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O governador Rui Costa (PT) vive o dilema de tomar uma decisão e contrariar o senador Jaques Wagner.

A vontade do chefe do Palácio de Ondina é disputar o Senado da República. A de Wagner é que Rui fique no governo até o último dia do mandato, 31 de dezembro de 2022, o que facilitaria a composição da chapa para enfrentar ACM Neto (DEM) na sucessão estadual.

Do contrário, somente uma vaga, a de vice-governador, ficaria aberta. Quem indicaria o companheiro de Wagner na majoritária, o PSD de Otto Alencar ou o PP de João Leão?

Vale lembrar que o senador Otto Alencar é candidato à reeleição. Quanto a Leão, que fala até em encabeçar a majoritária, já deixou nas entrelinhas que se o PP for preterido pode debandar para o netismo.

Ao ser questionado sobre o imbróglio, se Rui deveria continuar no cargo, Wagner lembrou que ficou até o fim da gestão no segundo mandato como governador. “Eu fiz a mesma coisa e não me arrependo de jeito nenhum. Acho que ajudei a manter o grupo unido”, desabafou o parlamentar, que até hoje não explicou por que ficou contrário a instalação da CPI da Covid-19.

A declaração de Wagner aumentou ainda mais o dilema de Rui Costa. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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Ontem fui surpreendida com a morte do publicitário Duda Mendonça. Apaixonada por gente e grandes histórias desde sempre, lembrei dos tempos da faculdade, quando tinha acesso à internet apenas na biblioteca da Universidade Tiradentes, em Aracaju, e escrevia seu nome no Google quase todos os dias para me atualizar da sua vida profissional. Li seu livro, Casos & Coisas, presente do meu irmão Mucio, mais de dez vezes. Não dou, não empresto, e ainda o folheio sempre!

Duda Mendonça é um dos maiores nomes da comunicação do nosso país. Um cara que enxergava os sentimentos das pessoas e entendeu que a emoção era a alma da publicidade e da propaganda, inclusive política. Para muitos, um manipulador nato. Para outros, um cara inteligente e ponto. Para esta que vos escreve, uma mente rara, capaz de pensar por ele, por seus clientes e por toda uma nação. E a história do nosso país prova isso, porque ele, nos bastidores, fez parte de uma virada de chave nacional: a eleição de Lula, sindicalista e metalúrgico, pobre e tido por muitos como louco, após três tentativas frustradas, Presidente do Brasil!

Ele surpreendeu amigos, família e o mercado publicitário quando assumiu a campanha de Luís Inácio Lula da Silva. “Meu coração é povão”, assumiu em um tempo extremamente engessado, aristocrata, quando a internet ainda não tinha proporcionado a democratização das ideias. “Ele bateu na trave três vezes e voltou porque sua figura não conversava com o empresariado”, explicou em uma palestra. Palpitou e mudou a forma dele se vestir, estudou os trejeitos que o descaracterizavam como autoridade, e ajudou a escrever os maiores e melhores discursos do início da sua carreira. Bingo: Lula presidente e reconhecido internacionalmente como grande liderança!

Duda foi o primeiro publicitário a fazer uma campanha política usando um coração, salvo engano com Mário Kertész candidato a prefeito de Salvador, e isso representa mais do que a simples figura estampada nos outdoors. Ele implementou sentimento aos vídeos e jingles, narrando sentimentos. De tudo, e ele fez muita coisa, guardarei para sempre a mensagem pessoal que deixou, nas entrelinhas da sua trajetória: não há troféu, dinheiro ou reconhecimento que compense a satisfação de atuar profissionalmente por e com PAIXÃO!


Manu Berbert é publicitária

Blog: www.manuelaberbert.com.br / Instagram: @manuelaberbert

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Vamos começar pelo lulopetismo, com o senador Jaques Wagner, pré-candidato à sucessão do governador Rui Costa, buscando uma composição na chapa majoritária que não crie fissuras na base aliada.

