Ibrann apontou: "Estou aqui como soldado à disposição do grupo de Neto para poder colocá-lo em Salvador governando a nossa Bahia com a perspectiva de fazer pela Bahia o que ele fez por Salvador"

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O Pauta Blog entrevistou o prefeito reeleito de Buerarema e presidente da Amurc (Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia), Vinícius Ibrann (União Brasil). Durante o bate-papo, ele explicou sobre o estilo de governar, criticou a falta de parceria com o governador Rui Costa (PT) e reforçou o apoio à pré-candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo do Estado.

Confira a entrevista completa⤵️

Pauta Blog // Fale um pouco sobre a sua trajetória política.
Vinícius Ibrann // Meu pai foi vereador de Buerarema duas vezes, esteve prefeito em duas oportunidades, foi o único prefeito reeleito em nossa cidade, de 2001 a 2008. Eu nunca trabalhei em prefeitura nem nunca participei da vida pública, apenas ajudava o meu pai no período de campanha por ser muito próximo dele, mas a minha vertente era outra. Eu fiz o curso de Direito e comecei a advogar em 2011 e, em 2012, meu pai disputou a eleição para prefeito e não conseguiu vencer por um problema que o tirou da campanha. Na época, a campanha era de 3 meses e ele só teve a oportunidade de fazer 20 dias de campanha quando conseguiu o registro da candidatura. Em 2016, ele viria candidato novamente, entretanto, pela mesma perseguição jurídica, não houve possibilidade de ser candidato de novo. Ele não quis ir para o embate jurídico e aí sentou com o grupo e o grupo decidiu seguir a orientação dele e fui candidato por 19 dias em 2016. Conseguimos vencer as eleições, fizemos um trabalho bacana de 2017 até 2020. Em 2020, fui candidato à reeleição, tive 74% dos votos e fui reeleito, sou o segundo prefeito reeleito de Buerarema. Minha trajetória política é muito curta no sentido de participar ativamente da gestão. São esses 5 anos e 7 meses enquanto prefeito.

Pauta Blog // Como é para um jovem enfrentar o desafio de gerir uma cidade como Buerarema sendo que o senhor não tinha experiência?
Vinícius Ibrann // É difícil porque os sonhos afloram muito mais intensamente nos jovens. É uma série de ideias, planos e pensamentos. Entrar na prefeitura foi um pouco frustrante no início porque a velocidade com que as coisas acontecem não é a mesma velocidade com que você sonha, aí é preciso equilibrar o psicológico para adequar ao que pode ser feito. É um desafio de vencer os tabus, quebrar paradigmas porque quebrar paradigmas e mudar a cultura é muito difícil. Você vem de uma realidade de procedimentos de prefeitura de uma forma e você tentar mudar isso para conseguir, com austeridade e compromisso, recolocar as finanças em dia e torná-lo inadimplente, trazer de volta a credibilidade do município, porque, na época, ninguém queria contratar com a prefeitura. Em gestões anteriores, tinha descaso com relação ao pagamento e colocar procedimentos na prefeitura que condiziam com a ética e a lisura é uma mudança muito drástica. Eu apanhei muito com isso, mas, ao longo do tempo, foi possível mudar esse pensamento e o pessoal foi entendendo como é a minha ideologia de trabalho, aí a equipe e a população foram acompanhando e essa troca tem sido uma experiência muito bacana. Hoje, posso dizer com muita propriedade, que tenho orgulho de estar prefeito de Buerarema.

Pauta Blog // Por que o senhor acredita que recebeu 74% dos votos na reeleição e qual vai ser a marca deixada em Buerarema?
Vinícius Ibrann // Eu atribuo ao trabalho. Se você me perguntar sobre a questão política, eu me considero altamente vulnerável politicamente no sentido de articulação política, de tentar desenvolver um governo onde a política é partidária, de colocação de pessoas ligadas à política na prefeitura. Eu vou lhe dizer que eu tenho uma fragilidade com relação a isso, mas, deu certo. Embora eu me considere frágil e vulnerável, hoje, eu tenho a aprovação popular. A gente faz pesquisa aqui de 6 em 6 meses, fizemos uma em janeiro deste ano e, em maio, já fizemos outra e a gente consegue alcançar 93% de aprovação. Em ótimo e bom, eles somam mais de 80% e regular é uma parcela bem menor. Entre ruim e péssimo, não chega nem a 8%. Graças a Deus, realmente, é o trabalho próximo ao povo. Estou muito próximo ao povo, estou na prefeitura todos os dias e as pessoas não têm dificuldade em ver o prefeito, essa é uma marca muito importante. Antes de chegar na prefeitura, eu tenho a cultura de passar nas obras e olhar como estão sempre conversando com servidores e com a população. Eu acho que isso tem sido um grande diferencial dessa aprovação. O legado que quero deixar na cidade é, realmente, com muita humildade, é deixar meu nome cravado na história da cidade como um prefeito que passou e contribuiu. Essa é minha única obstinação. Meu legado, se ele não se eternizar, ele vai permanecer por muitos anos. Mesmo quando nós não estivermos aqui, no plano material, a gente vai ser lembrado com carinho, boas lembranças e fazer parte da história da minha cidade.

Pauta Blog // O senhor já está preparando um sucessor municipal para 2024?
Vinícius Ibrann // Aí é onde entra a minha questão de vulnerabilidade política. Eu trabalhei o primeiro mandato inteiro só pensando na gestão e a reeleição aconteceu naturalmente. Eu tenho acalmado o nosso grupo político porque eu acho que, se a estratégia deu certo no primeiro momento, a probabilidade dela dar certo de novo é muito alta. A gente tem trabalhado sem pensar nessa questão de sucessão, a gente tem se preocupado em continuar o trabalho porque é o trabalho que cria raízes, solidifica o reconhecimento popular e, quando chegar em 2024, nós vamos fazer uma indicação de um nome. Hoje, o grupo tem muitos nomes bacanas, embora eu tenha segurado o pessoal em ficar pensando em 2024 porque aí perde o foco. Se pensar em 2024, esquece de 2022 e 2023 e acaba pulando etapas importantíssimas para o sucesso da gestão. A gestão precisa focar no trabalho porque a gente está aqui, respaldado pelo povo, para dar a Buerarema uma nova perspectiva.

