Rui Costa encerra o assunto e oficializa a rifada de Angelo Coronel

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O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), deixou as sutilezas de lado e mostrou, sem rodeios, quem está no controle do jogo. Em entrevista concedida em Maracás à TV Pirôpo, Rui confirmou os nomes escolhidos para disputar as Eleições de outubro. O ex-governador da Bahia será candidato ao Senado, Jaques Wagner (PT) disputará a reeleição ao mesmo cargo e Jerônimo Rodrigues (PT) também buscará ser reeleito para o Palácio de Ondina. A escalação pública e direta soou como ordem.

A chapa majoritária desenhada por Rui ajuda a entender a hierarquia interna do PT baiano. Jaques Wagner aparece no papel de escudeiro histórico enquanto Jerônimo Rodrigues surge como coadjuvante disciplinado, aquele que balança a cabeça, concorda e executa. O comando, sem dúvida, está nas mãos de Rui, que manda e desmanda sem precisar pedir licença.

Até então, o processo de fritura do senador Angelo Coronel (PSD) vinha acontecendo em banho-maria. Jaques Wagner chegou a convidá-lo para ser suplente em uma tentativa elegante de empurrá-lo para fora do centro do palco. Não funcionou. Coronel resistiu. Foi quando Rui Costa entrou em campo e decidiu encerrar o assunto.

Rui aplicou o que, no popular, se chama de dose homeopática, mas sem ironia. Nada de tratamento suave. A medicação foi forte e em dosagem elevada. O recado foi simples, direto e escancarado: Tchau, Coronel! O ministro oficializou a rifada do senador da chapa majoritária sem cerimônia.

Já o governador Jerônimo ainda tentou sustentar a narrativa de que o controle da montagem da chapa estaria sob sua responsabilidade. A entrevista de Rui, no entanto, desmontou essa versão em segundos. O cacique mostrou quem manda. Jerônimo, mais uma vez, limitou-se a concordar.

O PSD de Otto Alencar foi limado do projeto majoritário e, até agora, Otto assiste a tudo de braços cruzados. O máximo que fez foi oferecer a legenda para que Coronel dispute o Senado de forma avulsa, mas vem deixando a desejar quando o assunto é dar cobertura política a Coronel. O problema é que, no futuro, a mesma fórmula pode ser administrada diretamente no PSD.

A ganância petista não tem limites; enquanto isso, Otto Alencar segue inerte.

📷 Foto montagem com imagens Rui Costa, Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner/Divulgação; de Otto Alencar/Marcos Oliveira/Agência Senado; de Angelo Coronel/Waldemir Barreto/Agência Senado

Declaração foi dada ao jornalista Marcos Frahm e expõe desenho planejado há meses pelo PT

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O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), disse ao jornalista Marcos Frahm, em Maracás, que será candidato ao Senado e confirmou que Jerônimo Rodrigues (PT) disputará a reeleição ao governo da Bahia. Com Jaques Wagner (PT) já anunciado na corrida pela recondução ao Senado, o petista fica completo e sem espaço para dúvidas.

Na prática, sobra pouco ou quase nada para Ângelo Coronel. O senador do PSD foi rifado sem cerimônia pelo trio Rui, Wagner e Jerônimo, que tratou de fechar a chapa majoritária antes mesmo do jogo começar, empurrando Coronel para fora do projeto. Wagner chegou a convidar Coronel para ser seu suplente, mas ele negou.

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A declaração ocorre no momento em que a chapa governista para as eleições de 2026 já está praticamente desenhada: Jerônimo na disputa pela reeleição e Rui e Wagner ocupando as duas vagas ao Senado

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Em entrevista à Rádio Metropole, ACM Neto (UB) afirmou que o Partido dos Trabalhadores não divide espaço político: “Eles querem tudo para eles”, resumiu, ao mirar diretamente o núcleo duro do PT baiano formado por Rui Costa, Jaques Wagner e o governador Jerônimo Rodrigues.

A declaração ocorre no momento em que a chapa governista para as eleições de 2026 já está praticamente desenhada: Jerônimo na disputa pela reeleição e Rui e Wagner ocupando as duas vagas ao Senado. Ambos já sinalizaram publicamente que pretendem concorrer.

O cenário deixa o senador Angelo Coronel (PSD) em posição desconfortável. Fora da composição principal, inclusive tendo sido convidado por Wagner para ser suplente, Coronel terá de decidir entre uma candidatura avulsa pelo PSD, uma ruptura com a base petista ou uma aproximação mais clara com o grupo liderado por ACM Neto.

