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Confesso que não achei um título que encaixasse perfeitamente no comentário de hoje envolvendo o presidente Jair Messias Bolsonaro e ACM Neto, ex-prefeito de Salvador.

Mesmo não ficando satisfeito, o intitulei de “Coisas da Política”. São dois assuntos. O primeiro diz respeito ao comportamento do chefe do Palácio do Planalto na pandemia do novo coronavírus. O segundo trata da indecisão do ex-gestor soteropolitano, que é o comandante-mor do DEM nacional, em relação a seu futuro político.

Começando pelo pré-candidato a governador da Bahia, volto a repetir que o democrata precisa de uma bússola para orientar seu rumo político: o que quer, o que pretende fazer, com que forças e grupos políticos pretende se juntar, enfim, buscar um caminho. Disse ontem que esse vai e vem de Neto, essa sua indefinição diante do cenário político, pode prejudicar sua pretensão de ser o morador mais ilustre do Palácio de Ondina, que seu “hibridismo político” vai terminar fazendo com que perca o favoritismo na sucessão estadual decorrente de uma natural fadiga do eleitorado com o petismo, que com o fim do mandato de Rui Costa completará 16 anos de poder na Boa Terra.

ACM Neto tem que tomar uma decisão sobre sua posição diante do governo Bolsonaro. Ficar nessa de cativar os dois lados – bolsonarismo e oposição – é desaconselhável. Vai terminar desagradando a gregos e troianos. Vale lembrar que muitos bolsominions, principalmente os radicais, já chamam Neto de “comunista”.

No outro dia, que é hoje, sexta (12), me deparo com a seguinte declaração do ex-alcaide: “Não teria nenhuma dificuldade de estar ao lado do PSB, PCdoB e PT”. Fica parecendo que Neto está ameaçando debandar para o outro lado para ser melhor tratado pelo presidente Bolsonaro. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o tiro termina saindo pela culatra quando se agrada, simultaneamente, dois diferentes campos ideológicos.

A conclusão sobre ACM Neto é que precisa conversar com seus próprios botões sobre essa insegurança, esse vai-não-vai, sob pena de ficar desacreditado pelos dois lados e, como consequência, o sonho de ser governador virar um pesadelo. Essa sua dubiedade já provoca uma queda nas intenções de voto.

E o presidente Jair Messias Bolsonaro? Continua o mesmo. Quem apostou que mudaria com o aumento do número de óbitos em decorrência da pandemia do cruel e devastador novo coronavírus se deu mal, perdeu dindin. É incrível como o chefe de uma Nação teima em dar declarações desastrosas diante de tantas perdas de vidas humanas.

Tivemos ontem o maior índice de mortes registrado em 24 horas neste ano de 2021. Cerca de 1452 pessoas deram adeus ao planeta terra, totalizando quase 237 mil óbitos pela covid 19.

O presidente Jair Messias Bolsonaro em vez de emitir uma nota ou dar uma declaração para confortar as famílias que tiveram seus entes queridos levados pelo perverso vírus, lança mão de mais uma frieza: “Não adianta ficar em casa chorando, não vai chegar a lugar nenhum”. Para Bolsonaro, morreu, morreu, esqueça os mortos, eles não levantam mais.

Portanto, na Coluna Wense de hoje, um erro político que pode custar muito caro e uma imperdoável insensibilidade com a vida do ser humano.

PS – O dilema de ACM Neto tende a crescer quando as pesquisas apontarem que a rejeição do presidente Bolsonaro segue crescendo no eleitorado baiano.

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Marco Wense
Analista Político

*A análise do colunista não reflete, necessariamente, a opinião de Pauta.blog.br

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O ex-alcaide de Salvador, ACM Neto, presidente nacional do DEM, resolveu só pensar nele. Com um piscar de olhos, sem se preocupar com os que estão ao seu redor, virou adepto fervoroso do primeiro eu, depois também eu. É o ACM Neto, digamos, “murici”, defensor de que cada um cuide de si e os outros que se danem.

