Dr. Mangabeira foi candidato a prefeito de Itabuna duas vezes, não obteve êxito e agora anuncia a saída da política

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O ex-candidato a prefeito de Itabuna, o médico Antônio Mangabeira, suplente de deputado federal pelo PDT, recebeu ontem, terça (27), várias visitas de políticos, entre eles o prefeito de Itabuna Augusto Castro (PSD).

O ex-alcaide Capitão Azevedo também marcou presença, não por problema de saúde, mas de política, que não deixa de ser uma “doença”.

Um pré-candidato à Câmara dos Deputados, por Ilhéus, também esteve com Mangabeira.

O presidente do diretório municipal do PDT atendeu a todos com a educação que lhe é peculiar. Mangabeira é um grande homem, bom caráter e de personalidade firme, que não volta atrás da palavra dada, do compromisso assumido.

Não tenho nenhuma dúvida que, se eleito prefeito de Itabuna, ficaria na história como um dos melhores gestores e, como consequência, quebraria o tabu da reeleição, já que até hoje nenhum chefe do Executivo conseguiu o segundo mandato consecutivo.

Ficou difícil fazer campanha política falando a verdade e não tapeando o eleitorado com promessas de emprego e outras mentiras. Mas valeu, Dr. Mangabeira, pelo qual tenho um enorme respeito, carinho e admiração.

O povo de Itabuna teve duas oportunidades de tê-lo no comando do centro administrativo Firmino Alves. A decisão mais provável é que Mangabeira se afaste do traiçoeiro e perverso mundo da política, o que pode levar Itabuna a ficar na mesmice, circunscrita aos velhos conhecidos de sempre: fulano, beltrano e sicrano.

A saída de Mangabeira da política vai inibir o surgimento de novas lideranças, o que é uma boa notícia para as velhas raposas ou para quem eles pretendem indicar.

Valeu, Mangabeira! Foi bom estar ao seu lado, fazendo política com grandeza, com P maiúsculo, sem enganar, sem mentir, sendo sincero com o eleitor.

Vai ficando cada vez mais utópico fazer política sem demagogia, sem nariz de Pinóquio. 

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Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br
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Já faz um bom tempo que a modesta Coluna Wense não comenta nada sobre o vice-prefeito Enderson Guinho, que daqui a pouco vai anunciar seu novo abrigo partidário, provavelmente o DEM de ACM Neto.

Mas o vice anda dizendo que estou pegando no seu pé. Fiz um comentário normal sobre a saída do ex-vereador do Cidadania. Não vi motivo para o vice ficar irritado. Ora, o ex-edil tem todo o direito de escolher um novo caminho político, assim como o prefeito Augusto Castro, do PSD do senador Otto Alencar, de ficar com um olho na missa e o outro no padre, como diz a sabedoria popular.

No DEM, o vice passa a ser eleitor e cabo eleitoral da chapa oposicionista, que será encabeçada pelo ex-alcaide soteropolitano, tomando um rumo diferente de Augusto. Se depender do voto do vice-prefeito, Otto não será reconduzido ao Senado, só para ficar em um só exemplo. O que eu não sabia era que o vice era preconceituoso com os idosos, me chamando de um “senhor de idade”.

No mais, esperar o desenrolar dos fatos e desejar ao vice-prefeito sucesso na nova legenda.

E por falar em idade, dia 7 de maio tomo a segunda dose da vacina coronavac. 

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Marco Wense é Analista Político

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Amanhã, terça, 27, o vice-prefeito Enderson Guinho (Cidadania) vai anunciar seu novo abrigo partidário.

Duas legendas, DEM e Republicanos, foram citadas como as mais prováveis para receber o ex-vereador. Com a filiação do médico Isaac Nery ao Republicanos, do deputado Márcio Marinho, o Partido do Democratas, que é presidido nacionalmente por ACM Neto, é dado como certo.

