O ex-presidente tem encontro marcado com lideranças políticas e sociais de Pernambuco, Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia // Foto de Ricardo Stuckert

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Segundo o jornalista Lucas Vasques, o ex-presidente Lula inicia, neste domingo (15.agosto), fará uma visita a seis estados do Nordeste: Pernambuco, Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia.

O objetivo é encontrar lideranças políticas e sociais para debater o atual momento e os caminhos do Brasil. A agenda prevê reuniões com governadores, representantes de movimentos sociais e sindicais, além de lideranças regionais.

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Nesta sábado (7.agosto), o ex-presidente Lula (PT) atacou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas redes sociais. “Temos um presidente 100% irresponsável e 100% mentiroso. Um homem que sente prazer em contar mentira, em tentar enganar o povo. Ele acha que o povo é tonto, que não tem consciência”,

E seguiu dizendo: “Bolsonaro desafiou a sociedade. Em algum momento ele será julgado. E é disso que ele tem medo. Essa loucura toda de voto impresso, é medo. Bolsonaro sabe que vai perder e tem medo de ser preso, aí fica nessa bobagem,” escreveu Lula no Twitter.

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📷 Foto de Ricardo Stuckert

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Vou até deixar de lado o forte rugido do leão contra a soberba do lulopetismo baiano, adepto fervoroso de que o PT deve passar mais oito anos no comando do Palácio de Ondina.

Os lulominions querem Wagner eleito para o terceiro mandato como governador da Boa Terra. Se elegendo, será candidato à reeleição. Que coisa, hein! O engraçado é que o PT se queixava do domínio do PSDB no Estado de São Paulo. Agora faz a mesma coisa na Bahia. Não quer “largar o osso”, como diz a sabedoria popular.

Os dois integrantes mais rebeldes da base aliada, entusiasmados seguidores de que é hora do PT ceder, são João Leão (PP) e Angelo Coronel, respectivamente vice-governador e senador pelo PSD.

João e o Coronel, em toda entrevista, não perdem a oportunidade de dizer que o PT precisa calçar as sandálias da humildade e reconhecer que chegou o momento de recuar e aceitar um nome para encabeçar a majoritária de outra agremiação partidária.

O PT só enxerga o PT, o próprio umbigo. O petista-mor, ex-presidente Lula, assim que deixou a prisão, onde passou 580 dias, declarou que “o PT é partido de receber apoio e não de apoiar”.

E mais: ao sair da cadeia, se libertando do calvário, Lula condicionou as alianças com o PT à defesa do movimento “Lula Inocente”, que substituiu o “Lula Livre”. Lembro que o governador Rui Costa se posicionou contrário a vincular qualquer acordo político a tais exigências, o que terminou deixando o chefe irritado. Afinal, era uma afronta, um desafio ao “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

Leão e o Coronel parecem acreditar naquele ditado do povo que diz que “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

Ledo engano. O lulopetismo só enxerga o seu lado. Os incomodados que procurem outro caminho, uma lavagem de roupa.

O que chama mais atenção nessa composição da chapa majoritária é o cruzar dos braços do PSB, aceitando ser uma mera peça decorativa na sucessão estadual. A legenda socialista sequer é citada nas articulações. A preocupação do petismo com a sigla é zero. É como se o PSB estivesse dominado.

O ano eleitoral de 2022 vai ser marcado por muito teatro, ingratidão, cinismo e traição. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

Ex-presidente Lula

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O presidente Lula alertou, em entrevista à tvPT que, enquanto Bolsonaro comete abusos na gestão da pandemia, como tirar máscaras de crianças, o país é governado realmente por pessoas que destroem o patrimônio nacional. “Bolsonaro está muito à vontade porque ele fala todas as besteiras, nós ficamos criticando o dia inteiro as besteiras, a imprensa reproduz as besteiras que ele fala, e quem está governando o país é o [Arthur] Lira, presidente da Câmara; é o [Rodrigo] Pacheco, presidente do Senado; e o [Paulo] Guedes, que vão vendendo o Brasil”, observou Lula.

