Câmara de Itabuna vira palco de disputa entre Danilo e Porfírio

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O novo embate entre os vereadores Danilo Freitas (PL) e Manoel Porfírio (PT) está longe de ser apenas uma troca de adjetivos pontuais. Quando o presidente Porfírio chamou o colega de “pavão”, no programa Frenquência Política (25.abril.2026), reacendeu uma rivalidade antiga e escancarou a temperatura em elevação dentro do Legislativo itabunense.

Danilo respondeu como se esperava de quem não corre da raia dos debates. Ao afirmar que prefere ser “pavão” a ser “babão” ou “coronel”, o vereador devolveu a provocação. Na manhã desta quinta-feira (30.abril.2026), em entrevista à Boa FM, Danilo rebateu Porfírio e declarou: “Eu prefiro ser o pavão. Eu não quero ser o babão, nem o coronel”.

Danilo foi além ao provocar que Porfírio deseja ser prefeito “de qualquer jeito”. A frase desloca o debate do campo pessoal também para o terreno eleitoral. Ataques políticos públicos raramente são improvisados.

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Pesquisa Quaest mantém ACM Neto em primeiro e Jerônimo Rodrigues na segunda posição

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A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (29.abril.2026), mostra uma corrida mais apertada entre governo e oposição. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), aparece na dianteira com 41% das intenções de voto, enquanto o governador Jerônimo Rodrigues (PT) surge logo atrás, com 37%, consolidando o cenário de polarização antecipada no estado.

“Mais uma eleição polarizada, que tem alta probabilidade de ser definida no 1º turno”, afirmou ao G1 o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

O dado mais sensível, porém, não está apenas na liderança de Neto: nas últimas décadas, mandatários baianos que buscavam a reeleição costumavam aparecer à frente nas sondagens. Desta vez, Jerônimo não vem seguindo essa tradição e vê o adversário sustentar vantagem, mesmo com a máquina estadual azeitada e em funcionamento.

Ao mesmo tempo, a diferença entre os dois principais nomes encolheu e atingiu o menor patamar registrado neste ano. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. O movimento sugere que, embora ainda atrás, o governador começa a reduzir o terreno perdido e mantém o embate em aberto. Fora da disputa principal, Ronaldo Mansur (PSOL) registra 1%, enquanto José Estêvão (DC) não pontua.

Também chamam atenção os índices de indefinição do eleitorado. Segundo o levantamento, 11% dos entrevistados se declararam indecisos, enquanto 10% disseram votar em branco ou nulo. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 23 e 27 de abril de 2026, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Raimundinho troca reeleição por nova aposta em Dias d'Ávila

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O deputado estadual Raimundinho da JR (PL) decidiu não disputar a reeleição para a Alba (Assembleia Legislativa da Bahia) neste ano, segundo informação do Política Livre. A saída de cena, longe de representar aposentadoria política, indica uma mudança de rota: o parlamentar deve concentrar esforços em uma nova tentativa de chegar à Prefeitura de Dias d’Ávila, município onde já acumulou derrotas em 2016 e 2024.

Nas duas investidas ao Executivo municipal, Raimundinho não conseguiu romper a resistência do eleitorado local. Em 2024, terminou a disputa com 26,83% dos votos válidos, contra 57,16% de Alberto Castro (PSDB), que foi reeleito. A leitura predominante é a de reorganizar bases para um projeto mais sólido em 2030, evitando o desgaste de uma campanha legislativa de resultado incerto.

Efeitos colaterais após a vitória como deputado em 2022: em Porto Seguro, o prefeito Jânio Natal (PL) vem demonstrando insatisfação com o antigo aliado. Isso porque, em 2022, Natal empenhou estrutura política e ajudou Raimundinho a superar a marca de 9 mil votos no município, desempenho que o colocou entre os mais votados da cidade. Desde então, segundo relatos de bastidores, a relação esfriou de vez. O cenário se resume em uma frase direta: não convidem os dois para a mesma mesa.

Vereador do PT se alia a ACM Neto e critica governo Jerônimo Rodrigues

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O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, recebeu nesta segunda-feira (27) o apoio do vereador Alex Tanuri, principal nome do PT na cidade, durante encontro realizado no escritório do União Brasil, em Salvador. Tanuri está no quinto mandato e foi duas vezes presidente da Câmara de Vereadores.