Toda vez que se fala das legendas que dão sustentação política ao chefe do Palácio de Ondina, quando o assunto é a majoritária, só se lembram do PSD do senador Otto Alencar, o PP do vice-governador João Leão e, obviamente, do PT. As outras siglas sequer são citadas. Algumas são tidas como coadjuvantes. Outras nem isso.

Seria uma imperdoável ingenuidade política não achar que a importância do PSD e PP para o sucesso eleitoral de Wagner é gigantesca. E entre os vários motivos, basta um só como forte argumento: PSD e PP detém o maior número de prefeituras.

O PSB da deputada federal Lídice da Matta é o exemplo que simboliza esse desdém do petismo com as outras agremiações partidárias aliadas. Os socialistas são sempre deixados de lado, já que o entendimento é que o apoio do partido a Jaques Wagner é dado como favas contadas, 2+2 =4.

O freio de arrumação que Wagner pretende dar para evitar um atrito na base aliada é o mesmo do ex-presidente Lula. Ou seja, uma formação majoritária com Otto sendo vice de Wagner e a vaga para a disputa do Senado com João Leão, o que implica na permanência de Rui até o fim do mandato.

Lula, na sua já programada visita a Bahia, terá um jantar com o governador Rui Costa. Na mesa, além de Wagner, os ilustres convidados Otto Alencar e João Leão. Sem dúvida, uma boa oportunidade para se chegar a um denominador comum em relação à composição da chapa.

É evidente que Lula terá uma conversa reservada com Rui. Deve dizer a ele que continue no Palácio de Ondina em nome de uma causa maior: a eleição presidencial. Que Rui ocupará um importante ministério em um eventual retorno do lulopetismo ao poder maior da República até as freiras do convento das Carmelitas sabem. Lula, no entanto, para compensar a desistência do companheiro de disputar o Senado, pode prometer que fará todo empenho para que seja o candidato do PT à presidência da República no pleito de 2026.

Quanto a ACM Neto, o ex-prefeito soteropolitano sabe que as mãos dadas de Wagner, Otto e Leão, tendo Lula como cabo eleitoral, é a pior coisa que pode acontecer para sua legítima e democrática pretensão de governar a Boa Terra. Mas se de um lado Wagner tem Lula, Neto tem como fortíssimo “cabo eleitoral” o sentimento de mudança, afinal, com o término do mandato de Rui, são 16 anos de lulopetismo no comando da Bahia.

A dor de cabeça de Neto não é a sua majoritária, muito menos problemática do que a de Wagner. Seu grande dilema diz respeito à sucessão do Palácio do Planalto. Mais cedo ou mais tarde terá que tomar uma decisão sobre sua posição. Uma significativa parcela do eleitorado não gosta de quem não tem posicionamentos claros, que fica sem saber para que lado vai, atucanadamente em cima do muro.

No tocante à sucessão presidencial, o ex-alcaide de Salvador só tem três caminhos: apoiar uma candidatura própria do DEM, se aliançar com Ciro Gomes (PDT) ou se reaproximar do presidente Bolsonaro. Vale lembrar que Neto é o comandante-mor nacional do DEM, o que faz tornar sua decisão mais significativa.

Bom mesmo para Neto seria o crescimento do ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, presidenciável do DEM, nas pesquisas de intenções de voto. Mas essa possibilidade de Mandetta deslanchar é muito pequena. Quanto a Bolsonaro, Neto deve ter consultas indicando a alta rejeição do presidente e com tendência de crescer mais ainda. A estrada com poucos obstáculos vai ser a que leva a um apoio à candidatura de Ciro Gomes (PDT).

Concluo, sob pena do comentário ficar extenso, com o tradicional “ainda tem muita água para passar por debaixo da ponte”. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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O ano de 2006 foi histórico para a política de Ilhéus. Jabes Ribeiro termina o seu governo de forma melancólica, com inúmeras dívidas sem pagar e sua rejeição beirando os 90%. Com isso, o seu inimigo político número um, Valderico Reis, cresce nas pesquisas de opinião de voto em níveis assustadores. Inicialmente, a sensação era de que tudo mudaria na política ilheense.

