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O ministro Onyx Lorenzoni negou as acusações de corrupção nas negociações de compra da vacina Covaxin

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Na próxima semana, a CPI da Pandemia promoverá uma acareação entre o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). A acareação está prevista para 4ª feira (18.agosto), mas a data ainda precisa ser confirmada. Além disso, estão previstos os depoimentos do empresário Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, e do ex-secretário de Saúde do Distrito Federal Francisco de Araújo Filho.

O confronto entre as versões de Onyx Lorenzoni e Luis Miranda sobre a tentativa de compra da vacina Covaxin foi solicitado pelo vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), por meio de um requerimento. Segundo Randolfe, o pedido foi motivado por informações obtidas com quebras de sigilo. 

Em junho deste ano, o deputado denunciou em depoimento à CPI um suposto caso de corrupção, envolvendo o governo federal, na tentativa de compra da vacina Covaxin (a compra seria intermediada pela empresa Precisa Medicamentos). Logo depois, em entrevista à imprensa, o ministro Onyx, que na época chefiava a Secretaria-Geral da Presidência, negou irregularidades na negociação e disse que o documento apontado pelo deputado seria falso. O governo federal acabou cancelando a compra.

Luis Miranda alegou que havia três versões do documento enviadas durante a negociação: a primeira, segundo ele, previa a compra de 300 mil doses por US$ 45 milhões, com previsão de pagamento antecipado. Essa versão é a que teria sido apresentada ao presidente Jair Bolsonaro no dia 20 de março pelo deputado e por seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda.

Na entrevista que concedeu em junho, Onyx exibiu outra versão do documento, que previa a compra de 3 milhões de doses sem pagamento antecipado — o ministro afirmou que o documento indicado pelo deputado seria falso. Mas, segundo Luis Miranda, o documento exibido por Onyx seria a terceira versão, que, além disso, registraria a data de 23 de março deste ano, que é posterior ao suposto encontro entre Luis Miranda e Jair Bolsonaro.

A Precisa Medicamentos, que seria a responsável pela importação da Covaxin caso o contrato fosse confirmado, também contrariou a versão apresentada por Onyx Lorenzoni.

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Duda Mendonça foi o marketeiro vitorioasas como a de Lula, Mário Kertez, Paulo Maluf

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Morreu hoje (16.agosto), aos 77 anos, o marqueteiro baiano Duda Mendonça, vítima de um câncer no cérebro.

Estava internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo há dois meses. A informação foi publicada pela coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Famoso por marcantes política, Duda Mendonça revolucionou a publicidade política no Brasil trazendo novos elementos gráficos, musicais e conteúdos densos para os debate.

Duda era o fundador da agência DM9 em 1975, ainda em Salvador.

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Do tripé que sustenta a segunda colocação do presidente Bolsonaro nas pesquisas de intenções de voto, formado por uma parte do segmento evangélico, setores do empresariado e pelo eleitorado ideologicamente de extrema direita, os dois primeiros começam a desmoronar.

O religioso ficou espantado com alguns posicionamentos do chefe do Palácio do Planalto em relação à gravíssima crise sanitária provocada pela pandemia do novo coronavírus, principalmente no explícito e irresponsável negacionismo da maior autoridade do Poder Executivo, que teima em não usar máscara e provoca aglomerações que poderiam ser evitadas.

Se dependesse exclusivamente de Bolsonaro, com seu chega pra lá na ciência, acreditando mais nos medicamentos sem comprovação científica de eficácia do que nas vacinas, a pandemia estaria descontrolada e, como consequência, um maior número de óbitos, de vidas humanas ceifadas pelo cruel, devastador e traiçoeiro vírus.

