Valderico Júnior processa Vinícius Alcântara na Justiça

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Do palanque ao tribunal. Assim, a política de Ilhéus ganhou aspectos mais agudos após um embate que atravessou o calendário eleitoral e desembocou no Judiciário. O prefeito Valderico Júnior decidiu judicializar a crise com o vereador Vinícius Alcântara, ambos do partido União Brasil e ex-aliados de campanha, após dividirem o mesmo palanque em 2024. A queixa-crime expõe um embate jurídico sem previsão de bandeira branca. Em suma, o processo trata de crimes de calúnia, injúria e difamação.

A convivência institucional foi rompida quando o vereador Vinícius Alcântara teria exigido espaço no governo, com controle sobre duas secretarias, de acordo com a ação protocolada na 1ª Vara Criminal da Comarca de Ilhéus. A negativa do Executivo, amparada no argumento da separação entre os poderes, foi o estopim para uma escalada de tensionamentos que migraram do campo administrativo para o político e jurídico.

É nesse ambiente que a disputa ganha linhas mais agressivas, inclusive na arena digital. Segundo a peça judicial, o vereador Vinícius Alcântara passou a utilizar suas plataformas digitais para atacar diretamente a gestão municipal de Valderico Júnior, com acusações que vão de má condução administrativa a imputações graves, como suposta corrupção e fraude em contratos públicos, além de denúncias envolvendo a merenda escolar. Já o prefeito sustenta que houve manipulação deliberada da informação e que as falas extrapolam o limite da crítica política, configurando crimes contra a honra.

O Pauta Blog tentou manter contato com o vereador citado, mas, até o fechamento da matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

Comentário do vereador Bizunga sobre R$ 13 mil evidencia descompasso com realidade social

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No interior do sudoeste baiano, o vereador Francisco Justino, o Bizunga (PCdoB), resolveu mirar no próprio contracheque, mas acabou acertando em cheio na percepção popular. Ao afirmar que os R$ 13 mil recebidos na Câmara “não dão nem para fazer a feira”, o parlamentar expôs, sem filtro, o abismo entre o discurso político e a realidade da maioria da população.

“Todos aqui recebem R$ 13 mil. Uma coisa que eu tenho para dizer aqui: se brincar, eu não faço nem a feira com esses R$ 13 mil de que o senhor fala, que desconta os impostos aí. A gente sabe que a realidade não é essa”, disse Bizunga na Câmara.

Enquanto boa parte dos brasileiros faz malabarismo para fechar o mês com muito menos, a queixa de insuficiência vinda de quem ocupa cargo público ganha traços de insensibilidade. Palavras têm peso. E, nesse caso, Bizunga, da pior forma, mostrou que reclamar de R$ 13 mil não pega bem fora dos muros da Câmara.

Entrevista de Jerônimo evita resposta e amplia dúvidas sobre Geraldo Júnior

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A entrevista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à Rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), deixou mais dúvidas do que respostas, especialmente quando o assunto foi a permanência de Geraldo Júnior (MDB) na chapa. Ao ser questionado sobre a “aceitação” do ex-governador Rui Costa, Jerônimo tangenciou. Quando a resposta não vem, é sinal de que ainda não houve ajustes.

Bastidores indicam resistência silenciosa de Rui Costa à manutenção do vice Geraldo Júnior.

Já se passaram seis dias desde que Jerônimo reafirmou publicamente o nome de Geraldo Júnior como vice, mas Rui Costa segue sem emitir sinal claro de concordância. A ausência de manifestação virou protagonista. É o tipo de silêncio que pesa, incomoda e alimenta especulações sobre fissuras internas no grupo.

O episódio da mensagem vazada, em que o vice-governador estava incentivando a circulação de críticas a Rui com um “manda viralizar”, ainda ecoa. Pode ter sido tratado como algo pontual, mas, na prática, deixou marcas. O silêncio de Rui Costa pode não ser apenas rusga, pode ser recado. 

Jerônimo Rodrigues rebate Bruno Reis e sai em defesa de Lula após críticas

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Durante entrevista na rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), Jerônimo Rodrigues desmentiu a versão de que Lula teria ido a Ondina e ficado até tarde. Segundo o governador, o presidente chegou a Salvador vindo do Ceará e foi direto para o hotel, já que tinha compromissos importantes no dia seguinte. “A gente entendeu que o presidente precisava descansar”, explicou.

Bruno Reis disse que os petistas estavam tomando uísque no Palácio de Ondina, mas Jerônimo Rodrigues negou.