Pauta Blog // Quais foram os benefícios viabilizados pelo governo do estado em Buerarema durante a sua gestão?
Vinícius Ibrann // Discricionário, nenhum. Eu falo discricionário porque eu poderia estar dizendo que não trouxe nada para Buerarema, mas a gente precisa ser fiel e leal com as palavras. A gente tem do governo do estado aqui 8 convênios, mas nós ganhamos isso e disputamos através de editais. O nosso projeto era melhor e nós tivemos a oportunidade de ganhar 8 editais do Bahia Produtiva. Quando eu falo em discricionário, é aquele que o governador quer. Nada! Zero! Nós temos uma obra de cobertura da feira que é pela Conder desde 2012 e não saiu do papel. Eu tive que fazer ao lado dessa obra, que é um elefante branco que está lá cheio de buracos, uma feira modesta nos padrões de Buerarema com recursos próprios e sem ajuda dos governos federal e estadual, mas com o compromisso que a gente tem com o nosso povo. O governo do estado em Buerarema é um descaso e um abandono total!

Pauta Blog // O senhor acredita que há uma perseguição política?
Vinícius Ibrann // Sem sombra de dúvidas! Não adianta me dizer que me elegi na oposição e, por isso, não teve uma linha de diálogo. No início da nossa gestão, em 2017, nós chegamos a ir a vários eventos do governador, tentamos uma aproximação porque, não importa a bandeira partidária. Se o governo do estado tem a capacidade de potencializar as políticas públicas do município, a gente tem que se aproximar, entretanto, não houve portas abertas nem nada mais que um aperto de mão nem uma conversa. A gente viu que, daquele mato, não ia sair coelho, então a gente começou a contar com Elmar Nascimento, nosso deputado federal que já aportou em Buerarema mais de R$ 12 milhões de recursos, e começamos a fazer um trabalho de planejamento para executar as obras com recursos próprios que a cidade não via há muito tempo. Não pode dizer que foi falta de querer porque nós procuramos e não pode colocar a culpa na bandeira partidária porque outros prefeitos da região também foram eleitos no mesmo partido que eu ou em partidos de oposição e tiveram oportunidade de se aproximar do estado. A gente vê Jadson em Coaraci, a gente vê Ibicaraí com Lula Brandão na época, então, realmente, ele não quis Buerarema. No mapa do Sul da Bahia, acho que o governador apontou para aquela cidade e disse ‘’não quero contato’’. Foi assim que ele fez, afinal de contas, foi em todas as cidades da Bahia como ele anda dizendo, mas, em Buerarema, ele não pisou os pés.

Pauta Blog // De zero a dez, qual é a avaliação que o senhor faz do governador Rui Costa?
Vinícius Ibrann // Eu dou zero! Embora eu seja baiano, eu não consigo dar uma nota positiva a um governador que não consegue enxergar que, em todas as cidades da Bahia, nós temos baianos. Eu não consigo acreditar que, na cabeça de um governador, passe a possibilidade do baiano bueraremense ser inferior ao baiano itabunense ou ibicaraiense ou itajuipense. Ele tinha que olhar aqui em Buerarema e dar atenção, mas isso não aconteceu. Enquanto gestor, eu não posso dar uma nota maior que zero ao governador Rui Costa.

Pauta Blog // Quem é o seu escolhido como pré-candidato a deputado estadual?
Vinícius Ibrann // A gente entende que, da vida, a gente leva poucas coisas. Eu ouvi uma frase nesta semana que eu nunca tinha ouvido e diz assim: “No caixão, não tem porta-malas”, ou seja, a gente não leva nada, só a matéria, mas, da vida, você deixa o legado. A palavra precisa ser honrada porque, um homem que não tem palavra, para mim, ele não é homem. Você precisa se comprometer e, quando se compromete, é obrigado a cumprir. Nós tínhamos aqui o apoio a Augusto Castro, demos 2 mil votos a ele em 2018 e Augusto não conseguiu se eleger. A partir daí, a gente criou um vínculo com Elmar no sentido de colocar mais recursos em Buerarema e ter a oportunidade de indicar o deputado estadual e assim foi feito. A palavra foi amarrada e, hoje, vamos apoiar o pré-candidato Júnior Nascimento, que é indicado por Elmar.

Pauta Blog // O senhor está firme e forte na campanha de ACM Neto?
Vinícius Ibrann // Com certeza! Eu costumo dizer que eu não quero ser um coronel, eu não quero ser um tenente, eu quero ser um soldado. Estou aqui como soldado à disposição do grupo de Neto para poder colocá-lo em Salvador governando a nossa Bahia com a perspectiva de fazer pela Bahia o que ele fez por Salvador. Não estou para desmerecer o governo do estado, entretanto, o logotipo da campanha de Neto foi incrível porque a Bahia pode mais. Pode não estar em último lugar em educação, pode não estar em primeiro lugar em insegurança, pode, inclusive, melhorar a condição da saúde e da regulação em nosso estado porque eu vejo a precariedade que é. Eu, realmente, sou muito mais pela Bahia do que tão somente por Buerarema. Eu dei a avaliação de Rui Costa tão somente por Buerarema, mas a minha expectativa é que a Bahia seja um estado promissor porque, sendo um estado de ponta, a gente pulveriza por osmose. A partir de 1º de janeiro, vou dar uma colher de chá e 15 dias para ele e, depois, vou estar na porta dele antes mesmo de se consolidar no cargo para poder cumprir os compromissos que firmou comigo. Eu tenho uma expectativa muito grande em Neto e vou trabalhar forte para que ele se torne governador do estado.

Pauta Blog // O senhor vai ser o coordenador da campanha de ACM Neto na região Sul do estado?
Vinícius Ibrann // Não! É como eu disse, sou um soldado e estou à disposição do grupo de Neto. A missão que me for dada, pode ter certeza, trabalho não vai faltar para que ela seja cumprida e honrada. Eu entendo que, aqui no Sul da Bahia, há grandes nomes com capacidade de coordenar a campanha e sou mais um nome. Estou à disposição do nosso grupo regional e de Neto para desempenhar a missão que me for dada. Quando eu pego uma missão, trabalho, empenho e dedicação não faltam.

