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Em "live", o presidente da República atacou a CPI da Pandemia, da qual participam dois senadores do Amazonas, Omar Aziz e Eduardo Braga, e disse: "Imaginem Manaus sem a Zona Franca"; declaração foi reprovada pela bancada do estado

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Senadores do estado do Amazonas reagiram a uma declaração do presidente Jair Bolsonaro sobre a Zona Franca de Manaus, na última noite de 5ª feira (20.maio). Para os senadores a declaração de Bolsonaro, que falava sobre “imaginar Manaus sem a Zona Franca” soou como ameaça. Eles lembraram a importância econômica do polo industrial não só para o estado do Amazonas, mas para o Brasil.

A declaração de Bolsonaro foi feita durante uma das lives do presidente, transmissões ao vivo que ele faz todas as quintas-feiras. Na transmissão, ele criticou a CPI da Pandemia. Depois, em outro momento, falou de feitos dos governos militares e, entre eles, citou a Zona Franca. Os nomes do presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM) e do senador Eduardo Braga, integrante do colegiado, foram citados na fala.

“Imaginem Manaus sem a Zona Franca. Senador Aziz, você, que fala tanto na CPI, e senador Eduardo Braga, imaginem aí o estado ou Manaus sem a Zona Franca de Manaus”, disse Bolsonaro.

Para Omar Aziz, a fala do presidente teve tom de ameaça, mas o funcionamento da Zona Franca é garantido por lei. Ele pediu respeito por parte de Bolsonaro.

“O presidente pode ameaçar a mim e ao Eduardo [Braga], mas ao ameaçar a Zona Franca de Manaus, o negócio é mais embaixo. É preciso respeitar os amazonenses, porque ele não pode ameaçar algo que é garantido por lei, que assegura o sustento e a vida de tantos amazonenses. A Zona Franca tem um importante papel na economia, não apenas do estado do Amazonas, mas do Brasil” disse o presidente da CPI pelas redes sociais.

Na mesma linha, Eduardo Braga lembrou que a Zona Franca tem garantia constitucional e a ameaça de Bolsonaro não atinge políticos, mas o povo que depende dela para o sustento.

“Sobre a fala do presidente em live, a respeito da continuidade da ZFM,  a insinuação não pode ser vista como uma ameaça aos políticos do Amazonas, e sim ao povo que já sofre com a enchente, com a pandemia, os desgovernos, e agora uma ameaça ao sustento das famílias. A ZFM tem garantia constitucional, além de ser patrimônio do povo amazonense e um inestimável instrumento de preservação da maior floresta tropical do mundo”, respondeu o senador.

Em vídeo, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) também repudiou as declarações do presidente da República. Ele lembrou que tem votado a favor de “pautas republicanas” do governo para ajudar o país, mas disse não ter imaginado ter que responder, como senador, ao que chamou de  “declaração infeliz” do presidente.

“Eu até nem quero crer que seja ameaça, presidente, nem quero crer porque não procede, não cabe. Não é assim que se deve tratar o Amazonas. Nós merecemos todo o respeito. E é isso que foi exigido aqui, o Amazonas não quer esmola. Amazonas quer justiça”, disse o senador no vídeo.

Plínio Valério disse, ainda, que a Zona Franca de Manaus é superavitária, e emprega 84 mil trabalhadores. “O que não imagino é o Brasil sem o Amazonas”, afirmou. 

Romário nega veemente as acusações feitas por Cabral

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O ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, disse em sua delação premiada que o senador Romário (PL) teria acertado com MDB de receber R$ 5 milhões, para apoiar a candidatura de reeleição a governador de Luiz Fernando Pezão, em 2014. Do valor acertado, segundo Cabral, Romário teria recebido R$ 3,5 milhões e o pagamento teria sido viabilizado por Hudson Braga, então subsecretário estadual de Obras do governo.

Para isso, Braga teria usado a estrutura financeira montada no governo Cabral, a chamada “taxa de oxigênio”, 1% do valor de contratos públicos pagos pelas empreiteiras como forma de propina. Além do dinheiro, Cabral teria acordado que Romário poderia indicar o presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec).

Em nota, através de sua assessoria de imprensa, o senador Romário respondeu que: “Essas delações têm servido amplamente para difamar adversários políticos para conseguir benefícios judiciais, sem que nada tenha sido provado”. 

