Saída de Rosalvo e Decinho enfraquece estrutura do PT em reduto estratégico

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Ruptura que ecoa além das urnas com a saída de Antônio Rosalvo, do PT, da base do governador Jerônimo Rodrigues. Nome que até então orbitava o núcleo petista em Lauro de Freitas, Rosalvo agora se aproxima do grupo liderado por ACM Neto, líder do União Brasil e pré-candidato ao governo da Bahia.

Rosalvo foi derrotado nas urnas por Débora Régis (UB), que cravou expressivos 59,61% dos votos na última disputa municipal, em 2024. Segundo informações do jornalista Victor Pinto, o ex-petista deve desembarcar no PSDB em um acordo que contou com a digital política do prefeito de Salvador, Bruno Reis. Não é trivial: trata-se de uma travessia que rompe com alianças históricas, incluindo o apoio que recebeu de Moema Gramacho, uma das principais lideranças petistas na região.

O impacto, no entanto, não se limita à saída de Rosalvo. O PT de Lauro de Freitas sofre um abalo mais profundo ao assistir também à debandada de Anderson Pinheiro, o Decinho, vereador mais votado da legenda no município. A dupla deserção fragiliza a musculatura política do partido na cidade e acende um alerta sobre a capacidade de retenção de seus quadros.

Jerônimo Rodrigues enfrenta dificuldades para construir apoio no primeiro turno

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Se governar é, antes de tudo, saber articular, Jerônimo Rodrigues ainda não encontrou o manual. A comparação com Jaques Wagner e Rui Costa não é apenas inevitável — é dura. Onde os antecessores construíam pontes, Jerônimo coleciona silêncios, desencontros e portas entreabertas. Novo capítulo de Jerônimo: demonstrou interesse em contar com o apoio do PSol em sua campanha e disse querer conversar com os dirigentes da legenda, à Rádio Baiana FM. Resultado: cartada recusada imediatamente.

A resposta veio no tom que a política costuma reservar para quem esquece aliados após a vitória. Ronaldo Mansur descartou apoio no primeiro turno porque a sigla foi “esquecida” pelo governador após o apoio no segundo turno em 2022. Muitos já cochicham: Jerônimo patina na articulação. Em política, apoio não é cheque em branco; precisa ser cultivado. Não houve; logo, o fruto do apoio não virá, pelo menos no primeiro turno de 2026.

O caso de Geraldo Júnior reforça o diagnóstico de desorganização: rifado, desgastado e depois resgatado por falta de opção. A demora para definir a chapa e a incapacidade de construir alternativas sólidas expuseram um governador que não tem a habilidade de seus companheiros ex-governadores, que são, diga-se de passagem, exímios articuladores.

Outro ponto imprescindível a destacar é que a base de Jerônimo perdeu o partido Podemos, além de Solidariedade e PRD, que podem migrar para a oposição por não conseguirem montar uma chapa nominata para eleger deputados estaduais e federais.

Jerônimo enfrenta um desafio que vai além da articulação propriamente dita: provar que consegue se reeleger mesmo sem o aval de Rui Costa para manter Geraldo Júnior na vice e garantir uma boa votação à reeleição de Lula. Caso contrário, assumirá a responsabilidade pela perda dos vinte anos de hegemonia do petismo na Bahia.

📷 Montagens do Pauta Blog com imagens de divulgação e conteúdo criado por Inteligência Artificial.

Gestão de Gel da Farmácia enfrenta turbulência com base aliada; Os edis também estão na bronca com o governador Jerônimo Rodrigues

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O que era para ser base aliada virou linha de frente de oposição em Buerarema. Seis dos nove vereadores decidiram abrir artilharia contra o prefeito Gel da Farmácia (UB), em um movimento que escancara mais do que uma insatisfação pontual: revela um governo que ainda não conseguiu decolar.

As queixas seguem um roteiro conhecido: infraestrutura travada, obras que não saem do papel e ausência de entregas concretas. Zezinho (PP) foi direto ao ponto ao dizer que o prefeito “veio, mas não mostrou para que veio”. Ênio Vieira (PSD) cobrou obras com recursos próprios — recado claro de que depender apenas de parcerias externas não sustenta uma gestão. Roque Borges (UB) fez comparação incômoda com a administração anterior, enquanto Neide de Adelson (PSD), Geraldo Aragão (UB) e Tibira (PP) reforçaram o coro de cobrança por ação e presença.

A crise administrativa em Buerarema é nítida e inegável. Com as cobranças públicas ganhando volume, Gel da Farmácia entra em uma zona de turbulência, onde tempo e paciência são escassos. Se não entregar resultados rapidamente, corre o risco de ver a insatisfação evoluir para um desgaste irreversível. Vale destacar: Eleito sob o guarda-chuva de ACM Neto, Gel rompeu ao anunciar alinhamento com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Resultado, por enquanto, a base está se esfarelando e perdendo lastro.

