Júnior Marabá, Flávio Bolsonaro e a sua esposa Cinthya Marabá

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O político do Oeste baiano, o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá (PP), decidiu jogar com as peças que melhor conhece e com aquelas que podem lhe render dividendos em múltiplas frentes. Bolsonarista de carteirinha, tratou de carimbar essa identidade ao articular a filiação da primeira-dama, Cinthya Marabá, ao PL, com direito a viagem a Brasília para buscar a bênção de Flávio Bolsonaro. O recado é claro: alinhamento ideológico e tentativa manter a musculatura eleitoral.

Se, por um lado, recuou da ideia de disputar uma vaga na Câmara Federal, por outro, não saiu de cena. Apostou no plano B, ou talvez plano principal, ao lançar Cinthya como pré-candidata a deputada estadual. Com base eleitoral sólida, construída sobre uma reeleição robusta de 83,52% dos votos (46.212 eleitores), Marabá joga para manter o grupo competitivo e ampliar influência. É o velho manual da política familiar, adaptado aos ventos atuais.

No campo estadual, o prefeito tem transitado com ambiguidade, a depender do observador. Em 2025, não poupou críticas a ACM Neto pela falta de um telefonema após o apoio em 2022. Já neste ano, tratou de baixar o tom ao afirmar que não faria campanha contra o governador Jerônimo Rodrigues, a quem chamou de “amigo”, embora tenha feito questão de frisar que não levantaria a bandeira do PT.

Contudo, o diálogo segue aberto. O vice na chapa de ACM Neto, Zé Cocá (PP), já antecipou que conversas com Marabá estão no radar, com possibilidade de reaproximação. O próprio Neto admite ter acionado interlocutores para pavimentar esse caminho. Resta saber se Marabá vai escolher um lado de forma definitiva ou continuar operando no fio da navalha, onde poucos conseguem se equilibrar por muito tempo.

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Dezembro costuma registrar pouco mais de 200mm de chuvas, mas, até agora, só choveu 31mm

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De acordo com o último levantamento divulgado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia, 77% dos 2 milhões de hectares dedicados à oleaginosa no oeste baiano foram plantados até agora e a falta de chuva é o grande motivo para esse atraso. A média histórica de chuvas para dezembro é de pouco mais de 200 milímetros, mas, até agora, choveu somente 31 mm.

Ainda segundo o relatório, o ritmo da semeadura avança de acordo com as zonas de distribuição de chuvas das microrregiões do oeste e, apesar do retorno das precipitações na última semana, a região ainda enfrenta problemas e o replantio tem sido a realidade de muitos agricultores.

Até o momento, cerca de 1,5 milhão de hectares de soja foram plantados, o que corresponde a 77,5% da área total estimada. O clima continua sendo uma variável decisiva para a evolução e a conclusão dos trabalhos em algumas microrregiões.

É notório que as precipitações irregulares vêm comprometendo o desempenho de muitas lavouras da região oeste. Estima-se que em torno de 14% da área já pontuou a necessidade de replantio.

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A Polícia Federal deflagrou a Operação “Mesa Farta”, objetivando combater o desvio de recursos públicos federais no município de Riachão das Neves, Bahia. A operação foi nesta 4ª feira (17.novembro).

As investigações, iniciadas em maio deste ano, revelaram a existência de uma organização criminosa (Orcrim) composta por agentes públicos municipais e especialmente criada para se apropriar de recursos públicos federais.

O grupo criminoso teria desviado milhões de reais ao permitir, dolosamente, que o município de Riachão das Neves usasse verbas oriundas do FNAS (Fundo Nacional de Assistência Social), FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) e do SUS (Sistema Único de Saúde) para contratar empresa de fachada, que não possui funcionários registrados e nem capacidade técnica, operacional e econômica.

Foram constatados fortes indícios de fraude nos procedimentos licitatórios que culminaram na contratação da empresa de fachada e estima-se um prejuízo aproximado de R$ 1.400.000,00 aos cofres públicos.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Riachão das Neves, todos eles expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir penas superiores a 10 anos de reclusão.

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