//

Leia em: 2 minutos

O que mais tenho ouvido nas últimas semanas de autoridades municipais, estaduais e federais, pessoas públicas (atores, cantores, jogadores, personalidades conhecidas), amigos, conhecidos e desconhecidos é a frase FIQUE EM CASA! Vou tentar explicar no bom e velho português para quem é esse recado, pois essa frase virou arma de disputa política-ideológica.

O Brasil (pra variar) adora seguir tendência vinda do lado norte do nosso continente e está – de forma inconsciente – seguindo o caminho da política norte-americana onde ou você é Democrata ou é Republicano. Aqui no Brasil a extrema direita bolsonarista tem tratado toda oposição ao atual governo como petista ou ‘esquerdista’, e com isso o país se dividiu em Direita ou Esquerda, onde o lado ‘D’ recrimina essa frase, dizendo que precisa trabalhar, e o lado ‘E’, usa essa frase com um mantra para salvar vidas.

Na verdade, essa frase não é um apelo para uso político, é um recado para os aposentados (na grande maioria idosos) que adoram sair de casa; jovens que ainda não têm trabalho e estão estudando remotamente, mas adoram sair e circular; donas de casas que vão diversas vezes à rua para comprar qualquer coisa ou bater perna e todo ou qualquer indivíduo que tem o costume de visitar o comércio e botar o papo em dia com os amigos.

A incômoda frase serve também para famílias que viajam nos finais de semana para pegar uma praia ou vão ao shopping e aproveitam para visitar parentes; aqueles ‘gaiatos’ que adoram comemorar qualquer coisa; aquela galera jovem que adora paredão, festas clandestinas e até mesmo os evangélicos que não sabem orar ou conversar com Deus em casa, precisam aglomerar em igrejas. Gente, Deus vai ouvir as suas preces dentro da sua casa. Tenham certeza de que Ele está vendo tudo e vai compreender a sua não ida à igreja.

Quem precisa trabalhar tem saído diariamente para tal. Se as classes citadas acima ficarem em casa, todos os que precisam trabalhar poderão sair e ganhar o seu pão de cada dia. A frase FIQUE EM CASA! Não é para você, TRABALHADOR. Como será o Brasil sem médicos, motoristas, garis, padeiros, profissionais liberais, da construção civil, enfim, como ficará o país se todos ficarem em casa? Ninguém quer parar o Brasil. O que se pede é que só saia de casa quem realmente precisa sair para trabalhar e comprar alimentos ou medicamentos. Falta pouco, minha gente! Como diz aqui na Bahia: ‘Mais longe já teve!’ 

_____________
Arnold Coelho
Trabalhando em casa

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 2 minutos

O irreverente e polêmico comentarista político, hoje em um lugar chamado de eternidade, como ele gostava de dizer quando uma pessoa se despedia do planeta Terra, foi um jornalista que marcou a imprensa de Itabuna.

O inesquecível Duda tinha um jeito de analisar os fatos políticos com uma invejável sabedoria. Sua conceituada coluna “Política, Gente, Poder”, no então Diário do Sul, que depois passou a ser Diário Bahia, era leitura obrigatória, principalmente para quem gostava do mundo político.

Tive a honra de receber todo o acervo jornalístico de Duda, meu primo querido. São muitas fotos, artigos que nunca foram publicados e duas atas interessantes: a do Centro Popular de Formação Política de Itabuna e da criação da “Turma da Jaca”. Em outra oportunidade falo desses dois movimentos idealizados por Duda.

Segue abaixo comentários de Eduardo Anunciação enviado para o então site “Política, Gente, Poder”, que criamos. Com efeito, Duda dizia, em tom de brincadeira, mas com uma certa revolta e espantado, que estava se transformando em um “jornalista cibernético”.

