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🔨 O carpinteiro Jaques Wagner

O senador Jaques Wagner, no programa Frequência Política, disse aos radialistas Binho Shalon e João Matheus que a união em prol da corrida ao Palácio de Ondina com PT-PSD-PP já é “prego batido e ponta virada”.

É impressionante a lábia de Wagner, caso esta união seja selada (novamente), já que o senador Ângelo Coronel (PSD) vem levantando a bandeira do senador Otto Alencar (PSD) para concorrer ao Governo da Bahia.

Não vem sendo diferente com o vice-governador do estado, João Leão (PP), que já mandou o recado: “quero ser governador”.

Parece que o carpinteiro Wagner 🔨 bateu o prego, mas esqueceu de “virar a ponta” na lábia.

Wagner tenta um novo “front” contra o grupo de ACM, porém, desta vez, enfrentará o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

Responsável pela derrota do carlismo na Bahia em 2006, Wagner terá a missão de conter a “exaustão” do PT, que já governa o estado há 15 anos.

🔍 Serpa “miou” como candidato a deputado

O ex-secretário de Trânsito de Itabuna, o tenente-coronel Serpa, estará assumindo a Superintendência de Trânsito de Ilhéus, a convite do prefeito Marão (PSD).

Com isso, deixará de concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. E apoiará a primeira-dama de Ilhéus, Soane Galvão. E para federal, Serpa já firmou com a atual deputada e professora Dayane Pimentel.

O tenente-coronel chegou a ser convidado pelo Dr. Isaac Nery (pré-candidato a deputado federal) para fazer uma dobradinha pelo Partido Republicanos, mas Serpa “miou”🔍.

Bebeto está contando os dias 📆

Jaques Wagner, senador, vai concorrer ao Governo da Bahia. Com isso, abrem-se as portas do Senado para o vice-prefeito de Ilhéus, Bebeto Galvão (PSB).

Já imaginou o sul da Bahia com um senador da República, hein?

Bebeto está assim: dorme com a calculadora, contando os dias, e acorda sonhando.

👀 Cosme Resolve (ainda?) irado com o secretário Almir Melo

O prefeito Augusto Castro (PSD) ‘resolveu’ apagar o incêndio entre o vereador Cosme Resolve (PMN) e o secretário Almir Melo. O prefeito atendeu a alguns pedidos do vereador, mas o mesmo só agradeceu mesmo ao prefeito e à primeira-dama Andrea Castro.

Cosme chegou a se irar com o secretário Almir Melo em uma sessão na Câmara, no mês passado.

Relembre aqui ⤵️

Vereador Cosme Resolve dispara a “metralhadora” contra o secretário Almir Melo Jr.

👀 Sem firulas, ele corre para não perder a patente do “Resolve”.

💣 Fio desencapado na Câmara de Ilhéus

O vereador Luca Lima, do PSDB, está em vias de desencapar o fio de acusação. Três ex-servidoras do seu gabinete o acusam de praticar “rachadinha”.

Tá com cara de que vai dar curto-circuito.

Efeito ‘Barrichello’ ⏰

Após 6 dias de atraso, a Prefeitura de Arataca divulgou o resultado parcial dos candidatos aprovados no Processo Seletivo. Fez jus àquele ditado: demorou, mas saiu.

Deve voltar em 2022 📖

Quase dois anos sem aulas presenciais: tanto nas escolas particulares, quanto nas públicas. É triste, pois TUDO pode estar aberto, MENOS as escolas. Quem arcará com este ‘delay’ educacional? Como sempre…quem carrega o país nas costas: o povo e os jovens!

Bolsonaro no Patriota❓

Segundo o presidente do partido, Adilson Barroso: “Bolsonaro ficou de dar a resposta entre 10 e 15 dias”.

O nome “Patriota” foi dado pelo presidente Bolsonaro. Será que ele também dará as coordenadas no partido, caso se filie? Não duvide.

A conferir!

Ou leva, ou vai embora! 👂

Sobre o voto impresso, o Ministro Luís Roberto Barroso disse: “Já passou o tempo de golpes, quarteladas, quebras da legalidade constitucional. Ganhou, leva. Perdeu, vai embora”.