MP denunciou gestor por encontrar fraudes em licitações durante os anos de 2019 e 2020

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Na última 2ª feira (18.julho), a Justiça determinou o bloqueio de R$ 5 milhões em bens do prefeito de Encruzilhada, Wekisley Teixeira (PSD), conhecido como Dr. Lei. Ele e outras cinco pessoas são suspeitas de cometer fraudes em licitações no município.

A Justiça acatou um pedido do Ministério Público estadual, que diz que houve fraudes e superfaturamento em processos licitatórios distribuindo vantagens entre os investigados, além de apropriação indevida dos recursos públicos. De acordo com as investigações, ao menos cinco procedimentos licitatórios foram fraudados entre os anos de 2019 e 2020 gerando um prejuízo ao erário público de cerca de R$ 5 milhões.

Para o MP, houve descaso com a coisa pública, que deve ser utilizada para servir e atender a população no âmbito da saúde, educação e saneamento básico. Por isso, o órgão pediu ontem (21.julho) que a Justiça determine o afastamento do prefeito para que o gestor não cometa outros crimes dessa natureza.

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Ônibus da Atlântico Transportes vivem quebrando pelas ruas da cidade

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Não é novidade que os ônibus da frota da empresa Atlântico Transportes, que atua em Itabuna, vivem quebrando pelas ruas e avenidas da cidade. Dessa vez, um dos veículos foi flagrado em uma oficina mecânica localizada no Bairro Nova Itabuna.

Nós não sabemos qual foi o defeito da vez, mas o Pauta Blog registrou. Outras inúmeras vezes em que os usuários do serviço tiveram que deixar o transporte porque ele, simplesmente, parou. Quem depende de ônibus para trafegar em Itabuna, precisa ter muita paciência!

A pergunta que fica é: quem vai ser o salvador da Pátria que vai resolver, DE UMA VEZ POR TODAS, o grande problema da empresa que opera o transporte em Itabuna❓

Sousa Lino, Almir Melo e o prefeito Augusto Castro

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Um clima de festa, contentamento e felicidade marcou a solenidade de inauguração da Praça das Oliveiras, no Bairro Vila Anália, na noite de 4ª feira (20.julho), pelo prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD). O espaço ganhou um moderno projeto paisagístico, iluminação à base de LED e parque infantil.

Ao entregar a Praça das Oliveiras à comunidade do Vila Anália, o prefeito  Augusto Castro enfatizou o quanto é gratificante poder concretizar importantes projetos, capazes de promover melhor qualidade de vida das pessoas, mais desenvolvimento e melhor infraestrutura à cidade. “Somos conhecedores da triste realidade e das dificuldades enfrentadas pela grande maioria dos municípios”, afirmou.

Augusto Castro citou como exemplos a revitalização da Vila Olímpica Professor Everaldo Cardoso e da Avenida Manoel Chaves, a requalificação de unidades de saúde, das escolas e creches municipais. Destacou ainda os investimentos programados para as feiras livres do São Caetano e Califórnia, bem como das praças e avenidas no centro e nos bairros Pedro Jerônimo, Daniel Gomes e São Pedro.

“Aguardamos com muita expectativa a publicação no Diário Oficial do Estado, nos próximos dias, da autorização para a execução das obras de reurbanização de 30 das principais ruas e avenidas de Itabuna, cujo projeto já foi aprovado pelo governador Rui Costa”, disse.

A inauguração da Praça das Oliveiras contou ainda com a presença dos secretários municipais Júnior Brandão (Educação), Lívia Mendes (Saúde), Moisés Figueredo (Gestão e Inovação), além do superintendente de Serviços Públicas, Sousa Lino.

Secretaria de Infraestrutura disse que equipamento precisava de reparos, mas, até então, nada foi feito

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Pelo visto a secretaria de Infraestrutura e Urbanismo, não tem prazo para resolver a situação da Ponte Miguel Calmon, mais conhecida como Ponte do Marabá, no centro da cidade. Até hoje, 7 meses após a enchente do Rio Cachoeira, a estrutura permanece com o limitador de altura, ou seja, apenas veículos com até 2,5 metros podem passar pelo local.

No início do ano, as equipes do secretário titular da pasta, Almir Melo Jr. (MDB), informaram que a ponte estaria sendo avaliada para determinar qual seria o procedimento a ser realizado. Não se sabe em que pé está essa avaliação uma vez que ninguém vem a público prestar esclarecimentos sobre a situação e, enquanto isso, “não há nada de novo sob o sol”.

Por causa dessa restrição, os condutores de carros mais altos são obrigados a dar uma volta maior e ir até a Ponte Francisco Lacerda, também conhecida como Ponte do São Caetano, para se deslocar de um lado para o outro. Haja combustível!

👉 Alô, secretário Almir❗ A população itabunense quer explicações. Os reparos necessários já foram feitos na ponte❓ Se sim, por que não libera o tráfego para todos os motoristas? Se não, o que ainda falta para fazer❓

DÊ PLAY E ASSISTA O VÍDEO ⬇️

União de Guinho e Augusto era promissora durante a campanha, mas durou apenas 18 meses

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A união entre o vice-prefeito de Itabuna, Enderson Guinho (União Brasil), e o prefeito Augusto Castro (PSD), começou cheia de amor, mas acabou como os sinais já vinham anunciando. Os dois têm personalidades bastante diferentes pois o vice tem posicionamentos políticos fortes enquanto o prefeito não é de entrar no ringue para valer. A partir de agora, há mais vidros para quebrar nesse embate já que “nem tudo são flores” em nenhum casamento.

Guinho vai acionar o modo vereador para fiscalizar o Executivo, conforme anunciou em entrevista ao Pauta Blog: “Tudo aquilo que, por ventura, vier a acontecer e não esteja em conformidade com a legalidade, eu me posicionarei, cobrarei e buscarei os meios legais para que tudo ocorra como deve ser feito”. (Clique aqui e leia a entrevista completa!)

