Jerônimo quer transferir "culpa" de má qualidade do ensino baiano aos governos estaduais passados e ao governo federal

Leia em: 2 minutos

O pré-candidato ao governo da Bahia e ex-secretário estadual de Educação, Jerônimo Rodrigues (PT), participou de uma sabatina do Uol/Folha de S. Paulo e fez declarações controversas a respeito do ensino público baiano. Questionado sobre uma pesquisa que aponta que a Bahia ficou em último lugar no ranking dos estados que ofertaram ensino remoto durante a pandemia da Covid-19, Jerônimo disse que as ações foram tomadas para “preservar as vidas dos professores”.

Em outro momento da sabatina, Jerônimo quis atribuir aos governos passados a situação do ensino público da Bahia. Pegou mal, né? Já faz 16 anos que o PT governa o estado – dois mandatos de Jaques Wagner e dois mandatos de Rui Costa – e ainda é capaz de dizer que não foi possível melhorar a qualidade do que é ofertado aos estudantes nas salas de aula? Além disso, jogou para o governo federal a “culpa” de não haver internet de qualidade para que os estudantes tenham acesso aos conteúdos.

Ao melhor estilo “falou, falou, mas não disse nada”, Jerônimo disparou: “Nós fizemos a opção de enviar material para os estudantes, mantivemos o contato com os estudantes, entramos com frentes de assistência. […] Naquele momento, nós estávamos preservando, priorizando a vida de professores e isso não quer dizer que a gente não poderia começar um sistema remoto. Mas como eu falei, a dificuldade de internet e de acesso a computadores dificultaria”.

Parece que o PT estava, realmente, desesperado quando resolveu colocar Jerônimo para ser pré-candidato a governador. Há certo despreparo nas declarações de alguém que já chefiou a pasta de Educação e, diga-se de passagem, não se destacou positivamente. Nos bastidores, comenta-se que ele é uma pessoa boa que aceitou “ir para o sacrifício” em nome dos correligionários.

LEIA TAMBÉM NO PAUTA BLOG ⤵️

Jabes Ribeiro e Nem Bahia, Humberto Mattos e Naeliton Pinto, Manoel Porfírio, Gilson da Oficina, Erasmo Ávila, Pancadinha, Augusto e Guinho, Jerbson Moraes, Soane Galvão, Pellegrini, Eduardo Carqueija

//

Leia em: 4 minutos

Durante décadas no Brasil o acesso à educação Superior era restrito às famílias denominadas nobres, ou seja, aquelas que tinham recursos financeiros para garantirem a seus herdeiros acesso e permanência no ensino superior, (quase sempre localizado nas capitais e grandes centros urbanos). Conforme Teixeira (1989), saímos de 24 escolas de ensino superior em 1900 para 375 em 1968. Já em 2020, conforme Censo da educação superior, foram registradas 2.456 instituições com um total de matriculas de 8.680.354 (INEP/MEC, 2022).

O avanço das matriculas na educação superior pública se deu entre os anos 2000 e 2010. Conforme Barros (2015), as matrículas mais que dobraram no período. Programas como Universidade Para Todos e Reuni possibilitaram a descentralização das IES para cidades do interior, diversificando os tipos de cursos e períodos de realização.

As camadas mais pobres da população brasileira, que até então não tinham recursos para o deslocamento e permanência em cidades distantes de suas origens e familiares e cuja grande parte, para sobreviver, necessitava trabalhar e ajudar nas despesas familiares, começava a vislumbrar a possibilidade de ingressar no ensino superior.

A democratização do acesso (cotas/reservas de vagas) às universidades públicas, somada ao processo de descentralização das instituições, trazendo-as para mais perto de seus locais de origens, contribuiu para que um significativo número de aluno(a)s das camadas populares ingressassem em uma universidade pública, apesar da maioria das matrículas ainda estarem na iniciativa privada.

Após duas décadas dessa política de ampliação de vagas e de democratização do acesso, originários da educação básica pública, negro(a)s, indígenas, quilombolas, pessoas com necessidades educativas especiais na educação superior passaram a integrar a paisagem das universidades públicas dando a sensação de que, finalmente, o ensino superior era de todos e para todos . Grande engano!

Além da garantia do acesso, era preciso se pensar urgentemente em políticas de permanência e de sucesso no ensino superior para esses grupos tradicionalmente excluídos desse nível da educação nacional. Mesmo sendo pública e gratuita, manter-se no ensino superior custa muito caro. Alimentação acesso a material da reprografia, deslocamento, roupa, sapato, material didático em geral, tudo isso tem um custo alto. Mal o(a)s estudantes das camadas mais vulneráveis economicamente da população brasileira adentram às instalações das universidades públicas e já percebem que não será uma trajetória fácil.