Quanto ao empresariado, e aí me refiro não só aos grandes como também aos médios e pequenos, mais especificamente aos defensores do Estado democrático de direito, contrários a qualquer devaneios golpistas, já há uma forte rejeição ao presidente de plantão. Dias atrás, com um manifesto intitulado “Eleições Serão Respeitadas”, quase 300 empresários de peso, junto com intelectuais, diplomatas e vários representantes da sociedade civil e organizada, divulgaram um documento pedindo respeito à democracia, a garantia da realização das eleições de 2022. A principal herdeira do Itaú, como estivesse representando os banqueiros, disse que “parte da elite se afastou de Bolsonaro e não vai embarcar em aventura”.

Essas atitudes de Bolsonaro, insinuando que pode agir fora dos limites constitucionais, afrontando a nossa Lei Maior, vem afastando investimentos internacionais no Brasil, o que contribui para o aumento do já gigantesco desemprego. Ninguém quer correr o risco de investir em um país que tem um governo totalmente perdido, sem projeto, sem rumo, sem harmonia com as imprescindíveis instituições. Um país que tem os Poderes da República se atritando.

No tocante ao bolsonarismo de raiz, esse vai continuar fiel ao “mito”, independente de qualquer fato. Nesse ponto, bolsonaristas e lulopetistas são bem parecidos. Vale lembrar que ainda tem petistas que acreditam que o então presidente Lula não sabia da corrupção que tomava conta do seu governo, com destaque para o mensalão.

Como não bastasse, tem o inquestionável fato de que o governo Bolsonaro está refém do Centrão, vivendo sob à ameaça de ter que atender o toma lá, dá cá, sob pena de alguns pedidos de impeachment saírem da gaveta. Quem tem a prerrogativa de desengavetá-los é Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, filiado ao PP, principal sigla do Centrão.

Concluo dizendo que com os dois pés do tripé cada vez mais inconsistentes, o segundo mandato de Bolsonaro, via instituto da reeleição, vai ficando difícil e, pelo andar da carruagem, até mesmo sua ida para o segundo turno. 


Marco Wense é Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

O ex-presidente tem encontro marcado com lideranças políticas e sociais de Pernambuco, Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia // Foto de Ricardo Stuckert

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Segundo o jornalista Lucas Vasques, o ex-presidente Lula inicia, neste domingo (15.agosto), fará uma visita a seis estados do Nordeste: Pernambuco, Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia.

O objetivo é encontrar lideranças políticas e sociais para debater o atual momento e os caminhos do Brasil. A agenda prevê reuniões com governadores, representantes de movimentos sociais e sindicais, além de lideranças regionais.

STF acusa Roberto Jefferson de participar de uma milícia digital em ataques às instituições democráticas // Foto Reprodução/Redes Sociais

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O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) foi preso preventivamente pela PF (Polícia Federal) nesta 6ª feira (13.agosto) após determinação do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.

O ministro acusa o ex-deputado de participar de uma suposta milícia digital em ataques às instituições democráticas. A organização criminosa teria sido montada, principalmente, para atacar a próxima eleição.

Presidente nacional do PTB, o ex-deputado, teve o pedido de prisão feito pela PF, que atribui a Jefferson a participação na milícia digita, que tem feito ataques sistemáticos às instituições, notadamente ao STF e também ao processo democrático.

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O ex-senador por Alagoas, João Lyra, morreu hoje por problemas respiratórios

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O ex-senador João Lyra, de Alagoas, morreu ontem (12.agosto) aos 90 anos. Ele estava internado em Maceió, por conta de problemas respiratórios. Nos últimos três meses, João Lyra foi diagnosticado com covid-19, teve pneumonia e passou por uma cirurgia de apêndice. Após se recuperar da infecção pelo coronavírus, ele precisou ser internado novamente.

Empresário, político e fundador do Grupo João Lyra, o ex-senador nasceu em Recife no dia 17 de junho de 1931. Bacharel em Direito, foi senador entre 1989 e 1991, substituindo Guilherme Palmeira, que havia conquistado a prefeitura de Maceió.

Foi eleito deputado federal em 2002 e em 2010. Também já tentou o governo de Alagoas, mas sem sucesso. Era considerado o deputado mais rico do país, com patrimônio declarado de R$ 240 milhões.