Não raro se dizia e até hoje há quem afirme que Valderico Reis foi o candidato escolhido por Jabes Ribeiro para ser o seu sucessor, tamanha a confiança que tinha em dar a volta por cima, apostando na péssima administração que faria na Prefeitura de Ilhéus. O comentário era de que, para Jabes, seria a glória retornar ao Palácio Paranaguá nos braços do povo, literalmente.

Do outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT) pretendia “melar” os planos de Jabes Ribeiro, tirando o candidato Valderico Reis da campanha eleitoral, pela via judicial ou pela votação, elegendo o médico Rui Carvalho prefeito de Ilhéus. Alianças com os partidos de esquerda, principalmente com o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que teimou em indicar o candidato a vice-prefeito e disso não abria mão.

E o camarada Gustavo César (Gustavão) foi o escolhido para fazer a parceria com Dr. Rui na chapa como candidato a vice-prefeito. A indicação foi considerada uma tormenta, e o candidato petista não queria de forma alguma aceitar o parceiro de chapa. Chega a turma do deixa disso e argumenta a capacidade de aglutinação de Gustavão entre os outros partidos e simpatizantes de esquerda, lembrando que tinha sido questão fechada.

Mas nenhum dos argumentos convenciam Dr. Rui Carvalho, que não aceitava o companheiro de chapa, embora não chegasse a declinar o motivo de tanta rejeição ao camarada Gustavão. Foi aí, então, que os coordenadores da campanha exigiram que Rui Carvalho desse “nome aos bois”, ou melhor, contasse os motivos da recusa, pois até aquele momento ninguém sabia o porquê.

Já que vocês fazem questão de saber o motivo, pois voltem lá e peça aos comunistas outro candidato a vice na nossa chapa, para ganharmos a eleição sem qualquer tipo de dificuldade. Vejam bem, uma chapa dessas vai ser execrada pela sociedade, inclusive no marketing político. Imagine, nossa chapa vai ser chamada de “o belo e o fera” – disse, numa referência ao conto dos Irmãos Grimm.

Claro que o “belo” era o próprio Rui e o “fera” seu amigo, o comunista Gustavão.

Diante das perspectivas de uma grande vitória nas eleições, os coordenadores voltam ao comando dos “cururus” e, meios sem jeito, explicam a situação, contando a terminante recusa do Dr. Rui em aceitar o candidato a vice. De início, o motivo pareceu muito banal para uma tirar Gustavão da chapa, mas não restavam dúvidas que era preciso fazer mais um sacrifício para sairem vitoriosos na eleição.

Como o importante seria ganhar a eleição, os comunistas resolveram discutir o assunto, ouvindo a opinião dos camaradas. Pensa daqui, pensa dali e não conseguem encontrar um candidato com os atributos de estética (beleza) exigidos por Dr. Rui, até que se lembraram do “velho militante” comunista com domicílio eleitoral em Ilhéus e que poderia ter um forte apelo na sociedade. Mas guardaram o nome até a discussão.

Após mais de uma dezena de telefonemas e reuniões, finalmente os comunistas descobriram uma solução interna. É que eles lembraram do professor, escritor, jornalista e poeta Jorge Araujo (sem acento no u), como a saída para o impasse (era o nome escondido). Afinal, que defeitos o exigente candidato petista colocaria num intelectual acima de qualquer suspeita, e ainda por cima com obras literárias consagradas?

Mas como os traços físicos exteriores de Jorge Araujo não preenchiam os padrões imaginados pelos coordenadores de campanha como sendo os exigidos pelo Dr. Rui, fecharam questão e astuciaram toda a argumentação necessária. Lá chegando, ao dar o nome do candidato a candidato a vice, Dr. Rui franziu o cenho, e antes que sentenciasse a negativa, disseram:

Olhe, Dr. Rui, nós sabemos que Jorge Araujo não é nenhum modelo de encanto físico, mas que possui uma beleza interior isso ninguém pode negar – emendaram.

