Vereador Pancadinha fez críticas durante sessão na Câmara e Prefeitura enviou máquina ao local para demolir o muro

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Como divulgado durante esta semana, com exclusividade, no Pauta Blog, a situação do muro do posto de saúde do Bairro São Pedro, em Itabuna, era preocupante. A crítica partiu do vereador Fabrício Pancadinha (PMN) durante a última sessão na Câmara de Vereadores do município e foi exposta nas redes sociais por meio de um vídeo gravado por um morador da comunidade.

Hoje (29.outubro), Pancadinha publicou um vídeo em que agradece a Prefeitura de Itabuna por atender ao pedido e resolver a situação. Uma máquina foi enviada ao local para demolir o muro que, agora, não oferece mais riscos à segurança de quem passa por lá.

Na postagem, o edil relembra o papel do vereador: “Olha aí! Depois que cobramos lá na Câmara Municipal de Itabuna a derrubada do muro da unidade de saúde do São Pedro. Estamos aqui para fazer o nosso trabalho que é fiscalizar e cobrar o Executivo”.

Pancadinha também falou sobre a esperança dos moradores de que novos pedidos sejam atendidos pelo poder público: “Tô agradecendo e vamos esperar os próximos capítulos. A população espera!”.

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DENÚNCIA❗ Vereador Pancadinha critica, mais uma vez, situação do Posto de Saúde do São Pedro; Assista o vídeo onde o muro também pode cair

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O vereador Diego Espino (PSL), ontem (28.outubro), passou mal e caiu no Plenário durante a reunião, no momento em que discursava na tribuna em favor de pessoas transgêneros usarem nomes sociais. O fato ocorreu na Câmara de Divinópolis, em Minas Gerais.

Espino disse ser vítima de ‘fake news’, pois publicações afirmam que ele é a favor “ideologia de gênero”, expressão usada por grupos conservadores e não reconhecida no meio acadêmico.

“Eu passei mal por raiva e indignação. Estão distorcendo totalmente o projeto que apresentei!”, disse Espino, em suas redes sociais.

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Após duas votações na Câmara de Vereadores, foram aprovadas alterações à Lei 2.195/2011, o Código Ambiental e do Equilíbrio Ecológico do Município de Itabuna. As mudanças, propostas pelo Executivo, reveem penalidades à poluição sonora e ao despejo de lixo em terrenos baldios, entre outras irregularidades. Começando sempre por advertências, depois multas a partir de R$ 150,00.

NO CASO DE SOM
Ruídos e vibrações acima dos limites permitidos àquele local e horário, a multa pode variar de R$ 150,00 a R$ 5 mil. Estes valores poderão ser cobrados, também, pelo não atendimento dos padrões de qualidade do ar e da água. A mesma faixa de punição vem por causa de atividades sem autorização ambiental.

RIO CACHOEIRA
A legislação refere-se, ainda, ao despejo de resíduos de uso doméstico no solo ou em corpos d’água. É o caso do Rio Cachoeira. Tais infrações também podem levar a multa de R$ 150,00 a R$ 5 mil. O mesmo aplica-se à construção em canteiros ou instalação em equipamentos nos canteiros marginais dos canais.

Para vereador, alternativas poderiam ser criadas, mas falta iniciativa

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O vereador Danilo da Nova Itabuna (PSL) utilizou o espaço reservado a ele durante sessão na Câmara de Vereadores de Itabuna para comentar a situação do transporte público coletivo da cidade. Segundo o edil, os gestores sempre se comprometem a resolver o problema, mas, de fato, ele ainda existe.

De acordo com o relato do vereador, a população tem sofrido com a precariedade do serviço oferecido e alternativas poderiam ser criadas, mas falta iniciativa: “Eu não sei onde é que está o problema que prometeram uma coisa e está acontecendo outra. As pessoas têm que dar um basta nessa situação. Itabuna tem que chegar e abrir para o transporte alternativo. (…) Se você colocar uma van em Itabuna, seu carro vai ser apreendido e isso vai gerar uma confusão, mas quem tem o transporte coletivo não quer servir à comunidade e à cidade”.

