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Levantamento durou quatro anos e aponta oportunidades e desafios para o setor

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O sistema de produção considerado ambientalmente mais sustentável está presente na maior parte das propriedades produtores de cacau da Bahia, um dos principais polos produtores do país. Esse é um dos principais aspectos apontados pelo estudo “Panorama da Cacauicultura no Território Litoral Sul da Bahia”.

Produzido em cooperação com a cadeia produtiva do cacau e chocolate, representada pela Cocoa Action Brasil, contando com a colaboração científica de pesquisadores da UFSB, Instituto Floresta Viva (IFV) e da Brown University, a publicação traça um verdadeiro “Raio-X” da produção naquela região.

De acordo com os dados do trabalho, 78% dos estabelecimentos produtores de cacau adotam o sistema de produção cacau-cabruca, que consiste na exploração econômica de uma cultura agrícola cultivada no sub-bosque da mata-atlântica, proporcionando a preservação dos fragmentos da floresta tropical primária e a conservação dos recursos hídricos e da fauna diversificada.

O estudo aponta ainda que existem, em média, 10,9 hectares de cacau-cabruca por estabelecimento, com produtividade de 11,8@/ ha/ano e renda mensal média da propriedade de R$1.582,00.

O estudo teve a participação de 3.090 produtores em 26 municípios, incluindo as regiões de Ilhéus e Itabuna. Esses produtores foram visitados anualmente no período de 2015 a 2019 por pesquisadores que avaliaram desde o perfil socioeconômico dos produtores, gênero e juventude no campo, passando por condições de trabalho, manejo e beneficiamento do cacau até acesso a crédito, cadastramento ambiental e assistência técnica. “Os dados levantados revelam muitos aspectos importantes sobre o setor, não só dos desafios, mas também indicam caminhos para soluções” explica Rui Rocha, um dos coordenadores do estudo.

Entre os dados apresentados no estudo está o perfil das propriedades. Do total de propriedades pesquisadas, 79% ocupam uma área de até 50 hectares, sendo 55% da área dos estabelecimentos abaixo de 20 hectares. A área média ocupada pela cultura do cacau é de 12 hectares por estabelecimento, com 50% dos estabelecimentos com áreas acima de 5 hectares de cacau. Em termos territoriais médios, o cacau representa 79% da receita dos estabelecimentos rurais, mas essa taxa está acima de 90% em municípios como Barro Preto, Aureliano Leal, Itajuipe e Ubaitaba.

Outro ponto de destaque do modelo de produção da região está na forma de comercialização do produto. De acordo com o levantamento, apenas 12% dos produtores entrevistados comercializam sua produção de forma direta para a indústria de processamento. Do total, 20% vendem para os intermediários locais ou negociantes e 71% à venda aos armazéns.

O relatório foi financiado pelas empresas e entidades participantes do CocoaAction Brasil: Barry Callebaut, Cargill, Dengo, Mars, Mondelez, Nestlé, Olam, Rainforest Alliance e Instituto Arapyaú, com apoio institucional de AIPC e ABICAB.

Para acessar o relatório completo, clique aqui.

Cotações do dia 22 de fevereiro de 2021

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🍫 Cotação do Cacau
Ilhéus > R$ 238,00 (comum > arroba)

☕ Cotação do Café Conillon (60 kg)
Café Tipo 7/8 > R$ 392,00
Café Tipo 7 > R$ 397,00

🐂 Cotação do Boi Gordo @ arroba
Jequié > R$ 275,00
Barreiras > R$ 285,00
Feira de Santana > R$ 280,00
Santo Antônio de Jesus > R$ 295,00
Itapetinga > R$ 280,00
Salvador > R$ 291,00

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Anote aí um conselho: evite exagerar nas sobremesas muito doces, porque o açúcar neutraliza as propriedades saudáveis do cacau

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Agora, temos ainda mais um motivo para amar chocolate. De acordo com Abbie Gellman, mestre em nutrição e chef do Institute of Culinary Education, essa guloseima é rica em antioxidantes e aminoácidos, que ajudam a proteger o sistema cardiovascular e reduzir inflamações quando consumidas com moderação.

Essa notícia não poderia ter vindo em melhor momento, já que o Valentine’s Day está chegando. Continue lendo para descobrir os benefícios das suas sobremesas favoritas, como morangos cobertos com chocolate, bombas de chocolate, trufas e até bolos de chocolate.

