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PF apura se investigados cometeram crime de incitar a população a praticar atos violentos contra a democracia

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A Polícia Federal cumpriu hoje (20.agosto), 13 mandados de busca e apreensão em uma operação que tem, entre os alvos, o cantor Sérgio Reis e o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ). Os mandados foram expedidos pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). Além deles, outras 8 pessoas estão sendo investigadas.

Segundo a PF, o objetivo da operação é apurar o “eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições, bem como contra os membros dos Poderes”.

Depois de fazer declarações nas redes sociais convocando caminhoneiros para um protesto contra o STF, o cantor e ex-deputado federal Sérgio Reis passou a ser investigado em um inquérito aberto pela Polícia Civil do Distrito Federal. O artista também é alvo de uma representação assinada por 29 subprocuradores gerais da República.

Já o deputado Otoni de Paula já havia sido denunciado pela PGR no ano passado pelos crimes de difamação, injúria e coação. Na época, ele fez transmissões ao vivo pela internet nas quais imputou, por cinco vezes, fatos afrontosos à reputação do ministro Alexandre de Moraes.

Sérgio Reis admitiu ter se arrependido da mensagem gravada no áudio para um "amigo da onça"

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Em um áudio que circulou recentemente pelas redes sociais, o cantor sertanejo e ex-deputado federal Sérgio Reis, de 81 anos, afirmou que: “se, em 30 dias, não tirar os caras, nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra. Pronto. É assim que vai ser. E a coisa está séria”.

A declaração, é claro, pegou mal. “Os caras” a quem o cantor se referia seriam os ministros do Supremo Tribunal Federal. A mensagem de áudio teria sido enviada para um amigo por meio de um aplicativo de mensagens, mas vazado em outros grupos.

No entanto, em entrevista recente ao jornal O Globo, o cantor voltou atrás e disse que “era tudo brincadeira”. De acordo com o cantor, ele não tem intenção de praticar qualquer violência contra a Suprema Corte: “Não temos que quebrar nada. Tem que fazer uma passeata serena, sem briga. Sem nada. Eu me arrependo demais de ter falado com um amigo. Amigo da onça. Sabe como é”.

Mesmo demonstrando arrependimento sobre o que disse, principalmente porque muitas pessoas se voltaram contra o posicionamento do sertanejo, Sérgio afirma que não se acovardou com a situação e, muito menos, se escondeu, dando a entender que não tem medo das consequências do que disse. A esposa do ex-deputado chegou a fazer declarações dizendo que o marido estava péssimo com a repercussão e má interpretação do áudio.

Quem fala o que quer, ouve o que não quer.

Mesmo tendo proximidade com vários políticos, pastor Silas Malafaia nunca se candidatou a nenhum cargo público

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Alguns grupos evangélicos estariam sondando o pastor Silas Malafaia para ser candidato ao Senado Federal nas eleições do próximo ano representando o estado do Rio de Janeiro.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Correio da Manhã, a candidatura do pastor representaria a população evangélica fluminense, que já era maioria na Baixada e em outras regiões da capital do Rio, como indicado no Censo de 2010. Ou seja, a candidatura do pastor agregaria uma boa fatia desses votos logo de cara.

O irmão de Silas, Samuel Malafaia (DEM), é deputado estadual pelo Rio de Janeiro e membro da Executiva Estadual do partido. Apesar de nunca ter se candidatado a nenhum cargo, Silas Malafaia sempre demonstrou bastante familiaridade com a política e proximidade com vários políticos da velha guarda, muitos deles também ligados a grupos evangélicos.

Recentemente, Malafaia acompanhou o presidente Jair Bolsonaro em uma visita a Manaus, acompanhado de outros dois pastores. O pastor estaria, ainda que timidamente, medindo a temperatura ambiente nesse período pré-campanha ou apenas se aproveitando da popularidade desses políticos para se promover?