Charliane ‘beija a camisa’

A ex-vereadora pelo PTB de Itabuna, Charliane Sousa, e ex-candidata a prefeita pelo MDB, chegou chegando à nova sigla: o PCdoB.

Daí, um amigo que conhece a alma e as profundeza da legenda disse: “Tá no time, tem que beijar a camisa”. Diga aí, se não filosofou?!

O arranjo está montado: Charliane quer uma vaga na Assembleia Legislativa. Porém, esta música tá com cara de 2024.

Problemão para o prefeito de Buerarema

Vinícius Ibrann (DEM), prefeito de Buerarema, tem um problemão a resolver.

Isto porque o TCM determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual contra o prefeito. O “pepino” é para que seja apurada uma possível prática de ilícito na contratação da “Pousada Sulamérica” e do “Hotel Royal”, ambos localizados em Itabuna.

O Tribunal de Contas dos Municípios disse que as contratações ocorreram “sem apresentação de qualquer justificativa plausível para tanto”.

Foi gasto em 2017 uma ‘bagatela’ de R$ 73 mil em serviços de hospedagem. Ao prefeito Vinícius Ibrann, foi imputada uma multa de R$ 7 mil.

Procurado, o prefeito disse: “vou verificar aqui com a equipe de contabilidade e jurídico”.

💥 Colbert “sisudo” com o governador Rui Costa

Disse Colbert Martins (MDB): “Enquanto isso, lideranças políticas do Governo do Estado em Feira são cegas, surdas e mudas. Fazem de conta que tá tudo normal”. O prefeito de Feira de Santana tá “sisudo” com Rui.

  // Luiza Trajano e Dilma Rousseff são amigas e o PT tenta garimpar a empresária para formar a chapa com Lula. Ex-presidente, quer, porque quer, um/a empresário/a como vice. Porém, Trajano já descartou. Agora, estão correndo atrás do empresário Josué Gomes, dono do grupo têxtil Coteminas e candidato ao comando da Fiesp.

  // Um jornalista perguntou ao senador Otto Alencar: Bolsonaro tem feito duros ataques à CPI da Covid. É sinal de desespero? Otto respondeu: “Se ele ficar calado, está doente”. Que estocada!

  // Há quem diga que a faixa de capitão na Secretaria de Esportes de Itabuna poderá ter um novo dono. O certo até agora é: onde há fumaça, há fogo.

  // Exclusivo: nós, do Pauta.Blog, entrevistamos o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (PT). Não perca, pois GS ‘jogou ácido’! Amanhã, aqui no blog.

Envie a sua sugestão de pauta: matheus@pauta.blog.br

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O título acima diz respeito aos Palácios do Planalto e Ondina, obviamente se referindo ao processo sucessório do presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) e do governador Rui Costa (PT).

No retrato do momento, ambas sucessões estão polarizadas. Todas as pesquisas de intenções de voto apontam Lula e Bolsonaro, ACM Neto e Jaques Wagner, com o ex-presidente e o ex-alcaide soteropolitano na frente.

No tocante a chamada “terceira via”, a sucessão estadual é bem diferente da nacional. Na Boa Terra, ou ganha o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, presidente nacional do Partido do Democratas (DEM), ou o petista Jaques Wagner, senador e ex-governador do Estado. A possibilidade do próximo mandatário-mor da Bahia ser outro é remotíssima. É mais fácil achar uma pequena agulha em um grande palheiro.

Em relação a disputa pela presidência da República, o “já ganhou”, tanto do lulopetismo como do bolsonarismo, pode ter uma surpresa. Ainda é cedo para dizer que o segundo turno entre Lula e Bolsonaro é favas contadas.

Vale lembrar que mais de 55% do eleitorado, com tendência a chegar a 60%, não estão dispostos a votar nem no “mito” da direita e, muito menos, no “mito” da esquerda. Não querem os extremos, o radicalismo, cuja consequência é um Brasil cada vez mais enterrado.