Guinho e Isaac são pré-candidatos ao Parlamento federal. O presidente estadual do Cidadania, Joceval Rodrigues, ficou sabendo da saída de Guinho pela imprensa.

O relacionamento pessoal do prefeito Augusto Castro (PSD) com seu substituto imediato não deve sofrer nenhum abalo. Mas o político caminha para um desentendimento.

A estrada de Guinho é outra. Mudando de sigla e de grupo político, sua permanência como secretário de Esportes já não é mais segura. Ficaria estranho um demista ocupando o primeiro escalão de um governo cujo prefeito é do PSD do senador Otto Alencar, que é aliado do governador Rui Costa (PT).

Outro ponto é que até as freiras do convento das Carmelitas sabem que Enderson Guinho pretende disputar o cobiçado centro administrativo Firmino Alves na sucessão de 2024.

Se ACM Neto for o próximo governador da Bahia, a candidatura de Guinho passa a ser favas contadas.

Vale lembrar que Isaac Nery é também prefeiturável. 

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Marco Wense é Analista Político

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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o então juiz Sérgio Moro foi parcial ao condenar o ex-presidente Lula, no âmbito da Operação Lava Jato, deixou o lulopetismo eufórico. O discurso do “já ganhou” volta com toda força. Tem até petista achando que a fatura vai ser liquidada logo no primeiro turno.

A principal consequência política do julgamento da Alta Corte, instância máxima do Poder Judiciário, é a desistência de Sérgio Moro em disputar à presidência da República. O ex-juiz, que foi agraciado com um cargo no governo Bolsonaro, o de ministro da Justiça e Segurança Pública, foi atingido naquilo que é imprescindível em um julgador: a imparcialidade.

Além de comemorarem o reforço da elegibilidade de Lula, os petistas acham que a candidatura de Ciro Gomes não é mais consistente, que a sucessão de 2022 será polarizada entre Bolsonaro e Lula, que dificilmente aparecerá um postulante que possa enfrentar o petismo e o bolsonarismo.

Ledo engano. Com Lula no jogo, a necessidade de uma terceira via fica mais acesa. Os que não querem a volta do passado e a permanência de Bolsonaro por mais quatro anos, o que seria um desastre, vão se juntar, chegar a um consenso em torno de uma opção que possa dar de frente com o lulopetismo e o bolsonarismo, não só na viabilidade eleitoral como na experiência. O Brasil não pode ficar mais no “se correr o bicho pega (o retorno de Lula), se ficar o bicho come (à reeleição de Bolsonaro).

Outras correntes políticas, de centro, centro-esquerda e centro-direita, que não querem o radicalismo ideológico, um pleito presidencial marcado por muito ódio e troca de ofensas e acusações, de um lado os bolsonaristas lembrando os escândalos dos governos do PT e o petismo chamando Bolsonaro de genocida, tendem a se unir em torno de uma candidatura, sob pena do pleito ficar realmente polarizado.

É aí que entra Ciro Gomes, presidenciável do PDT, que pode representar a terceira via, o não a Lula e a Bolsonaro, o movimento que começa a tomar corpo com a decisão do STF: NEM LULA, NEM BOLSONARO. Vale lembrar que Ciro, na última sucessão presidencial, obviamente a de 2018, com apenas 30 segundos no horário eleitoral e quase que sem nenhum investimento nas mídias sociais, ficou em terceiro lugar, na frente do então poderoso candidato Geraldo Alckmin (PSDB).

Além das legendas que podem integrar a terceira via, tem também o importante fato de que o gigantesco e enraizado antipetismo e antibolsonarismo caminham para atingir 60% do eleitorado, o que consolida a opinião de que o “já ganhou” é prematuro, intempestivo e infantil.

A sucessão de Bolsonaro ainda está muito longe de tomar um contorno mais transparente. O processo sucessório vai ficar por muito tempo envolto por um nevoeiro. Só em 2022, depois das águas de março fechando o verão, é que teremos um cenário com uma formatação mais delineada.