Expulso do DEM após brigar com ACM Neto, presidente nacional da sigla, Rodrigo Maia ganha cargo no governo João Doria (PSDB) // Foto de Divulgação/Governo de SP

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João Doria (PSDB), governador de São Paulo, confirmou na hoje (19.agosto) que o deputado federal Rodrigo Maia (expulso do DEM e sem partido – RJ) será nomeado amanhã, 6ª feira (20.agosto) Secretário de Projetos e Ações Estratégicas do Governo de São Paulo.

O ex-Presidente da Câmara dos Deputados será responsável por agilizar os projetos de desestatização, acelerando as parcerias público-privadas e as concessões em andamento do Governo de São Paulo.

“A experiência do Rodrigo Maia à frente da Câmara fortaleceu nele a capacidade de dialogar com governos, sociedade civil e setor produtivo, com eficiência e credibilidade. Todas as reformas que passaram sob sua liderança só foram possíveis por causa do diálogo, do senso de urgência e do olhar estratégico de quem sabe o que é verdadeiramente importante para o país”, disse Doria.

O Governador de São Paulo lembra que Maia, durante o seu mandato como presidente da Câmara, foi essencial para manter o equilíbrio do Estado Democrático de Direito e evitar rupturas institucionais.

Doria observou também que, sob a coordenação de Rodrigo Maia, no Congresso, os brasileiros assistiram projetos vitais ao desenvolvimento do país serem aprovados, como o Teto de Gastos, a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, o Marco do Saneamento, a Lei da Terceirização, o Novo Ensino Médio e o novo Fundeb.

O tucano é pré-candidato à Presidência da República em 2022 e corre em campanha no PSDB para receber a indicação do partido para disputar as eleições no ano que vem, Doria enxerga em Maia um nome que agrada os campos político e econômico. Além disso, o deputado deixou a Presidência da Câmara como um dos principais opositores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), desafeto também de Doria.

Rodrigo Maia tem 51 anos e está em seu sexto mandato como deputado federal. E já foi Secretário de Governo da Prefeitura do Rio de Janeiro de 1997 a 1998.

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Deputado federal Ricardo Barros (PP-PR)

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A CPI da Pandemia aprovou 187 requerimentos. Entre eles, a quebra de sigilo do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, e de usuários de redes sociais que podem estar disseminando fake news.

Os senadores aprovaram ainda mais pedidos de informações sobre o Instituto Força Brasil, presidido pelo  coronel da reserva Helcio Bruno, e a transferência de sigilo, pela Receita Federal do advogado Frederico Wassef, que teria recebido recursos da Precisa Medicamentos.

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Expectativa de Rodrigo Pacheco é marcar reunião para os próximos dias // Foto de Pedro Gontijo/Senado Federal

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O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM), se reuniu, hoje (18.agosto), com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux. Na pauta do encontro, a relação entre os Poderes, sobretudo entre o Executivo e o Judiciário.

Em coletiva após o encontro, Rodrigo Pacheco disse que sugeriu que a ideia de uma reunião entre os presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Supremo fosse retomada. “Precisamos restabelecer esse diálogo com o Executivo”, disse.

Segundo o presidente do Senado, radicalismos e extremismos são muito ruins para o Brasil e podem ser capazes de derrubar a democracia. De acordo com Pacheco, o presidente do STF se colocou propenso a restabelecer o diálogo e novas reuniões devem ser marcadas. “Tivemos uma conversa importante, necessária e que possa ser o reinício de uma relação positiva entre os Poderes para que possamos ter uma pacificação nacional”.

O presidente do Senado relatou que nenhum pedido de impeachment foi tratado durante a reunião. Pacheco disse que esses pedidos não devem ser banalizados. “[O impeachment] é um instituto grave, excepcional e tem um rol taxativo. É preciso ter um filtro muito severo”, disse. “Sou contrário a usar o impeachment como solução de um problema”. Com informações da Agência Brasil.

Lula amplia vantagem e venceria com folga em provável 2º turno

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A pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta 3ª feira aponta, pela quinta vez consecutiva, vantagem no primeiro turno do ex-presidente Lula na corrida pela presidência da República. Comparado à pesquisa anterior, o petista aparece com dois pontos percentuais a mais e Jair Bolsonaro (sem partido) com dois pontos percentuais a menos.