🍫 O CHOCOLATE É RICO EM ANTIOXIDANTES
“Uma pequena porção de aproximadamente 20 g de chocolate amargo tem aproximadamente 140 miligramas de flavonoides. Essas substâncias antioxidantes têm um efeito positivo na prevenção ao risco de doenças cardiovasculares. Várias pesquisas demonstraram que os flavonoides presentes no chocolate protegem contra danos no revestimento das artérias. Eles também funcionam de maneira semelhante a uma pequena dose de aspirina para evitar que as plaquetas se aglutinem e formem coágulos sanguíneos, o que pode causar um ataque cardíaco ou derrame”, diz Gellman.

Para obter a maior quantidade de flavonoides em relação ao consumo calórico, Gellman recomenda escolher um chocolate amargo de alta qualidade com o mais alto teor de cacau que se adapte ao seu paladar. “Recomendo chocolates com 70 a 85% de cacau, mas quanto maior a porcentagem, mais amargo será o gosto”, aconselha.

Cotações do dia 19 de fevereiro de 2021

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🍫 Cotação do Cacau
Ilhéus > R$ 236,00 (comum > arroba)

☕ Cotação do Café Conillon (60 kg)
Café Tipo 7/8 > R$ 392,00
Café Tipo 7 > R$ 397,00

🐂 Cotação do Boi Gordo @ arroba
Jequié > R$ 275,00
Barreiras > R$ 285,00
Feira de Santana > R$ 280,00
Santo Antônio de Jesus > R$ 295,00
Itapetinga > R$ 280,00
Salvador > R$ 291,00

“Mel de Cacau”: uma composição nutricionalmente enriquecida e com redução de sacarose

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“Composição Alimentícia com ‘Mel de cacau’” é o título da invenção que concedeu à Uesb sua terceira carta patente, emitida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), em fevereiro deste ano. O estudo é referente a composições alimentícias de chocolate e de gelado comestível a partir do chamado “mel de cacau”, uma composição nutricionalmente enriquecida e com redução de sacarose, contendo um produto obtido a partir da polpa de cacau in natura, não fermentado.

A pesquisa foi feita no contexto da crise do agronegócio do cacau no Brasil, muito relevante no Sul da Bahia, provocada, principalmente, pela devastação da doença vassoura-de-bruxa. Nesse sentido, observada a necessidade de buscar alternativas de aproveitamento integral do cacau e de seus derivados, o professor Marcordes Viana da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência de Alimentos da Uesb, iniciou o desenvolvimento da pesquisa de análises de caracterização do “mel de cacau” e dos ensaios de processamento quanto ao enriquecimento do chocolate com “mel de cacau” e redução de sacarose, no laboratório do Núcleo de Estudos em Ciência de Alimentos (Necal), campus de Itapetinga.

Para o pesquisador, a “aplicação tecnológica do ‘mel de cacau’, em composições alimentícias, vem agregar valor nutricional aos produtos formulados, bem como impor o conceito de sustentabilidade à produção de cacau com o aproveitamento deste subproduto, permitindo-se, assim, a competitividade no mercado, exclusividade na exploração, possibilidade de sua comercialização, valorização do esforço despendido, proteção legal contra exploração por terceiros e contribuição para a sociedade”.

INOVAÇÃO NA UESB
Coordenador do Sistema de Gestão Tecnológica e Inovação e o Núcleo de Inovação Tecnológica (Gestec-NIT) da Uesb, Luciano Brito Rodrigues afirma que a concessão da terceira carta patente demonstra a qualidade e o potencial inovador das pesquisas desenvolvidas na Universidade. “A patente é mais um indicador de nossa qualidade e que precisa ser intensificada entre os pesquisadores de nossa Instituição”, pontuou.

Rodrigues também acrescentou que a proteção das invenções deve ser um caminho natural a ser trilhado na carreira do pesquisador e que precisa ocorrer segundo as regras e procedimentos estabelecidos pelo órgão avaliador, no caso do Brasil, o Inpi. “Para isso, a Uesb dispõe do Gestec-NIT, que, juntamente com a Coordenação de Inovação, atuam na orientação aos pesquisadores quanto à melhor forma de proceder com a proteção da invenção desenvolvida, conforme estabelecido em sua Política Institucional. Sei que ainda é o começo da caminhada, mas estamos fazendo-a de maneira firme e consistente, o que se materializa a cada pedido depositado, e muito nos alegra quando o mesmo é concedido”, esclareceu Rodrigues.