Em mais de 50 anos de carreira política, Maldaner foi vereador, deputado estadual, deputado federal, governador e senador // Foto de Waldemir Barreto/Agência Senado

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O ex-senador por Santa Catarina Casildo Maldaner (MDB) morreu na noite desta 2ª feira (17.maio) aos 79 anos. Ele lutava contra um câncer e estava internado desde o domingo (16) no Hospital de Caridade, em Florianópolis (SC).

Em 2018, o político se recuperou de um câncer que afetava o sistema nervoso central. Há três semanas, foi diagnosticado que o tumor havia voltado. Ele passou mal de sábado para domingo e foi levado ao hospital em estado grave.

Além de senador, Casildo Maldaner também foi governador e vice-governador de Santa Catarina, deputado federal, deputado estadual e vereador nos mais de 50 anos de carreira política.

Foi eleito senador da República em 1994, assumindo o mandato na 50.ª legislatura (1995-1999). Reeleito, ficou no Senado até 2003. Em 2006 foi eleito primeiro suplente do senador Raimundo Colombo (DEM-SC) e retornou à Casa em janeiro de 2011, quando Colombo renunciou ao mandato para assumir o governo de Santa Catarina.

Em dezembro de 2014, anunciou a despedida do Senado e da carreira política após 52 anos em um pronunciamento no Plenário.

Casildo Maldaner era casado com Ivone e pai de três filhos — Josaine, Jandrey e Janiara. 

O Senador Otto Alencar já acionou a Polícia do Senado para investigar o caso

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O senador Otto Alencar, do PSD, único dos três baianos na CPI da Covid, presidiu a sessão de instalação e sentiu na pele uma bateria de ameaças, umas 30 de morte, segundo afirma o colunista do A Tarde, Levi Vasconcelos.

Ele afirma ter sofrido muita pressão de todos os lados, mas que pelas redes foi o pior. “Recebi mais de 30 ameaças de morte. Nunca vi nada parecido, nem na época em que eu votei contra o impeachment de Dilma”.

Otto diz ter a convicção de que os grupos integram redes milionárias, uma indústria, ‘com certeza financiada por empresários simpatizantes do presidente’.

“Da semana passada para cá foram mais de 400 mensagens. As mais agressivas as de hoje (ontem)”. O Senador ainda completa dizendo que não respondeu a nenhuma, mas se tocou. Encaminhou boa parte delas para a polícia do Senado investigar. E diz saber que está lidando com pessoas de má procedência.  

O senador Otto Alencar (PSD-BA) presidirá a primeira reunião da CPI da Pandemia

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A primeira reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia acontece no dia 27 de abril, a partir das 10h.

Nessa ocasião serão escolhidos o presidente e o vice-presidente da comissão. Por ser o membro mais idoso da CPI, o senador Otto Alencar (PSD-BA) irá presidir esta reunião.

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Senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO)

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O senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) divulgou nesta segunda-feira (12.abril) à Rádio Bandeirantes o conteúdo do restante do áudio de sua conversa com o presidente Jair Bolsonaro sobre a CPI da Covid.

Na ligação, além de pedir ao parlamentar para que tente ampliar a comissão para apurar também a conduta de prefeitos e governadores durante a pandemia, o presidente fala em “ir para a porrada” com o também senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP). Do Blog do Datena

O ministro Gilmar Mendes acolheu o parecer da PGR de que a apuração não reuniu suporte probatório mínimo para o oferecimento da denúncia contra o deputado federal

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do Inquérito, em que o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) era alvo de investigação por suposto envolvimento em crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionados ao recebimento de vantagens por empresas contratadas por Furnas Centrais Elétricas S/A.

Ele acolheu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que a apuração não reuniu provas mínimas para o oferecimento da denúncia, mas ressalvou a possibilidade de reabertura das investigações, caso surjam novas provas.  

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O sucessor de Olimpio será Alexandre Luiz Giordano

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O senador Major Olimpio (PSL-SP) morreu última quinta-feira (18.mar) vítima da Covid-19, após cumprir dois dos oitos anos do mandato para o qual foi eleito em outubro de 2018, com 9 milhões de votos.

Caso aceite assumir o posto, o sucessor de Olimpio será Alexandre Luiz Giordano.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giordano tem 48 anos, se identificou como empresário e se elegeu filiado, assim como Olimpio, ao Partido Social Liberal (PSL), legenda a que pertencia o presidente Jair Bolsonaro, hoje sem partido.

O pleito de 2018 foi o primeiro em que Alexandre Giordano se candidatou. Em sua declaração de bens, o empresário declarou ser sócio de empresas nos ramos de metais e mineração. Ao todo, o suplente declarou possuir R$ 1,5 milhão em bens.  

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