A consolidação de uma alternativa eleitoralmente viável, que possa oxigenar o movimento “Nem Lula, Nem Bolsonaro”, enfrenta obstáculos. Essa dificuldade termina fortalecendo a polarização, com o processo sucessório caminhando para uma disputa carregada de ódio, quando o país precisa de paz, entendimento e harmonia entre os Poderes da República.

Um dos problemas da terceira via, talvez o mais preocupante, o que pode causar maior estrago político e um inevitável constrangimento, são determinadas “lideranças” políticas que querem integrar o movimento. O ex-presidente Michel Temer andou insinuando que toparia ser uma espécie de orientador, de timoneiro. A presença de Temer seria um desastre, o enterro definitivo da terceira via sem direito a velório e missa de sétimo dia. Pelo andar da carruagem, teremos outras “terceiras vias”, versões 2 e 3, o que significa a certeza de uma disputa de segundo turno entre Lula e Bolsonaro.

Já disse aqui que a maioria esmagadora do eleitorado de Lula não liga para os conchavos e o pragmatismo avermelhado do lulopetismo. São eleitores beneficiários dos programas sociais dos governos do PT. A parcela dos intelectuais que forma a ala ideológica da sigla, deixando de fora as honrosas exceções, só critica as conversas e os acordos dos adversários. Adora ficar de olho no quintal dos outros e, sorrateiramente, na calada da noite, jogar entulho nele.

E aqui cito o exemplo da Bahia, sem dúvida o mais simbólico e didático quando o assunto é a soberba, o cinismo e a esperteza do lulopetismo. Bastou Ciro Gomes, presidenciável do PDT, ter uma conversa com ACM Neto para ser taxado de “direita”. Enquanto isso, o senador Renan Calheiros, respondendo a vários processos envolvendo o dinheiro público, é convidado a ser um dos coordenadores da campanha de Lula no nordeste.

E mais (1): o candidato do lulopetismo no Ceará é Eunício Oliveira.
E mais (2): qualquer reaproximação é bem vinda, de Eduardo Cunha a Sérgio Cabral.
E mais (3): se o “companheiro” Palocci quiser integrar o projeto do terceiro mandato, as portas do diálogo estarão abertas.
E mais (4): já há um segmento na legenda defendendo a participação mais intensa de José Dirceu na campanha.

Vale lembrar que Cunha, Oliveira e Calheiros foram os principais protagonistas do impeachment da então presidente Dilma Vana Rousseff.

Abrindo um parêntese para Dilma, que foi apulhalada pelas costas pelo então vice-presidente Michel Temer, é lamentável seu silêncio diante do chamego do ex-presidente Lula com seus algozes. É como estivesse aceitando que merecia mesmo o impeachment, uma punição pelo seu desastroso segundo mandato.

A viabilização da terceira via na sucessão do Palácio do Planalto é um desafio gigantesco. Se acontecer, Bolsonaro é quem fica fora do segundo round eleitoral, para o desespero do lulopetismo, que pretende ter o antibolsonarismo como seu principal “cabo eleitoral”. O mesmo raciocínio vale para o bolsonarismo, que quer o antipetismo como maior parceiro. Tanto Lula como Bolsonaro têm pesadelo com a hipótese de enfrentar Ciro no final do pleito.

Outro ponto interessante, que chama atenção, que parece combinado, são as rotulações de “direitona” e “comunista”, respectivamente para quem critica o lulopetismo e o bolsonarismo. O ex-juiz Sérgio Moro, ex-todo poderoso comandante da Lava Jato, operação que acabou sendo desmoralizada pela atuação parcial e com viés político do então magistrado, é hoje um “comunista”, e daqueles que comem criancinhas, como pregavam os defensores do golpe de 64.

A terceira via quer o antipetismo e o antibolsonarismo como indispensáveis alavancas para colocar seu representante na segunda etapa eleitoral.