ACM Neto deixou, pelo menos de fato, nas suas atitudes, de ser o representante dos democratas para defender seus próprios interesses políticos, sempre de olho no que é melhor para ele em detrimento de outras lideranças da sigla que já procuram outro abrigo partidário.

Está ficando politicamente isolado não só em termos de companhia física como em relação aos partidos. Cito o MDB e PSDB como exemplos de que ACM Neto vai caminhando para ficar sozinho.

A Executiva nacional do emedebismo, presidida por Baleia Rossi, que foi derrotado na eleição da Câmara dos Deputados, não anda nada satisfeita com o ex-gestor soteropolitano, que trabalhou intensamente pela vitória de Arthur Lira (PP), o candidato do presidente Jair Messias Bolsonaro. Esse apoio não explícito, mas bem escancarado nos bastidores, levou Rodrigo Maia, amigo de mais de 20 anos, chamar Neto de “traidor”, que faltou “caráter” ao agora ex-correligionário. “Mesmo a gente tendo feito o movimento que interessava ao candidato dele no Senado, ele entregou a nossa cabeça numa bandeja ao Palácio do Planalto”, desabafou Maia.

Como não bastasse o MDB, com toda razão tiririca da vida com ACM Neto, tem o PSDB do ex-presidente FHC e de João Doria, governador de São Paulo. O tucanato já mandou avisar que não quer conversa com Bolsonaro, dando assim um recado bem direto para o netismo.

Como não tem mais diálogo com o comando nacional do MDB, legenda importante em qualquer sucessão estadual, ACM Neto tenta amenizar na planície, na Boa Terra, longe de Brasília, o imbróglio que ele mesmo criou. Seu último encontro foi com o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, que mesmo com tantos problemas na Justiça, continua tendo forte influência no emedebismo baiano.

A sabedoria popular costuma dizer que a esperteza, quando é demais, costuma engolir o esperto. ACM Neto quer ser bolsonarista nos bastidores e, de público, ficar dizendo que não tem nenhum compromisso com o presidente Bolsonaro. Ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o plano B de ACM Neto é ser vice de Bolsonaro no pleito de 2022. Para que isso ocorra, só precisa que as pesquisas de intenções de voto apontem que o segundo mandato consecutivo do chefe do Executivo, via instituto da reeleição, tem boas chances.

Venho dizendo que ACM Neto só vai disputar o governo da Bahia se houver uma cisão na base aliada do governador Rui Costa (PT), um racha que venha provocar uma mudança significativa no cenário eleitoral. Se PT, PSD e PP se entenderem em torno da composição da chapa majoritária, ACM Neto desiste da candidatura. Vale lembrar que essa união na base aliada, com um por todos, todos por um, depende do senador Jaques Wagner, que terá que abrir mão da sua pretensão de governar a Bahia pela terceira vez. Uma chapa encabeçada por Otto Alencar (PSD), Rui Costa senador (PT) e o vice-governador sendo indicado por João Leão, que passaria a ser o governador da Bahia, é tida como imbatível.

O problema da desistência de Wagner não é ele, que pode muito bem continuar por mais um bom tempo como senador. A exigência, seguida por uma contínua pressão, vem do ex-presidente Lula, que parece não perdoar e nem esquecer a então declaração de Rui Costa. Assim que o líder-mor do lulopetismo deixou a cadeia, o chefe do Palácio de Ondina disse que as conversas com outros partidos não poderiam ficar condicionadas à defesa do “Lula Livre”, o que deixou Lula irritado.

Concluo dizendo que ACM Neto, que tinha tudo para ter um futuro político sem nevoeiro pela frente, assentado nos dois bons governos na prefeitura de Salvador, considerado como um dos melhores gestores do país, pegou o caminho errado.