Lula aponta as privatizações e a reforma administrativa como dois exemplos do desmonte do país que ocorre em plena pandemia. “Eles vão desmontando as empresas estatais, vão privatizando tudo a preço de banana, vão fazendo a reforma administrativa para prejudicar o trabalhador menor. Não vai ser o procurador que fez as mentiras na Lava Jato que vai pagar o pato da reforma administrativa, vai ser o povo pobre, que coloca a mão na massa para carregar piano”, alertou Lula, que pediu a presença da bancada do partido na Câmara para aumentar a resistência ao desmonte. “É preciso não permitir que aconteça o que está acontecendo. Não se pode deixar o presidente da Câmara fazer a destruição que está fazendo.”

Ainda sobre o Estado, o presidente Lula analisou a presença de militares no atual governo. Para ele, é preciso recuperar o papel central das Forças Armadas para o país. “Eu quero as Forças Armadas fortes, para nos defender de nossos inimigos externos. Defendo as Forças Armadas bem estruturadas. Agora, o cidadão tem de escolher. Se ele quer ser militar, ele tem uma função constitucional que ele tem de cumprir. Se ele quer ser político, ele não faça escola militar, ele vá para a política. Não pode misturar as coisas, porque senão você destrói as carreiras de Estado”, analisou.

Ex-presidente Lula (PT) e o senador Jaques Wagner (PT)

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Em entrevista à rádio Salvador FM nesta 3ª feira (6.julho), o ex-presidente Lula (PT) afirmou que o ex-governador e senador Jaques Wagner (PT) é o nome mais capacitado para ser o próximo governador da Bahia. A entrevista foi retransmitida por mais de 100 rádios de diversos municípios baianos.

“Wagner pode e deve ser eleito na Bahia”, afirmou o presidente, atribuindo a grande possibilidade de vitória do senador ao trabalho realizado nos 15 anos de gestão do PT no estado. “Há muita chance de ganhar, há muita força. Eles construíram uma base de sustentação muito sólida, o que permitiu fazer um governo primoroso”, destacou, citando os investimentos na saúde, na educação, na infraestrutura, na energia eólica, dentre outros. “É um governo que faz as coisas pensando no povo”, disse.

Na entrevista, Lula ressaltou ainda as qualidades do senador e sua grande capacidade de articulação. “Jaques Wagner é um dos mais importantes analistas políticos que já conheci na vida, ele era meu ministro e foi se meter a candidato a governador da Bahia, e pedi que ele não fosse candidato porque tinha receio da eleição com Paulo Souto, por causa do Carlismo na Bahia, e não é que o Galego ganhou no primeiro turno, se reelegeu no primeiro turno, elegeu Rui no primeiro turno e Rui se reelegeu no primeiro turno”, afirmou Lula, ao dizer que as eleições bem-sucedidas do PT nas últimas quatro eleições na Bahia se deve ao trabalho realizado pelo PT e pela base aliada.

O presidente elogiou ainda a aliança do Partido dos Trabalhadores na Bahia com o PSD, PSB, PP, PCdoB e outras legendas da base aliada. “A Bahia é um exemplo para nós de uma aliança política”, afirmou, ao enfatizar que foi esta aliança que permitiu que PT na Bahia governasse para todos. “Vamos conversar com toda a sociedade para governar o Brasil para todo o povo brasileiro”.

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Nas primeiras notícias de que o apresentador de TV Luciano Huck, o ex-juiz Sérgio Moro e o empresário João Amoêdo estavam dispostos a disputar a sucessão de Bolsonaro, o meu comentário foi de que os três desistiriam antes mesmo do início do ano eleitoral de 2022.

Fui severamente criticado, mesmo dizendo os motivos que levariam os agora ex-presidenciáveis a renunciar da empreitada, do longo caminho para chegar ao maior e mais cobiçado cargo do Poder Executivo.

Deu no que deu: Huck se acertou com a Globo para assumir o lugar de Faustão nas tardes de domingo. Moro é uma espécie de consultor da Odebrecht, naturalmente ganhando um bom salário. E Amoêdo, dirigente-mor do Novo, não conseguiu unir a sigla em torno de sua legítima pretensão de comandar o Palácio do Planalto.

Pelo andar da carruagem, a eleição presidencial vai ficar restrita a Lula (PT), Bolsonaro (sem partido), buscando à reeleição, Ciro Gomes (PDT), João Doria pelo PSDB (ou outro candidato do tucanato) e o ex-ministro da Saúde Mandetta (DEM).

