Lorena Leite deixa base governista de Jerônimo Rodrigues e se aproxima da oposição de ACM Neto

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Por trás dos movimentos discretos da política do baixo sul baiano, uma mudança de rota começa a provocar ondas que ultrapassam os limites de Igrapiúna e Taperoá. A enfermeira e ex-candidata à prefeitura, Lorena Leite, rompeu com o grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e declarou apoio ao líder da oposição, ACM Neto, aderindo à sua pré-candidatura ao governo da Bahia. A decisão vem acompanhada de outro gesto: Lorena também deve deixar o PSD, legenda comandada pelo senador Otto Alencar, tradicional aliado do governo estadual.

O impacto mais imediato, no entanto, se dá em Taperoá, onde Lorena ocupa a Secretaria Municipal de Saúde. A prefeita Kitty Guimarães (Avante) mantém alinhamento com o governo estadual, criando uma situação politicamente delicada: uma auxiliar direta da gestão municipal agora apoia um dos principais adversários do Palácio de Ondina. Até o momento, Lorena segue no cargo, o que intensifica as especulações sobre um possível desembarque.

A força eleitoral de Lorena ajuda a explicar o peso da decisão. Na disputa municipal de 2024, ela perdeu a prefeitura de Igrapiúna por apenas 30 votos para o atual prefeito, Manoel Ribeiro (Avante), que conquistou a reeleição em um dos pleitos mais apertados da região. O desempenho consolidou seu nome como uma liderança competitiva e, agora, potencialmente, como peça-chave em futuras articulações da oposição.

Desaprovação a Jerônimo chega a 63%, mostra levantamento da Veritá

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Sinal amarelo. A mais recente sondagem do Instituto Veritá, divulgada neste domingo (19.abril.2026), impõe um revés político ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). De acordo com os dados, 63% dos entrevistados desaprovam a atual gestão, enquanto 37% afirmam aprovar o desempenho do governo. O resultado expõe um cenário de desgaste após 20 anos do PT administrando a Bahia.

O levantamento é interpretado como um sinal de alerta para o Palácio de Ondina, que enfrenta dificuldades para Jerônimo decolar. Inclusive, o nome de Rui Costa chegou a ser ventilado como possível substituto, mas Jaques Wagner decidiu manter o nome de Jerônimo para as eleições de outubro. Entre os 27 estados da federação, a Veritá coloca Jerônimo entre os últimos colocados, na 23ª posição.

Os dados foram coletados entre 13 de março e 4 de abril de 2026. 

Deputado Hassan rompe com base de Jerônimo Rodrigues e migra para oposição de ACM Neto, na Bahia

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O deputado estadual Hassan Lossef (PP) decidiu atravessar a linha que separa a base governista para a oposição na Bahia ao seguir os passos do ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), que deixou a prefeitura para se tornar vice na chapa de ACM Neto ao governo do estado. O reposicionamento de Hassan ampliou a tensão entre aliados que, até então, orbitavam o entorno petista.

O rompimento da prefeita de Jaguaquara, Edione Agostinone (PT), segundo o deputado Hassan, em entrevista a Marcos Frahm, teria ocorrido após a gestora ser “pressionada” pelo ex-governador Rui Costa (PT) a não declarar apoio ao parlamentar nas eleições de 2026.

O peso político de Hassan em Jaguaquara ajuda a dimensionar o impacto do rompimento: com 8.698 votos, foi o deputado estadual mais bem votado no município, consolidando uma base eleitoral robusta. Agora, ao migrar para um campo adversário, ele não apenas desafia antigos aliados, como também se apresenta como peça estratégica rumo a 2026.

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Saída de Rosalvo e Decinho enfraquece estrutura do PT em reduto estratégico

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Ruptura que ecoa além das urnas com a saída de Antônio Rosalvo, do PT, da base do governador Jerônimo Rodrigues. Nome que até então orbitava o núcleo petista em Lauro de Freitas, Rosalvo agora se aproxima do grupo liderado por ACM Neto, líder do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia.

Rosalvo foi derrotado nas urnas por Débora Régis (UB), que cravou expressivos 59,61% dos votos na última disputa municipal, em 2024. Segundo informações do jornalista Victor Pinto, o ex-petista deve desembarcar no PSDB em um acordo que contou com a digital política do prefeito de Salvador, Bruno Reis. Não é trivial: trata-se de uma travessia que rompe com alianças históricas, incluindo o apoio que recebeu de Moema Gramacho, uma das principais lideranças petistas na região.

O impacto, no entanto, não se limita à saída de Rosalvo. O PT de Lauro de Freitas sofre um abalo mais profundo ao assistir também à debandada de Anderson Pinheiro, o Decinho, vereador mais votado da legenda no município. A dupla deserção fragiliza a musculatura política do partido na cidade e acende um alerta sobre a capacidade de retenção de seus quadros.

