Valderico Júnior processa Vinícius Alcântara na Justiça

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Do palanque ao tribunal. Assim, a política de Ilhéus ganhou aspectos mais agudos após um embate que atravessou o calendário eleitoral e desembocou no Judiciário. O prefeito Valderico Júnior decidiu judicializar a crise com o vereador Vinícius Alcântara, ambos do partido União Brasil e ex-aliados de campanha, após dividirem o mesmo palanque em 2024. A queixa-crime expõe um embate jurídico sem previsão de bandeira branca. Em suma, o processo trata de crimes de calúnia, injúria e difamação.

A convivência institucional foi rompida quando o vereador Vinícius Alcântara teria exigido espaço no governo, com controle sobre duas secretarias, de acordo com a ação protocolada na 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus. A negativa do Executivo, amparada no argumento da separação entre os poderes, foi o estopim para uma escalada de tensionamentos que migraram do campo administrativo para o político e jurídico.

É nesse ambiente que a disputa ganha linhas mais agressivas, inclusive na arena digital. Segundo a peça judicial, o vereador Vinícius Alcântara passou a utilizar suas plataformas digitais para atacar diretamente a gestão municipal de Valderico Júnior, com acusações que vão de má condução administrativa a imputações graves, como suposta corrupção e fraude em contratos públicos, além de denúncias envolvendo a merenda escolar. Já o prefeito sustenta que houve manipulação deliberada da informação e que as falas extrapolam o limite da crítica política, configurando crimes contra a honra.

O Pauta Blog tentou manter contato com o vereador citado, mas, até o fechamento da matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

O estádio Itabunão entra no ciclo das promessas recicladas

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O imbróglio da reforma do Estádio Fernando Gomes Oliveira, o Itabunão, ganhou um novo capítulo e mais explicações do que soluções. Após meses de obras paradas e mais de dois anos desde a assinatura da ordem de serviço (no dia 23.fevereiro.2024), o prefeito Augusto Castro (PSD) resolveu apontar o dedo para a empresa responsável: segundo ele, faltou lastro financeiro, sobrou incapacidade e, no meio do caminho, a empresa “quebrou”. A revelação foi feita em tom de explicação na rádio Interativa FM. O resultado é o que Itabuna vê hoje: um estádio parado, um projeto travado e uma população à espera.

Agora, a promessa é de recomeço. Augusto Castro afirma que vai relicitar a obra e garante a entrega ainda este ano, ou seja, em 2026. O discurso, no entanto, soa como déjà vu. Em política, prazo que se renova demais perde credibilidade, ainda mais quando o histórico recente é de atraso e interrupção. A cada nova promessa, cresce a desconfiança de que o cronograma corre mais no papel do que na prática.

Enquanto isso, o Itabunão segue no campo das intenções: gramado novo, irrigação automatizada, drenagem moderna, arquibancadas requalificadas para mais de 10 mil torcedores. No papel, um estádio à altura; na realidade, planejamento falho e execução precária podem transformar obra pública em novela. E, por enquanto, sem previsão de capítulo final confiável. 

Jerônimo Rodrigues enfrenta dificuldades para construir apoio no primeiro turno

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Se governar é, antes de tudo, saber articular, Jerônimo Rodrigues ainda não encontrou o manual. A comparação com Jaques Wagner e Rui Costa não é apenas inevitável — é dura. Onde os antecessores construíam pontes, Jerônimo coleciona silêncios, desencontros e portas entreabertas. Novo capítulo de Jerônimo: demonstrou interesse em contar com o apoio do PSol em sua campanha e disse querer conversar com os dirigentes da legenda, à Rádio Baiana FM. Resultado: cartada recusada imediatamente.

A resposta veio no tom que a política costuma reservar para quem esquece aliados após a vitória. Ronaldo Mansur descartou apoio no primeiro turno porque a sigla foi “esquecida” pelo governador após o apoio no segundo turno em 2022. Muitos já cochicham: Jerônimo patina na articulação. Em política, apoio não é cheque em branco; precisa ser cultivado. Não houve; logo, o fruto do apoio não virá, pelo menos no primeiro turno de 2026.

O caso de Geraldo Júnior reforça o diagnóstico de desorganização: rifado, desgastado e depois resgatado por falta de opção. A demora para definir a chapa e a incapacidade de construir alternativas sólidas expuseram um governador que não tem a habilidade de seus companheiros ex-governadores, que são, diga-se de passagem, exímios articuladores.

Outro ponto imprescindível a destacar é que a base de Jerônimo perdeu o partido Podemos, além de Solidariedade e PRD, que podem migrar para a oposição por não conseguirem montar uma chapa nominata para eleger deputados estaduais e federais.

Jerônimo enfrenta um desafio que vai além da articulação propriamente dita: provar que consegue se reeleger mesmo sem o aval de Rui Costa para manter Geraldo Júnior na vice e garantir uma boa votação à reeleição de Lula. Caso contrário, assumirá a responsabilidade pela perda dos vinte anos de hegemonia do petismo na Bahia.

📷 Montagens do Pauta Blog com imagens de divulgação e conteúdo criado por Inteligência Artificial.