Se a chamada terceira via não se entender em torno de um nome, a polarização entre Lula e Bolsonaro fica mais consolidada. O antipetismo e o antibolsonarismo, que representam uma significativa parcela do eleitorado, caminhando para 60%, se espalham entre as outras opções, o que significa um inevitável segundo turno entre Lula e Bolsonaro.

Essa polarização entre um passado marcado por escândalos de corrupção e um presente sem perspectiva de futuro dentro das regras democráticas, respeitando o Estado de direito, que tem a Constituição como escudo contra ímpetos ditatoriais, vai levar a uma campanha sangrenta.

O título da coluna foi inspirado no comentário da sempre bem informada jornalista Eliane Cantanhêde, na edição de ontem, 16, no Estadão. Veja abaixo o que diz Cantanhêde sobre a disputa Lula versus Bolsonaro.

” Será uma campanha sangrenta, com acusações de corrupção, ameaças à democracia e risco de um grande fuzuê depois da abertura das urnas. O que, obviamente, aumenta ainda mais a ansiedade por opções de centro e a responsabilidade dos que merecem ser chamados de líderes”.

O Brasil, que precisa de paz, harmonia e muito diálogo com todos os segmentos não só da sociedade como do mundo da política, não pode ficar nessa encruzilhada de uma polarização entre o “mito” da direita e o “mito” da esquerda. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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Esse “já ganhou” dos bolsominions e dos lulominions me faz lembrar a eleição para o governo da Bahia em 2006, quando Jaques Wagner derrotou o favorito Paulo Souto logo no primeiro turno.

Esse “já ganhou” tem pela frente Ciro Gomes, presidenciável do PDT, que é a opção mais viável da chamada terceira via, da parcela do eleitorado, hoje em torno de 60%, que não quer Bolsonaro e Lula. Nem a volta do passado marcado por escândalos de corrupção e, muito menos, a continuação de um governo que desdenha da vida das pessoas com um estúpido e irresponsável negacionismo.

Ciro, diante desse cenário, está vivo. Digo até vivíssimo. Pela recente pesquisa do PoderData tem a soma dos votos dos pré-candidatos que estão atrás dele: o ex-ministro Mandetta (DEM), o apresentador Luciano Huck (sem partido), o governador de São Paulo João Doria (PSDB), o empresário João Amoêdo (Novo) e o ex-juiz Sérgio Moro, também sem abrigo partidário.

Dos cinco, acredito que somente dois continuarão como postulantes ao cargo máximo do Poder Executivo. Os outros tendem a desistir. Amoêdo já o fez em nota pública. Uma significativa parcela dos eleitores de Huck e Moro é simpática ao movimento “Nem Lula, Nem Bolsonaro”, que cresce dia a dia.

O importante agora para Ciro, que foi o presidenciável com maior crescimento na última consulta do DataPoder, saindo de 6% para quase 11%, é se consolidar como o nome da terceira via que pode quebrar essa polarização Lula versus Bolsonaro, com um alimentando o outro, uma espécie de, digamos, mutualismo político. A sobrevivência política de Lula depende de Bolsonaro e vice-versa.

O antipetismo e o antibolsonarismo, que hoje são gigantescos, podem levar o candidato com mais chances de derrotar Lula (ou Bolsonaro) para um segundo round eleitoral. E Ciro é quem mais preocupa petistas e bolsonaristas.

Outro lembrete é que quem está na frente da campanha de Ciro é o baiano João Santana, considerado o “mago” do marketing político. Os resultados do seu trabalho já são visivelmente percebidos.

Esse “já ganhou”, muitas vezes de maneira debochada, é desaconselhável. A sabedoria popular costuma dizer que “o apressado come cru”.

O engraçado é que ainda estamos em 2021. Para os bolsominions e os lulominions não tem mais água para passar por debaixo da ponte da sucessão do cobiçado Palácio do Planalto. A ida do “mito” da esquerda e do “mito” da direita para o segundo turno é dada como favas contadas.