A chapa foi formada sem maiores constrangimentos, mas não conseguiu encantar o eleitor ilheense, que preferiu votar em Valderico Reis e Newton Lima. E olha que Valderico Reis nunca foi um modelo de beleza a desfilar nas passarelas. 


Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado

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Do tripé que sustenta a segunda colocação do presidente Bolsonaro nas pesquisas de intenções de voto, formado por uma parte do segmento evangélico, setores do empresariado e pelo eleitorado ideologicamente de extrema direita, os dois primeiros começam a desmoronar.

O religioso ficou espantado com alguns posicionamentos do chefe do Palácio do Planalto em relação à gravíssima crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus, principalmente no explícito e irresponsável negacionismo da maior autoridade do Poder Executivo, que teima em não usar máscara e provoca aglomerações que poderiam ser evitadas.

Se dependesse exclusivamente de Bolsonaro, com seu chega pra lá na ciência, acreditando mais nos medicamentos sem comprovação científica de eficácia do que nas vacinas, a pandemia estaria descontrolada e, como consequência, um maior número de óbitos, de vidas humanas ceifadas pelo cruel, devastador e traiçoeiro vírus.

Quanto ao empresariado, e aí me refiro não só aos grandes como também aos médios e pequenos, mais especificamente aos defensores do Estado democrático de direito, contrários a qualquer devaneios golpistas, já há uma forte rejeição ao presidente de plantão. Dias atrás, com um manifesto intitulado “Eleições Serão Respeitadas”, quase 300 empresários de peso, junto com intelectuais, diplomatas e vários representantes da sociedade civil e organizada, divulgaram um documento pedindo respeito à democracia, a garantia da realização das eleições de 2022. A principal herdeira do Itaú, como estivesse representando os banqueiros, disse que “parte da elite se afastou de Bolsonaro e não vai embarcar em aventura”.

Essas atitudes de Bolsonaro, insinuando que pode agir fora dos limites constitucionais, afrontando a nossa Lei Maior, vem afastando investimentos internacionais no Brasil, o que contribui para o aumento do já gigantesco desemprego. Ninguém quer correr o risco de investir em um país que tem um governo totalmente perdido, sem projeto, sem rumo, sem harmonia com as imprescindíveis instituições. Um país que tem os Poderes da República se atritando.

No tocante ao bolsonarismo de raiz, esse vai continuar fiel ao “mito”, independente de qualquer fato. Nesse ponto, bolsonaristas e lulopetistas são bem parecidos. Vale lembrar que ainda tem petistas que acreditam que o então presidente Lula não sabia da corrupção que tomava conta do seu governo, com destaque para o mensalão.

Como não bastasse, tem o inquestionável fato de que o governo Bolsonaro está refém do Centrão, vivendo sob à ameaça de ter que atender o toma lá, dá cá, sob pena de alguns pedidos de impeachment saírem da gaveta. Quem tem a prerrogativa de desengavetá-los é Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, filiado ao PP, principal sigla do Centrão.

Concluo dizendo que com os dois pés do tripé cada vez mais inconsistentes, o segundo mandato de Bolsonaro, via instituto da reeleição, vai ficando difícil e, pelo andar da carruagem, até mesmo sua ida para o segundo turno. 


Marco Wense é Analista Político

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O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), é cria política de ACM Neto (DEM)

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O agora ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, João Roma, filiado ao Republicanos, partido ligado a Igreja Universal do Reino de Deus, resolveu, politicamente falando, cuspir no prato que comeu.

Roma, que é cria política de ACM Neto (DEM), disse, se referindo à sucessão estadual de 2022, que seu criador, o ex-prefeito de Salvador por duas vezes, vai ficar no “limbo”. Só faltou insinuar que sequer irá para o segundo turno.

