
Governos e sociedade seguem travando batalhas, aqui e ali, mas a guerra contra a Covid-19 está cada vez mais longe de ser vencida.
Durante a história da humanidade, muitas guerras foram vencidas pela exaustão, seja de recursos, seja da fé.
Sem alternativa, trabalhamos no modo reativo. Emparedados pelo inimigo, cuidamos de abrir espaços montanha adentro, onde possamos internar mais e mais vítimas e dar-lhes uma chance de sobrevida. Mais hospitais, mais leitos, mais UTIs. Até quando isso será possível? Até quando seguiremos dando corda a esse monstro, tal qual fez o Capitão Pollard, a bordo do seu Essex, em perseguição à Moby Dick (e que ao final ainda destruiu a todos)? Quando partiremos para cima da besta desferir o golpe mortal?
Não vejo significativa possibilidade de interrupção da disseminação da Covid19, no curto prazo. A não ser através de um amplo e irrestrito programa de vacinação, para o qual toda e qualquer vacina, custe o que custar, venha de onde vier, deverá ser empregada. Mas nesse caminho há todos os tipos de percalços. Há falta de humildade e sensibilidade humanitária da ANVISA, mais preocupada em não perder seu espaço no clubinho de agências internacionais; há falta de vontade política, de coragem, de garra, para se romper com todas as barreiras, sejam elas quais forem. Não se há de arguir perda de soberania nacional, quando tantos e tantos países, igualmente soberanos aceitam as regras do jogo, para salvar o seu povo.
Já está bastante claro para todos que, no ritmo que vamos, essa ilusão vacinal está a contribuir para uma falsa sensação de segurança. Mais cruel ainda é a traição à esperança do povo, que vai a se consumir diante da emergência e disseminação de mutações com enorme potencial destrutivo.
Atrasar a imunização da população em plena pandemia é um dos maiores crimes humanitários que nosso país está a cometer. A posteridade julgará os seus dirigentes. Tardiamente, no entanto.
A história se repete e é cruel com os fracos. É hora de alguém assumir o timão. ![]()
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Fábio Vilas Boas é Secretário de Saúde da Bahia










Chega um momento da vida que todos nós precisamos de mais atenção com a saúde. Isso também vale para os animais. Ter cães e gatos idosos em casa significa mudar alguns hábitos e preparar o espaço para que tenham mais conforto.
Quem me conhece sabe, sou movido por emoção. Por mais que a razão insista em prevalecer, o sentimento encontra uma maneira de cutucar. Então, movido por emoção/comoção quis fazer esse texto, para minha reflexão. Espero outros serem afetados e refletirem também.
Precisamos deixar um pouco a política-ideológica de lado e começar a assumir que não estamos fazendo a nossa parte. É fato que os governos – nas três esferas – precisam acelerar o processo de vacinação, mas não adianta cobrar tanto dos políticos os nossos DIREITOS se não estamos fazendo os nossos DEVERES. Precisamos começar a AJUDAR no combate ao VÍRUS.