Concluo dizendo que vem aí um chega pra lá em Lula e Bolsonaro. O eleitorado vai perceber que essa polarização é ruim, que o melhor candidato é Ciro Gomes, o único presidenciável que tem um projeto nacional de desenvolvimento, que diz como vai fazer para resolver os graves problemas do país.

O forte e encrustado antipetismo e antibolsonarismo vão oxigenar a terceira via, levando seu representante para a segunda etapa eleitoral.


Marco Wense é Analista Político

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Ex-presidente Lula e o deputado Marcelo Freixo

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O deputado federal Marcelo Freixo, pré-candidato ao governo do Rio, sairá do PSOL (filiado desde 2005) e está de malas prontas para o PSB.

Freixo se reúne com ex-presidente Lula no Rio para articular candidatura ao governo do Rio pelo PSB.

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O ex-presidente Lula, para criar simpatia com a militância do PDT, fica elogiando o saudoso Leonel Brizola, fundador do Partido Democrático Trabalhista, nos seus encontros com lideranças políticas de esquerda.

O petista-mor quer passar a ideia de que Brizola, se vivo fosse, não estaria concordando com as críticas de Ciro Gomes ao lulopetismo. Todas elas com muita razão e assentadas em inquestionáveis e sólidos argumentos.

Querem o que, que Ciro esqueça a sujeira de Lula com sua candidatura na eleição de 2018? De dentro da cadeia, onde passou 580 dias vendo o sol quadrado, o “sapo barbudo” só pensava em enfraquecer Ciro. Se fazia o que fez preso, imagine agora solto.

Ora, no mínimo um gigantesco e inominável cinismo ficar insinuando que Brizola o admirava, quando na verdade o achava extremamente ambicioso, adepto fervoroso do vale tudo para conquistar o poder.

Já em 1989, Brizola dizia: “Desconfio muito desse candidato. Dele e do PT”. Conta até uma história interessante : “Quando cheguei do exílio fui visitar o Lula, que me recebeu como se fosse um imperador. Existe uma incompatibilidade entre nós, ali vi que Lula é um homem do sistema”.

Não deu outra. A profecia do único político brasileiro a governar dois Estados, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, marcando suas gestões pela obsessão que tinha pela educação, se confirmou. Lula se juntou com Paulo Maluf, Michel Temer, Eduardo Cunha, Sérgio Cabral e companhia Ltda.

“O discurso ético caiu como castelo de areia. Em vários aspectos demonstrou o PT ser mais do mesmo. O PT é que nem galinha: cacareja na esquerda, mas bota ovo na direita”, dizia o bom e inesquecível gaúcho.

E mais (1) : “Denunciam o golpe publicamente, mas no privado fazem acordo com seus algozes”. E perguntava: “Qual o PT é o verdadeiro, o público ou o privado? Cadê a coerência? Cadê a hombridade? Cadê o discurso? Cadê a dignidade de uma corrente política?”.

E mais (2) : “Esta obsessão por boquinhas, por cargos, por poder sem lastro, talvez seja uma das principais patologias que o PT deva enfrentar. Não é no mínimo ético para os brasileiros que sofrem com o golpe verem o PT se aliar aos golpistas, afinal a democracia está sendo atacada, e direitos suprimidos”.

Pois é. O filme se repete. A cúpula do lulopetismo, para eleger Lula para o terceiro mandato presidencial, anda paparicando e mandando recadinhos para os protagonistas do impeachment da coitada da Dilma Rousseff. O senador Renan Calheiros, por exemplo, atolado até o pescoço com a Justiça, é um dos coordenadores da campanha de Lula no Nordeste.

Fico a imaginar o que diria Brizola sobre os escândalos de corrupção nos governos de Lula e Dilma, com destaques para o mensalão e o petrolão.

Portanto, concluo dizendo a Lula que esqueça Brizola, que morreu levando consigo a decepção com o petismo, o PT e o próprio “sapo barbudo”.

Leonel de Moura Brizola, senhor Luiz Inácio Lula da Silva, se encontra na eternidade, em um lugar reservado para os grandes homens públicos. Deixe ele em paz. 