Conforme decreto 7.234/07/2010. “O Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) apóia a permanência de estudantes de baixa renda matriculados em cursos de graduação presencial das instituições federais de ensino superior. O objetivo é viabilizar a igualdade de oportunidades entre todos os estudantes e contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, a partir de medidas que buscam combater situações de repetência e evasão”.

Com o sucateamento da educação superior em nível estadual e federal, “assistência à moradia estudantil, alimentação, transporte, à saúde, inclusão digital, cultura, esporte, creche e apoio pedagógico”, estão extintas ou minimizadas nas IES.

Dentre as dificuldades que enfrentam talvez as mais difíceis sejam a insegurança alimentar e o cansaço.

Com o retorno às aulas presenciais após dois longos e difíceis anos da pandemia de Covid-19 e durante uma das maiores crises econômicas que o país enfrentou nos últimos 27 anos, tem sido comum encontrar discentes que após vivenciarem perdas da família, doenças físicas e psicológicas chegam famintos à universidade e/ou, sem acesso á moradia próxima ao campus, que precisam se levantar ainda de madrugada para garantir o transporte de sua cidade, só retornam para lá quando a noite termina.

Como docente de uma instituição pública de ensino superior, percebo durante as aulas a dificuldade de concentração desse(a)s jovens, o esforço que fazem para esconder sua necessidade de se alimentar corretamente e a perda gradual de esperança em encontrar os recursos mínimos para estarem ali.

Nesse contexto, o mínimo que a universidade pública que se quer democrática precisaria garantir seria a manutenção de um autêntico restaurante universitário. Não estou falando de uma cantina terceirizada que recebe da instituição vouchers para subsidiar a alimentação para poucos estudantes. Estou falando de um restaurante mantido por recursos públicos com alimentação subsidiada para todos e todas da comunidade universitária. Um restaurante cuja a comida também refletisse a ciência que é produzida pela universidade, isto é, saudável,diversificada, balanceada e segura.

Sem esse mínimo a universidade pública está fadada a não conseguir cumprir os seus propósitos de permanência estudantil. Enquanto a luta pela satisfação das necessidades básicas estiver maior do que as condições para o estudo estarão nós, enquanto universidades, fracassando em produzir conhecimentos e emancipar a humanidade.

Em tempos de pós-pandemia e de crise econômica, pensar a segurança alimentar de nossa comunidade universitária tornou-se fundamental para manter nosso(a)s estudantes na universidade. E a fome não pode esperar!

É preciso que, enquanto coletivo, se faça algo agora! Pela imediata implantação do restaurante universitário já! Contra os valores absurdos que contribuem e fortalecem a exclusão.

Prof. Dr. Reginaldo de Souza Silva Departamento de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB/DFCH

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

Professoras vão desenvolver atividades relacionadas ao ensino da Língua Inglesa por meio de cursos, palestras e oficinas

Leia em: < 1 minuto

A Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) está recebendo duas professoras norte-americanas para um intercâmbio que deve durar até o mês de dezembro deste ano. Sarah Van Horn e Ana Almada Santos estão trabalhando no projeto “Identidades Interculturais na Formação Docente em Língua Inglesa na Uesc”, de autoria da professora Tatiany Pertel Sabaini Dalben.

As duas bolsistas estão atuando no Departamento de Letras e Artes (DLA) sob a supervisão da professora Luciana Audi. Elas pretendem desenvolver atividades relacionadas ao ensino da Língua Inglesa através de cursos de extensão, oficinas, palestras, participação e contribuição nas aulas tanto nos cursos de graduação quanto nas ações de extensão vinculadas ao projeto.

O reitor da Uesc, professor Alessandro Santana, elogiou a prática do intercâmbio ao classificar como essencial a modalidade para crescimento da instituição: “Qualquer universidade que queira produzir conhecimento e educar de maneira semelhante ao que se faz nas maiores universidades do mundo tem que ter um intercâmbio muito intenso. Atualmente, a nossa Universidade tem convênios com 37 instituições internacionais em 14 países recebendo e enviando alunos, pesquisadores e professores. O intercâmbio é uma dos caminhos eficientes para ampliação do volume e da qualidade do ensino e das pesquisas”.

Provas vão ser aplicadas em novembro deste ano e taxa de inscrição custa R$ 85

Leia em: < 1 minuto

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 terminam amanhã (21.maio) às 23h59. O candidato que estiver interessado deve acessar a página www.enem.inep.gov.br e preencher os dados solicitados.

