//

Leia em: 3 minutos

O dinheiro público vem sendo tratado como se fosse algo privado, que se gasta sem precisar dar satisfação, que quando questionado tem a seguinte resposta : “o dinheiro é meu, faço com ele o que quiser, não é da sua conta”.

Os senhores parlamentares, deixando de lado as honrosas exceções, infelizmente pouquíssimas, arrumaram um jeitinho para gastar o dinheiro do cidadão e da cidadã, do eleitor-contribuinte sem precisar prestar contas.

Que coisa, hein! Sai o tal do “orçamento secreto” e entra a tal das “emendas em cheque branco”. Os recursos enviados para os governos estaduais e prefeituras podem ser usados em qualquer área e sem nenhuma fiscalização federal.

Pois é. Se gasta como quer e sem definição de critérios e prioridades. É do jeito que o diabo gosta, como diz a sabedoria popular. No comentário de hoje, é o diabo da impunidade, cada vez mais ousado e desafiador, se alimentando do que mais gosta: o dinheiro dos cofres públicos.

As emendas em “cheque branco”, que em 2020 chegaram a R$ 621milhões, saltaram para quase R$ 2 bilhões em 2021. Por trás de toda essa dinheirama, o objetivo de afastar a possibilidade de abertura de um pedido de impeachment contra o presidente Bolsonaro. Em vez do cafuné ser com os dedos, se faz com a liberação de recursos.

E tem mais: o Congresso Nacional retirou o poder de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) para esses recursos. Repito: tudo como o diabo da impunidade gosta.

E tem mais: Os senhores parlamentares das duas Casas Legislativas, o Senado da República e a Câmara dos Deputados, diminuíram as verbas do imprescindível Censo Demográfico em quase R$ 2 bilhões. Ou seja, tiraram dinheiro do Censo para fazer o toma lá, dá cá.

O Censo Demográfico é de uma importância gigantesca. Através dele se faz um retrato de como vive os brasileiros, ajudando assim a definir as políticas públicas para melhorar a vida das pessoas.

E o pior é que quando um governo chega ao ponto de ficar refém do Centrão, a esperança de um futuro melhor vai para a sarjeta.

O dinheiro nosso, do povo brasileiro, precisa ser tratado com mais respeito e lisura. Que os senhores políticos, falo dos malandros, tenham vergonha na cara.

PS – Duas manchetes do Estadão chamaram à atenção hoje. Uma relacionada ao mundo político, a outra à economia. A da política: “Ministro da Defesa faz ameaça e condiciona eleição de 2022 ao voto impresso”. A da economia: “Custo de materiais de construção tem alta recorde e afeta reformas e construtoras”. Ambas preocupantes. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br
Leia em: 2 minutos

Apesar dos mais de 540 mil mortos em decorrência do Coronavírus por todo o Brasil, e cerca de 60 mortos em Ibicaraí, sábado (18.julho), cheguei à conclusão de que o povo brasileiro se acostumou com a pandemia, com a desgraça alheia, com a dor e o sofrimento do próximo, com a morte de parentes, amigos e conhecidos. Ontem tive essa triste constatação.

Saí a noite com minha esposa para levar minha filha na casa de uma amiga e durante o caminho pensei em contar as pessoas sem máscaras por todo o trajeto, em menos de um minuto percebi que seria mais fácil contar as pessoas com máscaras, pois a avenida São Vicente de Paula estava lotada de jovens sem a devida proteção.

Por cada esquina que passava o susto era maior com tamanha irresponsabilidade dessa geração que se diz o futuro desse Brasil. Foram centenas de jovens, todos sem máscaras, desfilando pelos quatro cantos da cidade como se não existisse um ‘vírus à solta matando de forma impiedosa’.

Quando passei pela praça Henrique Sampaio comentei com Fátima – em tom irônico – que a pandemia tinha acabado e não tinham nos avisado, pois a praça estava lotada de jovens sem máscaras e descumprindo os protocolos exigidos pela OMS.