Concluo reafirmando que o “já ganhou” que toma conta dos bolsominions e dos lulominions, além de ser prematuro, é desaconselhável. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

O almoço entre FHC e Lula teve como cardápio a política brasileira // Foto de Ricardo Stuckert

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Os ex-presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique cardoso tiveram uma longa conversa sobre o Brasil, sobre nossa democracia, e o descaso do governo Bolsonaro no enfrentamento da pandemia. O encontro que aconteceu em São Paulo foi mediado pelo ex-ministro Nelson Jobim.

Depois do almoço que aconteceu na residência de Jobim, tanto FHC como Lula não pouparam elogios nas redes sociais (por parte de Lula) e entrevistas (pelo lado de FHC).

Governador Rui Costa comenta encontro dos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso ⤵️

 

Lula está confiante na sua popularidade para vencer as eleições

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Em entrevista à revista francesa “Paris-Match” desta semana, o ex-presidente Lula afirmou pela primeira vez que será candidato a presidente em 2022.

“Eu serei candidato contra Bolsonaro” é o título da entrevista dada ao semanário francês.

Nela, Lula afirma ainda: “Se estou na melhor posição para ganhar as eleições presidenciais e gozo de boa saúde, sim, não hesitarei. Acho que fui um bom presidente”, disse.  

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Os lulominions estão tiriricas da vida com Ciro Gomes. O presidenciável do PDT declarou que o “mito” da esquerda, o “sapo barbudo”, como dizia o saudoso Leonel Brizola, foi o maior corruptor da história da República brasileira.

Ciro mentiu? A resposta é um NÃO com todas as letras maiúsculas. Os governos do PT foram marcados por uma avalanche de escândalos, com destaque para o mensalão e o petrolão.

A roubalheira correu solta. Ciro mentiu? A resposta é um NÃO com todas as letras graúdas. O toma lá, dá cá, nas gestões petistas, com Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Vana Rousseff, dificilmente será alcançado. Milhões e milhões de reais foram desviados dos cofres públicos para garantir a tal da governabilidade. Ciro mentiu? A resposta é um NÃO com todas as letras garrafais.

O então presidente Lula foi, no mínimo, conivente com a corrupção. Deixou roubar escancaradamente, o que não deixa de ser um forte argumento de que não pode retornar a comandar o país. Se Lula não roubou, foi um bobo da corte.

A verdade machuca. E quando ela é inquestionável, como o resultado 4 na equação 2+2, passa a ser dilacerante. Se os lulominions estão assim agora, soltando fumaça pelas ventas, imagine quando os escândalos forem relembrados no horário eleitoral.

A maior preocupação de Lula não é Bolsonaro. É enfrentar Ciro nos debates. O petista-mor, toda vez que lembra do inevitável tête-à-tête, é acometido por uma insônia que o faz ficar sem dormir por um bom tempo. Hoje, nos bastidores da cúpula nacional do lulopetismo, a pauta obrigatória é Ciro Gomes. Toda vez que é discutida é uma aflição.

PS – E por falar no saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola, fundador do Partido Democrático Trabalhista (PDT), veja o que ele diz sobre uma passagem da sua honrosa vida pública em relação a Lula: “Quando cheguei do exílio fui visitar o Lula, que me recebeu como se fosse um imperador. Existe uma incompatibilidade entre nós. Ali vi que Lula é um homem do sistema”. Pois é. Brizola tinha razão. O “sapo barbudo” é do sistema. Que coisa, hein! Naquele tempo, lá em priscas eras, Lula já se achava. Sua soberba continua intacta. Agora acrescentando um ingrediente religioso, já que adora ser chamado de “Deus Lula”. 


Marco Wense é Analista Político

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“O Bolsonaro tá querendo imitar o Trump de novo… Dizendo que se não tiver voto impresso vai ter fraude eleitoral. Fraude eleitoral foi a eleição dele, que me prenderam pra eu não ser candidato, e ainda ganharam na base da fake news”.

O ex-presidente Lula (PT) comentou em sua conta no Twitter nesta 4ª feira (19.maio).