Marco Wense é Analista Político

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Ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal, Geraldo Simões (PT)

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Nesta entrevista com o ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal, Geraldo Simões (PT), ele fala de seus projetos políticos, avalia o cenário atual da administração municipal, fala de novos contatos políticos que podem render frutos num futuro próximo, além de pincelar comentários sobre a política estadual e nacional, principalmente quando se fala em Lula e Rui Costa. Ainda sobre Itabuna, dar uma alfinetada no atual gestor, dizendo que ele não tem feito os pleito adequados ao governo do estado.

“O município não pode gastar os cartuchos que tem pedindo para recuperar avenida, posto médico, escola e vila olímpica. Nós temos que pedir obras, do tamanho e da importância de Itabuna”. Confira!

Pauta.Blog – Quais foram os seus projetos, tanto na área pessoal e política, nestes quase dois anos de pandemia?
Geraldo Simões – Neste período seguir a recomendação da Organização Mundial de Saúde no que diz respeito aos cuidados e ao distanciamento social. Fui candidato a prefeito, aproveitei o espaço da campanha para divulgar também  recomendações a respeito da Covid-19. Estão sendo quase dois anos de muitas dificuldades para todos os  brasileiros.

Pauta.Blog – Muitos falam que você preferiu se manter isolado na praia. Muita sombra, água fresca, mas e a política, como ficou?
Geraldo Simões – Não fui para praia. Estive de férias com os netos e Tiago, em Salvador, mas sempre me informando sobre a política nacional com a turma do PT, o Senador Jaques Wagner e vários deputados amigos. Estive focado no distanciamento social, mas antenado com as coisas que estavam acontecendo no Brasil, mas sempre ciente de que o mais importante neste momento não é o debate e sim a união de todos contra à Covid-19.

Pauta.Blog – Amante da política como sabemos, você deve acompanhar a política diariamente, principalmente no cenário local. Qual a sua avaliação?
Geraldo Simões – Avalio um momento muito favorável para os candidatos do Partido dos Trabalhadores em Itabuna. Pelos feitos, pelas realizações do PT na cidade, seja no Governo, Lula, Dilma, Rui Costa e Wagner. Se analisarmos a história da cidade nunca teve os investimentos que ocorreram nesse período, como por exemplo, a Barragem Rio Colônia, a UFSB, o gasoduto, a policlínica, o teatro municipal, quase 10 mil unidades do Programa Minha Casa Minha Vida, pavimentação, saneamento básico, vários investimentos na saúde… enfim, Itabuna nunca registrou um período de tanto investimentos do governo federal, e por isso acho que temos uma conjuntura favorável para uma eleição de Lula, Presidente, e Wagner Governador.

Pauta.Blog – Recentemente você esteve com Dr. Mangabeira. É verdade que você o incentivou a permanecer na política? Porque?
Geraldo Simões – Mangabeira é um quadro importante na política de Itabuna, participou de três eleições, uma para deputado federal e duas para prefeito e obteve excelente votação. Eu de fato disse a ele que ele está credenciado a disputar qualquer eleição. Eu disse inclusive que seria uma perda para cidade se ele desistisse da atividade política.

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Geraldo Simões e Dr. Mangabeira se encontram para discutir o governo do prefeito Augusto Castro

Pauta.Blog – Existe a possibilidade de vocês serem adversários políticos nas próximas eleições municipais, ou uma união?
Geraldo Simões – No bate-papo que tivemos identificamos que nós temos avaliações sobre a difícil situação que Itabuna atravessa muito comuns, e que também temos soluções comuns. Então vamos em frente, o futuro é que dirá como vai ser a nossa relação com Dr. Mangabeira.

Pauta.Blog – Caso tivesse sido eleito nas eleições de 2020, o que você teria feito de diferente com relação a gestão do atual prefeito Augusto Castro?
Geraldo Simões – Num governo nosso eu trabalharia dia, noite, final de semana, feriado e dia santo para o enfrentamento da covid-19. Não é possível que numa crise dessa, Itabuna com tantas mortes e tantos infectados, e só tem vacina em um turno e ainda parar no final de semana e feriado. Eu iria ainda além da vacina da covid-19. A saúde está do mesmo jeito que no governo passado, com unidades básicas de saúde desestruturadas e o centro de referência em saúde também, portanto, seis meses de governo e não teve nenhuma alteração significativa na saúde de Itabuna.