Gestão de Gel da Farmácia enfrenta turbulência com base aliada; Os edis também estão na bronca com o governador Jerônimo Rodrigues

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O que era para ser base aliada virou linha de frente de oposição em Buerarema. Seis dos nove vereadores decidiram abrir artilharia contra o prefeito Gel da Farmácia (UB), em um movimento que escancara mais do que uma insatisfação pontual: revela um governo que ainda não conseguiu decolar.

As queixas seguem um roteiro conhecido: infraestrutura travada, obras que não saem do papel e ausência de entregas concretas. Zezinho (PP) foi direto ao ponto ao dizer que o prefeito “veio, mas não mostrou para que veio”. Ênio Vieira (PSD) cobrou obras com recursos próprios — recado claro de que depender apenas de parcerias externas não sustenta uma gestão. Roque Borges (UB) fez comparação incômoda com a administração anterior, enquanto Neide de Adelson (PSD), Geraldo Aragão (UB) e Tibira (PP) reforçaram o coro de cobrança por ação e presença.

A crise administrativa em Buerarema é nítida e inegável. Com as cobranças públicas ganhando volume, Gel da Farmácia entra em uma zona de turbulência, onde tempo e paciência são escassos. Se não entregar resultados rapidamente, corre o risco de ver a insatisfação evoluir para um desgaste irreversível. Vale destacar: Eleito sob o guarda-chuva de ACM Neto, Gel rompeu ao anunciar alinhamento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Resultado, por enquanto, a base está se esfarelando e perdendo lastro.

Sondagem de Flávio Bolsonaro esbarra em estratégia local de Bruno Reis // Fotomontagem com imagens de divulgação no Instagram.

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A sondagem feita por aliados de Flávio Bolsonaro (PL) ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB), carrega mais um aceno político do que viabilidade prática. No âmbito nacional, a simples lembrança do nome do gestor baiano revela uma tentativa de ampliar pontes regionais, sobretudo no Nordeste, terreno historicamente desafiador para o bolsonarismo.

Logo, quais são os porquês de Bruno Reis não aceitar estar na chapa de Flávio Bolsonaro como vice-presidente?

O primeiro freio para essa hipótese é que Bruno Reis não é um agente isolado. Sua trajetória está totalmente conectada ao projeto político de ACM Neto (UB), que atua como principal liderança de seu grupo. Contudo, qualquer movimento de Bruno Reis em direção a uma chapa com Bolsonaro representaria não apenas uma decisão pessoal, mas também a coesão do grupo netista.

O segundo elemento central é que não seria simples deixar a Prefeitura para embarcar como vice. A vice-presidência, embora institucionalmente relevante, raramente oferece protagonismo eleitoral direto na Bahia que influencie a candidatura de ACM Neto.

O terceiro ponto é o timing. Bruno Reis reafirma, em suas declarações públicas, o compromisso com o mandato. Isso funciona como sinal de estabilidade administrativa. Antecipar uma saída poderia ser interpretado como abandono de responsabilidades, gerando um desgaste político desnecessário.

O quarto alerta é que, caso tivesse intenção de deixar a Prefeitura, Bruno Reis teria opções mais estratégicas dentro da política baiana, como fortalecer a chapa de ACM Neto em uma eventual disputa ao Senado ou até como vice — possibilidades que já foram descartadas. Deixar a prefeitura envolve riscos elevados.

Por fim, até as convenções, o cenário permanece fluido. No xadrez político, Bruno Reis parece optar por permanecer onde tem controle do jogo — e não onde seria apenas peça.

Bruno Reis vai seguir falando a mesma língua que ACM Neto, apoiando a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD). 

Comentário do vereador Bizunga sobre R$ 13 mil evidencia descompasso com realidade social

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No interior do sudoeste baiano, o vereador Francisco Justino, o Bizunga (PCdoB), resolveu mirar no próprio contracheque, mas acabou acertando em cheio na percepção popular. Ao afirmar que os R$ 13 mil recebidos na Câmara “não dão nem para fazer a feira”, o parlamentar expôs, sem filtro, o abismo entre o discurso político e a realidade da maioria da população.

“Todos aqui recebem R$ 13 mil. Uma coisa que eu tenho para dizer aqui: se brincar, eu não faço nem a feira com esses R$ 13 mil de que o senhor fala, que desconta os impostos aí. A gente sabe que a realidade não é essa”, disse Bizunga na Câmara.

Enquanto boa parte dos brasileiros faz malabarismo para fechar o mês com muito menos, a queixa de insuficiência vinda de quem ocupa cargo público ganha traços de insensibilidade. Palavras têm peso. E, nesse caso, Bizunga, da pior forma, mostrou que reclamar de R$ 13 mil não pega bem fora dos muros da Câmara.

Entrevista de Jerônimo evita resposta e amplia dúvidas sobre Geraldo Júnior

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A entrevista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à Rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), deixou mais dúvidas do que respostas, especialmente quando o assunto foi a permanência de Geraldo Júnior (MDB) na chapa. Ao ser questionado sobre a “aceitação” do ex-governador Rui Costa, Jerônimo tangenciou. Quando a resposta não vem, é sinal de que ainda não houve ajustes.

