O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM) // Foto da Agência Senado

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), afirmou que tem confiança nas decisões da CPI da Pandemia e não declarou a nulidade da prisão de Roberto Dias, ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Dias permanece detido na delegacia da Polícia Legislativa do Senado.

A prisão foi decretada na tarde desta quarta pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM). Mais cedo, Pacheco havia dito que atos praticados pela CPI durante a ordem do dia do Plenário estariam sob pena de nulidade, porque nenhuma comissão pode funcionar ao mesmo tempo que as sessões deliberativas da Casa. Apesar dos pedidos de senadores da base do governo, o presidente do Senado não declarou nula a ordem de prisão emitida por Omar.

“Presidindo o Senado dentro das suas muitas atribuições, não estou no dia a dia da CPI. Portanto, rendo aqui a minha confiança, a minha expectativa e o meu desejo de que o caminho dela seja virtuoso. Eu confio no Senador Omar Aziz, confio nos membros da CPI”, declarou.

Omar Aziz defendeu a decisão, relatando que Roberto Dias mentiu à CPI ao negar ter participado de negociações por vacinas com uma empresa que se apresentava como intermediária do laboratório AstraZeneca. Senadores da base do governo pediram que Pacheco determinasse à Polícia Legislativa que não cumprisse a ordem. Para o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), a CPI tem agido para “coagir” depoentes. O senador Marcos Rogério (DEM-RO) classificou a prisão como um “abuso de autoridade” por parte de Omar Aziz.

Após a sessão deliberativa, Rodrigo Pacheco detalhou a sua condução do caso, explicando que, como a prisão foi uma decisão direta do presidente da CPI – e não uma deliberação do plenário da comissão — ela não estava sujeita à nulidade regimental. Pacheco também salientou que sua postura é de não interferir sobre os assuntos da CPI.

“Não é atribuição da Presidência [do Senado] se imiscuir no mérito dos acontecimentos da CPI. Ela tem uma existência autônoma, tem um presidente que detém a sua autoridade. Não há o que a Presidência do Senado tenha que fazer”, finalizou.

Ex-presidente Lula (PT) e o senador Jaques Wagner (PT)

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Em entrevista à rádio Salvador FM nesta 3ª feira (6.julho), o ex-presidente Lula (PT) afirmou que o ex-governador e senador Jaques Wagner (PT) é o nome mais capacitado para ser o próximo governador da Bahia. A entrevista foi retransmitida por mais de 100 rádios de diversos municípios baianos.

“Wagner pode e deve ser eleito na Bahia”, afirmou o presidente, atribuindo a grande possibilidade de vitória do senador ao trabalho realizado nos 15 anos de gestão do PT no estado. “Há muita chance de ganhar, há muita força. Eles construíram uma base de sustentação muito sólida, o que permitiu fazer um governo primoroso”, destacou, citando os investimentos na saúde, na educação, na infraestrutura, na energia eólica, dentre outros. “É um governo que faz as coisas pensando no povo”, disse.

Na entrevista, Lula ressaltou ainda as qualidades do senador e sua grande capacidade de articulação. “Jaques Wagner é um dos mais importantes analistas políticos que já conheci na vida, ele era meu ministro e foi se meter a candidato a governador da Bahia, e pedi que ele não fosse candidato porque tinha receio da eleição com Paulo Souto, por causa do Carlismo na Bahia, e não é que o Galego ganhou no primeiro turno, se reelegeu no primeiro turno, elegeu Rui no primeiro turno e Rui se reelegeu no primeiro turno”, afirmou Lula, ao dizer que as eleições bem-sucedidas do PT nas últimas quatro eleições na Bahia se deve ao trabalho realizado pelo PT e pela base aliada.

O presidente elogiou ainda a aliança do Partido dos Trabalhadores na Bahia com o PSD, PSB, PP, PCdoB e outras legendas da base aliada. “A Bahia é um exemplo para nós de uma aliança política”, afirmou, ao enfatizar que foi esta aliança que permitiu que PT na Bahia governasse para todos. “Vamos conversar com toda a sociedade para governar o Brasil para todo o povo brasileiro”.

