinas, por falta de competência, interesse, seja o que for, para atender até os grupos prioritários. Quantos fizeram correntes, mobilizaram redes sociais para que os políticos acelerem negociações, e possamos adquirir mais vacinas, mais vagas em hospitais com aparelhos suficientes para amenizar sofrimentos e salvar vidas?

Me parece, que unir pelo ódio é mais prazeroso. Julgar aquele com comportamento aparentemente doentio, é mais fácil. Entendo, é um programa de entretenimento. Ou será um programa para despertar o que há de pior em nós? Lá é a vida como ela é? Se for, mais um minuto de reflexão é necessário.

Aqui fora perdem seguidores, perdem patrocinadores, e terão a vida dificultada.

Eliminação no jogo e na vida, é mais gostoso. Lá está o mal a ser combatido, pelo bem da humanidade?

Acredito que os participantes terão justificativas para os atos, como “coisas do jogo”. Jogo da vida, como aparenta no posicionamento dos aficionados pelo programa? Nada contra, como disse, estou escrevendo para minha reflexão. Vejo fragmentos, mas sempre procurando leitura na internet, me deparo com noticias sobre o tema, e o que me chamou a atenção, foi a capacidade de mobilização popular para eliminar com recordes de votos (quase 300 milhões) esse ou aquele participante. E para espanto maior, pessoas apresentadas como profissionais, levantando traços de comportamento doentio que assemelha ao participante, o que naturalmente, alimenta analises dos seguidores/leigos. E o que eles fazem com isso? “Vamos bater pra doer, para aprender.”

Estamos todos passiveis de erros, na vida e no jogo de entretenimento. Mas importante, é quanto nos dispomos a pensar sobre o acontecido.

E para cancelar/eliminar/desacelerar o coronavírus, quando começa a mobilização popular?

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Antônio Maciel

Pedagogo, professor, poeta e produtor cultural

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Na noite de ontem, quarta (24), em um passe de mágica, no vapt-vupt, a Câmara dos Deputados, sob o comando de Arthur Lira, parlamentar do PP, legenda mais importante do chamado Centrão, aprovou a admissibilidade da proposta de ampliar a imunidade dos parlamentares.

Como se não bastasse o escancarado corporativismo, muito presente na Comissão de Ética da Casa Legislativa, querem agora proibir a prisão em flagrante em crime de corrupção. Que coisa, hein! Sem nenhuma dúvida, um escandaloso desrespeito ao “dura lex, sede lex”, que é assentado no preceito constitucional de que “todos são iguais perante a Lei”.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de autoria do deputado Celso Sabino, do tucanato do Pará, obviamente do PSDB, além de contar com o apoio de mais de 180 colegas como coautores, teve sua admissibilidade aprovada por 304 parlamentares.

Outro ponto visado pela PEC é fortalecer o dispositivo de que o Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário, só pode julgar processos contra parlamentares envolvendo crimes cometidos durante o exercício do cargo. Basta ser deputado para que os delitos do passado fiquem impunes, o que não deixa de ser uma afronta à Lei da Ficha Limpa, cada vez mais em desuso, esquecida, jogada na sarjeta.

Enquanto o país vive a agonia do dia a dia provocada pelo cruel e devastador novo coronavírus, que caminha a passos largos para ceifar 300 mil vidas humanas, ficam os senhores parlamentares preocupados em robustecer a imunidade parlamentar. Enquanto faltam vacinas em decorrência de uma imbecil disputa ideológica, os senhores “homens públicos” se reúnem para discutir a melhor maneira de ficar acima da Lei.

O título do comentário, “PRIMEIRO NÓS, DEPOIS ELES”, é o óbvio ululante: o nós são os senhores parlamentares. Os eles, os demais brasileiros, mais especificamente os que integram a parte de baixo da pirâmide social, com a quantidade de pobres e de gente passando fome aumentando assustadoramente.

Pelo andar da carruagem, do jeito que as coisas estão caminhando, com cada qual pensando em si, uma revolta social pode acontecer e ficar incontrolável.