Jerônimo Rodrigues enfrenta dificuldades para construir apoio no primeiro turno

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Se governar é, antes de tudo, saber articular, Jerônimo Rodrigues ainda não encontrou o manual. A comparação com Jaques Wagner e Rui Costa não é apenas inevitável — é dura. Onde os antecessores construíam pontes, Jerônimo coleciona silêncios, desencontros e portas entreabertas. Novo capítulo de Jerônimo: demonstrou interesse em contar com o apoio do PSol em sua campanha e disse querer conversar com os dirigentes da legenda, à Rádio Baiana FM. Resultado: cartada recusada imediatamente.

A resposta veio no tom que a política costuma reservar para quem esquece aliados após a vitória. Ronaldo Mansur descartou apoio no primeiro turno porque a sigla foi “esquecida” pelo governador após o apoio no segundo turno em 2022. Muitos já cochicham: Jerônimo patina na articulação. Em política, apoio não é cheque em branco; precisa ser cultivado. Não houve; logo, o fruto do apoio não virá, pelo menos no primeiro turno de 2026.

O caso de Geraldo Júnior reforça o diagnóstico de desorganização: rifado, desgastado e depois resgatado por falta de opção. A demora para definir a chapa e a incapacidade de construir alternativas sólidas expuseram um governador que não tem a habilidade de seus companheiros ex-governadores, que são, diga-se de passagem, exímios articuladores.

Outro ponto imprescindível a destacar é que a base de Jerônimo perdeu o partido Podemos, além de Solidariedade e PRD, que podem migrar para a oposição por não conseguirem montar uma chapa nominata para eleger deputados estaduais e federais.

Jerônimo enfrenta um desafio que vai além da articulação propriamente dita: provar que consegue se reeleger mesmo sem o aval de Rui Costa para manter Geraldo Júnior na vice e garantir uma boa votação à reeleição de Lula. Caso contrário, assumirá a responsabilidade pela perda dos vinte anos de hegemonia do petismo na Bahia.

📷 Montagens do Pauta Blog com imagens de divulgação e conteúdo criado por Inteligência Artificial.

Gestão de Gel da Farmácia enfrenta turbulência com base aliada; Os edis também estão na bronca com o governador Jerônimo Rodrigues

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O que era para ser base aliada virou linha de frente de oposição em Buerarema. Seis dos nove vereadores decidiram abrir artilharia contra o prefeito Gel da Farmácia (UB), em um movimento que escancara mais do que uma insatisfação pontual: revela um governo que ainda não conseguiu decolar.

As queixas seguem um roteiro conhecido: infraestrutura travada, obras que não saem do papel e ausência de entregas concretas. Zezinho (PP) foi direto ao ponto ao dizer que o prefeito “veio, mas não mostrou para que veio”. Ênio Vieira (PSD) cobrou obras com recursos próprios — recado claro de que depender apenas de parcerias externas não sustenta uma gestão. Roque Borges (UB) fez comparação incômoda com a administração anterior, enquanto Neide de Adelson (PSD), Geraldo Aragão (UB) e Tibira (PP) reforçaram o coro de cobrança por ação e presença.

A crise administrativa em Buerarema é nítida e inegável. Com as cobranças públicas ganhando volume, Gel da Farmácia entra em uma zona de turbulência, onde tempo e paciência são escassos. Se não entregar resultados rapidamente, corre o risco de ver a insatisfação evoluir para um desgaste irreversível. Vale destacar: Eleito sob o guarda-chuva de ACM Neto, Gel rompeu ao anunciar alinhamento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Resultado, por enquanto, a base está se esfarelando e perdendo lastro.

Entrevista de Jerônimo evita resposta e amplia dúvidas sobre Geraldo Júnior

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A entrevista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à Rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), deixou mais dúvidas do que respostas, especialmente quando o assunto foi a permanência de Geraldo Júnior (MDB) na chapa. Ao ser questionado sobre a “aceitação” do ex-governador Rui Costa, Jerônimo tangenciou. Quando a resposta não vem, é sinal de que ainda não houve ajustes.

Bastidores indicam resistência silenciosa de Rui Costa à manutenção do vice Geraldo Júnior.

Já se passaram seis dias desde que Jerônimo reafirmou publicamente o nome de Geraldo Júnior como vice, mas Rui Costa segue sem emitir sinal claro de concordância. A ausência de manifestação virou protagonista. É o tipo de silêncio que pesa, incomoda e alimenta especulações sobre fissuras internas no grupo.

O episódio da mensagem vazada, em que o vice-governador estava incentivando a circulação de críticas a Rui com um “manda viralizar”, ainda ecoa. Pode ter sido tratado como algo pontual, mas, na prática, deixou marcas. O silêncio de Rui Costa pode não ser apenas rusga, pode ser recado. 