Resta a ACM Neto torcer para que PT, PSD e PP não se entendam na formação da majoritária e, quem sabe, pegar a “sobra” do desentendimento. Do contrário, vai correr para ser o vice de Bolsonaro, obviamente com a ajuda dos dois presidentes do Congresso Nacional, Arthur Lira (PP) na Câmara dos Deputados e Rodrigo Pacheco (DEM) no Senado da República.

PS (1) – A desistência de ACM Neto em concorrer ao governo da Bahia, como aconteceu na sucessão de 2018, vai provocar uma revolta incontrolável no netismo, principalmente em quem pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara dos Deputados, mais especificamente nos candidatos à reeleição. Vale lembrar que no pleito passado vários deputados não conseguiram se reeleger em decorrência do recuo de ACM Neto, que acionou José Ronaldo (DEM), ex-prefeito de Feira de Santana, como seu substituto no processo sucessório. Cito como exemplo, bem simbólico, a não-reeleição do ex-tucano Augusto Castro para o Parlamento estadual. Castro, hoje prefeito de Itabuna, assim que terminou o pleito se filiou ao PSD do senador Otto Alencar, presidente estadual da sigla. Pré-candidatos a deputado estadual e federal pretendem ter uma conversa definitiva com o ex-alcaide de Salvador sobre à sucessão de Rui Costa. Caso percebam que o Neto está na dúvida em relação à disputa pelo comando do Palácio de Ondina, alguns deles podem ir para a base aliada do governador Rui Costa. Volto a repetir que se ACM Neto não fizer uma reflexão sobre seu futuro político, corre o risco de ficar a ver navios.

PS (2) – Se ACM Neto for o vice de Bolsonaro, que é o mais ilustre representante do MSP (Movimento dos Sem Partidos), deixa de ser “comunista”. Quem sabe até passe a ser chamado pelo bolsonarismo de raiz de “suplente de mito”.

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Marco Wense
Analista Político

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O ex-prefeito soteropolitano ACM Neto, comandante-mor do DEM nacional, anda meio perdido, sem saber para que lado vai.

Disse que não descarta nenhuma opção na sucessão do Palácio do Planalto no pleito de 2022, nem mesmo o presidente Jair Bolsonaro. O que chamou atenção foi o “nem mesmo”, o que terminou deixando o bolsonarismo irritado.

Para muitos bolsonaristas, o ex-alcaide tratou o segundo mandato consecutivo do chefe do Poder Executivo com indiferença, com desdém. Quem melhor definiu esse vai e vem de Neto, essa inconstância, foi Flávio Barreto, ex-presidente do diretório do PT de Itabuna: “Virou biruta de aeroporto”.

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Marco Wense
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Tido como um invejável articulador político, o senador Jaques Wagner (PT) tem pela frente uma missão considerada muito difícil: convencer o governador Rui Costa, companheiro de legenda, a ficar no Palácio de Ondina até o fim do mandato.

Se Rui atender o desejo de Wagner, fica dois anos sem função parlamentar outorgada pelo cidadão-eleitor-contribuinte, o que significa deixar de lado uma eleição garantida para o Senado da República, dada como favas contadas até pelo grupo de ACM Neto, pré-candidato do DEM ao governo da Bahia no pleito de 2022.

Se Wagner conseguir demover Rui Costa de sua postulação ao Senado, juntar o PSD de Otto Alencar e o PP de João Leão em torno de sua candidatura, passa a ser um “monstro” dos bastidores da política brasileira. Vale lembrar que o PSB de Lídice da Mata é certo e, obviamente, o PT. É evidente que outras siglas, essas de menor expressão, vão também aderir ao projeto político de Wagner de governar a Boa Terra pela terceira vez.

E o PDT do deputado federal Félix Júnior? Confesso que não sei como a sigla brizolista vai caminhar na sucessão de Rui Costa, já que não existe uma definição clara sobre o rumo que a sigla deve tomar na sucessão estadual. Mais cedo ou mais tarde, o PDT vai ter que tomar uma posição. A dubiedade, a dúvida e a incerteza são pontos que não podem permanecer por muito tempo, sob pena do eleitor começar a achar que o PDT está perdido.