Concluo dizendo que os senhores “homens públicos” precisam tomar juízo, pensar mais no coletivo do que em seus interesses e suas conveniências políticas e eleitorais, sob pena da paciência do povo se esgotar. 

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Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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"Não fique BATENDO PERNA na rua. É importante saber que quanto mais você circular, mais terá chance de adquirir o VÍRUS", enfatiza Arnold Coelho

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Precisamos deixar um pouco a política-ideológica de lado e começar a assumir que não estamos fazendo a nossa parte. É fato que os governos – nas três esferas – precisam acelerar o processo de vacinação, mas não adianta cobrar tanto dos políticos os nossos DIREITOS se não estamos fazendo os nossos DEVERES. Precisamos começar a AJUDAR no combate ao VÍRUS.

Os JOVENS perceberam que são – em sua ampla maioria – imunes aos efeitos da contaminação do VÍRUS e, de forma IRRESPONSÁVEL, estão levando o VÍRUS para dentro de CASA, infectando os mais VELHOS. Depois são os primeiros a correrem para a INTERNET para culpar os POLÍTICOS, a POLÍTICA e o SISTEMA DE SAÚDE. Ou os JOVENS mudam a rotina nos próximos meses ou iremos enterrar muita gente até o fim da vacinação.

Precisamos adotar medidas simples para SALVAR VIDAS! Mais quais medidas? USANDO MÁSCARA ao sair, mantendo uma distância mínima de 1,5 metro do seu semelhante, usando ÁLCOOL GEL e sempre que voltar para casa higienizando o que trouxe da rua e LAVANDO AS MÃOS.

Outra ação simples que você precisa fazer é lavar a roupa que usou ao sair. Lave sua máscara (se for de tecido) e coloque no sol o sapato que usou. Deixe sempre um pano limpo e úmido na entrada de casa, com desinfetante e alguma substância à base de cloro.

Receba poucas pessoas e em caso de visita cobre a máscara e o uso do álcool gel. Visite pouco os parentes e amigos (para isso, use telefone, o Whatsapp, vídeo chamada, etc), só visite em caso de extrema necessidade. Vá ao comércio se for para TRABALHAR, pagar conta ou comprar alimentos ou remédios.

Não fique BATENDO PERNA na rua. É importante saber que quanto mais você circular, mais terá chance de adquirir o VÍRUS. No caso dos JOVENS que gostam de sair, o ideal seria ficar em casa ou só sair seguindo essas recomendações. Se um parente seu (PAI, MÃE ou AVÓS) pegar esse vírus, a CULPA poderá ser SUA.

Por último é importante que você saiba como está o seu sistema imunológico. Como você anda de Vitaminas C, D, E e Zinco? Procure um médico no seu posto (é de graça), solicite dele exames e se preciso for, peça que ele indique um polivitamínico. E o mais importante: faça alguma atividade física, tome SOL pela manhã, se alimente e durma bem e FIQUE EM CASA.

Tenho seguido esse cronograma desde o início da pandemia e até o momento eu e minha família (graças a Deus) não pegamos COVID.

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Arnold Coelho
Em casa

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A situação em relação à pandemia do novo coronavírus caminha a passos largos para ficar incontrolável se nada for feito para conter o avanço devastador da covid-19.

O amanhã é hoje, é agora pela manhã. Não há mais tempo para indefinições, de deixar para o outro dia, sob pena do caos, das pessoas infectadas, por falta de vagas nos hospitais, ficarem “internadas” em casa e, como consequência, só Deus na causa, como dizem os religiosos.

O prefeito Augusto Castro sabe – e como sabe, já que quase foi para outra vida em decorrência do cruel vírus – da gravidade da doença, do sofrimento que ela provoca. Castro, salvo engano, passou mais de 45 dias de agonia, muitos deles na UTI.