Por outro lado, Castro é sagaz e frio politicamente, ou seja, não vai entrar em choque nem retrucar caso alguém venha a questioná-lo sobre a ruptura. Nas últimas semanas, o gestor passou por várias provações, a exemplo das declarações do ex-candidato a prefeito Dr Mangabeira (PL), e, agora, o vice resolveu “abrir o bico” e soltar um míssil capaz de desatar o nó da aliança feita em 2020.

QUAIS SÃO OS PRÓS E CONTRAS DE AUGUSTO?

Augusto é considerado um político frio e, por isso, parece não se abalar com afastamento de vice-prefeito.

Com certeza, a situação do rompimento foi provocada ou piorada pela postura do dono da caneta do Centro Administrativo Firmino Alves. Contudo, se é bom ou ruim, ele está ciente do risco. Inexperiente é quem acha que Augusto não sabe movimentar as peças do tabuleiro.

PRÓ 1: Ele neutralizou Guinho politicamente e tirou as forças do vice já que cargos devem ir embora junto com a parceria.

PRÓ 2: Para um sabido, há um sabido e meio. Se Guinho vai ser candidato a prefeito ou não em 2024, Augusto já leu a cartilha de que pretende freá-lo e, principalmente, apagá-lo.

CONTRA 1: Vai ter o maior opositor na política de Itabuna a partir de agora caso Guinho não tenha medo do que o grupo do prefeito possa ficar contra ele também. Isso é óbvio!

CONTRA 2: Guinho sabe os caminhos para “cutucar” as coisas e vai atuar como uma oposição inteligente, além de ir ao Ministério Público sem precisar de GPS.

AFINAL, GUINHO SAIU GANHANDO OU PERDENDO?

Guinho rompe com prefeito e diz que está pronto para fiscalizar Executivo.

Pelo temperamento e posicionamento do vice-prefeito, deu para perceber que ele estava acuado ou respirando pelo “balão de oxigênio”. Na verdade, era tudo pose e fingimento de que governava junto com o prefeito.

GANHO 1: Demonstrou que a paciência acabou e vai tensionar ainda mais a relação se unindo à população nas cobranças por melhorias.

GANHO 2: Na rede social Instagram, já dá pra conferir a chegada de novas centenas de seguidores. As redes sempre foram o ganha-pão e a grande locomotiva do jovem político.

GANHO 3: Vai abocanhar grande parte dos que estão insatisfeitos com a gestão em diversas áreas após 18 meses de governo.

PERDA 1: Deixa a zona de conforto uma vez que vários aliados vão perder os cargos, no entanto, vai conhecer “quem é quem” a partir de agora.

PERDA 2: O “time” (tempo em inglês) do rompimento chegou tarde, mas, chegou. Se foi ou vai ser um bom atirador, só o pleito de outubro vai dizer.

Enfim, seja Augusto ou Guinho, estamos todos no mesmo caldeirão e ninguém critica ou faz cobranças para “aparecer”. Mostrar a realidade e buscar as soluções é uma obrigação de todos em prol dos que mais sofrem, no caso, o povo itabunense que, muitas vezes, não tem voz para gritar SOCORRO.

Os fatos mostram que o vice-prefeito Enderson Guinho confiou demais em quem não podia. E agora? A excessiva busca de protagonismo por parte do prefeito Augusto Castro pode ser boa para a cidade?

RESOLUÇÃO JÁ!
Sinceramente, se eu fosse o prefeito, faria uma reviravolta (leia-se metanoia) nesse governo colocando pessoas competentes no primeiro escalão sem amarras e/ou acordos políticos. Isso só vai acontecer caso o gestor deseje reverter a rejeição e correr atrás da reeleição. Chega de mi-mi-mi e passa um rodo aí, prefeito!

TORCIDA
Toda autoridade é instituída por Deus e minha oração (sempre) para Augusto Castro é que relembre, diariamente, que Deus o tirou do leito de morte. Tomara que volte a sustentar a aliança que fez com Ele após passar mais de 40 dias na UTI e vencer a Covid-19.

CONCLUSÃO
Por enquanto, não sei se Itabuna tem jeito ou se nasceu mesmo para sofrer!

Matheus Vital é editor de Política do Pauta Blog. Envie a sua sugestão de pauta: matheus@pauta.blog.br

Instituto Séculus aponta vitória de ACM Neto já no 1º turno com quase 40%; Jerônimo e Roma têm menos de 8% cada um

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A nova pesquisa de intenção de votos do Instituto Séculus, divulgada nesta 3ª feira (19.julho), aponta para a vitória do pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) no primeiro turno nas eleições deste ano. Pelo levantamento, o ex-prefeito de Salvador aparece com 61,60% no cenário estimulado.

O segundo colocado, Jerônimo Rodrigues (PT), que aparece com 11,73%. Em terceiro está o deputado federal João Roma (PL) com 7,54%.

No cenário espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos postulantes, ACM Neto pontua com 39,25%. Os demais pré-candidatos ficam abaixo dos 10%, de acordo com o levantamento.

Os números apontam para uma consolidação da liderança de ACM Neto na disputa pelo governo baiano. No levantamento anterior do instituto Séculus, em junho, Neto aparecia com 60,55%, enquanto em outra pesquisa, em abril, o ex-prefeito de Salvador pontuava com 61,54%.

A nova pesquisa entrevistou 1.526 pessoas com 16 anos ou mais de forma presencial, em 72 municípios baianos. A margem de erro da amostragem é de 2,5%, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº BA-07852/2022.

Enfatizou Enderson Guinho sobre o prefeito Augusto Castro: "A falta de comprometimento foi com o povo. Comigo, eu não esperava e não espero porque eu não quero que seja sobre mim".

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Hoje (18.julho), após divulgar a carta em que anuncia o rompimento com o prefeito Augusto Castro (PSD), o vice-prefeito Enderson Guinho (União Brasil) conversou com o Pauta Blog sobre a decisão e sobre os motivos que o levaram a romper com a gestão. A partir de agora, segundo Guinho, ele pretende atuar como fiscalizar do Poder Executivo para que “Itabuna volte a crescer”.