As feridas entre o presidente Jerbson e o prefeito Marão foram cicatrizadas

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Ao comentar, ontem, 2ª feira (5.julho), a volta da normalidade na relação política com o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, após algumas cobranças e críticas feitas publicamente ao chefe do Executivo, o presidente da Câmara Municipal de Ilhéus, o advogado Jerbson Moraes (PSD), assegurou que “as feridas já estão cicatrizadas”.

Segundo Jerbson, os dois estão juntos, como sempre estiveram em defesa da dignidade do povo de Ilhéus. Mas que jamais deixará de contribuir com o governo fazendo críticas ao que considera equivocado.

Em comentário feito na Rádio Bahiana (AM), durante o programa “Falando Direito” o presidente da Câmara destacou fazer parte de um projeto político que acredita necessidade de representação na Assembleia Legislativa e disse que confia na liderança da primeira-dama, Soane Galvão, apresentada pelo prefeito como pré-candidata a deputada estadual.

“A vida traz situações adversas que em alguns momentos expõem as nossas limitações”, reconheceu, destacando ainda que em situações como essas, os questionamentos abrem feridas. “O que é importante para a reflexão neste momento é o que levou isso a acontecer e termos a capacidade de lidar com a crise”, afirmou.

Nesses momentos, de acordo com o vereador Jerbson Moraes, as pessoas ficam, de fato, vulneráveis e quem quer se aproveitar da situação estimula a abertura ainda maior das feridas. “Os cães se alimentam para que essas feridas te destruam. Aí você precisa ser resiliente e acabar com o alimento deles. Portanto, ferida cicatrizada, para a alegria de muitos e tristeza de poucos”, ironizou finalizando.

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O vereador Luca Lima (PSDB) é acusado por três ex-servidoras do seu gabinete de praticar “rachadinha”

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Intimado a depor e apresentar sua defesa à Comissão Processante – criada pela Câmara Municipal de Ilhéus para apurar as acusações de crimes de quebra de decoro parlamentar e contra a administração pública, como vem sendo acusado por ex-servidores do seu gabinete -, o vereador Luca Lima (PSDB) não compareceu à oitiva que estava marcada para acontecer no dia 1º de julho, no plenário da Câmara. O vereador foi alvo da Operação Cúria, deflagrada pela Polícia Civil, que apura crimes de rachadinha (divisão de salários dos assessores), assédio sexual e desvio de função de servidores do seu gabinete para atividades particulares. Celulares, notebooks e cadernos de anotações do vereador foram apreendidos pelos agentes e serão periciados.

O presidente da Comissão Processante, Ederjúnior dos Anjos (PSL), disse que apesar de estar acompanhando pelas redes sociais informações publicadas pelo próprio Luca Lima sobre a existência de uma liminar favorável ao seu mandato, suspendendo os trabalhos de apuração da comissão, a Câmara até a manhã desta 5ª feira (1.julho) não havia sido notificada pela Justiça sobre a medida. “Por este motivo, seguimos trabalhando, oferecendo a ampla defesa e do contraditório ao parlamentar”, assegurou.

LEGALIDADE
A audiência de hoje seria a terceira sob o comando da Comissão Processante, aprovada e criada no dia 13 de maio, depois que um relatório da Comissão de Ética do Legislativo decidiu que as provas protocoladas na denúncia deveriam servir como base para a investigação. A comissão processante tem o prazo de 90 dias, com data-limite 13 de agosto, para apresentar um relatório final que será levado à plenário para uma decisão da Casa pela cassação ou não do vereador. Até o momento a comissão ouviu as testemunhas de acusação e defesa, na presença de advogados do vereador e da Assessoria Jurídica da Câmara.