“O voto tem inconfidências, sentimentos, mistérios, encantos, mágicas. O voto, enfim, é um armazém de múltiplos sentimentos humanos. Fundamentalmente, o voto não é um ato de justiça. Há quem exaustivamente defenda que o voto é preferência. O intelectual, jornalista, civilista, escritor, sábio Rui Barbosa, perdeu precisamente em 1910 uma eleição para presidente da República para o obscuro marechal Hermes da Fonseca”.

“Na verdade, nenhum homem público, nenhum político simboliza a esperança de uma comunidade, de todos os homens, de uma nação. O comentário tem validade até para aqueles que foram considerados estadistas, como Jesus Cristo, Roosevelt, De Gaulle, Lincoln, Gandhi, entre outros”.

“Fico espantado quando desinformados reacionários, segmentos elitistas defendem o diploma para os políticos, como se a democracia fosse regime exclusivo para doutores. Do político queremos sensibilidade humana, combate as desigualdades, equilíbrio emocional, governar para a maioria sem ter preconceito com as minorias. Do político queremos honestidade, liderança, bom senso. Que validade tem o título de doutor, o diploma, se o político é desonesto, é autoritário, inimigo da democracia?”.

Esse é o Duda, o nosso saudoso e inesquecível Eduardo Anunciação.

PS- Não tenho registro das datas dos comentários, que foram publicados no site “Política, Gente, Poder”. 

___________
Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 2 minutos

Pessoal, vamos falar um pouquinho de maus tratos com os animais?

Geralmente associamos os maus tratos apenas com cenas mais graves como espancar os animais, trabalho excessivo nos animais de carga, cães acorrentados, abandoono, entre outras barbaridades que infelizmente assistimos. Mas vocês tem noção que existe os maus tratos “velados” daqueles que se dizem ”amar os animais”, “ele é meu filho” ou ”faz parte da família”?

Canso de ouvir isso diariamente na minha rotina clínica e principalmente de pessoas que “aparentemente” pregam o bem estar e amor aos animais, mas que quando olhamos mais internamente não oferecem o mínimo para o seu cão ou gato terem uma vida digna.

Fico muito chateada quando veja nas redes sociais as pessoas com fotos com seus Pets lindos, todos penteados e cheirosos, e legendas do tipo: “meu filho ” “minha vida” ” faço tudo” , mas se formos parar pra ver o animal vive jogando num canil, muitas vezes sem nenhuma higiene, privado de cuidados veterinários e quando precisam recorrem ao Google, a grupos de whatsapp, as redes sociais, ao balconista da casa agropecuária e quando não resolve busca o veterinário (animal já quase morto ou intoxicado com tantos remédios) e o profissional ganha títulos de “mercenário”, “só pensa em dinheiro”, “não tem amor aos animais”, e tantos outros adjetivos que nos intitulam.

maus tratosCanso de ver animais com vacinas vencidas, alimentação de péssima qualidade, muitos abandonados dentro de casa, amontoados com pulgas e carrapatos, sem o mínimo de higiene, sem água limpa, todo embolado, desprovido de carinho, atenção, brincadeiras, trocas de afeto com seu tutor. Pessoal, atenção, isso também é maus tratos e ninguém ver ou finge não ver.

Amontoar animais em um ambiente pequeno é maus tratos.

Quando decidimos adotar ou comprar um Pet, assumimos ali legalmente todas as responsabilidades com aquele ser vivo, que vai além de oferecer ração e água. Seguem aqui as cinco leis de bem estar animal:

1️⃣ Livre de fome e sede
2️⃣ Livre de desconforto
3️⃣ Livre de dor, doenças e injúrias
4️⃣ Ter liberdade para expressar seus comportamentos naturais da espécie
5️⃣ Livre de medo e de estresse

___________________
Dra. Hannah Thame
Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz e diretora do Centro de Especialidades Veterinárias em Vitória da Conquista

//

Leia em: 2 minutos

Governos e sociedade seguem travando batalhas, aqui e ali, mas a guerra contra a Covid-19 está cada vez mais longe de ser vencida.

Durante a história da humanidade, muitas guerras foram vencidas pela exaustão, seja de recursos, seja da fé.