Ainda segundo Danilo, no fim de tudo, a conta é paga pelo povo: “Quem está sofrendo é a população. Não adianta ficar aqui procurando chifre em cabeça de cavalo. Não adianta ficar aqui dando murro em ponta de faca. O que é certo, é certo. O que estiver errado, tem que falar. (…) Se, realmente, a empresa não presta, tem que mandar embora porque é vergonhoso”.

O assunto veio à tona e exemplos de prejuízos à população foram citados, como um rapaz que perdeu a oportunidade de realizar um exame pois chegou atrasado devido ao atraso do ônibus. Enfim, parece que a empresa que assumiu o transporte em Itabuna é nova, mas os problemas continuam sendo velhos conhecidos dos usuários do serviço.

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Vereador Simão vai deixar PSD e apoiar ACM Neto para Governador do Estado

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O vereador de Jussari, Simão Cavalcante (PSD), declarou ao Pauta Blog que, atualmente, se considera oposição ao prefeito da cidade, Antônio Valete (PSD), por estar insatisfeito com as decisões do gestor. Os dois fazem parte da mesma legenda que, inclusive, é da base aliada ao governador do estado, Rui Costa (PT), mas o caldo parece ter entornado nos bastidores da cidade.

De acordo com Cavalcante, existem atritos entre o gestor e o Legislativo: “Valete ficou vaidoso e não respeita vereador. Ele se transformou”. O edil ainda afirmou que, devido às situações desgastantes dos últimos tempos, pretende deixar a sigla assim que for aberta a janela de transferência.

Questionado pelo Pauta sobre as eleições do próximo ano, Cavalcante disse que irá apoiar o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), na candidatura ao Governo do Estado: “Vou apoiá-lo sim, com muito orgulho!”.

Simão Cavalcante está no primeiro mandato como vereador e foi eleito em novembro do ano passado com 204 votos, sendo o terceiro mais votado de Jussari.

O Pauta deixa o espaço aberto para o prefeito de Jussari, Antônio Valete (PSD).

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Vereador Charles Mosquito luta pela saúde há muito tempo e já ajudou muitas pessoas a realizarem tratamentos em Salvador

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No mês de outubro, a tradicional campanha do Outubro Rosa visa conscientizar as mulheres sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces já que o câncer de mama é o mais comum entre o gênero. Em Ibirataia, por exemplo, várias ações estão sendo realizadas com o objetivo de alertar sobre os riscos dessa doença.

O vereador Charles Mosquito (PSD) tem sido um dos grandes incentivadores da campanha. De acordo com o edil, as mulheres precisam prestar atenção aos sinais do próprio corpo: “A vida passa depressa, mas não permita que a correria do seu dia a dia faça com que você esqueça do mais importante: cuidar da sua saúde e do bem-estar. Portanto, mulheres, previnam-se. Se toquem!”.

Alex Mirando, direitor do Hospital Geral de Ipiaú; Dr. Fábio Silva mastologista e Dr. Leandro

Como o slogan “o povo é minha prioridade”, a caminhada do vereador em prol da saúde é de longa data. Ele já auxiliou pacientes a realizarem viagens para a capital do estado em busca de cirurgias, consultas cardíacas e tratamentos para varizes, mas reconhece que evitar o câncer de mama é uma luta árdua e deve ser encarada por todos.

No último sábado (23 de outubro), a prefeitura de Ibirataia realizou um evento em prol das mulheres na Fundação Hospitalar de Ibirataia e o vereador foi um dos grandes apoiadores. Na ocasião, consultas com mastologistas, ultrassonografias das mamas, atividades educativas e exames laboratoriais, além de ensaios fotográficos, proporcionaram um dia especial para as mulheres da cidade.

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O presidente da Câmara Municipal de Ilhéus, vereador Jerbson Moraes (PSD) oficializou agora à tarde a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar um acordo feito entre a Prefeitura e as duas empresas concessionárias do serviço público de Transporte, que concede uma ajuda de 15 milhões de reais à Viametro e São Miguel, sob a justificativa de prejuízos causados às empresas durante a pandemia. Protocolada por sete vereadores – Tandick Resende (PTB), Enilda Mendonça e Augusto Cardoso (PT), Abrãao Santos (PDT), Vinícius Alcântara (PV), Edvaldo Gomes (DEM) e Baiano do Amendoim (PSDB) – a CEI foi aprovada por unanimidade, com a anuência dos 21 parlamentares.

