Nos bastidores do Centro Administrativo Firmino Alves, comenta-se que o secretário de Infraestrutura e Urbanismo, Almir Melo Jr. (MDB), pode ser o próximo a deixar a gestão Augusto Castro (PSD). Na semana passada, Almir contrariou e previsão e anunciou que não vai apoiar os pré-candidatos a deputados escolhidos pelo prefeito e, assim, instaurou-se um clima tenso na prefeitura.
O fato é que a atuação de Almir à frente da secretaria não é das melhores. Chegou ao governo com o status de “super secretário”, mas não fez jus à fama e deixou a desejar em várias situações tornando-se, até mesmo, alguém inacessível. O prefeito Augusto Castro não estaria nada satisfeito com a postura adotada pelo ex-candidato a prefeito de Canavieiras, mas a negativa em marchar ao lado dos pré-candidatos Paulo Magalhães (PSD) e Zé Alberto (PSB) teria sido a gota d’água.
Até então, a notícia é apenas fruto de comentários colhidos junto a algumas fontes do Pauta Blog, então vamos aguardar o desenrolar desse carretel.
Na manhã de hoje (12.julho), servidores das secretarias de Meio Ambiente e Agricultura, além de fiscais da Vigilância Sanitária de Guaratinga, no extremo sul baiano, acompanharam os agentes da Adab (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia), do Inema (Instituto do Meio Ambientes e Recursos Hídricos) e da Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento) em uma vistoria no Rio dos Frades. A visita do grupo aconteceu porque existe a suspeita de que o rio tenha sido contaminado por agrotóxicos.
No local, amostras foram coletadas e o resultado do laudo deve ser divulgado nos próximos trinta dias. Durante esse período, não é recomendável o consumo e a utilização da água do rio, desde a localidade dos Floripes até a sede do município.
Por meio de um comunicado, a secretaria de Saúde de Guaratinga está alertando a população que, quem teve contato com a água na última semana e apresentar sintomas como diarreia, coceira e irritabilidade da pele, deve procurar a unidade de saúde o mais rápido possível. A secretaria reafirmou que a água distribuída pela Embasa ao município está sendo captada em poços artesianos e não oferece riscos à saúde.
O prefeito de Arataca, Ferlú Mansur (PSD), está na capital do estado, onde se reuniu com o governador Rui Costa (PT) para tratar questões importantes relacionadas às obras autorizadas no município. Na reunião, ficou decidido que a Conder (Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia) vai acompanhar as licitações e garantir que as intervenções prometidas saiam do papel.
Pelo fato de estarmos em um ano eleitoral, o pagamento da primeira parcela das obras autorizadas deveria ter acontecido no dia 1º de julho. Quando isso não ocorreu, Ferlú tomou as rédeas da situação e entrou em contato com o governo estadual para entender o que havia acontecido e, então, foi agendado o encontro com Rui.
Hoje (11.julho), ficou definido que a Conder vai continuar prestando todo o apoio necessário para que as mudanças benéficas para Arataca aconteçam, mas o início dos pagamentos vai ser feito logo após as eleições. Mais uma vez, Ferlú demonstrou ter bastante prestígio com o governo do estado e, além disso, preocupação com o futuro da população arataquense. Inclusive, a tão sonhada pavimentação da estrada que dá acesso ao distrito de Anurí está quase saindo do papel.
A notícia ainda melhor é que, ainda hoje, o governo estadual está entregando um ônibus escolar para que os estudantes de Arataca sejam transportados até as escolas de forma segura. O veículo será levado para o município amanhã (12.julho) e, em breve, vai passar a atender o povo merecedor da cidade.
Na sede da secretaria estadual de Educação, o prefeito Ferlú compareceu acompanhado pelo prefeito de Camacã, Paulo do Gás (Podemos), juntamente com o secretário de Agricultura de Camacã, Everton, e os vereadores de Camacã, Juliano Ferreira (PSB), Fábio da Bios (PSB) e Renato Freitas (secretário de Governo de Arataca). A comitiva foi recebida pela assessora especial, Rowenna Brito.