Sem alternativa, trabalhamos no modo reativo. Emparedados pelo inimigo, cuidamos de abrir espaços montanha adentro, onde possamos internar mais e mais vítimas e dar-lhes uma chance de sobrevida. Mais hospitais, mais leitos, mais UTIs. Até quando isso será possível? Até quando seguiremos dando corda a esse monstro, tal qual fez o Capitão Pollard, a bordo do seu Essex, em perseguição à Moby Dick (e que ao final ainda destruiu a todos)? Quando partiremos para cima da besta desferir o golpe mortal?

Não vejo significativa possibilidade de interrupção da disseminação da Covid19, no curto prazo. A não ser através de um amplo e irrestrito programa de vacinação, para o qual toda e qualquer vacina, custe o que custar, venha de onde vier, deverá ser empregada. Mas nesse caminho há todos os tipos de percalços. Há falta de humildade e sensibilidade humanitária da ANVISA, mais preocupada em não perder seu espaço no clubinho de agências internacionais; há falta de vontade política, de coragem, de garra, para se romper com todas as barreiras, sejam elas quais forem. Não se há de arguir perda de soberania nacional, quando tantos e tantos países, igualmente soberanos aceitam as regras do jogo, para salvar o seu povo.

Já está bastante claro para todos que, no ritmo que vamos, essa ilusão vacinal está a contribuir para uma falsa sensação de segurança. Mais cruel ainda é a traição à esperança do povo, que vai a se consumir diante da emergência e disseminação de mutações com enorme potencial destrutivo.

Atrasar a imunização da população em plena pandemia é um dos maiores crimes humanitários que nosso país está a cometer. A posteridade julgará os seus dirigentes. Tardiamente, no entanto.

A história se repete e é cruel com os fracos. É hora de alguém assumir o timão.

___________
Fábio Vilas Boas é Secretário de Saúde da Bahia

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 2 minutos

A palavra da moda agora para enfrentar o cruel novo coronavírus é “milagre”. Ela não tem ideologia. Falo das “gotas milagrosas” e do “spray milagroso”.

Os milagres não têm nenhuma comprovação científica no tratamento da covid-19, que pelo andar da carruagem, pelo menos aqui no Brasil, em decorrência da irresponsabilidade do governo federal e da falta de entendimento com governadores e prefeitos, principalmente em relação à preocupante falta de vacinas, tende a ficar incontrolável, o que significa mais e mais óbitos.

Pelo campo da esquerda radical, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, uma espécie de símbolo do esquerdismo mundial, tem o “milagre” do Carvativir, remédio que diz ter 100% de eficácia. Que agora está sendo chamado de “spray milagroso”.

Do outro lado, representando a direita intransigente, o presidente Bolsonaro apostando no EXO-CD24, o “spray milagroso” fabricado em Israel.

No meio da disputa entre esquerda versus direita, o cidadão-eleitor-contribuinte, cada vez mais descrente e vivendo à agonia do dia a dia.

Até quando essa idiota e imbecil briguinha ideológica vai continuar, enquanto milhares de seres humanos vão dando adeus ao Planeta Terra?

Até quando os senhores “homens públicos”, deixando de fora os responsáveis, os que honram seu mandato, vão ficar pensando na próxima eleição em detrimento do sofrimento das pessoas?

A ignorância não tem representante oficial e, muito menos, preferência ideológica. Ela pode vim da esquerda, do centro ou da direita.

___________
Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 2 minutos

Felizmente, os caminhoneiros estão tendo uma incrível e histórica paciência com o presidente da República de plantão, com sua desastrosa política de governo em relação aos preços dos combustíveis.

Digo felizmente, porque uma greve da honrosa classe com o avanço da pandemia do novo coronavírus seria terrível, um caos total. Uma situação com consequências imprevisíveis, aterrorizantes.

Já disse aqui que tudo tem um limite do suportável. E essa calma dos caminhoneiros começa a dar sinais de esgotamento. Por muito menos pararam em 2018, no então governo Michel Temer (MDB-SP).

