Em discurso marcado por tom institucional e apelo à união entre os poderes, a gestora reafirmou compromisso com o desenvolvimento do município

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A prefeita de Uruçuca, Magnólia Barreto (UB), apresentou na Câmara de Vereadores o plano de governo para 2026, destacando ações estratégicas nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, agricultura e turismo. Em discurso marcado por tom institucional e apelo à união entre os poderes, a gestora reafirmou compromisso com o desenvolvimento do município e anunciou novos projetos estruturantes.

Na educação, Magnólia enfatizou investimentos na melhoria da infraestrutura física e institucional das escolas, ampliação da capacitação de professores e servidores e fortalecimento do diálogo com a categoria. A prefeita destacou a expansão das ações pedagógicas e a consolidação de parcerias estratégicas voltadas para o desenvolvimento educacional.

Na saúde, a chefe do Executivo afirmou que a gestão seguirá fortalecendo a atenção básica, com foco em atendimento humanizado e ampliação dos serviços. Segundo ela, as unidades de saúde vêm sendo equipadas e estruturadas para garantir assistência 24 horas à população.

O desenvolvimento econômico também foi pauta central. A prefeita ressaltou ações voltadas para a agricultura, especialmente diante da defasagem no preço do cacau, que impacta diretamente produtores e a economia local. O objetivo, segundo Magnólia, é mitigar os efeitos da crise e fortalecer o setor produtivo.

No campo da infraestrutura e do turismo, foram anunciados projetos e obras como a construção de uma nova creche, manutenção constante de estradas vicinais, requalificação do Ferreirão e da Praça da Portelinha, além do projeto do Terminal Rodoviário de Serra Grande. Também estão previstas a construção de uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS) em Serra Grande e a requalificação da Praça Gilberto Moura.

Um dos pontos de maior destaque foi a pavimentação asfáltica da BA-653, sonho aguardado há mais de 40 anos, que, segundo a prefeita, será viabilizado por meio da aproximação institucional com o Governo do Estado. A parceria já resultou no recebimento de equipamentos e ambulâncias para o município.

Durante a apresentação, Magnólia Barreto reforçou a importância da harmonia entre os poderes e da responsabilidade fiscal na execução das metas: “As diferenças fazem parte do processo democrático, mas o objetivo maior deve ser sempre o bem comum”.

Coronel confirmou que mantém conversas avançadas com João Campos, presidente nacional do partido, e que uma definição pode ocorrer já na próxima semana

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Um novo capítulo na política baiana: O deputado federal Diego Coronel, de saída do PSD, pode assumir o controle do PSB no estado. A informação foi divulgada pelo site Alô Juca e indica que a mudança poderia tirar o controle da legenda das mãos da deputada federal Lídice da Mata, que reagiu rapidamente e negou a possibilidade.

Segundo a publicação, Coronel confirmou que mantém conversas avançadas com João Campos, presidente nacional do partido, e que uma definição pode ocorrer já na próxima semana.

O pano de fundo da disputa estaria em Pernambuco, onde Campos se prepara para disputar o governo estadual contra a atual governadora Raquel Lyra, filiada ao PSD. O PT poderia estar adotando uma postura ambígua na corrida estadual, o que pode gerar um possível rompimento.

A possível fissura em Pernambuco pode trazer repercussão nacional, inclusive nas articulações políticas ligadas ao presidente Lula (PT) e em alianças estaduais pelo país.

A crise que ronda o Palácio de Ondina não é apenas de popularidade; é de autoridade, de coordenação e, sobretudo, de capacidade de gestão

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| Por Matheus Vital

Os fatos falam mais alto que o discurso e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), parece viver esse momento. A crise que ronda o Palácio de Ondina não é apenas de popularidade; é de autoridade, de coordenação e, sobretudo, de capacidade de gestão.

Desde que o PT chegou ao poder na Bahia com Jaques Wagner, em 2006, o roteiro foi de vitórias consolidadas no 1º turno. Wagner repetiu o feito em 2010. Depois veio Rui Costa, que também venceu em 2014 e 2018 sem precisar de 2º turno.

Jerônimo, no entanto, rompeu essa sequência. Venceu ACM Neto (UB) apenas no 2º turno e por uma margem de 473 mil votos — a menor diferença desde o início do ciclo do PT, o que gerou um sinal de advertência.

SEM TRAÇÃO

O problema central é administrativo. Educação, segurança pública, saúde, infraestrutura e crise hídrica compõem um cardápio de dificuldades que desafiam qualquer gestor. Além disso, a ausência de uma agenda estruturante que simbolize eficiência impede que a gestão decole.

A principal vitrine de Jerônimo tem sido viajar: 370 municípios visitados, dos 417 existentes. Visitar é governar?

O contraste entre discurso e execução ganha peso quando se observam números do TCU: 926 das 1.770 obras com recursos federais já recebidos estão paralisadas na Bahia. Obra parada é promessa interrompida que corrói a confiança.

ALERTA DE DENTRO

O constrangimento veio de Lula (PT) ao afirmar que Jerônimo precisa ter “timing” para prometer e cumprir. O alerta é claro: Prometeu? Cumpra e entregue!

Mais contundente foi Wagner ao classificar a gestão como “mediana”. Em política, adjetivo é transparência. Lula teria avaliado substituir o nome de Jerônimo na chapa, visando preservar sua própria votação no estado. Wagner atuou para mantê-lo; assim, o episódio expõe fragilidade.

FÔLEGO OU FADIGA?

A Bahia é peça-chave para Lula. Historicamente, o estado garante margem robusta ao petismo. A questão agora é: Jerônimo terá tempo para reorganizar a base, acelerar entregas e construir uma virada? Sabe-se que o relógio político corre mais rápido que o administrativo.

Jerônimo terá fôlego e pulso? Caso contrário, poderá ser o mentor do fim dos 20 anos do PT em 2026.

Proposta busca atualizar e modernizar a máquina pública municipal, considerada defasada diante da ampliação das responsabilidades constitucionais, do crescimento das políticas públicas e da necessidade de maior integração entre planejamento, execução e controle

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O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), enviou à Câmara Municipal um projeto de lei que reformula a organização administrativa do Poder Executivo e revoga integralmente a legislação que instituiu a estrutura atual, em vigor desde 2020. Segundo a mensagem do Executivo, a proposta busca atualizar e modernizar a máquina pública municipal, considerada defasada diante da ampliação das responsabilidades constitucionais, do crescimento das políticas públicas e da necessidade de maior integração entre planejamento, execução e controle.

O texto redefine órgãos e entidades administrativas, disciplina cargos em comissão e estabelece regras de ordenação de despesas, além de reformular o sistema de governança e controle interno, com integração das funções de ouvidoria e corregedoria à Controladoria-Geral do Município.

Entre as principais mudanças, está a criação da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Relações Institucionais, além da reestruturação da área de Desenvolvimento Econômico, que terá competências ampliadas para fomentar emprego, turismo e defesa do consumidor.

A proposta também prevê núcleos jurídicos setoriais nas secretarias, a incorporação da assistência judiciária gratuita à área social, a criação de um Departamento de Inovação Tecnológica e o fortalecimento da Secretaria de Segurança e Ordem Pública, que terá papel ampliado na fiscalização e na coordenação do poder de polícia administrativa.

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