Satisfeito com a viagem, Ferlú disse que a prioridade da gestão continua sendo promover parcerias em prol do povo: “Isso aqui não é para mim, mas para a população que me elegeu e confiou a missão de levar Arataca para a frente. Estamos unidos para fazer com que a cidade continue avançando e jamais olhe para trás”.
DR. MANGABEIRA SOBRE CRÍTICA A AUGUSTO: "Eu acho que ele ainda está entre 5 ou 6 [NOTA]. Ele não decolou ainda e acho que ele precisa rever as pessoas com quem ele está trabalhando"
O Pauta Blog entrevistou o pré-candidato a deputado federal e ex-candidato a prefeito de Itabuna, Antônio Mangabeira, mais conhecido como Dr. Mangabeira. O médico especialista em Oncologia e Hematologia também é graduado em Administração de Empresas, Direito, estudante de Engenharia Civil e Ambiental e empresário.
Recentemente, Dr. Mangabeira declarou que havia deixado a vida pública após desistir de comandar o PDT em Itabuna, mas, após receber um convite do pré-candidato a governador João Roma (PL), se filiou ao PL e decidiu tentar uma vaga na Câmara Federal. O político justifica a decisão por acreditar que “Itabuna precisa de representação” e diz que “se as pessoas de bem ficarem de fora, os maus vão tomar conta da política”.
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Pauta.Blog //Recentemente, uma foto do senhor ao lado do prefeito Augusto Castro deu o que falar nas redes sociais. Está selada a parceria? Dr. Mangabeira // Isso não procede. Eu não fiz nenhum acordo com ele. Eu sou livre aqui em Itabuna e não dependo de ninguém. Não tenho nenhuma costura política para ganhar cargo ou querer isso. Eu quero o melhor para Itabuna e acredito que Itabuna pode ter uma representação política importante já que, há muitos anos, ela não tem. Nós precisamos eleger um deputado federal ou dois deputados estaduais aqui na região e eu vou representar o PL na região para que a gente possa fazer um deputado federal e ser o representante para trazer os recursos que Itabuna precisa. Eu tinha feito uma avaliação e, a princípio, eu nem sairia candidato a deputado federal e estava avaliando qual seria o deputado que poderia ajudar Itabuna. Acontece que no final de maio, eu tive uma proposta boa de João Roma para sair como candidato a deputado federal, então, diante dessa proposta concreta e com Roma tendo uma grande chance de ganhar na Bahia, eu resolvi aceitar. Hoje, eu sou filiado ao PL e aceitei a proposta de Roma junto com Rosalvinho, que é o nosso candidato a deputado estadual. Estamos fazendo essa parceria e serei candidato pelo PL.
Pauta.Blog // O senhor pretende assumir o comando do PL em Itabuna? Dr. Mangabeira // Essa foi uma decisão do PL estadual de que o partido vai ficar nas mãos daquele candidato que conseguir mais votos. O candidato que tiver mais votos se credencia para ser presidente do PL na cidade. Essa é uma coisa que vai acontecer depois da eleição porque esse julgamento vai depender da força política de cada um. Isso vai acontecer na Bahia toda, não só em Itabuna.
Pauta.Blog // O senhor deixou o PDT com alguma desavença com o presidente estadual Félix Mendonça Jr? Dr. Mangabeira // Não. Nós saímos com tudo bem. Eu entreguei o partido ao deputado Félix Mendonça, mas o PDT tinha uma limitação muito grande de apoio financeiro e nós não conseguíamos recurso para fazer campanha aqui. Isso fez com que a nossa candidatura sempre fosse meio espremida e a gente não tinha recursos para avançar e ficamos prejudicados. Diante dessas dificuldades em ter recursos, eu preferi sair do PDT. Eu saí muito bem e entreguei o partido todo organizado e com todos os pagamentos feitos, não ficou nada pendente. Saí com uma boa amizade com Félix e ele sabe disso. A princípio, eu não tinha interesse em voltar para a política, mas, diante da falta de representação política em Itabuna, eu resolvi lançar meu nome. Itabuna precisa de representação e, se as pessoas de bem ficarem de fora, os maus vão tomar conta da política.