Esse Wagner é danado. Sabe que agradar os filhos dos políticos é o melhor atalho para ter o apoio dos pais. O senador quer o deputado Otto Filho (PSD) e Cacá Leão (PP) na chapa majoritária, respectivamente filhos do senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, e do vice-governador João Leão, dirigente-mor do pepismo baiano.

Como o PSD e PP têm uma boa quantidade de prefeitos, Wagner quer Otto Filho como candidato a vice-governador e Cacá Leão como senador, deixando a opção para o papai Leão em indicar outro nome se o filho não aceitar o convite de Wagner, que pretende usar o ex-presidente Lula na missão de deixar Rui Costa a ver navios em 2022, salvo se o lulopetismo indicá-lo para disputar a sucessão de Bolsonaro, ainda integrante do Movimento dos Sem Partido (MSP), sem dúvida o mais ilustre.

Rui Costa estaria sabendo dessas articulações de bastidores de Jaques Wagner? Até quando pretende ficar em silêncio diante de um Wagner cada vez mais convencido de que Rui Costa deve ficar até o último dia do mandato? Rui Costa vai deixar uma vitória certa para o Senado para satisfazer o desejo do companheiro?

Correligionários mais próximos de Rui são da opinião de que o governador não vai abrir mão de disputar o Senado, assim como Wagner em relação ao comando do cobiçado Palácio de Ondina. A chapa do governismo seria quase que puro-sangue, só restando a vaga de vice-governador para negociar com os partidos da base, o que provocaria uma debandada dos insatisfeitos para o lado de ACM Neto (DEM), sendo o PP o primeiro a pular do barco. Vale lembrar que o pepismo é controlado pelo Centrão, hoje aliado de carteirinha do presidente Bolsonaro, que parece ter feito as pazes com o ex-alcaide de Salvador, o “comunista” ACM Neto.

Outro ponto, não menos importante, é que a desincompatibilização de Rui para concorrer em 2022, deixa o vice João Leão na titularidade do cargo, o que faz o PP se tornar mais forte e imprevisível.

O que vem se comentando, em conversas reservadas entre os petistas mais ligados a Rui Costa, é que o governador pode procurar outro abrigo partidário caso perceba que a intenção do lulopetismo é deixá-lo de fora da eleição de 2022. PSD, PDT e PSB seriam as opções mais viáveis para Rui. Eleitoralmente falando, o PSD é o melhor caminho. Para manter a coerência ideológica, o PDT ou PSB. O PSD é tão bolsonarista como o DEM e o PP.

Agora é esperar pela reação do governador Rui Costa diante das manobras do senador Jaques Wagner. Nesses casos, sempre digo que assim como no direito, ficando sempre atento aos prazos, o processo político não costuma socorrer os que dormem.

Que situação, hein! Wagner querendo ser novamente governador da Bahia, sabendo que sem o PSD e PP não ganha para ACM Neto, e Rui Costa ciente de que ficar dois anos sem mandato pode atrapalhar seus legítimos projetos políticos.

PS – ACM Neto tem também seus dilemas. Se ficar muito bolsonarista, corre o risco de perder os votos do antibolsonarismo que existe em uma parcela significativa do seu eleitorado. Se ficar contra Bolsonaro, vai ser novamente taxado de “comunista” e, como consequência, um chega pra lá dos bolsominions. Neto, que enganou a todos na eleição da Câmara dos Deputados, com destaque para Rodrigo Maia, seu amigo de partido, considerado como o mais próximo, vai ficar sempre de olho nas pesquisas de intenções de voto para à presidência da República, principalmente no quesito rejeição e, mais especificamente, na Bahia. Se vai conseguir ser “híbrido”, agradar lá e cá, é uma outra questão.

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Marco Wense
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O Partido do Democratas (DEM), presidido nacionalmente por ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador da Bahia no pleito de 2022, voltou a ser o DEM de verdade.