Neto também criticou a atual gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) e defendeu a necessidade de mudança. “As pessoas cansaram de muita promessa, de muita propaganda e de pouca entrega. Aqueles que nos governam há 20 anos tiveram muito tempo, e isso se esgotou. Chegou a hora de começarmos a mudar a Bahia de verdade”, disse o líder da oposição.

Mesmo sendo vereador do PT, Alex Tanuri confirmou o alinhamento com o ex-prefeito e fez críticas ao governo. “Neto, com certeza a gente vai marchar junto. A minha cidade, Juazeiro, está cansada de tanta promessa desse governo que promete e não cumpre. Vamos mudar a vida de Juazeiro e da Bahia junto com Neto, porque acredito em você”, pontuou Tanuri.

Desaprovação a Jerônimo chega a 63%, mostra levantamento da Veritá

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Sinal amarelo. A mais recente sondagem do Instituto Veritá, divulgada neste domingo (19.abril.2026), impõe um revés político ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). De acordo com os dados, 63% dos entrevistados desaprovam a atual gestão, enquanto 37% afirmam aprovar o desempenho do governo. O resultado expõe um cenário de desgaste após 20 anos do PT administrando a Bahia.

O levantamento é interpretado como um sinal de alerta para o Palácio de Ondina, que enfrenta dificuldades para Jerônimo decolar. Inclusive, o nome de Rui Costa chegou a ser ventilado como possível substituto, mas Jaques Wagner decidiu manter o nome de Jerônimo para as eleições de outubro. Entre os 27 estados da federação, a Veritá coloca Jerônimo entre os últimos colocados, na 23ª posição.

Os dados foram coletados entre 13 de março e 4 de abril de 2026. 

Ana Paula troca PDT por União Brasil e pode suceder Bruno Reis em 2028

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A saída da vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, do PDT para o União Brasil não é apenas mais um movimento partidário, mas um sintoma de rearranjo na política baiana. Após a saída do deputado federal Léo Prates rumo ao Republicanos, a mudança de Ana Paula sinaliza o esvaziamento de um PDT que decidiu abandonar a base do prefeito Bruno Reis e de ACM Neto para se alinhar ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

A articulação partiu de Brasília, com a presença de Carlos Lupi e Félix Mendonça, embalada por um discurso protocolar de “respeito” e “transparência”. Ao migrar para o União Brasil, Ana Paula não apenas preserva capital político, como também reforça a especulação de que pode suceder o prefeito Bruno Reis em 28, agora na mesma sigla. A conferir os próximos movimentos desse eixo da oposição na Bahia.

Prefeito quebra protocolo e gera repercussão em evento esportivo

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Em política, a forma costuma ser tão reveladora quanto o conteúdo e, neste domingo (19.abril.2026), o prefeito de Itapé, Reinaldo das Batatas (Avante), decidiu quebrar o protocolo. Ao demorar para chegar para acompanhar uma partida da Copa Cacau, optou por uma justificativa que, mais do que inusitada, expôs um preocupante desalinhamento entre cargo e postura: disse que a demora se devia a uma ida ao “motel com a esposa”.

Prefeitos não são cidadãos comuns, são exemplos que governam. Ao transformar um compromisso público em palco para uma declaração desse tipo, Reinaldo não apenas gerou constrangimento, como reforçou a impressão de que a liturgia do cargo virou detalhe dispensável.

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Marão tem contas rejeitadas pelo TCU e deverá devolver R$ 1,5 milhão.

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O TCU (Tribunal de Contas da União) julgou irregulares as contas do ex-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, o Marão (Avante), relacionadas ao uso de recursos federais destinados a ações emergenciais após as chuvas de abril de 2023. Na ocasião, o município do sul da Bahia enfrentou alagamentos que deixaram mais de 400 pessoas desalojadas e desabrigadas, ampliando a pressão por respostas rápidas da gestão pública.

De acordo com acórdão da 2ª Câmara do TCU, os recursos foram repassados pelo governo federal com a finalidade de atender diretamente as vítimas do desastre. A Corte, no entanto, identificou falhas na prestação de contas e concluiu que não houve comprovação adequada da aplicação do dinheiro. Como resultado, o ex-gestor foi condenado a devolver R$ 1.589.000, valor que será acrescido de juros e correção monetária.