“Chegou a hora de mostrar nossa força de novo”, disse Wallace Landim, apelidado de “Chorão”, um dos principais líderes da categoria, inconformado com o quinto aumento seguido do preço da gasolina e do diesel. Usando uma expressão de Bolsonaro, Landim, que é o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos (Abrava), finalizou sua revolta com ironia: “Acabou pô. Chegou a hora de todos os trabalhadores, os autônomos, dos caminhoneiros se unirem novamente”.

O engraçado nessa sequência dos aumentos é que toda vez que os preços dos combustíveis aumentavam, o presidente Bolsonaro dizia que iria tomar providências. E nada aconteceu. A sabedoria popular costuma dizer que a conversa foi “pra boi dormir”. Será que os dignos e respeitáveis caminhoneiros vão novamente pegar no sono?

Depois desses abusivos aumentos, já há um início de movimentação para que haja uma paralisação. Caminhoneiros bolsonaristas já não defendem o “mito” com tanta empolgação. Estão revoltados, e com toda razão.

Seguindo o que pensa Ciro Gomes (PDT), que tem uma invejável visão sobre a economia no sentido amplo, sendo o único presidenciável que tem um definido projeto para o país, apontando as soluções para cada problema, o presidente Bolsonaro está de parabéns em cobrar mais impostos sobre os bancos, que tem lucros escandalosos, e, a partir dessa medida, diminuir a carga tributária sobre os combustíveis.

Não tem cabimento instituições financeiras abarrotadas de dinheiro, fazendo o que quer com sua clientela, cobrando inúmeras taxas, e o cidadão-eleitor-contribuinte sofrendo, pagando gás de cozinha a R$ 100. E olhe que estou me referindo aos que ainda podem comprar o botijão.

Portanto, meus parabéns ao presidente Bolsonaro. Encerro o comentário aconselhando a maior autoridade do Poder Executivo a ouvir mais as sugestões de Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda do saudoso Itamar Franco e um dos responsáveis pela implantação do Plano Real. 

___________
Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 3 minutos

Começo esse texto fazendo uma pergunta em forma de trocadilho com um dos muitos ensinamentos deixados por Cristo, do Grego Χριστός (Khristós) que significa “Ungido”. Eu, particularmente, o tenho como o meu Mestre.

Entre tudo que vi ou li durante os meus 52 anos de vida, os ensinamentos de Cristo são os que mais me identifico, e por isso me coloco como um Cristão, um seguidor dos Teus ensinamentos. Vale ressaltar que seguir não é fazer, e eu, como a total maioria dos seguidores d’Ele, sou um pobre mortal e pecador, que o sigo, mas não consigo fazer o que Ele pede.

O título acima é um exemplo claro que explanamos da boca para fora as passagens bíblicas e não seguimos o que Cristo pregou e deixou como exemplo. Cristo não disse Armai-vos, Ele disse Amai-vos uns aos outros. Ele pede que divida o pão, que dê a outra face e que lave os pés do teu semelhante.

Seguindo os preceitos cristãos – afinal vivemos em um país de maioria cristã – o povo elegeu um ‘evangélico, extremista e fervoroso’, que defende o fortalecimento da família (mesmo tendo casado três vezes) e vende a ideia para parte da população que precisamos nos armar para combater o inimigo.

Com esse discurso enérgico e extremista, o evangélico fervoroso que preside esse país quer que façamos o papel do Estado, fazendo a nossa própria segurança, o que na verdade é dever das polícias Civil e Militar. Partindo dessa premissa, foi decretado por esse presidente que um cidadão tendo curso de tiro e com uma licença de caçador poderá comprar até 60 armas para se defender de supostos bandidos que queiram invadir o seu lar.

Deixo aqui uma pergunta para a grande maioria dos brasileiros que mal conseguem o dinheiro pra fazer a feira da semana: quantas vezes na sua vida você teve a sua humilde casa invadida por bandidos? O que eles levaram? Sua bicicleta Monark 1980 (de segunda mão) ou o seu Motorádio AM-FM?

