Raimundinho troca reeleição por nova aposta em Dias d'Ávila

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O deputado estadual Raimundinho da JR (PL) decidiu não disputar a reeleição para a Alba (Assembleia Legislativa da Bahia) neste ano, segundo informação do Política Livre. A saída de cena, longe de representar aposentadoria política, indica uma mudança de rota: o parlamentar deve concentrar esforços em uma nova tentativa de chegar à Prefeitura de Dias d’Ávila, município onde já acumulou derrotas em 2016 e 2024.

Nas duas investidas ao Executivo municipal, Raimundinho não conseguiu romper a resistência do eleitorado local. Em 2024, terminou a disputa com 26,83% dos votos válidos, contra 57,16% de Alberto Castro (PSDB), que foi reeleito. A leitura predominante é a de reorganizar bases para um projeto mais sólido em 2030, evitando o desgaste de uma campanha legislativa de resultado incerto.

Efeitos colaterais após a vitória como deputado em 2022: em Porto Seguro, o prefeito Jânio Natal (PL) vem demonstrando insatisfação com o antigo aliado. Isso porque, em 2022, Natal empenhou estrutura política e ajudou Raimundinho a superar a marca de 9 mil votos no município, desempenho que o colocou entre os mais votados da cidade. Desde então, segundo relatos de bastidores, a relação esfriou de vez. O cenário se resume em uma frase direta: não convidem os dois para a mesma mesa.

Vereador do PT se alia a ACM Neto e critica governo Jerônimo Rodrigues

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O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, recebeu nesta segunda-feira (27) o apoio do vereador Alex Tanuri, principal nome do PT na cidade, durante encontro realizado no escritório do União Brasil, em Salvador. Tanuri está no quinto mandato e foi duas vezes presidente da Câmara de Vereadores.

Neto também criticou a atual gestão de Jerônimo Rodrigues (PT) e defendeu a necessidade de mudança. “As pessoas cansaram de muita promessa, de muita propaganda e de pouca entrega. Aqueles que nos governam há 20 anos tiveram muito tempo, e isso se esgotou. Chegou a hora de começarmos a mudar a Bahia de verdade”, disse o líder da oposição.

Mesmo sendo vereador do PT, Alex Tanuri confirmou o alinhamento com o ex-prefeito e fez críticas ao governo. “Neto, com certeza a gente vai marchar junto. A minha cidade, Juazeiro, está cansada de tanta promessa desse governo que promete e não cumpre. Vamos mudar a vida de Juazeiro e da Bahia junto com Neto, porque acredito em você”, pontuou Tanuri.

Desaprovação a Jerônimo chega a 63%, mostra levantamento da Veritá

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Sinal amarelo. A mais recente sondagem do Instituto Veritá, divulgada neste domingo (19.abril.2026), impõe um revés político ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). De acordo com os dados, 63% dos entrevistados desaprovam a atual gestão, enquanto 37% afirmam aprovar o desempenho do governo. O resultado expõe um cenário de desgaste após 20 anos do PT administrando a Bahia.

O levantamento é interpretado como um sinal de alerta para o Palácio de Ondina, que enfrenta dificuldades para Jerônimo decolar. Inclusive, o nome de Rui Costa chegou a ser ventilado como possível substituto, mas Jaques Wagner decidiu manter o nome de Jerônimo para as eleições de outubro. Entre os 27 estados da federação, a Veritá coloca Jerônimo entre os últimos colocados, na 23ª posição.

Os dados foram coletados entre 13 de março e 4 de abril de 2026. 

Ana Paula troca PDT por União Brasil e pode suceder Bruno Reis em 2028

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A saída da vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, do PDT para o União Brasil não é apenas mais um movimento partidário, mas um sintoma de rearranjo na política baiana. Após a saída do deputado federal Léo Prates rumo ao Republicanos, a mudança de Ana Paula sinaliza o esvaziamento de um PDT que decidiu abandonar a base do prefeito Bruno Reis e de ACM Neto para se alinhar ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

A articulação partiu de Brasília, com a presença de Carlos Lupi e Félix Mendonça, embalada por um discurso protocolar de “respeito” e “transparência”. Ao migrar para o União Brasil, Ana Paula não apenas preserva capital político, como também reforça a especulação de que pode suceder o prefeito Bruno Reis em 28, agora na mesma sigla. A conferir os próximos movimentos desse eixo da oposição na Bahia.

