Marão é derrotado em seu principal reduto na disputa pela Alba

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O ex-prefeito de Ilhéus Marão (Avante) não conseguiu transformar sua base política na cidade em uma votação suficiente para chegar à Assembleia Legislativa da Bahia. O ex-prefeito recebeu 18.419 votos em todo o Estado, mas terminou atrás de Pedro Tavares (UB) justamente em seu principal reduto eleitoral. Em Ilhéus, Marão teve 7.461 votos, enquanto Tavares liderou com 10.796.

O resultado contrasta com o desempenho do grupo político de Marão em 2022. Naquele ano, quando ainda comandava a Prefeitura de Ilhéus, ele conseguiu eleger sua então esposa, Soane Galvão, para a Alba, com 61.399 votos, dos quais 23.254 foram obtidos em Ilhéus. Quatro anos depois, ao assumir pessoalmente a disputa, Marão não alcançou o mesmo patamar de votação e ficou em segundo lugar dentro da própria cidade.

A candidatura de Marão havia sido construída como uma tentativa de retomar espaço na política estadual. Em 2025, ele oficializou o projeto de disputar uma cadeira na Assembleia, enquanto Soane decidiu não buscar a reeleição para apoiar o marido. Agora, os números das urnas deixam um dado político incontornável: o ex-prefeito terminou a eleição sem liderar sequer em seu principal reduto eleitoral.

Pancadinha amarga derrota e fica fora da Assembleia Legislativa

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Pancadinha não conseguiu repetir, em 2026, o desempenho que o levou à Assembleia Legislativa da Bahia quatro anos atrás. O deputado estadual, que havia conquistado 27.338 votos pelo Solidariedade em 2022, encerrou a nova disputa com 16.962 votos, uma redução de 10.376 votos em relação à eleição anterior. O resultado interrompe a trajetória de crescimento eleitoral que havia levado o então vereador de Itabuna ao Legislativo estadual.

O recuo é ainda mais acentuado quando o mapa eleitoral é reduzido a Itabuna, principal base política de Pancadinha. Na cidade, a votação caiu de 23.531 votos, em 2022, para 10.164 votos, em 2026, 56,81% a menos. A perda de 13.367 votos no município expõe uma mudança significativa na relação entre o deputado e sua principal base eleitoral e passa a ser um dos elementos centrais para contextualizar o resultado das urnas.

Pancadinha também chega ao fim da eleição após uma mudança relevante de posicionamento político. Eleito em 2022 em um campo ligado a ACM Neto, o deputado rompeu posteriormente com esse grupo e passou a integrar a base do governador Jerônimo Rodrigues, além de ter mudado do Solidariedade para o PDT em 2026. A mudança de campo pode ser apontada como um dos fatores políticos que ajudam a contextualizar a queda, embora o resultado eleitoral, por si só, não permita atribuir a derrota a uma única causa.

Eleição de Andrea Castro reforça força política de Augusto Castro no Sul da Bahia

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Andrea Castro chega à Assembleia Legislativa da Bahia com uma votação expressiva e consolida o peso político do grupo liderado pelo prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD). A primeira-dama foi eleita deputada estadual e terminou a disputa em 17º lugar na classificação geral para a Alba, em um resultado que coloca Itabuna no centro do mapa político estadual. Andrea chega à Alba com a marca de lutar em prol das mulheres.

O desempenho teve como principal componente a articulação construída por Augusto Castro ao longo da campanha. Andrea alcançou 36.355 votos somente em Itabuna, número que passa a ser lido politicamente como um indicador da força de Augusto no solo grapiúna e da capacidade de transferência de capital político do prefeito para a candidatura da esposa. Augusto foi reeleito prefeito de Itabuna em 2024 com 65.329 votos. Além disso, foi deputado estadual por dois mandatos.

O resultado também deu a Andrea uma posição de destaque dentro do PSD. A deputada eleita ficou em quarto lugar entre os candidatos da legenda, com 86.973 votos. O desempenho nas urnas coloca Augusto e Andrea no centro das articulações do PSD baiano e dá ao município uma nova representante com acesso direto ao Legislativo estadual.

Vale destacar que Andrea concorreu à sua primeira eleição e já larga com o pé direito na política.

Jerônimo Rodrigues vence ACM Neto pela segunda vez e garante novo mandato na Bahia

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Jerônimo Rodrigues foi reeleito governador da Bahia neste domingo (4.outubro) e derrotou ACM Neto pela segunda vez em uma disputa direta pelo Palácio de Ondina. Com 100% das urnas apuradas, o petista recebeu 4.626.509 votos, equivalentes a 55,80% dos votos válidos, contra 3.625.227 votos de ACM Neto, que ficou com 43,72%. A diferença foi de 1.001.282 votos.

O resultado consolida a hegemonia do PT no governo baiano. A legenda está à frente do Estado desde 2007 e, com a reeleição de Jerônimo, permanecerá no comando até 2030, completando seis mandatos consecutivos. A vitória também repete, em termos políticos, o duelo de 2022, quando Jerônimo venceu Neto no segundo turno por 52,79% a 47,21%. Naquela eleição, o petista terminou o segundo turno com 4.480.464 votos, enquanto Neto teve 4.007.023.

Um dos sinais mais importantes da nova configuração apareceu em Salvador, principal reduto eleitoral de ACM Neto. Em 2022, no segundo turno, Neto obteve 1.013.094 votos na capital, contra 557.418 de Jerônimo, uma vantagem de 455.676 votos. Em 2026, no primeiro turno, a diferença caiu para 139.075: Neto teve 769.752 votos, enquanto Jerônimo alcançou 630.677. O contraste ajuda a dimensionar a mudança no equilíbrio eleitoral da capital e o peso que ela teve na disputa estadual.

📷 Foto de Adriel Francisco

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