Existem coisas mais importantes que precisam ser discutidas em nosso país que tentar armar a população. Esse decreto só vai facilitar o crime organizado e as milícias por todo o Brasil. Mesmo que você tenha condição de comprar uma arma e deixar em casa, o bandido vai saber, e enquanto você estiver trabalhando, aí sim ele vai querer invadir a sua casa – pois terá algo que lhe interessa – e vai roubar a sua arma. Não se combate o alcoolismo com mais álcool.

Quem tem que usar arma, manter a ordem e fazer valer a justiça é a Polícia! Nós, como cidadãos de bem e pagadores de impostos, precisamos cobrar e não fazer segurança.

_____________
Arnold Coelho
Tentando amar e não matar o próximo

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 3 minutos

A entrevista de ontem, sábado, 27, de Ciro Gomes na Folha de São Paulo, deixou o PT, mais especificamente o chamado lulopetismo, irritado com o pré-candidato do PDT à sucessão presidencial de 2022.

O ponto principal do resmungo, da revolta dos petistas, foi Ciro afirmar que sua maior tarefa é derrotar o PT no primeiro turno. Para Ciro, quem for para a segunda etapa do processo sucessório contra Bolsonaro tende a derrotá-lo, “mas o menos capaz disso é o PT”.

Ora, Ciro tem toda razão. O maior cabo eleitoral do então candidato Jair Messias Bolsonaro, em 2018, foi o gigantesco e enraizado antipetismo. E vai continuar sendo no pleito de 2022. De 10 bolsominions, 10 querem enfrentar um petista no segundo turno.

Para o bolsonarismo, principalmente o de raiz, o lulopetismo é quem pode levar o “mito” a conquistar o segundo mandato consecutivo, permanecendo por mais quatro anos no maior e mais cobiçado cargo do Poder Executivo, sem dúvida o de presidente da República.

O que achei engraçado foi o PT questionar a busca do entendimento de Ciro com legendas do centro com viés à direita, como o DEM de ACM Neto, presidente nacional do demismo, e o PSD do senador Otto Alencar, liderança-mor estadual da sigla.

O petismo é mesmo hilariante. Acha que o telhado do partido não é de vidro, que aguenta qualquer tamanho de pedra. O PT continua se achando, a soberba é a mesma. Nada mudou. Só o PT pode fazer alianças para chegar ao poder. As outras agremiações partidárias quando procuram o diálogo com outros campos ideológicos são logo criticadas.

Não vou nem falar da base aliada do governador Rui Costa, formada por legendas que dão sustentação política ao governo Bolsonaro e fazem parte do Centrão, que tem o PP do vice-governador João Leão como o partido da linha de frente do toma lá, dá cá. Uma espécie de porta-voz.

Ora, na eleição presidencial de 2002, o PT fez aliança com todos que a legenda sempre dizia que jamais faria. Para se aproximar dos políticos que o petismo declarava que eram da “banda podre”, inventaram até um “Lulinha Paz e Amor”.

Com o “Lulinha Paz e Amor”, as portas ficaram escancaradas para receber os novos e inusitados apoiadores. De repente, a fila começou a ser formada para uma conversinha de pé de orelha com o petista-mor. Um atrás do outro e todos risonhos: José Sarney, Orestes Quércia, Delfim Neto… Um tempo depois, Paulo Maluf e companhia Ltda.

Na sucessão de 2018, Fernando Haddad, que foi o pior prefeito da história de São Paulo, que sequer chegou a ir para o segundo turno na tentativa de se reeleger, perdendo em todas as urnas para o então adversário João Doria (PSDB), se aliançou com os principais protagonistas do impeachment de Dilma Rousseff, desfilando em carro aberto com o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Concluo dizendo que o PT não tem moral para falar das articulações de Ciro buscando o fortalecimento de sua candidatura. O lulopetismo, quando o assunto é chegar ao poder, faz de tudo e, depois, no maior cinismo, ainda diz que o momento exigia a procura das composições. Ora, só existe esse momento para o PT? Para as outras legendas é oportunismo e incoerência? Esse PT, hein!