Tenho visto diariamente pessoas culpando o governo nas esferas Federal, Estadual e Municipal pelas mortes, mas o que percebo é que governo ou governante não faz milagre. Muito tem sido feito e a vacina tem chegado e as pessoas estão sendo vacinadas. A engrenagem está funcionando e o país está sendo vacinado. O problema é que temos 220 milhões de pessoas e uma logística complicada pelo tamanho continental do Brasil.

Você que é jovem precisa ter um pouco de paciência, pois esse ano todos nós seremos vacinados e a vida voltará ao normal. Essa necessidade de ir para as ruas ‘hoje’ como se o mundo fosse acabar ‘amanhã’ só traz uma certeza: o mundo pode acabar para algum parente seu nos próximos dias, pois você pode até pegar o vírus e sentir uma ‘gripezinha’, agora o seu PAI ou a sua MÃE com alguma COMORBIDADE corre o risco pegar o ‘SEU VÍRUS’ e MORRER! PENSE NISSO! 


Arnold Coelho
Esperando a 2ª dose

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 2 minutos

Por enquanto, só três postulantes, identificados como de Itabuna, estão dispostos a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados: o ex-prefeito Capitão Azevedo, o atual vice-prefeito Enderson Guinho e o ex-candidato a prefeito Isaac Nery.

Os dois primeiros do DEM. O outro, que é médico, é do Republicanos. Enderson e Isaac são prefeituráveis. Serão adversários de Augusto Castro (PSD) na sucessão de 2024, quando o alcaide vai tentar quebrar o tabu do segundo mandato consecutivo, já que nenhum chefe do Executivo conseguiu se reeleger na história política do município.

Em comum entre os três, o fato de serem de legendas de oposição ao governo Rui Costa (PT). Em relação à sucessão presidencial, o Republicanos, partido sob a batuta do deputado federal Márcio Marinho, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, deve apoiar o desejo de Bolsonaro de permanecer por mais quatro anos na Presidência da República.

ACM Neto, que preside o DEM nacional, assentado em pesquisas que apontam uma crescente rejeição ao presidente Bolsonaro, principalmente no Nordeste, e mais especificamente na Bahia, vem se afastando do bolsonarismo.

A votação de Enderson Guinho e Isaac Nery, em Itabuna, é que vai consolidar a condição de prefeiturável. Acima de 10 mil votos já é um forte incentivo.

Nos bastidores, as pessoas mais próximas de Augusto Castro, que enxergam a política lá na frente, sabem que uma eventual vitória de ACM Neto na disputa pelo Palácio de Ondina torna a candidatura do vice-prefeito irreversível.

Ora, se Enderson Guinho se dizia prefeiturável quando era vereador pelo PDT, imagine agora no controle do DEM e sendo elogiado pelo demista-mor. Vale lembrar que foi eleito vice-prefeito pelo Cidadania.

No mais, esperar o ano eleitoral de 2022 para uma melhor avaliação. Adianto que o prefeito Augusto Castro está com um olho no padre, outro na missa.

PS (1) – Geraldo Simões, também ex-prefeito de Itabuna, vem sendo incentivado pelo deputado estadual Rosemberg Pinto a sair candidato ao Parlamento federal. A intenção de Rosemberg, que é o líder do governador Rui Costa na Assembleia Legislativa, é ter a ala geraldista do PT de Itabuna apoiando sua reeleição. Simões, que anda empolgado com a candidatura do senador Jaques Wagner ao governo da Bahia, não deu nenhuma pista se vai ou não acatar a sugestão de Rosemberg.

PS (2) – Wenceslau Júnior, do PCdoB, que foi vice-prefeito no governo de Claudevane Leite, pode ser outro candidato a deputado federal representando Itabuna. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 2 minutos

Imperdível a coluna da jornalista Eliane Catanhêde na edição do Estadão de hoje, 16 de julho de 2021, sobre a nota das Forças Armadas ao senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid-19.