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“Se ficar entre Lula e Bolsonaro, temos de escolher entre um dos dois. Da última vez, eu não escolhi. Desta vez não vou fazer isso. É preciso escolher. E eu não vou escolher o Bolsonaro”.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), afirmou em entrevista concedida ao jornal O Globo, que votaria no ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A pesquisa do instituto Datafolha, divulgada ontem, quarta, 12 de maio, foi ótima para Lula (PT), boa para Ciro Gomes (PDT) e péssima para o presidente Bolsonaro (sem partido), cuja reeleição vai ficando cada vez mais difícil.

Essa dificuldade em conquistar o segundo mandato consecutivo, mesmo quando Bolsonaro estava na frente, já foi comentada aqui por duas, três ou quatro vezes. Os bolsonaristas, mais especificamente os de “raiz”, me chamaram de lunático, que eu estava vivendo em outro planeta.

A Coluna Wense dizia que o índice de rejeição a Bolsonaro, com a irresponsabilidade no enfrentamento da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, assentada em um inominável negacionismo científico, iria crescer. Que a queda na popularidade do chefe do Executivo era só uma questão de tempo, o que colocaria sua presença no segundo turno não mais como favas contadas.

Não vou citar os números da enquete, amplamente favoráveis ao petista-mor. Já são do conhecimento de todos que acompanham a política. O ponto questionável, que termina provocando dúvidas em relação à credibilidade do Datafolha, diz respeito ao segundo turno.

O instituto faz uma projeção da segunda etapa eleitoral entre Lula e João Doria, pré-candidato do tucanato, obviamente do PSDB. O governador de São Paulo ocupa a sexta posição na consulta.

Ora, o Datafolha, propositadamente, sei lá com que intenções, não simula uma disputa de segundo turno entre Lula e Ciro Gomes, que é o único postulante ao Palácio do Planalto que pode quebrar essa polarização rancorosa e odienta entre o ex-presidente e o atual, entre um passado marcado por escândalos de corrupção e um governo que despreza a ciência, que passou a ser refém do Centrão, do toma lá, dá cá.

Deixar de lado uma simulação entre Lula e Ciro, além de ser inaceitável, provoca suspeitas sobre a seriedade do instituto. A pergunta continua viva: Por que o Datafolha não faz uma simulação de segundo turno entre Lula e Ciro?

Fica parecendo que o instituto torce pelo pré-candidato do PT, escondendo a possibilidade do antipetismo caminhar em direção a Ciro, o que o levaria para o segundo turno e, como consequência, a manchete estampada nos jornais: BOLSONARO FORA DO SEGUNDO TURNO.

Ciro derrotaria Lula, tendo o antipetismo como o maior e invejável cabo eleitoral. Vale lembrar que o lulopetismo, pelo menos a ala mais lúcida e realista, prefere enfrentar Bolsonaro, treme de medo de um debate entre Lula e Ciro. Acha, e com toda razão, que um tête-à-tête pode tirar milhares de votos do ex-presidente.

Na cúpula do lulopetismo, o consenso é que o PT não deve fazer nenhum esforço para viabilizar o impeachment de Bolsonaro. Não à toa que o senador Jaques Wagner, pré-candidato ao governo da Bahia, ficou contra a CPI da Covid-19. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que Wagner teve o consentimento de Lula. Não iria tomar uma decisão dessa envergadura sem ouvir o chefe, sob pena de tomar um puxão de orelha. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo.

Concluo o comentário com a mesma pergunta que fiz em um dos parágrafos acima : Por que o Datafolha não faz uma simulação entre Lula e Ciro em uma eventual disputa no segundo turno?

Não quero acreditar que o instituto, em decorrência dos insultos do presidente Bolsonaro contra os jornalistas da Folha de São Paulo, esteja querendo se vingar do “mito” fazendo campanha para o “Deus Lula”. Para não misturar política com religião, o “mito” da esquerda.

PS (1) – No tocante ao quesito rejeição, Lula e Bolsonaro estão disparadamente na dianteira. A situação é mais preocupante para o bolsonarismo, já que cresce a parcela do eleitorado que acha que muitas mortes poderiam ser evitadas se o governo federal tivesse adquirido as vacinas no começo da primeira onda da pandemia. Vale lembrar que caminhamos a passos largos para atingir 500 mil vidas ceifadas pela cruel e devastadora covid-19.

