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Jorge Messias teria chamado Jaques Wagner de "traíra" após revés no Senado

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O ministro da AGU, Jorge Messias, desconfia ter sido traído pelo próprio líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT), na votação em que a Casa derrotou sua indicação ao STF. Em conversas reservadas após a derrota, relatadas à coluna de Igor Gadelha por três aliados do ministro, Messias teria chamado Wagner de “traíra” e dito que o senador deveria pedir demissão da liderança do governo.

Na avaliação dos aliados de Messias, Wagner pode ter “traído” o AGU em uma aliança com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), principal articulador da derrota do ministro. O objetivo em comum de Alcolumbre e do líder de Lula, dizem, seria evitar um empoderamento do ministro do STF André Mendonça. O magistrado é relator do Caso Master e foi um dos cabos eleitorais de Messias.

Messias e seu entorno avaliam que Wagner induziu Lula ao erro ao dizer que o titular da AGU teria 45 votos no plenário do Senado. Ao final, o indicado teve apenas 34 votos favoráveis e 42 contrários. Também incomodaram Messias as imagens do líder do governo abraçando Alcolumbre e sorrindo no plenário do Senado, logo após a dura derrota sofrida pelo advogado-geral da União. Informações de Igor Gadelha.

📷 Jorge Messias: foto de Carlos Moura/Agência Senado // Jaques Wagner: foto de Waldemir Barreto/Agência Senado

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Senado rejeita Jorge Messias ao STF e impõe dura derrota a Lula // 📷 Foto de Ricardo Stuckert

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O governo Lula sofreu nesta quarta-feira (29.abril.2026) uma de suas derrotas mais expressivas no Congresso ao ver o Senado rejeitar a indicação do AGU, Jorge Messias, para o STF. Escolhido para ocupar a cadeira aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, Messias passou pela Comissão de Constituição e Justiça, mas não resistiu ao plenário da Casa.

Em votação secreta, o nome do ministro foi recusado por 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para a aprovação, eram necessários ao menos 41 votos entre os 81 senadores. Quatro parlamentares não compareceram à sessão: Wilder Morais, Marcos Pontes, Cid Gomes e Oriovisto Guimarães. A derrota veio após uma sabatina de oito horas e intensa mobilização de ministros palacianos e líderes governistas nos corredores do Senado.

Aliados atribuíram o revés à falta de empenho público do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O senador defendia a indicação de Rodrigo Pacheco para a vaga e nunca escondeu o desconforto com a escolha feita por Lula sem consulta prévia. A neutralidade calculada de Alcolumbre acabou lida como sinal verde para a dissidência.

Também há peso histórico no resultado. O Senado raramente barra nomes indicados ao STF. Em mais de um século de República, as únicas rejeições anteriores haviam ocorrido em 1894, nos anos iniciais do regime republicano. Ao reviver um episódio adormecido na memória institucional, a Casa enviou recado claro ao Palácio do Planalto.

Após a indicação de Lula, Wagner teria tentado, várias vezes, dialogar com Alcolumbre, mas foi rejeitado

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A indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) fez com que a relação entre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UB), ficasse estremecida. Isso porque Davi gostaria que o presidente Lula (PT) escolhesse o senador Rodrigo Pacheco (PSD) para o cargo.

Após a indicação de Lula, Wagner teria tentado, várias vezes, dialogar com Alcolumbre, mas foi rejeitado. Além de não ter as ligações atendidas, o petista está sendo escanteado nos corredores do Senado Federal. Agora, pouco se sabe sobre como será feita a articulação entre o governo federal e a Casa.

Vale lembrar que, para Jorge Messias, de fato, sentar na cadeira do STF, vai precisar convencer os senadores da capacidade técnica de ocupar o cargo. Pelo visto, o maior desafio será convencer o líder dos senadores e, para isso, Wagner também precisará ser escalado, mas resta saber se vai entrar em campo ou ser colocado na reserva.

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Messias foi indicado para a cadeira do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi indicado para a cadeira do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal no mês passado.

Messias tem 45 anos e poderá ficar no Supremo pelos próximos 30 anos, quando completará 75 anos, idade para aposentadoria compulsória. Para tomar posse, ele precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e ter o nome aprovado em votação no colegiado e no plenário da Casa.

Nascido no Recife, o futuro ministro é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007. Ele é formado em Direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e possui os títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB).

📷 Ricardo Stuckert

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