O título, por si só, já chama atenção, provoca uma incontida vontade de ler : “É hora de a cúpula militar concordar com Aziz : os bons das FA devem estar envergonhados”, obviamente se referindo aos militares que estão sendo denunciados no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Veja abaixo, “ipsis litteris”, o que diz a jornalista.

“É hora de o ministro da Defesa e os comandantes da Aeronáutica, da Marinha e do Exército jogarem fora a nota desaforada contra o senador Omar Aziz, presidente da CPI, para concordar plenamente com ele : “Os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados”. Se não estão, deveriam…”.

Pois é. A honrosa e imprescindível instituição das Forças Armadas não pode ter sua imagem abalada em decorrência de um governo que jogou as promessas de campanha do então candidato Jair Messias Bolsonaro na sarjeta, mais especificamente duas: o combate à corrupção e uma política sem o toma lá, dá cá.

O que se presencia, infelizmente, descartando logo a política nojenta do quanto pior, melhor, são denúncias e mais denúncias de desvios de dinheiro público e um presidente da República cada vez mais refém do conhecidíssimo Centrão, que fica chantageando o chefe do Palácio do Planalto com uma eventual abertura de um pedido de impeachment.

Vale lembrar que cabe ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, do PP, principal legenda do Centrão, a prerrogativa de desengavetar os pedidos de afastamento, que já passam de 100, e dar início ao processamento do remédio amargo do impeachment.

O país passa por um turbilhão de problemas e uma preocupante desarmonia entre os Poderes da República. Como não bastasse, vem a maior autoridade do Poder Executivo, que deveria dar o bom exemplo, e ameaça não ter eleições em 2022.

No mais, torcer para que os homens públicos tenham juízo. E o presidente da República juízo em dobro. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Manuel Leal de Oliveira

Leia em: 4 minutos

Manuel Leal de Oliveira foi uma figura ímpar do Sul da Bahia. Eclético e desinibido, sempre esteve presente nas mais diversas ocasiões relevantes da política e da economia regional. Morou um tempo na Guanabara e São Paulo. Na capital carioca, trabalhou nos jornais Última Hora e Jornal do Commércio. Após tirar a “sorte grande” na Loteria Federal, volta a Itabuna.

Já em terras grapiúna, Manuel Leal adquire, com os recursos da premiação, uma fazenda em Firmino Alves (ex-Itamirim), onde por muito tempo ocupou cargos e a presidência do Sindicato Rural. Como sindicalista patronal rural, demonstrou prestígio e fez parte da diretoria do outrora Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau-CCPC), chegando a ocupar cargos importantes, como a Secretaria.

Foi sócio de alguns empreendimentos, entre eles uma fábrica de balas e uma indústria de química que fabricava água sanitária e alvejante: a Alvex. Usando sua experiência adquirida na área de marketing dos jornais do Rio de Janeiro, promoveu uma revolução na comunicação de Itabuna, junto com o jornalista Cristóvão Colombo Crispim de Carvalho, ao promover o lançamento do produto utilizando o teaser.

Manuel Leal possuía verve afiada e uma facilidade incrível de fazer amigos – desafetos também –, tornando uma pessoa importante na sociedade regional. Foi fiscal da Prefeitura de Itabuna e, em seguida, nomeado fiscal do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Comerciários (IAPC), que mais tarde se tornou o Instituto Nacional de Previdência Social (INSS), após a unificação do sistema.

Vida estabilizada – cacauicultor, empresário, funcionário público –, Manuel Leal sempre teve uma grande paixão: o jornalismo. Ainda estudante do Colégio Divina Providência, fundou o polêmico jornal A Terra, que lhe tornou ainda mais conhecido. Logo depois criou o Tribunal Regional, que fizeram história ao falar abertamente do cotidiano, da economia e da política, sempre com uma linguagem afiada, o que não agradava os poderosos.