O alcaide não pode é se deixar levar por pressões de quem quer que seja ou de qualquer segmento da sociedade. Esses que hoje pressionam para que o chefe do Executivo não tomem medidas duras para combater a proliferação da covid-19, serão os primeiros a criticá-los lá na frente. Vão dizer que o prefeito foi irresponsável, que cruzou os braços diante do avanço da maldita enfermidade.

Vale lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário, deu aos estados e municípios autonomia para tomar decisões de acordo com suas peculiaridades no tocante ao avanço do vírus, até mesmo uma medida extrema como a decretação de lockdown.

“O lockdown é mais ou menos como desligar a chave geral. Quando você afasta as pessoas por, pelo menos, duas semanas, que é o período médio de incubação da doença, você tem uma calma na doença. Com isso, consegue se planejar e ganhar um fôlego”, diz Evaldo Stanislau, infectologista do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

Concluo dizendo que são nos momentos difíceis, cuja tomada de posição tem que ser urgente, que se conhece o verdadeiro “homem público”, que não fica na indecisão em decorrência de pressões, mais especificamente de setores organizados da sociedade.

Sei que não vai ser fácil. Mas alguma coisa precisa ser feita. Não dar para fechar os olhos como se nada estivesse acontecendo, com vidas humanas sendo ceifadas pelo maldito vírus.

O prefeito Augusto Castro já começa a viver seu pior momento no comando do centro administrativo Firmino Alves. 

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Marco Wense é Analista Político

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É realmente impressionante o “fogo amigo” do senhor Ernesto Araújo. Os bolsonaristas, pelo menos os mais lúcidos, ficaram tiriricas da vida com o chanceler.

O presidente Bolsonaro, por conta do seu desdém no combate à pandemia do novo coronavírus, está sendo alvo de várias denúncias na OMS (Organização Mundial da Saúde) e em entidades ligadas à ONU (Organização das Nações Unidas).

Como não bastasse, tem três acusações contra o chefe do Palácio do Planalto, por negligência no enfrentamento da covid-19, que foi apelidada de “gripezinha”, no Tribunal Penal Internacional (TPI).

Vem agora o senhor Ernesto Araújo, chanceler brasileiro, em discurso para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, nesta segunda (22), e faz críticas às restrições adotadas para conter o avanço do cruel vírus. Diz, em alto e bom som, sem nenhum tipo de constrangimento, que não se pode “sacrificar a liberdade em nome da saúde”, dando assim um chega pra lá no necessário e indispensável distanciamento social.

Para complicar ainda mais o presidente da República, só faltou dizer que usar máscara é frescura e higienizar às mãos também.

Se Ernesto é um bom rapaz, confesso que não sei. Mas que é um inconsequente não tenho a menor dúvida.

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Marco Wense é Analista Político

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Vou fazer de tudo para não me alongar no comentário de hoje, mesmo correndo o risco de deixar de fora algumas informações necessárias para que o caro e atento leitor possa compreender melhor a minha posição em relação à instância máxima do Poder Judiciário.

De pronto, quero dizer que sempre uso o título acima toda vez que escrevo sobre o Supremo Tribunal Federal. Com efeito, era o assunto que mais me chamava atenção quando estudante de direito na então Fespi, hoje Universidade Estadual de Santa Cruz, a nossa UESC.

Como presidente do Diretório Acadêmico do curso de Direito, eleito pelos estudantes, em uma disputa acirrada com o candidato do PCdoB, fizemos um seminário jurídico em parceria com a OAB de Itabuna, na época presidida por Gabriel Nunes.

Foi nesse evento, que lotou o auditório do então CNPC, com vários ilustres palestrantes do mundo jurídico, entre eles Carlos Velloso, então ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o também ministro Bulgarin, do Tribunal de Contas da União (TCU), e os tributaristas Edvaldo Brito e Carlos Válder, que questionei Carlos Velloso sobre o artigo 101 da Constituição, mais especificamente no tocante ao parágrafo único.

Diz o parágrafo único : “Os ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal”. Perguntei ao eminente ministro, que um tempo depois virou presidente da Alta Corte, se ele não tinha alguma crítica ao critério de nomeação para o STF. Senti que ficou surpreso com minha indagação. Mas defendeu o parágrafo único do artigo 101.

