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Praça Dr. Celso Fontes Lima vira ponto de encontro da criançada
- Redação
- em 9/out/2026
- , às 09:00 am
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, realizará um comício no próximo sábado (17.outubro.26), às 15h22, no Farol da Barra, em Salvador. O ato vai reunir lideranças da oposição baiana e marcar a consolidação do apoio de ACM Neto (UB) à candidatura do bolsonarista no segundo turno contra o presidente Lula (PT). A agenda na capital baiana ocorre após Neto anunciar, em Brasília, que mobilizará seu grupo político para trabalhar pela campanha de Flávio no estado.
Na primeira etapa da eleição, Neto havia apostado em uma posição mais discreta na disputa presidencial, apoiando Ronaldo Caiado (PSD), numa tentativa de “sinalizar” um diálogo com eleitores de Lula na Bahia e ampliar seu alcance na disputa pelo governo estadual. Agora, após a derrota para Jerônimo Rodrigues (PT), o ex-prefeito de Salvador entra de vez na campanha de Flávio.
Nos bastidores, também circulam especulações sobre a possibilidade de Neto ocupar um ministério em um eventual governo do PL, hipótese mencionada pelo prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), mas ainda sem confirmação oficial. O alinhamento representa uma nova aposta de Neto para manter protagonismo na política baiana. ![]()

O prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), afirmou, em entrevista à Rádio Brado nesta quinta-feira (8.outubro.26), que ACM Neto (UB) seria um possível ministro, enquanto João Roma (PL) teria “bom espaço” em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), caso o candidato vença Lula (PT) no segundo turno.
Segundo Marabá, a possibilidade circula nos bastidores de Brasília, e as informações seriam “muito fortes”. A declaração ocorre um dia após Neto anunciar apoio a Flávio e prometer mobilizar seu grupo político na Bahia. ![]()
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Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8.outubro.26) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos contra 47% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. É o primeiro levantamento realizado após a votação de domingo e aponta uma ampliação da vantagem registrada nas urnas: Flávio terminou o primeiro turno com 47,03%, ante 45,16% de Lula, diferença de 1,87 ponto percentual. Agora, a distância chega a seis pontos.
Realizada entre 5 e 7 de outubro, a pesquisa indica uma inversão de três pontos para cada candidato em relação à rodada anterior: Flávio avançou de 50% para 53%, enquanto Lula recuou de 50% para 47% dos votos válidos. O levantamento ouviu 3.000 eleitores em 705 municípios das 27 unidades da Federação, por meio de entrevistas telefônicas, e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08134/2026. ![]()

O resultado das urnas em Itajuípe reafirmou uma realidade já consolidada no cenário político municipal: a liderança do prefeito Léo da Capoeira. Em uma demonstração de força política e capacidade de articulação, todos os candidatos apoiados por Léo foram os mais votados em Itajuípe, reforçando e consolidando o prefeito como uma grande liderança política do município.
O deputado federal Neto Carletto ultrapassou os 5.000 votos, enquanto o deputado estadual Niltinho teve mais de 3.000 votos no município. O desempenho nas urnas, porém, não representa apenas números. É também um reflexo da construção de alianças, do diálogo com diferentes segmentos da sociedade e das parcerias que ultrapassam os limites da administração municipal.

À frente da Prefeitura, Léo da Capoeira também vem fortalecendo sua atuação junto a lideranças estaduais e parlamentares, ampliando a presença de Itajuípe nos espaços de decisão e buscando garantir recursos e investimentos para o município.
O resultado das urnas reforça a confiança construída junto à população e coloca seu grupo político em posição de destaque no cenário regional. ![]()

Lula (PT) venceu em 413 dos 417 municípios da Bahia na eleição presidencial e consolidou ampla vantagem no estado. O petista recebeu 5.664.771 votos, o equivalente a 66,17% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somou 2.442.585 votos, ou 28,53%. A votação mostra a predominância de Lula no mapa eleitoral baiano, com o candidato vencendo em praticamente todo o território estadual.
Flávio Bolsonaro conseguiu romper a hegemonia petista em apenas quatro municípios: Luís Eduardo Magalhães, Buerarema, Itamaraju e Teixeira de Freitas. No oeste baiano, Luís Eduardo Magalhães registrou a maior vantagem: Flávio teve 38.496 votos, ou 62,03%, contra 20.173 votos de Lula, que ficou com 32,51%. Em Buerarema, no sul do estado, Flávio alcançou 51,69%, com 4.796 votos, enquanto Lula teve 43,53%, com 4.039.
No extremo sul, Flávio também venceu em Itamaraju, onde recebeu 17.365 votos, equivalentes a 51,67%, contra 15.069 de Lula, que ficou com 44,84%. Em Teixeira de Freitas, o candidato do PL obteve 38.670 votos, ou 49,51%, enquanto Lula somou 35.445, correspondentes a 45,39%. Entre os quatro municípios, Luís Eduardo Magalhães registrou a maior diferença proporcional entre os dois candidatos, com uma vantagem de 29,52 pontos percentuais para Flávio. ![]()

