Após derrota na Bahia, ACM Neto avalia apoio a Flávio Bolsonaro

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Uma fonte do Pauta Blog com trânsito na política de Salvador afirma que ACM Neto (UB) avalia declarar apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. Segundo o interlocutor, a “tendência” é que Neto se alinhe ao candidato bolsonarista na Bahia, movimento que recolocaria o ex-prefeito de Salvador no campo da direita após a derrota para Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo governo estadual, no último domingo (4.outubro.26).

A sinalização ganhou força depois da declaração de Neto na noite de domingo, após o resultado eleitoral. Neto afirmou que viajaria a Brasília para discutir com o partido o posicionamento no segundo turno. “Temos a convicção de que, para mudar a Bahia, vai ser preciso, primeiro, mudar o Brasil”, disse. A interpretação é como uma porta aberta para o apoio a Flávio Bolsonaro, embora a decisão ainda dependa da reunião do União Brasil e da definição oficial da legenda nesta terça (6).

Vale destacar que ACM Neto não esteve presente na agenda de Flávio Bolsonaro em Vitória da Conquista, em setembro. Na eleição do primeiro turno, Neto apostou na possibilidade de manter-se “quase neutro” ao apoiar Ronaldo Caiado para presidente, com o intuito de preservar o eleitorado de Lula na Bahia e atrair parte desses votos para a disputa pelo Governo do Estado.

Disputa dentro do União Brasil deixa Arthur Maia fora da Câmara

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Arthur Maia (UB) ficou fora da Câmara dos Deputados por uma diferença de apenas 1.633 votos. Em uma disputa apertada dentro da própria legenda, Manuel Rocha recebeu 104.969 votos, contra 103.336 de Maia, e ficou com a sexta e última vaga conquistada pelo União Brasil na bancada baiana. O resultado interrompe a sequência de quatro mandatos consecutivos do parlamentar.

Maia chegou à Câmara pela primeira vez em 2011 e está no quarto mandato seguido, que se encerra em fevereiro de 2027. A tentativa de conquistar uma quinta eleição consecutiva terminou justamente na fronteira da bancada eleita pelo União Brasil. O deputado ficou atrás de Manuel Rocha, apesar de ter alcançado mais de 103 mil votos.

O União Brasil elegeu seis deputados federais pela Bahia. Elmar Nascimento foi o mais votado da sigla, com 134.235 votos, seguido por Dal Barreto, com 122.667; Ditinho do Avivip, com 111.025; Leur Lomanto Júnior, com 108.893; Paulo Azi, com 105.797; e Manuel Rocha, com 104.969. Maia terminou logo atrás, com 103.336 votos, a apenas 1.633 da última cadeira conquistada pelo partido.

Resultado das urnas consolida grupo de Léo da Capoeira em Itajuípe

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O resultado das urnas em Itajuípe reafirmou uma realidade já consolidada no cenário político municipal: a liderança do prefeito Léo da Capoeira. Em uma demonstração de força política e capacidade de articulação, todos os candidatos apoiados por Léo foram os mais votados em Itajuípe, reforçando e consolidando o prefeito como uma grande liderança política do município.

O deputado federal Neto Carletto ultrapassou os 5.000 votos, enquanto o deputado estadual Niltinho teve mais de 3.000 votos no município. O desempenho nas urnas, porém, não representa apenas números. É também um reflexo da construção de alianças, do diálogo com diferentes segmentos da sociedade e das parcerias que ultrapassam os limites da administração municipal.

Itajuípe: urnas dão novo peso político a Léo da Capoeira.

À frente da Prefeitura, Léo da Capoeira também vem fortalecendo sua atuação junto a lideranças estaduais e parlamentares, ampliando a presença de Itajuípe nos espaços de decisão e buscando garantir recursos e investimentos para o município.

O resultado das urnas reforça a confiança construída junto à população e coloca seu grupo político em posição de destaque no cenário regional.

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Lula vence em quase toda a Bahia, com 413 municípios contra 4 de Flávio Bolsonaro

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Lula (PT) venceu em 413 dos 417 municípios da Bahia na eleição presidencial e consolidou ampla vantagem no estado. O petista recebeu 5.664.771 votos, o equivalente a 66,17% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somou 2.442.585 votos, ou 28,53%. A votação mostra a predominância de Lula no mapa eleitoral baiano, com o candidato vencendo em praticamente todo o território estadual.

Flávio Bolsonaro conseguiu romper a hegemonia petista em apenas quatro municípios: Luís Eduardo Magalhães, Buerarema, Itamaraju e Teixeira de Freitas. No oeste baiano, Luís Eduardo Magalhães registrou a maior vantagem: Flávio teve 38.496 votos, ou 62,03%, contra 20.173 votos de Lula, que ficou com 32,51%. Em Buerarema, no sul do estado, Flávio alcançou 51,69%, com 4.796 votos, enquanto Lula teve 43,53%, com 4.039.