Pauta.Blog // O senhor se declara bolsonarista? Dr. Mangabeira // Sou Bolsonaro. Nós vamos lutar pela reeleição do presidente Bolsonaro, assim como também sou um grande defensor da candidatura de Roma. Roma vem crescendo muito na Bahia, acredito que ele possa ir para o segundo turno e ganhar a eleição na Bahia. Ele é um indivíduo que tem uma noção administrativa muito grande e demonstrou isso no Ministério da Cidadania fazendo com que diversos programas sociais avançassem. É uma pessoa que, realmente, pode governar a Bahia com competência, qualidade e caráter.
Pauta.Blog // Caso o senhor tenha um bom desempenho nas eleições de outubro, pensa em se candidatar a prefeito de Itabuna em 2024? Dr. Mangabeira // Penso sim! Isso vai depender do povo de Itabuna. Se o povo de Itabuna quiser, realmente, que eu represente a cidade, eu vou lançar esse nome para que a população entenda que precisa dessa representação. Se eu for bem votado em Itabuna, é sinal de que o povo quer que eu volte a ser candidato a prefeito. Esse é um pensamento para mais adiante e vai depender da minha votação em Itabuna.
Pauta.Blog // Como o senhor avalia a gestão pública de Itabuna em relação à saúde? Dr. Mangabeira // Não mudou muita coisa. Você vai aos postos de saúde e vê que a população continua sofrendo. Eu tenho vários pacientes que me procuram e eu atendo por cortesia lá na clínica. São pacientes com câncer e que não conseguem tratamento em Itabuna. Os postos de saúde não atendem direito e as pessoas estão com dificuldades. Isso é lamentável porque a saúde não tem avançado nesse período. Nós esperávamos que, depois de 1 ano e meio, Itabuna já tivesse resolvido uma parte da saúde pública ou que, pelo menos, os postos de saúde tivessem funcionando, mas eles continuam fechados e a saúde continua um caos. Não mudou nada do governo passado! A gente vê aí muitas obras sem sentido como você fechar uma praça e passar quase 1 ano para terminar sendo que poderia ser muito mais rápido. Outras prioridades, como o esgotamento sanitário, não vem sendo feito em Itabuna. Eu não vejo uma obra de R$ 1 milhão em uma cidade que recebe cerca de R$ 60 milhões por mês.
Pauta.Blog // O senhor acredita que Itabuna não tem uma boa gestão administrativa? Dr. Mangabeira // Eu acho que não existe prioridade para aquilo que é essencial. Tem que dar prioridade ao saneamento básico, à saúde da população e não fazer praça. Praça é uma coisa que você pode fazer depois que você resolve os problemas da saúde. Você não pode ficar fechando praça em Itabuna enquanto a população está sofrendo sem assistência médica. Saúde é essencial! A festa também é importante para a população, mas a saúde é prioritária. As pessoas estão sofrendo sem esgotamento sanitário e com esgoto na porta de casa. Continua a mesma coisa porque Itabuna não tem obra de saneamento básico. Se Itabuna tivesse um deputado federal para trazer recursos para Itabuna, nós teríamos R$ 30 milhões por ano de emendas parlamentares com possibilidade de vir para Itabuna. Como nós não temos um deputado federal, vamos ter que pegar um empréstimo de R$ 150 milhões que vai endividar o próximo prefeito. Sabemos que Itabuna tem a tradição de não reeleger e, na próxima eleição, o prefeito que entrar vai pegar uma dívida de R$ 150 milhões para pagar quando poderia ter um deputado ou dois para trazer R$ 30 milhões por ano e, em quatro anos, trariam R$ 120 milhões para a região podendo ajudar bastante.