Apesar da ausência do vereador Luca Lima e dos seus representantes jurídicos à oitiva de hoje, é possível que lhe seja dada uma nova oportunidade para apresentação da sua defesa, desde que a ausência de hoje seja justificada, de acordo com o presidente da comissão, vereador Ederjúnior dos Anjos.

Mesmo assim, a sua ausência foi criticada por membros da comissão. “A partir de hoje ele não poderá dizer que foi cerceado direito da livre defesa”, destacou o vereador Augusto Cardoso, o Augustão, do PT. Relator do processo, o vereador Alzimário Belmonte, o Gurita (PSD), destaca que o trabalho de apuração seguirá atendendo aos critérios da justiça, de forma equilibrada, “procurando criar juízo de valor apenas dentro das provas obtidas e do que a sociedade espera da Câmara”.

TRANSPARÊNCIA
Desde o início desta investigação, o presidente da Câmara, Jerbson Moraes (PSD), tem destacado a importância de que todos os procedimentos adotados pela Câmara estejam dentro do que estabelece o Regimento Interno da Casa, para que não haja nenhum impedimento legal até a decisão dos vereadores sobre o destino do mandato de Luca Lima.

Justiça Eleitoral impugnou candidatura dos eleitos em 2020

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Desde o início da manhã de hoje (4.julho) eleitores de três municípios estão indo às urnas para escolher novos prefeitos e vice-prefeitos. As cidades são Pinheiro Machado (RS), Putinga (RS), e São Gonçalo do Sapucaí (MG).

Nessas cidades, as candidaturas dos prefeitos eleitos em 2020 foram impugnadas pela Justiça Eleitoral. Nesse caso, a legislação determina a realização de novas eleições. Os eleitores estão indo às urnas desde as 8h.

Concorrem à Prefeitura de Pinheiro Machado os candidatos Danúbio Fernando Vaz Peres (PDT) e Ronaldo Costa Madruga (PP). Em Putinga disputam a eleição os candidatos Fernando Gonçalves dos Santos (PSD) e Paulo Sérgio Lima dos Santos (PP). Já em São Gonçalo do Sapucaí, Brian Mendes Drago (PSL) e Terezinha Allerand (PSB) concorrem à chefia do Executivo Municipal. Da Agência Brasil

Ex-prefeito de Salvador ACM Neto

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Ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, lamentou a morte do professor Jayme Barros, ex-diretor do Colégio Módulo. “Tive o privilégio de ser aluno do professor Jayme, um dos maiores educadores da Bahia. Muito culto e com enorme capacidade para ensinar, ele contribuiu para a formação de diversas gerações de estudantes”, afirmou ACM Neto.

O ex-prefeito disse ainda que Jayme Barros, além do Módulo, também foi professor de outros estabelecimentos tradicionais, sempre com a mesma dedicação. “Os alunos tinham prazer em acompanhar suas aulas porque sabiam que Jayme Barros tinha muita criatividade e inovava sempre. Que Deus dê muita força aos amigos e familiares do professor neste momento de profunda tristeza”, concluiu ACM Neto.

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Os ministros da Cidadania, João Roma, e do Turismo, Gilson Machado, além do secretário especial de Cultura, Mário Frias, visitam nesta 3ª feira (29.junho) o município de Uruçuca, no sul da Bahia. Eles serão recebidos pelo deputado federal João Bacelar e a suplente Kátia Bacelar, ambos do PL. O objetivo da visita é estudar caminhos para fortalecer o turismo na região.

Em entrevista ao jornalista Oziel Aragão, Kátia Bacelar adianta que a vinda dos ministros para o sul do estado é para chamar a atenção para o potencial do turismo local. Além da tão reconhecida beleza das praias, apresentar a cacauicultura, zona rural com estradas igualmente belíssimas e apropriadas para trilhas e esportes radicais.

“Uma verba de R$ 25 milhões está sendo viabilizada e será destinada para o turismo de Ilhéus; novos pleitos serão apresentados aos ministros e mais verbas federais virão para alavancar a economia sul baiana”, exemplifica.

Prefeitos do sul e extremo-sul baiano receberão os representantes do governo federal.