No extremo sul, Flávio também venceu em Itamaraju, onde recebeu 17.365 votos, equivalentes a 51,67%, contra 15.069 de Lula, que ficou com 44,84%. Em Teixeira de Freitas, o candidato do PL obteve 38.670 votos, ou 49,51%, enquanto Lula somou 35.445, correspondentes a 45,39%. Entre os quatro municípios, Luís Eduardo Magalhães registrou a maior diferença proporcional entre os dois candidatos, com uma vantagem de 29,52 pontos percentuais para Flávio.

Tiririca tenta quinto mandato pelo Ceará, mas termina eleição fora da Câmara Federal

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Tiririca (PSD) tentou recomeçar a carreira política no Ceará, seu estado de origem, mas não conseguiu conquistar o quinto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. Após quatro eleições vitoriosas por São Paulo, o humorista transferiu seu domicílio eleitoral para o Ceará, trocou o PL pelo PSD e terminou a disputa de 2026 com cerca de 5,5 mil votos, ficando fora da lista dos eleitos.

A trajetória eleitoral de Tiririca ajuda a dimensionar o tamanho da queda. Em 2010, estreou na política com 1.353.820 votos pelo PR, tornando-se o deputado federal mais votado do país. Em 2014, voltou a superar a marca de 1 milhão, com 1.016.796 votos. Em 2018, já pelo PR, caiu para 453.855 votos. Quatro anos depois, pelo PL, foi eleito para o quarto mandato com 71.754 votos, em São Paulo.

Em 2026, a mudança de estado não produziu a recuperação esperada nas urnas. Tiririca saiu de 1,35 milhão de votos em sua estreia para pouco mais de 5 mil na tentativa de voltar à Câmara pelo Ceará. O resultado encerra, ao menos por agora, uma sequência de quatro mandatos consecutivos iniciada em 2010. E há uma ironia inevitável na trajetória: o velho bordão que o projetou na política, “Pior que tá não fica”, ganhou um capítulo próprio nas urnas.

Resultado nas urnas é comemorado pelo grupo político do prefeito Ferlú Mansur em Arataca

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Arataca registrou neste domingo (4) uma votação expressiva para os candidatos apoiados pelo prefeito Ferlú Mansur (PSD) nas eleições de 2026. Entre os nomes apoiados pelo grupo estão Daniel Alencar (PSD), eleito deputado federal, e Ângelo Coronel Filho (Republicanos), eleito deputado estadual.

Em Arataca, os dois candidatos obtiveram votações expressivas. Daniel Alencar recebeu 1.665 votos, enquanto Ângelo Coronel Filho alcançou 1.523 votos. Juntos, os dois somaram 3.188 votos no município.

O resultado passou a ser destacado pelos apoiadores do prefeito como demonstração da força política do grupo liderado por Ferlú Mansur. A participação de Arataca nas urnas também foi comemorada pelos aliados como reconhecimento ao trabalho político desenvolvido pelo prefeito e ao apoio dado às duas candidaturas durante o processo eleitoral.

APOIO POLÍTICO
Para o grupo ligado a Ferlú Mansur, a eleição de Daniel Alencar para a Câmara dos Deputados e de Ângelo Coronel Filho para a Assembleia Legislativa da Bahia representa a presença de dois representantes apoiados pelo município nos legislativos federal e estadual.

A mensagem divulgada pelos apoiadores resume o sentimento após a apuração: “Arataca representou bonito e fez a diferença com seus votos”.

O grupo também destaca a liderança política de Ferlú Mansur, atribuindo ao prefeito parte da articulação que resultou no desempenho dos candidatos no município.

Com os dois parlamentares eleitos, os aliados passaram a celebrar o resultado sob o lema “Time da Vitória”, reforçando a ideia de continuidade da atuação política do grupo liderado por Ferlú Mansur.

Paulo Magalhães fica como primeiro suplente e encerra ciclo de sete mandatos na Câmara

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Após sete mandatos consecutivos, Paulo Magalhães (PSD) ficou fora da Câmara dos Deputados. O parlamentar recebeu 82.187 votos na eleição deste domingo (4.outubro), mas não conseguiu renovar a cadeira que ocupa há décadas. O resultado o deixou na condição de primeiro suplente, enquanto a última vaga foi conquistada por Chales Fernandes (PSD), com 87.945 votos. Ou seja, Magalhães ficou 5.758 votos atrás e perdeu a vaga, encerrando uma sequência de sete mandatos consecutivos no Congresso Nacional.

A votação representa uma queda expressiva em relação a 2022, quando Magalhães recebeu 107.093 votos e foi reeleito. A diferença é de 24.906 votos, equivalente a uma redução de cerca de 23,3%. Na eleição deste ano, o deputado terminou com 82.187 votos, em uma disputa marcada pelo sistema proporcional, no qual a distribuição das cadeiras também depende do desempenho dos partidos e das federações. Em Itabuna, Magalhães passou de 5.375 votos, em 2022, para 7.532 votos em 2026, um acréscimo de cerca de 40%.