Desde estudante que era considerado comunista, embora se relacionasse perfeitamente e com destaque com pessoas das mais diversas classes sociais e ideologias, seus amigos e de sua família. De vez em quando um comunista famoso procurado pela polícia era abrigado em sua casa ou fazenda, com todas as honras e mesuras que merecia, a pedido dos tantos amigos.

Em 1987, junto com o escritor e jornalista Hélio Pólvora, Manuel Leal funda os jornais Cacau Letras e A Região, dois jornais elaborados com esmero e que – de cara – ocuparam o merecido lugar na comunicação estadual. E A Região conseguiu chegar ao clímax, influenciando o pensamento e a política regional. E o jornal passou a ser aguardado aos sábados pelo conteúdo altamente polêmico.

Além de Hélio Pólvora, passaram pelo A Região editores e repórteres da mais alta linhagem do jornalismo sulbaiano, mantendo, sempre, o tom “manuelino” que fez história na comunicação regional. Algumas semanas a tiragem de 5 mil exemplares era insuficiente para atender aos ávidos leitores e a gráfica tinha que se desdobrar para aumentar o número de exemplares.

Lembro-me quando editor de A Região – junto com Daniel Thame – inovar na diagramação do jornal, modificando, inclusive, a primeira página para aproveitar uma grande notícia de última hora. Não raro, jornal na gráfica, nos livrávamos das chamadas da primeira página, substituindo-a por um tijolão de três laudas e uma foto de um fato que não poderia deixar de ser publicado.

Com todas essas atividades, Manuel Leal nunca deixou de ser o fiscal do INSS, fiscalizando empresas das cidades baianas. Numa dessas viagens tinha como motorista o seu fiel escudeiro José Emanoel Aquino, o conhecido “Cambão”. Ao se aproximar do posto da Polícia Rodoviária Federal, em Itamaraju, o policial fez o sinal para o veículo em que viajavam parar para fiscalização.

Assim que o policial se aproximava do carro, Manuel Leal sacou do bolso da camisa uma carteira de couro com as armas da República contendo sua carteira funcional do INSS, e brandiu:

– Fiscal federal do INSS. Estou a serviço! – exclamou.

Tranquilo, o policial rodoviário não se intimidou com a carteirada e retrucou em quente:

– E o senhor quer dizer que eu estou aqui brincando, não é…Favor passar os documentos do veículo e do condutor – pediu.

Como não estava acostumado a ser retrucado com veemência, Manuel continuou a viagem até Medeiros Neto sem dar uma palavra com seu amigo “Cambão”.

Manuel Leal foi assassinado após uma denúncia feita pelo jornal A Região. Hoje o jornal é mantido na forma digital pelo seu filho, o jornalista Marcel Leal. 


Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 3 minutos

Já há no bolsonarismo uma parcela significativa tomada por um desânimo em relação à reeleição do chefe do Palácio do Planalto.

Vale lembrar que depois da redemocratização todos os presidentes conquistaram o segundo mandato consecutivo. Sem dúvida um incontestável sinal de que o cidadão e a cidadã, pelo menos na sua maioria, ficaram satisfeitos com o primeiro governo.

Além desse baixo astral, o nervosismo no staff bolsonarista vai ficando cada vez mais intenso. A rejeição ao presidente Bolsonaro e a seu governo cresce dia a dia. E o que mais preocupa é o fato de que a grande maioria do eleitorado começa a dizer que o combate à corrupção, promessa de campanha do então candidato, é um ledo engano.

Os escândalos envolvendo compras de vacinas, com pedido de propina de um dólar por dose, terminaram jogando uma pá de cal no segundo mandato consecutivo. E ainda tem a CPI da Covid-19, que a cada reunião descobre mais falcatruas com o dinheiro público.