Pauta.Blog // Qual é a nota que o senhor dá para a gestão do prefeito Augusto Castro? Dr. Mangabeira // Eu acho que ele ainda está entre 5 ou 6. Ele não decolou ainda e acho que ele precisa rever as pessoas com quem ele está trabalhando. Essa questão do “empreguismo” é você colocar gente para fazer a política do indivíduo e isso não adianta. É preciso colocar pessoas técnicas, responsáveis e pessoas com capacidade de administrar a cidade. Se você coloca pessoas de interesse político, você vai ficar sempre amarrado porque aquela pessoa erra, erra e, na hora em que você precisa consertar, já acabou a gestão. Itabuna não pode errar mais, mas ela continua errando, ela votou errado e vai perder por causa disso.
Pauta.Blog // Em sua opinião, prioridade é diferente de querer fazer ou as prioridades estão erradas? Dr. Mangabeira // Essa é uma questão de ponto de vista. Isso depende da capacidade administrativa do prefeito. Quando o indivíduo tem uma visão administrativa, ele é alguém que conhece administração e sabe gerir uma empresa, ele sabe quais são as prioridades. Quando ele nunca fez nada na vida, não trabalhou, não teve uma empresa nem nunca deu um emprego, é difícil para a pessoa fazer uma gestão adequada. É preciso conhecer gestão, conhecer uma empresa e saber fazer as contratações. Quando você faz isso há anos, você sabe administrar o público e é diferente. Você precisa de adaptações de Lei, mas a gestão é a mesma no setor público ou privado. É preciso conhecer administração, as prioridades e trabalhar com pessoas que tenham visão e possam te dizer o que é melhor fazer, mas a visão daqui é política e enganatória para a população. É assim “vamos enganar a população porque a população de Itabuna gosta de festa” e, se você não fizer festa, ela vai te condenar. Eu não teria medo! Eu faria uma festa bem mais simples, mas fazendo as obras que Itabuna precisa.
Pauta.Blog // Quais são as mudanças que o senhor faria caso fosse prefeito de Itabuna? Dr. Mangabeira // A questão da saúde porque é prioritária. A saúde já vem capenga há muitos anos. Outro aspecto importante seria a abertura de grandes obras, principalmente viárias. A cidade está toda espremida, não tem um anel viário ao redor de Itabuna para gerar emprego fazendo essas vias e também abrindo terrenos mais baratos para empresários comprarem e investirem. Hoje, se o empresário quiser investir em um terreno, é um absurdo porque o valor é dez vezes maior do que comprar um terreno em Feira de Santana. Um terceiro aspecto seria a segurança pública porque nós temos jovens morrendo e acho que é preciso investir em atividades sociais nos bairros para atender essas pessoas e, assim, tiraríamos vários jovens da marginalidade e das drogas. Acredito que esses três aspectos mudariam a história de Itabuna.
CLIQUE E OUÇA AS MELHORES PARTES DA ENTREVISTA! ⬇️
✅ SOBRE FAZER PARTE DA BASE DE AUGUSTO:
✅ SOBRE SAÍDA DO PDT:
✅ SOBRE BOLSONARO E ROMA:
✅ SOBRE CANDIDATURA EM 2024:
✅ SOBRE A SAÚDE DA GESTÃO DE AUGUSTO CASTRO
✅ SOBRE CRÍTICA A AUGUSTO CASTRO:
✅ SOBRE INDIRETA A AUGUSTO CASTRO:
✅ SOBRE CRÍTICA AO ITAPEDRO:
✅ SOBRE AVALIÇÃO DA GESTÃO DO PREFEITO DE ITABUNA:
Um vídeo divulgado pelo vereador Fabrício Pancadinha (Solidariedade) nas redes sociais mostra a situação desumana de um dos banheiros do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna. No registro, uma mulher narra a precariedade do ambiente que, no mínimo, deveria ser apropriado para receber pessoas com enfermidades e os respectivos acompanhantes.
O sanitário está em péssimas condições e não tem tampa porque o objeto está sendo utilizado como assento de uma cadeira de rodas. Além disso, a descarga foi retirada e um recipiente é utilizado para colocar água e despejar no vaso após as necessidades fisiológicas. O dispositivo que deveria armazenar álcool em gel – produto indispensável durante a pandemia da Covid-19 – está vazio assim como também não há papel para enxugar as mãos.