Prefeito quebra protocolo e gera repercussão em evento esportivo

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Em política, a forma costuma ser tão reveladora quanto o conteúdo e, neste domingo (19.abril.2026), o prefeito de Itapé, Reinaldo das Batatas (Avante), decidiu quebrar o protocolo. Ao demorar para chegar para acompanhar uma partida da Copa Cacau, optou por uma justificativa que, mais do que inusitada, expôs um preocupante desalinhamento entre cargo e postura: disse que a demora se devia a uma ida ao “motel com a esposa”.

Prefeitos não são cidadãos comuns, são exemplos que governam. Ao transformar um compromisso público em palco para uma declaração desse tipo, Reinaldo não apenas gerou constrangimento, como reforçou a impressão de que a liturgia do cargo virou detalhe dispensável.

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Marão tem contas rejeitadas pelo TCU e deverá devolver R$ 1,5 milhão.

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O TCU (Tribunal de Contas da União) julgou irregulares as contas do ex-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, o Marão (Avante), relacionadas ao uso de recursos federais destinados a ações emergenciais após as chuvas de abril de 2023. Na ocasião, o município do sul da Bahia enfrentou alagamentos que deixaram mais de 400 pessoas desalojadas e desabrigadas, ampliando a pressão por respostas rápidas da gestão pública.

De acordo com acórdão da 2ª Câmara do TCU, os recursos foram repassados pelo governo federal com a finalidade de atender diretamente as vítimas do desastre. A Corte, no entanto, identificou falhas na prestação de contas e concluiu que não houve comprovação adequada da aplicação do dinheiro. Como resultado, o ex-gestor foi condenado a devolver R$ 1.589.000, valor que será acrescido de juros e correção monetária.

Além da obrigação de ressarcimento, o TCU aplicou multa de R$ 190 mil a Mário Alexandre e autorizou a cobrança judicial das quantias, caso não haja pagamento voluntário dentro do prazo estipulado. Na mesma decisão, o tribunal determinou ao Banco do Brasil o recolhimento de eventual saldo remanescente em conta específica da Prefeitura de Ilhéus vinculada à transferência federal.

O ex-prefeito não apresentou defesa no processo e acabou condenado à revelia. O caso será encaminhado à Procuradoria da República na Bahia e ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para as providências cabíveis. Procurado pelo Pauta Blog, Marão não respondeu até a publicação desta reportagem; o espaço permanece aberto para manifestação. Informações do Pimenta Blog. 

Zé Ronaldo condiciona apoio e impõe regra de transparência em palanque

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Em política, alianças costumam vir acompanhadas de condicionantes, silenciosas ou não. O prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (UB), decidiu adotar uma linha de estilo autêntico e sem meias palavras: a da transparência a qualquer custo. Ao discursar no lançamento da pré-candidatura de Ewerton Carneiro, o Tom, Zé Ronaldo não apenas declarou apoio, mas estabeleceu uma regra pública para sua própria atuação: só sobe em palanque onde possa dizer, sem filtros, quem são seus aliados. “Eu não sei entrar em uma luta com os olhos vendados e olhos abertos, pois ficará tudo aberto”.

Ao citar nomes como ACM Neto, Zé Cocá, João Roma e Angelo Coronel, o prefeito Ronaldo sinaliza algo mais profundo do que uma simples lista de preferências. A exigência de poder nomear seus aliados em qualquer cenário funciona como antídoto contra pressões e, ao mesmo tempo, como demonstração de força. “Eu só vou a qualquer evento nesta cidade ou em qualquer local se eu puder falar de todos eles”, declarou Zé Ronaldo.

O ato, que reuniu mais de 1.500 pessoas e contou com a presença de João Roma e Roberta Roma (PL e pré-candidata a deputada federal), revela que Feira de Santana segue como peça-chave no xadrez estadual. Ao transformar o evento em um palco de afirmação política, Zé Ronaldo amplia seu raio de influência no campo da oposição na Bahia.

Tom segue sem sigla definida, pois é militar e ainda está dentro do prazo para se filiar. O evento foi organizado pelo ex-vereador Pauão do Caldeirão, de Feira.