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Após a indicação de Lula, Wagner teria tentado, várias vezes, dialogar com Alcolumbre, mas foi rejeitado

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A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) fez com que a relação entre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UB), ficasse estremecida. Isso porque Davi gostaria que o presidente Lula (PT) escolhesse o senador Rodrigo Pacheco (PSD) para o cargo.

Após a indicação de Lula, Wagner teria tentado, várias vezes, dialogar com Alcolumbre, mas foi rejeitado. Além de não ter as ligações atendidas, o petista está sendo escanteado nos corredores do Senado Federal. Agora, pouco se sabe sobre como será feita a articulação entre o governo federal e a Casa.

Vale lembrar que, para Jorge Messias, de fato, sentar na cadeira do STF, vai precisar convencer os senadores da capacidade técnica de ocupar o cargo. Pelo visto, o maior desafio será convencer o líder dos senadores e, para isso, Wagner também precisará ser escalado, mas resta saber se vai entrar em campo ou ser colocado na reserva.

Rui Costa disse que faria uma proposta ao senador Angelo Coronel baseada nos resultados das pesquisas de intenção de voto

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Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Real Time Big Data apontou que os nomes dos petistas Rui Costa e Jaques Wagner lideram a corrida rumo ao Senado Federal. Rui, inclusive, aparece na dianteira.

Em um deles, Costa tem 26%, seguido por Marcio Marinho (Republicanos), com 17%, e o ministro do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz (sem partido), com 11%. Em outro cenário, Jaques Wagner (PT) aparece na frente com 27%, seguido de Rui Costa (23%) e João Roma (PL), com 10%.

Na semana passada, o ministro Rui Costa disse que faria uma proposta ao senador Angelo Coronel (PSD) baseada nos resultados das pesquisas de intenção de voto. O petista conversaria com o aliado no sentido de dar espaço para quem estivesse melhor posicionado nos levantamento, ou seja, dessa forma, Coronel ficaria de fora. Resta saber se ele vai aceitar!

Wagner se reuniu com presidente estadual eleito, Tassio Brito, e atual presidente, Éden Valadares

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Em visita à sede do PT Bahia, o senador e líder do governo no Senado Federal, Jacques Wagner (PT), agradeceu à gestão do atual presidente do partido no estado, Éden Valadares, que fomentou e aprofundou o processo de renovação da legenda na Bahia, e desejou muito boa sorte ao presidente eleito, Tassio Brito. Com mais de 73% dos votos, Tássio foi escolhido no Processo de Eleição Direta (PED) pelos filiados para dirigir o PT Bahia pelos próximos quatro anos.

O senador falou sobre a importância da renovação: “É da minha alegria estar aqui, parabenizar ao conjunto que trabalhou, seja nessa atual direção que vai se encerrar agora em setembro, seja para aqueles que fizeram essa campanha do PED, e conseguimos uma vitória significativa. É fundamental essa ferramenta chamada Partido dos Trabalhadores, mas é fundamental que a gente movimente as universidades, as igrejas, os movimentos de bairro, sindicato“.

O presidente eleito aproveitou para agradecer e elogiar a condução de Éden pelos seis anos à frente do PT Bahia: “Reconhecer a gestão do presidente Éden como uma gestão que teve a capacidade de potencializar o imaginamos em 2019, que era a produção de novos quadros políticos que dessem conta de dirigir o partido nas diversas tarefas que foram colocadas. Na gestão de Éden, todos os secretários tiveram uma contribuição muito importante, porque Éden tem esse jeito dele de impulsionar a juventude, impulsionar as secretarias, de descentralizar“.

No encontro, Éden falou sobre o processo de retomada do crescimento do PT na Bahia na eleição de 2024, com a vitória de prefeitos em 50 cidades: “No PT, a gente só forma liderança na luta, só forma liderança disputando eleição, na construção partida e está chegando a nossa hora, do chamamento da história para que a gente assuma esse processo, assim como a que o senhor, senador, lutou contra a ditadura, pela democratização do país, fundou o PT e trouxe o presidente Lula e a presidenta Dilma à presidência da República”.

Senador Angelo Coronel não aparece no vídeo de divulgação

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O lançamento do Tramo IV do sistema ferroviário que ligará Lapa a Campo Grande, anunciado ontem (9.junho) pelo governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), provocou um pequeno ruído nos bastidores da política baiana. Nas redes sociais, o governo destacou o investimento de R$ 1,5 bilhão na nova etapa do projeto, que contará com dez novos trens.