Para complicar, pesquisa da Manhattan Connection aponta que as legendas de centro estão “em cima do muro” sobre o impeachment de Bolsonaro. O levantamento diz também que dos 513 deputados federais, 119 são a favor do afastamento, 78 contra e 319 preferiram o silêncio. Ora, os que não se manifestaram são adeptos fervorosos do pragmatismo. A qualquer momento podem ir para o lado dos que defendem o impeachment ou se juntar com os que são contrários.

As decisões dos pragmáticos, também podendo ser chamados de oportunistas, são assentadas nas pesquisas de intenções de voto e no índice de rejeição ao presidente de plantão. Sempre foi assim. Não é agora que vai ser diferente. Se as consultas mostrarem que Bolsonaro é uma péssima companhia, esses indecisos parlamentares começam a dar os primeiros passos em direção ao remédio amargo do impeachment.

Portanto, ou há uma melhora na imagem do governo, hoje completamente negativa e comprovadamente destroçada, ou vão deixar a maior autoridade do Poder Executivo a ver navios.

A missão do chamado Centrão, do toma lá, dá cá, é ficar com o candidato com mais chances de conquistar o cargo mais cobiçado da República. É evidente que o rompimento não vai ser agora. Ainda há muitas reivindicações a fazer. E o momento é esse, já que o governo está refém do Centrão e sabe que esse agrupamento é o fiel da balança para desengavetar pelo menos um dos vários pedidos de impeachment.

A situação do bolsonarismo é complicada. E o pior é que o ponto que poderia diferenciar do lulopetismo, o discurso do combate à corrupção, vai se tornando cada vez mais frágil. Não à toa que quase 60% do eleitorado, segundo pesquisa publicada pela revista Veja, não querem Lula e nem Bolsonaro.

O bolsonarismo e o lulopetismo estão cada vez mais parecidos, mais especificamente nos escândalos. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Avenida Soares Lopes, em Ilhéus

Leia em: 2 minutos

Confesso que me inspirei em crônica do Zé Nazal publicada recentemente no blog do Walmir Rosário sobre o “narrador Dalton Gomes”. O empresário e radialista Paulo Kruschewsky realmente tinha cada uma…

De uma certa feita Paulo Kruschewsky combinou com Jorge Caetano e Seara Costa, seus dedicados repórteres, que “sumiriam” dentro da radio e transmitiriam o clássico entre as seleções de Ilhéus e Vitória da Conquista, diretamente da terra do frio, pela Rádio Sociedade da Bahia. “Apareceriam” somente na segunda feira. Assim combinado. Assim feito.

Entretanto, eles não contavam com o famoso imponderável da época nas transmissões pelo rádio.

Aos 35 minutos do primeiro tempo ocorre um pênalti a favor dos ilheenses. Vai para a cobrança o jogador Deco… e “puf” a Radio Sociedade sai do ar… Paulo olha para Seara e este para Caetano… e o Kruschewsky diz: “O Deco não é de perder pênalti. Vou gritar gol…”

Imaginem o suplício de Paulo Kruschewsky e da equipe até a Sociedade voltar ao ar aos 15 minutos do segundo tempo. E o locutor dizia: “O tempo e o placar na terra do frio: Ilhéus 1, gol de Deco cobrando pênalti aos 35 do primeiro tempo; Vitória da Conquista 0.” E o Paulo exclamou: “Eu não disse… Eu não disse…”

E para a alegria de Paulo Kruschewsky e de sua equipe o jogo terminou 1 a 0. Era tanta a alegria que Paulo nem ligou para que Conquista ficava 250 quilômetros distante e meia hora depois foi comemorar com os torcedores ali mesmo com os ilheenses na avenida Soares Lopes…


Ramiro Aquino é jornalista, radialista e cerimonialista.

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 2 minutos

Em relação à sucessão estadual, segmentos do PT mais próximos do senador Jaques Wagner são da opinião de que o governador Rui Costa está “dominado”, que vai dançar de acordo com a música tocada pelo lulopetismo wagnerista. Ledo engano.