FAZENDA INDEPENDÊNCIA
Na ocasião, os ministros e o secretário vão conhecer uma das belezas naturais de Uruçuca, a centenária Fazenda Independência, localizada na Estrada do Chocolate, ambiente propício para o turismo rural.

O projeto virá ao Senado após ter sido aprovado nesta quinta-feira na Câmara dos Deputados // Roberto Jayme/Ascom/TSE

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O Senado vai analisar o projeto que garante o direito de se candidatar ao gestor público que tenha tido suas contas julgadas irregulares, mas que tenha sido punido apenas com multa. Isso está previsto PLP 9/2021, projeto de lei complementar que foi aprovado nesta 5ª feira (24.junho) pela Câmara dos Deputados.

O autor do projeto é o deputado federal Lúcio Mosquini (MDB-RO).

De acordo com a legislação atual, fica inelegível por oito anos o gestor que tiver contas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário.

Já o texto aprovado na Câmara determina que a pena não cabe aos responsáveis que tenham tido suas contas julgadas irregulares, sem imputação de débito, e tenham sido sancionados exclusivamente com o pagamento de multa.

O deputado argumenta que a inelegibilidade é “a pena de morte” para o político.

“A pena máxima, para quem faz da política uma militância, é a inelegibilidade. E esse projeto tira a inelegibilidade apenas para aqueles que não cometeram ato doloso, não tem dano ao erário, não tem enriquecimento ilícito e tem apenas uma sanção de multa”, declarou ele, acrescentando que a lei atual aplica a pena máxima de forma muito genérica.

O relator da matéria na Câmara, deputado federal Enrico Misasi (PV-SP), afirmou que é necessário tornar a Lei Complementar 64/1990 (também chamada de Lei da Inelegibilidade) compatível com a jurisprudência dos tribunais eleitorais.

“Ao analisarem as contas, os tribunais veem que a pena é desproporcional. São casos de omissão parcial na prestação de contas, divergência com tribunal de contas acerca de dispensa de licitação para a realização de algum show, situações de baixíssimo potencial ofensivo em que não há dano ao erário”, justificou. 

O deputado federal Félix Mendonça afirmou que existem indícios fortes de corrupção na aquisição do imunizante

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O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT) enviou hoje, 4ª feira (23.junho) ao Ministério da Saúde um requerimento solicitando informações sobre a compra de doses da vacina indiana Covaxin. O pedetista afirmou que existem indícios fortes de corrupção na aquisição do imunizante.

No requerimento, Félix questiona quanto o ministério gastou por cada dose da Covaxin. De acordo com informações divulgadas na imprensa, uma dose do imunizante custaria cerca de 100 rúpias, aproximadamente US$ 1,34 (um dólar e trinta e quatro centavos), mas foi adquirida pelo governo federal por US$ 15 (quinze dólares).

“Queremos saber o que a Covaxin tem de especial para ser mais cara do que as outras vacinas. Enquanto a dose desse imunizante custou o equivalente em reais a cerca de R$80, a Oxford/AstraZeneca saiu por pouco menos de R$20. É uma história nebulosa que precisa ser explicada. Os indícios de ilícitos são grandes”, afirmou Félix.

O Brasil assinou um contrato para a compra de 20 milhões de doses da Covaxin. No requerimento, Félix questiona o ministério sobre irregularidades apontadas no contrato por um funcionário do Departamento de Logística da pasta, que teria sofrido pressões atípicas para acelerar o processo de compra. As denúncias foram feitas ao Ministério Público Federal (MPF), que investiga o caso.

“Esse servidor disse, inclusive, ter denunciado diretamente ao presidente da República as suspeitas envolvendo a Covaxin e apresentado um material que comprovaria que houve pedido de pagamento fora do contrato para importar três lotes com data próxima ao vencimento. Questionamos no requerimento se o ministério recebeu essas denúncias e se agiu para coibir eventuais casos de corrupção nesse episódio”, acrescentou o deputado.

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