Alta nos casos de Covid-19 faz Hospital de Base suspender cirurgias eletivas

Leia em: < 1 minuto

O Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, suspendeu nesta terça-feira, dia 1ºde junho, a realização de cirurgias eletivas, ou seja, aquelas que são programadas pelos médicos. O motivo é o risco de faltar medicamentos do kit intubação, usados em pacientes com a Covid-19 e também em pessoas submetidas a procedimentos cirúrgicos.

O alerta para uma possível falta de medicações do kit, como sedativos e analgésicos, foi dos laboratórios que fornecem os remédios aos hospitais.

A falta dessas medicações ocorre por causa do aumento do número de casos da Covid-19 na Bahia. “Em lugares como Teixeira de Freitas e Barreiras, por exemplo, já não há mais leitos e muitos pacientes estão vindo para Itabuna, o que é um sinal de alerta”, afirmou o médico Eduardo Kovalski, presidente da Fasi.

A unidade, que tem 20 leitos UTI exclusivos para o tratamento da Covid -19 está com 75% de ocupação. “Apenas um paciente é de Itabuna, o restante de outros municípios”, informou presidente da Fasi, Eduardo Kovalski.

Governador Rui Costa (PT), e prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD)

Leia em: 2 minutos

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), comemorou a publicação do aviso de licitação para a construção da nova rodovia que ligará Itabuna a Ilhéus, no Diário Oficial do Estado (DOE), na edição desta 3ª feira (1º.junho), que viabiliza a duplicação do trecho que une as duas principais cidades do Sul da Bahia.

“Essa é uma obra de grande impacto para toda a região. Agradeço e reconheço o empenho do governador Rui Costa, em realizar esse sonho de várias décadas da população sulbaiana”, disse Augusto Castro.

COMPLEXO INTERMODAL
O novo trecho terá uma extensão de 18 quilômetros. A abertura dos envelopes das empresas interessadas em realizar a obra acontecerá no 15 de julho. Augusto Castro destaca que com a implantação da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que vai ligar Ilhéus a Caetité, na região da Oeste, e também do Porto Sul, complexo portuário que está sendo construído na zona norte ilheense, para o escoamento de minério de ferro e grãos produzidos na Bahia, a nova rodovia é de fundamental importância, diante do potencial de crescimento socioeconômico que essas obras representam.

“Itabuna é uma cidade privilegiada por ser cortada por duas importantes rodovias federais as BRs 415 e 101, com o complexo intermodal, nossa cidade será o centro logístico das empresas que irão se instalar na região para atender as novas demandas, e a nova BA é essencial para atender essas demandas”, ressalta o prefeito.

//

A diretora técnica do Hospital Manoel Novaes, Fabiana Chávez, comemorou o sucesso da primeira cirurgia cardíaca pediátrica no sul da Bahia. “Esse procedimento significa um avanço fantástico na nossa assistência. Pela primeira vez na nossa história realizamos um procedimento desse tipo na nossa região. Essa é uma conquista para ser celebrada por todos, principalmente por ter sido realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”

Leia em: 3 minutos

Recupera-se bem uma bebê de 40 dias que foi submetida a uma cirurgia de correção de persistência do canal arterial, procedimento inédito no sul da Bahia. Prematura de 29 semanas e quatro dias, Alice está internada, desde o dia 17 de abril, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Manoel Novaes (HMN), em Itabuna, para ganhar peso, pois nasceu com 1,225 kg, e com problema de canal arterial persistente. Por isso, fora submetida a uma cirurgia de emergência.

Conduzido pelos médicos Sidnei Nardeli, coordenador do Serviço de Cirurgia Cardiovascular da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (SCMI), e Pablo Namorato, cirurgião cardiovascular pediátrico da SCMI, o procedimento foi feito na noite da última 5ª feira (27.maio) no Centro Cirúrgico do HMN. “Inicialmente, tentamos resolver o problema com medicamentos, mas sem o resultado esperado. Por isso, decidimos pela intervenção e o bebê está apresentando uma evolução muito boa”, relata Pablo Namorato.

De acordo com o médico Pablo Namorato, a persistência do canal arterial é necessária para o crescimento do bebê. “Depois do nascimento, esse canal é fechado naturalmente. Quando isso não ocorre, é feito tratamento com medicação. Quando resultado não é satisfatório, fazemos intervenção cirúrgica. Este foi o caso da nossa paciente, que tinha muita dificuldade para respirar e hoje está bem”. Hoje, Alice está com um pouco mais de 1,715kg.