O levantamento mostra que a tendência de alta de Lula é contínua desde o mês de março, quando o ex-presidente tinha 25% das intenções de voto e, agora, tem 40%. Enquanto isso, Bolsonaro está com 24%.

Atrás de Lula e de Bolsonaro, aparecem Ciro Gomes (PDT) com 10% das intenções de voto, ex-ministro da Justiça Sérgio Moro (sem partido) com 9%, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (Democratas) e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), empatados com 4% cada.

Na pesquisa, foram realizadas 1000 entrevistas de abrangência nacional entre os dias 11 e 14 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Ainda na pesquisa, em um provável cenário de segundo turno, Lula ampliou vantagem sobre Bolsonaro. O petista oscilou dois pontos para mais e, Bolsonaro, três para menos. Agora, o ex-presidente venceria com 51% contra 32% do atual presidente.

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Ontem fui surpreendida com a morte do publicitário Duda Mendonça. Apaixonada por gente e grandes histórias desde sempre, lembrei dos tempos da faculdade, quando tinha acesso à internet apenas na biblioteca da Universidade Tiradentes, em Aracaju, e escrevia seu nome no Google quase todos os dias para me atualizar da sua vida profissional. Li seu livro, Casos & Coisas, presente do meu irmão Mucio, mais de dez vezes. Não dou, não empresto, e ainda o folheio sempre!

Duda Mendonça é um dos maiores nomes da comunicação do nosso país. Um cara que enxergava os sentimentos das pessoas e entendeu que a emoção era a alma da publicidade e da propaganda, inclusive política. Para muitos, um manipulador nato. Para outros, um cara inteligente e ponto. Para esta que vos escreve, uma mente rara, capaz de pensar por ele, por seus clientes e por toda uma nação. E a história do nosso país prova isso, porque ele, nos bastidores, fez parte de uma virada de chave nacional: a eleição de Lula, sindicalista e metalúrgico, pobre e tido por muitos como louco, após três tentativas frustradas, Presidente do Brasil!

Ele surpreendeu amigos, família e o mercado publicitário quando assumiu a campanha de Luís Inácio Lula da Silva. “Meu coração é povão”, assumiu em um tempo extremamente engessado, aristocrata, quando a internet ainda não tinha proporcionado a democratização das ideias. “Ele bateu na trave três vezes e voltou porque sua figura não conversava com o empresariado”, explicou em uma palestra. Palpitou e mudou a forma dele se vestir, estudou os trejeitos que o descaracterizavam como autoridade, e ajudou a escrever os maiores e melhores discursos do início da sua carreira. Bingo: Lula presidente e reconhecido internacionalmente como grande liderança!

Duda foi o primeiro publicitário a fazer uma campanha política usando um coração, salvo engano com Mário Kertész candidato a prefeito de Salvador, e isso representa mais do que a simples figura estampada nos outdoors. Ele implementou sentimento aos vídeos e jingles, narrando sentimentos. De tudo, e ele fez muita coisa, guardarei para sempre a mensagem pessoal que deixou, nas entrelinhas da sua trajetória: não há troféu, dinheiro ou reconhecimento que compense a satisfação de atuar profissionalmente por e com PAIXÃO!


Manu Berbert é publicitária

Blog: www.manuelaberbert.com.br / Instagram: @manuelaberbert

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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Atriz saiu do hospital nesta segunda-feira, já o marido morreu na última 5ª feira (12.agosto)

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A atriz Glória Menezes, de 86 anos, teve alta nesta 2ª feira, após internação para tratamento contra covid-19. Ela estava internada desde o dia 6 de agosto no Hospital Albert Einstein, na capital paulista.

No período em que ficou no hospital, a atriz teve sintomas leves e realizou tratamento em um quarto. Já seu marido, o ator Tarcísio Meira, que morreu na última 5ª feira (12.agosto) vítima de covid-19, chegou a ser internado em unidade de terapia intensiva (UTI).

Tarcísio Meira tinha 85 anos e estava internado, também desde 6 de agosto, devido a complicações da covid-19. O ator recebeu muitas premiações importantes ao longo da carreira e teve grande reconhecimento do público, sendo um dos atores mais conhecidos do Brasil. Ele se casou com Glória Menezes em 1962. De Agência Brasil.