Portanto, toda euforia é desaconselhável. No emaranhado jogo político, com suas surpresas e sobressaltos, o “já ganhou” pode se transformar em “já perdeu”.

PS – O principal assunto de hoje, sem dúvida o que vai ser mais discutido, é a “jogada de toalha” do presidente Bolsonaro. O chefe do Palácio do Planalto resolveu se reunir com os governadores que adotaram o toque de recolher, que são defensores das medidas restritivas para combater o cruel e matador novo coronavírus. Vale lembrar que Bolsonaro é um ferrenho opositor não só do distanciamento social como de outra iniciativas para atacar o vírus. Agora é esperar como vai reagir o chamado bolsonarismo de raiz com essa reunião, principalmente se o governador Rui Costa (PT) sentar ao lado da maior autoridade do Poder Executivo. 

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Marco Wense é Analista Político

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Deputada federal Flávia Morais (PDT)

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Por Samuel Straioto

Apesar de representarem mais de 51,8% da população e mais de 52% do eleitorado brasileiro, as mulheres ainda são minoria na política e ainda estão longe dos espaços de poder, com exceções. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições municipais de 2020, a desigualdade foi mantida. Os dados mostram a baixa representatividade feminina na política do país. Foram eleitas no ano passado, 651 prefeitas (12,1%), contra 4.750 prefeitos (87,9%). Já para as câmaras municipais, foram 9.196 vereadoras eleitas (16%), contra 48.265 vereadores (84%).

No Brasil, mudanças recentes na legislação tentam reverter esse cenário, com a criação de cotas para candidaturas e regras de financiamento para equiparar as chances de disputa. Nas eleições proporcionais, para as câmaras de vereadores, a assembleias legislativas e o Congresso Nacional, os partidos são obrigados a apresentar uma porcentagem mínima de 30% e máxima de 70% para candidaturas de cada gênero. O objetivo, portanto, é criar um equilíbrio entre os sexos nas eleições, levando os partidos a terem pelo menos 30% de candidatas mulheres. Em 2020, as urnas registraram um pequeno avanço em relação a 2016. Por exemplo: O número de mulheres não-brancas eleitas para legislativos locais subiu 23%.

Estudos associam os investimentos das mulheres líderes à melhoria dos indicadores de desenvolvimento humano e a maior empreendedorismo feminino. Estudo coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela ONU Mulheres, com o apoio da organização IDEA Internacional, o Brasil é um dos últimos países na América latina em relação aos direitos e representação feminina, ficando em 9º lugar entre onze países. Segundo dados compilados pela Inter-Parliamentary Union – uma associação dos legislativos nacionais de todo o mundo – no Brasil, pouco mais de 10% dos deputados federais são mulheres. Ocupamos o 154º lugar entre 193 países do ranking elaborado pela associação, à frente apenas de alguns países árabes, do Oriente Médio e de ilhas polinésias.

“Na verdade cada vez mais as mulheres têm ocupado os bancos das universidades, passado em concursos públicos, ocupado com muita competência espaços no mercado de trabalho. hoje temos dois grandes desafios, um deles é a participação das mulheres na política. Nós tivemos aqui no Brasil um atraso de 400 anos, das mulheres em relação aos homens que é o direito de votar e por isso hoje o Brasil é um dos países mais sub-representados pelo gênero feminino nos parlamentos. Temos países que as mulheres usam burca como a Cisjordânia e tem mais mulheres no parlamento do que o Brasil, neste ponto precisamos melhorar. E outro ponto é a violência, uma mancha que a sociedade carrega”, afirmou a deputada federal Flávia Morais (PDT).