“Não dá para destilar ódio, raiva, dessa forma. Não se pode colocar o povo contra um presidente tão querido na Bahia. É uma injustiça. Nenhum presidente merece esse tipo de desrespeito, principalmente vindo de um gestor de uma capital”. Foi assim que o governador Jerônimo Rodrigues reagiu às declarações do prefeito Bruno Reis sobre a não entrega do residencial Zumira Barros, em Salvador.

O governador também destacou que, logo cedo, às 7h da manhã, Lula já estava de pé para cumprir agenda, concedendo entrevista ao vivo a uma emissora de TV diretamente do hotel. Jerônimo reforçou que é preciso responsabilidade no trato político e respeito institucional, criticando a tentativa de criar desgaste contra o presidente na Bahia.

Valderico Júnior faz ajuste no coração político da gestão municipal

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O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (UB), usou a caneta com velocidade e nomeou peças-chave da administração. Em uma única tacada, promoveu três mudanças estratégicas na Casa Civil, nas Relações Institucionais e na Universidade Livre do Mar e da Mata. Um ajuste fino no coração político do governo.

As nomeações de Paulo Queiroz dos Santos para a Casa Civil e de Claudemar Cardoso Santos para as Relações Institucionais contemplam secretarias sensíveis à articulação interna e externa do governo. Já a escolha de Davidson Leandro Sousa Santos foi para comandar a Maramata.

Uma nova configuração voltada à tomada de decisões em áreas estratégicas e à estabilidade administrativa.

Paulo Queiroz, Claudemar Cardoso e Davidson Leandro.

Após sinalizar chapa, Lula diz não ter decidido candidatura e surpreende aliados // 📷 Reprodução/ICL Notícias

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu, em poucos dias, fazer o que a oposição não vinha conseguindo: gerar dúvida dentro da própria base. Após anunciar, com pompa de decisão consolidada, que Geraldo Alckmin (PSB) seria novamente seu vice na chapa da reeleição, o petista tratou de puxar o freio de mão, e com força. Em entrevista ao site ICL Notícias, disse que ainda não decidiu se será candidato. O efeito foi imediato: aliados atônitos e um partido que voltou a roer as unhas.

Lula afirma que precisa apresentar “algo novo” para justificar a candidatura, como se o tempo político permitisse esse tipo de suspense. Em um período pré-eleitoral, indefinição no topo da cadeia não é estratégia, é lance mal jogado. “Eu não decidi se serei candidato ainda. Vai ter uma convenção em junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, vou ter que apresentar uma coisa nova para este país”, pontuou Lula.

A leitura é pragmática: Lula sente o peso de um isolamento político crescente e as dificuldades para montar uma coalizão robusta. Sem uma base ampla, o risco de enfrentar adversários com mais tempo de TV e maior capilaridade se torna real. E disputar a reeleição em desvantagem estrutural é tudo o que um presidente em exercício tenta evitar.

Na semana passada, Lula lançou o nome de Camilo Santana como potencial sucessor no petismo. O presidente disse que o ex-ministro da Educação iria começar a rodar o país para se tornar mais conhecido e buscar novos voos na política nacional, em um claro movimento do PT, que há tempos prepara o ex-governador do Ceará para assumir essa posição.

No fim das contas, Lula acendeu um sinal amarelo dentro do próprio campo. Resta saber se o recuo foi para fazer “charminho” ou se revela um problema maior: a falta de convicção sobre o próprio fôlego político para encarar mais uma disputa nacional.

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Operação contra tráfico prende presidente da Câmara de Guaratinga

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Na manhã desta quarta-feira (8), o silêncio habitual de ruas em cidades do extremo sul da Bahia foi interrompido por sirenes e mandados judiciais. Entre os alvos da Operação Vento Norte, um nome de peso na política local: o presidente da Câmara de Vereadores de Guaratinga, Paulo Chiclete (PSD), de 38 anos, preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

A ação, coordenada pela Polícia Civil da Bahia em parceria com o Ministério Público estadual, revela mais do que prisões: expõe a engrenagem de uma organização criminosa com atuação interestadual, suspeita de movimentar cifras milionárias por meio do tráfico de drogas e de um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de prisão e oito de busca e apreensão em municípios estratégicos da região: Eunápolis, Guaratinga e Itagimirim. Sete prisões ocorreram diretamente nas cidades baianas, enquanto outros cinco mandados foram executados dentro do sistema prisional, alcançando investigados já custodiados em diferentes estados, como Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Nos bairros Pequi, Juca Rosa e Sapucaieira, em Eunápolis, e nas áreas centrais e periféricas de Guaratinga, o movimento policial chamou atenção de moradores. Nos bastidores, contudo, o impacto é ainda maior: a operação atingiu o núcleo financeiro da organização.