Além dos 15 milhões de reais de ajuda, estão previstos no acordo assinado pelo governo e as empresas a não obrigatoriedade de 100 por cento da frota voltar a circular, aumento da tarifa, com valores diferenciados para as tarifas urbanas e rurais (mais caras, obviamente) e redução ainda maior da frota em caso de não cumprimento da parcela acordada e que, também, a prefeitura se abstenha de instaurar processo administrativo em desfavor das empresas visando apurar eventual descumprimento do contrato de concessão, bem como não sejam adotadas quaisquer medidas coercitivas, sanção política, direta ou indireta, visando a retaliação das empresas de ônibus. Também está acordado aprovar uma isenção de ISS que deverá ter período mínimo de vigência de mais ou menos 2 anos e 4 meses e combater o transporte alternativo.

No pedido da CEI foram protocoladas 10 páginas de questionamentos, onde os autores valorizam a cobertura da imprensa sobre a qualidade do serviço prestado pelas empresas, os compromissos assumidos em campanha pelo prefeito Mário Alexandre, que teria prometido cancelar o contrato, lembra, até, da ocupação de estudantes, nos idos de 2013, por mais de 100 dias no Palácio Paranaguá, em uma manifestação que ficou conhecida como “Reúne Ilhéus”, impedindo que o então prefeito pudesse sentar na cadeira de chefe do Executivo. O documento também lembra que as empresas a ser investigadas já atuam no município há mais de 17 anos, sem manutenção condizente da frota.

Os autores lembram portas caindo, corrimão de apoio soltando, superlotação e uma infinidade de irregularidades “suficientes para ensejar a rescisão do contrato de concessão”. Alegam falta de entrega de relatórios do Executivo quando solicitados pelos vereadores e lembra que o governo municipal segue mudo para os questionamentos que continuam sem resposta. Para os autores do pedido, a situação que era caótica há muitos anos, piorou em 2020, com a pandemia.

Ainda segundo o pedido, ao invés de o governo acordar judicialmente o pagamento de indenização às empresas, este deveria agir no processo da mesma forma como agiu no processo que despediu centenas de servidores municipais, bem como em todos os processos judiciais de requerimentos de exames, remédios e cirurgias. “Mas a Procuradoria Jurídica ao invés de agir ordinariamente, como sempre fez em seus processos, recorrendo de tudo, preferiu transacionar um acordo em que se comprometeu a pagar uma quantia milionária (…)”. Para os vereadores que assinam o pedido, a Prefeitura vai na contramão de outras cidades que cumprem com o seu dever de defender o interesse público e fazem auditoria, bem como rescindem os contratos descumpridos por concessionárias de transporte coletivo público, principalmente durante a pandemia.

Desde o início da tarde, representações populares foram para a entrada do Palácio Teodolindo Ferreira, sede da Câmara, apoiar a iniciativa dos parlamentares. O plenário Gilberto Fialho também foi ocupado por populars para acompanhar a histórica sessão.

O grupo pede um prazo de 120 dias para concluir a investigação da CEI. Líderes do bloco da maioria e da minoria, intimados pela presidência, anunciaram a relação dos vereadores membros, atendendo ao princípio da proporcionalidade. A CEI ficou formada pelos vereadores Alzimário Belmonte, o Gurita, e Fabrício Nascimento (bloco da maioria) e Cláudio Magalhães (bloco da minoria), ficando Fabrício como presidente, Gurita como relator e Cláudio como membro. Amanhã, a presidência publicará a resolução formalizando a Comissão Especial de Inquérito.

As malas podem rolar, ou as cadeiras

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A Câmara de Vereadores de Ilhéus vem emitindo sinais de que a Rural das Malas irá passar pelo Palácio do Paranaguá. Lembra da musiquinha “Arruma a mala aê!”?

A quebra de braço será aberta nesta 3ª feira (26.outubro) à tarde com a (possível) abertura da CPI dos Transportes.

De Verde somente o sinal de seguir em frente

O vereador Vinícius Alcântara (PV), disse que não retirar sua assinatura do pedido de investigação do acordo judicial que representará 15 milhões de reais, de recursos públicos em Ilhéus.