Para o ministro, o fato da aprovação para o STF ter o aval da maioria absoluta dos senadores já era suficiente para garantir a imparcialidade do indicado diante de eventuais interesses do governo federal e do presidente da República de plantão.

Ora, qualquer chefe do Palácio do Planalto, politicamente bem articulado, consegue facilmente o apoio da maioria dos senadores, mesmo que o indicado não tenha os requisitos constitucionais do notável saber jurídico e reputação ilibada.

Esse critério de nomeação para o STF precisa ser modificado, sob pena do Tribunal perder definitivamente a credibilidade. A honrosa instituição, se nada for feito, vai ter que conviver com a acusação de que a Corte tem um forte viés político.

Ora, toda vez que um processo cai nas mãos de um determinado ministro, a primeira pergunta é qual foi o presidente da República que o nomeou, como se o julgador não tivesse nenhuma condição de imparcialidade porque deve “favor” a quem o indicou.

O STF é uma honrada e imprescindível instituição. E para se tornar insuspeita precisa ser independente, colocar um ponto final nessa descabida ingerência do Executivo sobre o Tribunal.

Portanto, para o bem do Estado democrático de direito, que se mude, urgentemente, esse critério para a indicação e aprovação dos ministros da Alta Corte.

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Marco Wense é Analista Político

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“Os inúmeros idiotas que circulam sem máscara na Beira-Rio e no centro de Itabuna agora vão dar de cara com a Blitz das Máscaras, da Prefeitura de Itabuna. Ela vai fiscalizar quem anda ou corre sem máscara. Correm assim “para ficar saudável” – até o vírus pegar”. (Jornal A Região, 20 de fevereiro de 2021).

O Bloco dos Sem Máscara também pode ser chamado de Bloco dos Imbecis. É lamentável que ainda tenha muita gente acreditando que a covid-19 é uma “gripezinha”. Itabuna acaba de bater o recorde de óbitos por covid-19 em 24 horas. Foram oito vidas levadas pelo cruel e devastador novo coronavírus. E os idiotas, os que teimam em não usar máscara, continuam circulando nas ruas.

Os incautos estão sendo os responsáveis pela cada vez mais preocupante crise sanitária e humana provocada pela “gripezinha”. Já estamos vivendo um colapso no sistema de saúde. E, infelizmente, sem nenhuma perspectiva de curto prazo para uma melhora.

A site do Uol Notícias traz uma matéria com a seguinte manchete: “Covid-19: Bahia tem recorde de internações e vê esgotamento da rede privada”.

A tristeza é dupla. Uma causada pelo impiedoso e democrático vírus. Antes que alguém interprete o “democrático” levando no deboche, é porque a doença atinge a todos, independente da posição que ocupa na pirâmide social. A outra tristeza diz respeito aos que não usam máscara e desdenham do distanciamento social. E tem até – pasmem! – os que acham a imprescindível higienização das mãos uma “babaquice”.

E aqui, em nome da responsabilidade e do respeito ao próximo, faço um apelo: usem a máscara e mantenha o distanciamento social.

Os religiosos, diante de um governo federal sem um plano consistente de vacinação, alimenta a esperança com um “só Deus na causa”.

Presidente Bolsonaro

Ficam dizendo que estou “pegando no pé” do presidente Bolsonaro.

Como ficar sem dizer nada diante da abertura de um edital para comprar hidroxicloroquina enquanto faltam vacinas em quase todos os Estados? Seis unidades federativas já estão sem doses para concluir a primeira etapa da vacinação. Em outros Estados o estoque terminou, domingo (21).

Pois é. Agora fica o Ministério da Saúde querendo agradar o chefe do Palácio do Planalto com edital para adquirir um medicamento que não tem comprovação científica.

Tenha santa paciência!

Deputado bolsonarista continua preso

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) continua preso. O parlamentar passou dos limites ao divulgar um vídeo com duros ataques aos ministros da instância máxima do Poder Judiciário, o STF.

