
Os amantes do futebol, independente de qual time torce, vão concordar comigo que o Fla X Flu é diferente. Existe toda uma atmosfera mítica no clássico. Não sei dizer se é o Maracanã ou a mistura das três cores do Flu com o rubro negro do Fla. Meu saudoso patrão e flamenguista apaixonado, José Adervan, dizia sempre que o Fluminense cresce contra o Flamengo. Ele dizia que o Fla X Flu é o único clássico que o melhor não ganha. Segundo ele, ganha o clássico quem tiver mais alma, mais coração e vontade. Vou ter que concordar com ele.
É fato, e contra fato não há argumentos, que o Flamengo hoje é o melhor time das Américas e (no momento) um dos grandes times do mundo. É impressionante como o time joga bola, com toques rápidos, triangulações e chegadas na área adversária com uma frequência e intensidade espantosa.
O Flamengo fica com a bola e ataca o tempo todo. É fato que o excesso de zelo e a displicência para matar a partida terminam atrapalhando. Existem também algumas deficiências que precisam ser ditas: falta um bom goleiro; a zaga toma muitos gols de cabeça e Arão não é e nunca será zagueiro, fora isso o time é show, um espetáculo a parte.
Falando um pouco do Fluminense, fica evidente que o time é mal escalado. Não podemos jogar contra o todo poderoso Flamengo com Fred e Nenê, um deles precisa ficar no banco e alguém precisa ficar na sobra de Egídio, pois em algum momento ele vai falhar. Os meninos Kayky e Gabriel ainda precisam de mais bagagem (eu colocaria um ou os dois no segundo tempo) e começaria com mais marcação nos primeiros 45 minutos, enquanto o Flamengo tem gás. Atacaria nos 30 minutos finais. Outra coisa: o Cazares é titular.
No próximo sábado teremos o segundo jogo e saberemos quem será o campeão. Continuo dizendo que o Flamengo é o favorito e melhor time e tem a responsabilidade de ganhar o jogo. Só é preciso entender que existem 11 homens do outro lado vestidos em uma camisa pesada e que sempre surpreende o todo poderoso Flamengo. Acho que os jogos do meio de semana na Libertadores terão influência direta no resultado do próximo sábado.
O cronista, dramaturgo e tricolor Nelson Rodrigues costumava dizer que o Fla-Flu começou 40 minutos antes do nada, em um tempo imemorial. O que sei é que esse clássico é diferente, é o mais charmoso do futebol brasileiro e como diz o hino do Flamengo, “Nos Fla-Flus é um ai, Jesus”. Espero que no próximo sábado não vença o melhor, pois nesse momento o melhor é o rubro negro. Espero que vença o mais dedicado, aguerrido e com vontade de vencer. ![]()
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Arnold Coelho
Tricolor








Quando você é convidado para assistir a uma peça teatral online, num primeiro momento imagina que não será algo tão interessante, pois estamos acostumados ao teatro existindo diante da plateia, com o coração do ator pulsando na sua frente. O ator trocando energia com a público, e você sendo tocado pela emoção, de forma direta. Aquela luz, aquele som, aquele olhar cruzando com o seu, nada pode substituir. Ledo engano. A última apresentação me fez refém, me hipnotizou. Já tinha assistido a outros espetáculos, inclusive um diretamente de Salvador, no mês de fevereiro, que me impressionou, sobretudo, como a tecnologia foi usada para trocar cenários, aproximar atores, atuando a distância. Gritei: Viva a tecnologia! Atores bons, direção belíssima! Gostei do espetáculo. Entretanto, na última semana, o diretor Marquinhos Nô, de Itabuna, com quem tive o privilegio de trabalhar na montagem da peça “Paixão de Cristo”, em 2017, naquela cidade, e já fez apresentação em Itapetinga, me enviou um convite para o espetáculo “Canção Para Uma Flor de Barro”, de sua autoria e que também assinava a direção.