Não sei dizer se o ministro, pré-candidato a ser o morador mais ilustre do Palácio de Ondina, já foi a Roma visitar o papa. Mas de uma coisa tenho certeza: a possibilidade de encontrar uma pequena agulha em um grande palheiro é muito maior do que Roma ser o próximo governador da Boa Terra.

E tem mais: se não tomar cuidado, ficar nessa soberba, empolgado por ser do primeiro escalão do bolsonarismo, o feitiço vai terminar virando contra o feiticeiro: será o “limbo” do processo sucessório.

Vale lembrar, pelo menos para os incautos, e aí incluo o próprio Roma, que quem coloca Bolsonaro na segunda posição nas pesquisas de intenções de voto são os bolsominions chamados de raiz, os que representam de verdade a extrema direita e seguem cegamente o “mito”. Essa fatia do bolsonarismo quer a médica Raíssa Soares, secretaria de Saúde de Porto Seguro, como candidata.

Em comum entre Raíssa e Bolsonaro, não só o fato de serem fervorosos defensores do tal do Kit Covid, do combate ao novo coronavírus com medicamentos sem nenhuma comprovação científica de eficácia, como também de pertencerem ao Movimento dos Sem Partidos (MSP). Ideologia eles já têm. Só precisam de um abrigo partidário.

Roma achar que pode ter mais votos do que ACM Neto é, no mínimo, o cúmulo da ingenuidade. É amadorismo na veia. Chega até ser uma gigantesca idiotice e imbecilidade. Uma medalha de bronze na disputa pelo mais cobiçado cargo do Poder Executivo estadual já é de bom tamanho.

Roma, cujo os pés estão fora do chão, também desdenhou a candidatura do presidenciável Ciro Gomes (PDT). Disse que vai ser “consumida” pela polarização Lula versus Bolsonaro, o “mito” da esquerda contra o da direita. O ministro tem como favas contadas a vitória de um ou do outro, não havendo espaço para um nome da terceira via.

Ora, ora, o senhor ministro esquece que está diante de uma polarização entre ACM Neto e Jaques Wagner, representante do lulopetismo. Essa polarização é muito mais sólida do que a dos “mitos” nacionais. O risco da pré-candidatura de Roma virar “limbo” é gigantescamente maior do que a de Ciro Gomes. Sem falar que o pedetista é infinitamente mais preparado do que a cria política do netismo. Roma diante de um Ciro é um político minúsculo.

É assim mesmo. A política tem dessas coisas. João Roma, que é o que é hoje graças ao padrinho político, agora diz que a candidatura de Neto vai para o “limbo”.

Ingratidão é a pior das decepções políticas. 


Marco Wense é Analista Político

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Começo esta coluna com um pedido simples: Abram alas para elas passarem! Rebeca Andrade, Rayssa Leal, Simone Biles, Rosamaria, Ana Marcela Cunha, Bia Ferreira e demais timaços! Elas, as mulheres que dominaram os nossos olhares nas Olimpíadas de Tóquio! E eu jamais faria uma lista apenas de brasileiras quando a norte-americana Simone Biles, apontada por especialistas como uma das atletas mais promissoras para a competição, teve uma atitude histórica: deixou de lado três finais para priorizar sua saúde mental.

Sua atitude me fez lembrar da professora e pesquisadora da Universidade de Houston, autora de quatro best-sellers do The New York Times, Brené Brown. Estudiosa do comportamento humano há mais de vinte anos, ela escreve sobre a coragem, a vulnerabilidade, a vergonha e a empatia. “Fique na sua integridade, independentemente da situação”, disse em conferência histórica no Dia Internacional da Mulher. E nós, mulheres, sabemos quão árduo tem sido caminhar até aqui.