Entrevista de Jerônimo evita resposta e amplia dúvidas sobre Geraldo Júnior

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A entrevista do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à Rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), deixou mais dúvidas do que respostas, especialmente quando o assunto foi a permanência de Geraldo Júnior (MDB) na chapa. Ao ser questionado sobre a “aceitação” do ex-governador Rui Costa, Jerônimo tangenciou. Quando a resposta não vem, é sinal de que ainda não houve ajustes.

Bastidores indicam resistência silenciosa de Rui Costa à manutenção do vice Geraldo Júnior.

Já se passaram seis dias desde que Jerônimo reafirmou publicamente o nome de Geraldo Júnior como vice, mas Rui Costa segue sem emitir sinal claro de concordância. A ausência de manifestação virou protagonista. É o tipo de silêncio que pesa, incomoda e alimenta especulações sobre fissuras internas no grupo.

O episódio da mensagem vazada, em que o vice-governador estava incentivando a circulação de críticas a Rui com um “manda viralizar”, ainda ecoa. Pode ter sido tratado como algo pontual, mas, na prática, deixou marcas. O silêncio de Rui Costa pode não ser apenas rusga, pode ser recado. 

Jerônimo Rodrigues rebate Bruno Reis e sai em defesa de Lula após críticas

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Durante entrevista na rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), Jerônimo Rodrigues desmentiu a versão de que Lula teria ido a Ondina e ficado até tarde. Segundo o governador, o presidente chegou a Salvador vindo do Ceará e foi direto para o hotel, já que tinha compromissos importantes no dia seguinte. “A gente entendeu que o presidente precisava descansar”, explicou.

Bruno Reis disse que os petistas estavam tomando uísque no Palácio de Ondina, mas Jerônimo Rodrigues negou.

“Não dá para destilar ódio, raiva, dessa forma. Não se pode colocar o povo contra um presidente tão querido na Bahia. É uma injustiça. Nenhum presidente merece esse tipo de desrespeito, principalmente vindo de um gestor de uma capital”. Foi assim que o governador Jerônimo Rodrigues reagiu às declarações do prefeito Bruno Reis sobre a não entrega do residencial Zumira Barros, em Salvador.

O governador também destacou que, logo cedo, às 7h da manhã, Lula já estava de pé para cumprir agenda, concedendo entrevista ao vivo a uma emissora de TV diretamente do hotel. Jerônimo reforçou que é preciso responsabilidade no trato político e respeito institucional, criticando a tentativa de criar desgaste contra o presidente na Bahia.

Pesquisa mostra ACM Neto à frente de Jerônimo Rodrigues por 16 pontos na Bahia

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ACM Neto (União Brasil) aparece na liderança da disputa pelo Governo da Bahia com ampla vantagem sobre o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) segundo levantamento divulgado pelo Instituto Veritá nesta segunda-feira (6.abril).

De acordo com a pesquisa, realizada entre os dias 13 e 19 de março de 2026, com 2.020 eleitores, Neto soma 47,3% das intenções de voto no cenário estimulado. O atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece em segundo lugar, com 30,9%, uma diferença de 16,4 pontos percentuais. Ronaldo Mansur tem 1,8%. Nulos e brancos representam 19,1%, enquanto 0,9% disseram votar em outros nomes.

No levantamento sobre rejeição, Jerônimo Rodrigues lidera com 46,9% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. ACM Neto registra 21,5% de rejeição, enquanto José Carlos Aleluia aparece com 10,8%.

A pesquisa foi realizada por iniciativa própria do Instituto Veritá e está registrada sob os números TRE-BA 02245/2026 e TSE BR-08385/2026.

Rui estaria incomodado com a falta de firmeza de Jerônimo frente às situações desafiadoras e estaria disposto a se sacrificar para impedir a derrota petista

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ANÁLISE DE PAUTA BLOG

Com a indefinição da formação da chapa governista que vai disputar as eleições de outubro, várias teorias têm sido levantadas. Uma das especulações que têm ganhado força é a possível retirada do nome do governador Jerônimo Rodrigues (PT), representando uma grande reviravolta, mas resultado do desapontamento de Rui Costa (PT) com o desempenho do sucessor.

As pesquisas de intenção de voto mostram que Jerônimo não caiu ”nas graças do povo” mesmo depois de tantas viagens pela Bahia nos últimos três anos e meio. A expectativa era que a reeleição não fosse uma dúvida, mas certeza da continuidade do trabalho realizado pelo PT no estado há quase 20 anos. A verdade é que Jerô viajou, mas não decolou.

O problema é que a impopularidade de Jerônimo pode respingar em Lula (PT) e atrapalhar a reeleição. O presidente da República já percebeu a fragilidade e tem tentado reverter a situação com visitas frequentes a Salvador ao melhor estilo de ”quem não é visto, não é lembrado”. Dessa vez, a passagem do petista pela capital baiana é vista como ”tábua de salvação” para colocar fim às especulações.