Não fiquei surpreso com as 96 punições que o bolsonarista sofreu da Polícia Militar quando atuou na instituição: 26 dias preso, 54 dias em detenção, 14 repreensões e duas advertências. O que me chamou mais atenção foi o tratamento diferenciado dado por alguns setores da imprensa.

Quando uma pessoa comum, que a sabedoria popular costuma usar a expressão “pessoa do povo”, comete um delito, é logo chamado de ladrão.

Quando um simples funcionário público pratica o mesmo ato ilícito dos senhores parlamentares, é logo taxado de corrupto.

A palavra usada nos meios de comunicação é corrupção. Mas quando são eles, detentores de mandato público, a investigação não é para apurar a corrupção. Se investiga o acusado por um suposto “uso indevido do dinheiro público”. Fica menos escandaloso.

O “dura lex, sede lex”, que é assentado no preceito constitucional de que “todos são iguais perante a Lei”, só é direcionado para as “pessoas do povo”.

O andar da carruagem

A babaquice continua a todo vapor. Pelo andar da carruagem, com tantos incautos e incultos, de um lado (governismo) como do outro (oposicionismo), vai permanecer por muito tempo.

É impressionante. E o pior é que a ignorância e as asneiras vão ficando cada vez mais intensas, provocando assim o afastamento de pessoas inteligentes do debate político. Me refiro a quem critica e elogia o governo Bolsonaro. Críticas e elogios que merecem atenção porque são assentados em fatos.

A idiotice é rotular de “comunista” quem aponta os erros da gestão bolsonariana e de “direitona fascista” quem fala dos acertos.

Já disse aqui que o extremismo, independente do campo ideológico, é horrível, que os radicais são como farinhas do mesmo saco ou bananas do mesmo cacho.

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Marco Wense é Analista Político

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Diariamente tenho feito um esforço tremendo para tentar achar alguma coisa boa nesse governo. Tenho buscado por todos os lados e nada vejo de positivo que possa enxergar algo de bom para o Brasil. Percebo que a cada ‘ação desastrosa’ dessa gestão o presidente ou algum ministro soltam uma ‘pérola’ na mídia para tirar o foco.

Em caráter emergencial foi liberado recurso para o Ministério da Saúde combater a Pandemia, mas até agora esse governo gastou menos de 10% e tem comprado vacinas em pequenos lotes, mas comprou milhões de comprimidos de Cloroquina, o que lhe rendeu o apelido de ‘Capitão Cloroquina’. Por outro lado, ele assinou novos decretos aumentando o limite de armas por pessoa. Existem casos em que a pessoa vai poder comprar de 30 a 60 armas. O cara literalmente surtou! O brasileiro não tá conseguindo comprar carne pra botar na mesa e ele facilita a compra de armas! As milícias e o crime organizado agradecem. O povo quer vacina, senhor presidente!

Mas vamos continuar tentando achar algo positivo nesse governo. Sou um cara que gosta do meio ambiente, e defendo a preservação da fauna e flora, daí esse governo vem e libera 967 pesticidas (agrotóxicos) entre 2019 e 2020. Só no ano passado foram 493. O mundo inteiro condena o uso e ele simplesmente libera. Dá pra entender?

Ainda na questão ambiental, o ‘Capitão Cloroquina’ desaparelhou o Ibama com a desculpa que o órgão era uma fábrica de multas. O resultado foi um aumento significativo de queimadas e desmatamento por todo o Brasil. Criou e aprovou ano passado o Marco Legal do Saneamento Básico. Para não me aprofundar muito (pois já fiz um artigo sobre esse assunto há alguns meses) a ideia central do Marco é privatizar a coleta de lixo e os aterros sanitários, varrição de ruas, limpeza de bueiros, rede de esgoto, e o pior, vender a nossa água! Isso mesmo, esse Marco autoriza estados e municípios a venderem suas empresas ou autarquias de fornecimento de água. Querem privatizar a nossa água, nosso bem comum, com a desculpa de aumento de empregos. “Pode isso, Arnaldo?”