CONFIRA A ENTREVISTA COMPLETA ⬇️

Pauta.Blog // O que levou o senhor a romper relações com o prefeito Augusto Castro?
Enderson Guinho // Em 1 ano e 7 meses de governo, eu venho tentando ter participações nas decisões de governo. Eu e Augusto fizemos uma campanha muito próxima do povo e com o discurso de que nós estaríamos juntos para ajudar a cidade. No marketing da campanha, a única chapa que trabalhou o nome do prefeito e do vice na mesma proporção foi a nossa. Eu tenho total consciência de que não existem duas cadeiras de prefeito, existe apenas a de Augusto Castro. Eu não quero ser prefeito no lugar dele, mas eu não posso ficar apenas com as críticas e os ataques da população por não ter as expectativas alcançadas sendo que eu não tenho participação nas decisões. Desde a enchente, inúmeros protestos que nós tivemos, inclusive, protestos em minha porta por causa do cartão do Auxílio Recomeço, das ações de enfrentamento à enchente e eu não tive participação nas decisões. No momento em que eu atuei fortemente exercendo a minha função de vice e estando à frente do QG dos desabrigados porque o prefeito estava ilhado, eu ainda fui atacado naquele momento. Eu fui suportando, disse isso ao prefeito e ele tem consciência de que, várias vezes, eu tentei nos aproximar para a gente governar Itabuna. Eu fui vereador durante quatro anos em Itabuna, cobrei diversas situações, me coloquei de forma contrária a várias situações e, hoje, nosso governo está mantendo ou está até pior em relação a várias situações que eu mesmo criticava. Não posso desconstruir o meu discurso, jogar na lata do lixo tudo aquilo que eu reivindicava e, simplesmente, não tenho uma posição do prefeito de tentar enfrentar os problemas e melhorar a situação do povo. Hoje, após 1 ano e 7 meses, se esgotam as tentativas de tentar me aproximar dele. Acredito que o rompimento não é meu, o rompimento é do prefeito comigo, com o nosso plano de governo e com a população de Itabuna. É por isso que me afasto, mas continuarei como vice-prefeito e, agora, cobrando ainda mais já que, internamente, eu não tinha esse espaço para resolver os problemas, a gente precisa falar abertamente à população onde estão os problemas e buscar solucioná-los.

Pauta.Blog // Em dezembro, o senhor viveu o melhor momento para romper, algo que só está acontecendo agora em julho. Por que o senhor adiou essa ruptura com o prefeito?
Enderson Guinho // Na verdade, eu fiz a carta de rompimento em dezembro. Conversei com o prefeito, inclusive, colocando à disposição os espaços e pedi para que ele me demitisse como secretário em dezembro e iria para o rompimento político, mas eu refleti porque vi as pessoas que me acompanham, inclusive empresários e religiosos da cidade, me dizendo que esse seria um grande problema para Itabuna que, no meio de uma crise, a gente acrescentasse uma crise política. Isso não seria bom para a cidade, então eu pensei e refleti e, com a cabeça fria, eu me mantive aliado para tentar resolver os problemas de cidade em relação à enchente. O prefeito se comprometeu comigo, ele olhou nos meus olhos e se comprometeu que me colocaria a par das situações, tanto dos problemas como das ações que seriam executadas, pedindo minha opinião também. Agora, depois de 7 meses, ele, mais uma vez, falta com a palavra e continua com o egocentrismo gigantesco onde continua pensando apenas nos próprios interesses e esquece daquilo que prometemos em campanha. Não tem mais como manter a relação política e a gente vai seguir o caminho tentando ajudar nossa população a voltar a crescer.

Pauta.Blog // O senhor citou que Augusto Castro é egocêntrico. Nos bastidores, dizem que os secretários não são ouvidos por ele. O prefeito, realmente, conduz a gestão de forma centralizadora?
Enderson Guinho // No início, eu achei que era uma questão apenas comigo porque não conseguia despachar nem conversar com o prefeito. Depois, eu fui percebendo, em todas as reuniões com os secretários, que era algo geral. Ele, realmente, tem dificuldades em despachar com secretários, tem dificuldade em ouvir e fazer a gestão. Ficou nítido isso, mas não sei dizer se é centralizador porque, quando você tem alguém centralizador, ele centraliza e resolve. Quando você tem alguém que centraliza e não resolve, o que falta mesmo é gestão. Na minha opinião, Augusto precisa ser gestor e entender que ele governa um município que é o sexto maior município da Bahia e não tem como governar lá de Salvador, é preciso estar aqui perto dos problemas da cidade e enfrentar. Eu disse isso a ele! Se não é possível fazer, fala para o povo e enfrenta as dificuldades, mas não tenta maquiar de que estamos no “país das maravilhas” enquanto o povo continua sofrendo.

Pauta.Blog // O senhor acredita que a má gestão está relacionada ao fato dele estar distante de Itabuna e não conseguir enxergar a população?
Enderson Guinho // Ele sempre se fez distante. A argumentação dele é de que sempre está buscando recursos para o município, mas, após 1 ano e 7 meses, a gente precisa, efetivamente, das ações acontecendo. O povo precisa ver a política pública chegando nos bairros, na periferia, na saúde e na educação. Até hoje, nós temos escolas fechadas e, talvez, Itabuna seja o único município do Brasil com escolas fechadas. A gente viu, escancaradamente, as nossas reais deficiências durante a enchente, durante a Covid, e a gente precisa avançar nas situações. Eu disse ao prefeito para que não me veja como inimigo dele, não saio brigado com ele nem com raiva dele, eu saio com a total consciência de que preciso honrar todas as pessoas que votaram em Augusto Castro acreditando no meu nome e, para isso, eu não posso ficar omisso nem calado mediante as problemáticas.