O “novo” DEM não conseguiu derrotar o DEM autêntico, o DEM do toma lá, dá cá. A imagem de um DEM diferente, até mesmo buscando se aproximar das forças de centro-esquerda, durou pouco. Foi só uma tapeação, um disfarce.

A eleição na Câmara dos Deputados mostrou que o demismo continua o mesmo, o que fez lembrar a música de Caetano Veloso. Basta só trocar o trio elétrico por cargos. Ou seja, “atrás de cargos só não vai quem já morreu”.

Se o desabafo de que o DEM estava voltando aos velhos tempos, caminhando a passos largos para ser novamente “partido da boquinha”, partisse de outra pessoa, a repercussão seria maior. Mas como veio de Rodrigo Maia, que sempre fez política na base do fisiologismo, ficou tudo como dantes no quartel de Abrantes.

ACM Neto, que se dizia traído pelo ex-alcaide de Feira de Santana, José Ronaldo, então candidato na sucessão estadual de 2018, que apoiou Bolsonaro em detrimento de Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, agora está sendo chamado de traidor por Rodrigo Maia, ex-presidente do Parlamento federal e o maior derrotado no processo eleitoral da Casa Legislativa. Vale lembrar que Neto foi o coordenador da campanha do tucano ao Palácio do Planalto.

Maia, em conversas reservadas, diz que ACM Neto teria combinado com ele apoiar Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa pelo mais cobiçado cargo do Poder Legislativo. Deu no que deu: ninguém sabe em quem o ex-gestor de Salvador votou, se no emedebista ou no pepista Arthur Lira. O presidente Bolsonaro não mediu esforços para eleger o líder do Centrão. O toma lá, dá cá, foi o mais robusto da história da República brasileira, envolvendo emendas parlamentares, verbas extras e ministérios, como, por exemplo, o da Educação, que pode ser oferecido ao DEM como contrapartida pelos votos da legenda a Lira.

Rodrigo Maia, que era carne e unha com ACM Neto, anda dizendo que vai buscar outro abrigo partidário, que o DEM é uma página virada na sua vida pública. O bom relacionamento político com Neto é coisa do passado, de priscas eras, como diria o saudoso jornalista Eduardo Anunciação, hoje em um lugar chamado de eternidade.

O DEM voltou a ser o que era, apegado ao governo de plantão, usufruindo das benesses inerentes ao poder. O “novo” DEM, agora fazendo parceria com o Centrão, era uma mentirinha.

Qual seria o ditado popular mais apropriado para o último parágrafo do comentário de hoje? Sem nenhuma dúvida, o de que “mentira tem perna curta”.

PS – Com a vitória de Arthur Lira (PP-AL), o presidente Jair Messias Bolsonaro se torna refém do toma lá, dá cá. Qualquer pedido do Centrão, não é mais uma reivindicação e sim uma ordem para ser imediatamente atendida, sob pena de um dos pedidos de impeachment sair da gaveta. Foi o que ocorreu com a então presidente Dilma Rousseff. Na época, a Câmara dos Deputados era comandada por Eduardo Cunha (MDB), o guru de Lira.

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Marco Wense
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A eleição contou com a presença de diversos prefeitos da Bahia e região

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A nova diretoria da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano (AMURC) foi eleita ontem, sexta-feira (29), no Teatro Municipal Candinha Dória, em Itabuna. No pleito, concorreu apenas a chapa “Amurc forte e inovadora”, tendo como candidatos à presidência e vice-presidência da diretoria executiva para o biênio 2021-2022, os prefeitos Marcone Amaral (Itajuípe) e Vinícius Ibrann (Buerarema), respectivamente.