Segundo as investigações, iniciadas na Delegacia Territorial de Belmonte, o grupo operava com divisão de tarefas e hierarquia bem definida. O uso de fintechs, plataformas digitais de serviços financeiros, era peça-chave para dar aparência lícita a recursos provenientes do tráfico. Em apenas uma dessas plataformas, a movimentação ultrapassou R$ 20 milhões.

A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 3,8 milhões distribuídos em 26 contas bancárias vinculadas aos investigados. A medida busca interromper o fluxo financeiro ilícito e preservar provas, enquanto a apuração avança sobre possíveis ramificações ainda não identificadas.

Para o delegado Evy Paternosto, diretor da Diretoria Regional de Polícia do Interior Sul, a operação representa um marco no enfrentamento ao crime organizado na região. “As investigações permitiram alcançar alvos relevantes e compreender o funcionamento interno da organização. As diligências continuam”, afirmou.

O Pauta Blog tentou manter contato com o vereador citado, mas, até o fechamento da matéria, não obteve retorno. O espaço segue aberto.

Articulação de Bruno Reis e ACM Neto reposiciona aliados em Brasília: Marcelo Nilo e Jorge Araújo

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A política baiana ganhou novos traços nesta quarta-feira (8.abril,2026), com a posse dos baianos Marcelo Nilo (Republicanos) e Jorge Araújo (PP) como deputados federais, em Brasília. A movimentação, longe de ser protocolar, carrega a digital de uma articulação robusta liderada pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, e pelo líder da oposição, ACM Neto, de olho no fortalecimento do grupo para as eleições de outubro.

A operação também serviu para reposicionar Marcelo Nilo no contexto. Com pretensões de disputar o Senado, até mesmo de forma avulsa, Nilo foi trazido para o centro do panorama político, agora com mandato em mãos e papel mais definido dentro do grupo. É um recuo tático que evita dispersão e concentra forças em um projeto maior, sob a batuta de Neto.

Para viabilizar o movimento, duas cadeiras foram esvaziadas. Alex Santana (Republicanos) e João Leão (PP) deixaram a Câmara Federal e migraram para a gestão municipal de Salvador, onde assumiram secretarias na administração de Bruno Reis. A dança das cadeiras evidencia um redesenho apurado, em que Brasília e Salvador passam a operar de forma integrada no projeto político.

No plano estadual, os papéis já começam a ser distribuídos. Nilo deve atuar como um dos coordenadores da campanha de ACM Neto, enquanto Jorge Araújo entra em campo com um foco claro: consolidar seu nome e buscar a reeleição como deputado federal. A engrenagem está montada, resta saber se o arranjo está afinado e vai rodar com resultados nas urnas.

Fernando Netto, Pancadinha e Breno: chegada de novos nomes fortalece articulação do PDT em Itabuna

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O PDT de Itabuna mostra musculatura política e celebra uma nova rodada de filiações que promete mexer o solo grapiúna. Sob o comando do presidente Fernando Netto, a sigla carrega densidade eleitoral e aproximação popular com a chegada dos novos membros.

O movimento mais cortejado é a chegada do deputado estadual Fabrício Pancadinha, que deixou o Solidariedade para se abrigar no PDT, já com rumo definido: buscar a reeleição alinhado ao grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Pancadinha saiu das urnas em 2022 com 29.620 votos, quando disputou uma cadeira. A mudança não é trivial e indica novas forças nas classes mais carentes de Itabuna.

Na mesma leva, a sigla também abriu espaço para o humorista Breno Santos, de Itabuna, que estreia na política como pré-candidato a deputado estadual. A aposta em um nome popular, fora da política tradicional, revela a ampliação do alcance eleitoral e a tentativa de dialogar com diferentes públicos.

Fernando Netto vai coordenar a campanha do presidente estadual do PDT, Felix Mendonça, na região e tem expertise na captação de lideranças no sul da Bahia.

Troca de partido e excesso de confiança pode colocar vereador sob risco político

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Um vereador de uma grande cidade do interior resolveu trocar de camisa nos últimos suspiros da janela partidária. Mas não parou por aí. Embalado pela nova sigla, passou a cantar alto demais, como se tivesse descoberto a pólvora — ou, pior, como se desconhecesse quem acende o pavio na capital.

Ao posar de estrategista iluminado, o edil tenta ensinar liturgia a quem, em Salvador, dita o rito. Até pode soar como ousadia no interior. Na capital, soa como arrogância. O excesso de confiança costuma ser cobrado com juros — e, às vezes, com isolamento.

Resta saber se o vereador vai sustentar o gogó quando o coro engrossar ou se vai experimentar o gosto amargo de um revés precoce. Porque, na Bahia, quem canta de galo sem ter terreiro firme corre sério risco de cair do cavalo antes mesmo de ver o sol nascer.

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