É triste saber que seres humanos precisam usar esse banheiro diariamente. A unidade de saúde que é referência para Itabuna e outros 120 municípios vizinhos não possui estrutura adequada para recepcionar as pessoas que precisam do atendimento médico pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não tem a quem recorrer quando são tratadas de forma desrespeitosa.
Será que humanizar o atendimento no Hospital de Base não é considerada uma prioridade no governo do prefeito Augusto Castro (PSD)? Existem inúmeros problemas em Itabuna, mas a saúde deveria ser colocada em primeiro lugar uma vez que AINDA estamos vivendo a maior emergência de saúde pública dos últimos anos mesmo que o Governo Federal tenha decretado o fim dela.
Fica aqui a nossa indignação, mas, principalmente, o nosso apelo para que o prefeito e os vereadores tirem as vendas dos olhos e atendam as demandas da população. O povo pede SOCORRO!
O Pauta Blog foi procurado por um morador do Bairro Jardim Vitória, em Itabuna, que ficou surpreso com o valor a pagar no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) deste ano. Segundo o contribuinte, no ano passado, ele pagou a quantia de R$ 802,90 em 10 parcelas e, em 2022, vai pagar R$ 1.257,52 em 8 parcelas.
O reajuste de 56,62% pesou no bolso do morador que, até agora, não entendeu o porquê do aumento expressivo de um ano para o outro. A prefeitura também não veio a público divulgar nenhuma informação sobre o aumento nos valores nem onde o recurso vai ser investido.
O IPTU é um imposto cobrado anualmente aos moradores de áreas urbanas. O gerenciamento dele é feito pelas prefeituras e, portanto, também é responsabilidade da gestão pública a aplicação dos valores arrecadados. Teoricamente, o dinheiro deve ser investido em obras no município para que a população seja diretamente beneficiada e consiga enxergar melhorias a partir do recolhimento da quantia.
De um ano para outro, valor do IPTU aumentou 56,62% no bairro Jardim Vitória.
"Todo dia, eu peço muita sabedoria a Deus para tomar as decisões certas e poder avançar da melhor forma possível", declara Léo da Capoeira sobre desafio de se tornar prefeito
O Pauta Blog conversou com o prefeito de Itajuípe, Léo da Capoeira (PSD) e anunciou quais vão ser as atrações do “Micapedro dos Lagos”, previsto para começar hoje, 5ª feira (7.julho). O gestor falou sobre desenvolvimento estratégico do município, legado para as próximas gerações e planejamento responsável.
Leandro Junquilho Cunha, conhecido popularmente como “Léo da Capoeira”, tem 41 anos de idade, é casado e pai. É agente cultural, contramestre de Capoeira há mais de 20 anos, formado em Gestão Pública e se define como um “amante do esporte e da cultura”. Foi vereador de Itajuípe, vice-prefeito e, recentemente, se tornou gestor municipal após a renúncia de Marcone Amaral (PSD) para ser pré-candidato a deputado estadual.
Questionado sobre quando decidiu ingressar na vida pública, Léo disse que foi um caminho natural e incentivado por pessoas próximas a ele:“Sempre militei com projetos sociais através da cultura afro-brasileira, a capoeira e tudo mais. Inclusive, lancei um projeto há uns 15 anos que foi reconhecido pela Unicef e foi o que me colocou nessa dinâmica. A própria população, os pais dos alunos, colocaram em minha cabeça que eu tinha a oportunidade de contribuir mais me colocando como uma possibilidade de exercer um cargo eletivo. Eu fui diretor de Cultura e, logo em seguida, me coloquei à disposição para ser vereador. Na primeira vez em que me candidatei, em 2012, fui o mais votado. De lá para cá, eu não saí mais da política. Em seguida, me tornei vice-prefeito ao lado de Marcone Amaral. Nós fomos para a reeleição com a mesma chapa porque fizemos uma parceria que era acima de interesses próprios. O objetivo era a cidade sair de um estágio e ir para o desenvolvimento e a população reconheceu isso nos dando a reeleição e aumentando o número de votos que nós tivemos da primeira vez”.