A longa história de quasemonopólio masculino sobre a política se expressa nos partidos. Com ampla maioria masculina em sua direção na maior parte dos casos e privilegiando quem já faz parte do jogo político-partidário, colocam em ação vieses que são desvantajosos para as mulheres. Vale lembrar que, se o voto das mulheres foi conquistado em 1932 e exercitado a partir de 1946, com o fim da ditadura do Estado Novo, foi apenas com a Constituição de 1988 e após o fim de mais uma ditadura, aquela instaurada em 1964, que a população analfabeta passou a ter direito a votar nas eleições. A violência sofrida pelas mulheres é um dos desdobramentos do machismo e apresenta padrões diferentes dos da violência que atinge os homens no país.

Hari Alexandre Brust morre aos 83 anos

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Hari Alexandre Brust, um dos fundadores do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e presidente de honra do partido na Bahia morreu aos 83 anos em Salvador, na noite de quarta-feira (24). O corpo dele será cremado no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, nesta quinta-feira (25).

Hari estava internado na capital baiana em decorrência de uma pneumonia. Gaúcho radicado na Bahia, ele era formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

Na Bahia, o pedetista foi presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBMP), das Centrais de Abastecimento da Bahia S/A (Ceasa) e da Empresa de Limpeza Pública de Salvador (Limpurb).

Em junho do ano passado, ele recebeu a medalha Tomé de Souza e foi condecorado como cidadão soteropolitano. Hari Brust também foi escritor, autor de “Leonel Brizola – Uma Biografia”, onde conta a trajetória política do principal fundador do PDT. Com informações do G1

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A conversa entre o PDT e ACM Neto deve continuar? A resposta tem que ser dada pelo deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente estadual do partido, depois de ouvir a Executiva nacional, sob a batuta de Carlos Lupi.

A legenda se aproximou do ex-alcaide de Salvador na sucessão soteropolitana. Leo Prates e Ana Paula Matos, respectivamente secretário de Saúde e a vice do prefeito Bruno Reis (DEM), são filiados ao PDT. Os dois participaram do então governo de ACM Neto.

O namoro entre o PDT e o DEM de ACM Neto, que preside nacionalmente a legenda, foi marcado por duas claras intenções. Pela parte de Neto, tirar a sigla da base aliada do governador Rui Costa (PT). Pelo PDT, a importância de um palanque na Bahia para Ciro Gomes.

Discordo dos que acham que o imbróglio envolvendo o processo sucessório da Câmara dos Deputados, com a atuação de Neto a favor de Arthur Lira (PP-AL), candidato do presidente Bolsonaro, significou um ponto final na conversa entre o PDT e o ex-chefe do Palácio Thomé de Sousa.

Por mais estranho que possa parecer, toda confusão pode provocar um novo diálogo sobre o pleito de 2022. O silêncio da cúpula nacional do PDT diante da posição de Neto na eleição do Parlamento Federal é um sinal de que pode haver um recomeço.

Esse colóquio entre o PDT e Neto divide a militância da legenda. Para os que discordam, a opinião é de que o ex-alcaide não é confiável. Para a outra metade, o partido não pode abrir mão de um ponto de apoio para o presidenciável Ciro Gomes na Boa Terra.

A recente declaração de ACM Neto de que “se manter distante do governo federal é o caminho certo”, oxigenou a ala da legenda defensora de um acordo com o ex-prefeito: o PDT apoiando a candidatura de Neto ao Palácio de Ondina e o DEM fazendo o mesmo com Ciro Gomes na disputa presidencial.

Não sei o que passa pela cabeça de Carlos Lupi e, muito menos, pela de Félix Júnior. É um assunto que merece muita reflexão. O PDT não pode mais errar.

Uma coisa é certa: mais cedo ou mais tarde, o PDT vai ter que tomar uma posição em relação à sucessão do governador Rui Costa. A dubiedade, a incerteza e o vai-não-vai são ingredientes que podem provocar desânimo na militância, que merece todo respeito do mundo. Sem ela, adeus PDT.

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Marco Wense
Analista Político

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