Durante as Olimpíadas tivemos ainda outra grande lição feminina de resistência, e eu nem estou falando de modalidade esportiva. A comentarista Karen Jonz, integrante da equipe do SporTV e tetracampeã mundial de skate, quando entrevistada por Ivan Moré, ao escutar que era conhecida por ser casada com Lucas, vocalista da banda Fresno, se posicionou ao vivo: “Não sou conhecida por ser casada com o Lucas. Sou conhecida porque sou tetracampeã mundial e primeira mulher a vencer o X Games”.

Vencer sendo mulher ainda é luta diária! Manter-se feminina e usar a própria voz para ocupar lugares ainda é desgastante! No Brasil, somente 13% dos cargos eletivos (políticos) são de mulheres. Para alguns, a presença feminina ainda é vislumbrada como possível companhia, apenas. Aliada muda, ou cota politicamente correta. De fachada. É preciso que se fale sobre tudo isso abertamente. Estamos aqui para aprendermos, juntos!


Manu Berbert é publicitária

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Apesar de não ter nascido na Bahia (por um erro de percurso), me considero BAIANO DA GEMA e NORDESTINO ARRETADO e vou logo avisando que não troco o meu ÔXE por nada. Quando percebo que querem menosprezar o meu ÔXE, eu rapidamente digo: ÔXE…ÔXE…ÔXE! pra não deixar nenhuma dúvida da minha origem.

Morei em São Paulo por alguns anos e fiquei surpreso e triste ao perceber que o paulistano usa o termo BAIANADA de forma pejorativa para tentar menosprezar o povo NORDESTINO. Basta alguém errar algo ou fazer uma bobagem e aparece um engraçadinho para dizer que a pessoa fez uma BAIANADA. Eu nunca aceitei essa brincadeira ‘idiota’ e preconceituosa e por vezes discuti, defendendo o meu POVO, a minha BAHIA e o nosso NORDESTE.

As Olimpíadas do Japão 2020 (mesmo sendo em 2021) veio para lavar a minha alma e a de todos os nordestinos, pois a Bahia foi um ‘segundo Brasil’ e ‘botou pocano’ no Japão, ‘botou pra lá’, ‘arregaçou’ e fez muita ‘BAIANADA’ com Ana Marcela (natação), Isaquias (canoagem), Herbert, Abner e Beatriz (boxe) e Daniel Alves, liderando o nosso futebol.

É bom deixar claro que se juntar as medalhas dos nossos vizinhos Ítalo (Surfe) e da Fadinha (Skate), o nosso ‘pobre’ NORDESTE, sempre tão humilhado e esquecido pelo resto dessa hipócrita nação, seria maior que o resto do Brasil e a terceira potência esportiva das Américas. Êta Nordeste arretado!!!

Outro dado interessante é que a nossa querida ‘Baêa’ teve mais medalhas de ouro que a maioria dos países sul-americanos e países como Portugal, Turquia, Grécia, África do Sul e Arábia Saudita.

Que venha PARIS 2024 e que a BAHIA e o NORDESTE façam muitas BAIANADAS DOURADAS na sublime CIDADE LUZ.

VIVA A BAHIA!!!VIVA OS BAIANOS!!!VIVA O NORDESTE!!! 


Arnold Coelho
Designer Gráfico, Diagramador, Jornalista MTB 0006446/BA e Baiano da gema.

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Manuel Leal de OliveiraDaqui de Canavieiras, onde mantenho minha sossegada trincheira, antevejo um futuro incerto para os manguezais lavados pelos rios Pardo, Salsa e Patipe, Cipó e outro menos votados que formam esse imenso delta, berçário dessa colossal fauna marinha. Sem os crustáceos circulando na área, o mangue perderia seu grande conceito de berçário esplêndido dos rios e mares.

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Não estranho mais nenhuma invenção neste mundo corrido de hoje, em que as tecnologias passam mais rápidos do que os dias da semana, do mês, e em que o ano passado parece que foi ontem. Mas não discordo que tenha lá suas vantagens para sabermos o que está se passando. Se antes tínhamos que ir a uma biblioteca para consultar a Enciclopédia Delta-Larousse, hoje basta uma espiada no Google.