O QUE É PERSISTÊNCIA DO CANAL ARTERIAL?
O cirurgião cardiovascular Sidnei Nardeli explica que o canal arterial é uma estrutura fetal que existe entre as duas artérias que saem do coração (aorta e pulmonar). “Uma estrutura que todas as pessoas têm aberta e com fluxo, quando estão no útero materno. Quando o bebê nasce, o canal deve fechar. No caso dessa criança, não fechou, o que estava possibilitando a passagem de uma grande quantidade de sangue para o pulmão, podendo causar insuficiência respiratória e outras complicações. Caso não seja cuidado, a longo prazo, essa complicação pode até causar danos irreversíveis. O bebê poderia torna-se um adulto com a qualidade de vida muito ruim”, conta.

Sidnei Nardeli detalha que esse tipo de patologia no bebê pode enfrentar uma série de complicações de saúde, porque causa o roubo de fluxo, encharca o pulmão e pode levar comprometimento de outros órgãos. “Durante muito tempo, aqui na Bahia, esse tipo de cirurgia era feita em outros centros distantes, como Salvador, mas há dois anos implantamos em Vitória da Conquista, no Hospital IBR, e agora trouxemos esse serviço para Itabuna”.

LOGÍSTICA COMPLEXA E ALTO CUSTO
O cirurgião cardiovascular destaca que antes esse tipo de cirurgia exigia uma logística complexa. “Para levar essa paciente para Salvador, por exemplo, precisaria de uma UTI área porque é um prematuro extremo, de alto risco. Fazendo esse procedimento na unidade onde ela está internada reduz muito o risco de ter uma complicação no transporte. Além do alto risco no deslocamento, o serviço de transporte é muito caro. São muitas as vantagens com a realização desse tipo de precedimento aqui em Itabuna”.

Quem também comemorou muito o sucesso da cirurgia foram o motoboy André Luís de Souza e a estudante Thalia de Oliveira Ferreira, pais da pequena Alice, moradores do bairro Novo Prado, em Itamaraju, no extremo-sul da Bahia. “A gravidez da minha esposa foi de alto risco e tivemos que esperar o município regular para que ela recebesse o atendimento adequado. Ela ficou uma semana esperando lá. Sofreu muito antes de ser transferida para aqui, onde teve atendimento de excelência”, recordou-se. 

O Soldado PM, Kléber Sousa, tinha 42 anos

Leia em: < 1 minuto

⚫ O Policial Militar Kléber Sousa, de 42 anos, morreu nesta 2ª feira (31.maio) em decorrência da Covid-19. Sousa era integrante da Ceto (Companhia de Emprego Tático Operacional), do 15° 15º BPM. 

Que Deus conforte todos os familiares 🙏

Calendário de vacinação contra o vírus Influenza (gripe) e Covid-19 que contempla a semana de 31 de maio a 5 de junho

Leia em: 4 minutos

A Secretária de Saúde de Itabuna, divulgou o calendário de vacinação contra o vírus Influenza (gripe) e Covid-19 que contempla a semana de 31 de maio a 5 de junho.

Desta 2ª feira (31.maio) à 6ª feira (4.junho), das 8h às 11 horas, prossegue a vacinação contra a gripe (vírus Influenza) nas Unidades Básicas e de Saúde da Família para os grupos prioritários. Serão vacinados idosos acima de 60 anos, professores, profissionais de saúde da rede pública ou privada, criança de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e puérperas. Aos profissionais é necessária a apresentação da Carteira Profissional ou crachá.

No período da tarde prossegue também nas Unidades Básicas e de Saúde da Família, a aplicação da 1ª dose da Oxford/Astrazenica contra a Covid-19. A aplicação da vacina será realizada das 13h às 16 horas.

Também nesta 2ª feira (31.maio), serão vacinadas as pessoas com idade a partir dos 58 anos, nascidas entre setembro e dezembro. Além daquelas com comorbidades a partir de 18 anos, sendo necessária a apresentação de laudo médico com CID.