O que o lulopetismo deveria estar fazendo, e que até agora sequer rascunhou o primeiro parágrafo, é uma carta ao povo brasileiro pedindo desculpas pelos escândalos nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Vana Rousseff.

___________
Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 2 minutos

Lembro de uma enxurrada de críticas quando a Coluna Wense dizia que o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), estava sendo fritado pelo presidente Bolsonaro. O mesmo ocorreu com Nelson Teich. Os bolsonaristas falavam que eu estava desinformado, que a intenção era só tumultuar.

Digo agora a mesma coisa em relação a Eduardo Pazuello, atual titular do ministério. E ainda declaro que a fritura não está mais intensa, a olho nu, escancarada, extrapolando as fronteiras dos bastidores, porque Pazuello é um general, mais especificamente de divisão da ativa.

O presidente Bolsonaro, ouvindo conselheiros mais próximos, já ensaia uma saída honrosa de Pazuello da cobiçada pasta, uma espécie de retribuição, um prêmio de consolação pelos serviços do general, como, por exemplo, promovê-lo a um grau hierárquico no Exército.

O entrave, no entanto, é no próprio Exército, principalmente no seu Alto-Comando, que não aceita que as acomodações e os arranjos políticos palacianos possam arranhar a imagem da instituição.

Ora, o nosso brioso Exército tem seu regimento interno. A promoção de um general para uma posição hierarquicamente superior tem que seguir seus próprios trâmites. Seria uma afronta o Poder Executivo se ousar em mudar as regras, pensando que o Exército é o Congresso Nacional, onde o toma lá, dá cá, é corriqueiro.

Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o Centrão está por trás das manobras para defenestrar Pazuello. Com efeito, já tem até o nome para o lugar do general: Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara dos Deputados. O Centrão, hoje de mãos dadas com o mandatário-mor do país, também quer o controle do Banco do Brasil.

A nossa honrosa e imprescindível instituição não pode ficar no meio dessas articulações voltadas para a sucessão presidencial de 2022.

Que deixem o nosso Exército fora desse jogo político.

___________
Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

//

Leia em: 2 minutos

Chega um momento da vida que todos nós precisamos de mais atenção com a saúde. Isso também vale para os animais. Ter cães e gatos idosos em casa significa mudar alguns hábitos e preparar o espaço para que tenham mais conforto.

Se antes os pets eram ativos e passavam boa parte do tempo brincando ou correndo, agora o que eles mais querem é uma soneca e muito descanso.

COMO IDENTIFICAR QUE OS PETS ESTÃO VELHINHOS
Não existe uma idade limite para identificar o início da fase idosa dos pets. Isso varia de acordo com a espécie, tamanho do animal, seu estilo de vida e os cuidados que recebe.

Mas, geralmente, os gatos apresentam os primeiros sinais de velhice por volta dos 10 anos. Já para os cães isso varia de acordo com o porte. Os grandes são considerados idosos entre seis e nove anos e os pequenos após os 10.

De forma geral, existem alguns sinais que indicam quando os pets chegam à fase idosa. Notem:
➖ Pelos brancos
➖ Maior tempo de sono
➖ Diminuição do apetite
➖ Redução da energia para brincar
➖ Movimentos mais lentos
➖ Personalidade mais arredia, em alguns casos
➖ Surgimento de doenças como catarata, artrite, problemas cardíacos e respiratórios

Esses são alguns sinais que podem se manifestar, mas isso não significa que todo pet com mais idade vai ficar assim. Existem pets mais velhos que seguem superdispostos e saudáveis. De qualquer forma, o cuidado com eles é sempre necessário..

___________________
Dra. Hannah Thame
Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz e diretora do Centro de Especialidades Veterinárias em Vitória da Conquista

Notícias mais lidas

Outros assuntos

Custom text