Eu também daria amparo as pessoas que estão empobrecendo. Itabuna está entrando no mapa da fome. Eu daria toda atenção a população empobrecida de Itabuna e buscaria apoios para gerar emprego, movimentar a economia e melhorar a educação.

Pauta.Blog – De zero a dez, qual nota você dar a gestão do prefeito Augusto Castro?
Geraldo Simões – Avalio que o governo está sem foco, sem prioridades, portanto, eu daria nota 5, orando para que melhore.

Pauta.Blog – Como você avalia um governo que apoia Rui Costa, mas que tem um vice-prefeito que já declarou o seu apoio a ACM Neto?
Geraldo Simões – Pode ser uma situação verdadeira e que vem mostrar que o alinhamento entre o vice e o prefeito é somente para questões administrativas, ou se trata de uma encenação. Isso só o futuro dirá, o que de fato corresponde a esse posicionamento deles.

Pauta.Blog – Quais são os seus planos políticos: será candidato a deputado em 2022?
Geraldo Simões – Meu plano é praticar o distanciamento social, observando todos os cuidados com a covid-19, além de transmitir essas informações para meus amigos e comunidade, e no momento certo fazer a campanha de Lula para Presidente, Wagner para Governador, o Senador será o que a majoritária escolher. Em relação aos deputados não tenho nada decidido ainda, vamos ouvir alguns amigos e companheiros para tomar uma decisão.

Pauta.Blog – Você acredita na “exaustão” do PT na Bahia, ou Jaques Wagner vai surfar bem na sucessão de Rui Costa?
Geraldo Simões – Ninguém enjoa o que é bom. Wagner fez dois governos extraordinários, ajudou na eleição de Rui na primeira e segunda eleição, por sua vez, Rui Costa está fazendo um grande governo com muitas obras no interior e tendo boa avaliação, então eles dois estarão unidos para continuar!

Pauta.Blog – Existe alguma “rusga” com o governador Rui Costa ou é intriga da oposição?
Geraldo Simões – Absolutamente não tenho rusga nenhuma com Rui. Nós fomos companheiro na CUT, companheiros no PT, no Governo Wagner, como deputado federal… não tem nada disso. Torço e trabalho pelo sucesso de Rui e pela eleição para governador de Jaques Wagner e reconheço que Rui é um grande governador da Bahia.

Pauta.Blog – Atuando como consultor político, o que você diria ao presidente Jair Bolsonaro no tangente ao enfrentamento à Covid-19?
Geraldo Simões – Bolsonaro tem que deixa de brinca de ser presidente, porque já causou a morte de mais de 450 mil pessoas e contratar gente capaz no Brasil para cuidar da saúde. O resto é irresponsabilidade e cegueira desse presidente.

Pauta.Blog – A eleição no Brasil será polarizada mesmo entre Lula e Bolsonaro, ou você acredita que nascerá uma terceira via?
Geraldo Simões – Lula teve esse retorno no primeiro turno, nas pesquisas em 2018, só que armaram aquela onda de lava jato tiraram ele com a sua prisão, colocando um presidente irresponsável que está causando um estrago no país. Não acredito em terceira via, acredito em uma disputa com Lula e o atual presidente. O povo vai reparar o erro e Lula retornará presidente para ser melhor do que foi nas outras duas vezes.

Pauta.Blog – Você acredita na vitória de Lula no 1º turno ou será páreo duro até o segundo turno?
Geraldo Simões – Indiferente. O importante é que Lula seja eleito Presidente da República. Vamos trabalhar!

Pauta.Blog – Quais são as suas considerações finais?
Geraldo Simões – No meu entendimento, o governo municipal não tem feito os pleitos mais adequados ao governador Rui Costa, que tem grande estima por Itabuna. O município não pode gastar os cartuchos que tem pedindo para recuperar avenida, posto médico, escola e vila olímpica, porque isso dá para fazer perfeitamente com os recursos do município.
Nós temos que pedir obras, do tamanho e da importância de Itabuna, como por exemplo, saneamento básico, a coleta e tratamento de 100% do esgoto, corrigir distorções no sistema de abastecimento de água da cidade, a despoluição do Rio Cachoeira, o Porto Seco, um dos mais importantes que pode ser aqui em Itabuna.

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