Júnior Marabá, Flávio Bolsonaro e a sua esposa Cinthya Marabá

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O político do Oeste baiano, o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), decidiu jogar com as peças que melhor conhece e com aquelas que podem lhe render dividendos em múltiplas frentes. Bolsonarista de carteirinha, tratou de carimbar essa identidade ao articular a filiação da primeira-dama, Cinthya Marabá, ao PL, com direito a viagem a Brasília para buscar a bênção de Flávio Bolsonaro. O recado é claro: alinhamento ideológico e tentativa manter a musculatura eleitoral.

Se, por um lado, recuou da ideia de disputar uma vaga na Câmara Federal, por outro, não saiu de cena. Apostou no plano B, ou talvez plano principal, ao lançar Cinthya como pré-candidata a deputada estadual. Com base eleitoral sólida, construída sobre uma reeleição robusta de 83,52% dos votos (46.212 eleitores), Marabá joga para manter o grupo competitivo e ampliar influência. É o velho manual da política familiar, adaptado aos ventos atuais.

No campo estadual, o prefeito tem transitado com ambiguidade, a depender do observador. Em 2025, não poupou críticas a ACM Neto pela falta de um telefonema após o apoio em 2022. Já neste ano, tratou de baixar o tom ao afirmar que não faria campanha contra o governador Jerônimo Rodrigues, a quem chamou de “amigo”, embora tenha feito questão de frisar que não levantaria a bandeira do PT.

Contudo, o diálogo segue aberto. O vice na chapa de ACM Neto, Zé Cocá (PP), já antecipou que conversas com Marabá estão no radar, com possibilidade de reaproximação. O próprio Neto admite ter acionado interlocutores para pavimentar esse caminho. Resta saber se Marabá vai escolher um lado de forma definitiva ou continuar operando no fio da navalha, onde poucos conseguem se equilibrar por muito tempo.

Troca de partido e excesso de confiança pode colocar vereador sob risco político

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Um vereador de uma grande cidade do interior resolveu trocar de camisa nos últimos suspiros da janela partidária. Mas não parou por aí. Embalado pela nova sigla, passou a cantar alto demais, como se tivesse descoberto a pólvora — ou, pior, como se desconhecesse quem acende o pavio na capital.

Ao posar de estrategista iluminado, o edil tenta ensinar liturgia a quem, em Salvador, dita o rito. Até pode soar como ousadia no interior. Na capital, soa como arrogância. O excesso de confiança costuma ser cobrado com juros — e, às vezes, com isolamento.

Resta saber se o vereador vai sustentar o gogó quando o coro engrossar ou se vai experimentar o gosto amargo de um revés precoce. Porque, na Bahia, quem canta de galo sem ter terreiro firme corre sério risco de cair do cavalo antes mesmo de ver o sol nascer.

Silêncio de Rui Costa vira sinal político após relançamento de Geraldo Júnior

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POR MATHEUS VITAL | Cinco dias após o governador Jerônimo Rodrigues (PT) REafirmar e RElançar o nome de Geraldo Júnior (MDB) como seu companheiro de chapa, o silêncio de Rui Costa passou a falar mais alto do que qualquer declaração pública. A ausência comunica e, nesse caso, comunica desconforto. A falta de endosso nas redes sociais, território onde sinais são cuidadosamente calculados, sugere que a decisão não foi exatamente consensual dentro do núcleo mais influente do grupo.

A dúvida que se impõe é inevitável: a manutenção de Geraldo Júnior contrariou a posição de Rui Costa? Os indícios apontam que sim, ou, ao menos, que houve resistência. O episódio da mensagem vazada, em que o vice-governador encaminhava uma publicação criticando Rui Costa e ainda incentivava sua disseminação com o simples “manda viralizar”, não foi simples, e parece que ainda há reflexos. Gestos de deslealdade, ainda que pontuais, costumam ter memória longa e consequências silenciosas nos bastidores.

Embora Rui Costa tenha declarado publicamente seu incômodo e, posteriormente, tenha sido visto ao lado de Geraldo Júnior, o gesto de convivência institucional não equivale, necessariamente, a uma reconciliação política plena. Na liturgia do poder, há uma diferença clara entre pacificação e confiança. A primeira pode ser construída por conveniência; a segunda, quando abalada, leva tempo e, às vezes, nunca se recompõe por completo.

Resta saber se, diante da necessidade eleitoral, Rui Costa transformará esse silêncio em engajamento ativo. A publicização do nome de Geraldo Júnior terá uma largada ou ainda não? Vale destacar que Geraldo Júnior segue tocando o barco como se nada tivesse acontecido e já chamou Rui Costa, em suas redes sociais, de “meu senador”. Enfim: o silêncio também fala? 

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Marcinho Guimarães é o nome mais cotado para assumir o Podemos na Bahia com o aval de ACM Neto

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O líder da oposição, ACM Neto, confirmou que o partido Podemos deixou a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para integrar seu campo político, expondo fissuras na articulação governista. Segundo Neto, a saída foi motivada pelo não cumprimento de compromissos eleitorais, especialmente a promessa de estruturação da sigla para viabilizar a eleição de um deputado, o que, de acordo com ele, acabou não se concretizando, e o Podemos foi “largado de mão”.

No rearranjo, ganha força o nome do ex-deputado Marcinho Guimarães Filho como provável novo comandante do Podemos na Bahia. Recém-filiado à sigla após deixar o DC, ele surge como peça-chave na reorganização partidária, com indicação de Bruno Reis, além de ACM Neto.

Siglas como PRD e Solidariedade também podem deixar a base petista para aderir à base de ACM Neto. O prefeito Bruno Reis afirmou: “Um governador que não é bom em gestão, que não é bom em política é bom em quê?”. Segundo Reis, a base petista pode perder as siglas por incapacidade de Jerônimo.

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