Na 3ª feira (1º.junho), será a vez de receber a primeira dose os indivíduos com idade a partir de 57 anos, nascidos entre janeiro e junho. E também, pessoas com idade a partir de 18 anos com comorbidades, sendo necessária a apresentação de laudo médico com CID.

Na 4ª feira (2.junho), serão imunizados pessoas a partir de 57 anos nascidas entre julho e dezembro. Além de todos com comorbidades e idade a partir de 18 anos, sendo necessária a apresentação de laudo médico com CID.

Na 6ª feira (4.junho), receberão a primeira dose do imunizante quem tem idade a partir de 56 anos e nasceu entre janeiro e dezembro. Também serão imunizadas as pessoas com idade a partir de 18 anos com comorbidades, sendo necessária a apresentação de laudo médico com CID.

Ao se dirigir a Unidade Básica de Saúde para receber o imunizante é preciso apresentar a carteira de identidade, CPF ou cartão do SUS e comprovante de residência. Para quem tem comorbidade também é necessário apresentar o relatório médico atualizado (06 meses) com CID. Devido ao feriado de Corpus Christi, no dia 3, não haverá vacinação nas unidades de saúde.

SEGUNDA DOSE OXFORD
Na 4ª feira (2.junho), receberão a 2ª dose contra Covid-19 (Oxford/Astrazenica) idosos a partir de 80 anos, que tomaram a primeira dose no Drive-Thru realizado no dia 31 de março. A segunda aplicação de Drive-Thru será no Teatro Municipal Candinha Dórea e na UNIME das 8h30min às 14 horas.

Também haverá a segunda aplicação para pessoas na Sala de Vacina da Rede de Frio, fundos do Centro de Saúde José Maria de Magalhães Neto (antigo Sesp), com limitação a 300 senhas. É necessário apresentar a Carteira de Identidade (RG), CPF ou Cartão SUS, Cartão de Vacina com o registro da 1ª dose.

REPESCAGEM 2ª DOSE
Ainda na 2ª feira (31.maio), das 8h30min as 12 e das 13h30min às 15h30min, receberão a aplicação da segunda dose Coronavac e Oxford-Astrazenica àqueles que já receberam a primeira aplicação destas vacinas.

Estão incluídos neste grupo, as pessoas com Síndrome de Down, trabalhadores da saúde e indivíduos de grupos prioritários que utilizaram primeira dose da lista da xepa. A aplicação será na Rede de Frio, no antigo Sesp.

EDUCAÇÃO
No decorrer desta semana, prossegue a vacinação da primeira dose contra Covid-19, com o imunizante Oxford/Astrazenica dos trabalhadores da Educação.

Na 3ª feira (1º.junho), serão imunizados os profissionais de Educação e funcionários com idade a partir de 18 anos das faculdades UNIME e UniFTC. O horário será das 8 às 14 horas na sede da UniFTC, na praça José Bastos, centro.

Na 6ª feira (4.junho), a aplicação será destinada aos profissionais com idade de 18 a 29 anos das Redes Municipal e Estadual de Ensino e também da UFSB. O horário será das 8h30min às 14 horas no IMEAM.

Todos os profissionais da Educação no momento da imunização deverão apresentar a Carteira de Identidade (RG), CPF ou Cartão SUS e contracheque impresso.

RODOVIÁRIOS
No sábado (5.junho), a vacinação da primeira dose contra Covid-19 com a vacina Oxford/Astrazenica será destinada aos trabalhadores rodoviários, taxistas, mototaxistas, motoristas do transporte escolar e motoristas e ajudantes de transportadoras de carga. O horário será das 8h30min às 14 horas, na USEMI, no São Caetano.

Ao se dirigir para ser imunizada, a pessoa terá que levar a Carteira de Identidade (RG), CPF ou Cartão SUS, contracheque impresso ou fotocópia da Carteira de trabalho (parte do contrato e da identificação). No caso dos motoristas autônomos, é necessário apresentar o Alvará emitido pela Secretaria de Transporte e Trânsito do Município. 

Projeto de mineração urbana defende que metais valiosos podem ser obtidos através da reciclagem

Leia em: 2 minutos

“Quais materiais são mais propensos a virarem lixo eletrônico e por que as pessoas realizam o descarte indevido?”. Essas são algumas questões que a pesquisadora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Tatiane Benvenuti, quer entender para criar medidas que possam diminuir esses resíduos na região Sul da Bahia.