O edil não irá obedecer à determinação do diretório municipal do partido de retirar a assinatura. Confira 👇

O barato que pode sair caro

Augustão (PT), além de vereador, é presidente da Comissão de Transporte, chegou a elaborar um relatório sobre o que foi levantado das discussões, em audiências públicas, da situação caótica do transporte público ilheense.

O problema é que Augustão tentou entregar o relatório ao prefeito Mário Alexandre, mas o vereador disse: “Até hoje, não conseguimos entregar esse relatório para Marão. O prefeito finge não saber o que acontece e se faz de mudo sendo que ele não gastaria um centavo para receber o documento”.

Foram quase oito meses de tentativas, mas agora o barato pode sair caro.

Movimentação popular na Câmara de Ilhéus

Um movimento criado no WhatsApp, o #CPIdosTransportesJA!, já convocou a população para comparecer à Câmara de Vereadores na tarde dessa 3ª feira (26 de outubro) para clamar ao Legislativo que investigue a situação.

CEI vai investigar contratos firmados entre prefeitura e empresas de ônibus, além de entender os motivos do pagamento de R$ 15 milhões às concessionárias

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O advogado e vereador, Jerbson Moraes (PSD), que também é presidente da Câmara de Ilhéus, está “cem por cento” decidido em autorizar a criação da CEI (Comissão Especial de Inquérito) ou, na linguagem popular, CPI dos Transportes. O objetivo da Comissão é investigar as empresas que operam o transporte coletivo no município ilheense, mas também entender a forma como os contratos foram firmados com o Executivo.

Uma fonte ligada ao Pauta Blog revelou: “Amanhã [terça-feira, 26 de outubro], é certa a abertura da CEI. Digo ainda que tem mais coisas para acontecer nas próximas semanas”. Deu a entender que o barril de pólvora será aberto amanhã mesmo!

A população estranhou o valor vultoso que a Prefeitura de Ilhéus deve pagar às empresas São Miguel e Viametro. A “bagatela” desembolsada será de R$ 15 milhões e cada empresa vai receber 25 parcelas de R$ 300 mil em acordo judicial firmado entre a Prefeitura e as concessionárias. O motivo do pagamento é que as operadoras pediram uma indenização ao município alegando os inúmeros prejuízos ocasionados pela pandemia da Covid-19.

Em entrevista a Rdio Santa Cruz de Ilhéus, e questionado sobre o papel da CEI, Jerbson afirmou: “A gente precisa esclarecer muitas coisas desse acordo e é isso que a Câmara quer. A Câmara quer instaurar uma Comissão Especial de Inquérito, pelo menos é o que eu entendi do requerimento, para que possa ser esclarecido esse acordo para a população”.

Diante de todas as queixas dos usuários do transporte relacionadas à qualidade do serviço ofertado, a informação sobre o pagamento às empresas pegou a sociedade de surpresa: “A gente vem questionando a precariedade desse serviço oferecido por essas empresas. A gente vem questionando que o maior prejudicado é o povo, é a empregada doméstica, é a diarista, é o trabalhador que não tem o ônibus no horário para chegar ao seu trabalho e está desempregado por esse motivo. O povo sofrendo sem poder ir aos hospitais, sem poder ir para a UPA fazer um exame. A gente vem questionando o serviço e a gente é surpreendido com R$ 15 milhões que a prefeitura vai entregar a essas empresas. Então, foi tudo ao contrário do que a gente tava falando”.

O presidente da Casa Legislativa deixou claro que continua fazendo parte do mesmo partido que o prefeito Mário Alexandre (PSD), mas que é preciso falar em nome do povo já que esse é o papel do vereador: “Vai ter que explicar! Se não tem dinheiro para dar comida ao povo, por que tem dinheiro para dar R$ 15 milhões às empresas de ônibus? (…) Meu compromisso é com o povo de Ilhéus. Esse negócio de coragem, eu não estou fazendo nada que não seja a minha obrigação”.

MOVIMENTAÇÃO POPULAR
Um movimento criado no WhatsApp, o #CPIdosTransportesJA!, já convocou a população para comparecer à Câmara de Vereadores na tarde dessa 3ª feira (26 de outubro) para clamar ao Legislativo que investigue a situação.