Sobre o desafio de assumir o cargo de prefeito, Léo disse que sempre procurou ser um vice-prefeito atuante e, com isso, adquiriu muita experiência:“Marcone foi pela confiança que tem comigo por saber que vamos continuar os projetos da cidade. Eu sempre fui um vice muito atuante, uma pessoa que estava ali lado a lado e ele sempre me deu abertura. Quando eu assumi a prefeitura, eu já participava de toda administração pública do município em todas as áreas porque, inclusive, quando Marcone saía, eu ficava à frente. Vou confessar que, realmente, é diferente quando você assume a cadeira e a responsabilidade é outra. Não que a responsabilidade de um vice-prefeito não seja grande, mas a característica da função é diferente no sentido de ter a tomada de decisão”.
Léo admitiu que tem enfrentado desafios desde que “sentou na cadeira”, mas que não se intimida com a dinâmica da rotina:“Todo dia, eu peço muita sabedoria a Deus para tomar as decisões certas e poder avançar da melhor forma possível e fazer o que é justo porque, às vezes, nem tudo o que a gente faz vai agradar a todo mundo. O pai, às vezes, dá o não para o filho, mas é porque ele vê que aquilo ali não é bom para o filho. O gestor municipal também precisa ter essa noção e não ceder para tudo o que chega até ele”.
O Pauta quis saber, também, qual é a marca que Léo da Capoeira pretende deixar em Itajuípe quando deixar a função:“Eu acredito na necessidade de promover o desenvolvimento estratégico da cidade. Quando assumimos o município, há 5 anos, a cidade tinha sérios problemas de estrutura de gestão e Marcone conseguiu equilibrar. Hoje, nós temos diversas situações em todas as áreas e todas funcionam. Estamos em um nível que a gente precisa sonhar com qual Itajuípe a gente quer. Qual é a Itajuípe do futuro? Qual é o legado que a gente vai deixar para as próximas gerações e os futuros gestores que vão vir? Eu vejo que Itajuípe tem potencial para poder se desenvolver em áreas específicas e em localidades específicas como, por exemplo, a área do lago, eu imagino que ela precisa ser potencializada porque é um local que tem potencial incrível para desenvolvimento econômico do ponto de vista turístico, da gastronomia, do esporte, da cultura e do lazer. Itajuípe tem uma entrada diferenciada onde toda a região pode usufruir de forma positiva e a gente pode vender a imagem de Itajuípe para atrair pessoas. (…) Eu tenho a cabeça de pensar agora, já que está tudo equilibrado, que Itajuípe a gente vai construir? (…) Itajuípe só tem uma ponte que liga quatro cidades: Coaraci, Almadina, Itapitanga e por aí vai. Se essa ponte der um problema, imagine aí como é que vai ser. São projetos que vão trazer desenvolvimento a longo prazo e acho que essa pode ser a marca de Léo em Itajuípe”.
O prefeito salientou que é preciso planejar com responsabilidade, valorizar o serviço e fazer a renda circular dentro do município, mas isso só é possível com estudo e dedicação:“Hoje, nós temos uma previsibilidade orçamentária do que a gente pode fazer e avançar. Por exemplo, a gente vai fazer o Micapedro, mas o dinheiro de pagar o Micapedro já está separado. Então, nenhuma outra área básica foi penalizada para fazer a festa. O valor da festa está em torno de R$ 1,5 milhão, sendo que a gente fez um estudo de que roda quase R$ 4 milhões dentro da cidade durante o período tanto na formalidade como na informalidade. É um impacto econômico enorme, além de pulverizar os recursos para outros setores, como para os músicos, que sofreram tanto com a pandemia. É uma forma de democratizar os recursos públicos e outra forma de fazer isso é manter os salários em dia e aqui a gente tem feito isso sempre”.