A taxa de inscrição custa R$ 85 e é possível efetuar o pagamento por meio do PIX, boleto ou cartão de crédito. O exame, que vai ser aplicado nos dias 13 e 20 de novembro, vai ter quatro provas objetivas com 45 questões de múltipla escolha cada e uma redação em Língua Portuguesa.

Boa sorte aos participantes!

O objetivo da iniciativa desenvolvida pela Seduc é promover atividades culturais e esportivas ao público infantil

Leia em: 2 minutos

Sob o tema “Confiar na força do Brincar”, a Prefeitura de Ilhéus promove entre os dias 21 e 29 de maio a Semana Mundial do Brincar, evento que integra o calendário oficial da Secretaria de Educação. A iniciativa pretende reforçar a confiança no brincar como um ato essencial, da natureza da criança e uma força humana.

Para tanto, a Aliança pela Infância convida a todos para fazer parte do projeto. O objetivo da ação é proporcionar às crianças uma infância plena e digna. “Confiar no brincar é confiar na alegria, é confiar no encontro. Brincar é estar no mundo e acreditar que tudo pode ser melhor. Queremos chamar a atenção para a importância de nutrir ação e linguagem lúdicas da criança, pois brincando ela aprende a se relacionar com o mundo à sua volta”, explicou Eliane Oliveira, titular da Seduc.

A proposta da SMB destaca que ao brincar a criança está aprendendo o tempo todo a conhecer as potências e limites do seu corpo, do espaço, das outras crianças e adultos. A iniciativa desenvolvida pela Seduc também tem como finalidade promover atividades culturais e esportivas que oportunizem o público infantil um espaço no qual possa, através da brincadeira, desenvolver o autoconceito positivo, confiança no outro e no mundo, aprender a lidar com a cooperação, a autonomia, a empatia, além de proporcionar oportunidades de lazer e sociabilidade educativas.

A Seduc acrescenta que serão propostas ações pedagógicas com foco em confiar na força do brincar para serem executadas durante a semana de 23 a 27 de maio, nas unidades escolares da Educação Infantil e do Ensino Fundamental – Anos Iniciais. As crianças desenvolverão atividades que incluem desenhos ou escrita das brincadeiras preferidas, recorte e colagem, construção de maquetes, vivências de brincadeiras passadas de geração a geração e circuito de brincadeiras.

Serão trabalhados nas unidades escolares temas com confiança na força do brincar inclusivo, por meio de brincadeiras inclusivas; confiança na força do brincar das artes, brincando de fazer arte; confiança na força do brincar do campo, por meio de vivência do brincar do campo; confiança na força do brincar étnico-cultural, através brincadeiras indígenas e brincadeiras de origem africana; e confiança na força do brincar dos jogos e brincadeiras dirigidas, promovendo uma escola brincante e estações de brincadeiras interclasse.

A programação conta ainda com um encontro coletivo, o Dia B do Brincar, que acontecerá no dia 25 de maio, no Estacionamento do Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, das 9h às 11h e das 14h às 16h, com atividades diversas para os estudantes da rede pública municipal de 5 a 10 anos.

Objetivo da paralisação é reabrir as negociações entre a categoria e o governo estadual

Leia em: < 1 minuto

Ontem (18.maio), os professores da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz), realizaram uma assembleia e aprovaram uma nova paralisação das atividades acadêmicas. A data do ato ainda vai ser definida posteriormente, mas tem o objetivo de pressionar o governo estadual a retomar as negociações com os docentes.

A primeira paralisação aconteceu no dia 27 de abril para reivindicar reajuste salarial, reabertura da mesa de negociações, respeito aos direitos trabalhistas e autonomia universitária. Nesse novo manifesto, haverá uma mobilização na porta da instituição com café da manhã e fechamento dos portões.

"Tem uma história viva dentro da sala de aula como professor. Vai cumprir e está cumprindo, realmente, uma grande missão que é avançar na Educação de nosso município", declarou o prefeito durante solenidade de posse de Júnior Brandão

Leia em: 2 minutos

Nesta 3ª feira (17.maio), aconteceu a solenidade de posse oficial do professor Júnior Brandão (Rede) como novo secretário de Educação de Itabuna. Na ocasião, o prefeito Augusto Castro (PSD) teceu vários elogios ao profissional e disse que não tem dúvidas do trabalho excelente que Júnior vai desempenhar à frente da pasta.