Com relação às nossas estatais, o ministro da Economia Paulo Guedes não esconde de ninguém que pretende vender o Banco do Brasil – já começou o processo de fechamento de mais de 360 agência e demissões voluntárias –, além Caixa Econômica Federal; a Petrobras já começou o processo de venda, com algumas plataformas, e de acordo com o site Correio24horas.com o governo federal vendeu a refinaria Landulpho Alves (na Bahia) pela bagatela de US$ 1,65 bilhão (R$ 8,86 bilhões na cotação atual), segundo especialistas, metade do seu valor de mercado. Essa foi a primeira, outras serão vendidas. Não podemos esquecer ainda dos Correios e da Eletrobras. Nenhum país sério e de primeiro mundo privatiza ou vende suas riquezas. Nem vou falar da Ford, que acabou de sair do Brasil depois de 100 anos.

Vamos falar um pouco do trabalhador brasileiro. O ‘Capitão Cloroquina’ acabou com o Ministério do Trabalho e fez uma reforma trabalhista que faz com que o indivíduo tenha que trabalhar 40 anos para descansar, passe a negociar os seus direitos diretamente com o patrão, trabalhe em regime de experiência por 180 dias (antes era 45 dias) e morra sem se aposentar, além de desvalorizar nosso salário, que um dia já bateu a casa dos 400 dólares e hoje está custando 192 dólares. Poderia fazer um artigo sobre o aumento da cesta básica nos últimos 14 meses, mas acho desnecessário. O povo tá vendo e sentindo no bolso!

Na política eu lembro de uma frase dele que dizia o seguinte: “Foro Privilegiado é para político vagabundo”. O filho hoje usa o Foro para fugir da justiça (lembra das rachadinhas?). Esse mesmo presidente ‘detonava’ com o Centrão e se elegeu prometendo uma nova política, sem conchavos e benefícios para a classe. Em pouco mais de um ano, para eleger o novo presidente da Câmara dos Deputados, o ‘Capitão Cloroquina’ negou o seu discurso e gastou mais de 3 bilhões e alguns Ministérios, barganhando a presidência da Casa para um aliado dele. Dá pra acreditar em algo dito por esse ‘Capitão’?

Falar desse desgoverno requer tempo (muito tempo!) e estômago de avestruz para engolir tanta coisa errada. Vou continuar torcendo para que aconteça algo legal até o fim dessa gestão, afinal esse ‘despirocado’ pode a qualquer momento encarnar a ‘Ruth Boa’ (Mulheres de Areia) e começar a fazer a coisa certa. É difícil, mas a esperança é a última que morre. Pra começar, que tal trocar o foco das armas por mais vacina?
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Arnold Coelho
Mantendo a esperança

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Setores do Partido dos Trabalhadores da Bahia estão formatando a chapa majoritária da base aliada, para a disputa da sucessão estadual de 2022, deixando de fora o governador Rui Costa (PT).

Querem na linha de frente para enfrentar o ex-prefeito ACM Neto (DEM) uma composição com Jaques Wagner, o vice sendo indicado pelo PP do vice-governador João Leão e o senado com Otto Alencar (PSD) buscando a renovação do mandato via instituto da reeleição.

E o governador Rui Costa? Usando uma expressão comum nos grupos de WhatsApp, colocaria antes da pertinente e oportuna pergunta um “oxente” com todas as letras maiúsculas: OXENTE! Rui Costa sendo defenestrado da majoritária, como se fosse um postulante sem importância?

É evidente que os idealizadores dessa esperteza são ligados ao senador Jaques Wagner, que quer a base de sustentação política do chefe do Palácio de Ondina unida em torno de sua tentativa de governar a Bahia pela terceira vez. O apoio do PSD e PP é imprescindível. Diria até que é “conditio sine qua non” para que Wagner derrote ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do demismo.