A partir dessas informações, Tatiane vai buscar técnicas para a reciclagem e recuperação de materiais valiosos. “Com a necessidade de equipamentos eletrônicos, tanto para trabalho, quanto para conforto, somado ao constante surgimento de novas tecnologias que surgem diariamente, tivemos um aumento enorme de resíduos de equipamentos eletroeletrônicos, os REEE. Dentro dessa realidade, o Brasil encontra-se entre os países que mais produzem REEE, somente em 2014, foram cerca de 14 milhões de toneladas”, alerta a pesquisadora.

Ao justificar a importância do projeto, realizado em parceria com pesquisadores da Uesc e da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Tatiane explica como funciona a dinâmica de reciclagem de produtos eletrônicos.

“No Brasil, existe a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) de 2010, que, ao ressaltar o perigo para à saúde e o meio ambiente, alerta que tais materiais devem ser reciclados. Entretanto, este tipo de resíduo não pode ser enviado para aterros e lixões, ele deve passar pelo processo chamado logística reversa, que ocorre quando o consumidor devolve o aparelho inutilizado na mesma loja onde o comprou. Nesse sentido, a loja devolve as peças aos fornecedores que reutilizam os materiais ou providenciam a reciclagem. Acontece que, no nosso país, as lojas ficam com muitas peças para descartar e nem sempre recebem o equipamento vendido de volta. Some isso ao fato de no Brasil não existir a reciclagem de todos estes materiais, limitando-se somente à desmontagem, então, a parte mais valiosa do material que não vai parar nas cooperativas de reciclagem e sucateiros, acaba indo para fora do país, onde é melhor aproveitada”.

A pesquisadora afirma que através do anseio de fazer com que esses metais valiosos permaneçam em território brasileiro, ela busca entender como esses resíduos são administrados no Sul da Bahia, a fim de apontar possíveis medidas para realizar a reciclagem adequada localmente. “Com o tempo, ampliando a atuação, poderemos conhecer os dados destes resíduos em todo o estado, na região Nordeste e em todo o país. Em nossa pesquisa, buscamos conhecer o panorama local e fornecer informações, como a cartilha, para educar a população em relação aos perigos e à necessidade de descartar esses resíduos de forma adequada”, disse Tatiane, que destacou os comércios que recebem os resíduos eletrônicos, lojas de consertos, empresas fabricantes de equipamentos como os principais integrantes de seu público-alvo.

A equipe também defende que a composição destes resíduos indica possibilidades de mineração urbana para obter metais, a partir de volumes inferiores de REEE em comparação com o volume de minério na mineração convencional.

“Recursos minerais são finitos e as minas vêm se esgotando cada vez mais rápido, logo, a ideia é que haja menor demanda de matéria-prima virgem, através da recuperação dos metais dos resíduos. O impacto social poderá se refletir na criação de pontos de coleta e triagem de resíduos, além do desenvolvimento de novos empreendimentos de reciclagem, com geração de emprego e renda na região”, concluiu.

Leia em: 2 minutos

A Prefeitura de Itabuna divulgou nesta 6ª feira (28.maio), o resultado da Consulta Pública realizada pela Secretaria Municipal de Educação que aponta que um total de 65,4% disseram reprovar a ideia de retorno das aulas presenciais nas redes pública e particular de ensino. Foram ouvidos 3.437 participantes na pesquisa entre pais de alunos, profissionais da educação e gestores escolares e a população em geral.

A Consulta, efetuada por meio virtual, revelou ainda que 23,3% da comunidade em geral concordam que as aulas sejam ministradas no formato híbrido. Já no segmento dos professores que atuam nas escolas da Rede Pública Municipal, 86,6% reprovaram o retorno às aulas presenciais, bem como 89,8% deles disseram não se sentir seguros em lecionar com tal possibilidade.

Já entre os funcionários e gestores, tanto da rede pública como na rede particular, 74,5% dos que participaram foram contrários ao retorno às salas de aula neste ano.

Segundo a secretária municipal da Educação, Janaína Araújo, a ideia de realizar a Consulta Pública levou em conta a necessidade de democratizar uma decisão a ser tomada pela gestão municipal, considerando os diversos segmentos envolvidos no setor da educação, bem como o atual contexto vivenciado diante da pandemia da Covid-19.