No discurso, Augusto elogiou o secretário ao dizer que ele é experiente na área da Educação e tem bagagem o suficiente para entender a alta demanda da pasta: “Tem uma história viva dentro da sala de aula como professor dedicado às ações sociais em diversas modalidades do esporte, ao trabalho da ponta do social, funcionário do estado na nossa universidade estadual. Vai cumprir e está cumprindo, realmente, uma grande missão que é avançar na Educação de nosso município. Itabuna tem um legado de escolas totalmente sem estrutura física, agora que avançamos na reforma desses equipamentos. Temos 92 escolas da rede municipal de ensino e o desafio da Educação na cidade é muito grande. (…) Falta a gente avançar, mas a gente vai avançar e estamos avançando na qualidade da Educação do município”.

O prefeito disse, também, que sabe da complexidade dos desafios, mas acredita na sensibilidade de Júnior para identificá-los e resolvê-los da melhor forma possível: “A nossa ideia é que, com a chegada de Júnior, ele possa e vai desenvolver, eu tenho certeza porque é o perfil dele estar 24 horas pensando na Educação da cidade pra gente poder, realmente, ampliar a qualidade de ensino, aumentar a oferta da rede municipal porque temos quase 20 mil alunos. É muito pouco porque, em Porto Seguro, há 34 mil alunos. Existe uma evasão muito grande! Nós precisamos pegar essas crianças e trazer pra dentro da sala de aula”.

O gestor desejou sucesso ao novo secretário e salientou que está à disposição para ajudá-lo: “Eu tenho certeza de que, com o apoio que estamos dispensando para Júnior e sua equipe, vai tocar um bom trabalho, um trabalho técnico e que a gente possa dizer que entregamos a Educação muito superior ao que nós encontramos”.

DÊ PLAY E ASSISTA ⤵️

//

Júnior Miranda é instrutor e piloto do Zé Drone Imagens Aéreas

Leia em: 2 minutos

O novo campus da UFSB (Universidade Federal do Sul da Bahia) foi inaugurado recentemente com a presença de autoridades municipais, estaduais e federais. O prédio localizado na BR-415, entre Itabuna e Ilhéus, foi cedido pela Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) com o objetivo de dar lugar às novas salas de aula e laboratórios da instituição.

O canal do Youtube, Zé Drone Imagens Aéreas, capturou com precisão as novas instalações e mostrou a grandiosidade do projeto que tem 6 mil m² de área e um investimento que chegou a R$ 61 milhões. Para quem não teve a oportunidade de conhecer o campus, as imagens de primeiríssima qualidade retratam a beleza do centro educacional.

Novo campus está em aérea cedida pela Ceplac.

Em meio às belezas da Mata Atlântica, é possível ficar deslumbrado com o projeto que deu lugar às edificações que contam com diferentes tecnologias que promovem redução de gastos e reaproveitamento de recursos. Outras técnicas empregadas são o pavimento permeável, a segregação das águas residuárias, o tratamento de esgoto biológico, o aproveitamento de águas cinzas, amarelas e de água da chuva.

DÊ PLAY E ASSISTA ⤵️

Interessados devem acessar o edital publicado no site da instituição

Leia em: < 1 minuto

Foi publicado no site oficial da Uesc (Universidade Estadual de Santa Cruz) o novo edital referente ao Concurso de Professor(a) Auxiliar e Assistente. O processo havia sido suspenso desde que o Ministério Público da Bahia orientou a retificação do edital a fim de destinar o percentual de vagas reservadas aos candidatos autodeclarados negros e pessoas com deficiência.

O novo edital detalha os critérios que vão ser utilizados para garantir a aplicação da reserva de vagas e informa, ainda, quais são os documentos necessários para a comprovação que garantem a participação na reserva de vagas.

As inscrições vão ser reabertas no próximo dia 16 e seguem até o dia 9 de junho. Para mais informações, basta acessar a página.

//

Provas vão ser aplicadas nos dias 13 e 20 de novembro

Leia em: < 1 minuto

Começam amanhã (10.maio) e seguem até o próximo dia 21 as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio 2022, que vai ser aplicado nos dias 13 e 20 de novembro. Para os participantes que solicitaram a isenção da taxa de inscrição, o resultado já está disponível na Página do Participante.

A taxa de inscrição do Enem custa R$ 85 e a novidade é que, neste ano, é possível efetuar o pagamento via PIX ou cartão de crédito, além do tradicional boleto, que deve ser pago em qualquer banco, casa lotérica, aplicativos bancários ou agência dos Correios.

O exame vai ter quatro provas objetivas com 45 questões de múltipla escolha cada e uma redação em Língua Portuguesa. No primeiro dia do exame, vão ser aplicadas as provas de linguagens, códigos e redação e de ciências humanas e suas tecnologias. No segundo dia do exame, vão ser aplicadas as provas de ciências da natureza e matemática e suas tecnologias.

Boa sorte aos participantes!

Notícias mais lidas

Outros assuntos