Para finalizar, nós quisemos saber se o prefeito ainda arrisca jogar capoeira mesmo diante de tantos compromissos e a resposta foi enfática:“Treino toda semana! A gente continua dando a nossa gingada porque, se não, a gente adoece! Quem é capoeirista sabe que, toda semana, tem que dar uma gingada, bater o berimbau e manter as tradições culturais que estão no sangue da gente. Léo da Capoeira é Léo da Capoeira!”.
Na sessão realizada hoje (6.julho), os conselheiros da 2º Câmara do TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) da Bahia acataram uma representação apresentada contra o prefeito de Tapiramutá, Roberto Venâncio dos Santos, por irregularidades encontradas na nomeação do marido da vice-prefeita para o cargo de secretário de Saúde. A denúncia foi apresentada pelos vereadores da cidade.
O TCM multou o gestor em R$ 2 mil e determinou que ele exonere Fred Vinicius Vieira, imediatamente, por entender que a nomeação configura prática de nepotismo. Para os vereadores, a nomeação de Fred e da esposa do prefeito, Cristiana Santos, para o cargo de secretária de Assistência Social, indica que a seleção foi feita baseada em um critério pessoal.
No caso da nomeação de Fred, o TCM entendeu que o prefeito não conseguiu provar o porquê da escolha do nome. Já no caso de Cristiana, a relatoria não constatou irregularidades uma vez que foi comprovada a qualificação técnica da mesma para exercer o cargo.
O Ministério Público de Contas se manifestou favoravelmente à denúncia e determinou uma representação ao Ministério Público Estadual contra o prefeito, mas ainda cabe recurso da decisão.
Não precisou chover muito para a Rua do Prado, no Bairro da Conceição, se transformar em um lamaçal. A equipe doPauta Blog recebeu as fotos do local na manhã de hoje (5.julho) após algumas pancadas de chuva e constatou que havia um “mingau” no que deveria ser o calçamento.
É aquela velha história: se faz sol, tem poeira, mas, se chove, tem lama! Vale salientar que a localidade foi uma das mais castigadas durante a enchente do Rio Cachoeira em dezembro do ano passado e, desde então, não recebeu um olhar mais apurado do poder público.
Os moradores da rua, é claro, estão indignados com a situação e pedem providências à prefeitura. Sair de casa a pé com uma roupa limpa, por exemplo, nem sonhando! Andar um pouco mais rápido para não perder algum compromisso, pior ainda! Sem falar que os veículos correm o risco de atolar nos buracos sem fim.
Após os festejos milionários do ItaPedro, o que é necessário para que Itabuna saia do mundo de “faz de conta”?
Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) acataram uma denúncia contra o ex-prefeito de Itabuna, Vane do Renascer (Republicanos), por irregularidades encontradas no contrato firmado entre a prefeitura e a empresa Statuss Construtora e Serviços. A construtora foi responsável pela construção do edifício que sediaria o Shopping Popular de Itabuna, mas erros no projeto e na execução resultaram no desabamento da estrutura e prejuízo financeiro superior a R$ 2 milhões.
O TCM determinou que o ex-gestor e a empresa devem devolver aos cofres públicos, com recursos próprios, a quantia de R$2.348.300,37. No caso de Vane, ele também foi multado no valor de R$ 15 mil, mas ainda cabe recurso das decisões.
Os conselheiros determinaram, também, o encaminhamento da cópia da decisão ao Ministério Público Estadual para que seja anexada à ação civil pública que já está em andamento. Além disso, o atual gestor da cidade, Augusto Castro (PSD), deve suspender o direito da empresa Statuss de participar de quaisquer procedimentos licitatórios no município.
A denúncia foi apresentada ao TCM pelo ex-prefeito Fernando Gomes (Agir), que apontou a existência de falha na execução do projeto, resultando no desabamento do segundo piso do edifício. Segundo o denunciante, a empresa teria utilizado material de baixa qualidade para diminuir os custos da obra e o ex-prefeito não teria se utilizado da previsão contratual relativa à rescisão da avença em caso de “imperícia, negligência ou imprudência”.