Ela adiantou que, além do resultado da pesquisa, serão considerados os decretos e protocolos de segurança sanitária emitidos pela Organização Municipal da Saúde (OMS), Ministério da Educação e as esferas de governo – estadual e municipal.

“Os dados serão devidamente analisadas conforme as diversas peculiaridades, visto que o cruzamento de informações por segmento permitirá a elaboração de um plano conjunto de ações visando o bem de todos os envolvidos, a garantia do direito à educação e, principalmente, o maior de todos os objetivos que é garantir a vida”, afirmou Janaína.

A Consulta Pública sobre a possibilidade do retorno às aulas presenciais nas escolas urbanas e do campo das redes pública municipal e particular de Ensino em 2021 foi coordenada pelo Núcleo de Tecnologia Municipal (NTM), através de formulários de pesquisa eletrônica, no período de 24 a 27 de maio. Os links foram disponibilizados nos sites oficiais do NTM e da Prefeitura de Itabuna.

O encontro dessa dupla foi classificado como maduro pelo colunista Marco Wense

Leia em: < 1 minuto

Segundo o colunista Marco Wense, uma conversa entre Geraldo Simõe e Dr. Mangabeira mostra que eles deixaram as posições partidárias de lado e abriram o diálogo em torno de Itabuna.

O encontro aconteceu nesta 6ª feira (28.maio), entre Mangabeira, presidente do Diretório municipal do PDT e suplente de deputado federal, e Geraldo Simões, ex-prefeito da cidade por duas vezes, ex-deputado federal e um dos fundadores do PT em Itabuna.

Na pauta, o governo Augusto Castro (PSD), sendo a saúde a pauta principal entre os vários temas discutidos. Mangabeira e Geraldo conversaram por um bom tempo.

Serão entregue um total de 95 kits // Foto de Daniel Thame

Leia em: < 1 minuto

A Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente da Prefeitura de Itabuna vai entregar, neste fim de semana, mais kits de proteção e segurança aos feirantes cadastrados no programa “Feira Segura – Viva a Feira”. O material foi doado por meio de uma parceria entre o município e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado (SDR). Os kits contêm avental, máscaras, álcool gel de 500 ml, 70 toucas padronizadas e folhetos com orientação sobre os protocolos de segurança.

A entrega está sendo feita nas feiras do Centro Comercial de Itabuna e dos bairros São Caetano e Fátima/Califórnia, num total de 95 kits. Até agora, já foram contemplados com o material da CAR os pequenos produtores rurais da Feira do Produtor, que trabalham às sextas-feiras, no centro, ao lado da UniFTC, e os que atuam na Feira de Produtos Orgânica, que ocorre todas as quintas-feiras, no estacionamento da Câmara Municipal de Vereadores.

A entrega será realizada com a presença dos técnicos e representantes das secretarias municipais de Agricultura e Meio Ambiente e de Ordem Pública, que vão orientar os feirantes sobre o cuidado com a comercialização e manuseio dos produtores, a importância do distanciamento social, do uso de máscaras e, principalmente, a higienização frequentes das mãos com álcool gel.

//

Leia em: 4 minutos

Milhares brasileiros planejaram o nascimento de seus filhos no momento em que ninguém esperava o surgimento de um vírus capaz de modificar o modo de convivência no mundo. Entre as pessoas que realizaram o sonho da maternidade durante esta pandemia estão Deise Damásio, Isabella Fagundes e Fabiany Nascimento.

Em 2019, Deise Damásio, com apoio do marido, decidiu que tinha chegado a hora de ser mãe pela segunda vez. Ela afirma que tomaria a mesma decisão hoje. “Minha filha é um grande presente de Deus. Era um sonho da nossa família. Temos um desafio a mais porque ela nasceu prematura e precisou ficar internada”, conta.

Deise relata que o grande desafio não foi enfrentar a pandemia, mas acompanhar os primeiros dias de nascimento de Eloá. “Passei boa parte da gravidez trabalhando em home office (em casa) e tomei todos os cuidados, mas não fiquei assustada”, conta a moradora de Itapé, no sul da Bahia.

Eloá nasceu prematura, em julho de 2020, na 27ª semana, pesando 940 gramas (muito abaixo do peso considerado ideal). A bebê precisou ficar internada 53 dias em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Manoel Novaes. “Hoje, minha filha está bem, mas ainda fazemos acompanhamento com fisioterapeuta, pediatra e neurocirurgião”.