A derrota encerra, pelo menos por enquanto, uma trajetória de 28 anos consecutivos na Câmara. Paulo Magalhães exerce mandato federal desde 1999 e concluirá o atual período em janeiro de 2027, passando pelo PFL e DEM. Ao longo de sete mandatos, construiu uma das carreiras mais longevas da bancada baiana, mas agora deixará o Congresso após não alcançar uma nova vaga nas urnas.

Marão é derrotado em seu principal reduto na disputa pela Alba

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O ex-prefeito de Ilhéus Marão (Avante) não conseguiu transformar sua base política na cidade em uma votação suficiente para chegar à Assembleia Legislativa da Bahia. O ex-prefeito recebeu 18.419 votos em todo o Estado, mas terminou atrás de Pedro Tavares (UB) justamente em seu principal reduto eleitoral. Em Ilhéus, Marão teve 7.461 votos, enquanto Tavares liderou com 10.796.

O resultado contrasta com o desempenho do grupo político de Marão em 2022. Naquele ano, quando ainda comandava a Prefeitura de Ilhéus, ele conseguiu eleger sua então esposa, Soane Galvão, para a Alba, com 61.399 votos, dos quais 23.254 foram obtidos em Ilhéus. Quatro anos depois, ao assumir pessoalmente a disputa, Marão não alcançou o mesmo patamar de votação e ficou em segundo lugar dentro da própria cidade.

A candidatura de Marão havia sido construída como uma tentativa de retomar espaço na política estadual. Em 2025, ele oficializou o projeto de disputar uma cadeira na Assembleia, enquanto Soane decidiu não buscar a reeleição para apoiar o marido. Agora, os números das urnas deixam um dado político incontornável: o ex-prefeito terminou a eleição sem liderar sequer em seu principal reduto eleitoral.

Eleição de Andrea Castro reforça força política de Augusto Castro no Sul da Bahia

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Andrea Castro chega à Assembleia Legislativa da Bahia com uma votação expressiva e consolida o peso político do grupo liderado pelo prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD). A primeira-dama foi eleita deputada estadual e terminou a disputa em 17º lugar na classificação geral para a Alba, em um resultado que coloca Itabuna no centro do mapa político estadual. Andrea chega à Alba com a marca de lutar em prol das mulheres.

O desempenho teve como principal componente a articulação construída por Augusto Castro ao longo da campanha. Andrea alcançou 36.355 votos somente em Itabuna, número que passa a ser lido politicamente como um indicador da força de Augusto no solo grapiúna e da capacidade de transferência de capital político do prefeito para a candidatura da esposa. Augusto foi reeleito prefeito de Itabuna em 2024 com 65.329 votos. Além disso, foi deputado estadual por dois mandatos.

O resultado também deu a Andrea uma posição de destaque dentro do PSD. A deputada eleita ficou em quarto lugar entre os candidatos da legenda, com 86.973 votos. O desempenho nas urnas coloca Augusto e Andrea no centro das articulações do PSD baiano e dá ao município uma nova representante com acesso direto ao Legislativo estadual.

Vale destacar que Andrea concorreu à sua primeira eleição e já larga com o pé direito na política.

Jerônimo Rodrigues vence ACM Neto pela segunda vez e garante novo mandato na Bahia

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Jerônimo Rodrigues foi reeleito governador da Bahia neste domingo (4.outubro) e derrotou ACM Neto pela segunda vez em uma disputa direta pelo Palácio de Ondina. Com 100% das urnas apuradas, o petista recebeu 4.626.509 votos, equivalentes a 55,80% dos votos válidos, contra 3.625.227 votos de ACM Neto, que ficou com 43,72%. A diferença foi de 1.001.282 votos.

O resultado consolida a hegemonia do PT no governo baiano. A legenda está à frente do Estado desde 2007 e, com a reeleição de Jerônimo, permanecerá no comando até 2030, completando seis mandatos consecutivos. A vitória também repete, em termos políticos, o duelo de 2022, quando Jerônimo venceu Neto no segundo turno por 52,79% a 47,21%. Naquela eleição, o petista terminou o segundo turno com 4.480.464 votos, enquanto Neto teve 4.007.023.

Um dos sinais mais importantes da nova configuração apareceu em Salvador, principal reduto eleitoral de ACM Neto. Em 2022, no segundo turno, Neto obteve 1.013.094 votos na capital, contra 557.418 de Jerônimo, uma vantagem de 455.676 votos. Em 2026, no primeiro turno, a diferença caiu para 139.075: Neto teve 769.752 votos, enquanto Jerônimo alcançou 630.677. O contraste ajuda a dimensionar a mudança no equilíbrio eleitoral da capital e o peso que ela teve na disputa estadual.

📷 Foto de Adriel Francisco

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