Composição da Diretoria Executiva
Presidente: Marcone Amaral (Itajuípe)
1º Vice-presidente: Vinícius Ibrann (Buerarema)
2º Vice-presidente: Ana Cléia Leal (Ibirataia)
1º Secretário: Monalisa Tavares (Ibicaraí)
2º Secretário: Marcos Galvão (Ibicuí)
1º Tesoureiro: Naeliton Pinto (Itapé)
2º Tesoureiro: Tiago Birschner (Una)

Bruno Reis e ACM Neto tem uma parceria de longas datas

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O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), usou suas redes sociais para parabenizar o ex-prefeito da capital baiana e futuro candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (DEM), pela passagem do seu aniversário.

Na mensagem, ele reconhece o aprendizado e companheirismo do amigo. “Se tem um cara que me ensinou muita coisa nessa vida é ACM Neto. Estamos há mais de 20 anos juntos e eu tenho o privilégio de contar com o companheirismo, a inteligência, a parceria e, principalmente, a lealdade desse grande amigo”.

E completou: “Parabéns, Neto! Você broca, meu irmão. Muita saúde, alegrias, prosperidade e força para os desafios que te esperam. Você sabe que tamo junto!”

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"A pequena dor de cabeça de ACM Neto se transformaria em uma forte enxaqueca com a formação de uma chapa com Otto Alencar (PSD), um vice indicado pelo PP do vice-governador João Leão e Rui Costa para o Senado", enfatizou Marco Wense

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O título acima diz respeito à composição da chapa majoritária que vai enfrentar ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, na disputa pelo governo da Bahia no pleito de 2022.

O ex-alcaide soteropolitano vai ter seus problemas para formar sua linha de frente na sucessão estadual, já que o único ponto 100% definido é ele como candidato ao comando do cobiçado Palácio de Ondina. Mas quando comparados com os do outro lado, da base aliada que dar sustentação política ao governo Rui Costa (PT), o céu é de brigadeiro.

O que pode provocar alguma preocupação para o netismo, é a falta de compreensão de que as duas vagas da majoritária, obviamente que me refiro a de vice-governador e senador, devem ser reservadas para receber os insatisfeitos do outro lado, os preteridos na arrumação da chapa governista.

Vale lembrar que José Ronaldo (DEM), ex-gestor de Feira de Santana, salvo engano por três vezes, trabalha nos bastidores para ser o candidato ao Senado da República na chapa encabeçada por ACM Neto. E tem dito que não abre mão de sua pretensão. O MDB, assentado no bom tempo que dispõe no horário eleitoral, vai também reivindicar um lugar na majoritária.

Ainda em relação ao MDB, a legenda, depois das reeleições de Colbert Martins e Herzem Gusmão, respectivamente em Feira de Santana e Vitória da Conquista, derrotando os candidatos do PT no segundo turno, ficou credenciada para indicar um nome para ser o vice de ACM Neto, já que a sigla não tem interesse no Senado.

Digamos que ACM Neto terá uma pequena dor de cabeça e o governador Rui Costa uma grande enxaqueca. Aliás, nem o próprio Rui sabe do seu futuro político, já que vai ter uma conversa definitiva com o ex-presidente Lula sobre o processo eleitoral de 2022. Qualquer outro caminho que não seja uma candidatura ao Senado é arriscado e pode deixá-lo a ver navios, o que não é bom. É aquela velha máxima de que político sem mandato é como peixe fora d’água.

E como fica à composição da majoritária governista, do governo de plantão? Tudo vai depender do senador Jaques Wagner. Se o ex-governador desistir de disputar à sucessão estadual, tudo ficaria resolvido. A pequena dor de cabeça de ACM Neto se transformaria em uma forte enxaqueca com a formação de uma chapa com Otto Alencar (PSD), um vice indicado pelo PP do vice-governador João Leão e Rui Costa para o Senado.

Outro lembrete é que o mandato de Jaques Wagner como senador vai até 2026. Pode muito bem esperar pela companhia de Rui Costa na Casa Legislativa, na chamada Câmara Alta do Congresso Nacional. Outro detalhe é que João Leão ficaria muito satisfeito com essa arrumação: Otto Alencar, um nome indicado por ele para a vice e Rui Costa disputando o Senado. Leão teria ainda seu sonho concretizado: ser governador da Bahia.