Bastidores indicam resistência silenciosa de Rui Costa à manutenção do vice Geraldo Júnior.

Já se passaram seis dias desde que Jerônimo reafirmou publicamente o nome de Geraldo Júnior como vice, mas Rui Costa segue sem emitir sinal claro de concordância. A ausência de manifestação virou protagonista. É o tipo de silêncio que pesa, incomoda e alimenta especulações sobre fissuras internas no grupo.

O episódio da mensagem vazada, em que o vice-governador estava incentivando a circulação de críticas a Rui com um “manda viralizar”, ainda ecoa. Pode ter sido tratado como algo pontual, mas, na prática, deixou marcas. O silêncio de Rui Costa pode não ser apenas rusga, pode ser recado. 

Jerônimo Rodrigues rebate Bruno Reis e sai em defesa de Lula após críticas

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Durante entrevista na rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), Jerônimo Rodrigues desmentiu a versão de que Lula teria ido a Ondina e ficado até tarde. Segundo o governador, o presidente chegou a Salvador vindo do Ceará e foi direto para o hotel, já que tinha compromissos importantes no dia seguinte. “A gente entendeu que o presidente precisava descansar”, explicou.

Bruno Reis disse que os petistas estavam tomando uísque no Palácio de Ondina, mas Jerônimo Rodrigues negou.

“Não dá para destilar ódio, raiva, dessa forma. Não se pode colocar o povo contra um presidente tão querido na Bahia. É uma injustiça. Nenhum presidente merece esse tipo de desrespeito, principalmente vindo de um gestor de uma capital”. Foi assim que o governador Jerônimo Rodrigues reagiu às declarações do prefeito Bruno Reis sobre a não entrega do residencial Zumira Barros, em Salvador.

O governador também destacou que, logo cedo, às 7h da manhã, Lula já estava de pé para cumprir agenda, concedendo entrevista ao vivo a uma emissora de TV diretamente do hotel. Jerônimo reforçou que é preciso responsabilidade no trato político e respeito institucional, criticando a tentativa de criar desgaste contra o presidente na Bahia.

Valderico Júnior faz ajuste no coração político da gestão municipal

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O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (UB), usou a caneta com velocidade e nomeou peças-chave da administração. Em uma única tacada, promoveu três mudanças estratégicas na Casa Civil, nas Relações Institucionais e na Universidade Livre do Mar e da Mata. Um ajuste fino no coração político do governo.

As nomeações de Paulo Queiroz dos Santos para a Casa Civil e de Claudemar Cardoso Santos para as Relações Institucionais contemplam secretarias sensíveis à articulação interna e externa do governo. Já a escolha de Davidson Leandro Sousa Santos foi para comandar a Maramata.

Uma nova configuração voltada à tomada de decisões em áreas estratégicas e à estabilidade administrativa.

Paulo Queiroz, Claudemar Cardoso e Davidson Leandro.

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Dança das siglas redesenha forças na Assembleia Legislativa da Bahia

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A Assembleia Legislativa da Bahia virou palco de uma coreografia conhecida: a dança das siglas. Deputados mudam de partido, recalculam rotas e reposicionam suas bases. É a sobrevivência eleitoral e a lista de trocas ajuda a traduzir esse novo momento.

Entre os movimentos: Angelo Coronel Filho trocou o PSD pelo Republicanos; Angelo Almeida saiu do PSB e foi para o PT; Antonio Henrique Júnior deixou o PP rumo ao PV; Binho Galinha migrou do Patriota para o Avante; e Cafu Barreto saiu do PSD para o União Brasil. Na mesma leva, Eduardo Salles deixou o PP para ingressar no PV, enquanto Felipe Duarte fez o caminho do PP para o Avante. Já Laerte do Vando trocou o Podemos pelo Avante, e Luciano Araújo saiu do Solidariedade para o Avante. Ludmilla Fiscina, por sua vez, migrou do PV para o PSD.

A mudança de rota segue com Marcelinho Veiga deixando o União Brasil para o PV; Marcinho Oliveira trocando o PDT pelo PRD; Niltinho saindo do PP para o PSD; e Pancadinha deixando o Solidariedade rumo ao PDT. Paulo Câmara fez o caminho do PSD para o PL, enquanto Penalva saiu do PDT para o União Brasil. Raimundinho da JR trocou o PL pelo Avante; Samuel Júnior deixou o Republicanos para o PL; Soane Galvão saiu do PSB para o Avante; Vitor Azevedo trocou o PL pelo Avante; e Vitor Bonfim deixou o PV para o PSB.

Lideranças testam novos abrigos enquanto tentam manter suas bases intactas, em um equilíbrio delicado entre coerência e conveniência — termômetro, e também vitrine, de um jogo maior.

Resta saber quem vai sair fortalecido dessa rearrumação e quem ficará pelo caminho: trocar pode significar ganhar fôlego… ou apenas mudar de lugar.

Janela partidária provoca reacomodação de forças no Legislativo baiano // 📷 Reprodução www.metro1.com.br

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