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Vamos começar pelo lulopetismo, com o senador Jaques Wagner, pré-candidato à sucessão do governador Rui Costa, buscando uma composição na chapa majoritária que não crie fissuras na base aliada.

Toda vez que se fala das legendas que dão sustentação política ao chefe do Palácio de Ondina, quando o assunto é a majoritária, só se lembram do PSD do senador Otto Alencar, o PP do vice-governador João Leão e, obviamente, do PT. As outras siglas sequer são citadas. Algumas são tidas como coadjuvantes. Outras nem isso.

Seria uma imperdoável ingenuidade política não achar que a importância do PSD e PP para o sucesso eleitoral de Wagner é gigantesca. E entre os vários motivos, basta um só como forte argumento: PSD e PP detém o maior número de prefeituras.

O PSB da deputada federal Lídice da Matta é o exemplo que simboliza esse desdém do petismo com as outras agremiações partidárias aliadas. Os socialistas são sempre deixados de lado, já que o entendimento é que o apoio do partido a Jaques Wagner é dado como favas contadas, 2+2 =4.

O freio de arrumação que Wagner pretende dar para evitar um atrito na base aliada é o mesmo do ex-presidente Lula. Ou seja, uma formação majoritária com Otto sendo vice de Wagner e a vaga para a disputa do Senado com João Leão, o que implica na permanência de Rui até o fim do mandato.

Lula, na sua já programada visita a Bahia, terá um jantar com o governador Rui Costa. Na mesa, além de Wagner, os ilustres convidados Otto Alencar e João Leão. Sem dúvida, uma boa oportunidade para se chegar a um denominador comum em relação à composição da chapa.

É evidente que Lula terá uma conversa reservada com Rui. Deve dizer a ele que continue no Palácio de Ondina em nome de uma causa maior: a eleição presidencial. Que Rui ocupará um importante ministério em um eventual retorno do lulopetismo ao poder maior da República até as freiras do convento das Carmelitas sabem. Lula, no entanto, para compensar a desistência do companheiro de disputar o Senado, pode prometer que fará todo empenho para que seja o candidato do PT à presidência da República no pleito de 2026.

Quanto a ACM Neto, o ex-prefeito soteropolitano sabe que as mãos dadas de Wagner, Otto e Leão, tendo Lula como cabo eleitoral, é a pior coisa que pode acontecer para sua legítima e democrática pretensão de governar a Boa Terra. Mas se de um lado Wagner tem Lula, Neto tem como fortíssimo “cabo eleitoral” o sentimento de mudança, afinal, com o término do mandato de Rui, são 16 anos de lulopetismo no comando da Bahia.

A dor de cabeça de Neto não é a sua majoritária, muito menos problemática do que a de Wagner. Seu grande dilema diz respeito à sucessão do Palácio do Planalto. Mais cedo ou mais tarde terá que tomar uma decisão sobre sua posição. Uma significativa parcela do eleitorado não gosta de quem não tem posicionamentos claros, que fica sem saber para que lado vai, atucanadamente em cima do muro.

No tocante à sucessão presidencial, o ex-alcaide de Salvador só tem três caminhos: apoiar uma candidatura própria do DEM, se aliançar com Ciro Gomes (PDT) ou se reaproximar do presidente Bolsonaro. Vale lembrar que Neto é o comandante-mor nacional do DEM, o que faz tornar sua decisão mais significativa.

Bom mesmo para Neto seria o crescimento do ex-ministro da Saúde, Henrique Mandetta, presidenciável do DEM, nas pesquisas de intenções de voto. Mas essa possibilidade de Mandetta deslanchar é muito pequena. Quanto a Bolsonaro, Neto deve ter consultas indicando a alta rejeição do presidente e com tendência de crescer mais ainda. A estrada com poucos obstáculos vai ser a que leva a um apoio à candidatura de Ciro Gomes (PDT).

Concluo, sob pena do comentário ficar extenso, com o tradicional “ainda tem muita água para passar por debaixo da ponte”. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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