Acontece que o vídeo de divulgação conta com imagens do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), e dos senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD). A ausência do senador Angelo Coronel (PSD), no entanto, chamou atenção.

Otto Alencar costuma dizer que “a política é feita de acenos”, então, talvez tenha ficado ainda mais nítida a ‘’janelada’’ no Coronel, que já deu indícios de que está insatisfeito com o posicionamento de alguns membros da base sobre as Eleições 2026.

Angelo Coronel criticou possível formação de chapa puro-sangue do PT em 2026, mas Wagner condenou comparação feita pelo correligionário

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O senador baiano Jaques Wagner (PT) criticou a fala do também senador Angelo Coronel (PSD) sobre a formação de uma chapa ”puro-sangue” nas Eleições de 2026. Wagner disse que a declaração do colega foi ”absolutamente infeliz” em entrevista concedida nesta sexta-feira (25.abril) a uma emissora de rádio.

Tudo começou quando Coronel foi questionado sobre uma possível chapa formada por dois componentes do PT mirando o governo do estado no próximo ano. O político – que tem dado indícios de uma possível ruptura com a base governista -, disse que consideraria essa decisão inadmissível: ”Antigamente, os alemães, os nazistas, Hitler queria sempre manter uma raça pura. Sem nenhuma conotação ao extremo passado, mas inadmissível o PT, de quatro, ele querer três. Isso é inadmissível. A política é aliança”.

Questionado hoje sobre o posicionamento do correligionário, Wagner foi enfático: ”Eu não sou de ficar batendo boca, eu acho que a comparação é absolutamente infeliz porque o nazismo, eu que sou judeu, foi responsável pela morte de cem milhões de judeus e de membros do exército da União Soviética e por aí vai. Foi um regime que matou, torturou e teve campo de concentração. Então, com todo carinho pelo senador Angelo Coronel, a comparação é absolutamente infeliz”.

📷 Reprodução Instagram

Jaques Wagner aparece como terceira via; Edinho Silva e José Guimarães também estão no páreo

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De acordo com informações divulgadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, o nome do senador Jaques Wagner estaria sendo cogitado para ocupar a presidência do PT nacional. Wagner ocuparia o posto que, atualmente, é da deputada federal Gleisi Hoffmann.

Nos bastidores, comenta-se que o nome preferido pelo presidente Lula é o do prefeito de Araraquara, Edinho Silva. Por outro lado, Gleisi estaria trabalhando para eleger o deputado federal José Guimarães como sucessor. Nesse cenário, Wagner seria uma espécie de terceira via dentro do próprio partido.

 

Bahia está sob comando do PT há 16 anos; antes de Jerônimo (centro), Rui e Wagner passaram pelo cargo // 📷 Reproduções

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Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que as polícias da Bahia mataram mais pessoas que todas as forças policiais dos Estados Unidos em 2022. A comparação foi feita pelo UOL a partir de dados do fórum e do Mapping Police Violence, dos EUA.

No ano passado, as polícias civil e militar baianas mataram 1.464 pessoas durante intervenções. Já nos Estados Unidos, o número é de 1.201 pessoas durante todo o ano.

A pesquisadora da universidade de Harvard, nos EUA, afirmou que a Bahia deveria entrar no radar das autoridades internacionais: “Deveria ser declarada uma emergência nacional. Um estado do tamanho da Bahia matou mais pessoas que as 18 mil polícias dos Estados Unidos. Um país que tem 330 milhões de habitantes. Onde está o debate no Brasil sobre essas mortes? Como pode ser possível ter essa magnitude tão grande num estado só?”.

Em relação a 2023, apenas na semana passada, 30 pessoas morreram no estado após supostos confrontos entre a população e as forças de segurança. O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, declarou que essa situação não é compatível com um país que se pretende democrático e em consonância com os Direitos Humanos.

Diante do cenário, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) se pronunciou: “O nosso compromisso é na apuração de casos de eventual excesso por parte de qualquer servidor, qualificação permanente da atuação policial para garantir mais eficiência na ação, respeito à legislação e preservação da vida”.

Vale ressaltar que o estado da Bahia está sob o comando da gestão petista há 16 anos e o governador Jerônimo assumiu o posto em janeiro deste ano, ou seja, os números anteriores são relativos às passagens do agora ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), e do senador Jaques Wagner (PT) pela função.

UOL destaca quantidade de mortes causadas por supostos confrontos entre polícias baianas e população.

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