É evidente que o PT, mais especificamente e, principalmente, o lulopetismo, para abrir mão da cabeça da majoritária com Jaques Wagner, vai exigir que Otto Alencar assuma o compromisso de apoiar o presidenciável do PT na sucessão de Bolsonaro, que pode até ser Luiz Inácio Lula da Silva se a Lei da Ficha Limpa for sabotada, mais precisamente com o fim da inelegibilidade em decorrência de condenação em segunda instância. Não custa dizer que o maior interessado na candidatura do ex-mandatário-mor do país é o bolsonarismo. O ex-presidente, além de agigantar ainda mais o antipetismo, levaria a disputa pelo maior cargo do Poder Executivo para uma polarização desastrosa para a República. Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o PT, com qualquer candidato, se passar para o segundo turno, perde para Bolsonaro. O antipetismo, que foi o mais importante e imprescindível cabo eleitoral da eleição de Bolsonaro, seria mais uma vez o responsável direto pela sua reeleição.

Concluo o comentário de hoje, para não ficar muito longo e cansativo para o caro leitor, dizendo que a grande dúvida da sucessão de Rui Costa é como compor a chapa majoritária governista sem rachar a base aliada, evitando assim uma debandada para o netismo. Essa incerteza, com ingredientes de suspense e, quem sabe, até de surpresas e sobressaltos, vai durar todo o ano de 2021.

PS – Qualquer tentativa do ex-presidente Lula para convencer Rui Costa a permanecer até o último dia como governador, pode acelerar sua saída do PT. Com efeito, o morador mais ilustre do Palácio de Ondina tem conversado com seus próprios botões sobre seu futuro político e a possibilidade de ter um novo abrigo partidário.

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Marco Wense
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ACM Neto (DEM) quer ser o governador da Bahia

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O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) declarou abertamente recentemente que está decidido a percorrer a Bahia construindo sua candidatura ao Governo da Bahia. Ele que comandou por oito anos a Prefeitura de Salvador, também não esconde o orgulho pelas obras realizadas na capital baiana, e o seu compromisso de continuar trabalhando pelo Democratas como presidente do partido. “Um sentimento do dever cumprido e um orgulho grande saber que eu pude transformar a cidade”.

Sobre a construção da campanha ao Governo da Bahia ele declara que dedicará boa parte do seu tempo para viajar pelo estado. “Já comecei a organizar toda uma programação do que será o meu trabalho aqui na Bahia nesses próximos dois anos, já estou com minha equipe e a gente já está, portanto, colocando a mão na massa”, disse ele, ao enfatizar que “não há dúvida que estão soprando novos ventos na política” do estado.

Questionado sobre a candidatura e os possíveis candidatos da oposição, diz que não existe eleição fácil. “Em qualquer circunstância o senador Jaques Wagner é um candidato competitivo”. E completa: “Agora no meu caso, minha candidatura tem que ser fruto sobretudo de uma vontade dos baianos. Então eu quero transformar isso em algo natural”.

Prefeita Eunice Barreto (DEM) empossa secretariado

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O secretariado do município de Nazaré tomou posse para os próximos quatro anos. Reeleita, a Prefeita Eunice Barreto Peixoto (DEM), é uma referência no Estado da Bahia em gestão, além disso, a maioria do seu secretariado será ocupado por mulheres, seis das oito pastas.

Os nomes que irão ocupar o secretariado nazareno são:
Isleide Prazeres – Secretaria de Educação e Desportos
Samantha Falcão – Secretaria de Saúde
Maiara Farias – Secretaria de Administração
Tamires Nicory – Secretaria da Fazenda
Renata Hayne – Secretaria de Governo e Controladora –
Denilson Bispo (Maghary Brodher) – Secretaria de Cultura e Turismo
Ex-Vereadora Carla Peixoto – Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza
Leonam Torres  – Secretaria de Planejamento, Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico
Antônio Diogo – Ouvidoria

 

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