Jerônimo Rodrigues rebate Bruno Reis e sai em defesa de Lula após críticas

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Durante entrevista na rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), Jerônimo Rodrigues desmentiu a versão de que Lula teria ido a Ondina e ficado até tarde. Segundo o governador, o presidente chegou a Salvador vindo do Ceará e foi direto para o hotel, já que tinha compromissos importantes no dia seguinte. “A gente entendeu que o presidente precisava descansar”, explicou.

Bruno Reis disse que os petistas estavam tomando uísque no Palácio de Ondina, mas Jerônimo Rodrigues negou.

“Não dá para destilar ódio, raiva, dessa forma. Não se pode colocar o povo contra um presidente tão querido na Bahia. É uma injustiça. Nenhum presidente merece esse tipo de desrespeito, principalmente vindo de um gestor de uma capital”. Foi assim que o governador Jerônimo Rodrigues reagiu às declarações do prefeito Bruno Reis sobre a não entrega do residencial Zumira Barros, em Salvador.

O governador também destacou que, logo cedo, às 7h da manhã, Lula já estava de pé para cumprir agenda, concedendo entrevista ao vivo a uma emissora de TV diretamente do hotel. Jerônimo reforçou que é preciso responsabilidade no trato político e respeito institucional, criticando a tentativa de criar desgaste contra o presidente na Bahia.

Pesquisa mostra ACM Neto à frente de Jerônimo Rodrigues por 16 pontos na Bahia

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ACM Neto (União Brasil) aparece na liderança da disputa pelo Governo da Bahia com ampla vantagem sobre o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) segundo levantamento divulgado pelo Instituto Veritá nesta segunda-feira (6.abril).

De acordo com a pesquisa, realizada entre os dias 13 e 19 de março de 2026, com 2.020 eleitores, Neto soma 47,3% das intenções de voto no cenário estimulado. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece em segundo lugar, com 30,9%, uma diferença de 16,4 pontos percentuais. Ronaldo Mansur tem 1,8%. Nulos e brancos representam 19,1%, enquanto 0,9% disseram votar em outros nomes.

No levantamento sobre rejeição, Jerônimo Rodrigues lidera com 46,9% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. ACM Neto registra 21,5% de rejeição, enquanto José Carlos Aleluia aparece com 10,8%.

A pesquisa foi realizada por iniciativa própria do Instituto Veritá e está registrada sob os números TRE-BA 02245/2026 e TSE BR-08385/2026.

Rui estaria incomodado com a falta de firmeza de Jerônimo frente às situações desafiadoras e estaria disposto a se sacrificar para impedir a derrota petista

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ANÁLISE DE PAUTA BLOG

Com a indefinição da formação da chapa governista que vai disputar as eleições de outubro, várias teorias têm sido levantadas. Uma das especulações que têm ganhado força é a possível retirada do nome do governador Jerônimo Rodrigues (PT), representando uma grande reviravolta, mas resultado do desapontamento de Rui Costa (PT) com o desempenho do sucessor.

As pesquisas de intenção de voto mostram que Jerônimo não caiu ”nas graças do povo” mesmo depois de tantas viagens pela Bahia nos últimos três anos e meio. A expectativa era que a reeleição não fosse uma dúvida, mas certeza da continuidade do trabalho realizado pelo PT no estado há quase 20 anos. A verdade é que Jerô viajou, mas não decolou.

O problema é que a impopularidade de Jerônimo pode respingar em Lula (PT) e atrapalhar a reeleição. O presidente da República já percebeu a fragilidade e tem tentado reverter a situação com visitas frequentes a Salvador ao melhor estilo de ”quem não é visto, não é lembrado”. Dessa vez, a passagem do petista pela capital baiana é vista como ”tábua de salvação” para colocar fim às especulações.

Desde o episódio envolvendo uma mensagem enviada pelo vice-governador Geraldo Junior (MDB) em um grupo de WhatsApp, Rui Costa torceu a cara para o aliado e torce para a retirada dele da chapa. Por outro lado, o senador Jaques Wagner (PT) coloca panos quentes para tentar manter o MDB como aliado porque sabe que tê-lo como adversário é complicado. No meio disso tudo, está Jerônimo, que deveria atuar como líder inquestionável, no entanto, tem falhado na missão.

A possibilidade de que Rui desista de concorrer ao Senado Federal para tentar voltar a ser governador da Bahia seria a última cartada do PT. Inicialmente, a justificativa é escolher o nome mais forte para frear o crescimento de ACM Neto (UB), principal líder da oposição. Além disso, Rui estaria incomodado com a falta de firmeza de Jerônimo frente às situações desafiadoras e estaria disposto a se sacrificar para impedir a derrota petista.

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