O morador mais ilustre do Palácio de Ondina não é uma marionete e, muito menos, um boneco de engonço. A candidatura de Rui Costa ao senado da República é muito mais natural do que a de Wagner para o governo do Estado.

É muita petulância ficar agindo nos bastidores com o objetivo de compor uma chapa majoritária deixando Rui Costa de fora. E o pior é que essa articulação tem o aval da cúpula nacional do PT, obviamente com o conhecimento do ex-presidente Lula.

Com efeito, a composição da chapa defendida pela ala do PT soteropolitana é a mesma que o petista-mor quer: Wagner como candidato a governador, o senador Otto Alencar (PSD) disputando à reeleição e o PP de João Leão indicando a vice. Difícil vai ser convencer Rui Costa a permanecer como governador até o último dia do mandato.

A primeira tentativa para tentar dissuadir Rui a não postular o Senado, vai ser prometer um importante ministério em um eventual retorno de Lula ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo. Rui Costa acompanha tudo. É um olho no padre, outro na missa.

Só vai se posicionar de maneira mais incisiva em 2022, ano do pega-pega eleitoral. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 3 minutos

O polêmico e inquieto senador Angelo Coronel (PSD) volta a preocupar o lulopetismo com suas declarações sobre a sucessão estadual de 2022.

Toda vez que o Coronel é entrevistado, as atenções do mundo político ficam voltadas para o parlamentar, que diz o que tem vontade de dizer, sem fazer arrodeios e usar subterfúgios. O Coronel vai direto ao assunto. Não tem conversinha mole assentada em evasivas e muito cinismo.

A mais recente rebeldia diz respeito à composição da chapa governista para a disputa do cobiçado Palácio de Ondina. O Coronel, ao propor uma majoritária com o PT fora da cabeça e sem a vaga para o Senado, deixa o lulopetismo irritado, tiririca da vida, cuspindo fogo.

Nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, os petistas debocham do Coronel. Alguns até insinuam que o senador não está em boas condições mentais. Tem também os que caem na risada com suas declarações. Para o lulopetismo, a candidatura do também senador Jaques Wagner ao governo da Boa Terra é favas contadas. E a do governador Rui Costa para o Senado da República só depende dele. O resto é oba-oba. Na hora da onça beber água, todos darão suas mãos à palmatória.

Acontece que Angelo Coronel não é uma Lídice da Mata (PSB), que faz o que o PT quer, mesmo tendo sua sobrevivência política ameaçada, como aconteceu na eleição de 2018, quando teve que deixar sua natural candidatura à reeleição para o Senado e correr atrás de uma eleição à Câmara dos Deputados.

PSB e PCdoB são legendas que não entram na pauta do lulopetismo nas discussões sobre a sucessão do governador Rui Costa. São tidas como siglas obedientes, incapazes de qualquer ato que contrarie as articulações do PT. As reivindicações e os interesses legítimos do PSB e do PCdoB são sempre deixados para depois.

Já disse aqui, por mais de duas ou três vezes, que só tem uma maneira do senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, encabeçar a majoritária: o PT fechar um acordo nacional com o PSD em torno da candidatura de Lula ao terceiro mandato presidencial. A causa menor, Wagner candidato, abriria mão para a maior, a candidatura do petista-mor.

O Coronel quer Otto como candidato, João Leão como senador e o PT indicando o vice da chapa. E Rui Costa? E Jaques Wagner? Ambos, pensando na causa maior, a eleição de Lula, acatariam a sugestão do Coronel, evitando assim uma eventual debandada do PP do vice-governador João Leão para o grupo de ACM Neto (DEM).

O lulopetismo não confia em João Leão sentado na cadeira de governador com a desincompatibilização de Rui para disputar o Senado. E o fato de Leão ser do PP, legenda aliada do presidente Bolsonaro, tida como a fiel da balança de um pedido de impeachment, faz com que essa desconfiança fique mais acesa.