Para que ocorra tudo dentro do que a “ala wagneana” quer, tem que acontecer três coisas:
1️⃣ Rui Costa cumprir seu mandato até o último dia;
2️⃣ Otto Alencar desistir da sua legítima pretensão de sair candidato a governador;
3️⃣ O comando nacional do lulopetismo lançar Rui como o nome do PT na disputa pela presidência da República.

PONTO 1️⃣ O pior caminho para o governador Rui Costa, já que ficaria dois anos sem mandato popular. Digo até que é uma gigantesca maldade com o petista-mor da Bahia. Obviamente que não irão conseguir tal proeza. Nos bastidores, como meio de tentar influenciar uma decisão de cima para baixo, ficam dizendo que o vice-governador João Leão, que vai passar um bom tempo como chefe do Executivo se Rui disputar o Senado, não é confiável. Vale lembrar que a sigla de Leão é o PP, que além de ser a principal legenda do Centrão, vai fazer o jogo do presidente Bolsonaro na sucessão do Palácio do Planalto.

PONTO 2️⃣ A verdade é que ninguém sabe o que passa pela cabeça do senador Otto Alencar, que é o presidente estadual do PSD. O próprio Otto não sabe qual a decisão que irá tomar no pleito de 2022. Quando questionado sobre o assunto, diz que ainda é cedo para definir seu caminho político, que tem duas direções: reeleição para o Senado da República e a candidatura ao governo do Estado.

PONTO 3️⃣ É aí que entra a ala da executiva estadual do PT ligada a Jaques Wagner, que vem desenhando a composição da majoritária deixando o governador Rui Costa de fora, como estivesse certeza de que o morador mais ilustre do Palácio de Ondina será o candidato do lulopetismo na sucessão de Bolsonaro ou ficará como governador até o fim da gestão. A turma de Wagner não acredita que Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, considerado o pior alcaide da história política da cidade, seja o nome da legenda na disputa presidencial.

As conversas estão acontecendo na segurança de que só existem duas opções para o governador Rui Costa: ser candidato à Presidência da República ou continuar no governo até o último dia do mandato, o que significa ficar dois anos sem nenhuma referência politica.

O pessoal de Wagner acha que o ex-presidente Lula vai convencer Rui a não disputar o Senado, facilitando assim os entendimentos em torno da composição da majoritária e, como consequência dessa harmonia, evitando uma debandada de quem não ficou satisfeito para o netismo, que vive o angustiante dilema de ser ou não ser oposição ao bolsonarismo.

O governador Rui Costa não diz nada. Só espera o momento certo para mostrar que é o principal protagonista do processo eleitoral de 2022, que não vai aceitar o papel de coadjuvante na arrumação da chapa que irá enfrentar a de ACM Neto (DEM).

Quando questionados sobre a tentativa de deixar Rui Costa fora da majoritária, para facilitar o diálogo entre as legendas da base aliada, mais especificamente o PSD e PP, correligionários mais próximos do governador preferem o silêncio, pelo menos por enquanto. Acham que ainda é cedo para dar um chega pra lá nos defensores da defenestração de Rui Costa da chapa majoritária.

É por essas e outras que volta e meia se comenta a possibilidade de Rui Costa deixar o PT. A cúpula nacional não trata o “companheiro” como deveria, parece desdenhar do seu valor, da sua imprescindibilidade para a sigla. Talvez porque Rui Costa não tenha vocação para ser “poste” do lulopetismo, marionete ou boneco de engonço.

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Marco Wense
Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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As ácidas e contundentes críticas do vereador Manoel Porfírio (PT) direcionadas para a secretária de Saúde de Itabuna, a médica Lívia Mendes, causou uma enxurrada de interpretações.

Vale lembrar que o edil é líder do governo Augusto Castro (PSD) na Casa Legislativa. A grande dúvida é se o nobre, inquieto e polêmico parlamentar estaria falando por ele ou na condição de representante do chefe do Executivo no Parlamento municipal.

Uma coisa é certa: Manoel Porfírio ainda vai dar muita dor de cabeça ao prefeito Augusto Castro.

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Marco Wense
Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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