O que chama a atenção é que o ex-prefeito é aliado do governador, mas decidiu usar o alcance das redes para fazer o apelo, o que pode significar que o acesso ao petista não está tão fácil assim

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O ex-prefeito de Barra do Mendes, Tonho de Napo (PSD), foi às redes sociais para cobrar melhorias na estrada que liga o município a Barro Alto. No registro, o ex-gestor municipal chamou a atenção de deputados, senadores e do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que é seu aliado político.

Nas imagens, é possível ver que a estrada está completamente esburacada e, quando chove, a situação fica ainda pior. Tonho, então, decidiu fazer um apelo aos políticos de maior escalão para que a situação seja resolvida.

O que chama a atenção é que o ex-prefeito é aliado do governador, mas decidiu usar o alcance das redes para fazer o apelo, o que pode significar que o acesso ao petista não está tão fácil assim. Em ano eleitoral, ter aliados criticando a falta de parceria pode ser um sinal preocupante.

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De acordo com o TCM, o ex-prefeito criou despesas fictícias em contratos com o objetivo de desviar recursos públicos

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Os conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia acataram a denúncia apresentada contra o ex-prefeito de Barra do Mendes, Armênio Nunes, por causa da criação de despesas fictícias em contratos da prefeitura com o objetivo de desviar recursos públicos. Diante da grave irregularidade, o órgão determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual para que seja apurada a prática de ato de improbidade administrativa.

Foi determinado, também, o ressarcimento aos cofres municipais de R$ 162.559,00 com recursos pessoais do ex-prefeito, relativa aos processos de pagamentos identificados sem a comprovação de recebimento pelos credores e com fortes evidências de fraudes nas assinaturas. Também foi aplicada uma multa de R$ 2 mil.

De acordo com a denúncia, a prefeitura de Barra do Mendes teria utilizado assinaturas falsificadas para simular a celebração de contratos de prestações de serviços de despesas fictícias, cujos pagamentos ocorreram sem conhecimento dos credores com o objetivo de “camuflar o desvio de recursos públicos”. Inclusive, alguns desses contratos foram firmados em nome de pessoas já falecidas.

Para o TCM, a análise realizada nos contratos e documentos de despesas deixou evidente a responsabilidade do gestor por não ter indicado e nomeado um fiscal responsável pelo acompanhamento da execução dos serviços contratados, além de não ter delegado essa atribuição a agente incapaz de exercer de forma adequada e regular a referida função. Além disso, a relatoria destacou que o gestor não adotou medidas eficazes para apuração das irregularidades.

O ex-prefeito ainda pode recorrer da decisão.

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