Após sete mandatos consecutivos, Paulo Magalhães (PSD) ficou fora da Câmara dos Deputados. O parlamentar recebeu 82.187 votos na eleição deste domingo (4.outubro), mas não conseguiu renovar a cadeira que ocupa há décadas. O resultado o deixou na condição de primeiro suplente, enquanto a última vaga foi conquistada por Chales Fernandes (PSD), com 87.945 votos. Ou seja, Magalhães ficou 5.758 votos atrás e perdeu a vaga, encerrando uma sequência de sete mandatos consecutivos no Congresso Nacional.
A votação representa uma queda expressiva em relação a 2022, quando Magalhães recebeu 107.093 votos e foi reeleito. A diferença é de 24.906 votos, equivalente a uma redução de cerca de 23,3%. Na eleição deste ano, o deputado terminou com 82.187 votos, em uma disputa marcada pelo sistema proporcional, no qual a distribuição das cadeiras também depende do desempenho dos partidos e das federações. Em Itabuna, Magalhães passou de 5.375 votos, em 2022, para 7.532 votos em 2026, um acréscimo de cerca de 40%.
A derrota encerra, pelo menos por enquanto, uma trajetória de 28 anos consecutivos na Câmara. Paulo Magalhães exerce mandato federal desde 1999 e concluirá o atual período em janeiro de 2027, passando pelo PFL e DEM. Ao longo de sete mandatos, construiu uma das carreiras mais longevas da bancada baiana, mas agora deixará o Congresso após não alcançar uma nova vaga nas urnas. ![]()

O ex-prefeito de Ilhéus Marão (Avante) não conseguiu transformar sua base política na cidade em uma votação suficiente para chegar à Assembleia Legislativa da Bahia. O ex-prefeito recebeu 18.419 votos em todo o Estado, mas terminou atrás de Pedro Tavares (UB) justamente em seu principal reduto eleitoral. Em Ilhéus, Marão teve 7.461 votos, enquanto Tavares liderou com 10.796.
O resultado contrasta com o desempenho do grupo político de Marão em 2022. Naquele ano, quando ainda comandava a Prefeitura de Ilhéus, ele conseguiu eleger sua então esposa, Soane Galvão, para a Alba, com 61.399 votos, dos quais 23.254 foram obtidos em Ilhéus. Quatro anos depois, ao assumir pessoalmente a disputa, Marão não alcançou o mesmo patamar de votação e ficou em segundo lugar dentro da própria cidade.
A candidatura de Marão havia sido construída como uma tentativa de retomar espaço na política estadual. Em 2025, ele oficializou o projeto de disputar uma cadeira na Assembleia, enquanto Soane decidiu não buscar a reeleição para apoiar o marido. Agora, os números das urnas deixam um dado político incontornável: o ex-prefeito terminou a eleição sem liderar sequer em seu principal reduto eleitoral. ![]()

Pancadinha não conseguiu repetir, em 2026, o desempenho que o levou à Assembleia Legislativa da Bahia quatro anos atrás. O deputado estadual, que havia conquistado 27.338 votos pelo Solidariedade em 2022, encerrou a nova disputa com 16.962 votos, uma redução de 10.376 votos em relação à eleição anterior. O resultado interrompe a trajetória de crescimento eleitoral que havia levado o então vereador de Itabuna ao Legislativo estadual.
O recuo é ainda mais acentuado quando o mapa eleitoral é reduzido a Itabuna, principal base política de Pancadinha. Na cidade, a votação caiu de 23.531 votos, em 2022, para 10.164 votos, em 2026, 56,81% a menos. A perda de 13.367 votos no município expõe uma mudança significativa na relação entre o deputado e sua principal base eleitoral e passa a ser um dos elementos centrais para contextualizar o resultado das urnas.
Pancadinha também chega ao fim da eleição após uma mudança relevante de posicionamento político. Eleito em 2022 em um campo ligado a ACM Neto, o deputado rompeu posteriormente com esse grupo e passou a integrar a base do governador Jerônimo Rodrigues, além de ter mudado do Solidariedade para o PDT em 2026. A mudança de campo pode ser apontada como um dos fatores políticos que ajudam a contextualizar a queda, embora o resultado eleitoral, por si só, não permita atribuir a derrota a uma única causa. ![]()

A Bahia colocou dois nomes do PT nas duas cadeiras em disputa para o Senado e manteve Rui Costa e Jaques Wagner no centro da política estadual. Com 100% das urnas apuradas, Rui foi o mais votado, com 4.335.196 votos, enquanto Wagner, que já ocupa uma cadeira na Casa, garantiu a reeleição com 3.986.690 votos. Os dois assumirão os novos mandatos em fevereiro de 2027, com duração de oito anos.
O resultado impôs uma derrota eleitoral aos dois principais nomes da oposição na disputa. Angelo Coronel, do Republicanos, terminou em terceiro, com 2.898.885 votos, enquanto João Roma, do PL, ficou em quarto, com 2.879.443. A diferença para Rui foi superior a 1,4 milhão de votos nos dois casos, enquanto Wagner também abriu vantagem superior a 1 milhão sobre ambos.
A eleição também reforça a presença do PT na representação baiana em Brasília. Rui, ex-governador e ex-ministro da Casa Civil, chega ao Senado pela primeira vez; Wagner, ex-governador e senador desde 2019, inicia seu segundo mandato. A partir de 2027, a bancada baiana no Senado será formada por Rui Costa, Jaques Wagner e Otto Alencar, do PSD, ampliando o espaço do grupo político que governa a Bahia. ![]()