A PEQUENA LAURA
Quem também veio ao mundo em plena pandemia do novo coronavírus foi a pequena Laura. Ela nasceu quando Isabella Fagundes estava na 28ª semana de gestação. “Era o começo de uma pandemia, não sabíamos como lidar com o vírus ainda. O comércio estava fechado. Eu e meu marido ficávamos em casa imaginando nossa bebê conosco, mal sabíamos que isso ia acontecer o mais rápido possível”.

No dia 1º de maio de 2020, Isabella acordou perdendo muito líquido. “Fomos para o hospital já com dilatação. Não estava na hora ainda, pelo menos para mim. Mas para ela (Laura), era a hora certa. Ficamos quatro dias internadas e fazendo de tudo para certificar que ela estava bem e sendo preparada para vir ao mundo”.

Laura nasceu às 6h do dia 5 de maio, de parto normal, pesando 1,024kg. “Não pude tocá-la, tirar fotos e nem amamentá-la. Rapidamente eu a vi sem reação. Ela foi levada pela equipe para UTI Neonatal e lá intubaram. Quando fiquei naquela sala eu clamei a Deus pela vida da minha filha. Pedi com todo o meu coração e a ouvi chorar, foi ali que me encontrei novamente”.

A pequena Laura ficou 58 dias internada no Hospital Manoel Novaes. “Fui todos os dias visitar meu presente. Passei o Dia das Mães e meu aniversário com ela. Quanto foi difícil vir para casa e não tê-la em meus braços, sem receber visita de minha família. Quanto foi difícil imaginá-la naquela sala com infinitos bebês prematuros que tinham uma mamãe sofrendo e de coração grato como eu. Mas estava tranquila porque sempre confiei na equipe do hospital”, afirma.

Superado os momentos desafiadores, a mãe comemora a companhia da filha. “Passou um ano e hoje estamos aqui, felizes. Ela está com desenvolvimento perfeito e completo para idade. Esse ano passou voando. Quase como um flash, mas lembro de todos os momentos e sorrisos que conquistamos até aqui. Quero aprender e ensinar todos os dias. Obrigada, Laura, por ter me escolhido para ser sua mamãe e não desistir de lutar nenhum segundo pela sua vida. Amo-te!”, derrete-se Isabella.

ANA GABRIELA
Fabiany Nascimento também é mãe de um bebê prematuro, nascido com 32 duas semanas, com 1,3kg. O parto dela estava previsto para dezembro de 2020, mas Ana Gabriela Aguiar nasceu em outubro. Moradora de Camamu, no baixo sul da Bahia, ela teve dificuldade para fazer o pré-natal porque Itabuna já registrava um o número crescente de casos de Covid-19.

Mas, em um determinado momento, Fabiany passou a sofrer com pressão alta e, em setembro, estava no nível muito elevado. “Foi aí que descobriram que minha bebê estava tendo restrição de crescimento, com dificuldade de respiração. Durante uma consulta de acompanhamento, a médica percebeu que a situação tinha se complicado e que o parto deveria ser antecipado”, relata.

Após o nascimento, Ana Gabriela ficou 63 dias internada na UTI Neonatal. “No período em que ela estava hospitalizada, só a vi rapidamente quando nasceu. Foi um período muito difícil e só podia vê-la durante uma hora por dia. Revesava com meu marido, um dia eu, outro, ele. Meu coração ficava muito apertado porque era pouco tempo, mas sabia que minha filha estava sendo muito bem cuidada”, conta emocionada.

Fabiany afirma que, além do número de infectados e óbitos, a tristeza nessa pandemia é o isolamento, principalmente dos familiares. “Não sabemos por onde as pessoas andam. Quando planejávamos ter um bebê, imaginávamos que ele cresceria perto dos avós, bisavós, tios, de todo mundo da família. Mas logo percebemos que isso não seria possível, neste momento, por causa dessa pandemia. Isso vem sendo muito difícil”. Mesmo antes do início da pandemia da Covid-19, o Hospital Manoel Novaes já tinha adotado todos os protocolos para evitar a transmissão cruzada do vírus.

Notícias mais lidas

Outros assuntos

Custom text