Pauta.Blog // O senhor tentou, de todas as formas, um diálogo com o prefeito para evitar o rompimento?
Enderson Guinho // Várias vezes! Só a Salvador, eu fui duas vezes porque ele estava lá. Em uma das vezes, houve uma reunião na casa dele com a presença do presidente da Ficc [Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania], com o procurador do município, com o secretário de Indústria e Comércio na época e com a primeira-dama. A segunda reunião foi com o secretário de Indústria e Comércio e com o prefeito, também em Salvador. Eu pontuei todos os problemas, disse a ele e ele tem consciência disso. Tudo o que está acontecendo, hoje, a culpa é do prefeito! A culpa é dele! Eu chamei a atenção dele várias vezes, dialogamos, mas, infelizmente, ele tem a dificuldade de cumprir com aquilo que promete. Eu não quis mais espaço no governo, eu nunca exigi cargo, nunca exigi nada que fosse imoral da minha parte. O que eu sempre exigi foi que as coisas acontecessem como nós prometemos e nos comprometemos. Eu queria ter participação nas decisões, eu não queria ser o super vice-prefeito, eu não queria ser maior que o prefeito, eu queria contribuir com a gestão. Se você entrar no site do Tribunal Regional Eleitoral e abrir o plano de governo, você vai ver o plano do prefeito Augusto e do vice Enderson Guinho. O meu nome está no plano de governo! Eu não posso me calar e permitir que o plano de governo não seja executado e eu ficar de braços cruzados como se estivesse tudo perfeito na cidade sendo que não está.

Pauta.Blog // Na sua opinião, qual é o âmbito da gestão que está um caos e não há como deslanchar?
Enderson Guinho // Na verdade, eu acho que a esperança é a última que morre. Eu vou desejar que tudo possa melhorar, mas a gente está com o transporte em que a população tem sido humilhada diariamente, que a gente espera que, com a licitação que vai acontecer, que as coisas melhorem. Augusto prometeu wifi, ar condicionado, transporte de qualidade e a gente visualiza, todos os dias, ônibus quebrado e a população tendo que descer do ônibus porque o ônibus quebrou. Isso é uma humilhação para a população! Volto a dizer, estamos com escolas fechadas ainda, postos de saúde ainda em condições precárias com pessoas reclamando, uma saúde que foi o carro-chefe da campanha e precisa melhorar muito. Nós ainda não temos a atenção básica nos bairros, não temos a infraestrutura desejada, temos um secretário de Infraestrutura com diversas críticas e eu disse isso ao prefeito. Eu não sei o que foi acordado com o secretário, mas ficou claro que o secretário não entregou resultados. Eu pedi a ele, ou muda de lugar ou tira da gestão porque, se não está dando certo, precisa mudar para que as coisas aconteçam como você espera, a não ser que você tenha um alinhamento com o secretário e isso impede que você tome uma atitude para resolver o problema de Itabuna. O esgoto ainda está a céu aberto e na porta do cidadão, temos bairros esburacados, temos muitos problemas que nós prometemos que enfrentaríamos e a gente não tem visto isso. A gente viu agora o governo anunciando as casas que serão destinadas aos moradores atingidos pela enchente, porém o governo do estado se comprometeu com o prefeito que, neste ano, entregariam 1.100 casas e, até o momento, nós não temos nem terreno. Todas essas cobranças vêm para mim! Se eu tivesse participação, eu assumiria os problemas, mas eu não sei nem se existem as tentativas. Como defender um governo em que você não faz parte dele? Sempre ficou claro de que me distanciavam porque não queriam que eu fizesse parte nem estivesse inserido. Agora, não dá mais! Vamos seguir cumprindo a missão como vice-prefeito e sendo um dos maiores fiscalizadores para que as coisas aconteçam como deve ser.

Pauta.Blog // A partir de agora, a população de Itabuna pode esperar um Guinho fiscalizador em prol do povo?
Enderson Guinho // Esse é o meu compromisso. Itabuna elegeu 21 vereadores para fiscalizar o Poder Executivo e cobrar melhorias para a população. Elegeu, também, um prefeito e um vice para executar. Hoje, mediante o distanciamento do prefeito e o isolamento que ele fez comigo me impedindo de ter participação nessas poucas execuções que foram feitas, eu me coloco como cidadão, como um ex-vereador e como vice-prefeito. Sou uma pessoa que tem a credibilidade do povo de Itabuna para cobrar e fiscalizar. Tudo aquilo que, por ventura, vier a acontecer e não esteja em conformidade com a legalidade, eu me posicionarei, cobrarei e buscarei os meios legais para que tudo ocorra como deve ser feito.

Pauta.Blog // Houve ingratidão ou falta de comprometimento do prefeito Augusto Castro com Enderson Guinho?
Enderson Guinho // Na verdade, a falta de comprometimento foi com o povo. Comigo, eu não esperava e não espero porque eu não quero que seja sobre mim. As pessoas votaram em Augusto e Guinho para fazer pelo povo, então, se eu ficar esperando que as coisas sejam ao meu respeito, é individualidade ou vaidade da minha parte. As coisas precisam ser sobre a população. Tudo o que o prefeito fez, eu aponto, mas não foi para o vice-prefeito e, sim, para o povo de Itabuna.

Pauta.Blog // Existe alguma possibilidade do senhor recuar e fazer as pazes com o prefeito?
Enderson Guinho // Quando eu mandei a carta para o prefeito, eu disse que a minha posição é irrevogável pelo fato de que não foram 5 nem 6 nem 7 vezes que tentei ter unidade. Em todas as vezes que houve descumprimento, não foi da minha parte e, sim, da parte do prefeito. E aí vão citar que eu rompi com Mangabeira, com o Cidadania e estou rompendo com Augusto, mas eu quero que todas as coisas sejam pontuadas e as pessoas vão ver quem é quem. Agora, estão ele e Mangabeira de braços dados e você percebe qual é o lado certo. Eu não quero ter a razão das coisas, mas eu quero que as coisas aconteçam como devem pelo bem da população. Eu fui expulso de um partido, dentro do Cidadania, nós fizemos uma conjuntura que, realmente, não aconteceu por conta do prefeito e, hoje, a minha posição com relação a Augusto é pela cidade. Se você andar pelos quatro cantos de Itabuna, você vai ouvir o que o povo tem comentado, então não posso ir na contramão do povo, eu posso estar na contramão dos políticos, mas, do povo, eu sempre estarei ao lado deles.