Depois dessa política de proteção aos animais ameaçados de extinção ou coisa que o valha, nossos campos estão mais verdes e nossos mangues mais povoados de caranguejos. Ainda bem, pois a história que vou contar me causou calafrios por simplesmente pensar que deixaria o velho hábito de comer meu caranguejo-uçá, quebrando as patinhas (puã) nos dentes.

É que eu soube que a designer sul-coreana Jeongwon Ji deslumbrou o mundo ao apresentar uma invenção inusitada: transformar caranguejos chineses em plásticos. Olhe que acredito piamente nas novas tecnologias, mas, aqui pra nós, tenho minhas dúvidas sobre a eficácia dessa transformação. Não entendo nada de química, e poucas são as informações que disponho para travar um debate sobre essa estranha invenção.

Mesmo assim, fosse o contrário, minhas dúvidas por certo seriam infundadas, haja vista parecer mais eficaz que transformemos produtos inorgânicos em orgânicos. Não é de agora que nos chegam aos ouvidos notícias alarmantes sobre a destruição do meio ambiente e fiquei deveras atordoado com a possibilidade de ter o caranguejo apenas nas boas lembranças do passado.

Ao que pude perceber após muita pesquisa, essa invenção dá a entender que este é um caminho aberto para alargar essa possibilidade invencionice. Imagino eu a corrida aos mangues para a captura desenfreada dos nossos caranguejos-uçás, guaiamuns, aratus e outros crustáceos nem tão abundantes em nossos manguezais, para transformá-los em brinquedos de plástico. Um verdadeiro absurdo.

Pelos meus nem tão precisos cálculos, nossos novos catadores promoveriam o extermínio desses crustáceos num piscar de olhos, antes mesmo qualquer reação do Ibama, Instituto Chico Mendes ou qualquer outra organização não-governamental recém-criada com a finalidade de coibir a caça desenfreada aos nossos saborosos artrópodes. Afinal, Deus deixou as coisas boas do mundo para seus filhos se deliciarem.

De logo, vou colocando minhas barbas de molho com receio das medidas governamentais que poderão ser tomadas para a criação da Caranguejobras, aparelhada por companheiros e coligados. Devido a importância do empreendimento, por certo também serão acomodadas algumas centenas de ambientalistas, de preferência caranguejólogos, dada a especialidade nos produtos do mangue.

Daqui de Canavieiras, onde mantenho minha sossegada trincheira, antevejo um futuro incerto para os manguezais lavados pelos rios Pardo, Salsa e Patipe, Cipó e outro menos votados que formam esse imenso delta, berçário dessa colossal fauna marinha. Sem os crustáceos circulando na área, o mangue perderia seu grande conceito de berçário esplêndido dos rios e mares.

Em terras canavieirenses o caranguejo é tão importante que é quem dá as boas-vindas aos turistas e visitantes mais amiúdes, numa cópia majestosa em fibra de vidro, sempre pronto para posar para fotos. Ao ler sobre a designer sul-coreana Jeongwon Ji fiquei com a pulga atrás da orelha e me lembrei de um atentado que o caranguejo sofreu em pleno Carnaval do Coronavírus e me pus a puxar o fio da meada para apurar responsabilidades.

Para minha tristeza, serei testemunha ocular do sumiço da gostosa “cabeça de robalo”, uma das iguarias mais famosas da gastronomia canavieirense. Se fosse só por isso me contentaria, mas ainda não somos conhecedores dos terríveis efeitos causados pelas devastações provocadas pela captura desenfreada do tão gostoso crustáceo.