Além da obrigação de ressarcimento, o TCU aplicou multa de R$ 190 mil a Mário Alexandre e autorizou a cobrança judicial das quantias, caso não haja pagamento voluntário dentro do prazo estipulado. Na mesma decisão, o tribunal determinou ao Banco do Brasil o recolhimento de eventual saldo remanescente em conta específica da Prefeitura de Ilhéus vinculada à transferência federal.

O ex-prefeito não apresentou defesa no processo e acabou condenado à revelia. O caso será encaminhado à Procuradoria da República na Bahia e ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para as providências cabíveis. Procurado pelo Pauta Blog, Marão não respondeu até a publicação desta reportagem; o espaço permanece aberto para manifestação. Informações do Pimenta Blog. 

Zé Ronaldo condiciona apoio e impõe regra de transparência em palanque

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Em política, alianças costumam vir acompanhadas de condicionantes, silenciosas ou não. O prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (UB), decidiu adotar uma linha de estilo autêntico e sem meias palavras: a da transparência a qualquer custo. Ao discursar no lançamento da pré-candidatura de Ewerton Carneiro, o Tom, Zé Ronaldo não apenas declarou apoio, mas estabeleceu uma regra pública para sua própria atuação: só sobe em palanque onde possa dizer, sem filtros, quem são seus aliados. “Eu não sei entrar em uma luta com os olhos vendados e olhos abertos, pois ficará tudo aberto”.

Ao citar nomes como ACM Neto, Zé Cocá, João Roma e Angelo Coronel, o prefeito Ronaldo sinaliza algo mais profundo do que uma simples lista de preferências. A exigência de poder nomear seus aliados em qualquer cenário funciona como antídoto contra pressões e, ao mesmo tempo, como demonstração de força. “Eu só vou a qualquer evento nesta cidade ou em qualquer local se eu puder falar de todos eles”, declarou Zé Ronaldo.

O ato, que reuniu mais de 1.500 pessoas e contou com a presença de João Roma e Roberta Roma (PL e pré-candidata a deputada federal), revela que Feira de Santana segue como peça-chave no xadrez estadual. Ao transformar o evento em um palco de afirmação política, Zé Ronaldo amplia seu raio de influência no campo da oposição na Bahia.

Tom segue sem sigla definida, pois é militar e ainda está dentro do prazo para se filiar. O evento foi organizado pelo ex-vereador Pauão do Caldeirão, de Feira.

Troca de ataques entre João Roma e Rui Costa esquenta disputa pelo Senado.

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A disputa pelo Senado na Bahia ensaia ganhar confrontos abertos antes mesmo do encontro cara a cara. Em entrevistas concedidas ao BNews, João Roma (PL) e Rui Costa (PT) transformaram declarações em munição, antecipando um debate que promete ser menos programático e mais do que um simples “pega-pega”. Não houve mediação simultânea, mas o eco das falas foi suficiente para evidenciar que o embate será marcado por um tom direto e incisivo.

Roma optou por um ataque cirúrgico ao estilo de liderança de Rui, ao chamá-lo de “amigo da onça”. Ao evocar Jaques Wagner, figura central da engrenagem petista na Bahia, Roma toca em uma fissura sensível, a disputa por protagonismo dentro do grupo. Também resgata o apelido “vagareza”, atribuído por Rui a Wagner, ampliando o embate.

Rui Costa, por sua vez, desloca o eixo do debate para a vitrine de realizações. Ao questionar onde estão as obras de Jair Bolsonaro na Bahia, busca atingir Roma em um ponto sensível, o legado do bolsonarismo no estado. A estratégia passa por nacionalizar o confronto e associar o adversário a um projeto político com menor densidade eleitoral.

O que emerge desse pré-debate é menos uma disputa de propostas e mais um teste de provocações. Roma aposta no desgaste interno do PT e na imagem de Rui como gestor rígido. Rui, por outro lado, investe na comparação de entregas e na fragilidade do campo adversário na Bahia. Se o tom se mantiver, o confronto tende a escalar para além de um duelo e ganhar contornos mais ásperos.

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