Troca de ataques entre João Roma e Rui Costa esquenta disputa pelo Senado.

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A disputa pelo Senado na Bahia ensaia ganhar confrontos abertos antes mesmo do encontro cara a cara. Em entrevistas concedidas ao BNews, João Roma (PL) e Rui Costa (PT) transformaram declarações em munição, antecipando um debate que promete ser menos programático e mais do que um simples “pega-pega”. Não houve mediação simultânea, mas o eco das falas foi suficiente para evidenciar que o embate será marcado por um tom direto e incisivo.

Roma optou por um ataque cirúrgico ao estilo de liderança de Rui, ao chamá-lo de “amigo da onça”. Ao evocar Jaques Wagner, figura central da engrenagem petista na Bahia, Roma toca em uma fissura sensível, a disputa por protagonismo dentro do grupo. Também resgata o apelido “vagareza”, atribuído por Rui a Wagner, ampliando o embate.

Rui Costa, por sua vez, desloca o eixo do debate para a vitrine de realizações. Ao questionar onde estão as obras de Jair Bolsonaro na Bahia, busca atingir Roma em um ponto sensível, o legado do bolsonarismo no estado. A estratégia passa por nacionalizar o confronto e associar o adversário a um projeto político com menor densidade eleitoral.

O que emerge desse pré-debate é menos uma disputa de propostas e mais um teste de provocações. Roma aposta no desgaste interno do PT e na imagem de Rui como gestor rígido. Rui, por outro lado, investe na comparação de entregas e na fragilidade do campo adversário na Bahia. Se o tom se mantiver, o confronto tende a escalar para além de um duelo e ganhar contornos mais ásperos.

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Adolescente morre após ser atingida por caminhão em avenida urbana+

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A morte da adolescente Lavínia da Silva Santos, de 12 anos, na tarde de quarta-feira (15.abril.2026), em Vitória da Conquista, interrompeu de forma trágica a rotina de uma família. Estudante da Escola Monteiro Lobato e moradora do loteamento Terras do Remanso, a jovem perdeu a vida após um acidente de trânsito na Avenida Brumado, no bairro Zabelê, uma via já conhecida pelo fluxo intenso.

As circunstâncias iniciais indicam que Lavínia estava na garupa de uma motocicleta. Na queda, ela foi atingida por um caminhão que trafegava pela via. O impacto foi fatal, e o óbito foi constatado ainda no local, sem tempo sequer para o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).

O velório ocorre na Igreja Batista Bíblica Ebenézer, na Avenida Salvador, 1900, bairro Brasil, enquanto o sepultamento está previsto para as 16 horas.

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Ex-parlamentar é alvo de operação que investiga pagamento por fuga em presídio

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O ex-deputado federal Uldurico Alencar Pinto foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16.abril.2026) na Praia do Forte, local turístico do município de Mata de São João, na RMS, durante a Operação Duas Rosas, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), unidades da capital e regional Sul, e do Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep).

As investigações apontam que o ex-deputado teria negociado com organização criminosa o recebimento de R$ 2 milhões para facilitar a fuga ocorrida em dezembro de 2024, quando 16 internos escaparam do Conjunto Penal de Eunápolis, entre eles o traficante Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como Dada, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), facção com atuação regional e vínculo com o Comando Vermelho. Dada estaria atualmente no Rio de Janeiro, de onde continuaria comandando ações criminosas na região de Eunápolis.

Também foram cumpridos mandados de busca em Salvador, Camaçari, Teixeira de Freitas, Eunápolis e Porto Seguro, tendo como alvos um ex-vereador de Eunápolis e um advogado. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Eunápolis.

Segundo as apurações, a fuga dos internos não teria ocorrido de forma isolada ou fortuita, mas estaria inserida em um contexto de articulação criminosa estruturada, envolvendo integrantes da organização criminosa PCE e o ex-deputado federal, com a utilização de influência política e institucional.

O nome “Duas Rosas”, atribuído à operação, faz referência ao valor estimado da vantagem indevida. Ao longo das investigações, verificou-se que a expressão “rosa” era utilizada de forma codificada para se referir a dinheiro, aparecendo em diálogos e tratativas sob termos como “as rosas”, “quando as rosas vão chorar” ou “choram as rosas”, em alusão ao pagamento dos valores negociados.

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