Pauta.Blog // Deixe uma mensagem para os leitores do Pauta Blog, mas, principalmente, para os eleitores de Itabuna.
Enderson Guinho // Quero me colocar à disposição da população. Para todas aquelas pessoas que se decepcionaram ou, até mesmo, sentiram tristeza, porque disseram que viram o brilho de Guinho desaparecendo aos poucos, podem ter certeza de que, tudo o que eu passei até aqui, foi querendo o bem da população da cidade. Se me posiciono agora, não estou sendo oposição, eu estou tendo posição. Se me posiciono, é pelo bem da cidade para que Itabuna volte a crescer. Eu desejo que Augusto, daqui pra frente, se a vacina que ele vai ter é fazer obras, que sejam diversas obras porque Itabuna ganha! Que ele possa mudar daqui pra frente e as coisas melhorem para o nosso povo. Esse é o meu desejo! Se Itabuna avança, todos nós avançamos.

Na semana passada, Almir declarou apoio a pré-candidatos a deputados que não são apoiados por Augusto

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Nos bastidores do Centro Administrativo Firmino Alves, comenta-se que o secretário de Infraestrutura e Urbanismo, Almir Melo Jr. (MDB), pode ser o próximo a deixar a gestão Augusto Castro (PSD). Na semana passada, Almir contrariou e previsão e anunciou que não vai apoiar os pré-candidatos a deputados escolhidos pelo prefeito e, assim, instaurou-se um clima tenso na prefeitura.

O fato é que a atuação de Almir à frente da secretaria não é das melhores. Chegou ao governo com o status de “super secretário”, mas não fez jus à fama e deixou a desejar em várias situações tornando-se, até mesmo, alguém inacessível. O prefeito Augusto Castro não estaria nada satisfeito com a postura adotada pelo ex-candidato a prefeito de Canavieiras, mas a negativa em marchar ao lado dos pré-candidatos Paulo Magalhães (PSD) e Zé Alberto (PSB) teria sido a gota d’água.

Até então, a notícia é apenas fruto de comentários colhidos junto a algumas fontes do Pauta Blog, então vamos aguardar o desenrolar desse carretel.

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EXCLUSIVO❗ Em entrevista, vice-prefeito Enderson Guinho esclarece motivos que o levaram a romper com o prefeito Augusto Castro

O amor acabou entre o vice Enderson Guinho (União Brasil) e o prefeito Augusto Castro (PSD)

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O tão comentado rompimento entre o vice-prefeito e ex-secretário de Esportes e Lazer de Itabuna, Enderson Guinho (União Brasil), e o prefeito da cidade, Augusto Castro (PSD), finalmente, aconteceu. Guinho redigiu uma carta endereçada ao gestor e à população da cidade onde pontua os motivos que o fizeram tomar a decisão.

No documento, Guinho afirma que aceitou compor a chapa como vice-prefeito em 2020 porque acreditou na mudança que a dupla poderia realizar, no entanto, percebeu que, logo após a eleição, não era esse o propósito já que começou a ser deixado de lado.

Não é de hoje que se comentava que houve um desgaste natural entre o prefeito e o vice. Nos bastidores, fontes ligadas ao Centro Administrativo Firmino Alves afirmam que Augusto foi convencido de que Guinho pretende se candidatar em 2024 e, assim, sentar na cadeira que, até então, pertence a ele. Ora, não é o povo que decide quem vai estar lá? Mesmo assim, o gestor assumiu a postura de tirar Guinho de campo para impedir uma popularidade além da conta.

O que fica claro na carta de Guinho é o que todos já sabiam. A atuação do vice-prefeito durante a enchente do Rio Cachoeira, por exemplo, incomodou demais a gestão. Isso porque, enquanto Guinho socorria os moradores dos bairros alagados e tirava água de dentro da própria casa, o prefeito estava ilhado no condomínio Cidadelle.

CONFIRMA A CARTA NA ÍNTEGRA ⬇️

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO ITABUNENSE

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.” Eclesiastes 3:1.

 

Caros Amigos e Amigas de Itabuna, hoje, após 19 meses fazendo parte do Poder Executivo, posso sentir a grande diferença existente entre os dois poderes que conheci.

Venho da Casa Legislativa Municipal, onde tive a oportunidade de defender, com muita garra e coragem, os direitos do nosso povo, assim como o desenvolvimento e avanço da nossa cidade. Com um mandato combativo e aprovado pelo povo itabunense, estive sempre à disposição dos mesmos. Como Vereador, estive presente, mantive posições centradas, apoiei boas ideias e fui de encontro ao que visualizava como inadequado. O meu trabalho e minha luta na Câmara de Vereadores me fazia sentir vivo.

Seguindo minha missão, vocação a vida pública e minha intenção de fazer Itabuna crescer, candidatei-me a concorrer ao cargo de Prefeito, porém, após conjuntura partidária, acabei por compor chapa ao lado de Augusto Castro, na condição de Vice-Prefeito. Onde o meu objetivo sempre foi mudar o cenário político de Itabuna, tendo um gestor que nunca havia passado pela cadeira de prefeito.

Lembro do slogan de campanha que nos definia como “a mudança que o povo quer” – frase que trazia a expectativa e o sentimento real de mudança para a maioria das pessoas que nos confiaram mais de 40 mil votos. Minha felicidade era extrema pela vitória alcançada e, claro, pela possibilidade de poder realizar tudo aquilo que prometemos. Afinal, fazer o bem para Itabuna sempre foi um sonho para mim.

Porém, logo após a eleição as coisas ficaram diferentes. Rapidamente percebi uma profunda mudança de Augusto Castro (então Prefeito eleito) com relação à minha pessoa. A distância e a redução de espaço me mostravam que o “Augusto e Guinho” da campanha ia ficando de lado.

Desde o início da gestão, não era mais convidado para reuniões, não era mais chamado para pontuações, opiniões e tudo isso passou a me deixar frustrado, pois sempre tive boas ideias (bastante úteis na Campanha) e elas sequer, eram mais consultadas. Pior ainda, como Augusto normalmente está ausente ou indisponível, passei, desde o início, a ser o “ouvido” para críticas e reclamações de decisões que sequer passaram por mim.

Mesmo com pouco tempo de vida pública, a população já conhecia a minha maneira de trabalhar, sendo contra a tudo o que era errado e lutando pelo bem do nosso povo. Sempre fui totalmente contra o desmembramento da Prefeitura, com elevados aluguéis, onde questionei diversas vezes quando era vereador, e infelizmente as coisas não mudaram, tivemos um aumento, gerando o incrível gasto por volta de R$ 1milhão anual. O argumento seria a reforma da estrutura da Prefeitura, o que jamais foi iniciada.