PS (2) – E por falar na alta rejeição de Bolsonaro, matéria da Folha de São Paulo diz que “canetada eleva salário de Bolsonaro e ministros em até 69% e estoura teto do funcionalismo”. A remuneração mensal pode chegar a R$ 66 mil. 


Marco Wense é Analista Político

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ACM Neto descarta apoio ao ex-presidente Lula e ao atual presidente Bolsonaro

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O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, deu uma declaração no mínimo política. Para ele, “se existem partidos no Brasil que podem apoiar qualquer um, nesse rol não nos incluímos. Não vou apontar o dedo, nem julgo ninguém, mas se algum partido cogita apoiar de Lula a Bolsonaro, algum problema esse partido tem”, afirmou em entrevista para a coluna Painel do jornal Folha de S.Paulo.

E completou ressaltando que a relevância do DEM desperta inveja e interesse de diversos setores para desgastar o partido. “Está muito claro que o DEM está incomodando. Não é o primeiro ataque especulativo que sofremos. No passado, sobrevivemos a uma certeza. Quero lembrar: o PT disse que iria acabar com o DEM. Não acabou. Passamos por tudo isso porque temos coerência, princípios, bandeiras claras e quadros”, pontuou.

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabe que a grande maioria do seu eleitorado não liga para as contradições do PT na busca de acordos. Essa considerável fatia de votos está concentrada nos beneficiários do Bolsa Família.

O petismo tem também os seus “lulominions”, que costumam chamar o líder-mor de “Deus Lula”. Quando o assunto é a sucessão do Palácio do Planalto, eles dizem que a polarização é favas contadas, irreversível. De um lado o “Deus Lula”, do outro o “mito”.

Os petistas que não aceitam essa aproximação de Lula com certos políticos não têm força nenhuma. Nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, são chamados de ingênuos, sonhadores e até mesmo de babacas.

A prova inconteste de que o agora elegível Lula é de um pragmatismo assustador, adepto do vale tudo para conquistar o poder, de que os fins justificam os meios, é que não há um registro de uma crítica sua a essa turma que hoje está na cadeia ou, em decorrência da impunidade, solta, tomando bons vinhos na beira da piscina de suas mansões, debochando da Justiça. O silêncio de Lula é de quem tem telhado de vidro.

Se Lula tivesse certeza que Cunha, Cabral e companhia Ltda não iriam provocar desgaste na sua tentativa de chegar à presidência da República pela terceira vez, assim que deixassem a cadeia, seriam chamados para o palanque. Um tapete, obviamente de cor vermelha, seria estendido para os honrosos políticos, exemplos de homens públicos. Com efeito, todos esses larápios do dinheiro público, dinheiro meu, seu, nosso, enfim, do povo brasileiro, do cidadão-eleitor-contribuinte já foram aliados de Lula. Pelo andar da carruagem, vão voltar a ter influência em um eventual retorno do líder maior do Partido dos Trabalhadores ao cargo mais importante e cobiçado do Poder Executivo.

O senador Renan Calheiros, emedebista lá de Alagoas, que responde a vários processos, alguns deles no STF, um dos articuladores do impeachment da então presidente Dilma Vana Rousseff, foi convidado para ser uma espécie de coordenador da campanha de Lula no nordeste. A pobre da Dilma não diz nada.

A diferença entre o ex-presidente Lula e o atual, no tocante ao eleitorado, é que Bolsonaro, para manter sua base unida, tem que radicalizar o discurso. Lula não tem essa preocupação, já que 60% dos seus eleitores são despolitizados, quer no aspecto ideológico como de informação.

Concluo dizendo que essa “irreversível” polarização vai sendo enfraquecida à medida que o movimento “Nem Lula, Nem Bolsonaro” vai tomando corpo. Vale lembrar que o antipetismo e o antibolsonarismo caminham a passos largos para atingir 60% do eleitorado. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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