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Ao contrário dos divulgam que em nenhum lugar do Brasil, município nenhum gastou dinheiro dos cofres públicos com concessionárias de transporte público para cobrir os danos financeiros causados pela Covid-19, a Prefeitura de Salvador gastou 206 milhões para compensar o desequilíbrio gerado pela pandemia.

Segundo o prefeito Bruno Reis, o valor investido daria para construir dois novos centros de convenções ou dois novos hospitais.

Em Ilhéus, o município, por recomendação do Ministério Público, a título de subsídio para as empresas Viametro e São Miguel, custeou R$ 7,5 milhões para cada empresa para a eficácia da prestação do serviço do transporte público na cidade, com o aumento das frotas e a circulação dos ônibus em sua integralidade, mediante fiscalização do órgão competente para a melhoria do serviço.

Isto, para que a população não continuasse sentindo os efeitos negativos da falta de ônibus e linhas, e, principalmente, para evitar a interrupção da prestação do transporte coletivo.

Em nota de esclarecimento expedida na última sexta feira, a Prefeitura de Ilhéus informou que caso as empresas de ônibus não cumpram o acordo firmado, com o retorno 100% das frotas, o município, pelo poder de revisão, pode rever o pactuado a qualquer momento.

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Nota de Esclarecimento

Em razão de notícias veiculadas na imprensa sobre a homologação de transação judicial entre o Município de Ilhéus e empresas concessionárias do transporte público municipal, a Prefeitura de Ilhéus vem a público esclarecer, de início, que a medida foi fiscalizada pelo Ministério Público e homologada pelo Poder Judiciário, sendo adotada pelo ente
municipal somente para defender a preservação do patrimônio e interesse públicos.

Isso porque, restou demonstrado por meio de provas periciais, o prejuízo das concessionárias em razão do decreto municipal de paralisação das atividades do transporte público como consequência da pandemia da Covid-19, e que o Município de Ilhéus deveria arcar com todo o dano financeiro das empresas. Caso a ação indenizatória, ajuizada logo no início da paralisação, seguisse o curso até o proferimento da sentença, a quantia a ser paga pelo Município, poderia ser bem superior ao valor pleiteado de R$ 22,74 milhões, com mais osjuros e correção monetária, uma vez que ultrapassaria em muito a quantia de R$ 7,5 milhões para cada concessionária.

Por isso, a solução jurídica foi a composição entre as partes sob as respeitadas guaridas do Ministério Público e da Justiça, com vistas a minimizar o impacto financeiro do erário público e garantir o rápido restabelecimento da prestação do serviço com melhor qualidade, com aumento das frotas e circulação dos ônibus, e em sua integralidade, para que a população não continuasse sentindo os efeitos negativos da falta de ônibus e linhas, e para evitar a interrupção da prestação do transporte coletivo.

Isso em razão de a quantia a ser despendida dos cofres públicos municipais para as empresas de ônibus, não está sendo paga como indenização como noticiado de forma equivocada, mas a título de subsídio – permitido pelo contrato de concessão – tão somente e para a eficaz prestação do serviço do transporte público, mediante fiscalização do órgão competente para a melhoria do serviço.

Vale ressaltar que o Município de Ilhéus continua com todos os poderes e autoridade para apurar a prestação do serviço pelas empresas concessionárias. As cláusulas previstas no acordo podem ser revistas a qualquer momento, de modo que o Município não está obrigado
a pagar qualquer subsídio de forma irreversível, pois foi garantido o poder da revisão, demonstrando o retorno da normalidade da prestação dos serviços e o fim dos impactos financeiros da pandemia.

A Prefeitura de Ilhéus reafirma o seu compromisso pelo respeito e máxima responsabilidade pela res pública, aos princípios da legalidade e transparência, ao suado dinheiro pago pelos contribuintes que alimentam o erário e, sobretudo, aos cidadãos e cidadãs desta cidade, que merecem a dignidade na prestação dos serviços, principalmente em relação
a um transporte público municipal de qualidade.

Ilhéus, 21 de outubro de 2021.

PREFEITURA MUNICIPAL DE ILHÉUS

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