Mas não pensem os senhores que estou advogando em causa própria com o egoismo tão peculiar dos viciados no primeiro dos sete pecados capitais: a gula, assim definida como tal pelo Papa Gregório Magno. Lembro aqui do grande número de famílias que laboram na enorme cadeia produtiva e que ficarão desprovidas do ganha pão. Ainda bem que os seiscentos reais ao auxílio aliviam, por enquanto, mas…

Brincadeiras à parte, como Deus ainda não me concedeu o dom de prever o futuro, não vislumbro qualquer possibilidade de vantagem nessa invenção, com todo o respeito que devemos aos orientais. De minha parte, guardo reservas até que minhas conjecturas se confirmem infundadas e possamos sentar à mesa em um bar nos fins de semana e pedir ao garçom meia dúzia de caranguejos grandes e gordos, acompanhado de uma cerveja bem gelada.

Mas caso a invenção seja verdade, no mínimo, decretaremos o fim do mundo. 


Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado

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Por Luciano Robson Rodrigues Veiga

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A Região Sul da Bahia vem se consolidando como uma região com fortes corredores de oportunidades. O seu CAVALETE MODAL, composto por: Porto, Aeroporto, Rodovias e Ferrovia (em formação), permitirá o desenvolvimento de novos empreendimentos, em especial nos segmentos industriais e logísticos, que poderão obedecer uma nova ordem de distribuição e escala, com a participação de diversos municípios criando unidades de industrialização e logísticas através de um dos seus pés modais, a exemplo da Rodovia BR 101, o Território Litoral Sul tem ao longo desta Rodovia 15 municípios dos seus 26 que o compõem.

É possível criar Pólos Industriais e Logísticos às margens da Rodovia BR 101 em cada um dos 15 municípios, abraçando modais diversos, em forma de clusters com concentração de empresas que se comunicam por possuírem características semelhantes, modalidades consorciadas, integradas e complementares. Se juntarão aos equipamentos modais existentes, os aeroportos de Ilhéus, Una (Comandatuba) e Canavieiras, porto, ferrovia Leste-Oeste em construção.

Somar estes elementos modais ao nosso principal ativo, o meio ambiente diverso, Mata Atlântica, costa litorânea e outros. A junção entre o mar e a mata, do azul do mar ao verde das matas, nos leva a pensar e planejar um novo amanhã, onde os princípios da sustentabilidade, nos garantirá o presente e o futuro, com base em um desenvolvimento estratégico, que exigirá uma aliança entre público e privado.

Os elementos propositivos trazidos, exigirá o envolvimento das lideranças regionais na construção e formação de uma Câmara Técnica e Política de Desenvolvimento Sustentável do Sul da Bahia, objetivando planejar o seu presente e desenhar o seu futuro, garantido a equidade das ações, trazendo para si o protagonismo, sendo porto e farol do seu destino. Parece óbvia a frase ser dono do seu destino, mas, infelizmente, o que sentimos é a capital centro do poder, apontar, planejar e decidir o nosso futuro, sem percepção do olhar da nossa história e cultura.

Construir novos trilhos de desenvolvimento passará pela interpretação do seu cavalete modal em sintonia com a sua cultura, meio ambiente e desejo do seu povo. Romper com estes elementos, impondo projetos e desejos de outrem, nos levará a um desenvolvimento sem identidade, deslocado do nosso querer e ser, tornando-nos coadjuvantes sem brilho, sem luz, sufocado por um desenvolvimento indesejado, que nos será muito caro.

Os corredores de oportunidade do sul da Bahia precisam ser pavimentados. Os horizontes que nos abre nos enche de responsabilidade, precisamos acertar, nos tornar metropolitano, associar e consorciar ações, dividir protagonismo, liderança, sermos plural no pensar e agir, quebrar paradigmas da cultura do EU.

O cavalete modal nos dará a régua e o compasso. Será o farol de um novo tempo, porém, caberá ao nosso povo, com participação social ativa, conjuntamente com às lideranças políticas e privadas, corrigir o seu presente e escrever o seu futuro. 


Luciano Robson Rodrigues Veiga é Advogado, Administrador, Especialista em Planejamento de Cidades (UESC), Especialista em Gestão do Desenvolvimento Territorial – MSA (UFBA)

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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