Desde o episódio envolvendo uma mensagem enviada pelo vice-governador Geraldo Junior (MDB) em um grupo de WhatsApp, Rui Costa torceu a cara para o aliado e torce para a retirada dele da chapa. Por outro lado, o senador Jaques Wagner (PT) coloca panos quentes para tentar manter o MDB como aliado porque sabe que tê-lo como adversário é complicado. No meio disso tudo, está Jerônimo, que deveria atuar como líder inquestionável, no entanto, tem falhado na missão.

A possibilidade de que Rui desista de concorrer ao Senado Federal para tentar voltar a ser governador da Bahia seria a última cartada do PT. Inicialmente, a justificativa é escolher o nome mais forte para frear o crescimento de ACM Neto (UB), principal líder da oposição. Além disso, Rui estaria incomodado com a falta de firmeza de Jerônimo frente às situações desafiadoras e estaria disposto a se sacrificar para impedir a derrota petista.

Para alguns aliados, a visita do presidente Lula (PT) a Salvador nessa quinta-feira (2.abril) pode representar a oportunidade perfeita para o anúncio da chapa

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Depois de muitas semanas de especulação e convites feitos a torto e a direito, parece que a chapa majoritária governista será formada, mas sem novidades. Interlocutores ligados ao PT confidenciaram a este Pauta Blog que o vice-governador Geraldo Júnior (MDB) deve ser mantido na base, mesmo depois de tantas dúvidas levantadas sobre a sua lealdade e, principalmente, sobre o seu poder para atrair votos.

O mandachuva do MDB baiano, Geddel Vieira Lima, disse ao programa Giro Baiana FM que o partido não tem a intenção de indicar outro nome para ocupar o cargo. Geddel confirmou que se reuniu recentemente com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e está convicto de que Geraldinho vai ser mantido na função para disputar a reeleição em outubro.

”Nós estamos na expectativa de que essa manifestação do governador seja feita nas próximas horas”, disse o ex-ministro na manhã desta quarta-feira (1º.abril).

Para alguns aliados, a visita do presidente Lula (PT) a Salvador nessa quinta-feira (2.abril) pode representar a oportunidade perfeita para o anúncio da chapa, ou seja, todos os aliados reunidos no mesmo palanque ao lado do petista pode garantir ainda mais força para a base.

De acordo com o comunicado enviado à imprensa, a operação de empréstimo será realizada para a Embasa

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O governador do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), anunciou que vai encaminhar um novo pedido de empréstimo à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O projeto será o 24º empréstimo do petista e, dessa vez, chega a até R$ 5,5 bilhões.

De acordo com o comunicado enviado à imprensa, a operação de empréstimo será realizada para a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e os recursos serão investidos em obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário em todas as regiões da Bahia.

As obras devem ampliar o acesso a serviços essenciais, contribuir para a redução de alagamentos e contaminações, melhorar as condições de moradia, gerar empregos e fortalecer a infraestrutura urbana.

Talvez esse seja o processo mais delicado de todos e precise mesmo da intervenção do presidente Lula (PT) para acabar com o jogo de empurra-empurra

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Enquanto a chapa da oposição tem pressa para anunciar os nomes que vão concorrer às eleições de outubro, a base governista insiste em dizer que ”ainda há prazo para definições”. O problema é que a avaliação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) não é das melhores e o anúncio dos candidatos seria uma forma de dizer ao eleitorado que o projeto permanece firme, mas que ”bambeando”.

Hoje (30.março), o pré-candidato a governador, ACM Neto (UB), vai participar de um mega evento em Feira de Santana ao lado do prefeito José Ronaldo (UB) justamente para sacramentar os escolhidos. O prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), é o nome para a vice e João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) disputarão o Senado Federal.

Por outro lado, Jerô, Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) parecem estar longe de um consenso. Enquanto isso, o vice-governador Geraldo Junior (MDB) assiste às movimentações sem poder fazer nada já que está ”queimado” com Rui por causa do episódio do WhatsApp. Enquanto isso, outros partidos são convidados para compor a chapa sem a menor cerimônia.

Nesta segunda-feira (30.março), o senador e líder do PSD baiano, Otto Alencar, insistiu em minimizar a situação ao dizer que a chapa pode ser definida até a convenção e que ”nunca viu uma eleição com tanta ansiedade”. Para Otto, tanto faz como tanto fez, já que não é candidato a nada e não se mobilizou para evitar que Coronel fosse rifado quando ainda poderia interferir.

Jaques Wagner continua defendendo a permanência de Geraldinho, Rui amarga a mágoa de ter sido traído pelo aliado e Jerônimo está mais perdido que cego em tiroteio. Nesse fim de semana, o governador limitou-se a dizer que ”todos serão ouvidos”, mas o tempo está passando e não se vê um alinhamento preciso na tentativa de amarrar as ideias.

O eleitor, claramente o mais interessado em todo o processo, já percebeu o caos instaurado no grupo que governa a Bahia há quase 20 anos. Talvez esse seja o processo mais delicado de todos e precise mesmo da intervenção do presidente Lula (PT) para acabar com o jogo de empurra-empurra.

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