A pesquisa foi depositada em 2013, em parceria com a professora Suzana Caetano da Silva Lannes, do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), onde dispõe de equipamentos indispensáveis à caracterização tecnologia do chocolate e seus derivados. O estudo contou ainda com a colaboração de dois alunos da Iniciação Científica (IC) da Uesb, Elias Nascimento da Silva e Danilo da Cruz Ramos.

Ovo de Páscoa da Cacau Show com Paçoquita // Foto: Divulgação

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Passado o Carnaval, é hora de falar de Páscoa. E a Cacau Show acaba de anunciar um dos produtos que fará parte do mix para a data em 2021: Ovo Mezzo com Paçoquita 290g. Sim, o Ovo de Páscoa virá com dupla camada de chocolate ao leite e branco com Paçoquita Cremosa e ainda trará duas unidades de Paçoquita.

O produto já está à venda nas mais de 2.400 lojas físicas, e-commerce e com representantes de venda direta da Cacau Show por R$ 49,90.

“Essa parceria é super importante para nós, pois conseguimos juntar duas paixões dos brasileiros: o chocolate e a paçoca. Temos certeza de que nossos consumidores irão adorar”, comenta Alê Costa, presidente e fundador da Cacau Show, em comunicado enviado à imprensa.

Na visão de Renato Feliz, presidente da Santa Helena, empresa fundada em 1942, e que é responsável pela produção da Paçoquita, a parceria é um sinal da preocupação em manter o produto sempre atual. “Nosso foco é a satisfação dos fãs da marca, que buscam encontrar uniões inesperadas como essa, de duas empresas de tradição em suas categorias”, afirma.

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KitKat vegano é a nova aposta da Nestlé // Foto: Nestlé / Divulgação

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A Nestlé está lançando uma versão não láctea da popular barra de chocolate, que será chamada KitKat V. A empresa suíça está aderindo à tendência de alimentos alternativos à base de vegetais. A Nestlé promete que o novo doce ainda tem o “equilíbrio perfeito entre wafer crocante e chocolate macio”.

KitKat V dispensa o leite lácteo, que é usado em seus KitKats regulares, para uma alternativa à base de arroz, além de novo cacau sustentável, de acordo com a Bloomberg. A nova barra começará a ser vendida ainda este ano em vários países em varejistas selecionados antes de se expandir em todo o mundo.

“O sabor foi um fator chave no desenvolvimento do chocolate à base de plantas para nosso novo KitKat vegano”, disse Louise Barrett, chefe do Centro de Tecnologia de Produtos de Confeitaria Nestlé, em um comunicado. “Usamos nossa experiência em ingredientes, junto com uma abordagem de teste e aprendizado, para criar uma deliciosa alternativa vegana ao nosso KitKat de chocolate original.”

Alimentos à base de plantas estão se estendendo em substituição aos à base de carne e leite. Em 2019, a Mars lançou uma linha de barras de chocolate veganas como forma de atrair consumidores que desejam reduzir o consumo de carne e laticínios por motivos de saúde e ambientais. Outros fabricantes, como Lindt e Cadbury, também lançaram recentemente doces veganos.

A tendência, segundo Alexander von Maillot, chefe da confeitaria da Nestlé, continua crescendo.

“Há uma revolução alimentar silenciosa em andamento que está mudando a forma como as pessoas comem. Queremos estar na vanguarda disso, defendendo a descoberta de alimentos e bebidas à base de plantas”, disse ele no comunicado. Da CNN Brasil

Em 2020, de janeiro a setembro, houve retração de 14,3% na produção, mas o faturamento aumentou 9% em comparação ao ano anterior

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Sem o carnaval, os olhares da indústria e do comércio estão voltados para o próximo feriado, quando se comemora a Páscoa. A produção de ovos de chocolate já se intensificou. Para alavancar as vendas, o e-commerce e as vendas por aplicativo são a grande aposta.

Em uma das maiores fábricas de chocolate do Brasil, onde foi feita a reportagem da CNN Brasil, cerca de 3.000 funcionários temporários já foram contratados. O trabalho começou em outubro de 2020 e vai até a segunda quinzena de fevereiro. A ideia é que alguns destes colaboradores se tornem fixos e sejam efetivados.

Essa é a história de Vânia Rodrigues, que tem dez anos de casa e neste ano, treinou a equipe de temporários. “Fui passando de auxiliar, operadora 1 e hoje sou operadora 2. Sou efetiva de Páscoa e tudo começou na Páscoa. Então assim, a oportunidade que eu vi foi a única oportunidade, porque era o que eu queria e sonhava e o que eu consegui”, diz

Uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Chocolate mostra que mais da metade dos brasileiros compram chocolates todos os meses.

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