No mais, esperar a próxima entrevista do Coronel. Não será nenhum espanto, muito menos uma surpresa, se o “sem papas na língua” vier a defender uma majoritária sem o PT.

PS – Não tem como ACM Neto desistir de disputar a sucessão de Rui Costa. Seria seu antecipado enterro político, sucumbindo de vez suas futuras pretensões políticas. Vale lembrar que Neto desistiu na eleição de 2018. Ser taxado de “fujão” não é uma boa coisa. Outro ponto é que o ex-prefeito de Salvador sabe que a rejeição a Bolsonaro na Bahia é grande e tende a crescer mais ainda, o que faz afastá-lo do bolsonarismo. Neto só tem dois caminhos em relação à sucessão presidencial: ou Mandetta, se sair candidato, obviamente pelo DEM, ou apoiar Ciro Gomes (PDT). Com efeito, o ex-ministro da Saúde, quando questionado sobre a possibilidade de ser vice do pedetista, não consegue disfarçar que pensa na hipótese. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

A CEPLAC foi implantada em 1962

Leia em: 2 minutos

Já não se desenha mais a absorção da CEPLAC pela EMBRAPA. Com a nomeação de um Diretor geral que conhece cacau por ouvir falar e, agora, uma coordenadora de pesquisa com mesmo pedigree, as cores foram fixadas.

E como a região esqueceu do que fora a sua instituição, deve estar eufórica e crendo que doravante a cacauicultura será outra.

Há uns 5 anos atrás alertei para certos detalhes, quando se falava nesta hipótese, como a salvação da lavoura. É de bom alvitre reforçar ainda mais a diferença entre as duas Instituições, que são díspares.

A EMBRAPA possui diversos Centros de produtos, tais como soja, fruticultura e mandioca, arroz e feijão, dentre outros. E adicionalmente, Centros de Recursos como o dos Cerrados, do Semiárido.

O CEPEC (Centro de Pesquisas do Cacau), implantado pela CEPLAC em 1962, com uma outra concepção, abrangendo tanto os produtos como os recursos, haja vista as pesquisas e levantamentos tanto nas disciplinas agronômicas (genética, solos, fitopatologia, fisiologia vegetal, entomologia, engenharia da produção, tecnologia de alimentos) quanto referentes aos recursos naturais (Pedologia, botânica, climatologia, fitogeografia, fotogrametria).

Dessa forma, o CEPEC, além das tecnologias de produtos, executava detalhados trabalhos fitogeográficos, pedológicos e climáticos, além dos acervos importantes como o herbário, os arboretos; de ações ecológicas na Estação Pau-Brasil, em Porto Seguro, bem como a instalação de um fundamental campo de germoplasma, em Belém; ou seja, era um centro sistêmico que não segmentava o problema por disciplina ou produto.

Tudo estava numa mesma unidade de pesquisa, possibilitando uma melhor aplicação das tecnologias geradas, bem como facilitando análise e interpretações com vistas a novas ações de desenvolvimento rural integrado.

Por outro lado, trabalhar com cultivos perenes não é a mesma coisa do que lidar com culturas de ciclo curto. A EMBRAPA nos mostrou isso. Muito bem, nestes, mas sendo muito insuficiente naqueles. Uma simples comparação, evidencia ainda mais, se a gente visualiza a Amazônia.

Lá está a pujança do cacau. Quem implantou? Talvez esteja equivocado, mas na mesma magnitude, desconheço a ação da EMBRAPA em outras lavouras perenes.
Não preciso dizer mais nada. Um bom entendedor há de se reflexionar e, quem sabe, dar razão a um pioneiro; neste 2021 completando 58 anos (janeiro de 1963) quando tive minha carteira profissional assinada. (Maceió, 26/06/2021) 


Luiz Ferreira da Silva é pesquisador aposentado, ex-diretor da CEPLAC/CEPEC

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

Notícias mais lidas

Outros assuntos

Custom text