Jerônimo Rodrigues rebate Bruno Reis e sai em defesa de Lula após críticas

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Durante entrevista na rádio Baiana, nesta quinta-feira (9.abril.2026), Jerônimo Rodrigues desmentiu a versão de que Lula teria ido a Ondina e ficado até tarde. Segundo o governador, o presidente chegou a Salvador vindo do Ceará e foi direto para o hotel, já que tinha compromissos importantes no dia seguinte. “A gente entendeu que o presidente precisava descansar”, explicou.

Bruno Reis disse que os petistas estavam tomando uísque no Palácio de Ondina, mas Jerônimo Rodrigues negou.

“Não dá para destilar ódio, raiva, dessa forma. Não se pode colocar o povo contra um presidente tão querido na Bahia. É uma injustiça. Nenhum presidente merece esse tipo de desrespeito, principalmente vindo de um gestor de uma capital”. Foi assim que o governador Jerônimo Rodrigues reagiu às declarações do prefeito Bruno Reis sobre a não entrega do residencial Zumira Barros, em Salvador.

O governador também destacou que, logo cedo, às 7h da manhã, Lula já estava de pé para cumprir agenda, concedendo entrevista ao vivo a uma emissora de TV diretamente do hotel. Jerônimo reforçou que é preciso responsabilidade no trato político e respeito institucional, criticando a tentativa de criar desgaste contra o presidente na Bahia.

Valderico Júnior faz ajuste no coração político da gestão municipal

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O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (UB), usou a caneta com velocidade e nomeou peças-chave da administração. Em uma única tacada, promoveu três mudanças estratégicas na Casa Civil, nas Relações Institucionais e na Universidade Livre do Mar e da Mata. Um ajuste fino no coração político do governo.

As nomeações de Paulo Queiroz dos Santos para a Casa Civil e de Claudemar Cardoso Santos para as Relações Institucionais contemplam secretarias sensíveis à articulação interna e externa do governo. Já a escolha de Davidson Leandro Sousa Santos foi para comandar a Maramata.

Uma nova configuração voltada à tomada de decisões em áreas estratégicas e à estabilidade administrativa.

Paulo Queiroz, Claudemar Cardoso e Davidson Leandro.

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Dança das siglas redesenha forças na Assembleia Legislativa da Bahia

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A Assembleia Legislativa da Bahia virou palco de uma coreografia conhecida: a dança das siglas. Deputados mudam de partido, recalculam rotas e reposicionam suas bases. É a sobrevivência eleitoral e a lista de trocas ajuda a traduzir esse novo momento.

Entre os movimentos: Angelo Coronel Filho trocou o PSD pelo Republicanos; Angelo Almeida saiu do PSB e foi para o PT; Antonio Henrique Júnior deixou o PP rumo ao PV; Binho Galinha migrou do Patriota para o Avante; e Cafu Barreto saiu do PSD para o União Brasil. Na mesma leva, Eduardo Salles deixou o PP para ingressar no PV, enquanto Felipe Duarte fez o caminho do PP para o Avante. Já Laerte do Vando trocou o Podemos pelo Avante, e Luciano Araújo saiu do Solidariedade para o Avante. Ludmilla Fiscina, por sua vez, migrou do PV para o PSD.

A mudança de rota segue com Marcelinho Veiga deixando o União Brasil para o PV; Marcinho Oliveira trocando o PDT pelo PRD; Niltinho saindo do PP para o PSD; e Pancadinha deixando o Solidariedade rumo ao PDT. Paulo Câmara fez o caminho do PSD para o PL, enquanto Penalva saiu do PDT para o União Brasil. Raimundinho da JR trocou o PL pelo Avante; Samuel Júnior deixou o Republicanos para o PL; Soane Galvão saiu do PSB para o Avante; Vitor Azevedo trocou o PL pelo Avante; e Vitor Bonfim deixou o PV para o PSB.

Lideranças testam novos abrigos enquanto tentam manter suas bases intactas, em um equilíbrio delicado entre coerência e conveniência — termômetro, e também vitrine, de um jogo maior.

Resta saber quem vai sair fortalecido dessa rearrumação e quem ficará pelo caminho: trocar pode significar ganhar fôlego… ou apenas mudar de lugar.

Janela partidária provoca reacomodação de forças no Legislativo baiano // 📷 Reprodução www.metro1.com.br

Após sinalizar chapa, Lula diz não ter decidido candidatura e surpreende aliados // 📷 Reprodução/ICL Notícias

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu, em poucos dias, fazer o que a oposição não vinha conseguindo: gerar dúvida dentro da própria base. Após anunciar, com pompa de decisão consolidada, que Geraldo Alckmin (PSB) seria novamente seu vice na chapa da reeleição, o petista tratou de puxar o freio de mão, e com força. Em entrevista ao site ICL Notícias, disse que ainda não decidiu se será candidato. O efeito foi imediato: aliados atônitos e um partido que voltou a roer as unhas.

Lula afirma que precisa apresentar “algo novo” para justificar a candidatura, como se o tempo político permitisse esse tipo de suspense. Em um período pré-eleitoral, indefinição no topo da cadeia não é estratégia, é lance mal jogado. “Eu não decidi se serei candidato ainda. Vai ter uma convenção em junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa, vou ter que apresentar uma coisa nova para este país”, pontuou Lula.

A leitura é pragmática: Lula sente o peso de um isolamento político crescente e as dificuldades para montar uma coalizão robusta. Sem uma base ampla, o risco de enfrentar adversários com mais tempo de TV e maior capilaridade se torna real. E disputar a reeleição em desvantagem estrutural é tudo o que um presidente em exercício tenta evitar.

Na semana passada, Lula lançou o nome de Camilo Santana como potencial sucessor no petismo. O presidente disse que o ex-ministro da Educação iria começar a rodar o país para se tornar mais conhecido e buscar novos voos na política nacional, em um claro movimento do PT, que há tempos prepara o ex-governador do Ceará para assumir essa posição.

No fim das contas, Lula acendeu um sinal amarelo dentro do próprio campo. Resta saber se o recuo foi para fazer “charminho” ou se revela um problema maior: a falta de convicção sobre o próprio fôlego político para encarar mais uma disputa nacional.

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