Outra situação descabida foi o inchaço da Folha com diversos contratos de profissionais de fora da cidade. Absurdo promovido com a intenção de fortalecer laços políticos que pudessem viabilizar a candidatura da esposa para Deputada Estadual.

Eu queria me mexer. Agir pela minha cidade e pelo meu povo, mas me sentia podado das minhas condições de participação, calado da minha voz dentro da Prefeitura. Cobrei diversas vezes o prefeito sobre ações que melhorariam a vida do nosso povo nas diversas áreas, como saúde, educação, infraestrutura, saneamento básico e transporte. Também lutei pela minha real participação nas decisões do governo, mas não fui atendido nem mesmo por alguns secretários que, estranhamente, parecem ter “super poderes” e eterna proteção do chefe do Executivo.

Mesmo não sendo a minha verdadeira intenção, já que queria ser útil em diversas esferas, deixei-me convencer, pelo Prefeito, a assumir a Secretaria de Esportes. Rebati no primeiro momento, por temer gerir uma pasta sem orçamento e acabar sendo avaliado negativamente (por não conseguir grandes feitos), mas minha vontade de contribuir para a minha cidade era tamanha que aceitei – até para provar que atitudes podem ajudar quando não há grande disponibilidade de recursos. E, mesmo com extremas dificuldades, realizei muitas coisas graças ao comprometimento e competência de uma equipe maravilhosa e ao apoio vindo de empresários regionais. A eles, toda a minha gratidão e respeito.

A ausência do prefeito no município, viajando em busca de apoios pra a candidatura da primeira-dama, aumentaram as fortes cobranças da população, e estas cobranças chegavam (e chegam) diretamente a mim, óbvio, pelo resultado da campanha eleitoral que deixava claro ao povo que governaríamos juntos esta cidade, o que nunca aconteceu.

E foram nos piores momentos da minha vida que pude perceber que nunca fui considerado como membro do governo. A chegada da enchente deixou centenas de itabunenses com suas casas inundadas, inclusive a minha. Mesmo assim, dediquei-me inteiramente, em tempo integral, para que o governo municipal estivesse presente ao lado do nosso povo em meio àquela tragédia, já que nos primeiros dias, o Prefeito se encontrava ilhado.

Porém, a minha atitude de representá-lo, no momento de sua ausência, como a própria constituição determina, mexeu com alguém que se preocupava mais com o próprio ego do que com a situação causada pela citada catástrofe. De maneira ridícula, o Prefeito Augusto Castro preferiu dirigir suas energias ao sentido de me destratar diante da comunidade e de parentes e amigos que se prontificaram junto comigo a levar auxílio aos desabrigados.

Escutar palavras que feriram a minha alma ao mesmo tempo que me fizeram perceber, de verdade, quem é o Sr. Augusto Castro. Pensei em romper totalmente naquele momento, mas, temendo que este fato político atrapalhasse ainda mais o andamento da ajuda aos atingidos pela enchente, decidi que o melhor a se fazer seria esfriar a cabeça e me manter firme no propósito de ajudar a população atingida.

Assim, após o período de maior caos, conversamos francamente e ele se comprometeu em mudar, colocando-me inclusive em condições de participar mais das discussões e sendo inserido nas decisões do governo. No entanto, isso não aconteceu. Passado sete meses da enchente, além de o Prefeito mais uma vez não cumprir com sua palavra, é visível que as prioridades dele continuam sendo distantes do que o povo espera. Com grande reprovação por parte da maioria daqueles que sentiram na pele, os efeitos da maior enchente já vista em nossa cidade.

Sendo aliado político do Governador, o prefeito prometeu junto ao estado, a construção de 1.100 casas que seriam construídas em 2022, mas até o momento nem terreno nós temos ainda. Onde questionamos, onde estão as reais ações por parte do estado, para diminuir a dor do povo?  Isso sem falar que comparado ao município de Ilhéus, Itabuna foi praticamente desassistida pelo Governador.

Recentemente pudemos observar um verdadeiro engajamento da Prefeitura em construir a festa do São Pedro, com a missão de ser o maior da Bahia, e talvez tenham conseguido, o que eu gostaria muito de assistir, daqui pra frente, é o mesmo comprometimento, celeridade e engajamento por parte do Prefeito, nas demais questões do município, sobretudo no suporte às famílias ainda sem suas casas, móveis e sem as adequadas condições de vida.

Também desejo uma atenção especial na Educação, onde ainda temos escolas fechadas; na Saúde, onde ainda temos Postos de Saúde em condições ruins; nos Transportes, já que os veículos entregues não possuem a qualidade prometida; dentre outras áreas esquecidas ou pouco priorizadas desde o início de 2021.

É por tudo isso que, neste momento, afirmo a todos que não posso mais ir na contramão de tudo que vejo como certo para Itabuna e para as pessoas que nelas vivem. Não posso permitir, que as pessoas sigam decepcionadas comigo, achando que faço parte ativamente deste governo municipal.

É por tudo isso que, neste momento também afirmo que há um rompimento sim, mas este rompimento não é meu. É um rompimento do Prefeito para com o nosso Plano de Governo, um rompimento comigo e com as promessas de campanha. Um rompimento com as reais necessidades do Povo de Itabuna.

O que me resta é ganhar forças pelo povo que me elegeu como Vice-Prefeito eleito. Seguir honrando cada pessoa que acredita em meu trabalho, porém, com um novo dever: o de denunciar, cada vez mais, cada sinal de irregularidade, irresponsabilidade, incoerência de prioridade ou falta de transparência que venha a acontecer nesta gestão.

Sou Vice-prefeito pelo povo e pelo povo serei o maior dos vigilantes.

Peço a Deus que abençoe a nossa cidade e o nosso povo. Peço também que me dê forças nessa nova caminhada e que oriente o Prefeito para que ele consiga fazer o melhor, cumprindo tudo o que prometeu em nosso exemplar Plano de Governo, sendo de verdade, junto comigo, A MUDANÇA QUE O POVO QUER!

ENDERSON BRUNO DOS SANTOS (GUINHO)

VICE-PREFEITO

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