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Ator tinha 85 anos

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O ator Tarcísio Meira, de 85 anos, morreu na manhã desta 5ª feira (agosto), por complicações da Covid-19, informou a GloboNews.

Tarcísio estava internado desde o dia 6 no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para tratar da doença.

Sua mulher, a atriz Glória Menezes, de 86 anos, está internada no mesmo hospital também enfrentando a doença.

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A Câmara dos Deputados aprovou ontem (11.agosto) o texto-base da PEC da reforma eleitoral. Foram 339 votos a favor e 123 contra. Os destaques que podem alterar o texto serão votados na sessão do Plenário desta 5ª feira (12).

A votação da PEC em primeiro turno foi viabilizada após acordo entre a maioria dos partidos sobre pontos polêmicos do texto aprovado na comissão especial, de autoria da relatora, deputada Renata Abreu (Pode-SP).

Com a aprovação de destaque do Psol, por 423 votos a 35, o Plenário retirou do texto a previsão do sistema “distritão” nas eleições de 2022 para deputados. PT, Novo e PL apresentaram destaques no mesmo sentido.

O “distritão” é um apelido para o sistema de eleição majoritário, segundo o qual apenas os mais votados são eleitos. Esse sistema é usado na escolha de cargos do Executivo (presidente da República, governador e prefeito) e também para senador.

COLIGAÇÕES
Como parte do acordo, o Plenário recusou, por 333 votos a 149, destaque do bloco Pros-PSC-PTB e manteve no texto a volta das coligações partidárias para as eleições proporcionais (deputados e vereadores) a partir de 2022.

Para isso, a PEC deve virar emenda constitucional antes do começo de outubro (um ano antes do pleito).

📷 Foto de Cleia Viana/Câmara dos Deputados

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Começo esta coluna com um pedido simples: Abram alas para elas passarem! Rebeca Andrade, Rayssa Leal, Simone Biles, Rosamaria, Ana Marcela Cunha, Bia Ferreira e demais timaços! Elas, as mulheres que dominaram os nossos olhares nas Olimpíadas de Tóquio! E eu jamais faria uma lista apenas de brasileiras quando a norte-americana Simone Biles, apontada por especialistas como uma das atletas mais promissoras para a competição, teve uma atitude histórica: deixou de lado três finais para priorizar sua saúde mental.

Sua atitude me fez lembrar da professora e pesquisadora da Universidade de Houston, autora de quatro best-sellers do The New York Times, Brené Brown. Estudiosa do comportamento humano há mais de vinte anos, ela escreve sobre a coragem, a vulnerabilidade, a vergonha e a empatia. “Fique na sua integridade, independentemente da situação”, disse em conferência histórica no Dia Internacional da Mulher. E nós, mulheres, sabemos quão árduo tem sido caminhar até aqui.

Durante as Olimpíadas tivemos ainda outra grande lição feminina de resistência, e eu nem estou falando de modalidade esportiva. A comentarista Karen Jonz, integrante da equipe do SporTV e tetracampeã mundial de skate, quando entrevistada por Ivan Moré, ao escutar que era conhecida por ser casada com Lucas, vocalista da banda Fresno, se posicionou ao vivo: “Não sou conhecida por ser casada com o Lucas. Sou conhecida porque sou tetracampeã mundial e primeira mulher a vencer o X Games”.

Vencer sendo mulher ainda é luta diária! Manter-se feminina e usar a própria voz para ocupar lugares ainda é desgastante! No Brasil, somente 13% dos cargos eletivos (políticos) são de mulheres. Para alguns, a presença feminina ainda é vislumbrada como possível companhia, apenas. Aliada muda, ou cota politicamente correta. De fachada. É preciso que se fale sobre tudo isso abertamente. Estamos aqui para aprendermos, juntos!


Manu Berbert é publicitária

Blog: www.manuelaberbert.com.br / Instagram: @manuelaberbert

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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